segunda-feira, setembro 19, 2005

"Grande ordinário"

Carmona e Carrilho mostraram no debate da semana passada que não têm ideias e nem perfil. De um lado um maniaco intelectualoide, que se sente dono da razão. De outro um Engenheiro que trabalha há quatro anos na autarquia a que se candidata e que se faz passar pelo profissional competente que sente e respira as agruras dos seus considadãos. Só imagem.

Carmona abriu as hostilidades dizendo logo estar a ser vítima "de insultos de carácter pessoal". Como pessoa equilibrada, cristão devoto provavelmente, ripostou.
Com riso sacana foi até ao extremo sangramento do seu rival. Sabia que Carrilho se enervava facilmente se recorre-se a questões "de casa de banho". Carrilho perde a paciência, e o virar de costas final é disso consequência. Carmona foi coerente no final, ao insultar o seu adversário com um sonoro "grande ordinário".

Não é humano que candidatos que se insultam, deputados que se degladeiam na assembleia, confraternizem com o melhor dos humores após despiques. Isso é espectáculo, são boas representações e nervos falsos. Natural é, quando nos ofendem sádica e cinicamente, sentirmos que não temos de respeitar etiquetas. A vida continua atrás das câmaras.

Não votaria em Carrilho e embora compreendendo a sua atitude sei que não se pode livrar de uma série de episódios de péssimo gosto para com e António Guterres, Helena Vaz da Silva e Morais Sarmento. Tanto o "filósofo" como o Engenheiro provaram que não são dignos de governar uma cidade, quanto mais uma vila.

domingo, setembro 18, 2005

Sobre a terra e sobre o mar

"Eu acho que existe assumidamente ma forma de estar portuguesa. Eu às vezes digo que é o culto da tristeza. Mas acredito piamente que nós podemos optar por ser felizes ou infelizes, porque por mais desgraça que no aconteça é a forma como nós vivemos essa desgraça que tudo determina"

Mafalda Arnauth, fadista, in DN:música - 22.07.2005

sábado, setembro 17, 2005

sexta-feira, setembro 16, 2005

Regresso às aulas

"Para que serve a escola? Só para dar emprego aos professores? Para os alunos aprenderem noções? Não, há um aspecto comercial também que a escola se tem de responsabilizar. Formam artistas e depois não os ajudam a singrar."

Rui Paes [ilustrador do último livro de Madonna] in Actual - 10.06.2005


quinta-feira, setembro 15, 2005

Nova temporada na Assembleia da República

"Desde 10 de Março, na abertura da X Legislatura, o único dia em que todos compareceram, os deputados sociais-democratas acumularam 249 ausências, os socialistas 222, os do CDS 50, os comunistas 27, os bloquistas 17 e os "Verdes" quatro, de acordo com o Diário da Assemblea da República"

in Metro - 28.07.2005

E fica a justificação de um dos mais faltosos deputados, Virgilio Almeida Costa (eleito para o PSD por Braga): "Um deputado serve melhor o eleitor a ouvi-lo onde está, ou a estar no plenário a bater palmas a coisas previamente decididas?".
Porque se candidatou afinal? Dr Marques Mendes, conceda-lhe o cargo de saltim-banco do PSD, s.f.fv.

quarta-feira, setembro 14, 2005

Projectos para deslumbrar

Sim, sim. A paisagem de fundo do outdoor é do projecto apelidado "Manhattan Cacilhas". E sim, o candidato autárquico do PS Almada, Dr. Alberto Antunes, é a favor da adopção de esquadrias megalómanas.

Reconheça-se, é contra-corrente. Na actualidade, técnicos do urbanismo, de ambiente, do social e quem decide políticas de investimento advogam o conceito "sustentável", ou seja, o ordenamento equilibrado para resultados económico-sociais e ambientais benéficos..

O Dr. Alberto Antunes é um homem de grandes ideias. É do PS, reconheça-se. O partido dos grandes "feitos", dos gastos de milhões em infra-estruturas que, após realizadas, são encargo para quem as tem de manter. A táctica do PS parece simplista: para grandes males, grandes visuais investimentos.

Com estes cartazes, o candidato do PS morre na praia. Após uma investida com publicidade em que evidenciava ter ideias ponderadas mas de futuro (“é hora de ir em frente”), reaviva uma ferida nunca apoiada pela população ou vereação. Fica engasgado na goela de almadenses que desejavam refrescar as chefias do seu concelho.

“Manhatan Cacilhas” causa repulsa e não causa deslumbramento, sentimento com que um megalómano político pensa dominar o seu fiel voto-depositário. Repulsa como casos pontuais em que aldeias protestam contra incineradoras que são planeadas para os seus quintais. Para lá das fronteiras deles todos aprovam, mas ninguém aceita no seu quadradinho de bem-estar um objecto de mau estar.

Saiba o Dr. Alberto que já existe um projecto desenvolvido para a zona ocupado pela antiga Lisnave. "Sustentável", equilibrado em espaços necessários e sem torres que façam sombra à cidade.

Uma nota final para a infeliz data em que os cartazes foram colocados. Precisamente no dia em que o ex-vice presidente do município do Porto, Paulo Morais, denunciava à Visão os compadrios entre candidatos autárquicos e investidores imobiliários. É de certo coincidência, mas será acaso o facto de o pretendente do PS tirar da gaveta um projecto já mais que arquivado nas más memórias dos habitantes locais e do país?

terça-feira, setembro 13, 2005

Quem é quem?

“Vinte anos passados, com um país submerso numa crise do Estado, das instituições e da própria nação, temos como candidatos únicos a chefiar o Estado o homem que teve dez anos e todos os meios possíveis para reformar o país e, como hoje salta gritantemente à vista, não reformou coisa alguma, e um ex-Presidente que confunde o seu maior prazer com os desejos e necessidades da nação e que acha que ter desfilado contra a guerra do Iraque na Avenida da Liberdade e ter sido recebido com gritos de “Soares é fixe” num acampamento juvenil da Figueira da Foz são suficientes garantias de sucesso para os males de que o país padece”

Miguel Sousa Tavares in Público 02.09.2005

segunda-feira, setembro 12, 2005

O Estádio José

Almada já tem Estádio Municipal. A partir de agora, mais uma despesa, mas uma despesa saudável. É preferível ter "putos" a praticar desporto no relvado do que a "brincar" aos marginais ou aos "Dzrt".

O encontro inicial foi travado pelo Clube Desportivo Cova da Piedade frente ao Almada Atlético Clube no Sábado que passou. Não fosse a centenária rivalidade entre a cidade e aquela sua freguesia urbana, Almada teria um clube forte capaz de se posicionar na segunda divisão B. Entretanto, Almada e Cova da Piedade permanecem irmãos desavindos e os Pescadores da Costa da Caparica, primos afastados.

O Estádio Municipal José Martins Vieira, tem 3000 lugares sentados e 20 lugares destinados a cidadãos com deficiência motora. O campo principal respeita as dimensões definidas pela FIFA e está equipado com relvado sintético.

O nome que "embeleza" o estádio - José Martins Vieira - é uma homenagem ao primeiro presidente da Câmara Municipal de Almada eleito pela população após 25 de Abril. Manias de PCs, chamar-lhe-ia eu.

A liderança do concelho de Almada não perde uma oportunidade para nomear instalações ou topomínia com nomes de seus "heróis". Seria mais oportuno dar ao Estádio o nome de um atleta local. Oceano, Luis Figo (nascido na freguesia onde o estádio se encontra), Luis Boa Morte e outros que de que me esqueço agora partiram de clubes locais.

domingo, setembro 11, 2005

Tango e Fado, Lda

"[o tango] é uma mistura de nostalgia e de presságio. É uma paixão com muitas facetas. (...) parece-me que no tango há mais uma espécie de novela. Há um argumento com várias personagens. O fado é mais lirismo puro."

Horacio Ferrer in DNa - 22.07.2005

sábado, setembro 10, 2005

Tertúlias mania

"Os portugueses descobriram de facto o prazer das tertúlias. Deixaram os cafés e a rua, mas barricaram-se em cenáculos sofisticados com o propósito de discutir os males da Pátria."

Pedro Lomba in DN – 22.07.2005

sexta-feira, setembro 09, 2005

Num país não tropical

"Nos comícios de Santana Lopes vi pessoas com lágrimas nos olhos por causa dessa música [menino guerreiro] e os jornalistas estavam lá e também viram. Mas a campanha foi ridicularizada."

Einhart da Paz (responsável pelo marketing da última campanha de Santana Lopes) in Expresso - 02.07.2005

quinta-feira, setembro 08, 2005

O Senhor das Torres

Belmiro chamou e o circo armou-se. A implosão das torres em Tróia teve direito até à presença do primeiro-ministro e da comunicação social, tendo sido transmitida em directo pela SIC e SIC Notícias.

Derrubaram-se duas torres, mas o que é que vai crescer em lugar delas? Pois, é turismo de luxo... e vai criar cerca de 10.000 postos de trabalho. Sim, sim, e campos de golfe, está-se mesmo a ver. Que certamente poluem mais do que duas torres desabitadas.

Houve momentos caricatos: o playback desmascarado, isto é, a torre que começa a cair enquanto José Sócrates ainda está a accionar o detonador; a cara de frete dos convidados oficiais na conferência de imprensa, enquanto Belmiro de Azevedo critica a demora na concretização do projecto devido à burocracia e, last but not least, uma pérola de sabedoria popular - um habitante local entrevistado dizia qualquer coisa como: "ó homem, para quê este espectáculo? A gente ia lá, deitávamos aquilo abaixo com a nossa força, escusavam de gastar tanto dinheiro!"

Quem pode, pode. E Belmiro não só pode, como manda que se possa.

A fachada do prédio

"Nós perdemos a grandeza e temos apenas a grandiosidade, que é só a fachada."

Batista Bastos in Escrita em dia (Antena 1) - 06.08.2005

quarta-feira, setembro 07, 2005

De “Cálimero” a “Arma de Arremesso”.


Finalmente começaram os esperados debates televisivos de esclarecimento público, relativos à corrida para a Câmara Municipal de Lisboa. Da mesma forma que critiquei o formato dos debates sensacionalistas que passaram na “SIC Notícias” nos quais se de gladiaram os candidatos das câmaras de Oeiras, Gondomar, Amarante e Gaia, gostaria de referir que o formato apresentado nos actuais debates por Lisboa (2 candidatos Vs 1 hora de debate), parecem-me muito mais adequados à intenção de esclarecimento público sobre as ideias e projectos dos vários intervenientes.

Os debates pela CML que já ocorreram, colocaram frente a frente Mª. José Nogueira Pinto (PP) Vs Carmona Rodrigues (PSD), Sá Fernandes (Bloco) Vs Carrilho (PS) e novamente Mª. José Nogueira Pinto (PP) Vs. Ruben de Carvalho (CDU). Nesta fase não irei fazer qualquer juízo de valor sobre os candidatos visto que ainda não se debateram todos entre si, mas uma coisa é certa, a fragmentada esquerda (PS, CDU e Bloco), está com artilharia apontada à direita usando muitas vezes o fenómeno “Santana Flopes”, como arma de arremeço no que toca a similaridades políticas. Com tantas inaugurações “Santanistas” previstas para os próximos tempos, vamos ver se o tiro não lhes sai pela culatra.

Designio: resignação

Os portugueses resignaram-se e, quando não se resignaram, estão em protesto, conforme sucedeu aos militares que esta semana desceram à rua. Os que não se resignam nem protestam vão pensando na emigração como saída. E uma pequena minoria prossegue ilusoriamente a sua vida comum, acreditando sempre que o sítio é remediável.

Os cínicos alegam que não há nada a fazer, de que, no fundo, Portugal é o que sempre foi destinado à pobreza e à ingovernabilidade. Outros responsabilizam o Governo, as férias de Sócrates, a classe política, convencidos que outro Governo, outro Sócrates e outros políticos fariam algo diferente.


Pedro Lomba in DN - 12.08.2005

terça-feira, setembro 06, 2005

"Ah e tal, agora 'tou do vosso lado"

Que quererá significar a frase "de novo do seu lado" que está nos cartazes institucionais do CDS?
a. "Enquanto estivemos no governo estávamos arredados da realidade portuguesa. Foi mais forte que nós, mas agora estamos de volta. A sério."

b. ... (outra hipótese gerada por uma mente muito muuuuinto fértil)

Não entendo.
Assim como não entendo o cartaz do "arregaçar as mangas" de Carmona Rodrigues. Afinal não está há quatro anos na câmara. Caso ganhe, vai começar a trabalhar?

Ele há coisas... que é preciso ter esperteza (espero que não seja saloia) para captar.

domingo, setembro 04, 2005

Novidade: TVI é cultura

"Se o Governo autorizar que um dos dois canais privados portugueses seja espanhol, isso será uma machadada forte na nossa língua, na nossa cultura", afirmou, sublinhando que esta não é uma questão de "nacionalismo serôdio", mas de "defesa da nossa identidade nacional e cultural".


A frase é de Marques Mendes e foi dita na reentré do seu lobbie. Perdão, partido.
Será só dor de cotovelo? Afinal, Marques Mendes nunca perdoou à direcção de programação da TVI o veto do seu nome para a novela Morangos com Açucar.

Boas práticas

Lê-se num saco da loja FNAC:

"Este saco é fabricado de polietileno, material reciclável. A sua destruição por
incineração não liberta gases nocivos nem substâncias corrosivas. A fim de proteger o meio ambiente, não deite este saco na via pública. Use os recipientes de lixo
apropriados. Atenção: este saco nao é um brinquedo. Não deixe ao alcance das crianças. Perigo de sufoco!"


sábado, setembro 03, 2005

Punk lálálá

"A surdez das pessoas é pura e simplesmente mental. Há malta mais nova, ligada ao chamado punk lálálá que não ouve mais nada. (...) Por isso é que não há maneira de os Offspring pararem de vender. É gente que tem muito a ver com o Mp3 e com um ou dois temas, não com um álbum."

António Sérgio in DN:música - 08.07.2005

sexta-feira, setembro 02, 2005

Debates em Promoção

Começou mais uma fascinante corrida às Autárquicas. É já em Outubro que os portugueses irão escolher os representes locais que nos próximos anos irão estar responsáveis pelos destinos das politicas camarárias da pais. Neste âmbito e atendendo promover debate público, esclarecimento de politicas e ideias para o desenvolvimento do pais, a “SIC Notícias” (“a CNN e BBC News Portuguesa”) tem promovido debates entre candidatos de várias Câmaras Municipais. Estes debates na minha opinião têm sido constantemente “negligenciados”, uma vez que têm sido fúteis e pouco esclarecedores para a maioria do eleitorado.

As causas são as mesmas do costume, as mesmas que caracterizam a falta de qualidade informativa e politica, vejamos:

Como se pode explicar que o formato destes debates ainda permitam que os candidatos se interrompam continuamente, interpelando-se uns aos outros deliberadamente para que o adversário não possa, nem consiga expor as suas ideias politicas?

Como se pode aceitar o critério da escolha relativo ao alinhamento dos debates? Porque é que são precisamente os mais polémicos e os que representam o que de pior há na política e nos partidos, a terem uma exposição primária face a debates de autarquias mais importantes e representativas? Por exemplo, o porquê de debates por Oeiras com a polémica “Isaltino”, Amarante com a polémica “Avelino”, Gondomar com a polémica “Valentino”, terem preponderância face aos debates Lisboa, Porto, Coimbra, Faro, etc. .? Será pelo sensacionalismo?

Como se pode aceitar que os moderadores (inexperientes) da SIC Notícias, permitam que os candidatos dominem os tempos de exposição uns dos outros permitindo a confusão total em detrimento do esclarecimento público? Que achem piada, que esbocem sorrisos e piscadelas de olhos aos candidatos, quando estes são mais atrevidos, que sejam coniventes com insultos e insinuações que não credibilizam a politica e a própria estação? Já se ouviu de tudo, “Avelino” com a celebre frase para o candidato do PSD: “vista calças, seja sério…”, ou, “Seara” para “João Soares”, “em 2009 vamos os dois andar de bicicleta na ciclo-via”, já para não falar de outros insultos como “Mentiroso”, “Aldrabão”. São tantas as asneiras e tão criativas, eu próprio tenho dificuldade de me lembrar de mais exemplos, tal era a estupefacção do momento.

Mais grave, como podem passar impunes acusações sérias e comprometedoras que surgem no calor dos debates relativas a financiamentos, desvios de verbas, tráfego de influências, Lobys, etc.… . Será que ninguém com responsabilidades politicas e jurídicas vê ou monitoriza o que se passa?

Uma coisa é certa, nestes debates o que dá para entender para além do facto de que existem para nada esclarecer e lançar confusão total sobre o eleitorado, é que o que está na mira das estratégias politicas autárquicas, são essencialmente Parques Industriais e Estradas. Andam todos à volta do mesmo. Parece-me que faltam ideias concretas, relativas a turismo, educação, ideias concretas para o desenvolvimento de sectores industriais regionais chave (produtos e marcas), medidas concretas de atractividade empresarial, calendarização, ou seja, estratégia integrada e etc.., etc…
A impressão que me dá, é que não há nem parece querer haver lugar para esclarecimentos sérios, ideias próprias concretas e comprometimento para o desenvolvimento regional. Esta é a base do nosso problema Portugal.

Fadinho da solidariedade II

De novo, o portuga responderá ao fadinho da solidariedade.
Fomos caridosos para com as vítimas do sudoeste asiático, seremos porreiraços para os que foram lesados com os incêndios da temporada 2005?

A Cáritas e a RR relançam a campanha que nasceu há dois anos. E a Santa Casa da Misericordia, estará disponivel para auxiliar essas pessoas? Os euros que recebem semanalmente nos jogos de azar visam, antes de tudo, a solidariedade. São contribuições que atingem números astronómicos. Serão bem distribuidos? Será tão vil a nossa desgraça que tenhamos de recorrer à ajudinha solidária de cada praça do país?

quarta-feira, agosto 31, 2005

Le Monde!

Acabei de receber um e-mail que refere que, de acordo com o conceituado jornal francês Le Monde, Portugal é totalmente banhado pelo Mar Mediterrâneo e que o nosso primeiro-ministro é Santana Lopes.

Aqui deixo os links para mostrar que os franceses têm uma imaginação muito fértil...

www.lemonde.fr/web/vi/0,47-0,54-681907,0.html
www.lemonde.fr/web/article/0,1-0@2-3214,36-683643@51-673741,0.html
www.lemonde.fr/web/vi/0,47-0@2-3214,54-628304@51-673741,0.html

O 31/08

Já existe o 11/09 e o 11/03, espinhas atravessadas na goela da civilização ocidental. São datas associadas a tragédias, a números elevados de mortes.

Alguém vai propagandear o 31/08 a partir de hoje?
O número de vítimas mortais no norte de Baghdad ascende já a 1000 depois de pânico gerado a na peregrinação anual Shia.

Quero ver logo a noite na TV, os minutos que se dedicam aos casos Katrina e Iraque.

Mário Soares (re)candidata-se em 2005, 2020 e 2035

Nos corredores da politiquisse sabe-se que o candidatura para 2005 do ex-Primeiro Ministro e Presidente da República Mário Soares, é só parte de um plano mais vasto.

Recorrendo à ciência genética, num trabalho que aumentará significativamente a esperança de vida, o nosso futuro (com sorte) Presidente, prepara-se para marcar presença nas eleições de 2020 e 2035.

Grandes planos!



terça-feira, agosto 30, 2005

“Alice” num país chamado Portugal.

Esta é a primeira vez que escrevo neste blog, escrevo porque me apetece escrever sobre coisas que sei que não vão fazer a mínima diferença, e é precisamente por essa razão que as vou escrever.

PORTUGAL, o pais “LUSO” onde habita um povo brilhante como a água que navegou nas descobertas quinhentistas, que dominou metade do mundo e rotas comerciais mais invejadas, um povo que se habituou a governar à lei de guerras, alianças, traições, conspirações e revoluções, um povo de gentes de boas tradições e brandos costumes, assolados um dia por uma “velha senhora”, que quando partiu lhes deixou um jardim de cravos mal plantados, um jardim imaturo, frágil, delicado, pobre… .

A realidade do país das reformas necessárias às reformas, das reformas simplesmente necessárias, onde o povo de fácil trato, afável e bom garfo, tem a barriga cheia de fome intelectual, incapaz de sair do seu próprio vazio. Um vazio inconsciente, que o torna sonhador e consequentemente feliz. Um sonho alimentado, por “eles”, sempre por “eles”.

“Eu, Tu, Nós, Vós, Eles”, um povo que vive um conto do género “irrealo-surrialista”, onde tudo e nada acontece. Capazes, Estagnados e Felizes.

Primeiro-ministro promovido a bombeiro?

"mesmo que o País esteja a arder como acontece todos os anos, que ajuda imprescindível se pode esperar de um primeiro-ministro em serviço? O País precisa mais de bombeiros, aviões e polícias do que primeiros-ministros (...)
Não esquecer este princípio: quem nos governa deve ser uma criatura normal. Algum ócio e indisciplina só lhe fica bem."

Pedro Lomba in DN - 19.08.2005

segunda-feira, agosto 29, 2005

La féria

"A ideia que fica do congresso é a imagem mais pura da política em Portugal: quando o barco afunda, fogem como ratos desesperados ou escondem-se atrás de moções sem líder, só para "inglês ver". Um dia destes, quando a coisa correr mal para o PS, voltam todos para os "sacrifícios" que "o país exige" e o "debate" interno vai tornar-se luta intestina."

Pedro Rolo Duarte in DNa - 15.04.2005

Já lá vão os tempos em que as máquinas partidárias nem nas férias nos deixavam sossegados. Haviam as reaberturas anuais . PS e PSD costumavam ter comicios no Algarve, largamente transmitidos nos média. Aliás, a dos laranjinhas realizou-se no passado fim de semana. Os fogos ou uma nova forma de lidar com a política por parte dos média, abafaram Marques Mendes, sujeito já de si "abafadisso".

Ah, belos tempos em que se reuniam os partidos para se mostrarem na tv!
Alguém lhes inventa um novo congresso, se faz favor?


sábado, agosto 27, 2005

A criação

Sondagem: Eleita a criação mais influente dos últimos 50 anos
Ah, se Pessoa, Stravinsky e Picasso tivessem desenvolvido trabalho nas últimas décadas do século passado! Qual Bob Dylan, qual quê!

Adoro estas sondagens... pop.


sexta-feira, agosto 26, 2005

Comentaristas

"Numa manifestação da menoridade da sociedade civil, o comentário tem estado
quase sempre entregue ao diálogo com políticos no activo, na prateleira, semi-reformados ou falsamente reformados, como é o caso de Mário Soares. Passa-se o mesmo no comentário desportivo: além de Rui Santos (SIC), não existem comentadores independentes. A aldrabice suprema da informação desportiva são os programas em que os comentários sobre os clubes são feitos por fanáticos desses mesmos clubes".

Eduardo Cintra Torres in Público - 05.06.2005

quinta-feira, agosto 25, 2005

Alguém consegue perceber isto?

Rapsódia

Denunciante do «saco azul» retira queixa contra Felgueiras

É o que diz o digital Portugal Diário.
Só falta ao "denunciante" ir receber ao aeroporto Fátima Felgueiras e faze-la passar por uma passadeira vermelha.
Com recandidatura ou não, as jogadas à volta da autarca de identidade brasileira mostram o poderio de influência que tém cá e além mar.

Ainda há de aparecer no 1.ª Companhia.

And now, for something completely different...

... blogs!

Não me tinha ainda debruçado sobre o ofício "blogs". Desprezo o comentário narcisista que o blogueiro faz da sua acção. O tal que defende esse meio como coisa mais bela e essencial coisa à face do planeta. Não o é, mas não deixa de ser uma forma substancial de comunicar.

Para mim é uma forma de guardar, datando, as reflexões que faço do mundo, português essencialmente. Faço-o sobretudo de forma egoísta. De mim para mim, como dizia o menino Nelito. Ter ou não receptores, é secundário.

Podem bem ser capítulos datados que a prazo deixam de fazer sentido e que convem, aos seus criadores, fechar. Compreendo assim a extinção de alguns blogs, extinção que, para "analistas" desta forma de comunicação, é sinal de crise na nacional blogoesfera (que nome horrível). Encaro o fim do Fora do Mundo, Aviz, Barnabé e outros que não conheço como um natural curso da vida.

Quantidade não é qualidade, contudo analisam-se usualmente os blogs portugueses ora pelos número sde visitas e de existência, ora pelos autores conceituados - conhecidos, diga-se - que reúnem. Desde o fim do Barnabé, várias reportagens dos média convencionais apontam para a crise que a sociedade blogueira nacional. Recordam a extinção de blogs políticos e o decrescer da quantidade de blogs escritos por portugueses.

Por um lado elogiam-se os blogs pelo lado da pluridade, por outro referênciam-se constantemente 5 a 10 blogs, como se representassem o todo ou resumissem as suas caracteristicas. Veja-se a reportagem de Paulo Querido na última revista Única do Expresso. Não, a blogoesfera nacional não é demasiado politiqueira. Se forem contabilizar e qualificar os blogs nacionais terão, provavelmente, como maioria os blogs/diários.

Não observo crise. Constato felizmente que os blogs têm trazido mais reflexão sobre a nossa sociedade. Levaram a renovação possível a alguns média - os que deixaram - com a oportunidade que foi dada a alguns opinadores blogueiros a colaborar em jornais. Veja-se Pedro Mexia. Actualmente Portugal é o lugar no qual não se dá oportunidades a novas gerações e em que não se estimula o espírito crítico... e os blogs são uma forma de afirmação e de reflexão.

A Internet poderá ter defeitos, mas tem por vantagem o facto de não poder - até agora - ser dominada por uma opinião comum, jornaleira, politiqueira. Quem desejar expressa-se, quem procurar lê as multiplas opiniões que são escritas diariamente em... blogs, páginas, forums.

quarta-feira, agosto 24, 2005

Nogueira Pinto fará carreira na publicidade

É sabido que a escolha do slogan "... em boas mãos", teve plano a longo prazo.

Com o poleiro mor inacessível, Maria Nogueira Pinto (da casa Nogueira Pinto), depois das eleições fará das suas mãos o seu ganha pão.



Nos "corredores" do marketing, disputam-se as extremidades dos membros superiores da ex-directora da Santa Casa da Misericórdia. Com mãos exibidas em tão bom estado nos novos outdoors do CDS-Lisboa, empresas de produtos de lava loiças, toalhinhas humídecidas, máquinas de tricotar, e mesmo consórcios de limpeza sonham com os rios de dinheiro que poderão facturar com um anúncio protagonizado pela candidata "popular".

Depois de Zézé Camarinha, só mesmo uma Maria para nos alegrar nos intervalos da novela...

terça-feira, agosto 23, 2005

Ai o tamanho, o tamanho...

"Há duas semanas gozei com o maior ecrã de cinema do mundo, presente - também - em Portugal. É verdade. Se há coisa que realmente me amorfina (já tive ocasião de o dizer) é esta nacional obsessão pelo tamano. Sim, o tamanho tem a sua importância. Mas não, não é o aspecto mais importante da existência. Certo é que o país, de há um tempo a esta parte, anda ensadecido com a hipérbole, sempre em busca de construir ou exibir coisas grandes, maiores que as dos países vizinhos, de preferência maiores que as do mundo inteiro."

Sónia Morais Santos in DNa - 01.07.2005

segunda-feira, agosto 22, 2005

Piano Fraude


Chegou ao fim a odisseia do Piano Man. A história que apaixonou a Grã-Bretanha e fez manchetes por todo o mundo era afinal uma fraude.
Assim como se especulou sobre a identidade do jovem, também agora se especula sobre as razões que o levaram a enganar o staff do hospital de Little Brook. Os psicólogos tencionam processar o jovem alemão por este se ter feito passar por doente mental, mas quanto a mim é uma causa perdida. Uma pessoa que faz o que o Piano Man fez, só pode sofrer de um qualquer distúrbio mental.
Os psicólogos não foram capazes de se darem conta de que estavam a ser enganados; ou o Piano Man era muito bom, ou os médicos não são tão bons como proclamam. Uma coisa é certa: coisa que ninguém naquele hospital é, é bom conhecedor de música. É ridículo como uma pessoa que nem sabe tocar se consegue fazer passar por pianista clássico.

"Fotogénica labareda"

"A cobertura dos fogos pelas televisões há muito que ultrapassou a estrita necessidade de informar: é uma orgia de chamas e de jornalistas em competição pela maior, mais perigosa e mais fotogénica labareda."

João Miguel Tavares in DN - 19.08.2005



Esta já é a terceira foto da temporada de fogos - todos os anos presente - que me agarra a atenção. Boa "flashada". O curso que jornalistas receberam do Cenjor neste ano está a dar resultados. Não é ironia.

Nos média nacionais, continua-se a priviligiar o sensionalismo em detrimento do essencial: porquê, como, quem é responsável pela anormal taxa de incendios?

Que nos jornais televisivos, continuem a dar 30 minutos de chama e cinza... não contaram comingo como cliente, de certeza.

domingo, agosto 21, 2005

Fim.

Não resisti... e li o artigo da CNN sobre a exibição do último episódio da série Six Feet Under. Vai para o ar hoje nos EUA.

Isto é, fiquei a saber de muitos acontecimentos que provavelmente só vão ser exibidos em Portugal lá para 2006. É facto: toda a última série será um dramalhão total, sendo que, como nos foi habituado, alguns dos principais eventos já se terão desenrolado antes dos 75 minutos finais.

Como poderia eu ficar a aguardar pelos últimos momentos da que eu considero ser a melhor série dramática já realizada?



Rest in Peace!

F(l)ama

"Hoje as pessoas lançam-se para ser apenas famosas. não lhes interessa como, nem porque a alcançam, mas muitas vezes apenas por estarem sentados num jacuzzi num reality show na televisão. Esse mundo é completamente diferente do meu e não corresponde ao que me interessa e preocupa. O culto da fama ensombra quem é criativo e está a fazer coisas."

Nick Rhodes [Duran Duran] DN:música - 10.06.2005


sábado, agosto 20, 2005

20.48h. A entrevista de Miguel à SIC já enjoa e está na altura de fazer zapping. Mas, oops, o que é isto na TVI? Uma jornalista em top e de cabelinho arranjado? Deve estar a cobrir algum evento, não? O que é aquilo ali atrás dela? Sim, ali ao fundo. Parece fogo. Olha, pois é; Aldeia de Cima, Pampilhosa da Serra! Ihihihi, coitada. Devia estar pronta para curtir a night e puseram-na a cobrir o incêndio! De outra maneira não percebo o que é que a jovem está a fazer com um top decotado num incêndio. Será que não sabe que as fagulhas QUEIMAM? Algo me diz que, se não sabia, há-de ficar a saber.

PS: se alguém arranjar fotos dessa bela cena, enviem para o mail do blogue, por favor! {marcaustico@gmail.com}

Morangos com raticida

sexta-feira, agosto 19, 2005

Porque gosto do DNa?

"O maior conforto que um consumidor de imprensa pode ter é quando lê um artigo num jornal que ele próprio gostaria de ter escrito"

Pedro Rolo Duarte in DNa - 06.05.2005


quinta-feira, agosto 18, 2005

Non-sense

"Fernando Gomes na Galp? Porque não António Mexia a editar poesia na Assírio & Alvim? E Eusébio a dirigir a programação da RTP? E Lídia Jorge na direcção da Federação Portuguesa de Futebol? E Ricardo Araújo Pereira no Ministério das Finanças? E Mota Amaral a comandar os destinos da Antena 3? E que tal José António Saraiva a dirigir o Inimigo Público? No reino do "vale tudo" a que chegámos, mais valia assumir o non-sense do mundo político. Com ou sem reformas. Tanto faz, no fundo."

Pedro Rolo Duarte in DNa - 10.06.2005



quarta-feira, agosto 17, 2005

Mensalão

"Nas últimas eleições, os brasileiros confundiram Lula da Silva com Nossa Senhora, atribuindo-lhe o papel de virgem imaculada disposta a converter os pecadores. Que é como quem diz: do político impoluto empenhado em moralizar um país minado pela corrupção. Só que Nossa Senhora tem uma vantagem competitiva em relação a Lula: está lá no Céu, onde só há harpas e anjinhos. Lula, pelo contrário, arrasta-se pela Terra do choro e do ranger de dentes, imerso numa cultura secular de compadrío, que só o mais ingénuo dos ingénuos poderia pensar que desaparecia num estalar de dedos"

João Miguel Tavares in DN - 08.07.2005


terça-feira, agosto 16, 2005

A indústria dos opinansos

O raciocínio que José Gomes Ferreira, sub-director de informação da SIC, emite no artigo a indústria dos incêndios é bom de se ler.

Boa análise, bons palpites sobre a realidade que nos assombra todos os anos.

Uma indignação apenas: quando é q o jornalismo "da nova era" deixa de ser opinativo e passa a investigar e a mostrar na praça pública os "tais" que ganham com a destruição das nossas florestas?

Minha rica Capital, meu rico jornalismo de investigação dos antigamentes...

segunda-feira, agosto 15, 2005

Na praia

"Volta não volta, os pais das Cátias e dos Rúbens levam a aparelhagem de casa e põem a Rute Marlene a cantar para toda a praia ouvir. E levam os caniches, que defecam aqui e ali, e que às vezes se metem em lutas com outros quadrúpedes ou então fornicam em desenfreio, deixando-os sem resposta quando os putos perguntam: mãe, o que é que os cãezinhos estão a fazer?"

Sónia Morais Santos - 10.06.2005

domingo, agosto 14, 2005

O estado das artes

"O rock está replecto de pose vazia. Foram criados determinados gestos e toda a
gente se limita a repeti-los. Estando numa banda rock acho acho difícil ser
relevante. O único aspecto relevante é teres ou não sucesso e esse não me
parece um bom critério. Tens que tentar fazer algo que penses ser importante,
ou não necessáriamente importante, mas que aches que necessita ser feito."

James Murphy (LCD Soundsystem) in DN:música - 01.07.2005


sábado, agosto 13, 2005

Opium



"Todos os fins-de-semana, cerca de 120 milhões de cidadãos norte-americanos assistem a ofícios religiosos, ou seja, mais do que os que, no decurso de um ano inteiro, vão aos estádios e ginásios ver ou praticar algum desporto, uma estatística que desmonta o antiquíssimo lugar comum segundo o qual este é um país materialista, onde a obsessão pelo dinheiro e pelo culto do corpo sufocou a vida do espírito. Na verdade, nos nossos dias, apenas em países muçulmanos fundamentalistas a religião absorve tanta gente e por tanto tempo como na pátria de Wal Whitman."

Mário Vargas Llosa in DNa 27.05.20

sexta-feira, agosto 12, 2005

Portugal total

"Está a gerar-se o pânico na sociedade portuguesa. Não é o crime que cria problemas às pessoas, mas o pânico e o medo. Em Portugal, está a formar-se o pânico e o medo."

Godelieve Meersschaert in A Capital - 29.06.2005

quinta-feira, agosto 11, 2005

Hoje é dia de Antena Livre



Na era em que muitos críticos do serviço público fustigam a RDP e RTP, estas dão-nos exemplos de que são de utilidade para o país.

A Antena 3, a rádio estatal para públicos mais jovens, desde as direcções de Luís Montez e Luís Marinho veio a posicionar-se melhor no e para o mercado. A nova era de música hip hop, pop, rock, etc ganhou mais protagonismo nos média e nos tops devido à promoção realizada por esta frequência. Enquanto RFM, Best Rock e outras várias afirmavam que não podiam passar música nacional porque arruinaria o seu negócio, como empresas privadas que eram, a rádio de Alvaro Costa, Miguel Quintão e outros, mostrou que o contrário também estava certo.

Antena Livre é uma rubrica arrojada, mas que serve decentemente Portugal. À Quintas a Antena 3 passa só música de bandas lusas já com trabalho editado. Em cada hora destaca o percurso, e dá a conhecer um tema, de uma banda sem disco. Coisa impossível antes da administração de Luís Marinho. Justificavam não poderem passar material de bandas ainda não afirmadas porque "dava prejuízo à emissora".

Afinal serviço público é para promover a moeda ou a cultura? Apoiar a diversidade ou olhar para os cifrões?

quarta-feira, agosto 10, 2005

Medicamente

"Costumo dizer que, entre as várias coisas que não me ensinaram, também me ensinaram mentiras: a primeira mentira que me ensinaram é que o pediatra era o médico das crianças. Não é! O pediatra é o médico da criança, mas também da mãe, do pai, do avô, da avó, dos irmãs e de todos aqueles que convivem com o bébé."

João Carlos Gomes-Pedro (pediatra) in DNa 18.03.2005

terça-feira, agosto 09, 2005

É que é já a seguir

"O Governo está ainda em período de 'lua de mel', mas afigura-se um Verão quente"

André Freire - O Diabo, 21-06-2005

"Em vésperas de férias generalizadas, a contestação social às políticas de contenção e de combate ao défice marca o ritmo (...) e desde já se anuncia um 'Verão quente' como há muito não se vê"

Reginaldo Rodrigues de Almeida on Jornal de Negócios - 07.07.2005


Continua-se a fazer típica oposição lusa: arrasar e descridiblizar o governo quanto antes.
As linhas de política resultam a médio, longo prazo mas a política, a luta de lobbies de engravatados, quer-se sem tréguas.
Só assim se pode perceber que em vez de se fazerem pactos entre correntes de pensamento a fim de Portugal ver em prática ideias políticas - boas ou más só se verão a longo prazo - se esteja em sucessivas mostras de "indignação", "erros colossais", etc

Infelizmente, para quem assume a responsabilidade de melhorar o país, a revitalização pode esperar.

segunda-feira, agosto 08, 2005

Eficiência

"[as decisões são tomadas]por estruturas superiores que não percebem nada, não preparam as reuniões, nem lêem os dossiês."
António Wagner Diniz (Director do Conservatório de Lisboa) in Actual - 02.07.2005

A afirmação foi feita em jeito de acusação ao IPPAR que, após ter recebido 15 faxes, segundo Wagner Diniz, não se tinha pronunciado. Dia a dia, o edifício do Conservatório está cada vez mais degradado.

domingo, agosto 07, 2005

Vocalista sensação

Eis um talento que cresce de ensaio para ensaio, de concerto para concerto.
Enquanto Ozzy vai perdendo a voz, outros vão-lhe tomando o protagonismo.

Vejam só!

sábado, agosto 06, 2005

sexta-feira, agosto 05, 2005

Portugueses ao polígrafo

Sinais dos tempos: mês a mês temos "auditorias" ao nosso estado de espírito.

Segunda-feira, com sobejo grafismo, o DN que noticiava

Portugueses mais pessimistas depois da euforia das eleições

São instrumentos decorativos que não abrem empresas, não criam união, não aquecem nem arrefecem o país, mas servem para criar um clima muito típico. O de estarmos em constante estudo introspectivo e não ~só.

Vivamos estes índices enquanto existem!

quinta-feira, agosto 04, 2005

Menos um!

E começa este fim-de-semana outro Festival de Verão, Festival Sudoeste na Zambujeira do Mar. Desculpem este desabafo mas jás lhes perdi a conta: é Vilar de Mouros, Paredes de Coura, Ilha do Ermal, Hype@Meco, Super Bock Super Rock. Mas por outro lado é interessante verificar que num país em crise os festivais crescem, acho que a cada ano que passa surgem novos festivais, é porque rende. E eu pergunto-me: mas onde é que a malta vai buscar "guita" para ir a tanto festival?

Dá Deus palha a quem não tem...

A CNA (Confederação Nacional de Agricultores) exigiu ao Governo que assegure o transporte da palha cedida pela sua congénere francesa, alegando que os agricultores alentejanos dos distritos de Évora, Beja e Portalegre, a que se destina a palha, estão "descapitalizados".

A eterna falta de verba, ou melhor, a eterna dependência do subsidio estatal.
Cedem-te de borla um bem, e ainda reclamas com o governo porque não te disponibilizou o transporte. E esta, heim?

Será que com a poupança que fazem pela não compra de palha, não terão dinheiro para trazer o sustento dos animais.

Haja lata... e palha!

quarta-feira, agosto 03, 2005

Inteligenzia

"Portugal não prestigia a sua inteligência. não divulga os seus cientistas, não promove nas mais variadas áreas os seus maiores criadores. A notoriedade em vida é actualmente sobretudo alimentada pelas televisões. Aparecer regularmente no pequeno ecrã torna o mais anónimo dos cidadãos numa figura conhecida."

Eduardo Barroso in DNA - 24.06.2005

A propósito, ainda numa das semanas que passaram se afirmava que pouca investigação saída das faculdades. Para que servem então? Para dar noções a jovens que entram pelos 20 anos a dentro? Para pagar as carreiras de professores que fazem uma ou duas obras (o seu mestrado e doutoramento) das quais se gabam a vida inteira?

Guterres tinha razão quando falava em "paixão da educação". É com ela que muito pode mudar, contudo, 10 anos após esse discurso nada mudou. Apenas boys daqui para ali. O ensino das faculdades é cada vez uma acção que não beneficia os alunos nem a sociedade.

terça-feira, agosto 02, 2005

Para o melhor e para o pior... chegou o mês de Agosto!
Vejamos: vou falar mais frequentemente franciù, dá-me dóss e calão gestual, usado sobretudo pelos alemães que não sabem que há pessoas que também arranham alemão no Algarve. Vou trabalhar mais (nem vou dar pelo dia passar) e ao final da tarde vou poder ver o pôr do sol numa rede com vista sobre o mar. Nacional 125 e IC1 só de manhã bem cedo e depois de anoitecer. Shopping, sobretudo em dia de chuva ou céu muito nublado, vai ser impossível.

As noitadas vão ser passadas meio com os amigos que vieram passar as férias à terrinha, meio a fugir de tanta testosterona (reprimida durante o resto do ano) a circular por Albufeira. Pode ser que uma vez ou outra me convidem para jantar à luz de velas, não porque seja romântico, mas porque alguém se esqueceu de pagar a conta da luz e se nalgum desses dias estiver muito calor, posso sempre ir dar um mergulho nocturno numa praia perto daqui (Sagres e Costa Vicentina, só a partir de Outubro).

O número de betos por metro quadrado vai começar a tornar-se insuportável, mas desde que não tirem os sapatos de vela, 'tá-se bem. O número de ricas que mentem na idade das crianças e dos velhotes para terem mais descontos vai tornar-se absurdo. A praia onde costumava ir também já está intransitável, com tanta aspirante a figurante em fotografias de pseudo-famosos. Também já é considerável o número de malta a meter mais gelo no fundo do copo para a bebida aguentar mais meia-hora, mas...

...Eu nasci para passar o mês de Agosto no Algarve e gosto disto!

À vossa Saud

Ontem converteu-se em objecto frio e inanimado o humano Fahd, um daqueles que se julgava líder, por ordem divina, de um povo submisso e mudo, aos seus comandos. Era o administrador de um país inventado, pela sua família: a Casa Saud.

Há quem diga que a monarquia Saudita das mais injustas e crueis da península arábica. Há quem diga que quando o clã que une o país cair, se solta um ninho de vespas.

Sobe hoje à cena na 2: às 22h30 um documentário (a exibição fora marcada antes da morte do "monarca") sob o clã Saud e as suas gigajogas políticas internas e externas.


segunda-feira, agosto 01, 2005

Geração rasca

Madeira: Jardim diz que está no poder em Portugal uma "geração de falhados"

Concordo plenamente e incluo Alberto João nesse lote.
Uns pecam por ambição, clareza de ideias e poder de decisão, outros exageram no sovinisto, protagonismo e em vez de ajudarem quem lhes dá o pilim para os investimentos, estão constantemente rebaixa-los.

sábado, julho 30, 2005

"És tão boa"

"Para quem cresceu com Herman, o seu percurso descendente (nestes anos que leva o Herman SIC) é penoso. Quem tem memória de O Tal Canal e Hermanias e tudo o que veio depois (incluindo a anárquica Roda da Sorte e a sofisticada Enciclopédia) só pode ficar triste com o freak show actual. Cantores pimba, socialites imbecis, meninas e meninos que se despem, malucos de manicómio explorados para gáudio da plateia, músicos e actores apoucados em entrevistas mal conduzidas e apartes grosseiros."

Pedro Mexia in DN - 08.07.2005


sexta-feira, julho 29, 2005

Blá, blá, blá!

"Como se o Prédio Coutinho fosse uma prioridade nacional. Uma enormidade tal que causa prejuízos gigantescos à economia. Situação muito mais grave que aquela que todos conhecemos no Algarve, nomeadamente na Praia da Rocha, onde vários "prédios coutinhos" abundam na linha de costa..."

João Pedro Fonseca in DN - 29.07.2005

É mesmo típico dos portugueses, quando não se faz nada é porque não se faz nada. Quando se faz qualquer coisa não é prioridade nacional. O que eu digo é, por algum lado tem que começar a corrigir os atentandos que existem por esse país fora.

Em que ficamos?

O investimento público não faz milagres

O investimento privado não existe.
É sovina, paga pouco e quer muito. E, como bom português, queixa-se sempre do Estado.

quinta-feira, julho 28, 2005

Já deu para perceber que tenho um problema qualquer com o (mau) uso que algumas pessoas fazem da língua portuguesa. Desta vez deu-me para implicar com o Festival Internacional de Anedotas Alentejanas. Mas qual é a ideia de chamar a esse evento "festival internacional"? As anedotas vão ter tradução para inglês? Só podia ser patrocinado pela TVI...

O grito

A realidade do País exige rigor mas também moderação na terapia. Portugal, apesar dos tiques de novo-riquismo, é pobre, a estrutura da sua economia é frágil e a incapacidade para criar riqueza é gritante.

Um país falido e exaurido é incapaz de se repensar e regenerar.


Miguel Coutinho in DN - 24.06.05

quarta-feira, julho 27, 2005

Chuva

Seja bem vinda Sra. Dona Chuva...

Discurso vazio

Mais uma vez, em declarações à SIC, ele [Mário Soares] repetiu a ladainha da pobreza, insinuando que os terroristas são gente "desesperada" e que vivem "em guetos". Mais do que isso, Soares garantiu que a solução para o terrorismo não pode passar só pela violência, o que pressupõe - já o havia dito há meses - que o Ocidente precisa de "negociar".

João Miguel Tavares in DN 15.07.2005

Politicar é falar. Falar torto, falar direito ou simplesmente falar por falar, marcar presença. Faz-se tão bem à esquerda como à direira. Se Bush é coerente com esta maneira de ver a política, o nosso ancestral Dr. Soares também. JMT regateia contra a converseta do "mestre" de esquerda. Argumentos como terroristas vivem em desespero e em guetos e há que negociar com eles caem por terra ao sabermos que os auto-impludidos nos atentados de Londres eram "gente rude" britânica.

Não queriam negociar, viviam bem e felizes, e não davam sinais nem de desespero nem de viviam em guetos.

Cartão vermelho para o Dr. Soares. Está fora de jogo, há muito tempo! E no entanto...

terça-feira, julho 26, 2005

Ter paciência não chega

O círculo é, de facto, vicioso os governos não têm coragem para resolver o problema orçamental e a sobrevivência dessa crise profunda das finanças públicas vai afastando os partidos do poder. PS e PSD vão-se, assim, revezando na promessa de amanhãs que cantam ou, melhor, de défices que não desafinem.

Miguel Coutinho in DN - 22.07.2005

Tentar não custa

"As palavras-chave na nossa vida eram: empenhamento, militância, crítica, revisão de conceitos de vida. Estávamos naquela altura em que achamos que podemos mudar o mundo. (...) Não sei se podemos mudar o mundo. Sei que temos que tentar ir mudando."

Rogério Alves (bastonário da ordem dos advogados) in DNa - 06.05.2005

segunda-feira, julho 25, 2005

What?

Passei o dia a ser bombardeada com a nova música de David Fonseca. Não havia stress que bastasse, ainda tive de levar com isto!
Fala-se tanto em instituir quotas de emissão radiofónica para a música nacional, mas nada se clarifica acerca do significado desse conceito. Basta ser feita por artistas nacionais ou tem de ser cantada em português de Portugal? É que assim, de repente, lembro-me de não sei quantas bandas que cantam maioritariamente em inglês. E têm alguma notoriedade a nível internacional? Rac rac rac, como se diz na gíria dos chats! Mal, mal, em Portugal... Depois lembro-me de artistas com maior projecção lá fora e que nem os oiço muito na rádio. Claro que também há os chamados sons da lusofonia, desde o Brasil a Cabo Verde - se o mundo inteiro ouve inglês com sotaque, porque não podemos nós ouvir português com sotaque?
E logo pela manhã levo com uma coisa que parece ser uma música ambiente (que raio de ambiente!) e que ainda por cima é a música que o dito artista diz, em entrevista, que sempre sonhou fazer. Quase aposto que o próximo álbum vai ser o álbum que David Fonseca sempre sonhou compôr.
É caso para dizer: "Who are you?"

Ilusões

"Nos últimos anos, apesar de todos os diagnósticos feitos, sempre preferimos a ilusão à verdade. Vestimo-nos com a fatiota de Primeiro Mundo, procurando esquecer a barriga terceiro-mundista e fomos para a festa. Mas a festa acabou e é preciso, seriamente, que percebamos isto."

David Pontes in Jornal de Notícias - 29.06.2005

sábado, julho 23, 2005

Escritores e guionistas

“O mercado é a vida de hoje. Querem conseguir, ou conseguiram, tornar o mercado num facto biológico. Os jovens guionistas estão mais preocupados em vender um guião que em contar uma história. (…) Custa-me acreditar que alguém que não saiba escrever minimamente seja capaz de realizar um filme.

José Luís Cureda in DNa - 24.06.2005

quinta-feira, julho 21, 2005

Assim, sim!



Há que expulsar do governo aqueles que ainda são capazes de gerar a mudança. Há que nivelar a política por baixo e o exemplo tem que começar por cima.

Ironia, claro. O ministro de Estado e das Finanças, Campos e Cunha, era tido por analistas e mesmo por políticos fora do PS, como um profissional sério e competente. Lá vai ele, para o lugar dos portugueses que não têm nervos para aturar a portugalândia política maioritariamente composta por inúteis e pouco capazes seres. Comprovam-no os último 30 , 20 ou, se preferirem, 10 anos de Estado e Assembleia.

Parabéns oposição! Interna e externa.

quarta-feira, julho 20, 2005

Calouste Gulbenkian


Morreu há 50 anos. Portugal muito lhe deve.
Obrigado, Gulbenkian.

Empresário português [Níquel Nausea]



Fonte: DN - 01.07.2005

terça-feira, julho 19, 2005

Cada vez mais, a crise

"Cada português - ganhe o que ganhar - considera-se o único pobre do país. E porquê? «Porque sou bom pá... o que é que queres que faça? Tenho bom coração; estou-me a cagar para o dinheiro - sabes como eu sou! Quero lá saber disso - a mim o que me interessa é a família e os amigos.»

MEC in DNa - 01.04.2005

segunda-feira, julho 18, 2005

O arrastanito III

"É um clássico do jornalismo que é muito mais fácil criar uma mentira do que desmenti-la, quanto mais não seja porque a mente do público está muito mais predisposta a aceitar toda e qualquer fábula que acaricie os seus preconceitos do que aceitar um veredicto de proporções mais modestas. (...)

O arrastão de Carcavelos foi inventado por um polícia enervado por meia dúzia de testemunhas histéricas - e para os jornais e televisões sensionalisto-dependentes pouco importa que não tenha sido verdade, desde que tenha sido bem achado e transmita ao público a reconfortante sensação de que os seus preconceitos e mitos se confirmam"

José Júdice in Metro 15.07.2005

domingo, julho 17, 2005

"Low" fat



Quem é? Quem é?

A "diva", a sex symbol internacional, a senhorita Pop de indiscutível talento.
Está grávida e "menos bonita", digamos assim. Quem nunca a achou apelativa em nenhuma dimensão (vocal, cachola, física) assuta-se ainda mais com a última aparição da dama Spears.

sábado, julho 16, 2005

Aridez do som

Pena a cultura de bandinhas infantis como Ministars e Onda Choque ter terminado! O single "Speed of Sound" dos Coldplay, o tal que com quase dois meses de airplay ainda é apresentado como "música de estreia", seria um hit pela boca de gente pequena. O tom musical utilizado é descritivo, banal e chatinho. Nele um cantarolar juvenil sobre os problemas da puberdade (made in 80s), dos amores de Verão cerrados pela PGA ou um apresentar da teoria da relatividade cairiam bem.

Coldplay são uma icon que, em cada álbum lançado, é investido mais dinheiro em promoção, e mais se espera ser recebido em vendas. Ainda estamos no inicio da sua divulgação e já estamos saturados de "Speed of Sound" imaginem o que será, daqui ano e meio continuar-se a ouvir esse tema na RFM, Radio Comercial e outras, três vezes ao dia. Maçador?

Contra os vampiros...

... alho, muito alho!

Agora, em tempo de férias, pouca roupa e muito mosquito, há-que andar sempre com um dente de alho por perto. Em caso de picada, esfrega-se um alho partido ao meio e aguarda-se; o efeito é quase imediato. Muito melhor que o Fenistil, sobretudo, se não estiver mais ninguém por perto (por causa do cheiro).

sexta-feira, julho 15, 2005

Difamadores e difamados

Veio no Público de há uma semana: o Tribunal Criminal do Funchal condenou António Fontes, advogado e comentador, a pagar uma multa de 2500 a Alberto João Jardim por prática de crime de difamação. Num artigo publicado em 2001 no semanário Tribuna da Madeira, chamou "garotinho" ao presidente do governo regional da Madeira.

Ambientalistas, partidos de oposição regional, emigrantes e jornalistas já ouviram das boas vindas de Jardim. Quanto aos últimos ainda estão frescas as denominações "bastardos" e "filhos da puta" feitas num dia em que Alberto João se sentia mais pachorrento.
Já os políticos madeirenses da oposição não têm sido brindados com novo vocabulário, o mandarim refugia-se em reportório antigo : "rafeiros", "rascas", "incompetentes", "covardes", "mafiosos", "parvalhões", "abutres", "malandros", "canalhas", "vigaristas", "tarados", "tontos", "broncos", "psiquicamente doentes" e "subversivos idiotas".