quarta-feira, junho 08, 2005

O povo não é quem mais ordena

Parar para pensar é sempre um bom método, principalmente para quem não pensou, pelo menos tanto quanto devia, antes de ter dado o primeiro passo.

João Morgado Fernandes in DN - 03.06.2005

"Quando não legitimam à primeira, ligitimam à segunda. E se não for à segunda, há-de ser à terceira. De referendo em referendo, de "não" em não" até ao "sim" final. O povo atrapalha, incomoda, adia. Mas não decide.

Joao Miguel Tavares in DN - 03.06.200

Invasão fiscal?

A arrecadação das receitas fiscais está no seu limite de eficiência quase total e a cumprir o OE, não sendo por aí que o défice chegou ao que chegou. Significa isto, como já se sabia, que o álibi da fuga e evasão fiscal já não colhe efeitos.

Luís Delgado in DN – 25.05.2005

Por estas "direitas" palavras, só poderemos pensar que o país foi assolado por uma invasão fiscal. Infelizmente, quem mais recebe continua a aliar-se da responsabilidade dar para o investimento público de Portugal. Mas, começam a surgir melhores notícias quanto ao combate da fraude fiscal.

De quando a quando, Luis Delgado atira para o ar afirmações como estas. É daqueles que acredita que basta repetir o palavreado certo para convencer as pessoas de que estão a fazer juizos errados sobre determinados assuntos. O problema é que as suas constatações são de fácil reprovação graças a factos claros que estão à nossa disposição.

terça-feira, junho 07, 2005

O principio do utilizador pagador

Portugueses pagam mais por Internet lenta e com limites de tráfego.

Pagas mais, recebes menos e ainda tens a jóia de usares internet mais lenta! Porreiro, heim?

Calor!

Está calor, ou é impressão minha?

Um sorriso tudo resolve

"A não ser que a ONU, seguindo uma velha tradição, continue a priviligiar quem faça pouco e fale muito. Nesse campo, Guterres é realmente imbatível: há fortíssimas probabilidades de que a situação dos refugiados pelo mundo fora permaneça exactamente igual, mas pelo menos serão consolados com olhares doces, sorrisos beatos e lindas palavras."

João Miguel Tavares in DN - 27.05.2005

segunda-feira, junho 06, 2005

The drunf odyssey

Estou a ver o Six feet under sob o efeito de stilnox. Tou a tornar-me fã, apesar de ser apenas o segundo episódio que vejo e ter apanhado este já a meio, o que quer dizer que tou a leste.
Se eu conseguir parar de espirrar (efeitos secundários), volto cá para falar de signos do zodíaco. Maya e Paulo Cardoso, tenham medo. Tenham muito medo!

Eia, olha ali uma cena de beijos... e acabou :(

Aguardo o resumo feito pela Bomba

Canzoada dos microfones

"hoje o primeiro objectivo de qualquer político é não ser Santana. O que significa não fornecer a nenhum jornalista o mais vago pretexto para perturbar o sossego e bom nome de quem manda. (...)
O que se passa entre políticos fica entre políticos. A canzoada da imprensa e da televisão que se contente com retórica e generalidades. Não merece mais.

Vasco Pulido Valente in Público - 14.05.2005

Uma nova igreja?

"É necessário um encontro, ou um reencontro, com a ciência em todas as áreas. É imprescindível uma harmonia entre a Igreja e a ciência" D. Jorge Ortiga, presidente da Conferência Episcopal in Expresso - 16.04.2005

A harmonia que nunca existiu porque quando tinha mais podera Igreja limitava o saber científico devido à sua firmeza de princípios (dogmas). Quando as sociedades necessitaram de laicizar os Estado, registou-se maior desenvolvimento das social, económico e cultural.

domingo, junho 05, 2005

Amo.te Lda.

Pedro Miguel Ramos expande dia a dia o seu "Amo.te" franchising. Depois dos bares Amo.te Meco, Amo.te Chiado, Amo.te Chiado, Amo.te Covilhã, entre outros temos já um programa Amo.te Rádio no éter da Oxigénio FM.

Antes do natal, alargar-se-á o conceito. Amo.te sabão azul e branco, Amo.te óleo de fígado de bacalhau e Amo.te papel higiénico serão dos primeiros produtos a ser comercializados com o prefixo.


Iluminados, mas não pelos holofotes

Pense-se na improbabilidade sociológica. Fim dos anos setenta, quatro rapazes de Manchester, uma cidade desinteressante, perdida no Norte de Inglaterra, que se juntam para pegar no que sobrava do movimento punk e, com uma nitidez quase excessiva, preparar a cultura contemporânea, e a música em particular, para o futuro.

Que prosa tão bonita, Pedro Adão e Silva!

Adoro quando a crítica fala de operários da música pop como iluminados do seutempo, seres que na sua debilidade constroem obras primas da humanidade. Joy Division e o que sossobrou dele (New Order) foram pão para indústrias culturaisno pós-punk. São agora relembrados pelo concerto no SBSR e pela efeméride damorte de Ian Curtis. E quão belos tratados sociológicos saíram das pinhas deseus admiradores, certamente trintões-à-beira-dos-quarenta, que escrevem nosjornais...

É a complacência do jornalismo com a máquina facturadora do entertenimento.

sábado, junho 04, 2005

Excêntrico?

Portugal já teve alguns premiados máximos no euromilhões e nenhum mostrou excentricidade.
Não o vi na rua gritar que, da noite para o dia, encheu os bolsos de grana. Não deram a cara para os média. Desapareceram.

Conquanto, a publicidade feita pela Santa Casa continua a bater na mesma tecla: "fazer excêntricos". Com razão, provocar a sensação de grandeza pecadora nos consumidores é uma função do marketing. Há que fazê-los sentir que são especiais.

sexta-feira, junho 03, 2005

A mim não! A mim não!

Os portugueses podem ser expoliados das suas já pequenitas regalias, pagar mais impostos, ser ampliada a idade da reforma, etc... Mas quando o governo parece que vai tomar uma atitude de jeito, ou seja, aplicar as medidas (as tais para combater o défice), de igual forma a todos, os políticos insurgem-se: "eu tenho direito à minha reforma" diz Alberto J. Jardim, é uma "injustiça" diz Freitas do Amaral, referindo-se ao facto dos deputados e outros ligados à governação auferirem vários rendimentos.

Mas o que é certo, é que o Ministro da Economia que definiu as medidas, recebe uma bela pensão e um belo ordenado e não vai abdicar de nenhum e o Primeiro-Ministro vem em sua defesa afirmando que "isto é uma campanha de assassinato de carácter", é a velha história da cabala.

"Os políticos ganham pouco", afirmam os próprios, eu não ganho nada e continuo à espera de um dos 150 mil postos de trabalho que Sócrates prometeu para os jovens licenciados.

Quem ganha no Iraque?

o Iraque foi (é) uma derrota pesada para o jornalismo. Baleados e bombardeados (pela coligação), ou raptados e decapitados em público (pelos terroristas), os jornalistas nunca souberam o que realmente aconteceu nas semanas da invasão. E, actualmente, estão emparedados nas zonas protegidas de Bagdad, longe do terreno.

A cigarra do reino

O problema é que os portugueses não se esquecem e, pior, não costumam perdoar a quem brinca com eles.

Estas são das palavras preferidas de Jorge Coelho. Problemas gerados no país? Nada é com ele, na sua análise deveu-se sempre às acções de outras cores políticas. Como tanque de arremesso que é do PS, avança sempre sem medos em nome dos que "não se esquecem" nem perdoam.

Se não tivessemos memória curta e uma justiça pasmaceira, o caso "Entre-os-rios" tinha arredado Jorge Coelho para o lugar que lhe é devido: o dos políticos nacionais mediocres a quem já ninguém passa o "microfone".


quinta-feira, junho 02, 2005

Palpitando

"Ficou claro para mim que os portugueses gostam mais de diagnósticos do que soluções. Somos todos comentadores políticos, seleccionadores nacionais, treinadores de todos os clubes. Temos palpites inteligentes. (...) Nós somos brilhantes a apontar o dedo, criticar, a dar solução. Ou melhor, a dar a táctica (...) O problema é que depois não fazemos. (...) Palpitamos, mas não nos palpita cumprir."

Pedro Rolo Duarte in DNa - 18.03.2005

Marcello, herói póstumo

Marcello tinha planos para independência de Angola

Um dia destes ainda se descobre que Marcello Caetano sabia que havia abuso de menores na Casa Pia e que tinha um plano para combate-lo. Ou que colaborava no Priorado de Sião para manter a verdade fora do alcance dos senhores do mal…

quarta-feira, junho 01, 2005

Um gajo do contra

Reduzir a atitude do advogado José Sá Fernandes a uma manobra de 'marketing' é reduzir a cidadania à dimensão do oportunismo político. Até prova em contrário, não é isso que sucede.

Pedro Rolo Duarte in DN - 10.05.2005

"Sá Fernandes revelou coragem na forma como enfrentou interesses, ilegalidades e trapalhadas. O homem das acções populares quer agora avançar com uma candidatura independente à CML. Apressadamente já o censuraram por isso, mas não se percebe porque é que alguém que tem trabalhado em defesa de Lisboa não pode concorrer a edil da cidade."

Pedro Lomba in DN – 13.05.2005

Era uma vez, um país que há 30 anos era governado por duas cores

querendo ser sérios, há que sublinhar que as responsabilidades se repartem por todas as forças políticas que estiveram, ao longo de décadas, no Governo do País.
(…)

se ao PSD e ao CDS/PP se pode apontar o facto de não terem ido mais longe nas medidas difíceis que o sucesso da consolidação orçamental impunha, ao PS devem ser atribuídas culpas muito mais determinantes. E isto por duas razões desde logo, porque entre 1996 e 2001, em momento de significativo crescimento económico, não quis levar a cabo as reformas de fundo que sabia serem indispensáveis e cujas consequências e custos sociais teriam então sido bem menos gravosos; mas também porque, quando passou à oposição, se recusou a apoiar as medidas de saneamento das finanças públicas, criticando ao invés a obsessão do défice que atribuía à anterior maioria.
(…)

Uma coisa tenho por certa não se pode pedir mais sacrifícios aos portugueses se não houver a certeza do rumo seguido. Não podemos perder mais tempo, nem nos podemos dar ao luxo de, nas questões decisivas, trocar de orientação sempre que muda a maioria política.


José de Matos Correia in DN – 25.05.2005