sábado, novembro 19, 2005

"Chave" e "fechadura"

"O Expresso pré-publicou as cartas de amor que António Lobo Antunes envuou de África à sua mulher, entre 1971 e 1973. Nelas descobrimos que Lobo Antunes gostou do filme Love Story, que camava à esposa "meu sorvete de morango, meu pratinho de arroz-doce", e que ainda por cima dizia ter contade de lhe "meter a chave" na "fechadura do seu corpo". Eu não precisava de saber isto. Eu não queria saber isto. Há coisas que só se divulgam depois da morte."

João Miguel Tavares in DN - 18.11.2005

sexta-feira, novembro 18, 2005

Capital de risco

Como todos, oiço os portugueses a falar, todo o tipo de português e constato que a esmagadora maioria não vai, nem quer ir além do inverso da célebre frase de Kennedy: limitam-se a perguntar o que o país pode fazer por eles.
(...)

juízes, também sabem, e sabem que nós sabemos, que a justiça é talvez a coisa que pior funciona em Portugal,mais lenta, mais ineficaz, mais cara e mais afastada das necessidades dos cidadãos. Mas aquio com que unicamente os ouvimos preocuparem-se é com o seu estatuto, as suas férias, a manutenção do seu regime de total desresponsabilidzação profissional.
(...)

Em Portugal, 63 por cento do capital de risco é assumido pelo sector público; em Espanha é 9 por cento, o resto é privado. A diferença é eloquente e explica muita coisa.
(...)

Resta-nos esperar que a UE não se desagregue nem se canse de nos aturar, porque, então sim, ficaremos face a face com nós próprios e corremos o risco de concluir que nos tornámos um país inviável

Miguel Sousa Tavares in Público - 24.06.2005

terça-feira, novembro 15, 2005

"De certa forma, todos falhámos. Não fomos capazes de conter o surto dea sociedade de consumo. Não readaptámos os valores à nova época. Deixámos de ser cidadãos para sermos consumidores. Os pensadores e filósofos da nossa sociedade, hoje, são os publicitários. Eles dizem o que vamos pensar, como vestir, o que comer."

Flávio Tavares, jornalista e escritor, in Actual - 13.08.2005

segunda-feira, novembro 14, 2005

Papá! Papá!

Filha do Major já é vereadora


"Paiiii paiiii, és o maior!". Foi assim que a agora vereadora de Gondomar recebeu Valentim Loureiro depois de ter estado detido para interrogações. Histeria familiar numa noite televisiva.

Dois anos se passaram, e a foto que ilustra este artigo mostra uma Daniela Loureiro Himmel com a mesma pose. Assuntos familiares...

domingo, novembro 13, 2005

A liberdade que a religião nos concede

"A ideia de um Estado laico e de uma religião confinada à esfera individual e familiar era intolerável para este Papa João Paulo II] que nunca deixou de condenar com firmeza todas as medidas sociais e políticas que entrassem em conflito com os ensinamentos da Igreja, mesmo que se tratassem de disposições e leis aprovadas por governos de inequívoca origem democrática. (...)

Como não é concebível que uma sociedade progrida e prospere sem uma vida espiritual e religiosa, e, no caso do Ocidente, religião quer dizer sobretudo cristianismo, teria sido desejável que o catolicismo se adaptasse, como já o fez no passado quando as circunstâncias o empurraram a aceitar a democracia, as realidades do nosso tempo em matérica sexual, moral e cultural, começando pela emancipação da mulher e terminando pelo conhecimento do direito à igualdade das minorias sexuais."

Mário Vargas Llosa in DNa - 13.05.2005

sábado, novembro 12, 2005

Fim de semana em pijama

"as pessoas que mais se arranjam são aquelas que têm mais necessidade de apelar - ou que não têm uma relação sexual afectiva ou que estão insatisfeitas. Caso contrário, também não precisavam tanto de chamar a atenção"

Nuno Nodin (sexólogo) in DNa - 13.05.2005


sexta-feira, novembro 11, 2005

Tragédias

Para quem vive com e pela religião, esta explica tudo.
Quando o furacão Katrina assolou Nova Orleães, os seus resultados foram bem quistos por fanáticos muçulmanos da peninsula arábica. Viram no furacão um soldado de Alá contra o diabo Americano.

De quem serão vítimas os mortos (85 mil), feridos e desalojados do terramoto no Paquistão?

quinta-feira, novembro 10, 2005

Direito a reclamar

A partir de hoje os inscritos no Centro de Emprego com menos de 30 anos e com menos de dois anos de descontos para a segurança social.

Seria bom se em vez de terem mais obrigações, também pudessem ter mais deveres pois o serviço que o Centro de Emprego presta em certas cidades é ridículo. Falo nomeadamente das chamadas consecutivas que fazem a jovens desempregados para serem monitorizados, "ensinados" sobre variadíssimas coisas como: aprender a fazer um curriculum, pela mão de pessoas que não o sabem. Mais gritante, é o conjunto de cursos que disponibiliza pelo IEFP aos jovens que nas universidades se formaram para o desemprego. Na grande maioria dos casos, são cursos desajustados com nomes "ajustados à realidade". Garantem emprego? Sim, mas aos formadores.

Formadores que muitos deles não sabem leccionar e que apenas fomentam o desanimar de pessoas que estão sem perspectivas de futuro e que acreditaram no programa de requalificação do IEFP.

quarta-feira, novembro 09, 2005

Os miseráveis

Segundo (António) Barreto, a elite portuguesa (política, empresarial, intelectual,
universitária) não cumpre o seu papel, Não só porque não protesta e não critica, mas também porque activamente colabora na demagogia e no desperdício. Porque, em suma, se tornou, ou nunca deixou de ser, ignoranmte e predadora. (...)

Se a elite portuguesa não vale nada , em rigor não merece sequer o nome e não há nada a esperar dela. (...)

O que se passa em Portugal por elite não difere do resto da sociedade. Nesse sentido, representa bem o país (que naturalmente não "puxa" para lado nenhum) com a sua cultura de miséria, de mentira e de parasitismo"

Vasco Pulido Valente in Público - 08.07.3005

terça-feira, novembro 08, 2005

Nada do que fazemos tem muito sentido se não houver testemunho, apreço, crítica sobre isso. Se damos um trambolhão nas escadas e estamos sozinhos, é como se nunca tivesse acontecido. O que somos e fazemos da nossa vida tem que ser visto pelos outros. É nesse jogo de espelhos que a pessoa se encontra.

Ana Drago in DNa - 26.09.2005

domingo, novembro 06, 2005

Tradição



Bandeira in DN - 02.11.2005

sábado, novembro 05, 2005

Ouvido de líder

"No fundo, acho que um grande líder tem que ter um excelente ouvido para melodia. Por estas palavras, refiro-me a clareza de ideias. (...)
é a habilidade de ver através do ruído e do ressoar de ideias, e de conversas e pontos de vista, ouvir a linha melódica e perceber: é isto que temos de fazer; isto é mais importante que o resto.

Bono Vox in DN:música num excerto de Bono por Bono (livro de entrevista de Michka Assayas) - 08.07.2005

sexta-feira, novembro 04, 2005

Setenta e cinco vezes mil

Os noticiários de ontem dão conta do último balanço do sismo do Paquistão: 75 mil mortos. Um número asim é mais fácil de pronunciar do que de perceber. Porque, se tentamos perceber o que sejam 75 mil mortos, a nossa razão naufraga, sem nada de reconhecível por perto a agarrar-se (...)
Três milhões de desalojados é algo que percebemos; mas 75 mil mortos... E, no entanto, os telejornais deram 30 segundos ao assunto. Afinal o Paquistão é longe.

Manuel António Pina JN 03.11.2005

Ainda sobre os prémios MTV

«O espectáculo começou com cerca de dez minutos de atraso, pouco comum para os padrões da cadeia de televisão MTV» (Agência Lusa, 03-11-2005 20:22:00).

Tipicamente português. Palavras para quê? Foi a "nossa" pequena vingança por não termos artistas portugueses a actuar, ihihihii!

quinta-feira, novembro 03, 2005

Mtv resort

Não há bandas portuguesas no palco do Mtv Europe Awards.

Compreende-se... nenhuma agrupamento nosso está no topo de vendas das discográficas. Como a Mtv deixou há muito de ser um projecto de apoio à música, mas uma máquina de facturar dinheiro à custa dela, o Pavilhão Atlântico é hoje um resort daquela marca americana. Nós damos o espaço e as "bebidas", eles recheam-lo com vedetas que o façam render.


quarta-feira, novembro 02, 2005

Dia de todos os mortos

O sítio que sugiro é mórbido, para alguns repugnante, mas sociológicamente interessante. Revela-nos mais de mil imagens de campas de humanos famosos.

A morte é turística, quem pode visita os cemitérios mais famosos das capitais mundiais. Quem pode, não perde a oportunidade de visitar em Paris o cemitério Le Pere Lachaise onde "repousam" Honore de Balzac, Georges Bizet, Frederic Chopin, Jim Morrison, Oscar Wilde entre outros.

Para além de fotos temos também a adornar textos que nos clarificam mortes e enterros que se tornaram boatos. É o caso de Walt Disney. O seu corpo não foi congelado após a sua morte.

terça-feira, novembro 01, 2005

Ó meu amigo, a questão aqui é muito simples...

Porque é que não há um (bom) sítio nacional sobre os acontecimentos passados a 1 de Novembro de 1755?