domingo, janeiro 23, 2005

Os 10 apontamentos

Questões não respondidas no hino que carinhosamente o partido dedica a Santana Lopes:

1. Quem é a menina morena? A nova-ex-futura dama?

2. Quem vive para a pandega também chora?

3. Merece palavras amenas o homem, ou a menina, que é boa cigarra mas má formiga?

4. Santana foi à tropa? Foi figurante em algum filme medieval?

5. Descanso? Sonho? Já não dorme a sesta?

6. Pode-se considerar projecto de vida, uma ambição desmedida que o leva a não concluir mandatos que lhe foram confiados?

7. Santana faz musculação ou halterofilia?

8. Tem pesadelos e hemorragias nocturnas?

9. Tem consciência que o humilham quando se canta esta letra?

10. Que mais fará para ser feliz? Continuar a promover o ridículo?

Essa coisa chamada ambiente...

Hoje pelas 19h15, a 2: dá o segundo episódio de uma boa série de investigação: "Portugal – Um Retrato Ambiental". Produzida para a RTP, escrita por Luísa Schmidt e realizada por Francisco Manso, dá-nos uma visão sem-papas-na-lingua de como o ambiente é o elo mais fraco da nossa sociedade. O ordenamento das povoações, zona costeira, a fauna e flora... o imobiliário, o turismo, a economia. A excelência, como diria o outro. Sem medos, sem visões entrecortadas por outros interesses. A verdade nua e crua.

Parabéns à RTP pelo serviço que tem prestado. Já agora diga-se que é de louvar o facto de ter assinado com o sociólogo António Barreto para a produção de uma série de seis episódios sobre as principais mudanças verificadas na sociedade portuguesa, nas últimas quatro décadas.

sábado, janeiro 22, 2005

O método socrático

Batem as 20 horas. Os canais de televisão fornecem os tópicos que vão tratar... em mais de 60 minutos de programa. Passa-se a emissão para o regabofe novas fronteiras do PS.
São 20h01, Sócrates muda radicalmente de assunto. Next stop: Desemprego. Coincidência?

Será que o seu teleponto debita o discurso ao minuto?

"Carrinhos" de choque

Quem acredita que é com medidas drásticas que lá vamos?
Os chamados choques, as políticas de acção rápida e eficaz, ou, pensado mais terra a terra, os meros enfeites de campanha, voltaram a estar na moda. Aqui fica a linhagem deste pensamento da história contemporânea de Portugal. Uma senda de carrinho de choque, em que quem nos governa é o condutor, e o subjugado o carrinho que anda às três pancadas.

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Antes de Santana Lopes apresentar o seu programa de governo, a sua reacção seria diferente.

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A ingestão da justiça

O português é um animal que, quando chamado à justiça, compõe cenários alternativos, pirotecnias avançadas.
Nuno Cardoso, anterior presidente da câmara do Porto, engendrou esquemas noveleiros para Zé Povinho acreditar na sua inocência e deu-os a conhecer à comunicação social às 20h, hora a qual, os "inocentes" nacionais usam vezes sem conta. E com razão, usar outros canais de comunicação àquela hora, como o telemarketing, dava muito incómodo.

sexta-feira, janeiro 21, 2005

Jesus Cristo na mesa, Diabo na Casa Branca



Será Bush o regresso profético do anti-cristo?



Será que a sua família está envolvida?

Ou será apenas uma saudação lá da terra?

Coragem amiguinho, coragem! (hino à falta de lata)

Desde a primeira audição que fiquei rendido a hino preparado pelo PSD para a campanha das legislativas. Finalmente encontrei a letra. Foi escrita pelo brasileiro Gonzaguinha e "retrata" Santana Lopes. Saiu ontem no Correio da Manhã.
Aqui fica, para vossa reflexão:

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“Um homem também chora
Menina morena
Também deseja colo
Palavras amenas
Precisa de carinho
Precisa de ternura
Precisa de um abraço
Da própria candura

Guerreiros são pessoas
São fortes, são frágeis
Guerreiros são meninos
No fundo do peito
Precisam de um descanso
Precisam de um remanso
Precisam de um sonho
Que os tornem refeitos

É triste ver este homem
Guerreiro menino
Com a barra de seu tempo
Por sobre seus ombros
Eu vejo que ele berra
Eu vejo que ele sangra
A dor que traz no peito
Pois ama e ama

Um homem se humilha
Se castram seu sonho
Seu sonho é sua vida
E a vida é trabalho
E sem o seu trabalho
Um homem não tem honra
E sem a sua honra
Se morre, se mata
Não dá pra ser feliz
Não dá pra ser feliz”

quinta-feira, janeiro 20, 2005

"Apesar da tentativa de se desculpar, Santana Lopes afirmou que não precisa que ninguém lhe diga o que deve fazer por um "lapso" que nem foi dele e acrescentou que "a substância das coisas mantém-se." (fonte: Agência Lusa)

Não queria transformar as minhas intervenções numa destilaria de veneno contra o Dr. Pedro Santana Lopes, mas não me ocorre dizer nada a favor de tal senhor. José Sócrates, segundo a TVI (sim, eu vi a peça - mas foi só essa!!) é o candidato do "Não comento". Eu também não comento! Da parte do PCP, pois, cassete... O PP, tenho a elogiar a decisão de Paulo Portas de apresentar uma equipa; segundo ele, a equipa que governaria este país em caso de vitória. Um exemplo que deveria ser seguido pelos restantes partidos. O Bloco tem muitas ideias, vontade de as pôr em prática, um plano coerente, mas será tão bom partido no Poder quanto o é na oposição?
Posto isto, voltemos a PSL e ao seu comentário: muito infeliz. Um "lapso" que nem foi dele não é justificação para tamanha gaffe. Cada um é responsável pelos seus actos, bem como pelas suas palavras. Ao ter feito das palavras de Miguel Almeida as suas palavras, PSL tornou-se responsável por elas e por elas deve responder. Como qualquer cidadão de respeito...

Haja paciência!...

... para Santana Lopes e a sua ânsia por protagonismo. As gaffes têm sido uma constante e às custas disso, Santana já virou fenómeno. Verdade seja dita, há que dar trabalho aos caricaturistas.
A última notícia tem que ver com a descentralização de alguns ministérios. Não sei em que qualidade Santana Lopes fez tais declarações - se como candidato pelo PSD, se como Primeiro-Ministro de um Governo de gestão - mas o certo é que tal proposta carece talvez de mais estudo. A ideia é tirar alguns ministérios do centro da cidade, nomeadamente do Terreiro do Paço, e deslocá-los para a zona de Chelas/Marvila. Com isso libertar-se-ia algum espaço, possibilitando a vinda de mais jovens para o centro da cidade. Segundo as palavras de Santana... Mas qual é a relação directa entre a saída dos ditos ministérios do centro e a vinda de jovens? Por acaso o espaço deixado por esses ministérios é de cariz habitacional? Dois quartos, uma sala, cozinha e casa-de-banho? Se assim for, mudem-se já os ministérios para Chelas, que eu quero mudar-me para o Terreiro do Paço!

Reumatismo em tempo de seca

Afinal, em que é que ficamos? A SIC propõe como manchete para a edição do Jornal da Noite de hoje (bem lançada entre a novela das 5 e a das 6), a relação directa entre o tempo frio e húmido e o agravamento do reumatismo. Mas se ainda ontém eu estava a ver a manchete da noite e o tema era justamente a seca que se faz sentir e as suas consequências! Tempo frio e húmido em tempo de seca, bem, talvez no Norte. Aguardo ansiosa pelas 20h.

Na mira do Lopes

Dizia Luís Delgado que Santana Lopes era o George W. Bush português. Começo a acreditar que sim. Em Almada, o líder partidário do PSD cometeu mais uma gaffe.
Ou será que estava já contagiado pelo espírito de Jô Soares, que actua hoje no CCB?

quarta-feira, janeiro 19, 2005

Queen voltam aos palcos

Era uma vez, num reino bué bué longe... uma banda chamada Queen.
Faleceu o carismático líder, mas os restantes membros regressam para esticar as pernas.
Portugal, o país em que todos os natais sai mais uma compilação da banda inglesa, não tem actuações agendadas. Será que voltámos a viver na periferia?

Santana Lopes, o mito

Já em 2001, aquele que viria a ser o nosso Primeiro Ministro, era tomado como o político pós-modernos que todos agora conhecemos. Além disso, superava já a ficção quando em acção. Um pequeno genial.

terça-feira, janeiro 18, 2005

Samatra ou Sumatra?

Agora que é abandonada pelos média a tragédia que a vaga de maremoto originou, é tempo de esclarecer algumas dúvidas. São sobretudo, gramaticais.
Afinal é Samatra ou Sumatra? Como se lê e como se escreve?
Em caso de dúvidas aflore a questão. (adoro a parte dos "lidres" e "cadavres")

Uma visão diferente da coisa-pública

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segunda-feira, janeiro 17, 2005

Zero em airplay, sucesso de vendas

"Já não me lembrava de um disco [Humanos] tão consensual, mas este disco, que reúne o entusiasmo de especialistas e do mero consumidor, foi editado há um mês, saíram 40 mil unidades na primeira semana e, até hoje, airplay na RFM, zero, na Mega FM, zero, na Best Rock, zero, na Rádio Cidade, zero, na Rádio Comercial, zero."
David Ferreira, da EMI Music Portugal ao DNmúsica, 07-01-2005

Martunis II

Andava eu a pesquisar mais desenvolvimentos acerca do caso Martunis, quando me ocorreu pesquisar no site da Federação Portuguesa de Futebol. E eis que me deparo com esta pérola:
O organismo máximo do Futebol Nacional irá enviar a Martunis material desportivo relacionado com a Equipa das Quinas, estando também a estudar a forma de auxiliar a família da criança que sofreu na pele as consequências do maremoto de 26 de Dezembro de 2004.
Ainda ontém, no Primeiro Jornal da Sic, Filipe Scolari falava em primeira pessoa, dando conta de que tinha sido efectuada, por ele próprio e em nome da Selecção, a compra de um terreno para a família de Martunis. Uma ajuda certamente mais proveitosa do que o material desportivo da "Equipa das Quinas" que o dr. Madaíl pretende enviar.

Martunis

Não há dúvida: as camisolas da nossa selecção estão abençoadas e Portugal volta a estar unido graças à selecção - não por um jogo, mas por uma causa. A camisola que o pequeno Martunis usou durante os dezanove dias em que esteve desaparecido tocou o seleccionador nacional, que se apressou a fazer uma doação para que a família de Martunis (ou o que resta dela, uma vez que a mãe e a irmã continuam desaparecidas) possa reconstruir a sua casa. Um bom exemplo, vindo do mundo do futebol. Só é pena que tanta boa-vontade tenha sido despoletada por causa de uma camisola. De certeza que em toda a área afectada haverá muitos mais fãs da selecção portuguesa; irão também eles receber qualquer apoio directo por parte desta?

Jaime Ramos, o bôbo da corte de D. Alberto João

Para mais tarde recordar, aqui ficam alguns pensamentos do líder parlamentar do PSD Madeira, Jaime "sifões de retrete" Ramos.

domingo, janeiro 16, 2005