quinta-feira, março 17, 2005
Energias
Se os países árabes continuam a ter condições para o domínio das energias fosseis, Portugal tem-nas para o domínio das energias renováveis.
Sol, água, vento. Conseguiremos gerir esse manancial de forma a traduzi-lo em receitas e num país melhor?
[Ângulos de abordagem] - Sexo
Somos viciados em sexo - Correio da Manhã
Cinco por cento dos portugueses dependentes de sexo - Diário de Notícias
quarta-feira, março 16, 2005
Mitos amaricanos
Com um império dedicado ao bricolage, teve o "azar" de ter mentido em tribunal sobre negócios de bolsa. O Sr. Juíz não lhe perdoou e "estabeleceu-a" por 5 meses na prisa. Cumpriu-os na prisão federal de Alderson, Virgínia Ocidental.
Na semana passada reiniciou a sua vida. Uma nova fase: a de Maria ex-pecaminosa, abençoada pelo Espirito Santo e de grandeza reconhecida pelos seus pares humanoides.
Nos EUA, se a figura pública tem boas connections, bons profissionais a trabalhar a sua imagem e lucro, e cabecinha no sítio, ergue-se sempre. Os que passam pela exclusão, os que pecam aos olhos do país, restabelecem-se e tornam-se icons: seres que palmilharam-vida-tortuosa mas que, após uma crise, foram iluminados de sabedoria, bondade e sensatez.
Medalha ao peito, a todos fica bem
Dia 11 de Março, atribuiu medalhinhas a ilustres personagens como Bagão Félix, Adriano Moreira, Frank Carlucci, e a nomes não menos desconhecidos como José Ângelo Correia, Manuel Correia de Jesus, Marques Júnior, José Nogueira de Brito, Nuno Brito, João Rebelo e Maria do Rosário Ventura. Políticos dentro do PS, PSD, independentes mas maioritariamente do CDS.
Condecorações à descrição, sem sabermos os motivos porque foram escolhidos estes senhores/as e não outros. Por exemplo, que terá feito Bagão Félix pela defesa nacional? Será que cumpriu o serviço militar obrigatório no ultramar?
Certamente que todos se sentiram mais ilustres com tão bonito "pedaço de honra" ao peito. Muitas felicidades para eles.
terça-feira, março 15, 2005
Tommy Vance e John Peel
John Peel morreu durante umas férias que passava no Peru. Na semana passada foi Tommy Vance a não resistir à ternura dos 60 anos. Ambos foram traidos pelo coração.
segunda-feira, março 14, 2005
La mala educación
Pedro Calhau in Metro de hoje

O comum grunho portuga poderá achar desajustada a atitude daquele que é considerado dos três melhores pianistas portugueses vivos. É uma alarvidade, pagar para ver um espectáculo e ser-se o espectáculo arruinando-o.
Há que fazer frente à má formação com penalização. Que se deixem concertos a meio se não houver condições para prosseguir. Por um pagam muitos e esse "um" deveria ser chamado à responsabilidade sendo posto fora do auditório ou pagando o bilhete dos outros. Lições para a vida.
É curioso que este tipo de atitudes resista numa plateia "distinta". Nos cinemas temos sempre o(a) engraçadinho(a) que recebe a chamada da mamã a perguntar o que quer de almoço para o dia seguinte, do amigo que quer combinar a disco pós-cinema, etc. E tem razão, já não vejo a informação a passar antes do filme: "desligue o telemóvel".
Bastava tomar medidas como em outros países europeus: instalar nos "teatros" sistemas que indisponibilizem a rede.
Novas cores em velhos cargos

Ei-los que partem
novos e velhos
buscando a sorte
noutras paragens
noutras aragens
entre outros povos
ei-los que partem
velhos e novos
Manuel Freire - Ei-los que partem

Arranja-me um emprego,
pode ser na tua empresa, concerteza
Que eu dava conta do recado
e pra ti era um sossego
Sérgio Godinho : Arranja-me um emprego

Na minha terra, o cartaz do Santana também sofreu efeitos de ondulação. Cá para mim, deve ter sido a fraca qualidade dos materiais usados (aliado à fraca qualidade do candidato em si).
Uma vez que vivo numa terra de Mouros e que o senhor candidato do PSD corria o risco de não ser reconhecido, houve alguém que resolveu fazer-lhe um restyling. Não foi no computador, foi mesmo no cartaz, que ainda esteve assim exposto durante mais de uma semana. O cartaz do Sócrates estava bem mais engraçado, com um bigodinho que oscilava entre o Hitler e o Charlot. Infelizmente, esse não deu para fotografar. Alguém fez o favor de descolar metade...
domingo, março 13, 2005
Auschwitz?

Pela primeira vez sigo uma série de que dá uma riquíssima gama de pormenores sobre o horror praticado pelas SS e pelo partido Nazi. Nem filmes, nem séries sobre a segunda guerra que fazem de Auschwitz um pormenor de 5, 10 ou 20 minutos chegaram tão perto de um assunto que ainda tem muito por investigar.
O documentário é uma produção da BBC. Continua imparável na divulgação da história da humanidade, e não se restringe aos "acasos" ingleses.
Fáfá de Nitéroi se sente machucada
Fátima Felgueiras in GR
sábado, março 12, 2005
To State or not to state
Dos 7 milhões de habitantes, 1200 mil trabalham na administração pública.
Em Portugal, muito debatemos, pouco avaliamos, e quase nada nos responsabilizamos. Nesse cirandear de "teologias" de governar está o degladiar esquerda-direita sobre o papel do Estado na nossa economia. Deverá ter poder e dinamismo suficiente para bem servir(esquerda) / deverá ter pouco peso sendo distribuido boa parte do poder e responsabilidade pelos privados (direita).
Desde os anos 80, escolhemos governar pela segunda, a corrente económica mundial. O exemplo dado pela Suécia não invalida a primeira. Não acreditemos então nos medos que certos partidos nos incutem que um país só progride com uma economia de empresas privatizadas.
sexta-feira, março 11, 2005
Socrates, o matemático!

Este Governo é composto por um grupo um pouco diferente do que talvez estejamos habituados a ver... Quanto a mim a côr partidária não interessa, eu acredito nas pessoas. Assim espero que estas pessoas mereçam a nossa confiança.
O que eles vêem
António Vitorino in Antena 1 - Maria Flôr Pedroso Entrevista
Carcaça ou herói?

Como nem tudo é belo, situações de conflito geram mortes indecentes e inocentes. Semanalmente morrem centenas de iraquianos em ataques terroristas. Se ainda há uma semana num só atentado foram despedaçados 125 corpos, ontem foram 45 que padeceram em Mossul. Conquanto, o mundo ocidental dá mais significado à morte de um agente secreto italiano. Como a digere? Promove-o a herói, a martir.
"Nicola Calipari mergulhou para cima de mim para me proteger e, imediatamente, e quero dizer imediatamente, senti o seu último suspiro quando ele morria sobre mim" disse Giuliana Sgrena, refém momentos antes.
A morte deu-se à passagem por um posto de controlo do Exército americano. A jornalista ficou ferida na clavícula e pulmão esquerdo e o agente dos serviços secretos Nicola Calipari, ao protege-la com o corpo, foi desta para "melhor" com um tiro na cabeça.
Para o comum cidadão são mortes trágicas. Para o responsável pelo envio de tropas, além de trágicas são indesejáveis. Não podem passar sem justificação, mortes que se deveram a opções de política externa e/ou interna. Fazem então o apelo à dimensão não palpável: os valores, a honradez, o divino.
Giuseppe Pisanu, o italiano Ministro do Interior, disse "estou certo de que os italianos honrarão a última contribuição para a nossa segurança, paga com dor e sangue pelos serviços secretos" outros dizem, em tradução livre, "a sua morte não foi em vão". São palavras que equivalem a 0 (zero) ao ser que perdeu a vida, mas também aos que não se revêem na abordagem ao problema Iraque. Talvez se sinta mais apaziguado, quem acredite na doce imagem da recompensa para "os bons": o além.
Para quem gere os problemas com armas, as vidas perdidas dos outros que o servem não são em vão. Sentadinhos nos seus gabinetes ou no tronos, reis; democratas; despotas ou ditadores geriram, e gerem, os suspiros dos seus subalternos. Raras vezes dão o corpo às balas.
Nicola Calipari fez o que um agente de segurança das suas características está treinado para fazer: tapou quem protege com o seu corpo. Acabou por morrer. Foi um acto profissional sem mácula, mas também um acto humano incrível.
O seu corpo, a sua carcaça foi recebida em Itália com emoção. Será condecorado a título postomo. Se fosse americano, as reacções seriam mais efusivas: multiplicariam-se em rituais em sua honra. Entre a Europa e o país "grande" do outro lado do Atlântico existem formas diferentes de manifestar o desagrado pela morte de um compatriota. Espanha não aceitou que um atentado de grande magnitude ficasse sem ser uma lição. Responsabilizou a política externa do seu governo: o apoio a uma guerra "preventiva" no Iraque. Não foram mortes heróicas, mas alteraram o curso da história.
Assim vamos conVivendo...
quinta-feira, março 10, 2005
A natureza do mal
Vasco Pinto de Magalhães in Notícias Magazine 27/Fev/2005
Inicia-se hoje a X Legislatura
Já diziam os antigos...
"Há nos confins da Ibéria um povo que nem se governa nem se deixa governar"
Gaius Julius Caesar (100-44 AC)
Ângulos de abordagem
Elas drogam-se mais - Correio da Manhã
quarta-feira, março 09, 2005
Temos pena (!)
Sejamos patriotas, pelo menos na venda de grandes empresas portuguesas.
Quando um concurso é feito nos reinos de Espanha, dificilmente os consórcios nacionais conseguem vencer devido a uma descarada "unha negra". A unha do seu patriotismo.
Portugal não protesta, Espanha finge que tudo foi normal.
Desta vez, chuchem no dedo!
Estejam descansados que, nos próximos anos, a PT não vos escapa...
Santana Lopes tem um tabu




Ainda não clarificou porque motivo encarquilham os seus últimos cartazes de campanha.
terça-feira, março 08, 2005
Unicer na crista da onda
No ano passado tinha sido a Green, em 2003 foi a invasão da Stout...
E assim nasce uma militante

Para provar que o PCP irá sobreviver por muitos e longos anos e que serão as mulheres a fazer por isso, aqui está esta pequenita de punho erguido em prol do Partido Comunista Português.
Avancem vocês

Ferreira Leite recusou ser, mais uma vez, o cordeiro de sacrifício do PSD.
O próximo presidente do PSD, terá a mesma tarefa de Ferro Rodrigues: aguentar pancada durante dois anos.
Pode-se dizer cobras e lagartos sobre Manuela Ferreira Leite, mas certo é que é das pessoas envolvidas na política que nos ultimos anos mais penou pela sua firmeza. Firmeza que falta a muitos, mas que deveria fazer parte de todos os políticos. De fala baratos estamos fartos.
A ex-ministra já teve o seu momento de sacrifício pelo partido. Que se cheguem à frente agora, os que em seu nome muito gozaram.
segunda-feira, março 07, 2005
Para português, meia palavra basta
Tony Vitorino (imagem do contra informação) vai assumir o cargo de deputado. Rejeitou ser ministro e com razão, os (bons) ministros estão constantemente sob ataque da imprensa (partidária).
A Francisco Lopes (CDU), Francisco Negrão (PSD), Fernando Rosas e o próprio Tony Vitorino foi pedido, por um orgão de imprensa regional, que explanassem as suas ideias principais distrito pelo qual seriam eleitos: Setúbal. Entre outras frases, Tony debitou esta:
"A complexidade das sociedades contemporâneas e a multiplicidade dos desafios que se lhes colocam, obrigam-nos a aliar permanentemente direitos e deveres a exercer uma ética de serviço público. Elevar a qualidade da nossa democracia implica fazer dos sistemas de justiça e de segurança instrumentos ao serviço de uma plena cidadania, com o alargamento dos mecanismos de participação dos cidadãos."
in Noticias de Almada 18/02/2005
Dir-se-ia numa frase o que sugeriu em várias: "Melhorar o serviço público, justiça e segurança para fazer com que os individuos se envolvam novamente na sociedade pela cidadania".
O seu parágrafo de principios é cara chapada do PS-campanha: ideias vagas, eloquência, imagem quanto chegue para derrotar um governo PSD-CDS auto-descredibilizado em 6 meses.
Para Setúbal, Tony Vitorino apresenta o que poderia afirmar para o Castelo Branco ou para os Açores. Durante o texto, para não parecer mal, fez referências ao distrito que encabeçava. Falou nos estuários do Tejo e Sado. Poderão dizer: "Ah e tal, querias o quê? O xotôr Vitorino esteve a muito ocupado na UE a representar Portugal. Não pode estar a par de tudo!"
A realidade é que, neste momento, para português meia palavra basta. Para quê complicar? Para quê fazer o trabalho de casa? Para quê apresentar propostas contextualmente justificadas? A estratégia do "apresenta pouco - mas sorri muito" resulta sempre. Assim "habituados" estamos: exige pouco, sê porreirinho.
No mesmo artigo do jornal, Francisco Lopes e Fernando Rosas mostravam estar por dentro dos assuntos do território que iriam representar na assembleia. Fizeram o mínimo que devia ser feito. No final da história foi Tony Vitorino que levou grande parte dos deputados.
Frio?

Ironia pré-primavera.
Na semana mais fria do ano surgiu nos "mupis" uma publicidade com uma tipa bem descascada.
Ironia pré-outono.
Em Setembro ainda se havia calor para andar de t-shirt. Recordo-me de nos "mupis" ser exposto um anúncios com roupitas bem quentes!
Pelos vistos as empresas de marketing ainda não recorrem ao serviço de tarólogas, ou astrologos africanos, para saber o tempo que estará nas semanas seguintes.
domingo, março 06, 2005
O retrato do "Adamastor"
O CDS fundado na conturbada arruaça que foi o 25 de Abril , já não existe.
Os membros do legado são já outros. Não preservam o nome, os ideais também não e querem agora desfazer-se, à boa laia radical, da sua identidade. Como meninos de fiéis sentimentos que são, querem enviar o retrato de Freitas do Amaral para o Largo do Rato.

Não será a última vez que veremos birrinhas democráticas cristãs. O CDS PP ganha nova identidade. Já foi de direita, das feiras, já foi estadista, revolucionário, dos trabalhadores, agora é autoritário para outras formas de pensar. Cristianismo a mais naquelas cabecinhas?
Ser tolerante e aceitar que toda e qualquer pessoa pode mudar de pensamento no decorrer da sua vida, são conceitos muito racionais para os senhores que ainda pagam a água e luz do Largo do Caldas.
«A maioria dos fumadores regulares quer deixar de fumar, mas apenas três a sete por cento dos que tentam fazê-lo sem ajuda conseguem uma abstinência a longo prazo, revela um estudo publicado na Revista Portuguesa de Pneumologia.
A investigação é da autoria de Sofia Ravara, assistente de pneumologia do Hospital Amadora-Sintra, e foi publicada na Revista Portuguesa de Pneumologia no ano passado.
(...)"A maioria dos fumadores regulares quer deixar de fumar", mas, apesar disso, apenas três a sete por cento dos que tentam fazê-lo, sem qualquer ajuda, "conseguem uma abstinência a longo prazo", lê-se no artigo da revista da Sociedade Portuguesa de Pneumologia. A taxa de sucesso para deixar de fumar aumenta para 15 a 30 por cento se os fumadores forem apoiados por intervenções clínicas eficazes. Estas intervenções clínicas podem ser breves, com uma duração de três a cinco minutos, até ao aconselhamento intensivo, estando ambas associadas à farmacoterapia.
(...)Em Portugal, onde 12 mil pessoas morrem anualmente devido ao hábito tabágico, existe cerca de uma centena de consultas em hospitais e centros de saúde que podem ajudar os fumadores a deixar de fumar. Só no Hospital de Santa Marta, em Lisboa, são realizadas por ano mais de 300 consultas de desabituação tabágica.
(...)Os jovens e adolescentes fumadores têm "uma consciência pouco amadurecida", estão "muito voltados para as sensações", gostam de "experimentar novos comportamentos" e não trocam "um benefício futuro por um prazer no presente". Além disso, os jovens e adolescentes acreditam que "é fácil deixar de fumar", segundo o estudo publicado na revista da Sociedade Portuguesa de Pneumologia.
(...)Para se criarem as melhores condições para o fim do hábito tabágico, deve aliar-se "o tratamento farmacológico para a dependência química às estratégias psicoterapêuticas cognitivas e comportamentais, bem como as estratégias motivadoras, como seja toda a informação pedagógica contida em panfletos, peças de teatro, filmes e spots publicitários".
No passado dia 27 de Fevereiro entrou em vigor o primeiro tratado mundial para reduzir o consumo de tabaco, que mata anualmente seis milhões de pessoas em todo o mundo. A Convenção Quadro foi aprovada por 192 países durante a 56ª Assembleia Mundial da Saúde, que decorreu entre 19 e 28 de Maio de 2003 em Genebra e, até 23 de Fevereiro deste ano, tinha já sido ratificada por 57 países.
Portugal ratificou o documento a 09 de Janeiro do ano passado, seis meses depois de a União Europeia o fazer, e o Peru foi o 40º país a ratificar o texto, o que abriu caminho à sua aplicação. Entre as orientações definidas contam-se a prevenção do tabagismo nas mulheres - que tem vindo a crescer em Portugal, sobretudo entre as jovens, que representam já 16 por cento dos fumadores nacionais -, e nos jovens entre os 11 e os 18 anos.»
Fonte: Agênia Lusa, 06/03/2005
Achei este artigo interessantíssimo e achei que o devia partilhar. Para quem o quiser ler na íntegra, durante o dia de hoje deve estar dispnível no siteda Lusa.
Hoje em dia faço parte dessa minoria de 3% que conseguiu deixar de fumar sem qualquer ajuda, mas já tinha feito outras tentativas, sempre sem sucesso. Não se trata de ser fácil ou difícil deixar o hábito (em muitos casos, o vício): trata-se de querer. E não tem de ser porque os pais o exigiram, o namorado não gosta ou o patrão proibiu: tem de ser por vontade própria e para o próprio bem.
Há mais de dois anos que não tenho catarro nem de Inverno nem de Verão; há mais de dois anos que consigo correr 5 minutos sem entrar em taquicardia. A rinite melhorou e, tirando as noites em que levo com o fumo dos outros durante horas, raramente chego a casa a cheirar a tabaco. A pele está melhor, já não tenho unhas amarelas e quem me beija já não diz que está a lamber um cinzeiro.
Santa Maria...
Aaaah... como eram bonitos os nomes das bandas dos finais da década de '80
Mão Morta, Zé Manel Suicida, Ena Pá 2000, Jardim do Enforcado, K4 Quadrado Azul, Mler Ife Dada, Ocaso Épico. Outros tempos.
Consultem este curioso sítio.
sábado, março 05, 2005
A invasão
Foi um dos responsáveis por um episódio caricato na história da rádio em Portugal. Adaptou "A Guerra dos Mundos" de Herbert G. Wells na RR em 1958. "A Invasão dos Marcianos" causou polémica, e deu-lhe três horas de carcere.
Tempos idos esses em que a rádio era arte polémica...
sexta-feira, março 04, 2005
O governo tem complexos de esquerda
As palavras proferidas por Sócrates após a vitória de passado dia 20 de Fevereiro são as primeiras, que eu tenha ouvido, em que, pela direcção política que dá a outro partido, nos faz ver de que quadrante político não é. Não diz convictamente se quer um rumo menos à direita ou mais ao centro-esquerda.
A esta hora, José Sócrates encontra-se reunido com o Presidente da Républica. Vai dar a conhecer a sua equipa para os próximos quatro anos.
Se é de esquerda, direita, vertical ou horizontal, já pouco me interessa. Que faça boa gestão dos dinheiros públicos e que favoreça os que menos têm.
Directamente do Largo do Rato

José Sócrates continua a fazer escolhas para o seu governo.
Parece estar perto de garantir um círculo coeso.
António Vitorino grita já de entusiasmo.
quinta-feira, março 03, 2005
A Endemol ainda não se lembrou...
Imaginem, Manuela Moura Guedes a ser submetida a um exorcismo!
Habituem-se!
Edita-se o primeiro livro de Dan Brown e a poleposition será novamente nossa! Pensarão os estrategas da Bertrand.
"Anjos e Demónios", pouco vendeu há dois anos. A sua tradução em português, está à venda a partir de hoje.
quarta-feira, março 02, 2005
Vida civil
A falta de mobilização sociedade civil é apregoada pela classe política, e académica, como um dos males da comunidade lusa.
Um dos chavões da demagogia governativa é "queremos que o cidadão volte novamente a lutar pelos seus interesses, participando nas decisões com voz activa". Nada mais perigoso para o lobbie que é todo e qualquer grémio que disputa e pretende perpetuar o poder.
Como sou defensor de que para atingir objectivos temos mesmo que agir, e não ficar especado no banco de jardim a dizer mal de tudo e todos, apoio o gesto de uns portugas que decidiram blogar contra o "desmanche" do Cinema Europa. Eis o blog:
Agenda musical
terça-feira, março 01, 2005
Adeus Sexy Hot, olá Vénus
"Uma das apostas do canal será a emissão de conteúdos dirigidos ao público homossexual".
A sério, vão notar a diferença.
O país treme
Nem ele se cala, nem se cansam de falar dele
Miguel Coutinho in DN 23/02/2005
segunda-feira, fevereiro 28, 2005
Actores e senadores
Jamie Foxx ganhou merecidamente o Oscar para melhor actor com Ray.
Começa a ser recorrente serem galarduados afro-americanos. Já foi o caso de Denzel Washighton e de Cuba Gooding Jr e Morgan Freeman embora como actores secundários.
O cinematográfico correcto?
Em toda história americana do congresso é risivel a quantia de senadores afro-americanos eleitos. Não é superior a cinco. Se vamos esperar pela boa vontade da camaradagem política branca nem no ano 3000 haverá justa equiparação.
Proponho então, que seja a academia de Hollywood a eleger representantes no congresso.
De lá já saiu um presidente, Ronald Reagan, porque não senadores?
Era só uma ficção :)
"As palavras que nunca te direi"
Desde o início de circulação do internacional Metro, o jornal da Cofina tem perdido protagonismo, daí que sua edição nº 200, a 3 de Março, contará já com algumas reformulações.
Nas palavras de Francisco Pinto Barbosa, director do Destak, "as mudanças traduzirão um design mais arrojado, mantendo todavia o estilo leve, e o alinhamento editorial aproximar-se-á do perfil do leitor Destak: jovens urbanos com poder de compra".
A verdade é que o Destak, "fazendo-se" para leitores que adoptam o Correio da Manhã como seu matutino, perdeu terreno para o Metro, um jornal mais informativo, que tem menos charadas e entretenimento e com o qual os jovens se identificam mais.
Como custa reconhecer o falhanço da estratégia inicial, Francisco Pinto Barbosa, assim como qualquer outro na sua posição,
diz palavras de circunstância como: "[Queremos] aproximar o jornal ainda mais do leitor, apostando na informação, entretenimento e desporto".
Aproximar, é a tal palavra desprovida de um ângulo outrora importante: promover o conhecimento e a diversidade. Se os estudos dizem que o publicozinho deseja imagens do Beckham e da Paris Hilton todos os dias santos... que assim seja. O mercado é soberano, mesmo o dos jornais grátis.
And the Oscar goes to...
domingo, fevereiro 27, 2005
(ainda) Habemus Papam

Até vê-lo, nem que seja por uma altiva janela, o planeta católico continua a ter representante terreno na carne de D. João Paulo II.
Liberdade? Que indecência!
Num documentário que passou recentemente no Toda a Verdade da SIC Notícias, veio à baila a caminhada de movimentos puritanos dos EUA.
A marca europeia French Connection United Kingdom (FCUK), teve de deixar de se representar pelas siglas, pois suscitava a muitas cabecinhas um trocadilho maldoso.
Foi apenas um dos casos tratados.
Fiquem com outro: a música e a ficção continuam a ser artes controversas.
Eucaristia dominical
RAP in Visão 17-Fev-2005
sábado, fevereiro 26, 2005
Aumentar a produtividade
O incremento do indice de produtividade basear-se-á na investigação da Dr.ª Kari Lerum, Universidade de Washington.
Num recente número da revista Gender & Society apresentou o método que trará a felicidade a gestores e a "geridos".
Optimus já deu o q tinha a dar...
E agora? Já pensaram em pedir subsídio ao Estado?
sexta-feira, fevereiro 25, 2005
Duelo de titãs
Pedro Lomba in DN, 25/02/2005
Os blogs também se "abatem"
Gmail
Ainda em versão beta, não está acessivel a todos os que desejarem obtê-lo. A assinatura é feita por convite até ver...
Quem desejar conhecer o bom serviço Gmail, basta solicitar um convite para o nosso email.
quinta-feira, fevereiro 24, 2005
Soube (a) pouco
Luís delgado in DN, 23/02/2005
Sem Rasto
Tem sido emitida no AXN e embora não esteja já com paciência para séries de acção na TV, tenho acompanhado regularmente.
Vale a pena dar uma olhada. Caso o nome CSI vos faça tirar os olhos do monitor, em privilégio do televisor, fiquem com a nota que Sem Rasto é dos mesmos produtores dessa série.
Estado de Graça
O Estado de graça que representou será uma referência dos manuais do marketing político.
Excedida a nossa paciência para a coligação de direita, entra o PS em estado de graça. É justo, Sócrates também tem de ter o seu período de adaptação. Começa hoje, precisamente.
quarta-feira, fevereiro 23, 2005
Paraíso laranja
António Fontes, Visão, 20 janeiro 2005
Arqueologia audiovisual
Aconteceu em Inglaterra. Registos da vida diária foram descobertos, estudados e congregados numa série de três episódios na BBC.
Surpresas como estas também nos atingem. Um investigador luso anda há anos para trazer para Portugal um espólio rico.
No país de Camila Papa-Bolas descobriu gravações de fado e revista portuguesa das primeiras décadas do século XX. O seu estudo permitirá percebermos que formas tinham as expressões musicais que ainda fazem parte da nossa identidade.
O passado não nos deixa de surpreender.
Finalmente, a chuva
Não caía pinga de água desde a posse do governo de Santana Lopes. As preces a Nª Srª de Fátima sempre deram resultado.
Terão incidido sobre a seca ou sobre o grande-circo PSD-CDS?
RTP com maioria relativa
Tiraria uma semelhante em relação à cobertura televisiva da noite eleitoral: ainda temos faro colectivo para a qualidade.
A cobertura da RTP foi a que registou share mais elevado.
RTP - 36%
SIC - 27,8%
TVI - 21,4%
Nem a bocarra de Manuela Moura Guedes safou o canal gerido pelo seu marido naquela noite.
terça-feira, fevereiro 22, 2005
Choque sem Sócrates...
José Pedro Vasconcelos (ex-apresentador da Quinta das "Celebridades") - LUX
Confiança. Que confiança? A confiança.
Como no nosso país estamos domados por um déficit de responsabilidade, de autoridade e de carácter, as políticas estatais não produzem resultados. Assim, quem disputa ou quem sobe ao poder utiliza, por matéria prima, a força anímica dos cidadãos. Vemos recorrentemente dois cenários: o da tanga e o do oásis. Palavras de dois líderes PSD, mas que encontram sinónimos noutros partidos com o objectivo de refutar ou enaltecer o trabalho do governo que está na berlinda.
Durão Barroso exagerou quando disse que o país estava de tanga. Estava estagnado. Meio ano depois dizia que já tínhamos atingido a retoma. A falta de coragem de Guterres para aproveitar uma razoável fase económica, foi sucedida por um Durão que passou de incendiário a evangelista. Acabou, esse sim, por "fugir" para a Europa deixando de lado o cargo de primeiro-ministro que o PS tinha gentilmente cedido ao PSD. Declinou essa responsabilidade.
Portanto, confiança sem vermos trabalho dos eleitos? Muito bem. Recorrer ao "planeta" emocional não é política, não é gerir, é brincar com a "saúde" das pessoas. Confiança e auto-estima são palavras de circunstância e vicissitudes do jogo político. Os portugueses são dominados por sentimentos mais fortes como pessimismo e nostalgia que, por sua vez, só podem ser combatidos com resultados económicos. Galvanizar a auto estima é ilusionismo de massas, fomentar esperanças... que convém sobretudo à partidocracia.
Há que combater sim, o comodismo e o facto de sermos subsidio-dependentes bem como a falta de formação - diria escrúpulos - dos empresários nacionais, bem como os que são a força motora deles. Dizia Paulo Portas, e bem, que era necessário criar mais empresas e que já ficava satisfeito se formasse 150 novos empresários. Eu acrescentaria "reformasse". Se fosse dado a ver que agindo responsavelmente com políticas de âmbito social nas suas empresas, 150 investidores teriam mais e melhor lucro... haveria menos desempregados, mais trabalho de qualidade e mais consumo.
"É preciso dar o exemplo, e o exemplo faz-se não se diz". A frase foi proferida por Manuel Sobrinho Simões hoje de manhã à Antena 1. Nem mais. Não falem de confiança, trabalhem para a merecer!
segunda-feira, fevereiro 21, 2005
Verdades refutáveis
- As antenas de telemóvel são prejudiciais à saúde? Talvez não.
- O sudário de Turim, que alguns acreditam pertencer a Jesus Cristo, será datado da época medieval? Talvez não.
"Vitória ao serviço de Portugal"
Radicais & Extremistas, S.A.

Esta imagem foi produzida antes do discurso de "adeus" de Paulo Portas.
Não é coincidência ter enfatizado o que para si é um grande problema da nossa democracia: o crescimento da esquerda que ele categoriza de extrema e radical.
O CDU e Bloco de Esquerda sairam vitoriosos, sim. Encarnam uma esquerda, uma mudança, mas nunca um autoritarismo que o próprio CDS-PP chega a personificar em questões como a do aborto.
Demonstra fé cega, radicalismo da parte de Paulo Portas pois não consegue tolerar o pensamento de outra corrente política, a convicção de portugueses que pedem a pluralidade de certas matérias, matérias que o CDS-PP não aceita a liberdade de escolha.
Paulo Portas é dos portugueses mais brilhantes da sua geração. Mas no melhor pano cai a nódoa e o discurso de ontem à noite é o culminar de uma campanha em que a toda a hora chamava a atenção para a "extrema esquerda radical".
Radical é querer apagar a luta de dezenas de anos que resultou no 25 de Abril e no regresso da constituição da república. É acreditar que dar toda e qualquer liberdade ao mercado criará riqueza para todos. Sim, criará para todos os que possuem audis, várias gravatas, posses para viajar, etc. Não para os na base da sociedade que trabalham com contratos precários que a maioria dos empresários nacionais usam devido a uma legislação de direita. Dizem que é em prol da produtividade e da competitividade, mas precaridade gera precaridade.
Nobre Guedes mostrou-se nesta campanha. Algumas afirmações como aquela de fomentar a rebeldia em Coimbra aquando da vinda de Sócrates àquela cidade, evidenciaram que por debaixo daquela "pele" de santo, está uma pessoa que se "passa da mioleira" muito facilmente e que, tal como Paulo Portas, tem convicções radicais que não se quadunam com o apregoado centro direita, mas sim com o da direita radical e/ou extrema.
Aceitar a pluridade de escolhas (de religiões, cultura, de práticas, "pro-vidas") é uma coisa. Outra é recusá-la.
Não direi que os partidos encabeçados por Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã sejam sociais amigáveis. Certas ideias que têm são demasiado "progressistas" e são criticáveis. Mas pelo menos, como personagens, têm uma vantagem a Paulo Portas. Têm firmeza de princípios e não são camaleões da política mudando consoante o que lhe dá mais votos. O Bloco de Esquerda cresceu com os mesmos ideais e práticas de há 3 anos, assim como a CDU.
domingo, fevereiro 20, 2005
Por amor a Portugal
Não deseja a direita, nem a "extrema direita radical".
O povão que deambula, qual clubisse, entre PS e PSD preferiu desta vez o partido que tem um líder e elementos mais próximos que não referem a palavra "Esquerda". Ao menos não ofendem as susceptibilidades da maioria.
A Esquerda apregoada de radical e extremista, mantem-se e cresce. CDU não desce, BE duplica pelo menos. São apenas projecções, mais logo veremos...
PS - PSD
O sol já se pôs em Portugal. Está um fim de tarde muito frio. Nove milhões de portugueses aguardam em casa o início da noite eleitoral.
Os palanques partidários devem estar empoeirados, pois não há eleições há quase 10 meses.
Está prestes a iniciar-se o desafio PS - PSD, jogo da 10 legislatura da república portuguesa. Uma partida que pode acompanhar nos média nacionais.
As equipas de contagem de votação também já fazem exercícios de aquecimento. Os líderes dos partidos começam a entrar nas sedes de campanha e recebem algumas palmas dos poucos adeptos que já chegaram.
Em caso de vitória, PS pode subir à liderança, ficando apenas à espera de saber se o resultado lhe dá uma maioria.
O PSD aguarda com expectativa os resultados do escrutínio. Em causa está a estadia de Santana “menino guerreiro” Lopes, o treinador, à frente do partido. Se vencer será auto proclamar-se-á imperador eterno de Portugal e dos Algarves, se perder processará os portugueses que não votaram nele.
A história é favorável a Santana Lopes. Venceu tudo o que tinha a vencer, assim como abandonou tudo o que havia para abandonar enquanto presidente.
sábado, fevereiro 19, 2005
Votar dá saúde e faz crescer
Embora a juventude não veja vantagens no plebiscito, e parte da "camada" adulta acha que o seu protesto valha como voto em nulo, a democracia dá-nos o poder de mudar e de nos associarmos para alterar o que não gostamos.
Não votar, é dar razão ao Salazar, que achava representar todos os portugueses e como tal, não era necessário lhes pedir uma avaliação do trabalho por si desenvolvido. É dar razão a quem acredita que o nosso destino deve ficar na mão de uma família: a monarquia absolutista. Mal ou bem, a democracia, pervertida a belo prazer de alguns, ainda nos dá os meios para fazermos dela o que desejarmos.
sexta-feira, fevereiro 18, 2005
"Eu é que não sou parvo"
O método do PSD assim pareceu. Reconquistar o lugar que Durão Barroso abandonou é agora quase que impossível. Primeiro porque Santana mostrou não ter coerência para estar num cargo como o de Primeiro-Ministro, segundo porque a sua campanha foi a mais “coitadinha” alguma vez vista. Pacóvia, pois tentou valorizar-se como um político de ideias e firmeza que era atacado pelos incompetentes da nossa praça. O problema é que os ataques vinham dos mais variados quadrantes, facto que deita por terra qualquer argumento de “menino indevidamente atacado pelos maus da fita”.
Se o seu governo é tido como o das trapalhadas, a sua campanha foi tida como irritante, incoerente, ingénua… in in in. Os debates que pediu e recusou, as “borlas” que tirou na campanha, o não mostrar de nomes para ministros que disse ter em carteira, o amor ao país… etc.
”Faz lembrar aquele ministro da Informação do Iraque que, quando os tanques já estavam em Bagdad, ele ainda achava que estava a ganhar a guerra”, afirmou Sócrates e com razão.
PS e o Sócrates vão ganhar sem pouco ou nada terem feito para tal. Sem ideias próprias, recuperam a empoeirada “tralha” idealista de Guterres. “Mais e melhor, não sabemos as medidas de cor”. Tristeza de país que cai nas mãos de pessoas sem eficácia e força. Mau é o político e o partido que precisa de maioria absoluta para fazer alguma coisa pela democracia e um país.
Os líderes PS e PSD mostraram quão atrazadinhos estão ao falarem na clonagem e fertilização invitro (Santana) e no choque tecnológico (Sócrates). Os “jotinhas” do PSD não souberam informar Santana Lopes que o que está na agora “berra” é as células estaminais e o seu poder de conseguir tratar várias doenças. Aliás, o seu governo defendia a recusa da investigação, a par dos EUA e da… Costa Rica. Espanha e outros países desenvolvidos já a aprovaram e fomentaram. Quanto a Sócrates, um choque tecnológico há 10 anos era o “in”, hoje em dia já “todos” temos computadorzinhos em rede… e a burocracia em Portugal já quase que não existe. Not!
A politica PS – PSD assemelha-se a dois grandes lobbies que não olham a meios para conseguir atingir a governação de um bolo: Portugal. Promete-se tudo a todos, não se têm ideologias de esquerda ou direita, reina-se ao sabor da maré. Quem espera desespera: os portugueses.
Sá Carneiro ainda é argumento para o PSD assim como os 30 anos pós-25 de Abril ainda o são para o atraso para o Portugal pós-Salazar. Continuaremos, daqui a 20 anos, a ver os nossos governantes defenderem-se com os mesmso argumentos? Recorda-me aqueles países africanos, muito ricos de matérias primas, mas que apontam sempre para o colonialismo ou para o adversário político para justificar a pobreza do país e a riqueza da classe política. Angola é um deles.
O reinado de Santana foi fértil. Os criadores do Gato Fedorento costumam dizer que têm como inspiração a primeira trupe do Big Brother. Para mim, os 7 meses do futuro-ex-PM serão sempre relembrados com risota. Se Durão Barroso era um “cherne”, cretina jogada de marketing político, Santanek será o peixe balão da nossa história. Do cherne ao caos.
O incrível
"exploração política incrível".
É caso para perguntar: o voto de silêncio pela morte da "vidente" Irmã Lúcia, foi o quê?
Já sabemos que o seu líder fez pausa no Carnaval para repousar.
Dia de S. Sondagem
Jorge Coelho in Visão 20/01/2005
quinta-feira, fevereiro 17, 2005
Zigzagueando pela Direita
"Portas garante nunca ter gostado do fundador do CDS [Freitas do Amaral] e, ainda hoje costuma dizer dele em privado «foi fascista aos 30, social democrata aos 40 e socialista aos 50»"
in Grande Reportagem, 12 Fevereiro de 2005
Paulo Portas foi social-democrata aos 20, jornalista reacionário aos 30 e estadista aos 40.
Chama-se a isto, mudar a sério.
Beau Sauvage
Carlos Magno, comentador da Antena 1 e RTP, defende o voto em Jerónimo de Sousa (CDU) por ser o único a transparecer autenticidade nesta campanha. O que leva comentadores a aconselharem o voto num personagem que apelidavam de selvagem? O aparecimento de outro selvagem: Franscisco Louçã, irascível trostskista e seus correligionários anarquistas que se "escondem" por detrás do que intitulam de esquerda moderna.
Que é feito do argumento: "Votar no PC? Um partido com ideais totalitários e que ainda não criticou as atrocidades cometidas para lá da cortina de ferro?"
quarta-feira, fevereiro 16, 2005
Astrologia partidária
Astróloga dá vitória a Sócrates
Santana Lopes diz que o PSD está próximo de ganhar as eleições
De certeza que Santana Lopes terá em sua posse previsões astrológicos próprias, assim como acontece com é o caso das suas sondagens.
Dupont et Dupont
"Onde está o verdadeiro Portas? No líder conservador e responsável que surge todos os dias nos nossos ecrãs? Ou no anarquista de direita, iconoclasta, tolerante, destemperado, indisciplinado, desregrado e com valores pouco tradicionais que é recordado pelos seus antigos colegas de O Independente? Mais do que agir por convicção, Portas parece estar a desempenhar um papel para consumo público, porque é suficientemente inteligente para saber como fazê-lo e porque o traquejo da escrita lhe ensinou o jogo rigoroso das palavras"
Joaquim Vieira in Grande Reportagem, 12 Fevereiro 2005

terça-feira, fevereiro 15, 2005
Debates: fim.
Vergonhosamente, Santana Lopes não cumprirá os debates a dois que estavam previstos com CDU, BE e... CDS. Seria interessante ver frente a frente os dois partidos, responsáveis por três anos de governo.
Quem fez finca pé por Sócrates não querer debater? Santana Lopes. Em que se destingue do candidato do PS? Em pouco ou nada. Dois partidos, dois monopólios na disputa de um terreno com 800 anos de história.
A hipócrisia do líder do PSD devia ser bem castigada.
Votar num PS que apresentará, pelo menos, 50% de ex-elementos da vaga guterrista não se poderá considerar "mudar".
Dia 20 de Fevereiro vamos votar, mas também vetar!
Estado em que se encontra este blog
Veta PPD-PSD
Com a campanha na recta final, o PSD de Santana Lopes continua firme na sua estratégia: "O nosso Primeiro-ministro era um poço de vitalidade e competência. Tiraram-no indevidamente do poder, coitadito". Daí que a nova palavra dos cartazes seja fazer.
A estratégia de vitimização (sondagens e jornalistas) aliada ao ataque à tralha guterrista (cartazes dos jotinhas) já ridiculariza o candidato laranja. Palavras como fazer, verdade e competência destoam da imagem que evidenciou nos seis meses de gestão. São as sondagens que o comprovam.
No fim-de-semana, o Expresso apresentou uma sondagem em que eram realizadas uma série de questões de carácter quotidiano. As percentagens conotavam Sócrates a capacidade de trabalho intelectual e a Santana a lazer.
O marketing do PSD está a falhar. Os portugueses continuam a associar Santana a instabilidade e incompetência. Dia 20 de Fevereiro veremos se assim não é.
segunda-feira, fevereiro 14, 2005
Fruta da época
É dos poucos cronistas que não simpatizo: é rijo quando lhe apetece mas não consegue se distanciar da côr política que o alberga.
Critica sem receios Santana Lopes como fez hoje. Mas se não fosse esse o líder do seu partido, imaginemos que era Cavaco ou Marcelo, não diria que o PSD e o CDS estão a ser oportunistas quanto à morte da "vidente" Lúcia.
Por isso acredito que comentadores não partidários e jornalistas, têm um papel importante a desempenhar. Há que criar mentes menos passivas... e não é com propagandistas que vamos lá.
Hino de Santana. Refeito.
O homem humilha-se
Um homem também chora
Menino Santana
Também deseja colo
Deseja queridas
Precisa de acompanhamento
Precisa de ternura
Precisa de tratamento
Da própria candidatura
Políticos são pessoas
São falsos, são ágeis
Políticos são meninos
Medem-se em sondagens
Precisam de um poleiro
Precisam de um repouso
Precisam de um cargo
Que os tornem refeitos
É triste ver este homem
Santana tontinho
Fazendo figura de simplório
Metendo a culpa nos outros
Eu vejo que ele berra
Eu vejo que ele dança
À noite na discoteca
Deseja a fama
O homem humilha-se
Se o colocam em cartazes
Cartazes são a sua campanha
E campanha dá poleiro
E sem o seu poleiro
Um político não tem presença
E sem a sua presença
Santana, não tem fama
Não dá para ser feliz
Não dá para ser feliz
domingo, fevereiro 13, 2005
Hoje sinto-me assim

PS: Para os mais distraídos, esta é a foto vencedora da mais recente edição do World Press Photo. Mais informações e as restantes fotos premiadas no site oficial.
CDSr
Sim senhor, começo a acreditar no CDS como um partido revolucionário. Gente que não dorme sabendo que a classe média:
- não tem há vários anos aumentos acima da média nos ordenados;
- recebe trabalho precário para os seus jovens que entram na vida activa;
- é a que mais sofre com os impostos pois é a que os paga de sobremaneira.
Com CDS, cada um tem o que merece!
Fátima (-3)
Fátima persistirá embora tenha diminuido o número de turistas que acedem ao santuário imortalizado pelos relatos de Lúcia.
Viveu da forma como mais desejou, ou como a deixaram.
Espero que a devoção que fez da sua vida tenha dado frutos esta tarde. Que a sua dedicação à fé, ao não palpável, tenha tido um desfecho... divino. Digo-o com sinceridade.
Continuo agnóstico.
Tenha medo. Tenha muito medo.
Portas alerta para o "perigo" de país ser entregue ao PCP e ao BE
Não será desta que a esquerda estará no poder. A não ser que se considere que o partido do "Costa" é de esquerda.
sábado, fevereiro 12, 2005
Luso-qualquer-coisa
Coragem e ousadia são dois dos adjectivos que muitos atribuem à SIC, por ser a primeira estação a apostar num elenco totalmente negro para protagonizar um programa – ‘Os Jika da Lapa’ –, uma mistura de ‘sitcom’ com ‘talk show’, que se estreia hoje à noite.
Coragem e ousadia. Duas elogiosas palavras, enganosas no meu parecer, para uma das TVs comerciais nacionais.
"Os Jika da Lapa" são sem dúvida um formato de salutar investimento, mas são o exemplo que só investimos quando já temos o programita testado lá fora.
Nos EUA existem séries de humor só de afro-americanos, para afro-americanos. É da BBC que destaco a série "étnica" mais impecável: Good Gracious Me (Valha-me Deus - 2:), palhaçadas da comunidade indiana de na Grã Bretanha. É exibido hoje à noite no segundo canal.







