quinta-feira, novembro 10, 2005

Direito a reclamar

A partir de hoje os inscritos no Centro de Emprego com menos de 30 anos e com menos de dois anos de descontos para a segurança social.

Seria bom se em vez de terem mais obrigações, também pudessem ter mais deveres pois o serviço que o Centro de Emprego presta em certas cidades é ridículo. Falo nomeadamente das chamadas consecutivas que fazem a jovens desempregados para serem monitorizados, "ensinados" sobre variadíssimas coisas como: aprender a fazer um curriculum, pela mão de pessoas que não o sabem. Mais gritante, é o conjunto de cursos que disponibiliza pelo IEFP aos jovens que nas universidades se formaram para o desemprego. Na grande maioria dos casos, são cursos desajustados com nomes "ajustados à realidade". Garantem emprego? Sim, mas aos formadores.

Formadores que muitos deles não sabem leccionar e que apenas fomentam o desanimar de pessoas que estão sem perspectivas de futuro e que acreditaram no programa de requalificação do IEFP.

quarta-feira, novembro 09, 2005

Os miseráveis

Segundo (António) Barreto, a elite portuguesa (política, empresarial, intelectual,
universitária) não cumpre o seu papel, Não só porque não protesta e não critica, mas também porque activamente colabora na demagogia e no desperdício. Porque, em suma, se tornou, ou nunca deixou de ser, ignoranmte e predadora. (...)

Se a elite portuguesa não vale nada , em rigor não merece sequer o nome e não há nada a esperar dela. (...)

O que se passa em Portugal por elite não difere do resto da sociedade. Nesse sentido, representa bem o país (que naturalmente não "puxa" para lado nenhum) com a sua cultura de miséria, de mentira e de parasitismo"

Vasco Pulido Valente in Público - 08.07.3005

terça-feira, novembro 08, 2005

Nada do que fazemos tem muito sentido se não houver testemunho, apreço, crítica sobre isso. Se damos um trambolhão nas escadas e estamos sozinhos, é como se nunca tivesse acontecido. O que somos e fazemos da nossa vida tem que ser visto pelos outros. É nesse jogo de espelhos que a pessoa se encontra.

Ana Drago in DNa - 26.09.2005

domingo, novembro 06, 2005

Tradição



Bandeira in DN - 02.11.2005

sábado, novembro 05, 2005

Ouvido de líder

"No fundo, acho que um grande líder tem que ter um excelente ouvido para melodia. Por estas palavras, refiro-me a clareza de ideias. (...)
é a habilidade de ver através do ruído e do ressoar de ideias, e de conversas e pontos de vista, ouvir a linha melódica e perceber: é isto que temos de fazer; isto é mais importante que o resto.

Bono Vox in DN:música num excerto de Bono por Bono (livro de entrevista de Michka Assayas) - 08.07.2005

sexta-feira, novembro 04, 2005

Setenta e cinco vezes mil

Os noticiários de ontem dão conta do último balanço do sismo do Paquistão: 75 mil mortos. Um número asim é mais fácil de pronunciar do que de perceber. Porque, se tentamos perceber o que sejam 75 mil mortos, a nossa razão naufraga, sem nada de reconhecível por perto a agarrar-se (...)
Três milhões de desalojados é algo que percebemos; mas 75 mil mortos... E, no entanto, os telejornais deram 30 segundos ao assunto. Afinal o Paquistão é longe.

Manuel António Pina JN 03.11.2005

Ainda sobre os prémios MTV

«O espectáculo começou com cerca de dez minutos de atraso, pouco comum para os padrões da cadeia de televisão MTV» (Agência Lusa, 03-11-2005 20:22:00).

Tipicamente português. Palavras para quê? Foi a "nossa" pequena vingança por não termos artistas portugueses a actuar, ihihihii!

quinta-feira, novembro 03, 2005

Mtv resort

Não há bandas portuguesas no palco do Mtv Europe Awards.

Compreende-se... nenhuma agrupamento nosso está no topo de vendas das discográficas. Como a Mtv deixou há muito de ser um projecto de apoio à música, mas uma máquina de facturar dinheiro à custa dela, o Pavilhão Atlântico é hoje um resort daquela marca americana. Nós damos o espaço e as "bebidas", eles recheam-lo com vedetas que o façam render.


quarta-feira, novembro 02, 2005

Dia de todos os mortos

O sítio que sugiro é mórbido, para alguns repugnante, mas sociológicamente interessante. Revela-nos mais de mil imagens de campas de humanos famosos.

A morte é turística, quem pode visita os cemitérios mais famosos das capitais mundiais. Quem pode, não perde a oportunidade de visitar em Paris o cemitério Le Pere Lachaise onde "repousam" Honore de Balzac, Georges Bizet, Frederic Chopin, Jim Morrison, Oscar Wilde entre outros.

Para além de fotos temos também a adornar textos que nos clarificam mortes e enterros que se tornaram boatos. É o caso de Walt Disney. O seu corpo não foi congelado após a sua morte.

terça-feira, novembro 01, 2005

Ó meu amigo, a questão aqui é muito simples...

Porque é que não há um (bom) sítio nacional sobre os acontecimentos passados a 1 de Novembro de 1755?

segunda-feira, outubro 31, 2005

Funcionário-mor

"Sócrates não agiu como um líder mas como um mau funcionário público: férias sagradas e trabalho à hora certa"

João Miguel Tavares in DN - 26.08.2005

domingo, outubro 30, 2005

Kafkas há muitos

Tudo depende, de facto, se um crítico quer destruir um escritor ou se quer tutelá-lo. Se o quer tutelar diz "Descansemos, aí está o novo Kafka!". Se o quer destruir diz "este gajo não passa de um imitador de Kafka!

Rodrigo Guedes de Carvalho in DNa 15.07.2005

sábado, outubro 29, 2005

Speaker

"associa-se a ideia de "apresentador" a uma espécie de papagaio. Muitas vezes a escorregar periosamente para a figura apalhaçada que diz piadas e fala, fala, fala... em portugal quando um "apresentador" de TV se revela culto, inteligente, sábio para lá da sua função, muda de nome . Passa a camar-se "comunicador". Ou jornalista. Como se a ideia de um "apresentador" fosse necessariamenTe má."

Pedro Rolo Duarte in DNa - 16.09.2005

sexta-feira, outubro 28, 2005

Cariño

Extremadura rendida a Portugal, é assim que a imprensa passa para o público português o facto de naquela pronvincia espanhola se aprender cada vez a nossa lingua mãe.

Não é uma questão de carinho, nem de curiosidade o que leva os espanhois a leccionar o português, é sobretudo o seu espírito empreendedor que condiciona esta razão: conhecer para dominar.
O médico, o empresário que já "arranha" o português mais facilmente penetra no nosso mercado. Em roma, sê romano.

A percepção-tótó de certos media nacionais é um sinal de fraqueza e de atraso. Em assuntos sérios visionam-se fait divers. Uma sociedade que não trabalha bem a informação que divulga, não compete em pé de igualdade com a produção de outras.

Cabaz de consumo

Já se está a aproximar a data preferida de todos os comerciantes. Mais do que uma festa de família e de reunião, o Natal é uma festa de consumo, uma maratona para ver quem oferece as melhores prendas (o que equivale quase a dizer "as mais caras").

A partir de Novembro, os hipermercados abrem aos domingos à tarde; nas revistas femininas, já se adivinham os suplementos dedicados às melhores sugestões para presentes; não tenho ido a Lisboa, mas quase aposto que já há decoração a fazer lembrar o Natal. Mais que não seja, no El Corte Inglés.

Nas televisões, já rodam os anúncios a perfumes (qual deles o mais estranho!). No campo "multimédia", começam a sair jogos novos para a Playstation, cd's e dvd's. O último que dei por mim a namorar foi uma edição especial da série "O Sexo e a Cidade, disponível na Amazon.
Até no campo da sorte se nota que é Natal. As rifas para os cabazes de Natal, as lotarias extraordinárias, os jackpots do Totoloto e do Euromilhões...

As ceias de Natal estão ao alcance de uma chamada telefónica, porque já ninguém tem tempo a perder com uma ceia que, no final, pode até nem sair bem cozinhada. Para a geração dos meus pais, isto é muito confuso. Um bacalhau salgado salvava-se com uns copinhos de água a seguir à refeição ou com uma receita de emergência, mas tinha de ser cozinhado pela matriarca.

Hoje em dia, o Natal tornou-se um martírio para muitos. Os orçamentos curtos demais para tantos presentes, os encontros "forçados" com aquela parte da família que detestam ou a solidão de quem já não tem família. Ou então os especiais de entretenimento, o Natal dos Hospitais, das Prisões e, quem sabe, qualquer dia, dos Aeroportos.

Porque é que passamos quase dois meses às voltas por uma festa que afinal dura apenas um dia?

quarta-feira, outubro 26, 2005

Inovar, Mudar, Melhorar

"Numa empresa, como numa repartição pública, saber dirigir as pessoas é, antes de tudo, dar-lhes gosto pelo que fazem. E valorizar cada gesto empenhado. Mas não é isso que temos ouvido dos dirigentes políticos."

Daniel Oliveira in Expresso - 02.07.2005

segunda-feira, outubro 24, 2005

Parlapiê

Nova década depois, Cavaco apresenta-se ao país com o prestígio aumentado pelo passar do tempo, que privilegia sempre aqueles que falam pouco.

João Miguel Tavares in DN - 21.10.05