domingo, maio 22, 2005

Coeficiente emocional

"Yes, I said that I was not really interested in playing with Satanic [bands], and that is because I changed my outlook on life and my spritual beliefs over three years ago. I became a Christian, yes, and I have made even more mistakes now that I have, because there are things I do that I know I should not do, and things I do not do that I know I should."

Os nomes da contra-corrente americana, enchem as fileiras dos exércitos do "bem".
O amigo Dave Mustaine dos Megadeth, com um passado de caveiras nas capas, monstrinhos do "demo", sons do "barulho", refaz o seu passado. Mustaine deixou a bebida e "ervas aromáticas". Acreditem, mudou de vício.



Talvez seja a altura ideal para voltar a partilhar os palcos com Marty Friedman, senhor que foi aconselhado pelo seu guru a largar bandas de energias negativas, como Megadeth.

"To the Droogie that is set on insulting me about my beliefs, I understand. It is easy for a person with no beliefs to mock someone who does. I don't know if you do (I hope so), but it appears not. Because if you did, you would say, 'Well, those are Dave's beliefs, they are not like mine, but if mine are to be respected, than so should his.'"

Assim como é impossível estar parado sem pensar, não é natural que uma pessoa não tenha valores que acredite e defenda.

A maioria dos americanos, muito rebeldes na adolescência, é vencida na sua luta contra a crise da meia-idade. A tríade Cristo, Família e Pátria torna-os planetários amáveis e felizes.

"The moral to the story is this . . . I don't like certain bands and that will never change that in me."

A moral é: coisa mais certa no humano é a mudança. Aceito-a e fica a nota: Dave Mustaine e todos os jovens inconformados arrogantes caem

sábado, maio 21, 2005

sexta-feira, maio 20, 2005

"O cineasta português Ivo Ferreira, que esteve preso no Dubai por consumo de haxixe, apelou ao Ministério dos Negócios Estrangeiros para que disponibilize informações sobre os vários países no sentido de evitar detenções como a sua."

in Destak - 12.05.2005

... e já agora um catálogo com os melhores pontos de consumo, entregue aos consumidores de haxixe à saída do país.

Figo seco

Eu por acaso gosto muito de figos secos, com nozes ou com amêndoas... Não é o figo fruto que quero comentar, mas o Figo jogador de futebol.

Se não me falha a memória, após o Euro 2004 realizou uma conferência de imprensa afirmando que iria abandonar a Selecção Nacional. Desde essa altura passou quase um ano e o jogador que deixou de ser titular indiscutivel no Real Madrid e começou a sentar-se no banco, agora quer dar mais un chutos na bola. E para onde se virou ele? Para a Selecção Nacional, pois claro! O Scolari parecia-me alguém de convicções fortes, aceitou a situação sem qualquer dúvida. Então e os restantes jogadores, que até têm dado conta do recado, em que situação ficam?

Eu admiro muito o Figo como jogador que tanto deu ao futebol português. Mas um verdadeiro profissional também mostra que o é, quando chega a altura de guardar as chuteiras.

Round and round we go

Apertar o cinto, políticas impopulares, medidas rápidas (... consequências lentas).

Discurso do oásis.

Discurso da tanga.

Eleições.

Discurso da esperança, mas...

Apertar o cinto...

quinta-feira, maio 19, 2005

Irreal surreal

"As pessoas, realmente, mostram ser incultas. Se tivessem o mínimo de cultura sabiam que o surrealismo era uma filosofia e não um sinónumo de disparate. E, depois, é gente na Assembleia da República, são ministros que usam o surrealismo como se fosse sinónimo de loucura. E em todos os dicionários está uma explicação de surrealismo como sendo um movimento intelectual."

Cruzeiro Seixas in DNa - 01.04.2005

Quem nunca pecou, que atire a primeira pedra

A distância já não é problema para fazer chegar um pedido de oração à Virgem Maria. Através da internet, o Santuário de Fátima recebe centenas de solicitações todas as semanas, enviadas dos quatros cantos do Mundo. (...)

Basta entrar no serviço, escrever a mensagem e carregar na tecla ‘enviar’. Em poucos minutos, a solicitação é recebida no Centro de Comunicação Social do Santuário, impressa e entregue a uma religiosa do Serviço de Peregrinos, que a coloca aos pés da Virgem, na Capelinha das Aparições.

Deus deve rejubilar-se lá no céu, por tanta arte & manha que, os seus auto proclamados representantes, tem usado para espalhar a fé.

quarta-feira, maio 18, 2005

De vagar se vai ao longe



Fonte: DN

Fátima. Turismo sénior?

Quase que vivo...

... sem televisão

Informação, alguns documentários e séries e pouco mais. Geralmente gravo para mais tarde visionar.

É uma opção que faço. Disponibilizo assim, tempo para outras áreas do lazer e saber.

Já não sofremos de falta de fontes de ocupação das 24 horas. O problema é hoje em dia é como organizármos o nosso tempo com a overdose de conhecimento, informação, entertenimento que nos chega à "pele". Valha-nos que boa parte dele é de deitar fora.

terça-feira, maio 17, 2005

Ironias

(...)"As parcerias para a inovação e o emprego , ao associar empresas e instituições de ensino, formação, investigação e de apoio institucional e financeiro, podem tornar-se motores da exploração de novas áreas decrescimento e criação de emprego. Estas parcerias devem ser promovidas ao nível de clusters ou de regiões."(...)
Excerto do programa do XVII Governo Constitucional.

Esta tarde, liguei para o departamento de Recursos Humanos da Assembleia da República para saber se aceitavam jovens licenciados para estágio profissional ao abrigo do IEFP, na área de revisão de texto (para quem não sabe, é uma medida de incentivo à empregabilidade de jovens que tenham concluído um grau de ensino - mais informações no portal do IEFP).

Foi-me respondido que não, apenas aceitam jovens para estágios não remunerados.
1ª ironia: Querem combater o desemprego, mas não dão o exemplo.
2ª ironia: Já precisavam de um revisor de texto, a julgar por aquele trecho...

Fracos e oprimidos

"Os empresários são a base de legitimação ideológica, em qualquer país civilizado, de uma direita democrática mas, em Portugal, os empresários dependem do Estado. Fracos, esperam ser protegidos da concorrência, dos chineses, dos espanhóis, dos sindicatos, da seca, das chuvas, da Europa. São os mais antiliberais dos antiliberais. Num país pobre, só multinacionais e economistas é que gostam do mercado livre."

Daniel Oliveira in Expresso - 16.04.2005

MemoriesII

As minhas preces foram atendidas: a série Verão Azul vai ser comercializada em DVD, disponível a partir de 25 de Maio e a um preço inacreditável (€29.95!).

Se alguém estiver com dúvidas sobre o que me oferecer no aniversário, aqui está uma boa dica. Combinem antes para não me oferecerem todos o mesmo :p

Assassínios em massa

Esta dificuldade de lidar com o mal como humano ainda hoje se manifesta na
tendência para considerarmos que alguém que mata uma pessoa é um assassino,
enquanto quem mata milhões é vítima de uma doença mental.


Miguel Poiares Maduro in DN - 04.05.2005

Esta afirmação prende-se com o personagem principal do filme A Queda. Não pude deixar de pensar nela quando ouvi o Luis Soares, jovem que assassinou 4 pessoas num percurso suicida que fez em contramão. Aconteceu no dia em que celebrava a compra de casa, diz.

Sensação de imortalidade? Falta da nexo? Não tinha consciência das regras de condução? Tal foi o trauma que não se lembra dos motivos que o levaram à estrada.

Todos erram, mas para quem cometer um acto horrendo como este, 25 anos são bem aplicados. Luis Soares leva já três na cadeia. Necessitamos de mais exemplos como o dele.

Enquanto o jovem sentir que o seu comportamento não é refractário, mas uma fuga da sua natureza rebelde; enquanto o "atleta" da estrada não sentir provação de tempo e dinheiro na paga de desastres, de sustos, de mortes, continuaremos a ter de conviver com bárbaros na estrada.

segunda-feira, maio 16, 2005

Sem um brilhozinho nos olhos



Na foto da entrevista que deu ao DN há dias, Manuel Maria não tem os olhos a centilar. Será da objectiva da câmara fotográfica? Será da falta de luminosidade de Lisboa pré noite?
Ah, e porque não vem de fato de treino vestido? A mesma indomedária que apresenta nos cartazes que invadem já o município...

Memories

Na RTP, foi dia de recordar. Na minha cozinha, também!

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Não existe relação directa entre os pudins Boca Doce e o Festival da Canção. Pelo menos, não aparentemente. O único ponto que lhes consigo encontrar em comum tem a ver comigo e com a memória que tenho de ambos, e tanto um como outro me sabiam melhor quando era miúda.

Não sou muito nostálgica, não do tipo, "No meu tempo, é que era!". É claro que recordo com saudades muitas coisas da minha infância. Quem é que não se lembra dos desenhos animados que via quando era mais novo ou das brincadeiras com os outros miúdos do bairro? Dos tempos em que mal havia telefone, quanto mais telemóvel! Ou de quando a única alternatival à RTP1 era a RTP2 (e que longe vão os tempos do "Agora Escolha", o Tom Sawyer, o Verão Azul e o Bocas!, céus, que saudades que tenho do Bocas e do Ted e do Toi).

Todas aquelas coisas me souberam bem porque aconteceram no tempo certo. Não gostaria de voltar a passar por aquilo tudo outra vez. Ser criança tem muita coisa boa, mas também tem muita coisa má. Não trocaria a liberdade que tenho por 3 meses de férias no Verão. Nem mesmo sabendo tudo o que sei hoje!

domingo, maio 15, 2005

Consumidor português

O consumidor inteligente é aquele que sabe dar valor (e pagar o preço) do que tem valor; sem achar que só atinge esse benefício quando trai todos os outros.

Miguel Esteves Cardoso in DNa - 01.04.2005

Demência temporal

"Durante o tempo que lá estive, percebi que quase todas as ciganas estão à beira da insanidade, guinchando «Ai que a cigana está louca!!!» Tudo a cinco éros, vá lá freguesas A cigana está louca!!!" Impressionou-me que a polícia, sempre ali por perto, não tenha dado uma ajuda a estas boas mulheres, encaminhando-as para as instituições competentes para lidar com a saúde mental."

Sónia Morais Santos in DNa 25.03.2005

sábado, maio 14, 2005

E porque não?

Clássicos são clássicos. Remar contra a maré é dificil e desprestigia, daí que a moda e o social-aceitismo faça de nós veiculos para a perpetuação de peças de cultura que até mereceriam a crítica.

Porque não criticar os clássicos?

sexta-feira, maio 13, 2005

A blá-blar é que a gente se entende

Reformar, concretizar, mudar - Jorge Coelho in DN - 06.05.2005

Coelhone está de volta ao circo. Rosna contra internos e externos ao seu partido, constrói castelos de sonho para Portugal, e fala fala fala. Debita comentários tão bonitos como este encimado por três verbos. Mas tanto poderia ter sido entitulado "Blá, blá, blar" que para mim significava o mesmo.