sexta-feira, agosto 19, 2005

Porque gosto do DNa?

"O maior conforto que um consumidor de imprensa pode ter é quando lê um artigo num jornal que ele próprio gostaria de ter escrito"

Pedro Rolo Duarte in DNa - 06.05.2005


quinta-feira, agosto 18, 2005

Non-sense

"Fernando Gomes na Galp? Porque não António Mexia a editar poesia na Assírio & Alvim? E Eusébio a dirigir a programação da RTP? E Lídia Jorge na direcção da Federação Portuguesa de Futebol? E Ricardo Araújo Pereira no Ministério das Finanças? E Mota Amaral a comandar os destinos da Antena 3? E que tal José António Saraiva a dirigir o Inimigo Público? No reino do "vale tudo" a que chegámos, mais valia assumir o non-sense do mundo político. Com ou sem reformas. Tanto faz, no fundo."

Pedro Rolo Duarte in DNa - 10.06.2005



quarta-feira, agosto 17, 2005

Mensalão

"Nas últimas eleições, os brasileiros confundiram Lula da Silva com Nossa Senhora, atribuindo-lhe o papel de virgem imaculada disposta a converter os pecadores. Que é como quem diz: do político impoluto empenhado em moralizar um país minado pela corrupção. Só que Nossa Senhora tem uma vantagem competitiva em relação a Lula: está lá no Céu, onde só há harpas e anjinhos. Lula, pelo contrário, arrasta-se pela Terra do choro e do ranger de dentes, imerso numa cultura secular de compadrío, que só o mais ingénuo dos ingénuos poderia pensar que desaparecia num estalar de dedos"

João Miguel Tavares in DN - 08.07.2005


terça-feira, agosto 16, 2005

A indústria dos opinansos

O raciocínio que José Gomes Ferreira, sub-director de informação da SIC, emite no artigo a indústria dos incêndios é bom de se ler.

Boa análise, bons palpites sobre a realidade que nos assombra todos os anos.

Uma indignação apenas: quando é q o jornalismo "da nova era" deixa de ser opinativo e passa a investigar e a mostrar na praça pública os "tais" que ganham com a destruição das nossas florestas?

Minha rica Capital, meu rico jornalismo de investigação dos antigamentes...

segunda-feira, agosto 15, 2005

Na praia

"Volta não volta, os pais das Cátias e dos Rúbens levam a aparelhagem de casa e põem a Rute Marlene a cantar para toda a praia ouvir. E levam os caniches, que defecam aqui e ali, e que às vezes se metem em lutas com outros quadrúpedes ou então fornicam em desenfreio, deixando-os sem resposta quando os putos perguntam: mãe, o que é que os cãezinhos estão a fazer?"

Sónia Morais Santos - 10.06.2005

domingo, agosto 14, 2005

O estado das artes

"O rock está replecto de pose vazia. Foram criados determinados gestos e toda a
gente se limita a repeti-los. Estando numa banda rock acho acho difícil ser
relevante. O único aspecto relevante é teres ou não sucesso e esse não me
parece um bom critério. Tens que tentar fazer algo que penses ser importante,
ou não necessáriamente importante, mas que aches que necessita ser feito."

James Murphy (LCD Soundsystem) in DN:música - 01.07.2005


sábado, agosto 13, 2005

Opium



"Todos os fins-de-semana, cerca de 120 milhões de cidadãos norte-americanos assistem a ofícios religiosos, ou seja, mais do que os que, no decurso de um ano inteiro, vão aos estádios e ginásios ver ou praticar algum desporto, uma estatística que desmonta o antiquíssimo lugar comum segundo o qual este é um país materialista, onde a obsessão pelo dinheiro e pelo culto do corpo sufocou a vida do espírito. Na verdade, nos nossos dias, apenas em países muçulmanos fundamentalistas a religião absorve tanta gente e por tanto tempo como na pátria de Wal Whitman."

Mário Vargas Llosa in DNa 27.05.20

sexta-feira, agosto 12, 2005

Portugal total

"Está a gerar-se o pânico na sociedade portuguesa. Não é o crime que cria problemas às pessoas, mas o pânico e o medo. Em Portugal, está a formar-se o pânico e o medo."

Godelieve Meersschaert in A Capital - 29.06.2005

quinta-feira, agosto 11, 2005

Hoje é dia de Antena Livre



Na era em que muitos críticos do serviço público fustigam a RDP e RTP, estas dão-nos exemplos de que são de utilidade para o país.

A Antena 3, a rádio estatal para públicos mais jovens, desde as direcções de Luís Montez e Luís Marinho veio a posicionar-se melhor no e para o mercado. A nova era de música hip hop, pop, rock, etc ganhou mais protagonismo nos média e nos tops devido à promoção realizada por esta frequência. Enquanto RFM, Best Rock e outras várias afirmavam que não podiam passar música nacional porque arruinaria o seu negócio, como empresas privadas que eram, a rádio de Alvaro Costa, Miguel Quintão e outros, mostrou que o contrário também estava certo.

Antena Livre é uma rubrica arrojada, mas que serve decentemente Portugal. À Quintas a Antena 3 passa só música de bandas lusas já com trabalho editado. Em cada hora destaca o percurso, e dá a conhecer um tema, de uma banda sem disco. Coisa impossível antes da administração de Luís Marinho. Justificavam não poderem passar material de bandas ainda não afirmadas porque "dava prejuízo à emissora".

Afinal serviço público é para promover a moeda ou a cultura? Apoiar a diversidade ou olhar para os cifrões?

quarta-feira, agosto 10, 2005

Medicamente

"Costumo dizer que, entre as várias coisas que não me ensinaram, também me ensinaram mentiras: a primeira mentira que me ensinaram é que o pediatra era o médico das crianças. Não é! O pediatra é o médico da criança, mas também da mãe, do pai, do avô, da avó, dos irmãs e de todos aqueles que convivem com o bébé."

João Carlos Gomes-Pedro (pediatra) in DNa 18.03.2005

terça-feira, agosto 09, 2005

É que é já a seguir

"O Governo está ainda em período de 'lua de mel', mas afigura-se um Verão quente"

André Freire - O Diabo, 21-06-2005

"Em vésperas de férias generalizadas, a contestação social às políticas de contenção e de combate ao défice marca o ritmo (...) e desde já se anuncia um 'Verão quente' como há muito não se vê"

Reginaldo Rodrigues de Almeida on Jornal de Negócios - 07.07.2005


Continua-se a fazer típica oposição lusa: arrasar e descridiblizar o governo quanto antes.
As linhas de política resultam a médio, longo prazo mas a política, a luta de lobbies de engravatados, quer-se sem tréguas.
Só assim se pode perceber que em vez de se fazerem pactos entre correntes de pensamento a fim de Portugal ver em prática ideias políticas - boas ou más só se verão a longo prazo - se esteja em sucessivas mostras de "indignação", "erros colossais", etc

Infelizmente, para quem assume a responsabilidade de melhorar o país, a revitalização pode esperar.

segunda-feira, agosto 08, 2005

Eficiência

"[as decisões são tomadas]por estruturas superiores que não percebem nada, não preparam as reuniões, nem lêem os dossiês."
António Wagner Diniz (Director do Conservatório de Lisboa) in Actual - 02.07.2005

A afirmação foi feita em jeito de acusação ao IPPAR que, após ter recebido 15 faxes, segundo Wagner Diniz, não se tinha pronunciado. Dia a dia, o edifício do Conservatório está cada vez mais degradado.

domingo, agosto 07, 2005

Vocalista sensação

Eis um talento que cresce de ensaio para ensaio, de concerto para concerto.
Enquanto Ozzy vai perdendo a voz, outros vão-lhe tomando o protagonismo.

Vejam só!

sábado, agosto 06, 2005

sexta-feira, agosto 05, 2005

Portugueses ao polígrafo

Sinais dos tempos: mês a mês temos "auditorias" ao nosso estado de espírito.

Segunda-feira, com sobejo grafismo, o DN que noticiava

Portugueses mais pessimistas depois da euforia das eleições

São instrumentos decorativos que não abrem empresas, não criam união, não aquecem nem arrefecem o país, mas servem para criar um clima muito típico. O de estarmos em constante estudo introspectivo e não ~só.

Vivamos estes índices enquanto existem!

quinta-feira, agosto 04, 2005

Menos um!

E começa este fim-de-semana outro Festival de Verão, Festival Sudoeste na Zambujeira do Mar. Desculpem este desabafo mas jás lhes perdi a conta: é Vilar de Mouros, Paredes de Coura, Ilha do Ermal, Hype@Meco, Super Bock Super Rock. Mas por outro lado é interessante verificar que num país em crise os festivais crescem, acho que a cada ano que passa surgem novos festivais, é porque rende. E eu pergunto-me: mas onde é que a malta vai buscar "guita" para ir a tanto festival?

Dá Deus palha a quem não tem...

A CNA (Confederação Nacional de Agricultores) exigiu ao Governo que assegure o transporte da palha cedida pela sua congénere francesa, alegando que os agricultores alentejanos dos distritos de Évora, Beja e Portalegre, a que se destina a palha, estão "descapitalizados".

A eterna falta de verba, ou melhor, a eterna dependência do subsidio estatal.
Cedem-te de borla um bem, e ainda reclamas com o governo porque não te disponibilizou o transporte. E esta, heim?

Será que com a poupança que fazem pela não compra de palha, não terão dinheiro para trazer o sustento dos animais.

Haja lata... e palha!

quarta-feira, agosto 03, 2005

Inteligenzia

"Portugal não prestigia a sua inteligência. não divulga os seus cientistas, não promove nas mais variadas áreas os seus maiores criadores. A notoriedade em vida é actualmente sobretudo alimentada pelas televisões. Aparecer regularmente no pequeno ecrã torna o mais anónimo dos cidadãos numa figura conhecida."

Eduardo Barroso in DNA - 24.06.2005

A propósito, ainda numa das semanas que passaram se afirmava que pouca investigação saída das faculdades. Para que servem então? Para dar noções a jovens que entram pelos 20 anos a dentro? Para pagar as carreiras de professores que fazem uma ou duas obras (o seu mestrado e doutoramento) das quais se gabam a vida inteira?

Guterres tinha razão quando falava em "paixão da educação". É com ela que muito pode mudar, contudo, 10 anos após esse discurso nada mudou. Apenas boys daqui para ali. O ensino das faculdades é cada vez uma acção que não beneficia os alunos nem a sociedade.

terça-feira, agosto 02, 2005

Para o melhor e para o pior... chegou o mês de Agosto!
Vejamos: vou falar mais frequentemente franciù, dá-me dóss e calão gestual, usado sobretudo pelos alemães que não sabem que há pessoas que também arranham alemão no Algarve. Vou trabalhar mais (nem vou dar pelo dia passar) e ao final da tarde vou poder ver o pôr do sol numa rede com vista sobre o mar. Nacional 125 e IC1 só de manhã bem cedo e depois de anoitecer. Shopping, sobretudo em dia de chuva ou céu muito nublado, vai ser impossível.

As noitadas vão ser passadas meio com os amigos que vieram passar as férias à terrinha, meio a fugir de tanta testosterona (reprimida durante o resto do ano) a circular por Albufeira. Pode ser que uma vez ou outra me convidem para jantar à luz de velas, não porque seja romântico, mas porque alguém se esqueceu de pagar a conta da luz e se nalgum desses dias estiver muito calor, posso sempre ir dar um mergulho nocturno numa praia perto daqui (Sagres e Costa Vicentina, só a partir de Outubro).

O número de betos por metro quadrado vai começar a tornar-se insuportável, mas desde que não tirem os sapatos de vela, 'tá-se bem. O número de ricas que mentem na idade das crianças e dos velhotes para terem mais descontos vai tornar-se absurdo. A praia onde costumava ir também já está intransitável, com tanta aspirante a figurante em fotografias de pseudo-famosos. Também já é considerável o número de malta a meter mais gelo no fundo do copo para a bebida aguentar mais meia-hora, mas...

...Eu nasci para passar o mês de Agosto no Algarve e gosto disto!

À vossa Saud

Ontem converteu-se em objecto frio e inanimado o humano Fahd, um daqueles que se julgava líder, por ordem divina, de um povo submisso e mudo, aos seus comandos. Era o administrador de um país inventado, pela sua família: a Casa Saud.

Há quem diga que a monarquia Saudita das mais injustas e crueis da península arábica. Há quem diga que quando o clã que une o país cair, se solta um ninho de vespas.

Sobe hoje à cena na 2: às 22h30 um documentário (a exibição fora marcada antes da morte do "monarca") sob o clã Saud e as suas gigajogas políticas internas e externas.