sábado, julho 30, 2005

"És tão boa"

"Para quem cresceu com Herman, o seu percurso descendente (nestes anos que leva o Herman SIC) é penoso. Quem tem memória de O Tal Canal e Hermanias e tudo o que veio depois (incluindo a anárquica Roda da Sorte e a sofisticada Enciclopédia) só pode ficar triste com o freak show actual. Cantores pimba, socialites imbecis, meninas e meninos que se despem, malucos de manicómio explorados para gáudio da plateia, músicos e actores apoucados em entrevistas mal conduzidas e apartes grosseiros."

Pedro Mexia in DN - 08.07.2005


sexta-feira, julho 29, 2005

Blá, blá, blá!

"Como se o Prédio Coutinho fosse uma prioridade nacional. Uma enormidade tal que causa prejuízos gigantescos à economia. Situação muito mais grave que aquela que todos conhecemos no Algarve, nomeadamente na Praia da Rocha, onde vários "prédios coutinhos" abundam na linha de costa..."

João Pedro Fonseca in DN - 29.07.2005

É mesmo típico dos portugueses, quando não se faz nada é porque não se faz nada. Quando se faz qualquer coisa não é prioridade nacional. O que eu digo é, por algum lado tem que começar a corrigir os atentandos que existem por esse país fora.

Em que ficamos?

O investimento público não faz milagres

O investimento privado não existe.
É sovina, paga pouco e quer muito. E, como bom português, queixa-se sempre do Estado.

quinta-feira, julho 28, 2005

Já deu para perceber que tenho um problema qualquer com o (mau) uso que algumas pessoas fazem da língua portuguesa. Desta vez deu-me para implicar com o Festival Internacional de Anedotas Alentejanas. Mas qual é a ideia de chamar a esse evento "festival internacional"? As anedotas vão ter tradução para inglês? Só podia ser patrocinado pela TVI...

O grito

A realidade do País exige rigor mas também moderação na terapia. Portugal, apesar dos tiques de novo-riquismo, é pobre, a estrutura da sua economia é frágil e a incapacidade para criar riqueza é gritante.

Um país falido e exaurido é incapaz de se repensar e regenerar.


Miguel Coutinho in DN - 24.06.05

quarta-feira, julho 27, 2005

Chuva

Seja bem vinda Sra. Dona Chuva...

Discurso vazio

Mais uma vez, em declarações à SIC, ele [Mário Soares] repetiu a ladainha da pobreza, insinuando que os terroristas são gente "desesperada" e que vivem "em guetos". Mais do que isso, Soares garantiu que a solução para o terrorismo não pode passar só pela violência, o que pressupõe - já o havia dito há meses - que o Ocidente precisa de "negociar".

João Miguel Tavares in DN 15.07.2005

Politicar é falar. Falar torto, falar direito ou simplesmente falar por falar, marcar presença. Faz-se tão bem à esquerda como à direira. Se Bush é coerente com esta maneira de ver a política, o nosso ancestral Dr. Soares também. JMT regateia contra a converseta do "mestre" de esquerda. Argumentos como terroristas vivem em desespero e em guetos e há que negociar com eles caem por terra ao sabermos que os auto-impludidos nos atentados de Londres eram "gente rude" britânica.

Não queriam negociar, viviam bem e felizes, e não davam sinais nem de desespero nem de viviam em guetos.

Cartão vermelho para o Dr. Soares. Está fora de jogo, há muito tempo! E no entanto...

terça-feira, julho 26, 2005

Ter paciência não chega

O círculo é, de facto, vicioso os governos não têm coragem para resolver o problema orçamental e a sobrevivência dessa crise profunda das finanças públicas vai afastando os partidos do poder. PS e PSD vão-se, assim, revezando na promessa de amanhãs que cantam ou, melhor, de défices que não desafinem.

Miguel Coutinho in DN - 22.07.2005

Tentar não custa

"As palavras-chave na nossa vida eram: empenhamento, militância, crítica, revisão de conceitos de vida. Estávamos naquela altura em que achamos que podemos mudar o mundo. (...) Não sei se podemos mudar o mundo. Sei que temos que tentar ir mudando."

Rogério Alves (bastonário da ordem dos advogados) in DNa - 06.05.2005

segunda-feira, julho 25, 2005

What?

Passei o dia a ser bombardeada com a nova música de David Fonseca. Não havia stress que bastasse, ainda tive de levar com isto!
Fala-se tanto em instituir quotas de emissão radiofónica para a música nacional, mas nada se clarifica acerca do significado desse conceito. Basta ser feita por artistas nacionais ou tem de ser cantada em português de Portugal? É que assim, de repente, lembro-me de não sei quantas bandas que cantam maioritariamente em inglês. E têm alguma notoriedade a nível internacional? Rac rac rac, como se diz na gíria dos chats! Mal, mal, em Portugal... Depois lembro-me de artistas com maior projecção lá fora e que nem os oiço muito na rádio. Claro que também há os chamados sons da lusofonia, desde o Brasil a Cabo Verde - se o mundo inteiro ouve inglês com sotaque, porque não podemos nós ouvir português com sotaque?
E logo pela manhã levo com uma coisa que parece ser uma música ambiente (que raio de ambiente!) e que ainda por cima é a música que o dito artista diz, em entrevista, que sempre sonhou fazer. Quase aposto que o próximo álbum vai ser o álbum que David Fonseca sempre sonhou compôr.
É caso para dizer: "Who are you?"

Ilusões

"Nos últimos anos, apesar de todos os diagnósticos feitos, sempre preferimos a ilusão à verdade. Vestimo-nos com a fatiota de Primeiro Mundo, procurando esquecer a barriga terceiro-mundista e fomos para a festa. Mas a festa acabou e é preciso, seriamente, que percebamos isto."

David Pontes in Jornal de Notícias - 29.06.2005

sábado, julho 23, 2005

Escritores e guionistas

“O mercado é a vida de hoje. Querem conseguir, ou conseguiram, tornar o mercado num facto biológico. Os jovens guionistas estão mais preocupados em vender um guião que em contar uma história. (…) Custa-me acreditar que alguém que não saiba escrever minimamente seja capaz de realizar um filme.

José Luís Cureda in DNa - 24.06.2005

quinta-feira, julho 21, 2005

Assim, sim!



Há que expulsar do governo aqueles que ainda são capazes de gerar a mudança. Há que nivelar a política por baixo e o exemplo tem que começar por cima.

Ironia, claro. O ministro de Estado e das Finanças, Campos e Cunha, era tido por analistas e mesmo por políticos fora do PS, como um profissional sério e competente. Lá vai ele, para o lugar dos portugueses que não têm nervos para aturar a portugalândia política maioritariamente composta por inúteis e pouco capazes seres. Comprovam-no os último 30 , 20 ou, se preferirem, 10 anos de Estado e Assembleia.

Parabéns oposição! Interna e externa.

quarta-feira, julho 20, 2005

Calouste Gulbenkian


Morreu há 50 anos. Portugal muito lhe deve.
Obrigado, Gulbenkian.

Empresário português [Níquel Nausea]



Fonte: DN - 01.07.2005

terça-feira, julho 19, 2005

Cada vez mais, a crise

"Cada português - ganhe o que ganhar - considera-se o único pobre do país. E porquê? «Porque sou bom pá... o que é que queres que faça? Tenho bom coração; estou-me a cagar para o dinheiro - sabes como eu sou! Quero lá saber disso - a mim o que me interessa é a família e os amigos.»

MEC in DNa - 01.04.2005

segunda-feira, julho 18, 2005

O arrastanito III

"É um clássico do jornalismo que é muito mais fácil criar uma mentira do que desmenti-la, quanto mais não seja porque a mente do público está muito mais predisposta a aceitar toda e qualquer fábula que acaricie os seus preconceitos do que aceitar um veredicto de proporções mais modestas. (...)

O arrastão de Carcavelos foi inventado por um polícia enervado por meia dúzia de testemunhas histéricas - e para os jornais e televisões sensionalisto-dependentes pouco importa que não tenha sido verdade, desde que tenha sido bem achado e transmita ao público a reconfortante sensação de que os seus preconceitos e mitos se confirmam"

José Júdice in Metro 15.07.2005

domingo, julho 17, 2005

"Low" fat



Quem é? Quem é?

A "diva", a sex symbol internacional, a senhorita Pop de indiscutível talento.
Está grávida e "menos bonita", digamos assim. Quem nunca a achou apelativa em nenhuma dimensão (vocal, cachola, física) assuta-se ainda mais com a última aparição da dama Spears.

sábado, julho 16, 2005

Aridez do som

Pena a cultura de bandinhas infantis como Ministars e Onda Choque ter terminado! O single "Speed of Sound" dos Coldplay, o tal que com quase dois meses de airplay ainda é apresentado como "música de estreia", seria um hit pela boca de gente pequena. O tom musical utilizado é descritivo, banal e chatinho. Nele um cantarolar juvenil sobre os problemas da puberdade (made in 80s), dos amores de Verão cerrados pela PGA ou um apresentar da teoria da relatividade cairiam bem.

Coldplay são uma icon que, em cada álbum lançado, é investido mais dinheiro em promoção, e mais se espera ser recebido em vendas. Ainda estamos no inicio da sua divulgação e já estamos saturados de "Speed of Sound" imaginem o que será, daqui ano e meio continuar-se a ouvir esse tema na RFM, Radio Comercial e outras, três vezes ao dia. Maçador?

Contra os vampiros...

... alho, muito alho!

Agora, em tempo de férias, pouca roupa e muito mosquito, há-que andar sempre com um dente de alho por perto. Em caso de picada, esfrega-se um alho partido ao meio e aguarda-se; o efeito é quase imediato. Muito melhor que o Fenistil, sobretudo, se não estiver mais ninguém por perto (por causa do cheiro).

sexta-feira, julho 15, 2005

Difamadores e difamados

Veio no Público de há uma semana: o Tribunal Criminal do Funchal condenou António Fontes, advogado e comentador, a pagar uma multa de 2500 a Alberto João Jardim por prática de crime de difamação. Num artigo publicado em 2001 no semanário Tribuna da Madeira, chamou "garotinho" ao presidente do governo regional da Madeira.

Ambientalistas, partidos de oposição regional, emigrantes e jornalistas já ouviram das boas vindas de Jardim. Quanto aos últimos ainda estão frescas as denominações "bastardos" e "filhos da puta" feitas num dia em que Alberto João se sentia mais pachorrento.
Já os políticos madeirenses da oposição não têm sido brindados com novo vocabulário, o mandarim refugia-se em reportório antigo : "rafeiros", "rascas", "incompetentes", "covardes", "mafiosos", "parvalhões", "abutres", "malandros", "canalhas", "vigaristas", "tarados", "tontos", "broncos", "psiquicamente doentes" e "subversivos idiotas".


quarta-feira, julho 13, 2005

O arrastanito II

"Diana Andringa mostrou a irresponsabilidade de um tipo de informaçao, hoje dominante nas televisões, que ao priviligiar o espetáculo e a manupilação mais não faz do que ampliar os problemas, quando devia contribuir para os esclarecer."

Leonel Gomes in Diário Económico - 13.07.2005

A jornalista e deputada do Bloco de Esquerda, a propósito do malquisto "arrastão", trabalhou um documentário e colocou-o na internet. Diz quem já o viu que é uma lição de comunicação social. Vejam-no aqui

O arrastanito

O apimentado "arrastão", segundo esclarecimento da polícia, não teve a magnitude que as libelinhas da informação fizeram passar. Desde os indignados repórteres da TVI, Correio da Manhã e 24h, aos de que se esperava mais competência RTP, SIC Notícias, todos fizeram aquilo que consideram ser o seu descansado trabalhinho: interrogar polícias e veraneantes que restavam na praia no fim da tarde dos acontecimentos.

Foi só na Sexta-Feira da semana a seguir que o jornal A Capital, que para muitos sofre de esquerdite aguda, investigou a situação e, pela primeira vez, apontou que o tal "arrastão" não existiu.

Na era em que os conteúdos informativos começam a iniciar um quarto sector económico (depois do primário, secundário e terciário) existem cada vez maiores ataques à comunicação social - veja-se o caso dos jornalistas presos por não quererem quebrar o seu sigilo profissional. No entanto, é certa a falta de profissionalismo das pessoas que coordenam as redacções. Já não há investigação séria, a procura detectivesca do pormenor. A comunicação soial era considerada o quarto poder por alguma motivo: tinha a liberdade e instrumentos de denúncia e afirmação.

Os directores de jornal queixam-se da falta de conhecimentos dos jornalistas recém-formados, mas estes também não são motivados para um trabalho de profundidade. É lhes dado material para escrever, confortavelmente na cadeirinha, muitas vezes sobre fait-divers e acontecimentos já relatados noutra imprensa.

Actualmente, a comunicação social presta um mau serviço ao país e um bom serviço aos accionistas.
Os estragos da nossa imagem turistica já estão feitos e o racismo cresceu um pouco mais, contudo houve assunto para vender maior soma de jornais e para fustigar o jornal da noite das TVs durante uns dias. Perde o país e a sociedade.

Ah, segundo se diz 30 a 40 pessoas terão feito desacatos (e assaltos) na praia de Carvavelos. Afinal não foi um arrastão, mas sim um arrastanito.

terça-feira, julho 12, 2005

Amanhã, de manhã...




Segunda-feira o diário Correio da Manhã visou gestores autarcas.
Terça-feira escolheu os gestores hospitalares.

A questão é pertinente: a capa de amanhã estará reservada a gestores de que sector?

Para não esquecer / para responsabilizar

O exemplo de Durão Barroso e Manuela Ferreira Leite não deve ser esquecido os sacrifícios exigidos aos portugueses são, por norma, inversamente proporcionais aos resultados atingidos na redução do défice.

Miguel Coutinho in DN - 24.06.2005

Socorro! Os "melhores" estão a escapulir-se do Estado!

« O que disse Fernandes? Disse que "os 30 milhões de euros que renderão a criação de um escalão ainda mais alto do IRS não resolvem problema nenhum"; que a coisa é mera "poeira para os olhos"; que "atacar os 'privilégios' de uma classe política que já é mal paga cai bem na populaça, mas poupa pouco dinheiro"; que atitudes destas só servirão para afastar "os melhores" do "serviço público" »

João Miguel Tavares in DN - 03.06.2005




Os melhores do serviço público devem ser bem pagos, mas onde é que eles estão? Na assembleia? Não. Nos constantes governos que deram a Portugal o honroso lugar abaixo da Grécia? Também não.

Almerindo Marques (RTP) e Fernando Pinto (TAP) merecem ser bem pagos, sim senhor. Fernando Gomes, o ex-autarca / ex-ministreo agora na Galp, merece uma latinha aos pés e um acordeão para entreter as pessoas no Metro. Será bem pago, caso tenha técnica e o reportório interessante.

segunda-feira, julho 11, 2005

Os culpados do costume

É uma história (défice) em que ninguém é inocente, nem o PS, nem o PSD, nem o CDS, e por isso que ninguém atire a primeira pedra.

Duarte Lima in DN - 27.05.2005

E depois os outros é que comiam criancinhas ao pequeno almoço.
Pintam-se os piores cenários, por partidos concorrentes e comunicação social, sobre o como seria a sua prática governativa, mas nunca estiveram receberam das mãos dos cidadãos portugueses essa oportunidade.

domingo, julho 10, 2005

Guerra e ódio

"Está claro que, nos últimos 50 anos, esta região que se deveria ter desenvolvido, não o fez. Economicamente é um desastre, humanamente é um desastre, politicamente é pior do que um desastre. O que tem acontecido nesta região tem alastrado ao resto do mundo. (...)

O ocidente foi dando, constantemente, o mau exemplo, e que o mundo árabe foi, constantemente, encontrando más respostas e más reacções. Reacções que nunca foram construtivas. Nunca se tentou reconstruir algo. Foram sempre reacções plenas de ressentimento e amargura, marcadas pelo ódio de si próprio e do outro."

Amin Maalouf in DNa - 11.03.2005

sábado, julho 09, 2005

Ah fadista!

"Acho que os puristas deviam preocupar-se com eles próprios. São eles quem puxa o fado para trás. O fado é uma música urbana, vive do ritmo da cidade, das pessoas, da evolução das pessoas."

Mariza in Dnmúsica - 22.04.2005

sexta-feira, julho 08, 2005

Londres: antes e depois

06/07/2005



07/07/2005

Sua excelência

"Este caso é revelador da profunda hipocrisia instalada à volta das remunerações da classe política. É possível levar para o governo a excelência quando um ministro ganha 700 contos por mês? Não é."

Judite de Sousa in Jornal de Notícias - 04.06.2005

A política deveria ser constituida por quem já não necessita de adquirir posses, mais, deveria ser serviço público, serviço responsável pelas contribuições que fazemos.

A excelência tem vindo a sair da política não pela remuneração, qualquer gestor com influência atinge ordenados 10 vezes superiores aos do Presidente da República. A sua ausência deve-se ao facto de, cada vez mais, os melhores quadros não acreditarem que podem fazer imperar a sua crença neste lamaçal de opiniões que o país se tornou. No lugar dos poucos políticos competentes e de coragem estão aqueles que deliram quando são tratados por "sua excelência".

Depois há portuguesas e portugueses, parafraseando Guterres, que crêem que o político carece de incentivos emocionais (dinheiro). Os pobres coitadinhos, ganham menos que no privado. Mas trabalham mais e melhor? A Assembleia ressente-se da falta de valores. Mas punem-se os insuficientes que em 30 anos pouco fizeram por um Portugal de excelência?

quinta-feira, julho 07, 2005

Ao ouvir as notícias acerca das explosões no Metro de Londres, só me ocorre dizer parvoíces. Então não se vê logo que são os resquícios das comemorações por terem vencido a organização dos Jogos Olímpicos 2012? Outra explicação, também tendo como pano de fundo os Jogos Olímpicos, pode ser que os americanos e os espanhóis, com a dôr de corno de terem perdido para os ingleses e aproveitando a reunião do G8, se tenham lembrado de lançar o caos, um bocado a fazer lembrar os atentados de que já foram vítimas.

PS: eu avisei... Só me ocorre dizer parvoíces acerca disto!

Ai Portugal, Portugal!

"Em Portugal é invariavelmente assim. Todos reclamam reformas e há um casto consenso sobre o que é preciso fazer. Até ao momento em que se faz alguma coisa. A partir de então, o consenso desfaz-se, e afinal o que foi feito não era nem necessário, nem essencial."

Pedro Adão e Silva in A Capital - 20.04.2005

Reformas! Dava-me jeito era uma reforma vitalícia, pode ser? Precisamos de alguém que traga justiça e cuidados médicos necessários: candidato Vieira!

quarta-feira, julho 06, 2005

Nova máxima da política

Foste líder municipe bem aceite?
Subornaste e/ou foste subornado?
Desrespeitaste o sentido de justiça e tens o tribunal à perna?

Então que estás à espera? recandidata-te!




Como dizia José António Lima na última página do Expresso da passada semana, "Fátima Felgueiras, foragida à Justiça, reinvindica o estatuto de exilada política. Isaltino «estranha a coincidência» de ser constituído arguido nesta ocasião. Avelino Ferreira Torres, também arguido noutros processos, esbraceja que «é tudo mentira» sobre as investigações da PJ. Valentim Loureiro, mais um arguido no processo «Apito Dourado» desvaloriza o caso e não abre mão dos cargos"

terça-feira, julho 05, 2005

Manancial PS

"Senhora ministra: não tenha complexos relativamente aos chavões dos "pedagogos", ao politicamente correcto dos "especialistas" (...) Os exames são um bom começo e irão emporrar o resto. Avance e terá um apoio generalizado no país".

Guilherme Valente in Público - 22.06.2005

Não sei quem se trata este tal de Guilherme Valente, mas tem dotes de senhor-político-falo-por-todos. Será petiz de Jorge Coelho?

É o sector da educação pode inverter a triste condição portuguesa que é a falta de massa cinzenta, de espírito crítico, de consenso generalizado nos portugueses sobre um rumo a tomar. É o mais atacado desde os governos de Cavaco Silva. Não há rumo, há muita instabilidade para professores, alunos, pais, auxiliares e o reflexo é a falta de qualidade que graceia no ensino público. De paixão, virou para problema de grave resolução. Todos pedem, todos exigem sacrificios mas o futuro do país é que fica hipotecado.

Sem a instabilidade do sector estar resolvida jamais se conseguirá fazer com que o ensino público nacional crie espíritos abertos ao raciocinio e criação e não mentes q.b. com sapiencia a decorar.

Alberto João prepara entrada nos Malucos do Riso

Depois de ter chamado filho-da-puta a certos jornalistas, agora é a vez de disparar sobre indianos e chineses emigrados nas nossas costas.

Com a reforma à vista, provavelmente daqui mais 2 ou 3 mandatos, Alberto João Jardim sonha com um franshize dos Malucos do Riso lá na sua RTP Madeira onde seria actor principal.

Façam-lhe a vontade!

segunda-feira, julho 04, 2005

As fronteiras entre astronomia e astrologia

Russian astrologer seeks $310 million of moral damage compensation from NASA


No dia em que os EUA comemoram mais um aninho de união, iniciaram os bombardeamentos extra planeta terra. Guerra das estrelas!
Quem não gostou da brincadeira foi uma astrologa russa, que processou o ataque estrelar efectuado pela Nasa.

sábado, julho 02, 2005

RTPN também domina

As transmissões do Grande Prémio de Fórmula 1 dos Estados Unidos e do jogo Grécia-Japão, a contar para a Taça das Confederações, deram domingo à RTPN a sua primeira vitória absoluta nas audiências dos canais de cabo. Com uma média de 26 900 espectadores e 3,8% de share, o canal informativo da RTP conseguiu ultrapassar pela primeira vez a habitual líder SIC Notícias, que foi vista por menos três mil pessoas.

Positivo! A oferta da RTPN tem pouco mais de um ano e não costuma passar do 1% de share.

É diferente da SIC Notícias, que para vários analistas é a melhor estação de serviço público, mas é muito mais variada. Aborda uma maior diversidade de temáticas sem pressuposto comercial.

Por exemplo, quando li que que o grupo de Pinto Balsemão ia arrancar com um programa chamado "Músicas do Mundo" pensei errado. Não, não era um espaço de música étnica ou de divulgação de sons variados, mas um nome pomposo para a divulgação de Pop. No entanto, passo agradáveis horas a ver o canal de Carnaxide: Eixo do Mal, Panorama BBC, 60 minutos, por vezes Toda a Verdade e espaços noticiosos.

Parabens aos dois... e aos pais.

sexta-feira, julho 01, 2005

Reintegração? Expectativas criadas?!

É que não só acabam as reformas vitalícias, mas também estão em risco os subsídios de reinte- gração (para aqueles que não cheguem aos 12 anos como deputados). "Quem saiu há dois meses recebeu o subsídio ou a reforma. Quem já cá estava e continua, fica sem nada", disse uma deputada ao DN.
(...)
A intenção anunciada por José Sócrates de pôr fim a certos privilégios dos políticos, como a reforma vitalícia e o subsídio de reintegração, está a encontrar resistências dentro do Parlamento. E, neste, de muitos deputados do PS que se sentem lesados ao verem defraudadas as expectativas criadas.

Bons privilégios, má produção. De cima vem o exemplo: a democracia deu aos deputados direitos que são de rir e chorar. Mas um político, envolto num meio de conhecimentos e cunhas tão significativo, necessita de subsídio de reintegração? Não tarda começa a fazer o choradinho do jogador de futebol. "Temos poucos anos de carreira".

Agora, espectativas criadas? As espectativas não eram servir o país. Afinal, aquela velha história de que quem vai para a política vai em busta de "riquezas" tem o seu ponto de verdade.

Arrastão vocal

Jorge Coelho, por todo o concelho que passa larga defeitos nos autarcas da concorrência.

Para ele, "ao olharmos para Sintra, o que cada um se lembra do presidente da câmara? Eu só me lembro de uma coisa: comentador televisivo (...) Foi para isso que o elegeram? Não. Fazemos-lhe um grande favor ao tirar-lhe este peso imenso do trabalho que tem na câmara e criar condições para ser comentador televisivo por inteiro, que é isso que gosta de fazer."

Chamar irresponsável a Fernando Seara pela hora semanal de um hobbie que faz com satisfação só pode ser falta de argumento. O problema do eleito do PSD é que não é político, nem tem paciência para tramas em que Jorge Coelho criar. Essas tramas são o acessório do homem rural, são o exemplo da falta de inteligência que prende Portugal ao fundo.

Quem não se lembra da "beleza" Edite Estrela à frente da autarquia de Sintra? Que trabalho lhe reconhecem? E o candidato João Soares, terá melhor perfil? A avaliar pelas sondagens, não. É o último na escala de personalidades políticas portuguesas com -21%.

quinta-feira, junho 30, 2005

Mais investimento e menos "chorinho infeliz"

"A defesa dos sectores estratégicos nacionais não se constrói, porém, por decreto ou através de manifestos ou declarações avulsas para a comunicação social. Exige, sim, empresários modernos orientados para a criação de valor e um Governo que saiba ser cúmplice dessa estratégia sem incentivar uma relação de dependência. Pede-se, pois, a todos o óbvio mais estratégia e menos conversa."

miguel coutinho in DN - 13.04.05

A cultura chegou ao Algarve

Já está aberta ao público a nova Fnac Megastore no AlgarveShopping. Para promover o evento, organizaram um concerto num recinto contíguo ao shopping, com entrada grátis. Cool Hipnoise, Toranja e Blasted Mechanism deram um concerto fantástico.
Os convites tiveram de ser previamente levantados na loja; faz sentido - se a ideia era promover a Megastore, tinha de haver alguma maneira de levar lá os visitantes.

É uma atitude louvável; menos louvável foi o facto de não haver uma única casa-de-banho no recinto.

quarta-feira, junho 29, 2005

"Ok, já temos um atentado. Já podemos fazer parte de do circuito das cidades terroristicas?"

À priori da investigação da PJ, o presidente do municipio do Porto, Rui Rio, proferiu que a derrocada num prédio da sua cidade se tinha devido a um "engenho explosivo" pois era "um impacto muito grande para poder ser gás ou um simples cilindro".

Curiosa maneira de acalmar os animos e de esclarecer uma anormalidade. Pela pinha de Rui Rio terá passado que com um "atentado" a oferta turística da sua terra incrementaria?

terça-feira, junho 28, 2005

Fumo imposto

"Basta passar em frente a uma escola secundária e ver bandos de adolescentes fumando desesperadamente para perceber que nada apetece tanto como o fruto proibido. Talvez seja tempo para tentar uma abordagem radicalmente diferente, aproveitando a natural rebeldia da juventude às normas de comportamento que lhes são impostas. Se em vez de ser proibido, o consumo de tabaco fosse obrigatório, os jovens talvez fumassem menos."

José Júdice in Metro - 13.04.2005

Ninguém obriga o aparecer de futuros viciados de tabaco no entanto, o Estado vê-se no papel de induzir que contribuam com mais impostas para a sua, e nossa, saúde. Cobrar fiscalmente aos fumadores dizendo que é uma forma de querer diminuir o consumo é uma acção cínica. Nãqo vão à fonte do problema, a indústria tabaqueira, porque são empresas muito rentáveis e com grupos de pressão poderosos.

Entretanto, os novos vão iniciando-se no vício e os velhos vão tentando deixá-lo. Talvez José Júdice tenha razão, a solução seria psicologia invertida.
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segunda-feira, junho 27, 2005

A frase

"Se fechassemos [a prisão de] Guantanamo, para onde iríamos?"

Donald Rumsfeld

Que tal, para o Tribunal Penal de Haia?

Merry-go-round II

«Na semana passada, o director da cadeia de Coimbra, José Barroso, foi transferido para o Estabelecimento Prisional Regional de São Pedro do Sul, na sequência da fuga, a 19 de Junho, de cinco detidos da cadeia que dirigia.» (in Agência Lusa)

E assim é na administração pública: quando alguém não faz o seu trabalho da melhor maneira, em vez de ser demitido, é transferido, transferindo também a possibilidade de ocorrência do mesmo erro para outro lugar.
Se cinco detidos se evadem da cadeia, isso não quer necessariamente dizer que a culpa seja do director. É senso comum que a necessidade aguça os sentidos e cinco prisioneiros com vontade de fugir devem ter aguçado a inteligência e explorado todos os pontos fracos quer do estabelecimento prisional, quer do staff que lá trabalha.
Mas é a típica "pescadinha de rabo na boca": se a culpa não pode ser imputada ao director, porquê transferi-lo? E se a culpa é dele, porquê transferi-lo para outra cadeia, onde a história se poderá repetir?
Parece o centro de saúde daqui da terrinha: quando fazemos queixa de uma funcionária, é transferida para outro centro de saúde da zona, mas depois fazem queixa dela lá, e mais dia, menos dia, já cá está outra vez.

domingo, junho 26, 2005

Punk's not dead?

"Este estilo é um híbrido de outros. Vejo o Grindcore como uma evolução natural do Punk, em que não há regras. E tu aí acertaste na mouche porque o grindcore é para ser extremo e diferente, para mudar. Algures durante a sua evolução as pessoas contentaram-se com aquilo que tinham e estagnaram. Não é isso que queremos, nós queremos continuar essa mentalidade de quebrar barreiras e criar algo novo."

Zac Joe (Cephalic Carnage) in Underworld #15

Seria a atitude do punk, uma atitude progressista, de ruptura, ou simplesmente de anti poderes instalados?
O jazz é um campo de experimentalismo, agora o punk?!
Foi a moda rebelde dos finais dos anos 70. Vomitou em cima, qual antítese, do glam rock e prog rock: simplicidade musical, antisocial das letras e imagem rude.

O genuíno punk morreu como qualquer moda: era laranja que já não dava sumo, quem o personificava mudou.
Serviu de influência como osmose e antítese nos anos 80, mas na década seguinte existiu um revivalismo (geração punk MTV) que nada tinha a ver com o sentimento de revolta de três decadas antes.

O punk poderá resultar como progressivo só à luz do crescimento individual de cada um. Pela recusa das sonoridades que nos saturam, aprendemos a ouvir e a testar outras novas. Só nos tornamos experimentalistas quando recusamos a música que o mercado nos impinge.

sábado, junho 25, 2005

Genial, Sr. Tojal!

Os emissores da rádio Voxx vão passar a transmitir a Cidade FM e a Media Capital Rádios (MCR) vai criar um novo produto, a Foxx FM, para a frequência da Cidade FM (...)
Entretanto, na antena da Cidade FM vai nascer um formato de «música urbana negra»


A Foxx FM passará a ser a rádio clone da Marginal do grupo MCR? Ou será que vão tentar fazer dela uma rádio hiphop?

Chegam sempre em atrasados e com uma visão desfocada. É por isso que a Best Rock é um fracasso e se não progride para os gostos do público luso, veja-se a Antena 3, acaba.

sexta-feira, junho 24, 2005

Segredo de Fátima

"Embora seja muitíssimo inocente, ela sabe que as interpretações da lei têm a sua subjectividade, e que algum juíz sem sentido de humor ainda se lembrava de a mandar prender no aeroporto"

João Miguel Tavares in DN - 17.06.2005

quarta-feira, junho 22, 2005

Português excelentíssimo

Jovem cientista de Coimbra 'foi' a Marte - DN

Especial de corrida

José Sócrates foi a Berlim explicar caso especial português nas verbas da UE.

Especial? E que tal se falasse com franqueza do dinheiro mal investido, e do que repousou no final nas contas bancárias de alguns nacionais?

terça-feira, junho 21, 2005

Errare humanum est

"Há quem confie na racionalidade dos processos políticos complexos. Tantos políticos inteligentes a tratar da Europa! Tantos dirigentes importantes a pensarem nas melhores soluções! Tantos partidos e instituições a estudarem as vias de resolução dos nossos problemas comuns! Com tudo isso, com é possível errar?"

António Barreto in Público - 05.06.2005

Reintegrar

A dissolução da Assembleia da República em Dezembro de 2004 fez disparar o Orçamento do Parlamento para 2005 no capítulo de subsídios de reintegração. Pelo menos 64 ex-deputados solicitaram este regime especial.

Dei por este subsídio à pouco tempo. No país europeu que tem desperdiçado consecutivas fornadas de dinheiro europeu para a sua organização e progresso não é de espantar: os deputados, tal como os reclusos das nossas prisões, têm subsídios de reintegração na sociedade civil!

Coitadinhos, não sabia que sofriam de exclusão pelos seus concidadãos.

Francamente, a esbanjar dinheiro com pessoas que têm mostrado pouca competência para decidir/por em prática o melhor para o país?

Felizmente o subsídio foi eliminado por medidas recentes do primeiro-ministro. Houve justiça.

segunda-feira, junho 20, 2005

Miminhos

"O ser mimado demais impede-nos de evoluir mais rapidamente"

Rita Blanco in DNa - 15.04.2005

Dr. Roriz de Almeida, você foi nomeado... venha jogar!

Nomeações partidárias têm sido, desde há coisa de uma década, uma das farpas lançadas entre bancadas partidárias... que a imprensa aproveita. No Diário Económico de há uma semana vinha a lume que o PS de Sócrates nomeou mais 60 boys que o Santana, no mesmo tempo inicial de governo. Os laranjinhas do PSD, e azulinhos bébé CDS, tinham inserido 1034 da sua confiança, enquanto Sócrates tem já 1094.

Só posso deduzir que são sinónimos da inflação...

Ah, já faltam colocar menos de 149 mil portugueses para a maioria PS cumprir uma das suas sonantes promessas.

domingo, junho 19, 2005

Sempre a abrir!

Diz-se dos portugueses que são mau condutores e uma das razões é o excesso de velocidade. Mas hoje um português está de parabéns por ter andado em excesso de velocidade. Tiago Monteiro o nosso piloto de Fórmula 1 ficou num honroso terceiro lugar, apenas atrás dos Ferrari de Schumacher e Barrichello. É certo que a corrida foi anómala pois apenas participaram seis pilotos. Mas isso agora não interessa nada! O que interessa é que Tiago Monteiro ficou para a história como o primeiro português a subir ao pódio nesta competição e a nossa bandeira também lá estava .

Cristo terá falecido por embolia pulmonar?

Did a blood clot kill Jesus? - CNN

Quem diria, à distância de mais de dois mil anos, ainda se nascem teorias sobre a morte de um personagem de um livro, precisamente o mais "vendido" à escala mundial.

Agora é Dr. Brenner do Centro Médico de Rambam que propõe a teoria da morte de JC se ter devido a embolia pulmonar.

Daqui a uns anos ainda se descobre que Boromir não morreu pelas espadas dos Orcs, mas de uma pneumonia... ou que a Abelha Maia padeceu de riso ao ver o Itchy and Scratchy.

sábado, junho 18, 2005

"Lagosta" suada

Raparigas suadas para vender futebol in A Capital

Lennart Johansson, presidente da UEFA, senhor com idade para já andar de fraldas, lançou ontem esta bonita análise aos microfónes da BBC.

"Há tantas empresas que podiam usar raparigas a jogar na relva, graciosas, suadas, sob chuva, ou a saírem dos balneários. Isso vende. Gosto de futebol de senhoras, cada ano está melhor. Comparando com há 10 anos atrás, está completamente diferente".

Gostaria também que velhos caquéticos como Blatter, José Avelange e o próprio Johansson deixassem o panorama do dirigismo futebólico. É tempo de dar o espaço aos mais novos. Sei lá, ao Valentim Loureiro por exemplo!

sexta-feira, junho 17, 2005

Sabor a Brasil

Poderia ser um nome de um restaurante brasileiro, mas não é.
É a sensação que me dá o "passeio" de feriado que umas largas dezenas de manos fizeram na praia de Carcavelos.

Já havia a mão de obra, faltava a técnica do "leva tudo à frente". O mais provavel é se tratar de marginalizados dos bairros de Lisboa que ganharam coragem, será melhor dizer cobardia, e foram fazer das suas no areal.


Mas... e se esse arrastão for só uma grave ilusão, como diz hoje A Capital?
O jornal foi investigar, falou com "polícias e ladrões" e outros demais personagens deste tornado palco "mundial" e deixou em ideia que nada poderá ter existido. É caso para pensar. Por exemplo, não houve reclamações de roubos, as fotos tiradas nada mostram.

Os jornalistas à noitinha não disseram nada de concreto. Limitaram-se a falar do não provado. A Capital está de parabéns pela investigação que se encontra incompleta na sua versão digital.

A crítica (musical)

Eu já li com interesse, em tempos idos, os textos do crítico de música do EXPRESSO, João Lisboa. Até posso dizer que algum do meu gosto pela música foi formado por dicas apanhadas nas críticas do dito autor. Mas tudo tem o seu tempo de validade, e de há anos a esta parte que se nota (e não sou só eu que noto) que Lisboa está absolutamente desactualizado: é um dinossauro irado, mas sem dentes nem vigor, os seus textos quase entrando numa lógica de "protestar contra estas coisas de que a juventude de hoje agora gosta.

Nuno Markl

Não dêem crédito a um crítico musical. É fugaz a sua sapiência e capacidade de acompanhar a realidade. Markl insurge-se contra João Lisboa (Expresso) e com razão.

Os sons e as performances mudam com as décadas, quem as revê muito raramente tem tacto para as acompanhar.
Faz parte da vida humana darmos valor às referências da nossa juventude. Daí que dos camaradas que agora entram pelos 60 anos a dentro apreciem Beatles, The Shadows e/ou os cantautores francófonos; os que cresceram nos anos 70, desde The Who, Led Zeppelin, Fleetwood Mac, Talking Heads, e por aí adiante.

Há pouco utilizei a palavra raramente porque conheço dois casos: John Peel, há pouco falecido, e António Sérgio.
Peel bem compreendia as bandas que lançava. Tanto dizia bem de Carcass como de Suede e era já um senhor dos seus 50 anos! António Sérgio, com idade para ter juízo, como se diz, passava do Heavy Metal ao Grind Core no programa da Comercial "Lança Chamas". Num programa de debate da SIC, quando questionado se Napalm Death era música, ele retorquiu que sim, e que quem não compreendia naturalmente que consideraria ser barulho.

Abundam os exemplos de críticos desajustados e orgulhosos. Um dos meus perdilectos é Nuno Galopim, um conhecedor do meio industrial. É capaz de chamar chatinhos aos Keane e de dizer a maior baboseira de um artista muito colorido. Também chamavam chatinhos pop aos Duran Duran, Cock Robin e Spandal Ballet, contudo, pessoas nascidas antes dos 90 reconhecem-lhes valor.

quinta-feira, junho 16, 2005

A mancha que eu via do IC1, afinal, não eram nuvens de chuva. É um incêndio, perto da minha casa. Por razões óbvias, vou para lá agora.
A minha terra só é notícia por razões tristes...

Pop corn

"Tudo indica que os mitos são feitos de informação, são feitos da mentira. Marlene Dietrich era o resultado da imagem que ela tinha criado de si própria e da alimentação dessa imagem até à exponenciação total."

Ricardo Pais in DNa - 29.04.2005

quarta-feira, junho 15, 2005

Por cá, continuo à espera

É óbvio e evidente que os eleitores - mais tarde ou cedo vai acontecer em Portugal - estão fartos de mentiras, de políticos que não dizem o que vão fazer, ou, se dizem, omitem o mais dramático e importante. Isso gera uma revolta interior profunda, que se expressa na primeira oportunidade.

Luis Delgado in DN - 01.06.2005

Dinis, Bárbara e Manuel Maria

Se alguma vantagem tinha sobre os seus opositores - além de ter Bárbara, Dinis e ideias -, Carrilho perdeu-a, usando erradamente a imagem da mulher e do filho. As ideias dissiparam-se num vídeo candidamente intitulado Manuel Maria Carrilho, o homem por trás do projecto.

Raul Vaz in DN - 10.06.05

A campanha barrete que Santana fez, inaugurou um estilo que, após ser tão criticado, não espera ver tão cedo. Eis que Manuel Maria, seu agregado familiar e Edson Athayde, seu publicista, nos supreendem.

Mau de mais aquele video lamecha. Será que a demência se apoderou dos políticos? Depois de tão vil derrota imposta a Santana Lopes e seu estilo, não interiorizaram que os portugueses não vão nesse estilo de campanhas? Pior: li críticas ferozes de Edson Athayde ao seu colega que planeou o marketing do candidato laranjinha... e agora vejo logo como principal arma, um video familiar em que a mulher do candidato diz para o seu fulho "mas nós queremos que o papá seja Presidente, não é?".

Tenham juízo...

terça-feira, junho 14, 2005

Tempos e vontades

"Mudam-se os temos mas, quanto às vontades, são muito mais antigas e, apesar do
fascínio por esta e aquela novidade (ou todas, como é o meu caso), nunca mudam."

Miguel Esteves Cardoso in DNa - 22.04.2005

Mudam-se os tempos, inventam-se novas necessidades. Novas necessidades que se
generalizam no tempo com as novas gerações, e se tornam em vontades... ou não!

A vida contada numa anedota

Como me tem faltado inspiração para escrever, deixo aqui a última "pérola" que me caiu no e-mail:

«No primeiro dia, Deus criou a vaca.

Deus disse:
- Tens que ir para o campo com o agricultor durante todo o dia e sofrer debaixo do sol, e dar leite para sustentar o agricultor. Eu dar-te-ei uma vida de 60 anos.

A vaca disse:
- É uma vida dura que tu queres que eu viva durante 60 anos. Dá-me somente 20 e eu devolvo-te os outros 40.
E Deus concordou.

No segundo dia, Deus criou o cão. E disse:
- Senta-te o dia perto da porta da tua casa e ladra para qualquer pessoa que entre ou que passe por perto. Eu dar-te-ei 20 anos de vida.

O cão disse:
Isso é muito tempo para estar a ladrar. Dá-me somente 10 e eu devolvo-te os outros 10.
Deus concordou.

No terceiro dia, Deus criou o macaco. E disse:
- Distrai as pessoas, faz truques de macaco e fá-los rir muito. Eu dar-te-ei 20 anos de vida.

O macaco disse:
- Que cansativo, truques de macaco durante 20 anos!? Acho que não. O cão devolveu-te 10 anos e é o que eu vou fazer também, ok?
Deus concordou.

No quarto dia, Deus criou o Homem. Deus disse:
- Come, dorme, brinca, faz sexo, diverte-te. Não faças nada, simplesmente diverte-te. Eu dar-te-ei 20 anos de vida.

O Homem disse:
- O quê!? Só 20 anos? Nem pensar! Vamos fazer o seguinte: eu fico com os 40 anos que a vaca devolveu, com os 10 do cão e os 10 do macaco. Isso faz 80. Pode ser?

- Sim - disse Deus - negócio fechado.

É por isso que durante os primeiros 20 anos comemos, dormimos, brincamos, fazemos sexo, divertimo-nos e não fazemos nada.
Os 40 anos seguintes, sofremos ao sol para sustentar a nossa família, os 10 seguintes fazemos figura de macaco para entreter os nossos netos, e os últimos 10 anos sentamo-nos na varanda e ladramos a toda a gente.»

Está explicada a Vida... E não é que faz sentido?

O que diz Ribeiro

Objectivamente, o senhor primeiro-ministro é o grande responsável por ter aberto em Portugal um clima de caça ao político, que acabou inclusive no senhor presidente da República

São comentários de Ribeiro e Castro (CDS) no Sábado passado na Madeira após ingerir um peixe-espada-preto com banana.

Pena é, não se investigar de onde vêm essas denúncias. Se terminaram no Presidente da Republica, porque passaram essencialmente por membros do PS e do seu governo? Políticos de outros quadrantes têm tantos ou mais "vícios" estatais, são tão ou mais responsáveis pelo seu instalar. Talvez do PSD ou do CDS saiam essas caladas sugestões que fazem eco na imprensa-escandaleira.

Mas Ribeiro e Castro não se insurge contra as acusações de batalha partidária, não admite é perder a burocracia doce que dá aos políticos fundos de maneio chorudos em troca de pouco trabalho e responsabilização por um Portugal melhor.

segunda-feira, junho 13, 2005

O revolucionário e o poeta

Nem Eugénio de Andrade era génio nem Álvaro Cunhal era o anti cristo.


Álvaro Cunhal lutou contra um regime anti-liberal e até à actualidade ninguém consegue provar que desejasse instaurar outro de índole comunista. É o argumento dos injustiçados do 25 de Abril e que, o líder do CDS teve para "homenagear" o defunto nonagenário.

Morreu uma das grandes figuras do século XX português. Tinha o que escasseia nos humanos que fazem a nossa sociedade: coerência e persistência num objectivo sem pensar no medo do fracasso. O facto de estarmos desarmados deste tipo de força, faz de Portugal um país pasmacento, sem capital capaz de gerar riqueza social, económica e intelectual.

Abordo os desaparecimentos da nossa praça positivamente, sempre com a mesma mensagem: pelos que deixam de existir, espero que outros grandes nomes lhes sucedam na nossa galáxia, nomes que façam a diferença.

Ainda no dia 10 de Junho passou um programa na RTP sobre a nata da portugalidade. Da música à ciência, da cultura à arquitectura, estavam lá representados maioritariamente personagens que há 10 anos já eram marcos de Portugal, cá e lá fora. Novos emergem, mas é necessário que lhes dêem uma mão...

Talento? II



"A maior parte das pessoas que ali (novelas nacionais) estão são umas criaturas que aprenderam a falar como quem está na discoteca, qualquer que seja o drama familiar, e desatar aos gritos assim que há um problema."

Ricardo Pais in DNa - 29.04.2005

domingo, junho 12, 2005

Fogo!

Quero labaredas na rua e não vejo!
Que é feito das fogueiras de Santo António? A viralidade máscula onde se repousa? Nas camas? Pelas ruas de Lisboa com um copo na mão? Ou se calhar em frente a uma playstation...

Talento?

sábado, junho 11, 2005

Compras na Feira do Livro na Quinta-Feira que passou

Antero de Quental, A Causa da Decadência dos Povos Peninsulares ,Guimarães Editores.

Rosa Lobato Faria, Flor de Sal, ASA.

José Gil, Portugal: o medo de existir, Relogio d'Agua.

= 24.85 Euros

sexta-feira, junho 10, 2005

Hoje é "dia da raça"

Famílias do CDS, recordam com saudade o Portugal do Estado Novo.
Salazar, Caetano e comadres festejam nas alturas.

quarta-feira, junho 08, 2005

O povo não é quem mais ordena

Parar para pensar é sempre um bom método, principalmente para quem não pensou, pelo menos tanto quanto devia, antes de ter dado o primeiro passo.

João Morgado Fernandes in DN - 03.06.2005

"Quando não legitimam à primeira, ligitimam à segunda. E se não for à segunda, há-de ser à terceira. De referendo em referendo, de "não" em não" até ao "sim" final. O povo atrapalha, incomoda, adia. Mas não decide.

Joao Miguel Tavares in DN - 03.06.200

Invasão fiscal?

A arrecadação das receitas fiscais está no seu limite de eficiência quase total e a cumprir o OE, não sendo por aí que o défice chegou ao que chegou. Significa isto, como já se sabia, que o álibi da fuga e evasão fiscal já não colhe efeitos.

Luís Delgado in DN – 25.05.2005

Por estas "direitas" palavras, só poderemos pensar que o país foi assolado por uma invasão fiscal. Infelizmente, quem mais recebe continua a aliar-se da responsabilidade dar para o investimento público de Portugal. Mas, começam a surgir melhores notícias quanto ao combate da fraude fiscal.

De quando a quando, Luis Delgado atira para o ar afirmações como estas. É daqueles que acredita que basta repetir o palavreado certo para convencer as pessoas de que estão a fazer juizos errados sobre determinados assuntos. O problema é que as suas constatações são de fácil reprovação graças a factos claros que estão à nossa disposição.

terça-feira, junho 07, 2005

O principio do utilizador pagador

Portugueses pagam mais por Internet lenta e com limites de tráfego.

Pagas mais, recebes menos e ainda tens a jóia de usares internet mais lenta! Porreiro, heim?

Calor!

Está calor, ou é impressão minha?

Um sorriso tudo resolve

"A não ser que a ONU, seguindo uma velha tradição, continue a priviligiar quem faça pouco e fale muito. Nesse campo, Guterres é realmente imbatível: há fortíssimas probabilidades de que a situação dos refugiados pelo mundo fora permaneça exactamente igual, mas pelo menos serão consolados com olhares doces, sorrisos beatos e lindas palavras."

João Miguel Tavares in DN - 27.05.2005

segunda-feira, junho 06, 2005

The drunf odyssey

Estou a ver o Six feet under sob o efeito de stilnox. Tou a tornar-me fã, apesar de ser apenas o segundo episódio que vejo e ter apanhado este já a meio, o que quer dizer que tou a leste.
Se eu conseguir parar de espirrar (efeitos secundários), volto cá para falar de signos do zodíaco. Maya e Paulo Cardoso, tenham medo. Tenham muito medo!

Eia, olha ali uma cena de beijos... e acabou :(

Aguardo o resumo feito pela Bomba

Canzoada dos microfones

"hoje o primeiro objectivo de qualquer político é não ser Santana. O que significa não fornecer a nenhum jornalista o mais vago pretexto para perturbar o sossego e bom nome de quem manda. (...)
O que se passa entre políticos fica entre políticos. A canzoada da imprensa e da televisão que se contente com retórica e generalidades. Não merece mais.

Vasco Pulido Valente in Público - 14.05.2005

Uma nova igreja?

"É necessário um encontro, ou um reencontro, com a ciência em todas as áreas. É imprescindível uma harmonia entre a Igreja e a ciência" D. Jorge Ortiga, presidente da Conferência Episcopal in Expresso - 16.04.2005

A harmonia que nunca existiu porque quando tinha mais podera Igreja limitava o saber científico devido à sua firmeza de princípios (dogmas). Quando as sociedades necessitaram de laicizar os Estado, registou-se maior desenvolvimento das social, económico e cultural.

domingo, junho 05, 2005

Amo.te Lda.

Pedro Miguel Ramos expande dia a dia o seu "Amo.te" franchising. Depois dos bares Amo.te Meco, Amo.te Chiado, Amo.te Chiado, Amo.te Covilhã, entre outros temos já um programa Amo.te Rádio no éter da Oxigénio FM.

Antes do natal, alargar-se-á o conceito. Amo.te sabão azul e branco, Amo.te óleo de fígado de bacalhau e Amo.te papel higiénico serão dos primeiros produtos a ser comercializados com o prefixo.


Iluminados, mas não pelos holofotes

Pense-se na improbabilidade sociológica. Fim dos anos setenta, quatro rapazes de Manchester, uma cidade desinteressante, perdida no Norte de Inglaterra, que se juntam para pegar no que sobrava do movimento punk e, com uma nitidez quase excessiva, preparar a cultura contemporânea, e a música em particular, para o futuro.

Que prosa tão bonita, Pedro Adão e Silva!

Adoro quando a crítica fala de operários da música pop como iluminados do seutempo, seres que na sua debilidade constroem obras primas da humanidade. Joy Division e o que sossobrou dele (New Order) foram pão para indústrias culturaisno pós-punk. São agora relembrados pelo concerto no SBSR e pela efeméride damorte de Ian Curtis. E quão belos tratados sociológicos saíram das pinhas deseus admiradores, certamente trintões-à-beira-dos-quarenta, que escrevem nosjornais...

É a complacência do jornalismo com a máquina facturadora do entertenimento.

sábado, junho 04, 2005

Excêntrico?

Portugal já teve alguns premiados máximos no euromilhões e nenhum mostrou excentricidade.
Não o vi na rua gritar que, da noite para o dia, encheu os bolsos de grana. Não deram a cara para os média. Desapareceram.

Conquanto, a publicidade feita pela Santa Casa continua a bater na mesma tecla: "fazer excêntricos". Com razão, provocar a sensação de grandeza pecadora nos consumidores é uma função do marketing. Há que fazê-los sentir que são especiais.

sexta-feira, junho 03, 2005

A mim não! A mim não!

Os portugueses podem ser expoliados das suas já pequenitas regalias, pagar mais impostos, ser ampliada a idade da reforma, etc... Mas quando o governo parece que vai tomar uma atitude de jeito, ou seja, aplicar as medidas (as tais para combater o défice), de igual forma a todos, os políticos insurgem-se: "eu tenho direito à minha reforma" diz Alberto J. Jardim, é uma "injustiça" diz Freitas do Amaral, referindo-se ao facto dos deputados e outros ligados à governação auferirem vários rendimentos.

Mas o que é certo, é que o Ministro da Economia que definiu as medidas, recebe uma bela pensão e um belo ordenado e não vai abdicar de nenhum e o Primeiro-Ministro vem em sua defesa afirmando que "isto é uma campanha de assassinato de carácter", é a velha história da cabala.

"Os políticos ganham pouco", afirmam os próprios, eu não ganho nada e continuo à espera de um dos 150 mil postos de trabalho que Sócrates prometeu para os jovens licenciados.

Quem ganha no Iraque?

o Iraque foi (é) uma derrota pesada para o jornalismo. Baleados e bombardeados (pela coligação), ou raptados e decapitados em público (pelos terroristas), os jornalistas nunca souberam o que realmente aconteceu nas semanas da invasão. E, actualmente, estão emparedados nas zonas protegidas de Bagdad, longe do terreno.

A cigarra do reino

O problema é que os portugueses não se esquecem e, pior, não costumam perdoar a quem brinca com eles.

Estas são das palavras preferidas de Jorge Coelho. Problemas gerados no país? Nada é com ele, na sua análise deveu-se sempre às acções de outras cores políticas. Como tanque de arremesso que é do PS, avança sempre sem medos em nome dos que "não se esquecem" nem perdoam.

Se não tivessemos memória curta e uma justiça pasmaceira, o caso "Entre-os-rios" tinha arredado Jorge Coelho para o lugar que lhe é devido: o dos políticos nacionais mediocres a quem já ninguém passa o "microfone".


quinta-feira, junho 02, 2005

Palpitando

"Ficou claro para mim que os portugueses gostam mais de diagnósticos do que soluções. Somos todos comentadores políticos, seleccionadores nacionais, treinadores de todos os clubes. Temos palpites inteligentes. (...) Nós somos brilhantes a apontar o dedo, criticar, a dar solução. Ou melhor, a dar a táctica (...) O problema é que depois não fazemos. (...) Palpitamos, mas não nos palpita cumprir."

Pedro Rolo Duarte in DNa - 18.03.2005

Marcello, herói póstumo

Marcello tinha planos para independência de Angola

Um dia destes ainda se descobre que Marcello Caetano sabia que havia abuso de menores na Casa Pia e que tinha um plano para combate-lo. Ou que colaborava no Priorado de Sião para manter a verdade fora do alcance dos senhores do mal…

quarta-feira, junho 01, 2005

Um gajo do contra

Reduzir a atitude do advogado José Sá Fernandes a uma manobra de 'marketing' é reduzir a cidadania à dimensão do oportunismo político. Até prova em contrário, não é isso que sucede.

Pedro Rolo Duarte in DN - 10.05.2005

"Sá Fernandes revelou coragem na forma como enfrentou interesses, ilegalidades e trapalhadas. O homem das acções populares quer agora avançar com uma candidatura independente à CML. Apressadamente já o censuraram por isso, mas não se percebe porque é que alguém que tem trabalhado em defesa de Lisboa não pode concorrer a edil da cidade."

Pedro Lomba in DN – 13.05.2005