sábado, outubro 15, 2005

Alter-ego

"Fazia videoclips com a música do Marco Paulo, em que eu fazia de Marlo
Pauco, era um alter-ego do outro. Dizia que o Marco Paulo tinha roubado
as minhas canções. Fazia videoclips de fado, reportagens non-sense com
cães.

Rui Unas in DNa


quinta-feira, outubro 13, 2005

Eclipse laboral



"O eclipse mostra que os portugueses se interessam muito mais do que pensávamos pela ciência, sobretudo pela ciência que lhes permite abandonar o local de trabalho durante alguns minutos"

Ricardo Araújo Pereira in visao 06.10.2005

quarta-feira, outubro 12, 2005

Coisas do passado

"Ao contrário dos irlandeses e dinamarqueses, que quando votaram "não" aos incompreensíveis tratados europeus levaram uma pequena reprimenda paternal e lhes foi dada uma segunda oportunidade de voltarem a votar passado pouco tempo para corrigirem o seu erro, o orgulho gaulês não admitirá que os tratem como imbecis. (...)
É um facto assente que o eleitorado europeu irá votar a proposta de Constituição sem lhe ter posto a vista em cima, sem perceber o que lá está escrito, e sem se interessar realmente plo assunto."

José Júdice in Metro, 20.04.2005

Quem se lembra da discussão sobre o referendo do tratado da UE?
Passaram uns meses.

terça-feira, outubro 11, 2005

Joguinho

"o jogo já está feito e o PS e o PSD vão escolher entre sim de facto, quem será o próximo Presidente. Podem-lhe chamar sufrágio universal, mas, quando a recolha se resume a dois candidatos apresentados pelo núcleo duro proprietário da democracia, só resta a alternativa da abstenção ou do voto em branco."

Miguel Sousa Tavares in Público 02.09.2005

segunda-feira, outubro 10, 2005

Quem lança a táctica no PS

"[Jorge] Coelho conhece o povo e sabe como satisfazê-lo: é preciso que os mandatos tenham um limite, que os vencimentos dos polítivos sejam moderados, que a missão pareça um sacrifício. É também assim que se mantem o poder.
Cumpridos estes requisitos, basta escolher aquele que serve"

Raul Vaz in DN - 29.07.2005

Jorge Coelho foi o principal derrotado das eleições que passaram. Foi ele o responsável pelas escolhas e organização das autárquicas do PS.

sexta-feira, outubro 07, 2005

Criatividade

"Somos pouco corajosos e não arriscamos muito. Temos aquele pensamento de que mais vale um pássaro na mão, do que dois a voar. Publicidade é arriscar, é dar nas vistas. Por exemplo. eu não compreendo quando às vezes me dizem: quero um filme low profile. Então porque é que se vai gastar dinheiro? Publicidade sem chamar a atenção não serve para nada."

Judite Mota, clube de Criativos de Portugal, in 26.09.2005



in Autárquicas em Cartaz

quinta-feira, outubro 06, 2005

Licenças de TV

Tão relevante como estas movimentações é, sem dúvida, verificar que a única coisa de que não se fala nesta polémica é do interesse público em aproveitar a renovação das licenças para avaliar o que nelas poderia ser alterado, de forma a mudar qualquer coisa no triste estado do panorama televisivo nacional. A televisão está hoje reduzida ao tripé reality shows/novela/futebol, que serve, sem dúvida, os objectivos comerciais dos operadores. Mas estes já só emitem para as maiores minorias possíveis.

Miguel Gaspar in DN - 30.09.05

Mas que político terá a coragem de mudar a situação do audiovisual? É certo que a programação que SIC e TVI se propunham dar nos seus canais privados falham com a realidade actual. Alguém conseguirá penalizar ou mudar ambas? Não. Aos contactos e poder que têm, os decisores da república não se atrevem a cumprir o seu dever: fazer do meio audiovisual privado não só um espaço de entertenimento, ou estupidificação, mas também de diversidade e aprendizagem.

quarta-feira, outubro 05, 2005

Coisas do passado

Foi há 95 anos




Foi há 15 dias

terça-feira, outubro 04, 2005

Distanciamento

"De vez em quando, as elites ilumidadas acordam e ficam espantadas por o mundo não pensar como elas, já para não dizer que pensa contra elas."

João Miguel Tavares in DN - 03.06.2005

... e dizem: nós que damos tanto da nossa vida, que subtraímos tempo às nossas famílias, merecemos isto?
Os grupos de pressão a que pertencem agradecem os préstimos dados à (sua) comunidade.

segunda-feira, outubro 03, 2005

Coisas cá da minha terra em tempo de campanha eleitoral

Gosto da técnica da campanha "sobre rodas". Vão uns tipos dentro de um carro com altifalantes, sempre a berrar a mesma ladaínha e de vez em quando até acenam com umas bandeiras. Só não jogam panfletos pelas janelas fora porque cada vez há mais consciência "ecológica" e as pessoas não toleram lixeira eleitoral às suas portas. Dura apenas uns momentos e não há cá beija-beija nem isqueiros ou sacos de plástico para as donas de casa.

Numa dessas passagens pela minha aldeia, estava eu mais atenta à ladaínha. Uma das medidas da lista em questão - Partido Socialista - seria renovar o parque automóvel da Junta de Freguesia. O PS, passo a explicar, está a tentar ganhar a Junta (e quem sabe, a câmara) ao PSD. É verdade que em quatro anos de mandato PSD pouco se viu de novo, para além da já célebre "Avenida das Palmeiras Mortas", obra da presidente da Câmara. Mas uma nova frota automóvel para... a Junta?

Fiquei a pensar se teria ou não ouvido bem, uma vez que o carro ainda vinha lá ao longe. Quando se aproximou do casario, deixou de se ouvir a ladaínha eleitoral e puseram um cd de música. "Afinal era isso, o que eles querem é dar-nos baile!"

Almada? Sim!



Sim... estamos em campanha para eleições autárquicas. Nestas tem imperado o bom debate e exposição de ideias.

Reparem como o candidato Pedro Roque do PSD, anuncia propósitos seus para a cosmopolita Almada.

sábado, outubro 01, 2005

Perspectivas de vida

"A gente com 20 anos quer mudar o mundo, com 30 quer comprar uns sofás
novos."

José Carlos Malato in DNa - 16.09.2005

sexta-feira, setembro 30, 2005

Porque hoje é Sexta

"Islão e Cristianismo acreditam ambos numa existência depois da morte. Mas o Ocidente valoriza antes a vida terrena e material. Invadir um país à revelia das Nações Unidas e bombardeá-lo porque não é democrático é «uma guerra contra o Mal», uma guerra santa"

Helena Barbas in Actual - 13.08.2005

quinta-feira, setembro 29, 2005

Pronuncias às vontade do freguês

"Para quê votar um texto que não vai entrar em rigor? E se a este se substituir um novo texto, não iremos, por maioria de razão, defender que os portugueses sobre ele se pronunciem de novo?"

Duarte Lima in DN - 10.06.2005

segunda-feira, setembro 26, 2005

A campanha começa hoje...

... mas há já outdoor que arraza a concorrência.



foto Objecto Translucido

domingo, setembro 25, 2005

Há 12 anos a zelar por nós...

... ou a lutar contra esquecimento a que "nobre" povo o confinou.

Faz hoje anos que PoSAT-1 foi "despachado" para atmosfera.

O seu trabalho não é conhecido do grande público mas da sua presença entre os deuses do olímpo poderemos concluir: é paciente, resistente ou, se calhar, casmurro. Ainda não se disintegrou.


sábado, setembro 24, 2005

Unas, slayer

"Eu sou perverso de facto. Vejo as coisas pelo lado mais irónico, sarcástico e comezinho. E gosto de as levar ao extremo. No Cabaret levava-as até ao limite do suportável, e ainda mais um bocadinho. Era aí que marcavamos a diferença. (...) sou a criança mais perversa, a que é mázinha, às vezes malcriada que sabe que está a ser impertinente, mas que continua. Que é reguila no pior sentido do termo."

Rui Unas in DNa - 19.08.2005

sexta-feira, setembro 23, 2005

Empregos onde estão eles?

Todos os anos após a sempre problemática colocação dos professores vem à baila o tema do desemprego e dos licenciados desempregados. Hoje o Governo lançou o Plano Nacional de Emprego que visa o aumento da taxa global de emprego. O Governo garante que vai investir 1.434 milhões de euros para que a meta seja atingida até 2008. Mas eu receio que o problema se mantenha uma vez que não é resolvido na fonte, ou seja, as universidades continuam a formar muito mais licenciados em determinadas áreas do que aqueles que o mercado consegue absorver. É certo que as pessoas devem ter o direito de escolher a área de que gostam, todavia não lhes serve de muito se depois não encontram emprego e acabam por ter que desenvolver a sua actividade profissional numa área totalmente diferente daquela a que estão habilitados.

No ano passado a ministra do Ensino Superior do antigo governo lançou um programa de reconversão para licenciados desempregados. Eu gostaria sinceramente de saber como está a correr a experiência uma vez que foi necessário investir algum dinheiro e as últimas notícias que tive é que em Fevereiro as pessoas ainda não tinham recebido a bolsa a que tinham direito.

Por outro lado o IEFP de vez em quando faz curso profissionais para desempregados, quer sejam licenciados ou não, e numa destas semanas saiu um artigo no expressoemprego alegando que a taxa de empregabilidade era baixa, mais de 60% das pessoas não conseguia emprego nos 3 meses seguintes.

Deixo aqui o apelo a quem de direito, façam estudos sérios sobre a questão da empregabilidade e adequem as necesidades do mercado às ofertas formativas porque todo o país tem a ganhar com essa situação.

Aaaahhhh... África!

"Em África, não há adversários políticos. O que prevalece sempre é o conceito de inimigo. E os inimigos eliminam-se. É sempre essa a solução, e é isso que tem marcado, negativamente, a evolução política do Continente".

Onésimo Silveira [embaixador de Cabo Verde] in DNa - 27.05.2005

quinta-feira, setembro 22, 2005

Faz-se justiça

A justiça é um organismo, vivo e em remodelação constante.
Por vezes é dura, por vezes é incompreensível: mas é a lei.

Fatinha Felgueiras aproveitou um buraquinho na malha legislativa e agora goza de privilégios autorizados pelo código da República. Como tal, "faz-se justiça" neste momento.

O moroso processo Casa Pia exemplifica que a justiça é um jogo em que de nada conta o nosso conceito de razão, ou de crime. Vale quem consegue “dourar a pílula” à sua forma, daí que quem tem mais recursos, contratando os melhores oradores e conhecedores dos cantos da lei, se consiga esquivar à justiça, à noção de justiça do comum cidadão. E quando a acusação não tem o processo bem preparado...

Aprende-se com os erros e, como certamente não se tinha dado um caso idêntico, um foragido à justiça goza agora o bem-estar público e privado. Para a história fica o negro caso jurídico “Felgueiras”. Ainda há quem diga que temos das mais capacitadas leis da Europa…

Bem-vindo ao mundo. É cruel, mas é o mundo.

terça-feira, setembro 20, 2005

Mário Soares vai falar com as comunidades

"Entre o descrédito acelerado dos partidos e a actual cultura de hipermercado, onde o consumidor toma o lugar do cidadão, o marketing tende a substituir a política.
A popularidade é o objectivo, o populismo o instrumento: bailaricos, jantares e passeios grátis de helicópteros fazem mais pelo candidato do que medidas de fundo, talvez menos viziveis, certamente menos imediatas (...)

Por vezes a solução está nas velhas fórmulas, hoje tão em desuso: a honra, a
proibidade, o falar verdade, a devoção ao bem público. Está também na coragem das
convicções, mesmo que ao arrepio das sondagens"

Esther Mucznik in Publico - 08.07.2005


foto PimPão Digital

Não droga!

"Os candidatos à Câmara de Lisboa não pretendem, espera-se, arrasar o Intendente como fizeram ao Casal Ventoso, mas é difícil perceber o que é que querem fazer para acabar com o problema da droga. (...) A droga, como a prostituição, são dois cancros originados pela pobreza e miséria que só se conseguie minorar com o desenvolvimento económico e social do país, coisa que, obviamente, não está nos poderes dos candidatos à Câmara de Lisboa. Mas prometer a Lua é a droga deles."

José Júdice in Metro - 06.09.2005

segunda-feira, setembro 19, 2005

"Grande ordinário"

Carmona e Carrilho mostraram no debate da semana passada que não têm ideias e nem perfil. De um lado um maniaco intelectualoide, que se sente dono da razão. De outro um Engenheiro que trabalha há quatro anos na autarquia a que se candidata e que se faz passar pelo profissional competente que sente e respira as agruras dos seus considadãos. Só imagem.

Carmona abriu as hostilidades dizendo logo estar a ser vítima "de insultos de carácter pessoal". Como pessoa equilibrada, cristão devoto provavelmente, ripostou.
Com riso sacana foi até ao extremo sangramento do seu rival. Sabia que Carrilho se enervava facilmente se recorre-se a questões "de casa de banho". Carrilho perde a paciência, e o virar de costas final é disso consequência. Carmona foi coerente no final, ao insultar o seu adversário com um sonoro "grande ordinário".

Não é humano que candidatos que se insultam, deputados que se degladeiam na assembleia, confraternizem com o melhor dos humores após despiques. Isso é espectáculo, são boas representações e nervos falsos. Natural é, quando nos ofendem sádica e cinicamente, sentirmos que não temos de respeitar etiquetas. A vida continua atrás das câmaras.

Não votaria em Carrilho e embora compreendendo a sua atitude sei que não se pode livrar de uma série de episódios de péssimo gosto para com e António Guterres, Helena Vaz da Silva e Morais Sarmento. Tanto o "filósofo" como o Engenheiro provaram que não são dignos de governar uma cidade, quanto mais uma vila.

domingo, setembro 18, 2005

Sobre a terra e sobre o mar

"Eu acho que existe assumidamente ma forma de estar portuguesa. Eu às vezes digo que é o culto da tristeza. Mas acredito piamente que nós podemos optar por ser felizes ou infelizes, porque por mais desgraça que no aconteça é a forma como nós vivemos essa desgraça que tudo determina"

Mafalda Arnauth, fadista, in DN:música - 22.07.2005

sábado, setembro 17, 2005

sexta-feira, setembro 16, 2005

Regresso às aulas

"Para que serve a escola? Só para dar emprego aos professores? Para os alunos aprenderem noções? Não, há um aspecto comercial também que a escola se tem de responsabilizar. Formam artistas e depois não os ajudam a singrar."

Rui Paes [ilustrador do último livro de Madonna] in Actual - 10.06.2005


quinta-feira, setembro 15, 2005

Nova temporada na Assembleia da República

"Desde 10 de Março, na abertura da X Legislatura, o único dia em que todos compareceram, os deputados sociais-democratas acumularam 249 ausências, os socialistas 222, os do CDS 50, os comunistas 27, os bloquistas 17 e os "Verdes" quatro, de acordo com o Diário da Assemblea da República"

in Metro - 28.07.2005

E fica a justificação de um dos mais faltosos deputados, Virgilio Almeida Costa (eleito para o PSD por Braga): "Um deputado serve melhor o eleitor a ouvi-lo onde está, ou a estar no plenário a bater palmas a coisas previamente decididas?".
Porque se candidatou afinal? Dr Marques Mendes, conceda-lhe o cargo de saltim-banco do PSD, s.f.fv.

quarta-feira, setembro 14, 2005

Projectos para deslumbrar

Sim, sim. A paisagem de fundo do outdoor é do projecto apelidado "Manhattan Cacilhas". E sim, o candidato autárquico do PS Almada, Dr. Alberto Antunes, é a favor da adopção de esquadrias megalómanas.

Reconheça-se, é contra-corrente. Na actualidade, técnicos do urbanismo, de ambiente, do social e quem decide políticas de investimento advogam o conceito "sustentável", ou seja, o ordenamento equilibrado para resultados económico-sociais e ambientais benéficos..

O Dr. Alberto Antunes é um homem de grandes ideias. É do PS, reconheça-se. O partido dos grandes "feitos", dos gastos de milhões em infra-estruturas que, após realizadas, são encargo para quem as tem de manter. A táctica do PS parece simplista: para grandes males, grandes visuais investimentos.

Com estes cartazes, o candidato do PS morre na praia. Após uma investida com publicidade em que evidenciava ter ideias ponderadas mas de futuro (“é hora de ir em frente”), reaviva uma ferida nunca apoiada pela população ou vereação. Fica engasgado na goela de almadenses que desejavam refrescar as chefias do seu concelho.

“Manhatan Cacilhas” causa repulsa e não causa deslumbramento, sentimento com que um megalómano político pensa dominar o seu fiel voto-depositário. Repulsa como casos pontuais em que aldeias protestam contra incineradoras que são planeadas para os seus quintais. Para lá das fronteiras deles todos aprovam, mas ninguém aceita no seu quadradinho de bem-estar um objecto de mau estar.

Saiba o Dr. Alberto que já existe um projecto desenvolvido para a zona ocupado pela antiga Lisnave. "Sustentável", equilibrado em espaços necessários e sem torres que façam sombra à cidade.

Uma nota final para a infeliz data em que os cartazes foram colocados. Precisamente no dia em que o ex-vice presidente do município do Porto, Paulo Morais, denunciava à Visão os compadrios entre candidatos autárquicos e investidores imobiliários. É de certo coincidência, mas será acaso o facto de o pretendente do PS tirar da gaveta um projecto já mais que arquivado nas más memórias dos habitantes locais e do país?

terça-feira, setembro 13, 2005

Quem é quem?

“Vinte anos passados, com um país submerso numa crise do Estado, das instituições e da própria nação, temos como candidatos únicos a chefiar o Estado o homem que teve dez anos e todos os meios possíveis para reformar o país e, como hoje salta gritantemente à vista, não reformou coisa alguma, e um ex-Presidente que confunde o seu maior prazer com os desejos e necessidades da nação e que acha que ter desfilado contra a guerra do Iraque na Avenida da Liberdade e ter sido recebido com gritos de “Soares é fixe” num acampamento juvenil da Figueira da Foz são suficientes garantias de sucesso para os males de que o país padece”

Miguel Sousa Tavares in Público 02.09.2005

segunda-feira, setembro 12, 2005

O Estádio José

Almada já tem Estádio Municipal. A partir de agora, mais uma despesa, mas uma despesa saudável. É preferível ter "putos" a praticar desporto no relvado do que a "brincar" aos marginais ou aos "Dzrt".

O encontro inicial foi travado pelo Clube Desportivo Cova da Piedade frente ao Almada Atlético Clube no Sábado que passou. Não fosse a centenária rivalidade entre a cidade e aquela sua freguesia urbana, Almada teria um clube forte capaz de se posicionar na segunda divisão B. Entretanto, Almada e Cova da Piedade permanecem irmãos desavindos e os Pescadores da Costa da Caparica, primos afastados.

O Estádio Municipal José Martins Vieira, tem 3000 lugares sentados e 20 lugares destinados a cidadãos com deficiência motora. O campo principal respeita as dimensões definidas pela FIFA e está equipado com relvado sintético.

O nome que "embeleza" o estádio - José Martins Vieira - é uma homenagem ao primeiro presidente da Câmara Municipal de Almada eleito pela população após 25 de Abril. Manias de PCs, chamar-lhe-ia eu.

A liderança do concelho de Almada não perde uma oportunidade para nomear instalações ou topomínia com nomes de seus "heróis". Seria mais oportuno dar ao Estádio o nome de um atleta local. Oceano, Luis Figo (nascido na freguesia onde o estádio se encontra), Luis Boa Morte e outros que de que me esqueço agora partiram de clubes locais.

domingo, setembro 11, 2005

Tango e Fado, Lda

"[o tango] é uma mistura de nostalgia e de presságio. É uma paixão com muitas facetas. (...) parece-me que no tango há mais uma espécie de novela. Há um argumento com várias personagens. O fado é mais lirismo puro."

Horacio Ferrer in DNa - 22.07.2005

sábado, setembro 10, 2005

Tertúlias mania

"Os portugueses descobriram de facto o prazer das tertúlias. Deixaram os cafés e a rua, mas barricaram-se em cenáculos sofisticados com o propósito de discutir os males da Pátria."

Pedro Lomba in DN – 22.07.2005

sexta-feira, setembro 09, 2005

Num país não tropical

"Nos comícios de Santana Lopes vi pessoas com lágrimas nos olhos por causa dessa música [menino guerreiro] e os jornalistas estavam lá e também viram. Mas a campanha foi ridicularizada."

Einhart da Paz (responsável pelo marketing da última campanha de Santana Lopes) in Expresso - 02.07.2005

quinta-feira, setembro 08, 2005

O Senhor das Torres

Belmiro chamou e o circo armou-se. A implosão das torres em Tróia teve direito até à presença do primeiro-ministro e da comunicação social, tendo sido transmitida em directo pela SIC e SIC Notícias.

Derrubaram-se duas torres, mas o que é que vai crescer em lugar delas? Pois, é turismo de luxo... e vai criar cerca de 10.000 postos de trabalho. Sim, sim, e campos de golfe, está-se mesmo a ver. Que certamente poluem mais do que duas torres desabitadas.

Houve momentos caricatos: o playback desmascarado, isto é, a torre que começa a cair enquanto José Sócrates ainda está a accionar o detonador; a cara de frete dos convidados oficiais na conferência de imprensa, enquanto Belmiro de Azevedo critica a demora na concretização do projecto devido à burocracia e, last but not least, uma pérola de sabedoria popular - um habitante local entrevistado dizia qualquer coisa como: "ó homem, para quê este espectáculo? A gente ia lá, deitávamos aquilo abaixo com a nossa força, escusavam de gastar tanto dinheiro!"

Quem pode, pode. E Belmiro não só pode, como manda que se possa.

A fachada do prédio

"Nós perdemos a grandeza e temos apenas a grandiosidade, que é só a fachada."

Batista Bastos in Escrita em dia (Antena 1) - 06.08.2005

quarta-feira, setembro 07, 2005

De “Cálimero” a “Arma de Arremesso”.


Finalmente começaram os esperados debates televisivos de esclarecimento público, relativos à corrida para a Câmara Municipal de Lisboa. Da mesma forma que critiquei o formato dos debates sensacionalistas que passaram na “SIC Notícias” nos quais se de gladiaram os candidatos das câmaras de Oeiras, Gondomar, Amarante e Gaia, gostaria de referir que o formato apresentado nos actuais debates por Lisboa (2 candidatos Vs 1 hora de debate), parecem-me muito mais adequados à intenção de esclarecimento público sobre as ideias e projectos dos vários intervenientes.

Os debates pela CML que já ocorreram, colocaram frente a frente Mª. José Nogueira Pinto (PP) Vs Carmona Rodrigues (PSD), Sá Fernandes (Bloco) Vs Carrilho (PS) e novamente Mª. José Nogueira Pinto (PP) Vs. Ruben de Carvalho (CDU). Nesta fase não irei fazer qualquer juízo de valor sobre os candidatos visto que ainda não se debateram todos entre si, mas uma coisa é certa, a fragmentada esquerda (PS, CDU e Bloco), está com artilharia apontada à direita usando muitas vezes o fenómeno “Santana Flopes”, como arma de arremeço no que toca a similaridades políticas. Com tantas inaugurações “Santanistas” previstas para os próximos tempos, vamos ver se o tiro não lhes sai pela culatra.

Designio: resignação

Os portugueses resignaram-se e, quando não se resignaram, estão em protesto, conforme sucedeu aos militares que esta semana desceram à rua. Os que não se resignam nem protestam vão pensando na emigração como saída. E uma pequena minoria prossegue ilusoriamente a sua vida comum, acreditando sempre que o sítio é remediável.

Os cínicos alegam que não há nada a fazer, de que, no fundo, Portugal é o que sempre foi destinado à pobreza e à ingovernabilidade. Outros responsabilizam o Governo, as férias de Sócrates, a classe política, convencidos que outro Governo, outro Sócrates e outros políticos fariam algo diferente.


Pedro Lomba in DN - 12.08.2005

terça-feira, setembro 06, 2005

"Ah e tal, agora 'tou do vosso lado"

Que quererá significar a frase "de novo do seu lado" que está nos cartazes institucionais do CDS?
a. "Enquanto estivemos no governo estávamos arredados da realidade portuguesa. Foi mais forte que nós, mas agora estamos de volta. A sério."

b. ... (outra hipótese gerada por uma mente muito muuuuinto fértil)

Não entendo.
Assim como não entendo o cartaz do "arregaçar as mangas" de Carmona Rodrigues. Afinal não está há quatro anos na câmara. Caso ganhe, vai começar a trabalhar?

Ele há coisas... que é preciso ter esperteza (espero que não seja saloia) para captar.

domingo, setembro 04, 2005

Novidade: TVI é cultura

"Se o Governo autorizar que um dos dois canais privados portugueses seja espanhol, isso será uma machadada forte na nossa língua, na nossa cultura", afirmou, sublinhando que esta não é uma questão de "nacionalismo serôdio", mas de "defesa da nossa identidade nacional e cultural".


A frase é de Marques Mendes e foi dita na reentré do seu lobbie. Perdão, partido.
Será só dor de cotovelo? Afinal, Marques Mendes nunca perdoou à direcção de programação da TVI o veto do seu nome para a novela Morangos com Açucar.

Boas práticas

Lê-se num saco da loja FNAC:

"Este saco é fabricado de polietileno, material reciclável. A sua destruição por
incineração não liberta gases nocivos nem substâncias corrosivas. A fim de proteger o meio ambiente, não deite este saco na via pública. Use os recipientes de lixo
apropriados. Atenção: este saco nao é um brinquedo. Não deixe ao alcance das crianças. Perigo de sufoco!"


sábado, setembro 03, 2005

Punk lálálá

"A surdez das pessoas é pura e simplesmente mental. Há malta mais nova, ligada ao chamado punk lálálá que não ouve mais nada. (...) Por isso é que não há maneira de os Offspring pararem de vender. É gente que tem muito a ver com o Mp3 e com um ou dois temas, não com um álbum."

António Sérgio in DN:música - 08.07.2005

sexta-feira, setembro 02, 2005

Debates em Promoção

Começou mais uma fascinante corrida às Autárquicas. É já em Outubro que os portugueses irão escolher os representes locais que nos próximos anos irão estar responsáveis pelos destinos das politicas camarárias da pais. Neste âmbito e atendendo promover debate público, esclarecimento de politicas e ideias para o desenvolvimento do pais, a “SIC Notícias” (“a CNN e BBC News Portuguesa”) tem promovido debates entre candidatos de várias Câmaras Municipais. Estes debates na minha opinião têm sido constantemente “negligenciados”, uma vez que têm sido fúteis e pouco esclarecedores para a maioria do eleitorado.

As causas são as mesmas do costume, as mesmas que caracterizam a falta de qualidade informativa e politica, vejamos:

Como se pode explicar que o formato destes debates ainda permitam que os candidatos se interrompam continuamente, interpelando-se uns aos outros deliberadamente para que o adversário não possa, nem consiga expor as suas ideias politicas?

Como se pode aceitar o critério da escolha relativo ao alinhamento dos debates? Porque é que são precisamente os mais polémicos e os que representam o que de pior há na política e nos partidos, a terem uma exposição primária face a debates de autarquias mais importantes e representativas? Por exemplo, o porquê de debates por Oeiras com a polémica “Isaltino”, Amarante com a polémica “Avelino”, Gondomar com a polémica “Valentino”, terem preponderância face aos debates Lisboa, Porto, Coimbra, Faro, etc. .? Será pelo sensacionalismo?

Como se pode aceitar que os moderadores (inexperientes) da SIC Notícias, permitam que os candidatos dominem os tempos de exposição uns dos outros permitindo a confusão total em detrimento do esclarecimento público? Que achem piada, que esbocem sorrisos e piscadelas de olhos aos candidatos, quando estes são mais atrevidos, que sejam coniventes com insultos e insinuações que não credibilizam a politica e a própria estação? Já se ouviu de tudo, “Avelino” com a celebre frase para o candidato do PSD: “vista calças, seja sério…”, ou, “Seara” para “João Soares”, “em 2009 vamos os dois andar de bicicleta na ciclo-via”, já para não falar de outros insultos como “Mentiroso”, “Aldrabão”. São tantas as asneiras e tão criativas, eu próprio tenho dificuldade de me lembrar de mais exemplos, tal era a estupefacção do momento.

Mais grave, como podem passar impunes acusações sérias e comprometedoras que surgem no calor dos debates relativas a financiamentos, desvios de verbas, tráfego de influências, Lobys, etc.… . Será que ninguém com responsabilidades politicas e jurídicas vê ou monitoriza o que se passa?

Uma coisa é certa, nestes debates o que dá para entender para além do facto de que existem para nada esclarecer e lançar confusão total sobre o eleitorado, é que o que está na mira das estratégias politicas autárquicas, são essencialmente Parques Industriais e Estradas. Andam todos à volta do mesmo. Parece-me que faltam ideias concretas, relativas a turismo, educação, ideias concretas para o desenvolvimento de sectores industriais regionais chave (produtos e marcas), medidas concretas de atractividade empresarial, calendarização, ou seja, estratégia integrada e etc.., etc…
A impressão que me dá, é que não há nem parece querer haver lugar para esclarecimentos sérios, ideias próprias concretas e comprometimento para o desenvolvimento regional. Esta é a base do nosso problema Portugal.

Fadinho da solidariedade II

De novo, o portuga responderá ao fadinho da solidariedade.
Fomos caridosos para com as vítimas do sudoeste asiático, seremos porreiraços para os que foram lesados com os incêndios da temporada 2005?

A Cáritas e a RR relançam a campanha que nasceu há dois anos. E a Santa Casa da Misericordia, estará disponivel para auxiliar essas pessoas? Os euros que recebem semanalmente nos jogos de azar visam, antes de tudo, a solidariedade. São contribuições que atingem números astronómicos. Serão bem distribuidos? Será tão vil a nossa desgraça que tenhamos de recorrer à ajudinha solidária de cada praça do país?

quarta-feira, agosto 31, 2005

Le Monde!

Acabei de receber um e-mail que refere que, de acordo com o conceituado jornal francês Le Monde, Portugal é totalmente banhado pelo Mar Mediterrâneo e que o nosso primeiro-ministro é Santana Lopes.

Aqui deixo os links para mostrar que os franceses têm uma imaginação muito fértil...

www.lemonde.fr/web/vi/0,47-0,54-681907,0.html
www.lemonde.fr/web/article/0,1-0@2-3214,36-683643@51-673741,0.html
www.lemonde.fr/web/vi/0,47-0@2-3214,54-628304@51-673741,0.html

O 31/08

Já existe o 11/09 e o 11/03, espinhas atravessadas na goela da civilização ocidental. São datas associadas a tragédias, a números elevados de mortes.

Alguém vai propagandear o 31/08 a partir de hoje?
O número de vítimas mortais no norte de Baghdad ascende já a 1000 depois de pânico gerado a na peregrinação anual Shia.

Quero ver logo a noite na TV, os minutos que se dedicam aos casos Katrina e Iraque.

Mário Soares (re)candidata-se em 2005, 2020 e 2035

Nos corredores da politiquisse sabe-se que o candidatura para 2005 do ex-Primeiro Ministro e Presidente da República Mário Soares, é só parte de um plano mais vasto.

Recorrendo à ciência genética, num trabalho que aumentará significativamente a esperança de vida, o nosso futuro (com sorte) Presidente, prepara-se para marcar presença nas eleições de 2020 e 2035.

Grandes planos!



terça-feira, agosto 30, 2005

“Alice” num país chamado Portugal.

Esta é a primeira vez que escrevo neste blog, escrevo porque me apetece escrever sobre coisas que sei que não vão fazer a mínima diferença, e é precisamente por essa razão que as vou escrever.

PORTUGAL, o pais “LUSO” onde habita um povo brilhante como a água que navegou nas descobertas quinhentistas, que dominou metade do mundo e rotas comerciais mais invejadas, um povo que se habituou a governar à lei de guerras, alianças, traições, conspirações e revoluções, um povo de gentes de boas tradições e brandos costumes, assolados um dia por uma “velha senhora”, que quando partiu lhes deixou um jardim de cravos mal plantados, um jardim imaturo, frágil, delicado, pobre… .

A realidade do país das reformas necessárias às reformas, das reformas simplesmente necessárias, onde o povo de fácil trato, afável e bom garfo, tem a barriga cheia de fome intelectual, incapaz de sair do seu próprio vazio. Um vazio inconsciente, que o torna sonhador e consequentemente feliz. Um sonho alimentado, por “eles”, sempre por “eles”.

“Eu, Tu, Nós, Vós, Eles”, um povo que vive um conto do género “irrealo-surrialista”, onde tudo e nada acontece. Capazes, Estagnados e Felizes.

Primeiro-ministro promovido a bombeiro?

"mesmo que o País esteja a arder como acontece todos os anos, que ajuda imprescindível se pode esperar de um primeiro-ministro em serviço? O País precisa mais de bombeiros, aviões e polícias do que primeiros-ministros (...)
Não esquecer este princípio: quem nos governa deve ser uma criatura normal. Algum ócio e indisciplina só lhe fica bem."

Pedro Lomba in DN - 19.08.2005

segunda-feira, agosto 29, 2005

La féria

"A ideia que fica do congresso é a imagem mais pura da política em Portugal: quando o barco afunda, fogem como ratos desesperados ou escondem-se atrás de moções sem líder, só para "inglês ver". Um dia destes, quando a coisa correr mal para o PS, voltam todos para os "sacrifícios" que "o país exige" e o "debate" interno vai tornar-se luta intestina."

Pedro Rolo Duarte in DNa - 15.04.2005

Já lá vão os tempos em que as máquinas partidárias nem nas férias nos deixavam sossegados. Haviam as reaberturas anuais . PS e PSD costumavam ter comicios no Algarve, largamente transmitidos nos média. Aliás, a dos laranjinhas realizou-se no passado fim de semana. Os fogos ou uma nova forma de lidar com a política por parte dos média, abafaram Marques Mendes, sujeito já de si "abafadisso".

Ah, belos tempos em que se reuniam os partidos para se mostrarem na tv!
Alguém lhes inventa um novo congresso, se faz favor?


sábado, agosto 27, 2005

A criação

Sondagem: Eleita a criação mais influente dos últimos 50 anos
Ah, se Pessoa, Stravinsky e Picasso tivessem desenvolvido trabalho nas últimas décadas do século passado! Qual Bob Dylan, qual quê!

Adoro estas sondagens... pop.


sexta-feira, agosto 26, 2005

Comentaristas

"Numa manifestação da menoridade da sociedade civil, o comentário tem estado
quase sempre entregue ao diálogo com políticos no activo, na prateleira, semi-reformados ou falsamente reformados, como é o caso de Mário Soares. Passa-se o mesmo no comentário desportivo: além de Rui Santos (SIC), não existem comentadores independentes. A aldrabice suprema da informação desportiva são os programas em que os comentários sobre os clubes são feitos por fanáticos desses mesmos clubes".

Eduardo Cintra Torres in Público - 05.06.2005

quinta-feira, agosto 25, 2005

Alguém consegue perceber isto?

Rapsódia

Denunciante do «saco azul» retira queixa contra Felgueiras

É o que diz o digital Portugal Diário.
Só falta ao "denunciante" ir receber ao aeroporto Fátima Felgueiras e faze-la passar por uma passadeira vermelha.
Com recandidatura ou não, as jogadas à volta da autarca de identidade brasileira mostram o poderio de influência que tém cá e além mar.

Ainda há de aparecer no 1.ª Companhia.

And now, for something completely different...

... blogs!

Não me tinha ainda debruçado sobre o ofício "blogs". Desprezo o comentário narcisista que o blogueiro faz da sua acção. O tal que defende esse meio como coisa mais bela e essencial coisa à face do planeta. Não o é, mas não deixa de ser uma forma substancial de comunicar.

Para mim é uma forma de guardar, datando, as reflexões que faço do mundo, português essencialmente. Faço-o sobretudo de forma egoísta. De mim para mim, como dizia o menino Nelito. Ter ou não receptores, é secundário.

Podem bem ser capítulos datados que a prazo deixam de fazer sentido e que convem, aos seus criadores, fechar. Compreendo assim a extinção de alguns blogs, extinção que, para "analistas" desta forma de comunicação, é sinal de crise na nacional blogoesfera (que nome horrível). Encaro o fim do Fora do Mundo, Aviz, Barnabé e outros que não conheço como um natural curso da vida.

Quantidade não é qualidade, contudo analisam-se usualmente os blogs portugueses ora pelos número sde visitas e de existência, ora pelos autores conceituados - conhecidos, diga-se - que reúnem. Desde o fim do Barnabé, várias reportagens dos média convencionais apontam para a crise que a sociedade blogueira nacional. Recordam a extinção de blogs políticos e o decrescer da quantidade de blogs escritos por portugueses.

Por um lado elogiam-se os blogs pelo lado da pluridade, por outro referênciam-se constantemente 5 a 10 blogs, como se representassem o todo ou resumissem as suas caracteristicas. Veja-se a reportagem de Paulo Querido na última revista Única do Expresso. Não, a blogoesfera nacional não é demasiado politiqueira. Se forem contabilizar e qualificar os blogs nacionais terão, provavelmente, como maioria os blogs/diários.

Não observo crise. Constato felizmente que os blogs têm trazido mais reflexão sobre a nossa sociedade. Levaram a renovação possível a alguns média - os que deixaram - com a oportunidade que foi dada a alguns opinadores blogueiros a colaborar em jornais. Veja-se Pedro Mexia. Actualmente Portugal é o lugar no qual não se dá oportunidades a novas gerações e em que não se estimula o espírito crítico... e os blogs são uma forma de afirmação e de reflexão.

A Internet poderá ter defeitos, mas tem por vantagem o facto de não poder - até agora - ser dominada por uma opinião comum, jornaleira, politiqueira. Quem desejar expressa-se, quem procurar lê as multiplas opiniões que são escritas diariamente em... blogs, páginas, forums.

quarta-feira, agosto 24, 2005

Nogueira Pinto fará carreira na publicidade

É sabido que a escolha do slogan "... em boas mãos", teve plano a longo prazo.

Com o poleiro mor inacessível, Maria Nogueira Pinto (da casa Nogueira Pinto), depois das eleições fará das suas mãos o seu ganha pão.



Nos "corredores" do marketing, disputam-se as extremidades dos membros superiores da ex-directora da Santa Casa da Misericórdia. Com mãos exibidas em tão bom estado nos novos outdoors do CDS-Lisboa, empresas de produtos de lava loiças, toalhinhas humídecidas, máquinas de tricotar, e mesmo consórcios de limpeza sonham com os rios de dinheiro que poderão facturar com um anúncio protagonizado pela candidata "popular".

Depois de Zézé Camarinha, só mesmo uma Maria para nos alegrar nos intervalos da novela...

terça-feira, agosto 23, 2005

Ai o tamanho, o tamanho...

"Há duas semanas gozei com o maior ecrã de cinema do mundo, presente - também - em Portugal. É verdade. Se há coisa que realmente me amorfina (já tive ocasião de o dizer) é esta nacional obsessão pelo tamano. Sim, o tamanho tem a sua importância. Mas não, não é o aspecto mais importante da existência. Certo é que o país, de há um tempo a esta parte, anda ensadecido com a hipérbole, sempre em busca de construir ou exibir coisas grandes, maiores que as dos países vizinhos, de preferência maiores que as do mundo inteiro."

Sónia Morais Santos in DNa - 01.07.2005

segunda-feira, agosto 22, 2005

Piano Fraude


Chegou ao fim a odisseia do Piano Man. A história que apaixonou a Grã-Bretanha e fez manchetes por todo o mundo era afinal uma fraude.
Assim como se especulou sobre a identidade do jovem, também agora se especula sobre as razões que o levaram a enganar o staff do hospital de Little Brook. Os psicólogos tencionam processar o jovem alemão por este se ter feito passar por doente mental, mas quanto a mim é uma causa perdida. Uma pessoa que faz o que o Piano Man fez, só pode sofrer de um qualquer distúrbio mental.
Os psicólogos não foram capazes de se darem conta de que estavam a ser enganados; ou o Piano Man era muito bom, ou os médicos não são tão bons como proclamam. Uma coisa é certa: coisa que ninguém naquele hospital é, é bom conhecedor de música. É ridículo como uma pessoa que nem sabe tocar se consegue fazer passar por pianista clássico.

"Fotogénica labareda"

"A cobertura dos fogos pelas televisões há muito que ultrapassou a estrita necessidade de informar: é uma orgia de chamas e de jornalistas em competição pela maior, mais perigosa e mais fotogénica labareda."

João Miguel Tavares in DN - 19.08.2005



Esta já é a terceira foto da temporada de fogos - todos os anos presente - que me agarra a atenção. Boa "flashada". O curso que jornalistas receberam do Cenjor neste ano está a dar resultados. Não é ironia.

Nos média nacionais, continua-se a priviligiar o sensionalismo em detrimento do essencial: porquê, como, quem é responsável pela anormal taxa de incendios?

Que nos jornais televisivos, continuem a dar 30 minutos de chama e cinza... não contaram comingo como cliente, de certeza.

domingo, agosto 21, 2005

Fim.

Não resisti... e li o artigo da CNN sobre a exibição do último episódio da série Six Feet Under. Vai para o ar hoje nos EUA.

Isto é, fiquei a saber de muitos acontecimentos que provavelmente só vão ser exibidos em Portugal lá para 2006. É facto: toda a última série será um dramalhão total, sendo que, como nos foi habituado, alguns dos principais eventos já se terão desenrolado antes dos 75 minutos finais.

Como poderia eu ficar a aguardar pelos últimos momentos da que eu considero ser a melhor série dramática já realizada?



Rest in Peace!

F(l)ama

"Hoje as pessoas lançam-se para ser apenas famosas. não lhes interessa como, nem porque a alcançam, mas muitas vezes apenas por estarem sentados num jacuzzi num reality show na televisão. Esse mundo é completamente diferente do meu e não corresponde ao que me interessa e preocupa. O culto da fama ensombra quem é criativo e está a fazer coisas."

Nick Rhodes [Duran Duran] DN:música - 10.06.2005


sábado, agosto 20, 2005

20.48h. A entrevista de Miguel à SIC já enjoa e está na altura de fazer zapping. Mas, oops, o que é isto na TVI? Uma jornalista em top e de cabelinho arranjado? Deve estar a cobrir algum evento, não? O que é aquilo ali atrás dela? Sim, ali ao fundo. Parece fogo. Olha, pois é; Aldeia de Cima, Pampilhosa da Serra! Ihihihi, coitada. Devia estar pronta para curtir a night e puseram-na a cobrir o incêndio! De outra maneira não percebo o que é que a jovem está a fazer com um top decotado num incêndio. Será que não sabe que as fagulhas QUEIMAM? Algo me diz que, se não sabia, há-de ficar a saber.

PS: se alguém arranjar fotos dessa bela cena, enviem para o mail do blogue, por favor! {marcaustico@gmail.com}

Morangos com raticida

sexta-feira, agosto 19, 2005

Porque gosto do DNa?

"O maior conforto que um consumidor de imprensa pode ter é quando lê um artigo num jornal que ele próprio gostaria de ter escrito"

Pedro Rolo Duarte in DNa - 06.05.2005


quinta-feira, agosto 18, 2005

Non-sense

"Fernando Gomes na Galp? Porque não António Mexia a editar poesia na Assírio & Alvim? E Eusébio a dirigir a programação da RTP? E Lídia Jorge na direcção da Federação Portuguesa de Futebol? E Ricardo Araújo Pereira no Ministério das Finanças? E Mota Amaral a comandar os destinos da Antena 3? E que tal José António Saraiva a dirigir o Inimigo Público? No reino do "vale tudo" a que chegámos, mais valia assumir o non-sense do mundo político. Com ou sem reformas. Tanto faz, no fundo."

Pedro Rolo Duarte in DNa - 10.06.2005



quarta-feira, agosto 17, 2005

Mensalão

"Nas últimas eleições, os brasileiros confundiram Lula da Silva com Nossa Senhora, atribuindo-lhe o papel de virgem imaculada disposta a converter os pecadores. Que é como quem diz: do político impoluto empenhado em moralizar um país minado pela corrupção. Só que Nossa Senhora tem uma vantagem competitiva em relação a Lula: está lá no Céu, onde só há harpas e anjinhos. Lula, pelo contrário, arrasta-se pela Terra do choro e do ranger de dentes, imerso numa cultura secular de compadrío, que só o mais ingénuo dos ingénuos poderia pensar que desaparecia num estalar de dedos"

João Miguel Tavares in DN - 08.07.2005


terça-feira, agosto 16, 2005

A indústria dos opinansos

O raciocínio que José Gomes Ferreira, sub-director de informação da SIC, emite no artigo a indústria dos incêndios é bom de se ler.

Boa análise, bons palpites sobre a realidade que nos assombra todos os anos.

Uma indignação apenas: quando é q o jornalismo "da nova era" deixa de ser opinativo e passa a investigar e a mostrar na praça pública os "tais" que ganham com a destruição das nossas florestas?

Minha rica Capital, meu rico jornalismo de investigação dos antigamentes...

segunda-feira, agosto 15, 2005

Na praia

"Volta não volta, os pais das Cátias e dos Rúbens levam a aparelhagem de casa e põem a Rute Marlene a cantar para toda a praia ouvir. E levam os caniches, que defecam aqui e ali, e que às vezes se metem em lutas com outros quadrúpedes ou então fornicam em desenfreio, deixando-os sem resposta quando os putos perguntam: mãe, o que é que os cãezinhos estão a fazer?"

Sónia Morais Santos - 10.06.2005

domingo, agosto 14, 2005

O estado das artes

"O rock está replecto de pose vazia. Foram criados determinados gestos e toda a
gente se limita a repeti-los. Estando numa banda rock acho acho difícil ser
relevante. O único aspecto relevante é teres ou não sucesso e esse não me
parece um bom critério. Tens que tentar fazer algo que penses ser importante,
ou não necessáriamente importante, mas que aches que necessita ser feito."

James Murphy (LCD Soundsystem) in DN:música - 01.07.2005


sábado, agosto 13, 2005

Opium



"Todos os fins-de-semana, cerca de 120 milhões de cidadãos norte-americanos assistem a ofícios religiosos, ou seja, mais do que os que, no decurso de um ano inteiro, vão aos estádios e ginásios ver ou praticar algum desporto, uma estatística que desmonta o antiquíssimo lugar comum segundo o qual este é um país materialista, onde a obsessão pelo dinheiro e pelo culto do corpo sufocou a vida do espírito. Na verdade, nos nossos dias, apenas em países muçulmanos fundamentalistas a religião absorve tanta gente e por tanto tempo como na pátria de Wal Whitman."

Mário Vargas Llosa in DNa 27.05.20

sexta-feira, agosto 12, 2005

Portugal total

"Está a gerar-se o pânico na sociedade portuguesa. Não é o crime que cria problemas às pessoas, mas o pânico e o medo. Em Portugal, está a formar-se o pânico e o medo."

Godelieve Meersschaert in A Capital - 29.06.2005

quinta-feira, agosto 11, 2005

Hoje é dia de Antena Livre



Na era em que muitos críticos do serviço público fustigam a RDP e RTP, estas dão-nos exemplos de que são de utilidade para o país.

A Antena 3, a rádio estatal para públicos mais jovens, desde as direcções de Luís Montez e Luís Marinho veio a posicionar-se melhor no e para o mercado. A nova era de música hip hop, pop, rock, etc ganhou mais protagonismo nos média e nos tops devido à promoção realizada por esta frequência. Enquanto RFM, Best Rock e outras várias afirmavam que não podiam passar música nacional porque arruinaria o seu negócio, como empresas privadas que eram, a rádio de Alvaro Costa, Miguel Quintão e outros, mostrou que o contrário também estava certo.

Antena Livre é uma rubrica arrojada, mas que serve decentemente Portugal. À Quintas a Antena 3 passa só música de bandas lusas já com trabalho editado. Em cada hora destaca o percurso, e dá a conhecer um tema, de uma banda sem disco. Coisa impossível antes da administração de Luís Marinho. Justificavam não poderem passar material de bandas ainda não afirmadas porque "dava prejuízo à emissora".

Afinal serviço público é para promover a moeda ou a cultura? Apoiar a diversidade ou olhar para os cifrões?

quarta-feira, agosto 10, 2005

Medicamente

"Costumo dizer que, entre as várias coisas que não me ensinaram, também me ensinaram mentiras: a primeira mentira que me ensinaram é que o pediatra era o médico das crianças. Não é! O pediatra é o médico da criança, mas também da mãe, do pai, do avô, da avó, dos irmãs e de todos aqueles que convivem com o bébé."

João Carlos Gomes-Pedro (pediatra) in DNa 18.03.2005

terça-feira, agosto 09, 2005

É que é já a seguir

"O Governo está ainda em período de 'lua de mel', mas afigura-se um Verão quente"

André Freire - O Diabo, 21-06-2005

"Em vésperas de férias generalizadas, a contestação social às políticas de contenção e de combate ao défice marca o ritmo (...) e desde já se anuncia um 'Verão quente' como há muito não se vê"

Reginaldo Rodrigues de Almeida on Jornal de Negócios - 07.07.2005


Continua-se a fazer típica oposição lusa: arrasar e descridiblizar o governo quanto antes.
As linhas de política resultam a médio, longo prazo mas a política, a luta de lobbies de engravatados, quer-se sem tréguas.
Só assim se pode perceber que em vez de se fazerem pactos entre correntes de pensamento a fim de Portugal ver em prática ideias políticas - boas ou más só se verão a longo prazo - se esteja em sucessivas mostras de "indignação", "erros colossais", etc

Infelizmente, para quem assume a responsabilidade de melhorar o país, a revitalização pode esperar.