segunda-feira, maio 16, 2005

Sem um brilhozinho nos olhos



Na foto da entrevista que deu ao DN há dias, Manuel Maria não tem os olhos a centilar. Será da objectiva da câmara fotográfica? Será da falta de luminosidade de Lisboa pré noite?
Ah, e porque não vem de fato de treino vestido? A mesma indomedária que apresenta nos cartazes que invadem já o município...

Memories

Na RTP, foi dia de recordar. Na minha cozinha, também!

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Não existe relação directa entre os pudins Boca Doce e o Festival da Canção. Pelo menos, não aparentemente. O único ponto que lhes consigo encontrar em comum tem a ver comigo e com a memória que tenho de ambos, e tanto um como outro me sabiam melhor quando era miúda.

Não sou muito nostálgica, não do tipo, "No meu tempo, é que era!". É claro que recordo com saudades muitas coisas da minha infância. Quem é que não se lembra dos desenhos animados que via quando era mais novo ou das brincadeiras com os outros miúdos do bairro? Dos tempos em que mal havia telefone, quanto mais telemóvel! Ou de quando a única alternatival à RTP1 era a RTP2 (e que longe vão os tempos do "Agora Escolha", o Tom Sawyer, o Verão Azul e o Bocas!, céus, que saudades que tenho do Bocas e do Ted e do Toi).

Todas aquelas coisas me souberam bem porque aconteceram no tempo certo. Não gostaria de voltar a passar por aquilo tudo outra vez. Ser criança tem muita coisa boa, mas também tem muita coisa má. Não trocaria a liberdade que tenho por 3 meses de férias no Verão. Nem mesmo sabendo tudo o que sei hoje!

domingo, maio 15, 2005

Consumidor português

O consumidor inteligente é aquele que sabe dar valor (e pagar o preço) do que tem valor; sem achar que só atinge esse benefício quando trai todos os outros.

Miguel Esteves Cardoso in DNa - 01.04.2005

Demência temporal

"Durante o tempo que lá estive, percebi que quase todas as ciganas estão à beira da insanidade, guinchando «Ai que a cigana está louca!!!» Tudo a cinco éros, vá lá freguesas A cigana está louca!!!" Impressionou-me que a polícia, sempre ali por perto, não tenha dado uma ajuda a estas boas mulheres, encaminhando-as para as instituições competentes para lidar com a saúde mental."

Sónia Morais Santos in DNa 25.03.2005

sábado, maio 14, 2005

E porque não?

Clássicos são clássicos. Remar contra a maré é dificil e desprestigia, daí que a moda e o social-aceitismo faça de nós veiculos para a perpetuação de peças de cultura que até mereceriam a crítica.

Porque não criticar os clássicos?

sexta-feira, maio 13, 2005

A blá-blar é que a gente se entende

Reformar, concretizar, mudar - Jorge Coelho in DN - 06.05.2005

Coelhone está de volta ao circo. Rosna contra internos e externos ao seu partido, constrói castelos de sonho para Portugal, e fala fala fala. Debita comentários tão bonitos como este encimado por três verbos. Mas tanto poderia ter sido entitulado "Blá, blá, blar" que para mim significava o mesmo.

Nobre Guedes equivocou-se

Agora percebo Paulo Portas, quando insistia que Luís Nobre Guedes tinha o conhecimento adequado para estar à frente da pasta do Ambiente. Tinha... casa na Arrábida, vontade de apagar de uma paisagem alentejana um precioso conjunto de sobreiros, etc.

Ter sensibilidade para ser Ministro do Ambiente não é o mesmo que ter conhecimentos políticos. O CDS-PP fala que a constituição de Nobre Guedes para arguido é um equívoco mas, na opinião de muitos, ele dá-se tarde demais: o marialva não tinha estatura moral para cuidar da natureza compreendida no nosso território. Antes já se sabia que gostava dela. Ter casa na Arrábida é obra!

quinta-feira, maio 12, 2005

Libertem José Costa Pereira!

Mais um português detido no estrangeiro por posse de droga.
Porque poderia acontecer a qualquer um de vós, apoiamos a criação de um abaixo-assinado que reponha a justiça...

...NOT!

Sim, sim... e eu sou o coelhinho da páscoa

Todos sabem que morrem por dia, em Portugal, mais cidadãos inocentes que no Iraque, mesmo nos piores atentados. Alguma coisa está mal, muito mal, na nossa sociedade e nos comportamentos colectivos homicidas e suicidas dos condutores.

Luís Delgado in DN - 04.05.2005

A média de mortes diárias nas estradas portuguesas não será superior a seis. Pelo contrário, quando ocorre um atentado no Iraque raramente é inferior a uma dezena, mesmo que aconteça com dias de diferença. Ah, referir-se-ia Delgado a "cidadãos inocentes do Iraque" os soldados americanos? Será que leu artigo: mais de 250 iraquianos mortos numa semana ?

O que é certo é que não está contabilizado o número de pessoas (inocentes civis iraquianos) que perderam a vida após a política de pacificação que D. Bush II empreendeu pelas arábias. Dizia ele que era guerra preventiva contra o terrorismo...

quarta-feira, maio 11, 2005

Olha p’ra eles tão amigos!

Há mar e mar, há ir e surfar

Nunca gostei tanto de fazer parte das estatísticas como neste caso: o desafio era uma aula de surf. Rafa, o mestre da International Surf School prometeu e cumpriu. Logo na primeira aula, na primeira hora dentro de água, consegui pôr-me em pé.

De 25 a 29 de Maio vai haver um workshop de surf para mulheres em Sagres. Custa cerca de €110 (confirmem!!), inclui aulas, fato e prancha, alojamento e almoço. O email de contacto: portugal@internationalsurfschool.com.

Uma sugestão: as mais fraquinhas de braços como eu podem começar a praticar flexões para não fazerem a triste figura que eu fiz. A minha aula acabou mais cedo... já não aguentava o cansaço nos braços, porque um dos movimentos básicos para nos podermos levantar da prancha consiste na elevação do tronco até à zona da bacia.


PS: a zona é linda e a vista também ;-)

American Intelligence

U.S. investigators hunting for weapons of mass destruction in Iraq have found no evidence that such material was moved to Syria for safekeeping before the war, according to a final report of the investigation released yesterday. - The Washington Post

Quem diria? Afinal a inteligência americana funciona!
Pena não mudar a forma de estar no mundo, que a da governação de W. Bush tem seguido.

Irão, está na calha para futuro "ataque preventivo" e, semanalmente, a única potência planetária faz questão de lembrar que não gosta da forma como o país dos persas (gatos e não só) gere a questão nuclear.

Grow Up!

"O cineasta Ivo Ferreira foi detido no Dubai depois de umas baforadas de haxixe. (...)
Ivo apelou à compreensão do seu caso, o que é absurdo. Na verdade, antes de tratar do voo e da estada hoteleira, deveria ter-se informado sobre os costumes e leis locais, para evitar sarilhos com garotices"

Pedro Lomba in DN - 06.05.2005

Nem mais! Achei cómico quando o "cineasta" disse à RR, atordoado com semanas de reclusão, que tinha sido preso devido, ao que era para ele, "consumo ocasional".
Um senhor-cinema que não terá seguido aquela vaga de filmes e documentários, de há uma década, sobre "ocidentais" presos por consumo de droga em países asiáticos e árabes.

PS: O nosso conterrâneo foi libertado hoje. Mais um para quinta das celebridades? Pelo menos, ir-se-á contentar com o périplo pelas revistas e programas rosa da TV.

terça-feira, maio 10, 2005

Anti-celulite instantâneo e eficaz (girl stuff)

Para reduzir o efeito casca de laranja, não é preciso ir a correr comprar PerfectSlim. Vá para a praia mesmo assim, que o sol ajuda a disfarçar. A explicação é simples: à medida que a pele vai ficando bronzeada, vai ficando mais espessa, razão pela qual a celulite é disfarçada. Se a isto se juntarem uns banhos de mar e um pouco de exercício (nadar, andar, namorar...), tanto melhor. Esqueça as dietas loucas - vá à praia! E se a timidez for mais que muita, pode sempre apostar na costa alentejana. Nada como umas aulas de surf para exercitar corpo e mente e esquecer a timidez.

Mouth wide shut

Sócrates percebeu o essencial: o que os governos em Portugal precisam não é de uma central de informação para ajudar os ministros a falar, mas de uma central de persuasão para convencer os ministros a ficarem calados.

Quem aceita ser ministro fá-lo por gosto de exercer o poder e por vaidade - são estes os combustíveis que alimentam a política em Portugal.

João Miguel Tavares in DN - 01.04.2005

Quando a cabeça não tem juízo...

... o ex-colonizador é que paga.

Apoiantes de Kumba Ialá acusam Lisboa de ingerência política e militar na Guiné-Bissau

Num país com condições de fauna e flora para não ser um dos mais miseráveis em África, recordam-se os "maus" velhos tempos. Entretanto os famintos lutam por poder e os pobres lutam para sobreviver.

Cada maluco com a sua mania

Hoje é dia de ir dormir mais cedo. Estou a atravessar uma fase de hipersonia e tenho de dormir mais um bocadinho que o habitual.

Eheh, esta e outras palavras "caras" da área da saúde naquele que pode vir a ser o melhor amigo de qualquer hipocondríaco. Os nomes e os sintomas, todos muito bem organizadinhos no Manual Merck, em português do Brasil.

segunda-feira, maio 09, 2005

Comentador(a) sempre em cima do acontecimento

"Pedir a Aura Miguel para falar do novo Papa é como requisitar um jornalista do Avante! para falar de Jerónimo de Sousa. Distanciamento? Zero. Equilíbrio? Nenhum. E no entanto, ela fala, e fala, e fala."

João Miguel Tavares in DN - 29.04.2005

Goat(s) of Mendes

Major da reforma ao eterno posto. Isaltino acelera depois da travessia "imposta".
Há pouco mais de um ano, Valentim Loureiro dizia ter vontade de dar o lugar à nova geração. Agora, luta com afinco pelos cargos que detém (Liga de Futebol, Presidência da Autarquia de Gondomar, etc). Só para ser do contra ou devido a ter um processo judicial moroso à perna?
Isaltino segue pelo seu caminho.

Marques Mendes faz o que cabe a um político não popular e o cidadão de bom-senso : afastar as lapas da rochas e dar espaço aos mexilhões.

Pimenta Machado, quando acossado pela justiça estava perto de uma eleição para o seu clube (Vitória de Guimarães). A opinião que tinha, não se candidatar, mudou repentinamente, ao som da constituição do seu processo "saco azul". Disse ele que ficou emocionado com o apoio solidário dos sócios e de figuras do dirigismo...

Mais vale ser falado que esquecido e ão de reparar que a fuga é sempre para a frente... das câmaras de tv, dos jornais. E com os populares como guarda costas.

domingo, maio 08, 2005

Recordando Porto 2001, Capital Europeia da Cultura

"Andou tudo à volta daquilo que eu costumo chamar as "paneleirices da cultura". Não deixou tradição de teatro nem de música."

Rui Reininho (GNR) in DN:música - 01.04.2005

Big show SIC

Os últimos momentos da convenção do B.E. foram transmitidos pela SIC Notícias. A sua "rival" RTP N transmitia à mesma hora um documentário. RTP, SIC, TVI e muito bem, emitiam os seus programas de "variedades".

O execrável nisto é que, quando PS e PSD têm fim de semana de forró, não há TV nacional que interrompa às horas mais estranhas, que dê tempo de éter ao espectáculo político.

Não sismo contra a menor transmissão do encontro do Bloco. Considero que o espaço dado a este partido foi o lógico e ideal. Apenas acho coerente sismar contra os excessos de mediatismo de agregados políticos que, na maior parte das vezes, servem apenas como espaço de Direitos de Antena, não sendo um direito.

A inteligência e a desenvoltura da nossa sociedade também se faz pela via destas pequenas coisas. Não dar milho ao pombo gordo que raramente põe o bem da sociedade em primeiro lugar.

Ao Domingo à tarde, o português não dispensa a sua voltinha



Fonte: DN / Niquel Nausea

5 milhões de incontactáveis!

A TMN teve ontem uma campanha que permitia aos seus clientes fazer chamadas entre si, sem pagar. Esta campanha servia para comemorar 5 milhões de clientes. Mas o que sucedeu é que era praticamente impossível fazer chamadas, a ligação ia a baixo ou pura e simplesmente não havia ligação.



Esta ideia da TMN, ao início parecia excelente. 24 horas para fazer chamadas sem pagar. Era o ideal! Dava para ligar aos amigos, primos, tios, etc... Só que pelos vistos todos tiveram a mesma ideia e a rede não aguentou. Aqui deixo a minha sugestão à TMN, quando voltarem a ter ideias brilhantes como esta, verifiquem antes se a rede aguenta, ok????

sábado, maio 07, 2005

Franca-mente

Feira Franca, programa da Antena 1 foi finalizado pela direcção da Antena 1 e posteriormente substituido por outro espaço semelhante. Desde aí, a pessoa que o produzia e dava voz faz finca pé de que foi corrido injustamente do éter nacional.

É um exemplo da mesquinhez e egoismo. Protesta-se quando já não há nada a fazer, levanta-se pó. Em vez de procurar continuar o programa noutra rádio, grita ao sete ventos.

E 667, será o "neighbor" of the beast?

666 is not the number of the beast - The Independent

Calou-se a voz



A voz de Jorge Perestrelo, inconfundível timbre e personalidade do éter desportivo.
Ouvi há pouco no notíciário das 24h na TSF a notícia da sua morte. Ainda anteontem gritava golos na Holanda...

É a imprevisibilidade da vida. Quando acordamos para um novo dia, nada nos diz que cheguemos ao fim do mesmo com o coração a bater.

Era, nos últimos 20 anos, o jornalista desportivo com relato mais carismático. Os africanismos para descrever a bola a rolar de pé em pé serão recordados por muitos anos.

sexta-feira, maio 06, 2005

O pastor alemão

Ora, o grande mérito dos Evangelhos é a estruturação do discurso de Jesus em parábolas, numa linguagem metafórica que permite a abertura dos sentidos, e que por isso continua a estimular-nos, dois mil anos depois. A transformação da metáfora em dogma é uma atitude violenta e concentracionária, profundamente farisaica, que deixou um rasto de milhões de mortos ao longo dos séculos. Mas há cristãos que continuam sem perceber isso.

João Miguel Tavares in DN - 29.04.2005

Que culpa tem este comentador do papa eleito ter um bom nome para trocadilhos? Papa-ratzi, god's rottweiler, rat singer, etc.

Soube pela escrita de João Miguel Tavares, o melhor deles: Pastor Alemão. Pessoas houveram que se insurgiram contra a sua gracinha...
Acrescento-lhe a foto.



Como combater a obesidade infantil nos EUA

Oh, não! O Monstro das Bolachas vai deixar de comer bolachas. Isto porque, na nova temporada da versão americana, as célebres bolachas foram substituídas por verduras e "filetes a la plancha".

Educar os miudos que vêem a Rua Sésamo parece tarefa fácil, mas como educar os pais que levam os miúdos aos restaurantes de fast-food porque não têm tempo/paciência para cozinhar uma refeição saudável?

Quer mesmo que ele fique?



Lá como cá, a oposição também usa a "campanha negra". Nas últimas eleições chegou a Portugal, graças a iluminados "marketistas" brasileiros, mas nos EUA e Grã-Bretanha é uso corrente.

quinta-feira, maio 05, 2005

"Imperativos de consciência"

José Raúl Santos regressa à Câmara de Ourique

Não é fácil, não senhor. Ser político-páraquedista-compincha-satanista dá problemas.

Não é que José Raúl Santos, ex-autarca da C.M. de Ourique, eleito para deputado em 20 de Fevereiro pelo círculo do Porto pede, por "imperativos de consciência que se sobrepõem a outro tipo de questões", a suspensão do seu mandato para voltar à autarquia? Bom, por agora a suspensão é pedida para reinar até ao fim do mandato. O "depois", só mais tarde se saberá.

Rosas, mandem-lhe rosas. Ser-se político é quase como ser actor: mil piruetas podes dar, que o povo esquece o papel que representaste há meses. Desta categoria de políticos não precisamos. Quando assumem de vez que o voto que os cidadãos lhes deram é para respeitar?

CSI Max

Foi contágio, certamente.

A série da TVI Inspector Max, tem agora o seu gabinete CSI e bem português por sinal. Laboratório de dentista? Não, mas... batinha branca, ajudante feminina, frasquinhos lá atrás, a pose get smart (anos 60)...



Ah, é só um programa para crianças... ok.

quarta-feira, maio 04, 2005

A excepção que confirma a regra

Se o governo vai manter uma dependência estratégica em relação a forças minoritárias de extrema-esquerda, isso é muito mau, não só neste caso, mas em tudo o resto - RTP

Quem fala assim não é gago, é do CDS PP. Ribeiro e Castro põe novamente a rodar a K7 da angústia do bom cristão, rico e amigo dos que pouco têm. Mais do que isso, rebaixa o partido que leva mais a sério a função na assembleia, nomeadamente, pela pontualidade e trabalho apresentado.

"Debate sobre o Programa do Governo. Há quem apareça de manhã e se escape à tarde. No PSD, muitas bancadas vazias; no PS também. Os deputados entram e saem, mudam de lugar, conversam ao telefone. Ouve-se um burburinho constante que não é diferente de um café.
Alguém discursa. Ninguém ouve. No parlamento fala-se mas não se ouve. Há entanto una excepção: os deputados do Bloco de Esquerda estão a maior parte do tempo sentados no Plenário.
Depois admirem-se do sucesso do Bloco. Os deputados portugueses não percebem que os detalhes contam. E o Plenário da Assembleia continua sem consideração e solenidade."

Pedro Lomba in DN - 25.03.05

Ainda se admiram do "sucesso" do BE nas legislativas.
Há um ano as críticas prendiam-se com o excesso de mediatismo de um partido de "apenas" três deputados. Mediatismo depurado e "boa imprensa". O BE leva a sério a sua endigitação, contudo, em Portugal não é a atitude que conte. Nem pela imprensa, nem pelos comentadores, nem pelo eleitorado.

Se avaliar medidas políticas é entrar no campo da subjectividade, o mesmo não se pode dizer sobre a assiduidade e trabalho metódico. Num estudo de jornal, a bancada europeia da CDU que tinha dois deputados, produzia mais do que a do PS que tinha pelo menos o quadruplo de representantes.

Já para não falar da disparidade entre teoria (eleições) e prática (presença na assembleia). Mário Soares, o das ruburescentes bochechas, e o "abrupto" Pacheco Pereira levaram os cargos de deputados europeus como se de hobbies de fim-de-semana se tratassem. Estavam mais tempo no nosso país do que em Bruxelas. Ribeiro e Castro também estará. Não é caso para preocupação, o parlamento europeu não está nos nossos horizontes... mediáticos.

Não basta falar de bom senso. Pelo voto de confiança e o ordenado que os cidadãos lhes concedem, exige-se aos deputados mais profissionalismo no hemiciclo de onde é regido o país.

Pedro Mexia, tens sucessor!

(...) "Estava eu recostado na minha cadeira favorita, a regar o desafio de futebol que passava na TV com umas bejecas bem geladas que a patroa me facilitara, quando a dita me entra pela sala e perturba o meu sossego, para me ler a notícia de que a lei espanhola vai obrigar os maridos a cumprirem «tarefas domésticas». Qualquer histérica incompetente pode agora dirigir-se ao tribunal e alegar como motivo legítimo do seu pedido de divórcio que o gajo que partilha com ela o leito conjugal se recusou a mudar as fraldas ao puto, não lavou a loiça, se negou a levar os filhos à escola porque estava a refazer-se de uma noite com os amigos e sei lá quantas coisas mais." (...) Manuel Ribeiro, Notícias Magazine (24/04/05)

"Nós cá, ela lá"



Foto: Álvaro C. Pereira / CM

terça-feira, maio 03, 2005

Contra factos, não há argumentos!

Terrorismo quase quadriplicou no ano de 2004...

A política anti-terrorista (ou será pró-terrorista?) desenvolvida pelo presidente dos EUA, George W. Bush, está a resultar em pleno.

O saco sem fundo (do aspirador)

Salários milionários em empresas falidas - Correio da Manhã

Os 60 milhões que se gastou, para além do orçamentado, na Casa da Música evidenciam que o poder estatal e autárquico continua sem receio de cumprir as balizas orçamentais. Enquanto há dinheiro, não se economiza.

Em 2001 o défice dos municípios aumentou significativamente. Quatro anos depois e com eleições autárquicas à vista, acontecerá o mesmo. Obra feita advém de dinheiro empregue, e os votos, acredita-se ainda, vêm pela obra feita. A edição de sexta-feira do Correio da Manhã, no seu estilo incendiário, noticiava que o Estado pagava (pensemos no passado, ainda não há factos sobre o reinado de Sócrates) "salários milionários em empresas falidas" aos administradores indigitados para salvar empresas públicas.

Nada que não tivessemos já ouvido falar.Felizmente, continuamos a acreditar que estas situações serão punidas e evitadas no futuro. Se assim não fosse, não estavamos já num regime democrático.




Your Brain is 46.67% Female, 53.33% Male



Your brain is a healthy mix of male and female

You are both sensitive and savvy

Rational and reasonable, you tend to keep level headed

But you also tend to wear your heart on your sleeve




Dizem que o cérebro é diferente em homens e mulheres: hemisfério direito mais desenvolvido nos homens e hemisfério esquerdo mais desenvolvido nas mulheres fazem com que os homens tenham mais propensão para as matemáticas e as mulheres, para as línguas e comunicação. Nada como fazer o teste: o link está ali em cima.

Perceber o milagre económico escandinavo antes de falar de cor

Mitologia escandinava - DN

Love me or leave me

Na 6ª feira da semana passada, ao contrário do habitual, não saí. Achei que devia ficar em casa a ver o filme "Tudo isto é fado". Antes que o filme começasse, um bocadinho de zapping: encalhei no mais recente sucesso da SIC, "Juras de Amor". Nos intervalos do filme, mais zapping, desta vez para "Fiel ou Infiel", na TVI. No final, muita vontade de rir.

Ouvi falar de uma troca de galhardetes entre os dois canais acerca do "quem copia quem". Na SIC diz-se que o programa apresentado por João Kléber peca pela falta de veracidade, que é tudo encenado por actores devidamente "angariados" em bares e discotecas, com a intenção de provocar uma boa peixeirada à boa maneira de Jerry Springer.

Na TVI não sei o que se diz, mas pelo que vi, também ponho em causa a credibilidade do programa da SIC. Pode não haver actores pagos, mas a possibilidade de ganhar uma viagem ao Brasil pode levar a muitas combinações pré-programa. "Vais ser testado, vai haver uma rapariga a tentar seduzir-te. Dá-lhe trela, mas não caias, senão, já não ganhamos a viagem. Tens que parecer surpreendido quando me vires. Faz as coisas de maneira a que não desconfiem que já sabias." Ético, não?

A qualidade da versão portuguesa deixa bastante a desejar. Para um teste de fidelidade, as situações são pouco levadas ao limite. Depois de jantar com um desconhecido, a rapariga vai com ele para casa. O que seria esperado? Câmaras instaladas e muita conversa para ver se ela caía. Mas não, à espera, sentadinhos no sofá, estão os apresentadores e o namorado da rapariga que foi posta à prova, e que fica muito chateado porque ela subiu, sem sequer saber como é que o "sedutor" conseguiu que ela subisse (no caso, disse à rapariga que não gostava de deixar ninguém dentro do carro, porque a zona não era muito segura - quem é que ia ficar no carro?). Não dão oportunidade para que o clima de romance se desenrole; não estão à espera que a rapariga caia aos braços do sedutor logo no restaurante!

No caso da TVI, mesmo que as situações sejam encenadas, são levadas muito mais ao limite. Apela-se aos sentimentos mais baixos: normalmente, a pessoa que vai ser testada está desempregada e vai a uma entrevista na casa de outra pessoa cujo nível de vida aparenta estar para além de alto. Apela-se à ganância! E quando se pede um teste de fidelidade, é sinal de que qualquer coisa na relação já não está boa. Se a pessoa que vai ser posta à prova está carente, obviamente, perante um/a sedutor/a com as medidas mais do que boas, vai ter mais facilidade em deixar-se ir. A isto junta-se uma boa dose de lábia e dificilmente se acaba o programa sem que a traição seja cometida. Já a parte final, não a do encontro cara-a-cara, mas a parte da interacção com o público, podia-se dispensar. Do que vi até agora, só bichas e donas-de-casa com um QI próximo do Forrest Gump. Em vez de se tentar uma pacificação, incita-se ao "apedrejamento" verbal daquele que trai, mesmo que essa pessoa seja uma mulher que deu à luz recentemente, que também já foi traída e que não recebe atenção nenhuma por parte do marido.

Nem um nem outro merecem a minha atenção. Tenho de começar a juntar dinheiro para comprar um gravador de DVD, para poder sair à vontade e deixar os filmes a gravar. Pelo menos deixo de ver porcarias nos intervalos e sempre me divirto.

segunda-feira, maio 02, 2005

A não perder no serão...

... o regresso de...


na Sic Radical e...



... às 22h30 na Dois!

E o vencedor do trimestre é...

Novos máximos para Antena 1 e TSF

De três em três meses, tremem as chefias dos grupos privados de rádio. Pasme-se, a avaliação de todo um sector ouvido por milhões de pessoas, é feito por sondagem da marktest. Nela se baseia quem publicita e, mais que tudo, quem põe e dispõe nos conteúdos da maioria das rádios.

Desta vez pagaram as emissoras que mais apostam na playlist. Sofreram desgaste. O público jovem apostou na Antena 3. As empresas por detrás da Mega FM e BestRock continuam a lutar com as mesmas armas, as armas que usam para públicos acima dos 30 e o resultado e os seus shares vão baixando.

A rádio pública jovem é a que mais diversifica, que mais música produção nacional divulga, e que tem mais programas de autor. O inverso passa-se nas outras rádios, repetem as mesmas músicas de há 2 anos nos mesmos horários e com frases de sorriso amarelo: "a melhor música de todos os tempos". Será que as duas rádios privadas continuam a passar "Behind Blue Eyes" dos The Who, perdão Limp Bizkit 7 vezes por dia? Essa música tão bela e actual...

No sector dos menos jovens, as percetagens da Antena 1 e TSF sobem. A qualidade, no meu entender, tem sido reconhecida pelos ouvintes. A RR e RFM, lideres de audiências, estão em descida. Um retrato de mudança no país?

I'm back!

Dez dias depois, estou de volta ao meu paraíso mourisco. A semana foi produtiva, mas o regresso está a ser um bocadinho atribulado. É que... pois... eu escrevi os posts à mão (foram 10 dias em q só consegui aceder 10 minutos para ver um e-mail de máxima prioridade), eu não tinha computador em casa e agora vou ter de arranjar tempo para os passar a limpo. Essa vai ser a parte mais fácil - encontrar os rascunhos é que não está a ser nada fácil. Bem, enfim, depois logo passo isso a limpo.

Ah, many thanks pó chefinho, por se ter baldado ao coffee em que eu lhe ia dar os parabéns atrasados. Não basta já estar com remorsos, o chefinho ainda tem de fazer doer?

Daqui a menos de um mês, estou a ver que vai haver payback.

domingo, maio 01, 2005

Birra química

"Ao beber uma "mini" pelo gargalo, o pescador da Zambujeira do mar está a respeitar a Sagres. Caso a cerveja fosse deitada num copo grosso perderia muitas qualidades. Não é só uma questão de gás - é uma questão molecular."

Martins in DNa 25.03.2005

sábado, abril 30, 2005

Escuteiros?


Niquel Nausea / DN

Lobbies

"Viver em Portugal deixa-me esquizofrénico. Deixa-me esquizofrénico a qualidade da televisão e às vezes do cinema português. Mas como as pessoas estão dentro dos lobbies certos, lá conseguem fazer o que querem"

Nuno Jardim, DNa 21 de Fevereiro 2005

sexta-feira, abril 29, 2005

Papa artista

Consta que o novo Papa toca muito bem piano. Será que sabe cantar?

Série histórica

A não perder hoje à noite na 2, pelas 22h30, a reposição de Cambridge Spies.
Boa produção, boa representação de uma história verídica da guerra fria.
Quatro episódios da chancela, como diz o outro, BBC.

É que já nem me lembrava...

Papa Bento XVI lembra raízes cristãs da Europa

... e já agora as relembro as raízes judaicas, celtas, árabes, gregas, macedónias, romanas, etc, etc.

quinta-feira, abril 28, 2005

Re: paixão da educação

"Estamos num mundo assolado por vários tipos de atitudes, de doutrinas de ódio e pela violência. Daí que eu pense que a ideia de que se poderiam resolver os problemas criando boas escolas nos vários países, esteja um pouco ultrapassada."

Amin Maalouf in DNa 11.03.2005

Stresso, logo fumo

Segundo um estudo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, em profissões como correctores de bolsa, taxistas, seguranças, gestores, profissionais de saúde, publicitários e relações públicas, jornalistas e controladores aéreos fuma-se mais. Conclui-se que usam o cigarro como forma de aliviar o stress.

Não será também vício socio-cultural? O cigarro faz parte da imagem clássica do jornalista, dos taxistas, etc; mas nem o stress, nem a responsabilidade, atinge o dos controladores aéreos, correctores de bolsa.

Não haverá outras formas de combater o stress?
Qualquer dia o adolescente de 13 anos usará como subterfúgio para estar viciado em tabaco o stress: resultado da escola... dos exames finais, das aulas de 90, minutos, da falta da disciplina de educação sexual.

quarta-feira, abril 27, 2005

terça-feira, abril 26, 2005

Religião imoral

Aí está, o primeiro confronto entre timorenses. Neste caso, a Igreja Católica local revolta-se contra o poder democráticamente estabelecido.

Está em causa, entre outras coisas, o findar da obrigatoriedade de aulas de "religião moral" nas escolas. Cada pai poderá , a partir de agora, escolher se o filho pode ou não ter essa instrução.

Num excelente artigo de meados do ano passado, o chileno Mario Vargas Llosa dá a sua opinião sobre o papel da religião num Estado democrático. Quando a religião faz equipe com o governo do seu país há só uma verdade: a sua. Não há liberdade de escolha religiosa nem progresso científico ou cultural.

Só posso concordar com o escritor sul americano. Satisfaz-me o facto de vários países europeus terem metido no lugar correcto as entidades religiosas de cada Estado: fora do poder.

O que Alkatiri e seus pares desejam para Timor é isso mesmo, dar ao cidadão a hipótese de decidir o que é melhor para si. A atitude da eclesia timorense revela atraso, pouco conhecimento do seu tempo e dor de cotovelo. É que Alkatiri, presidente eleito, é muçulmano. Afinal, o islamismo não será o único a ter ficado na idade média. Observem os países maioritáriamente católicos a nível de desenvolvimento económico e comparem com os que são dominados por cristianismo protestante. Podem começar pela América do Sul.

Num país tão novo e tão pobre só faltava um braço de ferro com a Igreja para destabilizar a pouca estabilidade que conservam.

O maluquinho da tapada

Os moradores da Tapada do Mocho (Oeiras) andam em guerrilha política contra o SATU, o tal bicharoco monocarril tecnológico que Isaltino Morais, o anterior alcaide da zona, viu em Sidney (Austrália).

Foi descoberta que o encantou tanto que quis trazer um para a sua terra. E assim o fez. Agora é vê-lo (SATU) a calcorrerar as ruas de Oeiras. Na maior parte das vezes vai vazio. Na maioria das vezes, inferniza a cabeçorra dos moradores da Tapada do Mocho. Tal é assim que já lhe chamam "o maluquinho da tapada".

sábado, abril 23, 2005

A farpa que virou farsa (ou vice versa)

Segundo o semanário Expresso de hoje, a lista que estava nas mãos da Maçonaria não tinha nomes de informadores da PIDE. Pedro Dias, director do Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo, diz que os 3600 nomes que lá constam são de personagens ligadas ao Estado Novo. A entender, será uma "mailing list".

Coisa fina vinda da Maçonaria. Alvoroço, mediatismo por um documento "de correio".
Lá por a Opus Dei estar nas bocas do mundo, a Maçonaria não precisa de fazer tanto alarido por um documento de "mercearia" para voltar a ser falada...

sexta-feira, abril 22, 2005

Vou ali já venho

Choque silencioso

Só nos damos conta de progressos que facilitam a nossa vida e que alteraram o dia a dia com a distância do tempo. Se não cura, pelo menos dá-nos mais sabedoria para, entre outras coisas, o avaliar.

Hoje em dia é o http://www.google.com/ que comanda as preferências de serviços de busca na internet. Resiste ao monopólio económico da Microsoft. Para mais, desde há um ano que dá cartas no sector dos free-email com o Gmail. Um serviço de 2 Gb de memória, rapidez, simplicidade e funcionalidade.

Alegremo-nos, há concorrência! O hotmail (microsoft) não consegue competir com a oferta Gmail e, tal como vários outros, teve de incrementar a capacidade para 250mb de memória.
Há um ano pagava-se para ter um hotmail com mais de 6mb, agora, temos forma de trocar, guardar, difundir informação de largos tamanhos via rede sem ser necessário pagar à Microsoft ou ter correio electrónico, no PC, disponibilizado pelo serviço de internet.

Há dois anos, se quisesse alojar imagens na internet para colocar num blog, numa página, no ebay, etc; teria muito provavelmente de alugar um servidor, um espaço para as alojar. Agora há serviços gratuitos a que acedemos e que nos ajudam a melhor comunicar, por menos dinheiro.

quinta-feira, abril 21, 2005

Administração pública

Três mulheres atrás de uma secretária é....
...um trabalho (ops! emprego) na Segurança Social!

Grandes novidades

Reestruturação das 'secretas' leva Júlio Pereira para SIRP - DN



Bombeiros dotados com robot para buscas de vítimas em catástrofes - RTP


O cadáver amigo

"A maior parte das pessoas que esperam dez horas para ver o corpo de Karol Wojtyla está ali muito menos para rezar do que para registar. Basta ver a multidão de câmaras de vídeo, máquinas fotográficas e telemóveis, em utilização continua. É gente devota? Talvez. Mas é sobretudo gente que quer um dia poder dizer “eu estive lá”. Não há ai qualquer relação de proximidade . Ou passaria pela cabeça de alguém fotografar um cadáver de um familiar próximo?"

João Miguel Tavares in DN – 08.04.2005

Dá que pensar. Temos pudor à morte, mas o corpo frio de um ente celebrizado não nos custa ver. Lenine continua firme e hirto em Moscovo. João Paulo II não desceu às catacumbas da praça de S. Pedro antes de ser velado por milhares.

quarta-feira, abril 20, 2005

Waha quê?

(...) a Noruega é um verdadeiro sultanato do petróleo sofisticado e sem wahabismo, a Finlândia é um país monoexportador, que vende telemóveis Nokia (...)

What a Girl Wants



"A discriminação positiva, tão politicamente correcta e tão amada pelas associações pró-coisa (incluir aqui bichinhos pré-históricos, as árvores centenárias da Amazónia ou as tribos de zíngaros da Roménia com urso dançarino incluído), tem o efeito perverso de ridicularizar aquilo que é suposto defender. Pretende-se que a mulher seja igual ao homem por decreto-Lei, ratificada a paridade com o sangue dos deputados da Assembleia da República, que por sua vez devem pedir desculpa antecipada ao povo de moral impoluta pelos pensamentos, actos e omissões que todos pressupõem machistas."

Rita Barata Silvério in DNa - 25.03.05

terça-feira, abril 19, 2005

Papáveis, até à próxima!

Errei e acertei nos vaticínios que fiz para este com-chave.
Por um lado, acreditava que Ratzinger era o que possuia mais probabilidades ser eleito, pois tinha idade avançada e raízes dentro do papado. Por outro, pensava que os papáveis sairiam cardeais, como costumava ser, e que um alemão não teria muitas hipóteses de sair de branco.

Diz-se que os cardeais são iluminados por Deus no conclave. Se assim foi, desta vez a influência divina pouca força teve em relação ao lobbie Ratzinger. Fala-se que 40 dos cardeais já estavam convencidos em votar nele, antes de entrar.

João Paulo II foi bem escolhido. Ajudou a destruir o muro que dividia o mundo, libertou a região leste europeia da opressão, pediu desculpas pelos crimes da intolerância de séculos da Igreja. Leia-se, Inquisição.

Terá Bento XVI sido eleito no intuito de abrir novos mundos ao mundo? Bom, pelo menos que se fique pelas desculpas, que já são da praxe. Que retrate a acção que o episcopado teve na II Guerra Mundial.

Liberdade, igualdade e fraternidade

Segundo dados de 2004 da Amnistia Internacional, entre os estados que mais desrespeitam os direitos humanos, estão os EUA com 59 execuções, e a China com pelo menos 3400. Duas fortes economias, dois dos países que mais poluem o planeta terra.

O primeiro com um presidente que nos seus discursos profere, pelo menos, 50 vezes a palavra Liberdade. Assumidamente anti-aborto (pró-vida, soa-lhes melhor) mas com firmeza de princípios: aos engulhos da sociedade limpa-se o sarampo.
Quanto à China, o outrora regime das bicicletas e das fardas escurinhas, defende a igualdade. A igualdade na pobreza, no descanso, na imprensa, na repressão. Comunismo e três milhares de executados anualmente.

Falta-lhes a fraternidade? Não. A argúcia no comércio faz com que todos dêem palmadinhas nas costas da China, tentador mercado de 1 bilão de consumidores, e não demovam os EUA da justiceira forma de eliminar o mal das suas ruas.

segunda-feira, abril 18, 2005

O confronto do século

A eleição de um Papa não é nenhum Benfica-Sporting! É ridículo pensar-se num confronto entre jesuítas e Opus Dei.

Aura Miguel, Correio da Manhã - 12.04.2005

"Habemus" fumo



Viva a disparidade de critérios usados pelo Vaticano, que dita que o uso do preservativo é imoral, mas fumar, não.

O nanar do morcego

domingo, abril 17, 2005

Underworld #15

Reviews, artigos [Tatto Master, William Burroughs, Tédio Boys, Judas Priest vs Iron Maiden], calquitos e entrevistas [ZU, Varukers, Shrapnel vs Blacksunrise, Puissance, Turbo Negro, The Slackers, Cephalic Carnage]

Não se conseguir levantar dinheiro, com cartões CGD, no Almada Forum numa manhã de Domingo é:

a) Falta de óleo na engrenagem;
b) Uma situação perfeitamente normal;
c) O profissionalismo do costume.

sábado, abril 16, 2005

É uma quinta portuguesa, concerteza


Fig .1 - Da esq. para a dir., Gonçalo da Câmara Pereira, Lili Caneças, Capitão Roby e Elsa Raposo

"Ora, a obsessão nacional do momento é essa: ser famoso, existir, exibir, dar nas vistas. Lili não é mais nem menos do que a versão profissional adulta da Marta, do Marco, do Zé Maria (...)

a ideia de que a nossa vida se pode fazer sem estudo, trabalho, dedicação, empenho, entrega. A ideia de facilidade. Portugal tem sido fácil e rápido - mesmo que nos queixemos de que não funciona."

Pedro Rolo Duarte in DNa - 25.03.05

sexta-feira, abril 15, 2005

"Getting ugly"

A ficar feio. Esta é a categoria do Algarve, de acordo com a revista National Geographic Traveler.
Num país onde o Turismo, quanto a mim, surge como a alternativa à agricultura, pesca e indústria em vias de extinção, é "gratificante" saber que nessa revista saiu um artigo que coloca o Algarve na 106ª posição numa lista de 115 destinos turísticos mundiais. Em toda a Europa, de acordo com o artigo, pior só mesmo a Costa del Sol, em Espanha.
O "desenvolvimento descontrolado da costa" e a "destruição do ambiente natural com projectos que pretendem capitalizar o mercado de turismo de massas", são os dois maiores problemas apontados pelos especialistas da "National Geographic Traveler". Eles não estão loucos, devem ter estado em Quarteira. Ou terá sido em Portimão? Vilamoura? Albufeira? Penso que qualquer cidade costeira do Algarve serve como exemplo.

Vem aí um fim-de-semana alargado e muitos portugueses aproveitam estas mini-férias para rumar ao Algarve. Por isso é bom que os empresários ligados ao turismo e os funcionários da hotelaria comecem a tratar bem os clientes tugas porque depois desta publicidade negativa (embora todos saibamos que é verdade) é natural que os "bifes" deixem de vir para um destino feio, onde o atendimento é mau e ainda por cima caro.

Aqui deixo uma nota aos nossos governantes: "Não deixem que aconteça o mesmo à Costa Vicentina". Um bom planeamento é preciso!

O calhamaço da música

Começaram ontem as actividades da casa mais famosa do país: a Casa da Música. Ei-la, vezes mais cara do que estava previsto. O futuro deste excelente meio de diversão e instrução é incerto: quem paga a barrigada de despesas anuais que necessita para estar com as portas abertas? Além dos euros que chegam dos visitantes, dos investimentos privados, o Estado também terá a sua participação.

Diz-se, e com razão, que está sem fundos para pagar a tudo e todos. Para quê continuar a investir dinheiro público em museus que estão vazios? Para quê criar novos espaços que irão requisitar novos encargos?Será a linguagem mais actual para trazer as pessoas para o conhecimento e cultura?

A casa da música não irá sobreviver só de fundos do Estado... se assim fosse, estava condenada ao fracasso. No entanto, há críticos que dizem que o seu futuro é muito incerto. Até aqui chegaram, bem-vindos.

Foi há uma semana

A carga pronta metida nos contentores
Adeus aos meus amores que me vou
P'ra outro mundo

Circo de Feras - Xutos e Pontapés (1987)

quinta-feira, abril 14, 2005

Viva o baixinho!

Em que estará a pensar Marques Mendes?
Aqui fica a minha sugestão.

"Vou andar por aí!"

Estava eu feliz da vida porque achava que não ia voltar a ouvir falar de Santana Lopes noutro contexto que não o da imprensa cor-de-rosa, mas foi felicidade de pouca dura. Desta feita, aparece para dizer que já decidiu se se vai ou não recandidatar à autarquia de Lisboa, mas não diz o que decidiu. Ainda que se tenha decidido, quem tem a última palavra sobre essa decisão é o líder do partido, i.e. Marques Mendes.

Não tenho dotes de mística ou adivinha, mas se Santana Lopes tivesse mesmo algum interesse em retirar-se, não viria constantemente a público com as meias-frases que têm sido avidamente exploradas pela imprensa, talvez por falta de assunto ou talvez porque o país precisa de rir e Santana está a tornar-se melhor em provocar umas boas gargalhadas do que o Nilton e o Aldo Lima.
O tristemente célebre "Vou andar por aí" define claramente o seu interlocutor: alguém sem rumo, sem um plano concreto e sem uma estratégia para levar o que quer que seja a bom termo. Se ao menos fosse um fantasminha diabrento, ainda se chamava um padre para benzer o país e lá ia ele, mas tenho em crer que nem S. Pedro era santo para o aguentar.

Hortofruticultura

McDonalds introduz cenouras nos menus

Já era tempo de parar com tão vil discriminação!

Ter razão?

quando olho à volta e vejo tanta gente entrincheirada em posições tão definitivas, interrogo-me se ainda é permitido não saber.Nós vivemos num mundo em que dizer "não sei" é como sair à rua em pelota. Inventamos respostas para perguntas que não conhecemos e fingimo-nos convictos do que mal compreendemos. Em teoria, os séculos XIX e XX aboliram todas as verdades absolutas, mas em compensação herdámos pilhas de certezas e fugimos da dúvida como da peste.

João Miguel Tavares in DN - 25.03.05

quarta-feira, abril 13, 2005

terça-feira, abril 12, 2005

A crítica (literária)



"Qual crítica literária? Oh Ana, existem 3 programas na TV portuguesa sobre livros. Nunca fui convidado para nenhum, por exemplo. A crítica literária fez comigo umas tréguas, digamos assim. Eu esclareci desde inicio que não sou escritor, sou um contador de histórias. Ainda não tenho estatuto para ser escritor. Ficaram mais sossegados porque se eu lhes tenho dito que sou escritor caiam-me todos em cima, aceitem-me como tal. Como eu disse "eu não pertenço à confraria (...) estou de fora. Aconteceu-me escrever um romance aí fizeram tréguas. Não vamos dizer mal, dizemos bem. Bestial!"

Miguel Sousa Tavares, Por outro lado / Ana Sousa Dias - Dois - 23.03.2005

Quem cria nunca tem boa relação com a crítica. Quer seja literária, quer seja musical ou outro tipo de arte, há sempre o atrito entre quem realiza e quem, sentado na cadeira munido de um cházinho, analisa em esboços aquele que foi o "suor", o prazer de outro.

O crítico será um jornalista a quem se dá a oportunidade de opinar. Larga o voto de objectividade, que poucos dão atenção, e entra no reino da subjectividade. É um estilo jornalístico sem escola, sem livros que o delimitem. É um ensaísta que se deixa guiar pelo seu conhecimento, bom senso e prática de escrita.

Os autores atingidos dizem que os críticos são escritores frustrados. É tão verdade como a famosa frase "eles estão com medo", dita por quem se sente ameaçado num espaço de poder.

Algumas críticas são justas. Margarida Rebelo Pinto não é um talento da escrita portuguesa. É escrita popular, no sentido de venda. Outras são despropositadas. Quando se mostra com muitas certezas, é sapiente ou, na maior parte das vezes, gosta de ser endeusado, é pouco humilde e conhecedor da realidade. É crítico que acredita poder dizer as barbaridades que lhe vier à cabeça pois o divino deu-lhe a missão de desconversar.

Descrever e comparar são as dimensões que nos podem fazer ver uma obra. Serão as melhor armas de um crítico de bom senso.

Fazem-se juízos de valor como se quem opina fosse proprietário da verdade. Uns são partidários de causas e outros de modas, mas ninguém tem a verdade na mão nem está suficientemente à frente do seu tempo cultural. Por exemplo, a Camões e Fernando Pessoa, não foi reconhecido valor por "compradres" do seu tempo.

A afirmação de Miguel Sousa Tavares bem que pode ser verdade. Em certas alturas o mercado une-se e homenageia determinado autor. Acontece na indústria audiovisual, musical, onde Grammies e Oscares valem muito... dinheiro. O mercado e o mediatismo também influenciam a arquitectura e pintura. Porque não semi-ignorar um autor que apresentou um trabalho de investigação esforçado numa boa escrita?

Répar pela (boa) causa

A McDonald's informou que vai pagar a todos os rappers que mencionarem o Big Mac nas suas músicas. A acção de marketing vai ser conduzida pela Maven Strategies, que no ano passado conseguiu que o gin da Seagram tivesse sido citado em cinco músicas. Segundo o Media Guardian, a McDonald's Estados Unidos vai pagar entre 70 cêntimos e 3,50 euros por cada vez que as faixas tocarem na rádio.

Excelente marketing para péssimos aperitivos.

domingo, abril 10, 2005

"Ó Idalina, viste a novela ontem?"

A emissão da SIC sofreu uma avaria na quinta-feira ao final da tarde, entre as 1903 e as 19:40. Foram 36 minutos e 55 segundos com o ecrã a negro. No entanto, continuou a registar uma audiência de 1,7% durante este período, o que corresponde a um share de 6,5%, o que equivale a 161 mil pessoas com o televisor ligado neste canal.



Gostamos de bom entertenimento. Mesmo que o ecrã esteja a preto ou só com chuvinha.
Imaginem, o filme mais português mais visto em 2004 ficou abaixo de metade do share que a falha da emissão da SIC registou na quinta-feira passada.

Será que o realizador César Monteiro tinha razão? Uma boa fita a negro, mas com vozes, resulta mais que um debatezinho chato na Dois.

Ah e tal, não senhor

Depois do enterro da mais alta figura do catolicismo, nada melhor que do que um bom casamento. Uma união na casa monárquica mais badalada do planetinha azul, em directo em tudo o que é estação. Brilhante.


[Fotos: Correio da Manhã]

O que temos a ver com o casamento de Carlos e Camomila? Nada. Não é casal do meu país; não é mais que folclore; não contribui uma melhor sociedade, nem para uma pior.

Hilariante é também a cobertura que se faz do congresso do PSD. Em 10 anos tivemos 10 congressos do PSD, como dizia Marques Mendes na noite de sexta-feira. Se ele vencer para o ano haverá mais um. Porque carga de água, as televisões interrompem a novela da noite, dedicam grande parte dos telejornais a questiúnculas partidárias como esta? Diga-se em abono da verdade que os marmajos do PSD foram, desta vez, remetidos para os canais cabo.

Estes debates, desde que os média começaram a cobri-los intensivamente, tornaram-se uma nova forma de direito de antena. Não se apresentam propostas, apresentam-se caras, prepara-se terreno para as próximas eleições. Tudo está praticamente decidido, discursos estão redigidos e existem sempre as duas oratórias da praxe dos candidatos. É nos bastidores que se tomam as decisões. É o "espectáculo" do óbvio, uma obra pré-feita, uma ficção de baixo calibre. Concordo plenamente com o texto de Vasco Pulido Valente que hoje sai no Público.

Passividade não, obrigado. Cabe aos média filtrar o trigo do joio. Dar borlas a "conclaves" partidários não é informar o país, é fazer favores à máquina política em questão. O casamento real britânico também não nos interessará, não faz nasce da identidade portuguesa. Nada impede, no entanto, que seja transmitido nas TVs privadas.

Uma excepção para a morte do Pápa. Como símbolo da crença da maioria dos portugueses e sendo um acontecimento raro, é natural que as horas antes e após sua morte tivessem vasta cobertura.

sábado, abril 09, 2005

sexta-feira, abril 08, 2005

Ainda há americanos porreiros

Eu até achava alguma piada à música do Moby, mas depois destas declarações fiquei a admirar o homem...

"A cidade de Nova Iorque é hoje, essencialmente, uma cidade europeia na costa da América. Os nova iorquinos não confiam nos americanos e os americanos não confiam nos nova iorquinos! Se Nova Iorque se tornasse parte do Canadá muitos de nós aceitaríamos essa ideia."
Moby in DN:música - 11.03.2005

Mas a melhor é esta:

"A América é um miúdo mal comportado que tem de ficar de castigo, virado para a parede, durante meia hora. Quando cresce, talvez possa voltar a brincar com os outros."
Moby in DN:música - 11.03.2005

Brilhantina e credibilidade

lá o vimos [Ray Charles - Salão Preto e Prata do Casino do Estoril] há um par de anos, "abrilhantando" um evento social maioritariamente povoado de gente que aplaudiria tudo e todos os que estivessem em palco - desde que lhes assegurassem previamente a credibilidade "bem do nome em questão".

Mário Lopes in DNa - 18.02.2005

Na quinta, nada de novo



"Santana Lopes declarou peremptóriamente: não será candidato à Presidência da República. Dado o carácter volúvel da personagem, a declaração vale o que vale. Podemos facilmente imaginar que, de hoje para amanhã, arranja um pretexto imperativo que justifique a candidatura. (...)

Para Santana Lopes todos os dias são dia 1 de Abril"

Eduardo Prado Coelho in Público 05/04/2005

quinta-feira, abril 07, 2005

E começa a guerra de poleiro

Já tem acontecido a alguns Presidentes de Câmara irem para o Governo e as coisas não correrem bem. Quando pretendem voltar para o pequeno poleiro que haviam deixado, o sucessor quer continuar o seu trabalho e assim começa a guerra pelo lugar...

Há vários exemplos: Fernando Gomes vs Nuno Cardoso, Isaltino Morais vs Teresa Zambujo e agora Santana Lopes vs Carmona Rodrigues. No caso dos dois primeiros nenhum ficou lá, nos restantes as próximas eleições autárquicas o dirão.

De volta aos trópicos

Nino Vieira vai regressar à Guiné Bissau.

Mais um que não suportou o desgosto de não ter sido convidado para a Quinta das Celebridades.

Estados de alma

Os portugueses são dos maiores consumidores europeus de anti-depressivos e pílulas para dormir, acompanhando a nova tendência da medicina para considerar estados de espirito ou maneiras de ser com situações clínicas. A vergonha e a timidez, por exemplo, chamam-se agora "fobias sociais", e podem-se tratar, não com uns copos e um jantar com amigos, mas com pílulas receitadas por médicos e comparticipadas pelo Estado. (...)

A paixão infeliz, ou o mal de amor, são já catalogados pelos psiquiatras como "uma doença genuína que necessita de diagnóstico". Morrer de amor está em vias de deixar de ser um exagero poético para ser uma situação clínica.

José Júdice in Metro, 29.03.2005


Aumenta anualmente o conjunto de estados físico-mentais que são traduzidos por médicos como "doenças". E para doença diagnosticada, medicação é requisitada.

Porque não combatê-los sem fármacos? Se no passado era considerado mau estar e não doença, porquê fazer-se com que o organismo fique dependente e resistente a eles?

Estamos a voltar ao tempo em que as más acções eram justificadas por bodes espiatórios. "Foi um espírito maligno", "foi mal olhado", "foi o culpa do Deus das hortaliças". Nos EUA, advogados de condenados por crimes alegam em tribunal que o seu "cliente" sofre de problemas do foro psicológico. Não sabem o que andam a fazer na vidinha.

Eix, onde eu já vou...
Desculpem, não estou em mim. É que ando sob medicação!

quarta-feira, abril 06, 2005

Momento Níquel Nausea

Há música entre nós?

No DNmúsica de 21 Janeiro, Nuno Galopim no seu "Trolaró", deu-nos a conhecer o artigos musicais mais vendidos no ano de 2005, e os que mais rodaram nas rádios. Ei-los:

Top Rádio (Fonte: Nielsen Soundscan)

Seal - Love's Divine
3 Doors Down - Here Without You
Evanescence - My Immortal
Limp Bizkit - Behind Blue Eyes
Reamonn - Star
Fingertips - Melancholic Ballad
Dido - White Flag
Delta Goodren - Born to Try
Anastacia - Left Outside Alone
Luis Represas - Da próxima Vez


Top CD (Fonte: Associação Fonográfica Portuguesa)

O-Zone - Disco-zone
Adriana Calcanhoto - Adriana Partimpim
Da Weasel - Re-Definições
U2 - How to Dismantle an Atomic Bomb
Evanescence - Fallen
Norah Jones - Feels like Home
Black Eyed Peas - Elephunk
Phil Collins - Love Songs
Rui Veloso - Concerto Acústico
Anastacia - Anastacia

Em tempos, ambas as tabelas equiparavam-se. O que se ouvia na rádio, marcava o ritmo das vendas. Hoje em dia, são os estudos de mercado que definem o airplay, daí que as radios "jovens" como Best Rock e MegaFM repitam até à exaustão os sucessos de top dos 3 Doors Down, Evanescence, Limp Bizkit. E rádios "para o grosso do mercado", como Comercial e RFM, passem os êxitos do Reamonn, Fingertips, Dido, Seal, Anastacia, etc...
Êxitos que não vendem, que não são aclamados pela crítica musical, mas que garantem audiência. Pessoalmente, esses singles esgotaram a minha pachorra à segunda ou terceira audição.

Embora não seja "adepto" de Norah Jones, Adriana Calcanhoto, Black Eyed Peas e Da Weasel fico satisfeito por estarem entre os mais vendidos do ano de 2005. São artigos que, na minha óptica, têm alguma qualidade musical.