terça-feira, maio 31, 2005
Dia Europeu do Vizinho
Cá na aldeia, o conceito de vizinho é algo diferente do que se pratica nas grandes cidades. Aqui, tenho vizinhos que moram a mais de 300m da minha casa; em Lisboa apenas tenho vizinhos no meu prédio. Não é a relação de proximidade física, por si só, que determina quem são os vizinhos. Mas seja para nos dispensar um bocadinho de açúcar, seja para trocar dois dedos de conversa ou algo de maior, eles lá estão, e ainda bem que podemos contar com eles.
Cá na aldeia, um vizinho quase faz parte da família. Quer se goste ou não, lá está ele a dar palpites que ninguém pediu. Toda a gente sabe o que se passa na casa do vizinho, e se não souber, há-de haver um vizinho para lhe contar... Tu casa es mi casa.
Não me interpretem mal, não pensem que tenho alguma coisa contra os vizinhos: eu fui criada por uma vizinha, brinquei com os putos vizinhos (e como nós aprontávamos!, que saudades...), muitas das coisas que aprendi foram-me ensinadas por vizinhos. Mas é essa mesma familiaridade que lhes acaba por dar um bocadinho de direito de se intrometerem na minha vida.
Ainda sou do tempo em que os vizinhos iam à casa uns dos outros a pretexto de "confraternizar", mas com o real intuito de ver televisão em casa alheia, ou então de filar uma chouricinha regada com um bocadinho de vinho novo. Mas depois os vizinhos eram generosos na retribuição, e ela chegava sempre em forma de produtos hortícolas. Haverá coisa melhor que comer batatas ou cenouras acabadinhas de colher e sem químicos?
Como em tudo na vida, há sempre os bons e os maus. Há o vizinho simpático e disponível que está sempre pronto para nos ajudar sem pedir nada em troca e há o regateiro resmungão que nos tira do sério de quando em vez. Tinha uma vizinha tão regateira, tão regateira (Deus a tenha), que ela sabia melhor do que os meus pais a que horas tinha eu chegado na noite antes e não se inibia de lhes pedir explicações por eu ficar na rua até tão tarde.
Tenho um amigo, um city boy muito dado a confraternizar com os vizinhos. Se ele tivesse sido criado aqui, queria ver se isso seria assim. Eu até o compreendo; se eu tivesse vivido anónima entre a vizinhança também ia querer ter vizinhos "à séria" e fazer aquelas festarolas de bairro e tudo o mais. Mas isso tive eu toda a vida e assim aproveito em Lisboa para poder passar uns dias despercebida sem que quem vive à minha volta saiba sequer como me chamo, quanto mais o que é que eu faço nos dias em que não estou lá.
Nª Srª não apareceu num sobreiro
João Miguel Tavares in DN – 13.05.2005
segunda-feira, maio 30, 2005
Desabafos tristes que nem deviam constar aqui
Anyway, resolvi desfazer-me de muita coisa que já só andava a atrapalhar e foi assim que comecei o dia. Primeiro, pus o sono em dia. Depois, fui acabando as coisas pouco a pouco: o café, o champô, o alho francês à Brás, acabei com a vontade de ver "O Reino dos Céus" (bendito sejas, Orlando Bloom, por existires!), um copito com os melhores amigos que se pode desejar e com isto tudo até consegui acabar com o dinheiro do mês. Com sorte ainda acabo mais um trabalho da faculdade. Houve mais qualquer coisa que acabou, mas para bem da minha sanidade mental, ainda bem! Tenho o triste hábito de deixar as coisas a meio, que é como quem diz, desisto facilmente.
Afinal, parece que não é preciso esperar até aos 40 para se começar a ter juízo!
domingo, maio 29, 2005
Haja alegria!
Alberto João ainda faz algumas coisas bem. Com dinheiro dos impostos que todos pagamos, continentais inclusive, investe no desporto do arquipelago pelo qual dá a cara, e a barriga.
Quanto ao Madeira SAD, um bem haja deste vosso associado forçado!
Regresso ao passado

Quem acede ao sítio da Lusa por um browser "estranho" como o Opera, depara-se com uma viagem ao passado. A data em que estou, para a Lusa, é 1 de Janeiro de 1970. Vá lá, a hora está correcta.
Programador que se considere profissional tem de adaptar o seu produto não só ao universal Internet Explorer, mas aos restantes. Nem todos amam, se rendem, à Microsoft. Por outro lado, um lapso destes associado à nossa agência de notícias, não é prestigiante.
Merry-go-round
Que mania esta, de se construir rotundas atrás de rotundas! Em Évora, a caminho de Portalegre, contei sete rotundas no ano passado. Em Messines não havia rotundas até há coisa de dois ou três anos, quando acabaram a A2. Agora temos três, duas delas sem qualquer iluminação (tenho de ver se existe sinalização, não me lembro de ter visto lá nada).
Durante a época de exames costumava ir a pé para a faculdade e quase todos os dias passava perto da rotunda do Marquês. Não raras vezes havia lá um ou dois carros acidentados. Eram coisas pequenas tipo um toque, uma mossa, mas o bastante para uma boa dôr de cabeça. Será que os condutores lisboetas têm algum problema com os semáforos? É bem conhecida a adoração nacional pela côr verde, seja ela verde verde ou verde tinto. E será essa a explicação para a construção de tantas rotundas? É que, vistas bem as coisas, isso é apenas uma maneira de contornar o problema, não de o resolver
sábado, maio 28, 2005
A figurinha

Que faça melhor figura que no Festival de Cinema de Berlim, de Fevereiro passado. Foi a última, das "Shooting Stars" a chegar ao evento.... e atrasada. Para se ser boa (modelo, actriz, apresentadora de tv, anfitriã, etc), não basta parecer...
sexta-feira, maio 27, 2005
Alerta azul
Não bastava dizerem que a masturbação fazia crescer pêlos nas mãos, agora tinham de se lembrar desta. Qualquer dia ainda se lembram de dizer que sexo selvagem pode provocar ataques cardíacos
Puxar as orelhas aos meninos mal comportados
Esta conclusão pertence a Manuel Monteiro, o "foragido" do CDS-PP.
Mais do que uma labareda de protagonismo do PND, trata-se de uma afirmação com razão de ser. Nos 30 anos de regime participativo, obedecemos a quem nos manda mas não obtemos responsabilização dos "notáveis" que têm ajudado ao piorar da situação económica do país.
quinta-feira, maio 26, 2005
2011, odisseia no Cartaxo
É ver crianças alegres a rodopiar no carrocel da pipa e pensionistas seus avós a tentarem encontrar o equilibrio após um almoço bem regado.
quarta-feira, maio 25, 2005
Efemérides

Tenho um fraquinho por histórias que acabam mal. Talvez por isso a história de Robert Capa e Gerda Taro me fascine tanto.
Dela se diz muita coisa, nem sempre consensual. Numa busca rápida e mal amanhada fica-se a saber que Gerda Pohorylles, de seu verdadeiro nome, nasceu em Estugarda, Alemanha e mudou-se para Paris após a subida de Hitler ao poder. Em 1934 conhece o húngaro Andre Friedmann, um fotógrafo talentoso, mas cujo trabalho não era r€conhecido. Juntos criaram o mito, Robert Capa (na verdade, o alter-ego de Friedmann) - um fotógrafo americano muito reconhecido e do qual eram agentes, conseguindo assim vender as fotos de Friedmann pelo triplo dos preços praticados na França. Gerda aprende a fotografar, muda o apelido para Taro e começa a acompanhar Robert Capa nas suas saídas fotográficas.
Gerda Taro e Robert Capa foram uma espécie de Bonnie & Clyde da fotografia, mas como em tudo na vida, houve um dia em que o fim chegou.
Guerra Civil de Espanha, 1937. Capa tem de voltar a Paris, mas Gerda fica em Madrid. Juntamente com Ted Allan, vai clandestinamente fotografar a frente de batalha. Perto de Valdemorrillo dá-se um ataque aéreo, um tanque republicano descontrolou-se e caiu em cima de Gerda.
De Capa é o que se conhece. Destemido fotógrafo de guerra, esteve presente nas maiores batalhas do seu tempo: Guerra Civil de Espanha, II Guerra Mundial (a invasão do norte da África, da Sicília e, na Itália continental, as batalhas de Nápoles e Montecassino, o desembarque na Normandia no dia D), Vietname... Pelo meio ainda teve tempo para fundar a agência Magnum, juntamente com Chim Seymour e Cartier-Bresson.
Era seu o lema: "If your pictures aren't good enough, you aren't close enough". Por se ter aproximado demais, pisou uma mina perto de Thai Binh, no Vietname. Morreu em serviço, faz hoje 51 anos.
A ambos: Shalom.
PS:Encontrei também uma peça de ficção escrita por Nil Thraby: um diálogo imaginário entre Gerda e Capa que, depois de mortos, se encontram no 65º aniversário da despedida das Brigadas Internacionais. En castellano, por supuesto!
Medidas com rugas
terça-feira, maio 24, 2005
Vêm aí os aumentos
Só IVA a 21% permite receita relevante
E se incrementassemos para 23%? Uí, tudo passaria a funcionar bem melhor!
Deficit político
Não é normal que quem esteve no Governo anterior manifeste ignorância, como se o défice caísse do céu ou fosse entregue aos governantes por correio, com origem em remetente desconhecido.
Miguel Coutinho in DN 20.05.2005
segunda-feira, maio 23, 2005
Onde o pombo caga
A diferença entre portuenses e portistas existe. São boas maneiras de certos ernegumenos a quem Rui Rio tirou privilégios. Se calhar tinha razão, mas o autarca lisboeta já fez ver que receberá de braços abertos a equipe vencedora do campeonato nacional de futebol da época 2004/2005.
domingo, maio 22, 2005
Coeficiente emocional
Os nomes da contra-corrente americana, enchem as fileiras dos exércitos do "bem".
O amigo Dave Mustaine dos Megadeth, com um passado de caveiras nas capas, monstrinhos do "demo", sons do "barulho", refaz o seu passado. Mustaine deixou a bebida e "ervas aromáticas". Acreditem, mudou de vício.

Talvez seja a altura ideal para voltar a partilhar os palcos com Marty Friedman, senhor que foi aconselhado pelo seu guru a largar bandas de energias negativas, como Megadeth.
Assim como é impossível estar parado sem pensar, não é natural que uma pessoa não tenha valores que acredite e defenda.
A maioria dos americanos, muito rebeldes na adolescência, é vencida na sua luta contra a crise da meia-idade. A tríade Cristo, Família e Pátria torna-os planetários amáveis e felizes.
"The moral to the story is this . . . I don't like certain bands and that will never change that in me."
A moral é: coisa mais certa no humano é a mudança. Aceito-a e fica a nota: Dave Mustaine e todos os jovens inconformados arrogantes caem
sábado, maio 21, 2005
sexta-feira, maio 20, 2005
in Destak - 12.05.2005
... e já agora um catálogo com os melhores pontos de consumo, entregue aos consumidores de haxixe à saída do país.
Figo seco
Se não me falha a memória, após o Euro 2004 realizou uma conferência de imprensa afirmando que iria abandonar a Selecção Nacional. Desde essa altura passou quase um ano e o jogador que deixou de ser titular indiscutivel no Real Madrid e começou a sentar-se no banco, agora quer dar mais un chutos na bola. E para onde se virou ele? Para a Selecção Nacional, pois claro! O Scolari parecia-me alguém de convicções fortes, aceitou a situação sem qualquer dúvida. Então e os restantes jogadores, que até têm dado conta do recado, em que situação ficam?
Eu admiro muito o Figo como jogador que tanto deu ao futebol português. Mas um verdadeiro profissional também mostra que o é, quando chega a altura de guardar as chuteiras.
Round and round we go
Discurso do oásis.
Discurso da tanga.
Eleições.
Discurso da esperança, mas...
Apertar o cinto...
quinta-feira, maio 19, 2005
Irreal surreal
Cruzeiro Seixas in DNa - 01.04.2005
Quem nunca pecou, que atire a primeira pedra
Deus deve rejubilar-se lá no céu, por tanta arte & manha que, os seus auto proclamados representantes, tem usado para espalhar a fé.
quarta-feira, maio 18, 2005
Quase que vivo...
Informação, alguns documentários e séries e pouco mais. Geralmente gravo para mais tarde visionar.
É uma opção que faço. Disponibilizo assim, tempo para outras áreas do lazer e saber.
Já não sofremos de falta de fontes de ocupação das 24 horas. O problema é hoje em dia é como organizármos o nosso tempo com a overdose de conhecimento, informação, entertenimento que nos chega à "pele". Valha-nos que boa parte dele é de deitar fora.
terça-feira, maio 17, 2005
Ironias
Excerto do programa do XVII Governo Constitucional.
Esta tarde, liguei para o departamento de Recursos Humanos da Assembleia da República para saber se aceitavam jovens licenciados para estágio profissional ao abrigo do IEFP, na área de revisão de texto (para quem não sabe, é uma medida de incentivo à empregabilidade de jovens que tenham concluído um grau de ensino - mais informações no portal do IEFP).
Foi-me respondido que não, apenas aceitam jovens para estágios não remunerados.
1ª ironia: Querem combater o desemprego, mas não dão o exemplo.
2ª ironia: Já precisavam de um revisor de texto, a julgar por aquele trecho...
Fracos e oprimidos
Daniel Oliveira in Expresso - 16.04.2005
MemoriesII
Se alguém estiver com dúvidas sobre o que me oferecer no aniversário, aqui está uma boa dica. Combinem antes para não me oferecerem todos o mesmo :p
Assassínios em massa
tendência para considerarmos que alguém que mata uma pessoa é um assassino,
enquanto quem mata milhões é vítima de uma doença mental.
Miguel Poiares Maduro in DN - 04.05.2005
Esta afirmação prende-se com o personagem principal do filme A Queda. Não pude deixar de pensar nela quando ouvi o Luis Soares, jovem que assassinou 4 pessoas num percurso suicida que fez em contramão. Aconteceu no dia em que celebrava a compra de casa, diz.
Sensação de imortalidade? Falta da nexo? Não tinha consciência das regras de condução? Tal foi o trauma que não se lembra dos motivos que o levaram à estrada.
Todos erram, mas para quem cometer um acto horrendo como este, 25 anos são bem aplicados. Luis Soares leva já três na cadeia. Necessitamos de mais exemplos como o dele.
Enquanto o jovem sentir que o seu comportamento não é refractário, mas uma fuga da sua natureza rebelde; enquanto o "atleta" da estrada não sentir provação de tempo e dinheiro na paga de desastres, de sustos, de mortes, continuaremos a ter de conviver com bárbaros na estrada.
segunda-feira, maio 16, 2005
Sem um brilhozinho nos olhos

Na foto da entrevista que deu ao DN há dias, Manuel Maria não tem os olhos a centilar. Será da objectiva da câmara fotográfica? Será da falta de luminosidade de Lisboa pré noite?
Ah, e porque não vem de fato de treino vestido? A mesma indomedária que apresenta nos cartazes que invadem já o município...
Memories

Não existe relação directa entre os pudins Boca Doce e o Festival da Canção. Pelo menos, não aparentemente. O único ponto que lhes consigo encontrar em comum tem a ver comigo e com a memória que tenho de ambos, e tanto um como outro me sabiam melhor quando era miúda.
Não sou muito nostálgica, não do tipo, "No meu tempo, é que era!". É claro que recordo com saudades muitas coisas da minha infância. Quem é que não se lembra dos desenhos animados que via quando era mais novo ou das brincadeiras com os outros miúdos do bairro? Dos tempos em que mal havia telefone, quanto mais telemóvel! Ou de quando a única alternatival à RTP1 era a RTP2 (e que longe vão os tempos do "Agora Escolha", o Tom Sawyer, o Verão Azul e o Bocas!, céus, que saudades que tenho do Bocas e do Ted e do Toi).
Todas aquelas coisas me souberam bem porque aconteceram no tempo certo. Não gostaria de voltar a passar por aquilo tudo outra vez. Ser criança tem muita coisa boa, mas também tem muita coisa má. Não trocaria a liberdade que tenho por 3 meses de férias no Verão. Nem mesmo sabendo tudo o que sei hoje!
domingo, maio 15, 2005
Consumidor português
Miguel Esteves Cardoso in DNa - 01.04.2005
Demência temporal

Sónia Morais Santos in DNa 25.03.2005
sábado, maio 14, 2005
E porque não?
Porque não criticar os clássicos?
sexta-feira, maio 13, 2005
A blá-blar é que a gente se entende
Coelhone está de volta ao circo. Rosna contra internos e externos ao seu partido, constrói castelos de sonho para Portugal, e fala fala fala. Debita comentários tão bonitos como este encimado por três verbos. Mas tanto poderia ter sido entitulado "Blá, blá, blar" que para mim significava o mesmo.
Nobre Guedes equivocou-se
Ter sensibilidade para ser Ministro do Ambiente não é o mesmo que ter conhecimentos políticos. O CDS-PP fala que a constituição de Nobre Guedes para arguido é um equívoco mas, na opinião de muitos, ele dá-se tarde demais: o marialva não tinha estatura moral para cuidar da natureza compreendida no nosso território. Antes já se sabia que gostava dela. Ter casa na Arrábida é obra!
quinta-feira, maio 12, 2005
Libertem José Costa Pereira!
Porque poderia acontecer a qualquer um de vós, apoiamos a criação de um abaixo-assinado que reponha a justiça...
...NOT!
Sim, sim... e eu sou o coelhinho da páscoa
Todos sabem que morrem por dia, em Portugal, mais cidadãos inocentes que no Iraque, mesmo nos piores atentados. Alguma coisa está mal, muito mal, na nossa sociedade e nos comportamentos colectivos homicidas e suicidas dos condutores.
Luís Delgado in DN - 04.05.2005
A média de mortes diárias nas estradas portuguesas não será superior a seis. Pelo contrário, quando ocorre um atentado no Iraque raramente é inferior a uma dezena, mesmo que aconteça com dias de diferença. Ah, referir-se-ia Delgado a "cidadãos inocentes do Iraque" os soldados americanos? Será que leu artigo: mais de 250 iraquianos mortos numa semana ?
O que é certo é que não está contabilizado o número de pessoas (inocentes civis iraquianos) que perderam a vida após a política de pacificação que D. Bush II empreendeu pelas arábias. Dizia ele que era guerra preventiva contra o terrorismo...
quarta-feira, maio 11, 2005
Há mar e mar, há ir e surfar
De 25 a 29 de Maio vai haver um workshop de surf para mulheres em Sagres. Custa cerca de €110 (confirmem!!), inclui aulas, fato e prancha, alojamento e almoço. O email de contacto: portugal@internationalsurfschool.com.
Uma sugestão: as mais fraquinhas de braços como eu podem começar a praticar flexões para não fazerem a triste figura que eu fiz. A minha aula acabou mais cedo... já não aguentava o cansaço nos braços, porque um dos movimentos básicos para nos podermos levantar da prancha consiste na elevação do tronco até à zona da bacia.

American Intelligence
Quem diria? Afinal a inteligência americana funciona!
Pena não mudar a forma de estar no mundo, que a da governação de W. Bush tem seguido.
Irão, está na calha para futuro "ataque preventivo" e, semanalmente, a única potência planetária faz questão de lembrar que não gosta da forma como o país dos persas (gatos e não só) gere a questão nuclear.
Grow Up!
Ivo apelou à compreensão do seu caso, o que é absurdo. Na verdade, antes de tratar do voo e da estada hoteleira, deveria ter-se informado sobre os costumes e leis locais, para evitar sarilhos com garotices"
Pedro Lomba in DN - 06.05.2005
Nem mais! Achei cómico quando o "cineasta" disse à RR, atordoado com semanas de reclusão, que tinha sido preso devido, ao que era para ele, "consumo ocasional".
Um senhor-cinema que não terá seguido aquela vaga de filmes e documentários, de há uma década, sobre "ocidentais" presos por consumo de droga em países asiáticos e árabes.
PS: O nosso conterrâneo foi libertado hoje. Mais um para quinta das celebridades? Pelo menos, ir-se-á contentar com o périplo pelas revistas e programas rosa da TV.
terça-feira, maio 10, 2005
Anti-celulite instantâneo e eficaz (girl stuff)
Mouth wide shut
Quem aceita ser ministro fá-lo por gosto de exercer o poder e por vaidade - são estes os combustíveis que alimentam a política em Portugal.
João Miguel Tavares in DN - 01.04.2005
Quando a cabeça não tem juízo...
Apoiantes de Kumba Ialá acusam Lisboa de ingerência política e militar na Guiné-Bissau
Num país com condições de fauna e flora para não ser um dos mais miseráveis em África, recordam-se os "maus" velhos tempos. Entretanto os famintos lutam por poder e os pobres lutam para sobreviver.
Cada maluco com a sua mania
Eheh, esta e outras palavras "caras" da área da saúde naquele que pode vir a ser o melhor amigo de qualquer hipocondríaco. Os nomes e os sintomas, todos muito bem organizadinhos no Manual Merck, em português do Brasil.
segunda-feira, maio 09, 2005
Comentador(a) sempre em cima do acontecimento
João Miguel Tavares in DN - 29.04.2005
Goat(s) of Mendes
Há pouco mais de um ano, Valentim Loureiro dizia ter vontade de dar o lugar à nova geração. Agora, luta com afinco pelos cargos que detém (Liga de Futebol, Presidência da Autarquia de Gondomar, etc). Só para ser do contra ou devido a ter um processo judicial moroso à perna?
Isaltino segue pelo seu caminho.
Pimenta Machado, quando acossado pela justiça estava perto de uma eleição para o seu clube (Vitória de Guimarães). A opinião que tinha, não se candidatar, mudou repentinamente, ao som da constituição do seu processo "saco azul". Disse ele que ficou emocionado com o apoio solidário dos sócios e de figuras do dirigismo...
Mais vale ser falado que esquecido e ão de reparar que a fuga é sempre para a frente... das câmaras de tv, dos jornais. E com os populares como guarda costas.
domingo, maio 08, 2005
Recordando Porto 2001, Capital Europeia da Cultura
Rui Reininho (GNR) in DN:música - 01.04.2005
Big show SIC
O execrável nisto é que, quando PS e PSD têm fim de semana de forró, não há TV nacional que interrompa às horas mais estranhas, que dê tempo de éter ao espectáculo político.
Não sismo contra a menor transmissão do encontro do Bloco. Considero que o espaço dado a este partido foi o lógico e ideal. Apenas acho coerente sismar contra os excessos de mediatismo de agregados políticos que, na maior parte das vezes, servem apenas como espaço de Direitos de Antena, não sendo um direito.
A inteligência e a desenvoltura da nossa sociedade também se faz pela via destas pequenas coisas. Não dar milho ao pombo gordo que raramente põe o bem da sociedade em primeiro lugar.
5 milhões de incontactáveis!

Esta ideia da TMN, ao início parecia excelente. 24 horas para fazer chamadas sem pagar. Era o ideal! Dava para ligar aos amigos, primos, tios, etc... Só que pelos vistos todos tiveram a mesma ideia e a rede não aguentou. Aqui deixo a minha sugestão à TMN, quando voltarem a ter ideias brilhantes como esta, verifiquem antes se a rede aguenta, ok????
sábado, maio 07, 2005
Franca-mente
É um exemplo da mesquinhez e egoismo. Protesta-se quando já não há nada a fazer, levanta-se pó. Em vez de procurar continuar o programa noutra rádio, grita ao sete ventos.
Calou-se a voz

A voz de Jorge Perestrelo, inconfundível timbre e personalidade do éter desportivo.
Ouvi há pouco no notíciário das 24h na TSF a notícia da sua morte. Ainda anteontem gritava golos na Holanda...
É a imprevisibilidade da vida. Quando acordamos para um novo dia, nada nos diz que cheguemos ao fim do mesmo com o coração a bater.
Era, nos últimos 20 anos, o jornalista desportivo com relato mais carismático. Os africanismos para descrever a bola a rolar de pé em pé serão recordados por muitos anos.
sexta-feira, maio 06, 2005
O pastor alemão
João Miguel Tavares in DN - 29.04.2005
Que culpa tem este comentador do papa eleito ter um bom nome para trocadilhos? Papa-ratzi, god's rottweiler, rat singer, etc.
Soube pela escrita de João Miguel Tavares, o melhor deles: Pastor Alemão. Pessoas houveram que se insurgiram contra a sua gracinha...
Acrescento-lhe a foto.

Como combater a obesidade infantil nos EUA
Educar os miudos que vêem a Rua Sésamo parece tarefa fácil, mas como educar os pais que levam os miúdos aos restaurantes de fast-food porque não têm tempo/paciência para cozinhar uma refeição saudável?
Quer mesmo que ele fique?

Lá como cá, a oposição também usa a "campanha negra". Nas últimas eleições chegou a Portugal, graças a iluminados "marketistas" brasileiros, mas nos EUA e Grã-Bretanha é uso corrente.
quinta-feira, maio 05, 2005
"Imperativos de consciência"
José Raúl Santos regressa à Câmara de Ourique

Não é fácil, não senhor. Ser político-páraquedista-compincha-satanista dá problemas.
Não é que José Raúl Santos, ex-autarca da C.M. de Ourique, eleito para deputado em 20 de Fevereiro pelo círculo do Porto pede, por "imperativos de consciência que se sobrepõem a outro tipo de questões", a suspensão do seu mandato para voltar à autarquia? Bom, por agora a suspensão é pedida para reinar até ao fim do mandato. O "depois", só mais tarde se saberá.
Rosas, mandem-lhe rosas. Ser-se político é quase como ser actor: mil piruetas podes dar, que o povo esquece o papel que representaste há meses. Desta categoria de políticos não precisamos. Quando assumem de vez que o voto que os cidadãos lhes deram é para respeitar?
CSI Max
A série da TVI Inspector Max, tem agora o seu gabinete CSI e bem português por sinal. Laboratório de dentista? Não, mas... batinha branca, ajudante feminina, frasquinhos lá atrás, a pose get smart (anos 60)...

Ah, é só um programa para crianças... ok.
quarta-feira, maio 04, 2005
A excepção que confirma a regra
Quem fala assim não é gago, é do CDS PP. Ribeiro e Castro põe novamente a rodar a K7 da angústia do bom cristão, rico e amigo dos que pouco têm. Mais do que isso, rebaixa o partido que leva mais a sério a função na assembleia, nomeadamente, pela pontualidade e trabalho apresentado.
"Debate sobre o Programa do Governo. Há quem apareça de manhã e se escape à tarde. No PSD, muitas bancadas vazias; no PS também. Os deputados entram e saem, mudam de lugar, conversam ao telefone. Ouve-se um burburinho constante que não é diferente de um café.
Alguém discursa. Ninguém ouve. No parlamento fala-se mas não se ouve. Há entanto una excepção: os deputados do Bloco de Esquerda estão a maior parte do tempo sentados no Plenário.
Depois admirem-se do sucesso do Bloco. Os deputados portugueses não percebem que os detalhes contam. E o Plenário da Assembleia continua sem consideração e solenidade."
Pedro Lomba in DN - 25.03.05
Ainda se admiram do "sucesso" do BE nas legislativas.
Há um ano as críticas prendiam-se com o excesso de mediatismo de um partido de "apenas" três deputados. Mediatismo depurado e "boa imprensa". O BE leva a sério a sua endigitação, contudo, em Portugal não é a atitude que conte. Nem pela imprensa, nem pelos comentadores, nem pelo eleitorado.
Se avaliar medidas políticas é entrar no campo da subjectividade, o mesmo não se pode dizer sobre a assiduidade e trabalho metódico. Num estudo de jornal, a bancada europeia da CDU que tinha dois deputados, produzia mais do que a do PS que tinha pelo menos o quadruplo de representantes.
Já para não falar da disparidade entre teoria (eleições) e prática (presença na assembleia). Mário Soares, o das ruburescentes bochechas, e o "abrupto" Pacheco Pereira levaram os cargos de deputados europeus como se de hobbies de fim-de-semana se tratassem. Estavam mais tempo no nosso país do que em Bruxelas. Ribeiro e Castro também estará. Não é caso para preocupação, o parlamento europeu não está nos nossos horizontes... mediáticos.
Não basta falar de bom senso. Pelo voto de confiança e o ordenado que os cidadãos lhes concedem, exige-se aos deputados mais profissionalismo no hemiciclo de onde é regido o país.
Pedro Mexia, tens sucessor!
terça-feira, maio 03, 2005
Contra factos, não há argumentos!
Terrorismo quase quadriplicou no ano de 2004...
A política anti-terrorista (ou será pró-terrorista?) desenvolvida pelo presidente dos EUA, George W. Bush, está a resultar em pleno.
O saco sem fundo (do aspirador)
Os 60 milhões que se gastou, para além do orçamentado, na Casa da Música evidenciam que o poder estatal e autárquico continua sem receio de cumprir as balizas orçamentais. Enquanto há dinheiro, não se economiza.
Em 2001 o défice dos municípios aumentou significativamente. Quatro anos depois e com eleições autárquicas à vista, acontecerá o mesmo. Obra feita advém de dinheiro empregue, e os votos, acredita-se ainda, vêm pela obra feita. A edição de sexta-feira do Correio da Manhã, no seu estilo incendiário, noticiava que o Estado pagava (pensemos no passado, ainda não há factos sobre o reinado de Sócrates) "salários milionários em empresas falidas" aos administradores indigitados para salvar empresas públicas.
Nada que não tivessemos já ouvido falar.Felizmente, continuamos a acreditar que estas situações serão punidas e evitadas no futuro. Se assim não fosse, não estavamos já num regime democrático.
Your Brain is 46.67% Female, 53.33% Male |
Your brain is a healthy mix of male and female You are both sensitive and savvy Rational and reasonable, you tend to keep level headed But you also tend to wear your heart on your sleeve |
Dizem que o cérebro é diferente em homens e mulheres: hemisfério direito mais desenvolvido nos homens e hemisfério esquerdo mais desenvolvido nas mulheres fazem com que os homens tenham mais propensão para as matemáticas e as mulheres, para as línguas e comunicação. Nada como fazer o teste: o link está ali em cima.
Love me or leave me
Ouvi falar de uma troca de galhardetes entre os dois canais acerca do "quem copia quem". Na SIC diz-se que o programa apresentado por João Kléber peca pela falta de veracidade, que é tudo encenado por actores devidamente "angariados" em bares e discotecas, com a intenção de provocar uma boa peixeirada à boa maneira de Jerry Springer.
Na TVI não sei o que se diz, mas pelo que vi, também ponho em causa a credibilidade do programa da SIC. Pode não haver actores pagos, mas a possibilidade de ganhar uma viagem ao Brasil pode levar a muitas combinações pré-programa. "Vais ser testado, vai haver uma rapariga a tentar seduzir-te. Dá-lhe trela, mas não caias, senão, já não ganhamos a viagem. Tens que parecer surpreendido quando me vires. Faz as coisas de maneira a que não desconfiem que já sabias." Ético, não?
A qualidade da versão portuguesa deixa bastante a desejar. Para um teste de fidelidade, as situações são pouco levadas ao limite. Depois de jantar com um desconhecido, a rapariga vai com ele para casa. O que seria esperado? Câmaras instaladas e muita conversa para ver se ela caía. Mas não, à espera, sentadinhos no sofá, estão os apresentadores e o namorado da rapariga que foi posta à prova, e que fica muito chateado porque ela subiu, sem sequer saber como é que o "sedutor" conseguiu que ela subisse (no caso, disse à rapariga que não gostava de deixar ninguém dentro do carro, porque a zona não era muito segura - quem é que ia ficar no carro?). Não dão oportunidade para que o clima de romance se desenrole; não estão à espera que a rapariga caia aos braços do sedutor logo no restaurante!
No caso da TVI, mesmo que as situações sejam encenadas, são levadas muito mais ao limite. Apela-se aos sentimentos mais baixos: normalmente, a pessoa que vai ser testada está desempregada e vai a uma entrevista na casa de outra pessoa cujo nível de vida aparenta estar para além de alto. Apela-se à ganância! E quando se pede um teste de fidelidade, é sinal de que qualquer coisa na relação já não está boa. Se a pessoa que vai ser posta à prova está carente, obviamente, perante um/a sedutor/a com as medidas mais do que boas, vai ter mais facilidade em deixar-se ir. A isto junta-se uma boa dose de lábia e dificilmente se acaba o programa sem que a traição seja cometida. Já a parte final, não a do encontro cara-a-cara, mas a parte da interacção com o público, podia-se dispensar. Do que vi até agora, só bichas e donas-de-casa com um QI próximo do Forrest Gump. Em vez de se tentar uma pacificação, incita-se ao "apedrejamento" verbal daquele que trai, mesmo que essa pessoa seja uma mulher que deu à luz recentemente, que também já foi traída e que não recebe atenção nenhuma por parte do marido.
Nem um nem outro merecem a minha atenção. Tenho de começar a juntar dinheiro para comprar um gravador de DVD, para poder sair à vontade e deixar os filmes a gravar. Pelo menos deixo de ver porcarias nos intervalos e sempre me divirto.
segunda-feira, maio 02, 2005
E o vencedor do trimestre é...
De três em três meses, tremem as chefias dos grupos privados de rádio. Pasme-se, a avaliação de todo um sector ouvido por milhões de pessoas, é feito por sondagem da marktest. Nela se baseia quem publicita e, mais que tudo, quem põe e dispõe nos conteúdos da maioria das rádios.
Desta vez pagaram as emissoras que mais apostam na playlist. Sofreram desgaste. O público jovem apostou na Antena 3. As empresas por detrás da Mega FM e BestRock continuam a lutar com as mesmas armas, as armas que usam para públicos acima dos 30 e o resultado e os seus shares vão baixando.
A rádio pública jovem é a que mais diversifica, que mais música produção nacional divulga, e que tem mais programas de autor. O inverso passa-se nas outras rádios, repetem as mesmas músicas de há 2 anos nos mesmos horários e com frases de sorriso amarelo: "a melhor música de todos os tempos". Será que as duas rádios privadas continuam a passar "Behind Blue Eyes" dos The Who, perdão Limp Bizkit 7 vezes por dia? Essa música tão bela e actual...
No sector dos menos jovens, as percetagens da Antena 1 e TSF sobem. A qualidade, no meu entender, tem sido reconhecida pelos ouvintes. A RR e RFM, lideres de audiências, estão em descida. Um retrato de mudança no país?
I'm back!
Ah, many thanks pó chefinho, por se ter baldado ao coffee em que eu lhe ia dar os parabéns atrasados. Não basta já estar com remorsos, o chefinho ainda tem de fazer doer?
Daqui a menos de um mês, estou a ver que vai haver payback.
domingo, maio 01, 2005
Birra química
Martins in DNa 25.03.2005

sábado, abril 30, 2005
Lobbies
Nuno Jardim, DNa 21 de Fevereiro 2005
sexta-feira, abril 29, 2005
Série histórica
Boa produção, boa representação de uma história verídica da guerra fria.
Quatro episódios da chancela, como diz o outro, BBC.
É que já nem me lembrava...
... e já agora as relembro as raízes judaicas, celtas, árabes, gregas, macedónias, romanas, etc, etc.
quinta-feira, abril 28, 2005
Re: paixão da educação
Amin Maalouf in DNa 11.03.2005
Stresso, logo fumo
Não será também vício socio-cultural? O cigarro faz parte da imagem clássica do jornalista, dos taxistas, etc; mas nem o stress, nem a responsabilidade, atinge o dos controladores aéreos, correctores de bolsa.
Não haverá outras formas de combater o stress?
Qualquer dia o adolescente de 13 anos usará como subterfúgio para estar viciado em tabaco o stress: resultado da escola... dos exames finais, das aulas de 90, minutos, da falta da disciplina de educação sexual.
quarta-feira, abril 27, 2005
Nós por cá
Dêem-nos mais 30, para nos equipararmos aos restantes países da Europa em termos de lei do aborto.
terça-feira, abril 26, 2005
Religião imoral
Está em causa, entre outras coisas, o findar da obrigatoriedade de aulas de "religião moral" nas escolas. Cada pai poderá , a partir de agora, escolher se o filho pode ou não ter essa instrução.
Num excelente artigo de meados do ano passado, o chileno Mario Vargas Llosa dá a sua opinião sobre o papel da religião num Estado democrático. Quando a religião faz equipe com o governo do seu país há só uma verdade: a sua. Não há liberdade de escolha religiosa nem progresso científico ou cultural.
Só posso concordar com o escritor sul americano. Satisfaz-me o facto de vários países europeus terem metido no lugar correcto as entidades religiosas de cada Estado: fora do poder.
O que Alkatiri e seus pares desejam para Timor é isso mesmo, dar ao cidadão a hipótese de decidir o que é melhor para si. A atitude da eclesia timorense revela atraso, pouco conhecimento do seu tempo e dor de cotovelo. É que Alkatiri, presidente eleito, é muçulmano. Afinal, o islamismo não será o único a ter ficado na idade média. Observem os países maioritáriamente católicos a nível de desenvolvimento económico e comparem com os que são dominados por cristianismo protestante. Podem começar pela América do Sul.
Num país tão novo e tão pobre só faltava um braço de ferro com a Igreja para destabilizar a pouca estabilidade que conservam.
O maluquinho da tapada
Foi descoberta que o encantou tanto que quis trazer um para a sua terra. E assim o fez. Agora é vê-lo (SATU) a calcorrerar as ruas de Oeiras. Na maior parte das vezes vai vazio. Na maioria das vezes, inferniza a cabeçorra dos moradores da Tapada do Mocho. Tal é assim que já lhe chamam "o maluquinho da tapada".
domingo, abril 24, 2005
Gerações populares
É um dos últimos espaços onde se preserva a retórica do genuíno machismo português, ameaçado de extinção (...)
O lado grosso e óbvio é, afinal de contas, o lado simpático do programa. A taberna desapareceu das cidades, mas a conversa de tasca sobrevive aqui, como se nada tivesse mudado.
Miguel Gaspar in DN - 25.03.2005
sábado, abril 23, 2005
A farpa que virou farsa (ou vice versa)
Coisa fina vinda da Maçonaria. Alvoroço, mediatismo por um documento "de correio".
Lá por a Opus Dei estar nas bocas do mundo, a Maçonaria não precisa de fazer tanto alarido por um documento de "mercearia" para voltar a ser falada...
sexta-feira, abril 22, 2005
Choque silencioso
Hoje em dia é o http://www.google.com/ que comanda as preferências de serviços de busca na internet. Resiste ao monopólio económico da Microsoft. Para mais, desde há um ano que dá cartas no sector dos free-email com o Gmail. Um serviço de 2 Gb de memória, rapidez, simplicidade e funcionalidade.
Alegremo-nos, há concorrência! O hotmail (microsoft) não consegue competir com a oferta Gmail e, tal como vários outros, teve de incrementar a capacidade para 250mb de memória.
Há um ano pagava-se para ter um hotmail com mais de 6mb, agora, temos forma de trocar, guardar, difundir informação de largos tamanhos via rede sem ser necessário pagar à Microsoft ou ter correio electrónico, no PC, disponibilizado pelo serviço de internet.
Há dois anos, se quisesse alojar imagens na internet para colocar num blog, numa página, no ebay, etc; teria muito provavelmente de alugar um servidor, um espaço para as alojar. Agora há serviços gratuitos a que acedemos e que nos ajudam a melhor comunicar, por menos dinheiro.
quinta-feira, abril 21, 2005
Administração pública
...um trabalho (ops! emprego) na Segurança Social!
O cadáver amigo
João Miguel Tavares in DN – 08.04.2005
Dá que pensar. Temos pudor à morte, mas o corpo frio de um ente celebrizado não nos custa ver. Lenine continua firme e hirto em Moscovo. João Paulo II não desceu às catacumbas da praça de S. Pedro antes de ser velado por milhares.
quarta-feira, abril 20, 2005
What a Girl Wants

"A discriminação positiva, tão politicamente correcta e tão amada pelas associações pró-coisa (incluir aqui bichinhos pré-históricos, as árvores centenárias da Amazónia ou as tribos de zíngaros da Roménia com urso dançarino incluído), tem o efeito perverso de ridicularizar aquilo que é suposto defender. Pretende-se que a mulher seja igual ao homem por decreto-Lei, ratificada a paridade com o sangue dos deputados da Assembleia da República, que por sua vez devem pedir desculpa antecipada ao povo de moral impoluta pelos pensamentos, actos e omissões que todos pressupõem machistas."
Rita Barata Silvério in DNa - 25.03.05
terça-feira, abril 19, 2005
Papáveis, até à próxima!
Por um lado, acreditava que Ratzinger era o que possuia mais probabilidades ser eleito, pois tinha idade avançada e raízes dentro do papado. Por outro, pensava que os papáveis sairiam cardeais, como costumava ser, e que um alemão não teria muitas hipóteses de sair de branco.
Diz-se que os cardeais são iluminados por Deus no conclave. Se assim foi, desta vez a influência divina pouca força teve em relação ao lobbie Ratzinger. Fala-se que 40 dos cardeais já estavam convencidos em votar nele, antes de entrar.
João Paulo II foi bem escolhido. Ajudou a destruir o muro que dividia o mundo, libertou a região leste europeia da opressão, pediu desculpas pelos crimes da intolerância de séculos da Igreja. Leia-se, Inquisição.
Terá Bento XVI sido eleito no intuito de abrir novos mundos ao mundo? Bom, pelo menos que se fique pelas desculpas, que já são da praxe. Que retrate a acção que o episcopado teve na II Guerra Mundial.
Liberdade, igualdade e fraternidade
O primeiro com um presidente que nos seus discursos profere, pelo menos, 50 vezes a palavra Liberdade. Assumidamente anti-aborto (pró-vida, soa-lhes melhor) mas com firmeza de princípios: aos engulhos da sociedade limpa-se o sarampo.
Quanto à China, o outrora regime das bicicletas e das fardas escurinhas, defende a igualdade. A igualdade na pobreza, no descanso, na imprensa, na repressão. Comunismo e três milhares de executados anualmente.
Falta-lhes a fraternidade? Não. A argúcia no comércio faz com que todos dêem palmadinhas nas costas da China, tentador mercado de 1 bilão de consumidores, e não demovam os EUA da justiceira forma de eliminar o mal das suas ruas.










