segunda-feira, abril 18, 2005

"Habemus" fumo



Viva a disparidade de critérios usados pelo Vaticano, que dita que o uso do preservativo é imoral, mas fumar, não.

O nanar do morcego

domingo, abril 17, 2005

Underworld #15

Reviews, artigos [Tatto Master, William Burroughs, Tédio Boys, Judas Priest vs Iron Maiden], calquitos e entrevistas [ZU, Varukers, Shrapnel vs Blacksunrise, Puissance, Turbo Negro, The Slackers, Cephalic Carnage]

Não se conseguir levantar dinheiro, com cartões CGD, no Almada Forum numa manhã de Domingo é:

a) Falta de óleo na engrenagem;
b) Uma situação perfeitamente normal;
c) O profissionalismo do costume.

sábado, abril 16, 2005

É uma quinta portuguesa, concerteza


Fig .1 - Da esq. para a dir., Gonçalo da Câmara Pereira, Lili Caneças, Capitão Roby e Elsa Raposo

"Ora, a obsessão nacional do momento é essa: ser famoso, existir, exibir, dar nas vistas. Lili não é mais nem menos do que a versão profissional adulta da Marta, do Marco, do Zé Maria (...)

a ideia de que a nossa vida se pode fazer sem estudo, trabalho, dedicação, empenho, entrega. A ideia de facilidade. Portugal tem sido fácil e rápido - mesmo que nos queixemos de que não funciona."

Pedro Rolo Duarte in DNa - 25.03.05

sexta-feira, abril 15, 2005

"Getting ugly"

A ficar feio. Esta é a categoria do Algarve, de acordo com a revista National Geographic Traveler.
Num país onde o Turismo, quanto a mim, surge como a alternativa à agricultura, pesca e indústria em vias de extinção, é "gratificante" saber que nessa revista saiu um artigo que coloca o Algarve na 106ª posição numa lista de 115 destinos turísticos mundiais. Em toda a Europa, de acordo com o artigo, pior só mesmo a Costa del Sol, em Espanha.
O "desenvolvimento descontrolado da costa" e a "destruição do ambiente natural com projectos que pretendem capitalizar o mercado de turismo de massas", são os dois maiores problemas apontados pelos especialistas da "National Geographic Traveler". Eles não estão loucos, devem ter estado em Quarteira. Ou terá sido em Portimão? Vilamoura? Albufeira? Penso que qualquer cidade costeira do Algarve serve como exemplo.

Vem aí um fim-de-semana alargado e muitos portugueses aproveitam estas mini-férias para rumar ao Algarve. Por isso é bom que os empresários ligados ao turismo e os funcionários da hotelaria comecem a tratar bem os clientes tugas porque depois desta publicidade negativa (embora todos saibamos que é verdade) é natural que os "bifes" deixem de vir para um destino feio, onde o atendimento é mau e ainda por cima caro.

Aqui deixo uma nota aos nossos governantes: "Não deixem que aconteça o mesmo à Costa Vicentina". Um bom planeamento é preciso!

O calhamaço da música

Começaram ontem as actividades da casa mais famosa do país: a Casa da Música. Ei-la, vezes mais cara do que estava previsto. O futuro deste excelente meio de diversão e instrução é incerto: quem paga a barrigada de despesas anuais que necessita para estar com as portas abertas? Além dos euros que chegam dos visitantes, dos investimentos privados, o Estado também terá a sua participação.

Diz-se, e com razão, que está sem fundos para pagar a tudo e todos. Para quê continuar a investir dinheiro público em museus que estão vazios? Para quê criar novos espaços que irão requisitar novos encargos?Será a linguagem mais actual para trazer as pessoas para o conhecimento e cultura?

A casa da música não irá sobreviver só de fundos do Estado... se assim fosse, estava condenada ao fracasso. No entanto, há críticos que dizem que o seu futuro é muito incerto. Até aqui chegaram, bem-vindos.

Foi há uma semana

A carga pronta metida nos contentores
Adeus aos meus amores que me vou
P'ra outro mundo

Circo de Feras - Xutos e Pontapés (1987)

quinta-feira, abril 14, 2005

Viva o baixinho!

Em que estará a pensar Marques Mendes?
Aqui fica a minha sugestão.

"Vou andar por aí!"

Estava eu feliz da vida porque achava que não ia voltar a ouvir falar de Santana Lopes noutro contexto que não o da imprensa cor-de-rosa, mas foi felicidade de pouca dura. Desta feita, aparece para dizer que já decidiu se se vai ou não recandidatar à autarquia de Lisboa, mas não diz o que decidiu. Ainda que se tenha decidido, quem tem a última palavra sobre essa decisão é o líder do partido, i.e. Marques Mendes.

Não tenho dotes de mística ou adivinha, mas se Santana Lopes tivesse mesmo algum interesse em retirar-se, não viria constantemente a público com as meias-frases que têm sido avidamente exploradas pela imprensa, talvez por falta de assunto ou talvez porque o país precisa de rir e Santana está a tornar-se melhor em provocar umas boas gargalhadas do que o Nilton e o Aldo Lima.
O tristemente célebre "Vou andar por aí" define claramente o seu interlocutor: alguém sem rumo, sem um plano concreto e sem uma estratégia para levar o que quer que seja a bom termo. Se ao menos fosse um fantasminha diabrento, ainda se chamava um padre para benzer o país e lá ia ele, mas tenho em crer que nem S. Pedro era santo para o aguentar.

Hortofruticultura

McDonalds introduz cenouras nos menus

Já era tempo de parar com tão vil discriminação!

Ter razão?

quando olho à volta e vejo tanta gente entrincheirada em posições tão definitivas, interrogo-me se ainda é permitido não saber.Nós vivemos num mundo em que dizer "não sei" é como sair à rua em pelota. Inventamos respostas para perguntas que não conhecemos e fingimo-nos convictos do que mal compreendemos. Em teoria, os séculos XIX e XX aboliram todas as verdades absolutas, mas em compensação herdámos pilhas de certezas e fugimos da dúvida como da peste.

João Miguel Tavares in DN - 25.03.05

quarta-feira, abril 13, 2005

terça-feira, abril 12, 2005

A crítica (literária)



"Qual crítica literária? Oh Ana, existem 3 programas na TV portuguesa sobre livros. Nunca fui convidado para nenhum, por exemplo. A crítica literária fez comigo umas tréguas, digamos assim. Eu esclareci desde inicio que não sou escritor, sou um contador de histórias. Ainda não tenho estatuto para ser escritor. Ficaram mais sossegados porque se eu lhes tenho dito que sou escritor caiam-me todos em cima, aceitem-me como tal. Como eu disse "eu não pertenço à confraria (...) estou de fora. Aconteceu-me escrever um romance aí fizeram tréguas. Não vamos dizer mal, dizemos bem. Bestial!"

Miguel Sousa Tavares, Por outro lado / Ana Sousa Dias - Dois - 23.03.2005

Quem cria nunca tem boa relação com a crítica. Quer seja literária, quer seja musical ou outro tipo de arte, há sempre o atrito entre quem realiza e quem, sentado na cadeira munido de um cházinho, analisa em esboços aquele que foi o "suor", o prazer de outro.

O crítico será um jornalista a quem se dá a oportunidade de opinar. Larga o voto de objectividade, que poucos dão atenção, e entra no reino da subjectividade. É um estilo jornalístico sem escola, sem livros que o delimitem. É um ensaísta que se deixa guiar pelo seu conhecimento, bom senso e prática de escrita.

Os autores atingidos dizem que os críticos são escritores frustrados. É tão verdade como a famosa frase "eles estão com medo", dita por quem se sente ameaçado num espaço de poder.

Algumas críticas são justas. Margarida Rebelo Pinto não é um talento da escrita portuguesa. É escrita popular, no sentido de venda. Outras são despropositadas. Quando se mostra com muitas certezas, é sapiente ou, na maior parte das vezes, gosta de ser endeusado, é pouco humilde e conhecedor da realidade. É crítico que acredita poder dizer as barbaridades que lhe vier à cabeça pois o divino deu-lhe a missão de desconversar.

Descrever e comparar são as dimensões que nos podem fazer ver uma obra. Serão as melhor armas de um crítico de bom senso.

Fazem-se juízos de valor como se quem opina fosse proprietário da verdade. Uns são partidários de causas e outros de modas, mas ninguém tem a verdade na mão nem está suficientemente à frente do seu tempo cultural. Por exemplo, a Camões e Fernando Pessoa, não foi reconhecido valor por "compradres" do seu tempo.

A afirmação de Miguel Sousa Tavares bem que pode ser verdade. Em certas alturas o mercado une-se e homenageia determinado autor. Acontece na indústria audiovisual, musical, onde Grammies e Oscares valem muito... dinheiro. O mercado e o mediatismo também influenciam a arquitectura e pintura. Porque não semi-ignorar um autor que apresentou um trabalho de investigação esforçado numa boa escrita?

Répar pela (boa) causa

A McDonald's informou que vai pagar a todos os rappers que mencionarem o Big Mac nas suas músicas. A acção de marketing vai ser conduzida pela Maven Strategies, que no ano passado conseguiu que o gin da Seagram tivesse sido citado em cinco músicas. Segundo o Media Guardian, a McDonald's Estados Unidos vai pagar entre 70 cêntimos e 3,50 euros por cada vez que as faixas tocarem na rádio.

Excelente marketing para péssimos aperitivos.

domingo, abril 10, 2005

"Ó Idalina, viste a novela ontem?"

A emissão da SIC sofreu uma avaria na quinta-feira ao final da tarde, entre as 1903 e as 19:40. Foram 36 minutos e 55 segundos com o ecrã a negro. No entanto, continuou a registar uma audiência de 1,7% durante este período, o que corresponde a um share de 6,5%, o que equivale a 161 mil pessoas com o televisor ligado neste canal.



Gostamos de bom entertenimento. Mesmo que o ecrã esteja a preto ou só com chuvinha.
Imaginem, o filme mais português mais visto em 2004 ficou abaixo de metade do share que a falha da emissão da SIC registou na quinta-feira passada.

Será que o realizador César Monteiro tinha razão? Uma boa fita a negro, mas com vozes, resulta mais que um debatezinho chato na Dois.

Ah e tal, não senhor

Depois do enterro da mais alta figura do catolicismo, nada melhor que do que um bom casamento. Uma união na casa monárquica mais badalada do planetinha azul, em directo em tudo o que é estação. Brilhante.


[Fotos: Correio da Manhã]

O que temos a ver com o casamento de Carlos e Camomila? Nada. Não é casal do meu país; não é mais que folclore; não contribui uma melhor sociedade, nem para uma pior.

Hilariante é também a cobertura que se faz do congresso do PSD. Em 10 anos tivemos 10 congressos do PSD, como dizia Marques Mendes na noite de sexta-feira. Se ele vencer para o ano haverá mais um. Porque carga de água, as televisões interrompem a novela da noite, dedicam grande parte dos telejornais a questiúnculas partidárias como esta? Diga-se em abono da verdade que os marmajos do PSD foram, desta vez, remetidos para os canais cabo.

Estes debates, desde que os média começaram a cobri-los intensivamente, tornaram-se uma nova forma de direito de antena. Não se apresentam propostas, apresentam-se caras, prepara-se terreno para as próximas eleições. Tudo está praticamente decidido, discursos estão redigidos e existem sempre as duas oratórias da praxe dos candidatos. É nos bastidores que se tomam as decisões. É o "espectáculo" do óbvio, uma obra pré-feita, uma ficção de baixo calibre. Concordo plenamente com o texto de Vasco Pulido Valente que hoje sai no Público.

Passividade não, obrigado. Cabe aos média filtrar o trigo do joio. Dar borlas a "conclaves" partidários não é informar o país, é fazer favores à máquina política em questão. O casamento real britânico também não nos interessará, não faz nasce da identidade portuguesa. Nada impede, no entanto, que seja transmitido nas TVs privadas.

Uma excepção para a morte do Pápa. Como símbolo da crença da maioria dos portugueses e sendo um acontecimento raro, é natural que as horas antes e após sua morte tivessem vasta cobertura.

sábado, abril 09, 2005

sexta-feira, abril 08, 2005

Ainda há americanos porreiros

Eu até achava alguma piada à música do Moby, mas depois destas declarações fiquei a admirar o homem...

"A cidade de Nova Iorque é hoje, essencialmente, uma cidade europeia na costa da América. Os nova iorquinos não confiam nos americanos e os americanos não confiam nos nova iorquinos! Se Nova Iorque se tornasse parte do Canadá muitos de nós aceitaríamos essa ideia."
Moby in DN:música - 11.03.2005

Mas a melhor é esta:

"A América é um miúdo mal comportado que tem de ficar de castigo, virado para a parede, durante meia hora. Quando cresce, talvez possa voltar a brincar com os outros."
Moby in DN:música - 11.03.2005

Brilhantina e credibilidade

lá o vimos [Ray Charles - Salão Preto e Prata do Casino do Estoril] há um par de anos, "abrilhantando" um evento social maioritariamente povoado de gente que aplaudiria tudo e todos os que estivessem em palco - desde que lhes assegurassem previamente a credibilidade "bem do nome em questão".

Mário Lopes in DNa - 18.02.2005

Na quinta, nada de novo



"Santana Lopes declarou peremptóriamente: não será candidato à Presidência da República. Dado o carácter volúvel da personagem, a declaração vale o que vale. Podemos facilmente imaginar que, de hoje para amanhã, arranja um pretexto imperativo que justifique a candidatura. (...)

Para Santana Lopes todos os dias são dia 1 de Abril"

Eduardo Prado Coelho in Público 05/04/2005

quinta-feira, abril 07, 2005

E começa a guerra de poleiro

Já tem acontecido a alguns Presidentes de Câmara irem para o Governo e as coisas não correrem bem. Quando pretendem voltar para o pequeno poleiro que haviam deixado, o sucessor quer continuar o seu trabalho e assim começa a guerra pelo lugar...

Há vários exemplos: Fernando Gomes vs Nuno Cardoso, Isaltino Morais vs Teresa Zambujo e agora Santana Lopes vs Carmona Rodrigues. No caso dos dois primeiros nenhum ficou lá, nos restantes as próximas eleições autárquicas o dirão.

De volta aos trópicos

Nino Vieira vai regressar à Guiné Bissau.

Mais um que não suportou o desgosto de não ter sido convidado para a Quinta das Celebridades.

Estados de alma

Os portugueses são dos maiores consumidores europeus de anti-depressivos e pílulas para dormir, acompanhando a nova tendência da medicina para considerar estados de espirito ou maneiras de ser com situações clínicas. A vergonha e a timidez, por exemplo, chamam-se agora "fobias sociais", e podem-se tratar, não com uns copos e um jantar com amigos, mas com pílulas receitadas por médicos e comparticipadas pelo Estado. (...)

A paixão infeliz, ou o mal de amor, são já catalogados pelos psiquiatras como "uma doença genuína que necessita de diagnóstico". Morrer de amor está em vias de deixar de ser um exagero poético para ser uma situação clínica.

José Júdice in Metro, 29.03.2005


Aumenta anualmente o conjunto de estados físico-mentais que são traduzidos por médicos como "doenças". E para doença diagnosticada, medicação é requisitada.

Porque não combatê-los sem fármacos? Se no passado era considerado mau estar e não doença, porquê fazer-se com que o organismo fique dependente e resistente a eles?

Estamos a voltar ao tempo em que as más acções eram justificadas por bodes espiatórios. "Foi um espírito maligno", "foi mal olhado", "foi o culpa do Deus das hortaliças". Nos EUA, advogados de condenados por crimes alegam em tribunal que o seu "cliente" sofre de problemas do foro psicológico. Não sabem o que andam a fazer na vidinha.

Eix, onde eu já vou...
Desculpem, não estou em mim. É que ando sob medicação!

quarta-feira, abril 06, 2005

Momento Níquel Nausea

Há música entre nós?

No DNmúsica de 21 Janeiro, Nuno Galopim no seu "Trolaró", deu-nos a conhecer o artigos musicais mais vendidos no ano de 2005, e os que mais rodaram nas rádios. Ei-los:

Top Rádio (Fonte: Nielsen Soundscan)

Seal - Love's Divine
3 Doors Down - Here Without You
Evanescence - My Immortal
Limp Bizkit - Behind Blue Eyes
Reamonn - Star
Fingertips - Melancholic Ballad
Dido - White Flag
Delta Goodren - Born to Try
Anastacia - Left Outside Alone
Luis Represas - Da próxima Vez


Top CD (Fonte: Associação Fonográfica Portuguesa)

O-Zone - Disco-zone
Adriana Calcanhoto - Adriana Partimpim
Da Weasel - Re-Definições
U2 - How to Dismantle an Atomic Bomb
Evanescence - Fallen
Norah Jones - Feels like Home
Black Eyed Peas - Elephunk
Phil Collins - Love Songs
Rui Veloso - Concerto Acústico
Anastacia - Anastacia

Em tempos, ambas as tabelas equiparavam-se. O que se ouvia na rádio, marcava o ritmo das vendas. Hoje em dia, são os estudos de mercado que definem o airplay, daí que as radios "jovens" como Best Rock e MegaFM repitam até à exaustão os sucessos de top dos 3 Doors Down, Evanescence, Limp Bizkit. E rádios "para o grosso do mercado", como Comercial e RFM, passem os êxitos do Reamonn, Fingertips, Dido, Seal, Anastacia, etc...
Êxitos que não vendem, que não são aclamados pela crítica musical, mas que garantem audiência. Pessoalmente, esses singles esgotaram a minha pachorra à segunda ou terceira audição.

Embora não seja "adepto" de Norah Jones, Adriana Calcanhoto, Black Eyed Peas e Da Weasel fico satisfeito por estarem entre os mais vendidos do ano de 2005. São artigos que, na minha óptica, têm alguma qualidade musical.

terça-feira, abril 05, 2005

Era só a reinar

Mais um mistério a TVI tem um enviado especial num local que designou como o principiado do Mónaco. Principiado?

Manifesto monárquico



Foto: Francois Lenoir/ Reuters

Na foto, Iranianos no aeroporto de Bruxelas manifestam-se contra o regime dos Ayatolas.
Exigem, pasme-se, o regresso da monarquia ao Irão, monarquia que reinou até fins da década de 70. Foi Khomeini que a destornou. Não, não é um momento Gato Fedorento.

Com o poder assenhoreado pelos Xiitas, não há outra verdade e caminho que não o deles. Recordar os tempos idos da monarquia é meio caminho andado para ser-se severamente penalizado, na carne. É acto profano que leva à mutilação ou morte.

O que podem fazer 59 opositores? Barulho!
Esperar por ajuda divina ou de um D. Sebastião?
Talvez tenham a sorte de ventos americanos soprarem para aqueles lados. Ventos de guerra, advindos da cruzada envangélico-económica de George W. Bush.

segunda-feira, abril 04, 2005

Via verde

"Ele" é como a pescada, antes de o ser já o era. Santo pápa em vida, santo após a morte.
O representante máximo de Deus na terra tem lugar assegurado no altar divino para outros o processo de canonização é extenso.

Merece. João Paulo II foi dos líderes católicos que mais incentivou a beatificação.

aDeus



Até à próxima. Caso haja eterno retorno.

Cresci com João Paulo II não no sentido humano, mas no temporal. Não me recordo de outro chefe máximo da eclesia, embora tenha nascido antes da sua posse.

O seu longo governo é a sensação mais aproximada que tenho ao regime monárquico. Em séculos passados, gerações de pessoas viveram e morreram sem conhecer mais do que um líder. O rei, nos tempos que correm, é quase figura decorativa e a democracia faz com que as faces que nos representam se alterem de quando a quando.

O pápa que agora vai a "enterrar" cumpriu bem o seu papel, trabalhou na saúde e na doença. Espera-se um novo substituto mais conservador e de idade mais avançada.

sábado, abril 02, 2005

O James Dean português

"Para a mentalidade britânica, é difícil engolir a sua arrogância. É a figura mais popular do futebol inglês. Tem bom aspecto é fotogénico, a sua fotografia aparece todos os dias nos jornais. Acho mesmo que é o James Dean do futebol inglês."

Matt Scott (jornalista desportivo inglês) in DN – 25.03.05

sexta-feira, abril 01, 2005

À mesa com...



O presidente da Comissão Política do PSD Oeiras, Paulo Vistas, disse "estranhar as buscas a dois dias da realização de um mega-jantar de apoio à candidatura de Isaltino Morais" ao seu município de sempre.

Será normal:
- Que se procedam a investigações, à hora e dia que a justiça necessite?

ou

- Que a um inocente (até prova em contrário) tenha a possibilidade coadunar o seu horário com o trabalho da justiça?

Recordar é viver

O poder político tem largas culpas nesta atitude de pobre a fingir de rico. Santana Lopes declarou encerrada a austeridade, pois teríamos voltado à era da prosperidade - isto no preciso momento em que a economia entrava novamente em queda.

Francisco Sarsfield Cabral in DN 14.03.05

quinta-feira, março 31, 2005

Marketing BUUUUUHHHlítico

Algumas teses que mais ouvi aqui nesse pais foram as de que o povo português é burro, maledicente e sem um mínimo de bom gosto. Daí que era pura perda de tempo para fazer uma campanha política inteligente, bonita e bem disposta. Ouvi isso tantas vezes que até já estava a duvidar dos meus conceitos.
(...)

Uma das coisas que me motivou para abandonar o maravilhoso mundo da publicidade foi ter ficado cansado de tentar provar a alguns directores de marketing que esse país não é feito de energúmenos pirosos, imbecis, contumazes, idiotas orgulhosos.
(...)

A campanha do PSD foi um desastre total, um lixo absoluto, um equívoco do princípio ao fim. Do "guerreiro menino" ao cartaz do "vocês querem que eles voltem?", nunca vi algo tão mal esgalhado, tão mal parido, tão ofensivo à inteligência alheia.

Edson Athayde in DNa - 04.03.2005

Ainda há esperança

A investigação em células estaminais volta a produzir frutos, desta vez sob a forma de neurónios. Investigadores da Universidade da Califórnia, do MIT (Massachusetts) e da empresa AntiCancer INc. conseguiram desenvolver neurónios a partir de folículos pilosos de ratinhos.
Ainda falta algum tempo até que esta descoberta possa ser aplicada a doentes de Parkinson ou Alzheimer, mas é já um bom prenúncio.

O direito à mania da perseguição

Filipe Menezes será o actor principal do próximo filme de M. Night Shyamalan (A Vila, O Sexto Sentido). Encarnará a pele de um Robin dos Bosques moderno, feroz combatente e denunciador das forças do mal.

O líder da distrital de Braga do PSD tem aproveitado a campanha, que divide com Marques Mendes para a eleição de presidente do seu partido, para ensaiar:

[Houveram] "reuniões secretas para preparar a sucessão da actual liderança desde Outubro, quando ainda não se sabia de das eleições ou da crise do partido".

[Serei] "único capaz de romper com alguns grupo minoritários que têm dominado o partido"

"Ficar-se-á a saber se quem decide o futuro colectivo dos sociais-democratas são os militantes que lutam e acreditam até ao fim em todos os combates ou uma pequena pseudo-aristocracia partidária se diverte a dizimar pelas costas os seus próprios dirigentes em pleno campo de batalha".

Temos filme. Palminhas!

quarta-feira, março 30, 2005

Excelente notícia

Primeiras crias em cativeiro de Lince-ibérico

Epá, decidam-se!

"O PSD precisa de pessoas normais" mas Santana "ainda tem muito a dar ao PSD e ao País"

Dos derrotados das últimas legislativas, só o PSD está encaminhado para uma futura liderança.
Está em plena campanha interna.
O CDS continua, como se diz agora, com um tabu. Não há paz de alma que queira arriscar o seu coiro. Será que algum "notável" do (CDS) PP se iluminará depois de findada a quaresma?

Brevemente na Dois

Maçonaria acerta parceria com a 2

O primeiro programa versará a eleição da Miss Avental 2005, evento patrocinado pela Grande Loja Regular de Portugal. Vencerá a esposa do associado abrazonado que estiver mais conforme os velhos costumes de dona de casa portuguesa.



No mesmo episódio será adiantado o nome do premiado Pedreiro do Ano. O maçónico que melhor "matutar" a arte do escopro e da pedra será premiado com uma viagem à favela Rossinha onde, durante 15 dias, ajudará à edificação de casas.



Há que perpetuar a herança dos ensinamentos maçónicos.

terça-feira, março 29, 2005

Frases feitas

A casa real do Mónaco considerou o estado do príncipe Rainier "muito delicado, extremamente reservado". A esperança de sobrevivência será bem menor do que o significado que retenho da frase.

Reservado e delicado são adjectivos que, no meu entender, indicam alguma incerteza no diagnóstico e no prognóstico. Pelo que tem vindo a público, pressuponho que é quase irreversível que a sua morte ocorra em breve. Não existe grande margem de esperança.

"Extremamente reservado", será ocultar uma verdade quer seja boa ou má. Ser "muito delicado" indica requerer cuidados, mas pode, ou não, ser uma situação limite.

Hoje deu-me para embirrar com chavões.

Geo(metria) estratégica





Fotos: DN

segunda-feira, março 28, 2005

Coisas do aquém

"Baudelaire escreveu, no princípio do século XX, que a grande astúcia do diabo foi convencer toda a gente de que ele não existe. Mas não e A grande astúcia está no homem em arranjar um diabo para se desresponsabilizar, para atirar a culpa a alguém, que lhe serve de bode expiatório".

Vasco Pinto de Magalhães in Notícias Magazine 27/Fev/2005

Avaliação objectiva

Não há bem que sempre dure nem mal que não comece.

Nestes dois comentários podemos observar como é um pensador recto: os ministros da anterior legislaturas não tinham facetas negativas, tiveram azar apenas; os novos não terão qualidade à priori, dêem-lhes indiferença por agora.

Se não fosse Luis Delgado, quem nos faria rir? Recorda-me aquele menino teimoso da primária que, com discurso eloquente, faz frente à turma e que a faz dúvidar da verdade universalmente inscrita nos livros.

domingo, março 27, 2005

Páscoa feliz

Ah, não deixo passar a época pascoal sem uma notícia positiva. Há semanas, a causa cristã ganhou um fiel devoto. Os pecadores perderam um professor.

Brian "Head" Welch abandonou o seu sonho de criança e dedica-se, agora, a pregar a fé cristã. Antes era guitarrista dos Korn, uma banda de topo, banda que emergiu numa das vagas que o Alternativo e o Metal apresentaram à música comercial. Cresceu?


Não deixa de ser curioso que o americano típico não descansa até encontrar uma âncora, uma resposta a si mesmo, na espiritualidade. Cat Stevens (agora Yusuf Islam) espantou meio mundo, nos anos 70, ao abandonar o quentinho mundo pop, o dinheiro, as vaidades, para se dedicar à religião islâmica. Faz o que sente.
Hoje temos um caso muito menor protagonizado por "Head". Na Blabbermouth leio correntemente notícias sobre as suas recentes peripécias. Despeço-me desta Páscoa sugerindo a leitura de algumas.

Guitarist HEAD Quits KORN, Dedicates Life To Christianity - Feb. 22, 2005

Former KORN Guitarist HEAD: 'There's Happiness After The Anger' - Feb. 22, 2005

Former KORN Guitarist Explains Decision To Get Baptized In Israel: 'God Told Me' - Mar. 7, 2005

Former KORN Guitarist BRIAN 'HEAD' WELCH: 'I Just Want To See Kids Come To The Lord' - Mar. 9, 2005

Former KORN Guitarist: 'The Jesus Tattoo On My Hand Keeps Me From Masturbating' - Mar. 19, 2005

BRIAN 'HEAD' WELCH: 'I Was Put In KORN To Witness Every Trick Enemy Does With Music' - Mar. 26, 2005

sábado, março 26, 2005

Tsunami

Hoje passam três meses da mortandade que o maremoto asiático causou.

Também possuo memórias dos "Tsunami", mas são mais antigas.
A primeira adveio da série animada "Conan, o rapaz do futuro". Foi através dela que descobri que existiam ondas gigantescas. Conan corria, corria, em frente de uma onda titânica. Emocionante, para a criança que era nos inícios dos anos 80.



A segunda resulta do conhecimento que travei, via documentário do canal História, com um grande terramoto que se deu no mar Egeu. Cerca de 1650 a.c. uma violenta erupção destruiu parte da ilha de Santorin e a civilização que albergava. Diz-se que se geraram ondas de mais de 60 metros, que varreram as costas do mar mediterrâneo. No documentário disseram que se encontraram registos deste maremoto na Irlanda e em locais mais distantes. Foi marcante.


Oiço agora na Antena 1 que ajuda portuguesa para as vítimas do maremoto asiático vai já em 5 milhões de euros. Alegremo-nos de tão grande solidariedade. Que não nos esqueçamos dos que sofrem e pouco têm no nosso país, também.

Em época de Páscoa, relembram-se os clássicos

Lá por terras de Viseu é badalada a perseguição aos pecadores. Há um bando de justiceiros que amedrontam os que ousam praticar obscenidades na sua comunidade. Pessoas que têm práticas sexuais diferentes.

Viva os brandos constumes. E já agora, a interpretação que o Homem fez dos princípios do JC. Intolerância à cabeça...

Teoria da conspiração (ou o perigo de escrever sob o efeito de anti-histamínicos)

Por razões de ordem pessoal tenho feito muita pesquisa sobre a Austrália e uma das páginas com que me esbarrei foi com o Factbook da CIA. Por curiosidade, fui ver o que constava nas informações referentes a Portugal. Para minha surpresa, Santana Lopes "ainda" é o primeiro-ministro (cortesia da falta de actualização da página). Irra, que não há maneira de o homem se ir embora!

Por outro lado, António Guterres, um dos nomes mais falados para candidato à presidência da República pelo PS, integra a lista de candidatos para o cargo de Alto Comissário da ONU para os Refugiados.
Cá para mim, Durão Barroso meteu uma cunha junto dos "amigos" americanos; não por simpatia ao candidato, mas para se vingar do que fizeram ao seu sucessor. Jorge Sampaio afastou Santana Lopes do cargo de primeiro-ministro? Bem, então ao mandar Guterres para a ONU também ele fica afastado das presidenciais. Nem mais! Cá se fazem, cá se pagam.

sexta-feira, março 25, 2005

Festa é festa!



Nas Filipinas, a Páscoa sauda-se de forma extrema. As imagens que nos chegam todos os anos são de flagelações e recriação de crucificações. Provavelmente é um fenómeno pequeno nas mil ilhas que constituem o arquipelago outrora espanhol, mas é a notícia que preenche a parte o secção de notícias bizarras.

Uns crucificam-se, outros arrastam-se de joelhos.

Circo solarengo

O palco circense, tal como frequentávamos quando em pequenos, perdeu o interesse.

Como qualquer manifestação artística que não se renova, entra na banalidade e gera menos emoção, satisfação, complitude no público.

Hoje à tarde, A Dois passa um dos vários espectáculos (Varekai) que a companhia canadiana Cirque du Soleil criou. Fiquei maravilhado ao ver, no 60 minutes, uma reportagem sobre as suas produções.

Afinal, o circo não morreu. Infelizmente não existem muitos produtores que consigam quebrar as barreiras que fazem dele uma arte menor. Poderão faltar apoios mas sem criatividade não há produto que garanta qualidade e consequente visibilidade.

quinta-feira, março 24, 2005

A direita nunca existiu

"O problema é que a 'direita' em política é uma invenção da esquerda. Antes da Revolução Francesa não existia essa divisão do espectro político entre esquerda e direita, que hoje achamos tão natural. Tem o significado que a esquerda desde o princípio lhe deu de um lado - à esquerda, claro - os amigos da Humanidade, do progresso e do futuro; do outro, os últimos redutos de um passado tremendo, os defensores dos privilégios de uns poucos contra os direitos e as legítimas aspirações dos muitos. (...)

200 anos de propaganda fizeram o resto: para a opinião que em geral se publica, nada do que acontece de politicamente mau deixa de ser imputado à 'direita', incluindo os desmandos de toda a espécie de socialismo, no presente e sobretudo no século passado, incluindo o nacional-socialismo, ou a defesa da ortodoxia comunista. (...)

A 'direita' foi e será sempre o que a esquerda quiser designar como tal. Só por desafio alguém se intitula "de direita". A "direita" não existe e nunca existiu como entidade filosófica ou política autónoma. O que existe é o Bem e o Mal, as verdades e as mentiras. O resto são arranjos partidários. Podem fazer muita falta. Mas são apenas arranjos partidários."

Miguel Freitas da Costa in DN de 15/03/2005

Bolinhas e balões

Confesso: o meu maior vício, desde que deixei de fumar, é mesmo a pastilha elástica. Ou era, até ter lido esta notícia.
Ao que parece, os japoneses inventaram uma pastilha capaz de fazer crescer as mamocas. Basta mascar 3 ou 4 por dia para se começar a ver os efeitos, que incluem também redução de stress, melhoria da circulação sanguínea e retardamento dos efeitos de envelhecimento.

É triste que se dê tanto valor ao físico. Em vez de uma pastilha para fazer aumentar o peito, deviam fazer uma para aumentar a inteligência ou, pelo menos, reduzir a estupidez.

O alentejo ainda vai ser nosso outra vez!



Foto: DN

quarta-feira, março 23, 2005

[Ângulos de abordagem] - Obesidade Infantil

Portugal é campeão da obesidade infantil - Metro

Obesidade é alarmante - Destak

Temos os filhos mais obesos - DN

Obesidade afecta mais crianças portuguesas - Correio Manhã

Mais de 30 por cento das crianças portuguesas têm excesso de peso - Público

P de palhaçada

"É um exercício de lógica simples: se, por Freitas fazer parte do Governo de José sócrates, o CDS envia a sua fotografia para o PS, então, por ter feito parte daquele Governo de Santana Lopes, Portas merecia que o partido enviasse o seu retrato para o circo Chen".

RAP in Visão de 10 Março 2005




A propósito, segundo o Público de hoje, o retrato maravilha já chegou ao Largo do Rato.

Às vezes dá-me para isto...





Your Seduction Style: The Coquette





You are a pro at playing the age old game of hard to get.
Your flirting style runs hot and cold, giving just enough to keep them chasing you.
Independent and self-sufficient, you don't need any one person to make you complete.
And that independence is exactly what makes people pursue you.

China vs. Taiwan

Quem fará frente à China, caso decida usar meios belicistas contra a "ilha formosa"? Já sabemos para que lado o braço vai cair.

É nestas ocasiões que se vê que o preço da dignidade e os valores humanos
perde quando confrontado com os interesses económicos.

Ok, a China tem um poderoso arsenal militar, desrespeita os direitos humanos, mas... tem um mercado que qualquer país não se atreverá a ignorar. Assim sendo, não acredito que EUA metam o bedelho entre David e Golias. Iraque, Kuwait, Afeganistão foram outras histórias...

terça-feira, março 22, 2005

Satélite tecnológico

Pelos vistos o nosso satélite, o PoSat, ainda se mantém na atmosfera. Ninguém já se refere ao nosso "frigorífico" espacial.

Vistos que entrámos na era tecnológia, peço encarecidamente ao Eng. Sócrates que o inclua no plano de governo.

Finesse ou algazarra?

Impedir o corropio de cumprimentos e a entrada dos portugueses também não parece muito acertado. O Governo é nosso, de todos.

Luis Delgado in DN 14/03/2005

A forma como decorreu a posse do novo Governo foi uma lufada de ar fresco. Sem beija-mão - cerimónia primitiva e quase grotesca que se arrastava durante quase três horas - e com "lei seca" - só o primeiro-ministro falou, impedindo a habitual algazarra dos empossados, onde frases ocas se misturam com exibições pueris de estados de alma.

Duarte Lima in DN 18/03/2005

segunda-feira, março 21, 2005

Um arranque à esquerda?



BD: Níquel Nausea / DN

Lê-se: "O carro está puxando para a esquerda"

Os 16 de Sócrates estão na Assembleia da República. O debate do plano de governo.
Arranca assim mais uma legislatura.

"Pouco pão e algum circo"

Houve alguma animação económica estimulada pelo Euro 2004 e os seus efeitos positivos sobre a actividade turística, mas em seguida a vida económica abrandou até ao fim do ano. (...)

A crise, a verdadeira crise, está a se concentrar no mundo das fábricas, da indústria, da construção e de algum comércio a retalho. A banca e as grandes superfícies comerciais respiram dinamismo e exibem lucros vistosos, os serviços passam ao lado da crise. (...)

Os sinais de mudança têm de ser claros: as exportações têm de crescer mais do que as importações. As indústrias têm de se tornar mais competitivas, o consumo do Estado e das famílias tem de ser moderado, para poder ser positivo e gradual por um longo período. Senão, só em 2007, com o Europeu de Futsal, é que tempos um minúsculo fogacho de pão e circo.

António Perez Metelo, DNnegócios 14 Março 2005

domingo, março 20, 2005

sábado, março 19, 2005

Ficção e realidade

"Na ficção o que mais me fascina é a forma de procurar uma mentira. No documentário é o oposto, atrai-me o principio da verdade"

Miguel Gonçalves Mendes in DNa, 04 de Fevereiro 2005

sexta-feira, março 18, 2005

Música portuguesa?

"a música não morreu, as expressões populares não morreram. Sou a favor do registo da memória para depois mandá-la para o futuro".
Manuel Rocha, Brigada Victor Jara

É o que acontecerá graças a um documentário produzido por Ivan Dias da Duvideo a ser emitido na RTP.

A série tem por base o trabalho de Michel Giacometti, etnomusicólogo a quem se deve a recolha de sons da música regional portuguesa no século passado. Regressa aos locais que ele visitou quando da realizava, há três décadas, o programa "Povo que Canta".


A equipa da Duvideo foi ter com as populações que Giacometti contactara, comparando e avaliando mudanças e/ou permanências nas musicalidades dos cantantes de "tocantes".

É serviço público de qualidade. É lucro que faz mais pela divulgação de nós, do que dezenas de mestrados que empoeirados ficam nas bibliotecas universitárias. Como salientou Ivan Dias sobre Manuel Rocha: "a sua grande facilidade em chegar a estas pessoas. Levou sempre o violino e tem pontos comuns com as pessoas e, por isso, foi muito mais além do que os nossos etnomusicólogos que fazem recolhas científicas".

Só mais um

"«Porque não assumirmos então que somos humanistas e livrarmo-nos da ideia de religião?», pergunta Anton na sua Bíblia Satânica. A resposta é apontada logo a seguir: «O homem precisa de cerimónias e rituais, fantasia e encantamento». Ou seja, apesar de criticar os dogmas da maioria das religiões, LaVey também precisa deles para afirmar a sua teoria."
Notícias Magazine de 27/02/2005

Pela boca morre o peixe.
Anton laVey, e seus crentes, negam os valores e práticas da Igreja com que cresceram (a cristã) pois dizem que reprime a essência animalesca do Homem. No entanto, regem-se pela mesma bitola e não fazem o esforço, humano, de recusá-los.

É só mais um culto.
Um culto tipicamente americano, iniciado por um indivíduo carente de protagonismo e poder mas com sageza de retórica e carácter talhado para a conquista de alminhas. Há quem seja mesmo bom a vender o seu peixe, a sua "verdade".

Ideias de Nietzsche e Maquiavel e o anti cristianismo são as bases da sopa "satânica". Os associados da Church of Satan, afirmam utilizar a palavra Satã à luz do seu significado em hebraico: o adversário.

Dizem-se contra a crença e veneração de diabinhos e anjinhos, não acreditam em nenhum deles. A energia é o pão e o sangue da sua "congregação". Reikki? Wicca? Sim. Hoje em dia estão na berra, tal como estiveram no pós II Guerra Mundial.
Usam magia de contágio e acreditam que a linguagem Enochian, criada por dois "iluminados" escritores medievais, é a mesmo em que entidades celestiais se exprimem.

À compaixão do cristianismo contrapõem o "olho por olho, dente por dente". Muito macho e evil, mas pouco humanista. Registe-se que humanismo e individualismo são conceitos que fundam este culto. Que seria de um humano isolado? Sem se relacionar, quanto tempo fica vivo? Somos um animal social. A humanidade é um colectivo.

Individualismo como respeito? Respeita o próximo se queres que ele te respeite. Reagir, vingar não é sinal de sapiência, mas de primitividade que apenas leva ao conflito aberto. Ignora antes as pessoas e os factos que aches inúteis e sem valor.

O longo do processo de recusa e questionamento dos dogmas da igreja tem sido acompanhado por vagas de fascinados pelo chamado oculto. Na alvorada da cultura pop surgiu a Church of Satan de laVey. Seguiram-no, os indivíduos que, pelas décadas de 60 e 70, procuravam uma forma de ser que preenchesse a falta de crença e de pertença a algo que tinham. Sentiam-se atraídos pela emergente cultura do esotérico (livros) e do terror (filmes). Nas décadas seguintes passa a ser o panorama musical a fonte de "recrutamento" de jovens para este grupinho de gente que apenas quer ser diferente.

A Church of Satan é um culto recreativo, um autoritarismo como qualquer e com a sua ânsia de provocação consegue ter tanto ou mais de performance e contradições do que o próprio monoteísmo. Outros farão cultos em redor do “espectáculo” Cavaleiros dos Templários.

Enquanto o humano for um ser racional procurará amenizar os seus medos pela crendice, misticismo e ritual. Consciente ou inconscientemente. Se criticá-los é ser-se seduzido pelos seus instrumentos de evangelização, vou ali já venho.

quinta-feira, março 17, 2005

Freitas no governo? Cruzes canhoto!

A escolha do responsável pela pasta dos Estrangeiros constitui, objectivamente, um erro. Um erro porque recai sobre quem põe em causa a relação de Portugal com o seu principal aliado. (...)

Quando os dois governos da anterior maioria foram anunciados sucederam-se as críticas e os comentários negativos. Apetece agora dizer, quando vemos o comportamento do Eng. José Sócrates e a composição do seu Governo, que já começamos a ter saudades desse passado.

José Matos Correia in DN de 14/03/2005

O voto é bússola para o caminho das relações externas. Se Freitas do Amaral defende deixarmos de parcerias para a guerra com Bush, a maioria dos cidadãos tem aprovado em sondagens... e nas legislativas. Há uma ano, Espanha escolheu um rumo diferente. O país não perdeu com decisões contrárias a filósofos das relações internacionais.

Mude-se para o arquipélago Madeira. Dizem as crónicas que lá reside uma das últimas colónias, da Europa, de politicos politiqueiros da laia de Santana Lopes. Saudades do passado? Saudosismo ou sadismo?

Pálido?

"O cantor pop compareceu no tribunal sem os seus seguranças, mostrando-se pálido."

in DN de 11/03/205

Memória curta

Ao que parece Santana Lopes já confia nas sondagens e delas vai depender a sua recandidatura à presidência da Câmara de Lisboa:

Pedro Santana Lopes só não será candidato à Câmara de Lisboa, nas autárquicas de Outubro, se não quiser. Ou se as sondagens "forem miseráveis", na expressão de um dirigente nacional do PSD ouvido pelo DN.

in DN de 16/03/05

Devemos relembrar que o nosso ex-Primeiro Ministro ameaçou processar as empresas de sondagens: «Ou se vem a confirmar as previsões que são feitas nas sondagens, e nós saberemos reconhecê-lo se assim for, ou, desta vez, se tal não vier a acontecer, as responsabilidades vão ser pedidas», advertiu. Frase proferida por Santana Lopes durante a fase de campanha para as legislativas.

Energias

"É um método mais limpo porque só emite vapor de água e, sendo uma tecnologia electroquímica, não emite ruído."

Se os países árabes continuam a ter condições para o domínio das energias fosseis, Portugal tem-nas para o domínio das energias renováveis.

Sol, água, vento. Conseguiremos gerir esse manancial de forma a traduzi-lo em receitas e num país melhor?