sexta-feira, junho 17, 2005

Sabor a Brasil

Poderia ser um nome de um restaurante brasileiro, mas não é.
É a sensação que me dá o "passeio" de feriado que umas largas dezenas de manos fizeram na praia de Carcavelos.

Já havia a mão de obra, faltava a técnica do "leva tudo à frente". O mais provavel é se tratar de marginalizados dos bairros de Lisboa que ganharam coragem, será melhor dizer cobardia, e foram fazer das suas no areal.


Mas... e se esse arrastão for só uma grave ilusão, como diz hoje A Capital?
O jornal foi investigar, falou com "polícias e ladrões" e outros demais personagens deste tornado palco "mundial" e deixou em ideia que nada poderá ter existido. É caso para pensar. Por exemplo, não houve reclamações de roubos, as fotos tiradas nada mostram.

Os jornalistas à noitinha não disseram nada de concreto. Limitaram-se a falar do não provado. A Capital está de parabéns pela investigação que se encontra incompleta na sua versão digital.

A crítica (musical)

Eu já li com interesse, em tempos idos, os textos do crítico de música do EXPRESSO, João Lisboa. Até posso dizer que algum do meu gosto pela música foi formado por dicas apanhadas nas críticas do dito autor. Mas tudo tem o seu tempo de validade, e de há anos a esta parte que se nota (e não sou só eu que noto) que Lisboa está absolutamente desactualizado: é um dinossauro irado, mas sem dentes nem vigor, os seus textos quase entrando numa lógica de "protestar contra estas coisas de que a juventude de hoje agora gosta.

Nuno Markl

Não dêem crédito a um crítico musical. É fugaz a sua sapiência e capacidade de acompanhar a realidade. Markl insurge-se contra João Lisboa (Expresso) e com razão.

Os sons e as performances mudam com as décadas, quem as revê muito raramente tem tacto para as acompanhar.
Faz parte da vida humana darmos valor às referências da nossa juventude. Daí que dos camaradas que agora entram pelos 60 anos a dentro apreciem Beatles, The Shadows e/ou os cantautores francófonos; os que cresceram nos anos 70, desde The Who, Led Zeppelin, Fleetwood Mac, Talking Heads, e por aí adiante.

Há pouco utilizei a palavra raramente porque conheço dois casos: John Peel, há pouco falecido, e António Sérgio.
Peel bem compreendia as bandas que lançava. Tanto dizia bem de Carcass como de Suede e era já um senhor dos seus 50 anos! António Sérgio, com idade para ter juízo, como se diz, passava do Heavy Metal ao Grind Core no programa da Comercial "Lança Chamas". Num programa de debate da SIC, quando questionado se Napalm Death era música, ele retorquiu que sim, e que quem não compreendia naturalmente que consideraria ser barulho.

Abundam os exemplos de críticos desajustados e orgulhosos. Um dos meus perdilectos é Nuno Galopim, um conhecedor do meio industrial. É capaz de chamar chatinhos aos Keane e de dizer a maior baboseira de um artista muito colorido. Também chamavam chatinhos pop aos Duran Duran, Cock Robin e Spandal Ballet, contudo, pessoas nascidas antes dos 90 reconhecem-lhes valor.

quinta-feira, junho 16, 2005

A mancha que eu via do IC1, afinal, não eram nuvens de chuva. É um incêndio, perto da minha casa. Por razões óbvias, vou para lá agora.
A minha terra só é notícia por razões tristes...

Pop corn

"Tudo indica que os mitos são feitos de informação, são feitos da mentira. Marlene Dietrich era o resultado da imagem que ela tinha criado de si própria e da alimentação dessa imagem até à exponenciação total."

Ricardo Pais in DNa - 29.04.2005

quarta-feira, junho 15, 2005

Por cá, continuo à espera

É óbvio e evidente que os eleitores - mais tarde ou cedo vai acontecer em Portugal - estão fartos de mentiras, de políticos que não dizem o que vão fazer, ou, se dizem, omitem o mais dramático e importante. Isso gera uma revolta interior profunda, que se expressa na primeira oportunidade.

Luis Delgado in DN - 01.06.2005

Dinis, Bárbara e Manuel Maria

Se alguma vantagem tinha sobre os seus opositores - além de ter Bárbara, Dinis e ideias -, Carrilho perdeu-a, usando erradamente a imagem da mulher e do filho. As ideias dissiparam-se num vídeo candidamente intitulado Manuel Maria Carrilho, o homem por trás do projecto.

Raul Vaz in DN - 10.06.05

A campanha barrete que Santana fez, inaugurou um estilo que, após ser tão criticado, não espera ver tão cedo. Eis que Manuel Maria, seu agregado familiar e Edson Athayde, seu publicista, nos supreendem.

Mau de mais aquele video lamecha. Será que a demência se apoderou dos políticos? Depois de tão vil derrota imposta a Santana Lopes e seu estilo, não interiorizaram que os portugueses não vão nesse estilo de campanhas? Pior: li críticas ferozes de Edson Athayde ao seu colega que planeou o marketing do candidato laranjinha... e agora vejo logo como principal arma, um video familiar em que a mulher do candidato diz para o seu fulho "mas nós queremos que o papá seja Presidente, não é?".

Tenham juízo...

terça-feira, junho 14, 2005

Tempos e vontades

"Mudam-se os temos mas, quanto às vontades, são muito mais antigas e, apesar do
fascínio por esta e aquela novidade (ou todas, como é o meu caso), nunca mudam."

Miguel Esteves Cardoso in DNa - 22.04.2005

Mudam-se os tempos, inventam-se novas necessidades. Novas necessidades que se
generalizam no tempo com as novas gerações, e se tornam em vontades... ou não!

A vida contada numa anedota

Como me tem faltado inspiração para escrever, deixo aqui a última "pérola" que me caiu no e-mail:

«No primeiro dia, Deus criou a vaca.

Deus disse:
- Tens que ir para o campo com o agricultor durante todo o dia e sofrer debaixo do sol, e dar leite para sustentar o agricultor. Eu dar-te-ei uma vida de 60 anos.

A vaca disse:
- É uma vida dura que tu queres que eu viva durante 60 anos. Dá-me somente 20 e eu devolvo-te os outros 40.
E Deus concordou.

No segundo dia, Deus criou o cão. E disse:
- Senta-te o dia perto da porta da tua casa e ladra para qualquer pessoa que entre ou que passe por perto. Eu dar-te-ei 20 anos de vida.

O cão disse:
Isso é muito tempo para estar a ladrar. Dá-me somente 10 e eu devolvo-te os outros 10.
Deus concordou.

No terceiro dia, Deus criou o macaco. E disse:
- Distrai as pessoas, faz truques de macaco e fá-los rir muito. Eu dar-te-ei 20 anos de vida.

O macaco disse:
- Que cansativo, truques de macaco durante 20 anos!? Acho que não. O cão devolveu-te 10 anos e é o que eu vou fazer também, ok?
Deus concordou.

No quarto dia, Deus criou o Homem. Deus disse:
- Come, dorme, brinca, faz sexo, diverte-te. Não faças nada, simplesmente diverte-te. Eu dar-te-ei 20 anos de vida.

O Homem disse:
- O quê!? Só 20 anos? Nem pensar! Vamos fazer o seguinte: eu fico com os 40 anos que a vaca devolveu, com os 10 do cão e os 10 do macaco. Isso faz 80. Pode ser?

- Sim - disse Deus - negócio fechado.

É por isso que durante os primeiros 20 anos comemos, dormimos, brincamos, fazemos sexo, divertimo-nos e não fazemos nada.
Os 40 anos seguintes, sofremos ao sol para sustentar a nossa família, os 10 seguintes fazemos figura de macaco para entreter os nossos netos, e os últimos 10 anos sentamo-nos na varanda e ladramos a toda a gente.»

Está explicada a Vida... E não é que faz sentido?

O que diz Ribeiro

Objectivamente, o senhor primeiro-ministro é o grande responsável por ter aberto em Portugal um clima de caça ao político, que acabou inclusive no senhor presidente da República

São comentários de Ribeiro e Castro (CDS) no Sábado passado na Madeira após ingerir um peixe-espada-preto com banana.

Pena é, não se investigar de onde vêm essas denúncias. Se terminaram no Presidente da Republica, porque passaram essencialmente por membros do PS e do seu governo? Políticos de outros quadrantes têm tantos ou mais "vícios" estatais, são tão ou mais responsáveis pelo seu instalar. Talvez do PSD ou do CDS saiam essas caladas sugestões que fazem eco na imprensa-escandaleira.

Mas Ribeiro e Castro não se insurge contra as acusações de batalha partidária, não admite é perder a burocracia doce que dá aos políticos fundos de maneio chorudos em troca de pouco trabalho e responsabilização por um Portugal melhor.

segunda-feira, junho 13, 2005

O revolucionário e o poeta

Nem Eugénio de Andrade era génio nem Álvaro Cunhal era o anti cristo.


Álvaro Cunhal lutou contra um regime anti-liberal e até à actualidade ninguém consegue provar que desejasse instaurar outro de índole comunista. É o argumento dos injustiçados do 25 de Abril e que, o líder do CDS teve para "homenagear" o defunto nonagenário.

Morreu uma das grandes figuras do século XX português. Tinha o que escasseia nos humanos que fazem a nossa sociedade: coerência e persistência num objectivo sem pensar no medo do fracasso. O facto de estarmos desarmados deste tipo de força, faz de Portugal um país pasmacento, sem capital capaz de gerar riqueza social, económica e intelectual.

Abordo os desaparecimentos da nossa praça positivamente, sempre com a mesma mensagem: pelos que deixam de existir, espero que outros grandes nomes lhes sucedam na nossa galáxia, nomes que façam a diferença.

Ainda no dia 10 de Junho passou um programa na RTP sobre a nata da portugalidade. Da música à ciência, da cultura à arquitectura, estavam lá representados maioritariamente personagens que há 10 anos já eram marcos de Portugal, cá e lá fora. Novos emergem, mas é necessário que lhes dêem uma mão...

Talento? II



"A maior parte das pessoas que ali (novelas nacionais) estão são umas criaturas que aprenderam a falar como quem está na discoteca, qualquer que seja o drama familiar, e desatar aos gritos assim que há um problema."

Ricardo Pais in DNa - 29.04.2005

domingo, junho 12, 2005

Fogo!

Quero labaredas na rua e não vejo!
Que é feito das fogueiras de Santo António? A viralidade máscula onde se repousa? Nas camas? Pelas ruas de Lisboa com um copo na mão? Ou se calhar em frente a uma playstation...

Talento?

sábado, junho 11, 2005

Compras na Feira do Livro na Quinta-Feira que passou

Antero de Quental, A Causa da Decadência dos Povos Peninsulares ,Guimarães Editores.

Rosa Lobato Faria, Flor de Sal, ASA.

José Gil, Portugal: o medo de existir, Relogio d'Agua.

= 24.85 Euros

sexta-feira, junho 10, 2005

Hoje é "dia da raça"

Famílias do CDS, recordam com saudade o Portugal do Estado Novo.
Salazar, Caetano e comadres festejam nas alturas.

quarta-feira, junho 08, 2005

O povo não é quem mais ordena

Parar para pensar é sempre um bom método, principalmente para quem não pensou, pelo menos tanto quanto devia, antes de ter dado o primeiro passo.

João Morgado Fernandes in DN - 03.06.2005

"Quando não legitimam à primeira, ligitimam à segunda. E se não for à segunda, há-de ser à terceira. De referendo em referendo, de "não" em não" até ao "sim" final. O povo atrapalha, incomoda, adia. Mas não decide.

Joao Miguel Tavares in DN - 03.06.200

Invasão fiscal?

A arrecadação das receitas fiscais está no seu limite de eficiência quase total e a cumprir o OE, não sendo por aí que o défice chegou ao que chegou. Significa isto, como já se sabia, que o álibi da fuga e evasão fiscal já não colhe efeitos.

Luís Delgado in DN – 25.05.2005

Por estas "direitas" palavras, só poderemos pensar que o país foi assolado por uma invasão fiscal. Infelizmente, quem mais recebe continua a aliar-se da responsabilidade dar para o investimento público de Portugal. Mas, começam a surgir melhores notícias quanto ao combate da fraude fiscal.

De quando a quando, Luis Delgado atira para o ar afirmações como estas. É daqueles que acredita que basta repetir o palavreado certo para convencer as pessoas de que estão a fazer juizos errados sobre determinados assuntos. O problema é que as suas constatações são de fácil reprovação graças a factos claros que estão à nossa disposição.

terça-feira, junho 07, 2005

O principio do utilizador pagador

Portugueses pagam mais por Internet lenta e com limites de tráfego.

Pagas mais, recebes menos e ainda tens a jóia de usares internet mais lenta! Porreiro, heim?