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quarta-feira, julho 08, 2009

Ode a Maria João Pires

A história da despedida de Maria João Pires já não é nova. Arrasta-se ao longo de anos. Se a mudança de nacionalidade faz a diferença à sua alma, vá em frente.

Quem muito repete uma ideia ou não está seguro ou quer perpetuar um cenário para inglês ver. Maria João Pires poderia ser uma boa candidata para ganhar o globo de ouro 2010 "Adeus que Vou Embora (por favor agarrem-me)"... outro seria Soares Franco, que já "se foi".

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Cultura ao abandono

Metade do público abandonou a ópera de Emmanuel Nunes na estreia no Teatro de São Carlos

Não entendemos Emmanuel Nunes, premiado no estrangeiro.
Não entendemos José Saramago, premiado com um Nóbel e exilado em Lanzarote.
Não entendemos Maria João Pires, que foi viver para Salvador, Brasil.
Não entendemos Manoel de Oliveira, premiado pelo ministério da cultura com subsídios vitalícios para gravar.

Somos mesmo uns incultos. Valha-nos a cultura do Gato Fedorento e das séries norte-americanas.

sábado, julho 29, 2006

Entrámos na Silly Season

Agarrem-me, que me embora vou. É assim que vejo os latidos da pianista Maria João Pires deste final de semana, nos quais quis anunciar ao mundo que tinha comprado casa no Brasil.

Depois de anos a reclamar subsídios, coisa a que a maioria dos portugueses faz, cansada, vai para o hemisfério sul em busca de mais saúde e apoios para a sua carreira e projectos.

Os portugueses excelentíssimos são assim: exigentes e rancorosos com o país em que cresceram.
Se Maria João Pires quisesse apoios não tinha ido para o Brasil, mas para a Escandinávia.

Se José Saramago desejasse mais reconhecimento, não se tinha enfiado num deserto das Canárias, tinha ido para uma urbe de letras.

Portugal não é brilhante em termos de apoios culturais, mas como todos sabem, em países endividados, com orçamentos miseráveis e com povos que dão a maioria a jornais e “culturas” light, o homem/mulher cultura que exige e que salta freneticamente dizendo “eu quero! eu quero! eu quero!” não tem muita sorte.

Boa sorte Maria João Pires. Seja feliz. Cá a esperamos. Porque o português que diz mal da sua terra, volta sempre a ela.