quarta-feira, outubro 12, 2005

Coisas do passado

"Ao contrário dos irlandeses e dinamarqueses, que quando votaram "não" aos incompreensíveis tratados europeus levaram uma pequena reprimenda paternal e lhes foi dada uma segunda oportunidade de voltarem a votar passado pouco tempo para corrigirem o seu erro, o orgulho gaulês não admitirá que os tratem como imbecis. (...)
É um facto assente que o eleitorado europeu irá votar a proposta de Constituição sem lhe ter posto a vista em cima, sem perceber o que lá está escrito, e sem se interessar realmente plo assunto."

José Júdice in Metro, 20.04.2005

Quem se lembra da discussão sobre o referendo do tratado da UE?
Passaram uns meses.

terça-feira, outubro 11, 2005

Joguinho

"o jogo já está feito e o PS e o PSD vão escolher entre sim de facto, quem será o próximo Presidente. Podem-lhe chamar sufrágio universal, mas, quando a recolha se resume a dois candidatos apresentados pelo núcleo duro proprietário da democracia, só resta a alternativa da abstenção ou do voto em branco."

Miguel Sousa Tavares in Público 02.09.2005

segunda-feira, outubro 10, 2005

Quem lança a táctica no PS

"[Jorge] Coelho conhece o povo e sabe como satisfazê-lo: é preciso que os mandatos tenham um limite, que os vencimentos dos polítivos sejam moderados, que a missão pareça um sacrifício. É também assim que se mantem o poder.
Cumpridos estes requisitos, basta escolher aquele que serve"

Raul Vaz in DN - 29.07.2005

Jorge Coelho foi o principal derrotado das eleições que passaram. Foi ele o responsável pelas escolhas e organização das autárquicas do PS.

sexta-feira, outubro 07, 2005

Criatividade

"Somos pouco corajosos e não arriscamos muito. Temos aquele pensamento de que mais vale um pássaro na mão, do que dois a voar. Publicidade é arriscar, é dar nas vistas. Por exemplo. eu não compreendo quando às vezes me dizem: quero um filme low profile. Então porque é que se vai gastar dinheiro? Publicidade sem chamar a atenção não serve para nada."

Judite Mota, clube de Criativos de Portugal, in 26.09.2005



in Autárquicas em Cartaz

quinta-feira, outubro 06, 2005

Licenças de TV

Tão relevante como estas movimentações é, sem dúvida, verificar que a única coisa de que não se fala nesta polémica é do interesse público em aproveitar a renovação das licenças para avaliar o que nelas poderia ser alterado, de forma a mudar qualquer coisa no triste estado do panorama televisivo nacional. A televisão está hoje reduzida ao tripé reality shows/novela/futebol, que serve, sem dúvida, os objectivos comerciais dos operadores. Mas estes já só emitem para as maiores minorias possíveis.

Miguel Gaspar in DN - 30.09.05

Mas que político terá a coragem de mudar a situação do audiovisual? É certo que a programação que SIC e TVI se propunham dar nos seus canais privados falham com a realidade actual. Alguém conseguirá penalizar ou mudar ambas? Não. Aos contactos e poder que têm, os decisores da república não se atrevem a cumprir o seu dever: fazer do meio audiovisual privado não só um espaço de entertenimento, ou estupidificação, mas também de diversidade e aprendizagem.

quarta-feira, outubro 05, 2005

Coisas do passado

Foi há 95 anos




Foi há 15 dias

terça-feira, outubro 04, 2005

Distanciamento

"De vez em quando, as elites ilumidadas acordam e ficam espantadas por o mundo não pensar como elas, já para não dizer que pensa contra elas."

João Miguel Tavares in DN - 03.06.2005

... e dizem: nós que damos tanto da nossa vida, que subtraímos tempo às nossas famílias, merecemos isto?
Os grupos de pressão a que pertencem agradecem os préstimos dados à (sua) comunidade.

segunda-feira, outubro 03, 2005

Coisas cá da minha terra em tempo de campanha eleitoral

Gosto da técnica da campanha "sobre rodas". Vão uns tipos dentro de um carro com altifalantes, sempre a berrar a mesma ladaínha e de vez em quando até acenam com umas bandeiras. Só não jogam panfletos pelas janelas fora porque cada vez há mais consciência "ecológica" e as pessoas não toleram lixeira eleitoral às suas portas. Dura apenas uns momentos e não há cá beija-beija nem isqueiros ou sacos de plástico para as donas de casa.

Numa dessas passagens pela minha aldeia, estava eu mais atenta à ladaínha. Uma das medidas da lista em questão - Partido Socialista - seria renovar o parque automóvel da Junta de Freguesia. O PS, passo a explicar, está a tentar ganhar a Junta (e quem sabe, a câmara) ao PSD. É verdade que em quatro anos de mandato PSD pouco se viu de novo, para além da já célebre "Avenida das Palmeiras Mortas", obra da presidente da Câmara. Mas uma nova frota automóvel para... a Junta?

Fiquei a pensar se teria ou não ouvido bem, uma vez que o carro ainda vinha lá ao longe. Quando se aproximou do casario, deixou de se ouvir a ladaínha eleitoral e puseram um cd de música. "Afinal era isso, o que eles querem é dar-nos baile!"

Almada? Sim!



Sim... estamos em campanha para eleições autárquicas. Nestas tem imperado o bom debate e exposição de ideias.

Reparem como o candidato Pedro Roque do PSD, anuncia propósitos seus para a cosmopolita Almada.

sábado, outubro 01, 2005

Perspectivas de vida

"A gente com 20 anos quer mudar o mundo, com 30 quer comprar uns sofás
novos."

José Carlos Malato in DNa - 16.09.2005

sexta-feira, setembro 30, 2005

Porque hoje é Sexta

"Islão e Cristianismo acreditam ambos numa existência depois da morte. Mas o Ocidente valoriza antes a vida terrena e material. Invadir um país à revelia das Nações Unidas e bombardeá-lo porque não é democrático é «uma guerra contra o Mal», uma guerra santa"

Helena Barbas in Actual - 13.08.2005

quinta-feira, setembro 29, 2005

Pronuncias às vontade do freguês

"Para quê votar um texto que não vai entrar em rigor? E se a este se substituir um novo texto, não iremos, por maioria de razão, defender que os portugueses sobre ele se pronunciem de novo?"

Duarte Lima in DN - 10.06.2005

segunda-feira, setembro 26, 2005

A campanha começa hoje...

... mas há já outdoor que arraza a concorrência.



foto Objecto Translucido

domingo, setembro 25, 2005

Há 12 anos a zelar por nós...

... ou a lutar contra esquecimento a que "nobre" povo o confinou.

Faz hoje anos que PoSAT-1 foi "despachado" para atmosfera.

O seu trabalho não é conhecido do grande público mas da sua presença entre os deuses do olímpo poderemos concluir: é paciente, resistente ou, se calhar, casmurro. Ainda não se disintegrou.