sábado, maio 07, 2005

Franca-mente

Feira Franca, programa da Antena 1 foi finalizado pela direcção da Antena 1 e posteriormente substituido por outro espaço semelhante. Desde aí, a pessoa que o produzia e dava voz faz finca pé de que foi corrido injustamente do éter nacional.

É um exemplo da mesquinhez e egoismo. Protesta-se quando já não há nada a fazer, levanta-se pó. Em vez de procurar continuar o programa noutra rádio, grita ao sete ventos.

E 667, será o "neighbor" of the beast?

666 is not the number of the beast - The Independent

Calou-se a voz



A voz de Jorge Perestrelo, inconfundível timbre e personalidade do éter desportivo.
Ouvi há pouco no notíciário das 24h na TSF a notícia da sua morte. Ainda anteontem gritava golos na Holanda...

É a imprevisibilidade da vida. Quando acordamos para um novo dia, nada nos diz que cheguemos ao fim do mesmo com o coração a bater.

Era, nos últimos 20 anos, o jornalista desportivo com relato mais carismático. Os africanismos para descrever a bola a rolar de pé em pé serão recordados por muitos anos.

sexta-feira, maio 06, 2005

O pastor alemão

Ora, o grande mérito dos Evangelhos é a estruturação do discurso de Jesus em parábolas, numa linguagem metafórica que permite a abertura dos sentidos, e que por isso continua a estimular-nos, dois mil anos depois. A transformação da metáfora em dogma é uma atitude violenta e concentracionária, profundamente farisaica, que deixou um rasto de milhões de mortos ao longo dos séculos. Mas há cristãos que continuam sem perceber isso.

João Miguel Tavares in DN - 29.04.2005

Que culpa tem este comentador do papa eleito ter um bom nome para trocadilhos? Papa-ratzi, god's rottweiler, rat singer, etc.

Soube pela escrita de João Miguel Tavares, o melhor deles: Pastor Alemão. Pessoas houveram que se insurgiram contra a sua gracinha...
Acrescento-lhe a foto.



Como combater a obesidade infantil nos EUA

Oh, não! O Monstro das Bolachas vai deixar de comer bolachas. Isto porque, na nova temporada da versão americana, as célebres bolachas foram substituídas por verduras e "filetes a la plancha".

Educar os miudos que vêem a Rua Sésamo parece tarefa fácil, mas como educar os pais que levam os miúdos aos restaurantes de fast-food porque não têm tempo/paciência para cozinhar uma refeição saudável?

Quer mesmo que ele fique?



Lá como cá, a oposição também usa a "campanha negra". Nas últimas eleições chegou a Portugal, graças a iluminados "marketistas" brasileiros, mas nos EUA e Grã-Bretanha é uso corrente.

quinta-feira, maio 05, 2005

"Imperativos de consciência"

José Raúl Santos regressa à Câmara de Ourique

Não é fácil, não senhor. Ser político-páraquedista-compincha-satanista dá problemas.

Não é que José Raúl Santos, ex-autarca da C.M. de Ourique, eleito para deputado em 20 de Fevereiro pelo círculo do Porto pede, por "imperativos de consciência que se sobrepõem a outro tipo de questões", a suspensão do seu mandato para voltar à autarquia? Bom, por agora a suspensão é pedida para reinar até ao fim do mandato. O "depois", só mais tarde se saberá.

Rosas, mandem-lhe rosas. Ser-se político é quase como ser actor: mil piruetas podes dar, que o povo esquece o papel que representaste há meses. Desta categoria de políticos não precisamos. Quando assumem de vez que o voto que os cidadãos lhes deram é para respeitar?

CSI Max

Foi contágio, certamente.

A série da TVI Inspector Max, tem agora o seu gabinete CSI e bem português por sinal. Laboratório de dentista? Não, mas... batinha branca, ajudante feminina, frasquinhos lá atrás, a pose get smart (anos 60)...



Ah, é só um programa para crianças... ok.

quarta-feira, maio 04, 2005

A excepção que confirma a regra

Se o governo vai manter uma dependência estratégica em relação a forças minoritárias de extrema-esquerda, isso é muito mau, não só neste caso, mas em tudo o resto - RTP

Quem fala assim não é gago, é do CDS PP. Ribeiro e Castro põe novamente a rodar a K7 da angústia do bom cristão, rico e amigo dos que pouco têm. Mais do que isso, rebaixa o partido que leva mais a sério a função na assembleia, nomeadamente, pela pontualidade e trabalho apresentado.

"Debate sobre o Programa do Governo. Há quem apareça de manhã e se escape à tarde. No PSD, muitas bancadas vazias; no PS também. Os deputados entram e saem, mudam de lugar, conversam ao telefone. Ouve-se um burburinho constante que não é diferente de um café.
Alguém discursa. Ninguém ouve. No parlamento fala-se mas não se ouve. Há entanto una excepção: os deputados do Bloco de Esquerda estão a maior parte do tempo sentados no Plenário.
Depois admirem-se do sucesso do Bloco. Os deputados portugueses não percebem que os detalhes contam. E o Plenário da Assembleia continua sem consideração e solenidade."

Pedro Lomba in DN - 25.03.05

Ainda se admiram do "sucesso" do BE nas legislativas.
Há um ano as críticas prendiam-se com o excesso de mediatismo de um partido de "apenas" três deputados. Mediatismo depurado e "boa imprensa". O BE leva a sério a sua endigitação, contudo, em Portugal não é a atitude que conte. Nem pela imprensa, nem pelos comentadores, nem pelo eleitorado.

Se avaliar medidas políticas é entrar no campo da subjectividade, o mesmo não se pode dizer sobre a assiduidade e trabalho metódico. Num estudo de jornal, a bancada europeia da CDU que tinha dois deputados, produzia mais do que a do PS que tinha pelo menos o quadruplo de representantes.

Já para não falar da disparidade entre teoria (eleições) e prática (presença na assembleia). Mário Soares, o das ruburescentes bochechas, e o "abrupto" Pacheco Pereira levaram os cargos de deputados europeus como se de hobbies de fim-de-semana se tratassem. Estavam mais tempo no nosso país do que em Bruxelas. Ribeiro e Castro também estará. Não é caso para preocupação, o parlamento europeu não está nos nossos horizontes... mediáticos.

Não basta falar de bom senso. Pelo voto de confiança e o ordenado que os cidadãos lhes concedem, exige-se aos deputados mais profissionalismo no hemiciclo de onde é regido o país.

Pedro Mexia, tens sucessor!

(...) "Estava eu recostado na minha cadeira favorita, a regar o desafio de futebol que passava na TV com umas bejecas bem geladas que a patroa me facilitara, quando a dita me entra pela sala e perturba o meu sossego, para me ler a notícia de que a lei espanhola vai obrigar os maridos a cumprirem «tarefas domésticas». Qualquer histérica incompetente pode agora dirigir-se ao tribunal e alegar como motivo legítimo do seu pedido de divórcio que o gajo que partilha com ela o leito conjugal se recusou a mudar as fraldas ao puto, não lavou a loiça, se negou a levar os filhos à escola porque estava a refazer-se de uma noite com os amigos e sei lá quantas coisas mais." (...) Manuel Ribeiro, Notícias Magazine (24/04/05)

"Nós cá, ela lá"



Foto: Álvaro C. Pereira / CM

terça-feira, maio 03, 2005

Contra factos, não há argumentos!

Terrorismo quase quadriplicou no ano de 2004...

A política anti-terrorista (ou será pró-terrorista?) desenvolvida pelo presidente dos EUA, George W. Bush, está a resultar em pleno.

O saco sem fundo (do aspirador)

Salários milionários em empresas falidas - Correio da Manhã

Os 60 milhões que se gastou, para além do orçamentado, na Casa da Música evidenciam que o poder estatal e autárquico continua sem receio de cumprir as balizas orçamentais. Enquanto há dinheiro, não se economiza.

Em 2001 o défice dos municípios aumentou significativamente. Quatro anos depois e com eleições autárquicas à vista, acontecerá o mesmo. Obra feita advém de dinheiro empregue, e os votos, acredita-se ainda, vêm pela obra feita. A edição de sexta-feira do Correio da Manhã, no seu estilo incendiário, noticiava que o Estado pagava (pensemos no passado, ainda não há factos sobre o reinado de Sócrates) "salários milionários em empresas falidas" aos administradores indigitados para salvar empresas públicas.

Nada que não tivessemos já ouvido falar.Felizmente, continuamos a acreditar que estas situações serão punidas e evitadas no futuro. Se assim não fosse, não estavamos já num regime democrático.




Your Brain is 46.67% Female, 53.33% Male



Your brain is a healthy mix of male and female

You are both sensitive and savvy

Rational and reasonable, you tend to keep level headed

But you also tend to wear your heart on your sleeve




Dizem que o cérebro é diferente em homens e mulheres: hemisfério direito mais desenvolvido nos homens e hemisfério esquerdo mais desenvolvido nas mulheres fazem com que os homens tenham mais propensão para as matemáticas e as mulheres, para as línguas e comunicação. Nada como fazer o teste: o link está ali em cima.

Perceber o milagre económico escandinavo antes de falar de cor

Mitologia escandinava - DN

Love me or leave me

Na 6ª feira da semana passada, ao contrário do habitual, não saí. Achei que devia ficar em casa a ver o filme "Tudo isto é fado". Antes que o filme começasse, um bocadinho de zapping: encalhei no mais recente sucesso da SIC, "Juras de Amor". Nos intervalos do filme, mais zapping, desta vez para "Fiel ou Infiel", na TVI. No final, muita vontade de rir.

Ouvi falar de uma troca de galhardetes entre os dois canais acerca do "quem copia quem". Na SIC diz-se que o programa apresentado por João Kléber peca pela falta de veracidade, que é tudo encenado por actores devidamente "angariados" em bares e discotecas, com a intenção de provocar uma boa peixeirada à boa maneira de Jerry Springer.

Na TVI não sei o que se diz, mas pelo que vi, também ponho em causa a credibilidade do programa da SIC. Pode não haver actores pagos, mas a possibilidade de ganhar uma viagem ao Brasil pode levar a muitas combinações pré-programa. "Vais ser testado, vai haver uma rapariga a tentar seduzir-te. Dá-lhe trela, mas não caias, senão, já não ganhamos a viagem. Tens que parecer surpreendido quando me vires. Faz as coisas de maneira a que não desconfiem que já sabias." Ético, não?

A qualidade da versão portuguesa deixa bastante a desejar. Para um teste de fidelidade, as situações são pouco levadas ao limite. Depois de jantar com um desconhecido, a rapariga vai com ele para casa. O que seria esperado? Câmaras instaladas e muita conversa para ver se ela caía. Mas não, à espera, sentadinhos no sofá, estão os apresentadores e o namorado da rapariga que foi posta à prova, e que fica muito chateado porque ela subiu, sem sequer saber como é que o "sedutor" conseguiu que ela subisse (no caso, disse à rapariga que não gostava de deixar ninguém dentro do carro, porque a zona não era muito segura - quem é que ia ficar no carro?). Não dão oportunidade para que o clima de romance se desenrole; não estão à espera que a rapariga caia aos braços do sedutor logo no restaurante!

No caso da TVI, mesmo que as situações sejam encenadas, são levadas muito mais ao limite. Apela-se aos sentimentos mais baixos: normalmente, a pessoa que vai ser testada está desempregada e vai a uma entrevista na casa de outra pessoa cujo nível de vida aparenta estar para além de alto. Apela-se à ganância! E quando se pede um teste de fidelidade, é sinal de que qualquer coisa na relação já não está boa. Se a pessoa que vai ser posta à prova está carente, obviamente, perante um/a sedutor/a com as medidas mais do que boas, vai ter mais facilidade em deixar-se ir. A isto junta-se uma boa dose de lábia e dificilmente se acaba o programa sem que a traição seja cometida. Já a parte final, não a do encontro cara-a-cara, mas a parte da interacção com o público, podia-se dispensar. Do que vi até agora, só bichas e donas-de-casa com um QI próximo do Forrest Gump. Em vez de se tentar uma pacificação, incita-se ao "apedrejamento" verbal daquele que trai, mesmo que essa pessoa seja uma mulher que deu à luz recentemente, que também já foi traída e que não recebe atenção nenhuma por parte do marido.

Nem um nem outro merecem a minha atenção. Tenho de começar a juntar dinheiro para comprar um gravador de DVD, para poder sair à vontade e deixar os filmes a gravar. Pelo menos deixo de ver porcarias nos intervalos e sempre me divirto.

segunda-feira, maio 02, 2005

A não perder no serão...

... o regresso de...


na Sic Radical e...



... às 22h30 na Dois!

E o vencedor do trimestre é...

Novos máximos para Antena 1 e TSF

De três em três meses, tremem as chefias dos grupos privados de rádio. Pasme-se, a avaliação de todo um sector ouvido por milhões de pessoas, é feito por sondagem da marktest. Nela se baseia quem publicita e, mais que tudo, quem põe e dispõe nos conteúdos da maioria das rádios.

Desta vez pagaram as emissoras que mais apostam na playlist. Sofreram desgaste. O público jovem apostou na Antena 3. As empresas por detrás da Mega FM e BestRock continuam a lutar com as mesmas armas, as armas que usam para públicos acima dos 30 e o resultado e os seus shares vão baixando.

A rádio pública jovem é a que mais diversifica, que mais música produção nacional divulga, e que tem mais programas de autor. O inverso passa-se nas outras rádios, repetem as mesmas músicas de há 2 anos nos mesmos horários e com frases de sorriso amarelo: "a melhor música de todos os tempos". Será que as duas rádios privadas continuam a passar "Behind Blue Eyes" dos The Who, perdão Limp Bizkit 7 vezes por dia? Essa música tão bela e actual...

No sector dos menos jovens, as percetagens da Antena 1 e TSF sobem. A qualidade, no meu entender, tem sido reconhecida pelos ouvintes. A RR e RFM, lideres de audiências, estão em descida. Um retrato de mudança no país?

I'm back!

Dez dias depois, estou de volta ao meu paraíso mourisco. A semana foi produtiva, mas o regresso está a ser um bocadinho atribulado. É que... pois... eu escrevi os posts à mão (foram 10 dias em q só consegui aceder 10 minutos para ver um e-mail de máxima prioridade), eu não tinha computador em casa e agora vou ter de arranjar tempo para os passar a limpo. Essa vai ser a parte mais fácil - encontrar os rascunhos é que não está a ser nada fácil. Bem, enfim, depois logo passo isso a limpo.

Ah, many thanks pó chefinho, por se ter baldado ao coffee em que eu lhe ia dar os parabéns atrasados. Não basta já estar com remorsos, o chefinho ainda tem de fazer doer?

Daqui a menos de um mês, estou a ver que vai haver payback.

domingo, maio 01, 2005

Birra química

"Ao beber uma "mini" pelo gargalo, o pescador da Zambujeira do mar está a respeitar a Sagres. Caso a cerveja fosse deitada num copo grosso perderia muitas qualidades. Não é só uma questão de gás - é uma questão molecular."

Martins in DNa 25.03.2005