quarta-feira, novembro 30, 2005
Os bons do reino
"Se todos os sectores do Estado fizessem o que fizemos, não existiria défice"
Fernando Ruas in JN - 18.11.2005
Quem o diz é o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses.
Será que sabe dos estudos que indicam em cada ano de eleições autárquicas a despesa dos concelhos triplica? Ou seja, gastam o que não têm, pedem empréstimos ao banco. Maldito défice...
Fernando Ruas in JN - 18.11.2005
Quem o diz é o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses.
Será que sabe dos estudos que indicam em cada ano de eleições autárquicas a despesa dos concelhos triplica? Ou seja, gastam o que não têm, pedem empréstimos ao banco. Maldito défice...
terça-feira, novembro 29, 2005
Portugal na CEE
"O problema dos brasileiros não é a carência mas a abundância. Acontece a certos países pobres: não sabem gerir o que têm"
Pedro Lomba in DN – 22.07.2005
Pedro Lomba in DN – 22.07.2005
segunda-feira, novembro 28, 2005
Coelho, um homem frontal...
"com a mesma fontalidade que critico este desnorte da oposição, também falo uma ressalva em relação ao governo: é preciso mais discurso social"
Jorge Coelho in DN - 18.11.2005
Discurso? O adjectivo foi mal escolhido por Jorge Coelho, mas faz parte da sua forma de estar na política...
Jorge Coelho in DN - 18.11.2005
Discurso? O adjectivo foi mal escolhido por Jorge Coelho, mas faz parte da sua forma de estar na política...
domingo, novembro 27, 2005
sábado, novembro 26, 2005
Pop bufa
"Vivemos na civilização do espectáculo e os intelectuais e escritores que figuram entre os mais populares quase nunca o são pela originalidade das suas ideias ou pela beleza das suas criações, ou, em todo o caso, não o são nunca apenas por essas razões intelectuais e literárias. São-no sobretudo pela sua capacidade histriónica, pela maneira como projectam e administram a sua imagem publicam pelo exibicionismo, palhaçadas, desplantes, insolências, toda aquela dimensão bufa e ruidosa da vida pública que hoje em dia faz as vezes de rebeldia e da qual os media podem tirar partido, convertendo os seus autores, da mesma forma que os artistas e aos cantores em espectáculo de massas."
Mario Vargas Llosa in DNa - 15.04.2005
Mario Vargas Llosa in DNa - 15.04.2005
sexta-feira, novembro 25, 2005
Pressões
"Há muito a pressão do diálogo e da conversa. É uma coisa que me
faz aflição. Mas porque é que temos de conversar? Conversaremos
se for caso disso mas não é drama nenhum se não abrirmos a boca"
Rodrigo Guedes de Carvalho in DNa 15.07.2005
faz aflição. Mas porque é que temos de conversar? Conversaremos
se for caso disso mas não é drama nenhum se não abrirmos a boca"
Rodrigo Guedes de Carvalho in DNa 15.07.2005
quinta-feira, novembro 24, 2005
Mário Soares, o viajador
Eis um dos motivos porque não vou votar no candidato Mário Soares...
Durante os anos que ocupou o Palácio de Belém, Soares visitou 57
países (alguns várias vezes como por exemplo Espanha que visitou 24
vezes e a França 21 vezes), percorrendo no total 992.809 KMS o que
corresponde a 22 vezes a volta ao mundo.
1986
11 a 13 de Maio - Grã-Bretanha
06 a 09 de Julho - França
12 a 14 de Setembro - Espanha
17 a 25 de Outubro - Grã-Bretanha e França
28 de Outubro - Moçambique
05 a 08 de Dezembro - São Tomé e Príncipe
08 a 11 de Dezembro - Cabo Verde
1987
15 a 18 de Janeiro - Espanha
24 de Março a 05 de Abril - Brasil
16 a 26 de Maio - Estados Unidos
13 a 16 de Junho - França e Suíça
16 a 20 de Outubro - França
22 a 29 de Novembro - Rússia
14 a 19 de Dezembro - Espanha
1988
18 a 23 de Abril - Alemanha
16 a 18 de Maio - Luxemburgo
18 a 21 de Maio - Suíça
31 de Maio a 05 de Junho - Filipinas
05 a 08 de Junho - Estados Unidos
08 a 13 de Agosto - Equador
13 a 15 de Outubro - Alemanha
15 a 18 de Outubro - Itália
05 a 10 de Novembro - França
12 a 17 de Dezembro - Grécia
1989
19 a 21 de Janeiro - Alemanha
31 de Janeiro a 05 de Fevereiro - Venezuela
21 a 27 de Fevereiro - Japão
27 de fevereiro a 05 de Março - Hong-Kong e Macau
05 a 12 de Março - Itália
24 de Junho a 02 de Julho - Estados Unidos
12 a 16 de Julho - Estados Unidos
17 a 19 de Julho - Espanha
27 de Setembro a 02 de Outubro - Hungria
02 a 04 de Outubro - Holanda
16 a 24 de Outubro - França
20 a 24 de Novembro - Guiné-Bissau
24 a 26 de Novembro - Costa do Marfim
26 a 30 de Novembro - Zaire
27 a 30 de Dezembro - República Checa
1990
15 a 20 de Fevereiro - Itália
10 a 21 de Março - Chile e Brasil
26 a 29 de Abril - Itália
05 a 06 de Maio - Espanha
15 a 20 de Maio - Marrocos
09 a 11 de Outubro - Suécia
27 a 28 de Outubro - Espanha
11 a 12 de Novembro - Japão
1991
29 a 31 de Janeiro - Noruega
21 a 23 de Março - Cabo Verde
02 a 04 de Abril - São Tomé e Príncipe
05 a 09 de Abril - Itália
17 a 23 de Maio - Rússia
08 a 11 de Julho - Espanha
16 a 23 de Julho - México
27 de Agosto a 01 de Setembro - Espanha
14 a 19 de Setembro - França e Bélgica
08 a 10 de Outubro - Bélgica
22 a 24 de Novembro - França
08 a 12 de Dezembro - Bélgica e França
1992
10 a 14 de Janeiro - Estados Unidos
23 de Janeiro a 04 de Fevereiro - India
09 a 11 de Março - França
13 a 14 de Março - Espanha
25 a 29 de Abril - Espanha
04 a 06 de Maio - Suíça
06 a 09 de Maio - Dinamarca
26 a 28de Maio - Alemanha
30 a 31 de Maio - Espanha
01 a 07 de Junho - Brasil
11 a 13 de Junho - Espanha
13 a 15 de Junho - Alemanha
19 a 21 de Junho - Itália
14 a 16 de Outubro - França
16 a 19 de Outubro - Alemanha
19 a 21 de Outubro - Áustria
21 a 27 de Outubro - Turquia
01 a 03 de Novembro - Espanha
17 a 19 de Novembro - França
26 a 28 de Novembro - Espanha
13 a 16 de Dezembro - França
1993
17 a 21 de Fevereiro - França
14 a 16 de Março - Bélgica
06 a 07 de Abril - Espanha
18 a 20 de Abril - Alemanha
21 a 23 de Abril - Estados Unidos
27 de Abril a 02 de Maio - Grã-Bretanha e Escócia
14 a 16 de Maio - Espanha
17 a 19 de Maio - França
22 a 23 de Maio - Espanha
01 a 04 de Junho - Irlanda
04 a 06 de Junho - Islândia
05 a 06 de Julho - Espanha
09 a 14 de Julho - Chile
14 a 21 de Julho - Brasil
24 a 26 de Julho - Espanha
06 a 07 de Agosto - Bélgica
07 a 08 de Setembro - Espanha
14 a 17 de de Outubro - Coreia do Norte
18 a 27 de Outubro - Japão
28 a 31 de Outubro - Hong-Kong e Macau
1994
02 a 05 de Fevereiro - França
27 de Fevereiro a 03 de Março - Espanha (incluindo Canárias)
18 a 26 de Março - Brasil
08 a 12 de Maio - África do Sul (Tomada de posse de Mandela)
22 a 27 de Maio - Itália
27 a 31 de Maio - África do Sul
06 a 07 de Junho - Espanha
12 a 20 de Junho - Colômbia
05 a 06 de Julho - França
10 a 13 de Setembro - Itália
13 a 16 de Setembro - Bulgária
16 a 18 de Setembro - - França
28 a 30 de Setembro - Guiné-Bissau
09 a 11 de Outubro - Malta
11 a 16 de Outubro - Egipto
17 a 18 de Outubro - Letónia
18 a 20 de Outubro - Polónia
09 a 10 de Novembro -
Grã-Bretanha
15 a 17 de Novembro - República Checa
17 a 19 de Novembro - Suíça
27 a 28 de Novembro - Marrocos
07 a 12 de Dezembro - Moçambique
30 de Dezembro a 09 de Janeiro 1995 - Brasil
1995
31 de Janeiro a 02 de Fevereiro - França
12 a 13 de Fevereiro - Espanha
07 a 08 de Março - Tunísia
06 a 10 de Abril - Macau
10 a 17 de Abril - China
17 a 19 de Abril - Paquistão
07 a 09 de Maio - França
21 de Setembro - Espanha
23 a 28 de Setembro - Turquia
14 a 19 de Outubro - Argentina e Uruguai 20 a 23 de Outubro -
Estados
Unidos
27 de Outubro - Espanha
31 de Outubro a 04 de Novembro - Israel
04 e 05 de Novembro Faixa de Gaza e Cisjordânia
05 e 06 de Novembro - Cidade de Jerusalém
15 a 16 de Novembro - França
17 a 24 de Novembro - África do Sul
24 a 28 de Novembro - Ilhas Seychelles
04 a 05 de Dezembro - Costa do Marfim
06 a 10 de Dezembro - Macau
11 a 16 de Dezembro - Japão
1996
08 a 11 de Janeiro - Angola
Durante os anos que ocupou o Palácio de Belém, Soares visitou 57
países (alguns várias vezes como por exemplo Espanha que visitou 24
vezes e a França 21 vezes), percorrendo no total 992.809 KMS o que
corresponde a 22 vezes a volta ao mundo.
1986
11 a 13 de Maio - Grã-Bretanha
06 a 09 de Julho - França
12 a 14 de Setembro - Espanha
17 a 25 de Outubro - Grã-Bretanha e França
28 de Outubro - Moçambique
05 a 08 de Dezembro - São Tomé e Príncipe
08 a 11 de Dezembro - Cabo Verde
1987
15 a 18 de Janeiro - Espanha
24 de Março a 05 de Abril - Brasil
16 a 26 de Maio - Estados Unidos
13 a 16 de Junho - França e Suíça
16 a 20 de Outubro - França
22 a 29 de Novembro - Rússia
14 a 19 de Dezembro - Espanha
1988
18 a 23 de Abril - Alemanha
16 a 18 de Maio - Luxemburgo
18 a 21 de Maio - Suíça
31 de Maio a 05 de Junho - Filipinas
05 a 08 de Junho - Estados Unidos
08 a 13 de Agosto - Equador
13 a 15 de Outubro - Alemanha
15 a 18 de Outubro - Itália
05 a 10 de Novembro - França
12 a 17 de Dezembro - Grécia
1989
19 a 21 de Janeiro - Alemanha
31 de Janeiro a 05 de Fevereiro - Venezuela
21 a 27 de Fevereiro - Japão
27 de fevereiro a 05 de Março - Hong-Kong e Macau
05 a 12 de Março - Itália
24 de Junho a 02 de Julho - Estados Unidos
12 a 16 de Julho - Estados Unidos
17 a 19 de Julho - Espanha
27 de Setembro a 02 de Outubro - Hungria
02 a 04 de Outubro - Holanda
16 a 24 de Outubro - França
20 a 24 de Novembro - Guiné-Bissau
24 a 26 de Novembro - Costa do Marfim
26 a 30 de Novembro - Zaire
27 a 30 de Dezembro - República Checa
1990
15 a 20 de Fevereiro - Itália
10 a 21 de Março - Chile e Brasil
26 a 29 de Abril - Itália
05 a 06 de Maio - Espanha
15 a 20 de Maio - Marrocos
09 a 11 de Outubro - Suécia
27 a 28 de Outubro - Espanha
11 a 12 de Novembro - Japão
1991
29 a 31 de Janeiro - Noruega
21 a 23 de Março - Cabo Verde
02 a 04 de Abril - São Tomé e Príncipe
05 a 09 de Abril - Itália
17 a 23 de Maio - Rússia
08 a 11 de Julho - Espanha
16 a 23 de Julho - México
27 de Agosto a 01 de Setembro - Espanha
14 a 19 de Setembro - França e Bélgica
08 a 10 de Outubro - Bélgica
22 a 24 de Novembro - França
08 a 12 de Dezembro - Bélgica e França
1992
10 a 14 de Janeiro - Estados Unidos
23 de Janeiro a 04 de Fevereiro - India
09 a 11 de Março - França
13 a 14 de Março - Espanha
25 a 29 de Abril - Espanha
04 a 06 de Maio - Suíça
06 a 09 de Maio - Dinamarca
26 a 28de Maio - Alemanha
30 a 31 de Maio - Espanha
01 a 07 de Junho - Brasil
11 a 13 de Junho - Espanha
13 a 15 de Junho - Alemanha
19 a 21 de Junho - Itália
14 a 16 de Outubro - França
16 a 19 de Outubro - Alemanha
19 a 21 de Outubro - Áustria
21 a 27 de Outubro - Turquia
01 a 03 de Novembro - Espanha
17 a 19 de Novembro - França
26 a 28 de Novembro - Espanha
13 a 16 de Dezembro - França
1993
17 a 21 de Fevereiro - França
14 a 16 de Março - Bélgica
06 a 07 de Abril - Espanha
18 a 20 de Abril - Alemanha
21 a 23 de Abril - Estados Unidos
27 de Abril a 02 de Maio - Grã-Bretanha e Escócia
14 a 16 de Maio - Espanha
17 a 19 de Maio - França
22 a 23 de Maio - Espanha
01 a 04 de Junho - Irlanda
04 a 06 de Junho - Islândia
05 a 06 de Julho - Espanha
09 a 14 de Julho - Chile
14 a 21 de Julho - Brasil
24 a 26 de Julho - Espanha
06 a 07 de Agosto - Bélgica
07 a 08 de Setembro - Espanha
14 a 17 de de Outubro - Coreia do Norte
18 a 27 de Outubro - Japão
28 a 31 de Outubro - Hong-Kong e Macau
1994
02 a 05 de Fevereiro - França
27 de Fevereiro a 03 de Março - Espanha (incluindo Canárias)
18 a 26 de Março - Brasil
08 a 12 de Maio - África do Sul (Tomada de posse de Mandela)
22 a 27 de Maio - Itália
27 a 31 de Maio - África do Sul
06 a 07 de Junho - Espanha
12 a 20 de Junho - Colômbia
05 a 06 de Julho - França
10 a 13 de Setembro - Itália
13 a 16 de Setembro - Bulgária
16 a 18 de Setembro - - França
28 a 30 de Setembro - Guiné-Bissau
09 a 11 de Outubro - Malta
11 a 16 de Outubro - Egipto
17 a 18 de Outubro - Letónia
18 a 20 de Outubro - Polónia
09 a 10 de Novembro -
Grã-Bretanha
15 a 17 de Novembro - República Checa
17 a 19 de Novembro - Suíça
27 a 28 de Novembro - Marrocos
07 a 12 de Dezembro - Moçambique
30 de Dezembro a 09 de Janeiro 1995 - Brasil
1995
31 de Janeiro a 02 de Fevereiro - França
12 a 13 de Fevereiro - Espanha
07 a 08 de Março - Tunísia
06 a 10 de Abril - Macau
10 a 17 de Abril - China
17 a 19 de Abril - Paquistão
07 a 09 de Maio - França
21 de Setembro - Espanha
23 a 28 de Setembro - Turquia
14 a 19 de Outubro - Argentina e Uruguai 20 a 23 de Outubro -
Estados
Unidos
27 de Outubro - Espanha
31 de Outubro a 04 de Novembro - Israel
04 e 05 de Novembro Faixa de Gaza e Cisjordânia
05 e 06 de Novembro - Cidade de Jerusalém
15 a 16 de Novembro - França
17 a 24 de Novembro - África do Sul
24 a 28 de Novembro - Ilhas Seychelles
04 a 05 de Dezembro - Costa do Marfim
06 a 10 de Dezembro - Macau
11 a 16 de Dezembro - Japão
1996
08 a 11 de Janeiro - Angola
quarta-feira, novembro 23, 2005
terça-feira, novembro 22, 2005
Cão com dono
"A minha geração achou que era dona do País"
Saldanha Sanches in Visão - 30.06.2005
E ainda acha.
Julga-se credora e não devedora.
Não se preocupa com o futuro dos que vão cá ficar. Pensa na reforma e não na dinamização do trabalho e consequentemente, do país.
Na política de oposição fala á boca cheia dos problemas do país, mas quando estava no poder nada resolveu.
Demite-se de se associar e lutar por um país mais justo para todos: "para quê que eu vou votar?".
Saldanha Sanches in Visão - 30.06.2005
E ainda acha.
Julga-se credora e não devedora.
Não se preocupa com o futuro dos que vão cá ficar. Pensa na reforma e não na dinamização do trabalho e consequentemente, do país.
Na política de oposição fala á boca cheia dos problemas do país, mas quando estava no poder nada resolveu.
Demite-se de se associar e lutar por um país mais justo para todos: "para quê que eu vou votar?".
segunda-feira, novembro 21, 2005
Quem dá música por quem?
Veja-se em A Trompa as opções de apoio que músicos nacionais fazem perante os cinco candidatos à presidência.
No horizonte vislumbra-se um candidato imbativel...
No horizonte vislumbra-se um candidato imbativel...
domingo, novembro 20, 2005
sábado, novembro 19, 2005
"Chave" e "fechadura"
"O Expresso pré-publicou as cartas de amor que António Lobo Antunes envuou de África à sua mulher, entre 1971 e 1973. Nelas descobrimos que Lobo Antunes gostou do filme Love Story, que camava à esposa "meu sorvete de morango, meu pratinho de arroz-doce", e que ainda por cima dizia ter contade de lhe "meter a chave" na "fechadura do seu corpo". Eu não precisava de saber isto. Eu não queria saber isto. Há coisas que só se divulgam depois da morte."
João Miguel Tavares in DN - 18.11.2005
João Miguel Tavares in DN - 18.11.2005
sexta-feira, novembro 18, 2005
Capital de risco
Como todos, oiço os portugueses a falar, todo o tipo de português e constato que a esmagadora maioria não vai, nem quer ir além do inverso da célebre frase de Kennedy: limitam-se a perguntar o que o país pode fazer por eles.
(...)
juízes, também sabem, e sabem que nós sabemos, que a justiça é talvez a coisa que pior funciona em Portugal,mais lenta, mais ineficaz, mais cara e mais afastada das necessidades dos cidadãos. Mas aquio com que unicamente os ouvimos preocuparem-se é com o seu estatuto, as suas férias, a manutenção do seu regime de total desresponsabilidzação profissional.
(...)
Em Portugal, 63 por cento do capital de risco é assumido pelo sector público; em Espanha é 9 por cento, o resto é privado. A diferença é eloquente e explica muita coisa.
(...)
Resta-nos esperar que a UE não se desagregue nem se canse de nos aturar, porque, então sim, ficaremos face a face com nós próprios e corremos o risco de concluir que nos tornámos um país inviável
Miguel Sousa Tavares in Público - 24.06.2005
(...)
juízes, também sabem, e sabem que nós sabemos, que a justiça é talvez a coisa que pior funciona em Portugal,mais lenta, mais ineficaz, mais cara e mais afastada das necessidades dos cidadãos. Mas aquio com que unicamente os ouvimos preocuparem-se é com o seu estatuto, as suas férias, a manutenção do seu regime de total desresponsabilidzação profissional.
(...)
Em Portugal, 63 por cento do capital de risco é assumido pelo sector público; em Espanha é 9 por cento, o resto é privado. A diferença é eloquente e explica muita coisa.
(...)
Resta-nos esperar que a UE não se desagregue nem se canse de nos aturar, porque, então sim, ficaremos face a face com nós próprios e corremos o risco de concluir que nos tornámos um país inviável
Miguel Sousa Tavares in Público - 24.06.2005
quinta-feira, novembro 17, 2005
quarta-feira, novembro 16, 2005
terça-feira, novembro 15, 2005
"De certa forma, todos falhámos. Não fomos capazes de conter o surto dea sociedade de consumo. Não readaptámos os valores à nova época. Deixámos de ser cidadãos para sermos consumidores. Os pensadores e filósofos da nossa sociedade, hoje, são os publicitários. Eles dizem o que vamos pensar, como vestir, o que comer."
Flávio Tavares, jornalista e escritor, in Actual - 13.08.2005
Flávio Tavares, jornalista e escritor, in Actual - 13.08.2005
segunda-feira, novembro 14, 2005
Papá! Papá!
Filha do Major já é vereadora
"Paiiii paiiii, és o maior!". Foi assim que a agora vereadora de Gondomar recebeu Valentim Loureiro depois de ter estado detido para interrogações. Histeria familiar numa noite televisiva.
Dois anos se passaram, e a foto que ilustra este artigo mostra uma Daniela Loureiro Himmel com a mesma pose. Assuntos familiares...
"Paiiii paiiii, és o maior!". Foi assim que a agora vereadora de Gondomar recebeu Valentim Loureiro depois de ter estado detido para interrogações. Histeria familiar numa noite televisiva.
Dois anos se passaram, e a foto que ilustra este artigo mostra uma Daniela Loureiro Himmel com a mesma pose. Assuntos familiares...
domingo, novembro 13, 2005
A liberdade que a religião nos concede
"A ideia de um Estado laico e de uma religião confinada à esfera individual e familiar era intolerável para este Papa João Paulo II] que nunca deixou de condenar com firmeza todas as medidas sociais e políticas que entrassem em conflito com os ensinamentos da Igreja, mesmo que se tratassem de disposições e leis aprovadas por governos de inequívoca origem democrática. (...)
Como não é concebível que uma sociedade progrida e prospere sem uma vida espiritual e religiosa, e, no caso do Ocidente, religião quer dizer sobretudo cristianismo, teria sido desejável que o catolicismo se adaptasse, como já o fez no passado quando as circunstâncias o empurraram a aceitar a democracia, as realidades do nosso tempo em matérica sexual, moral e cultural, começando pela emancipação da mulher e terminando pelo conhecimento do direito à igualdade das minorias sexuais."
Mário Vargas Llosa in DNa - 13.05.2005
Como não é concebível que uma sociedade progrida e prospere sem uma vida espiritual e religiosa, e, no caso do Ocidente, religião quer dizer sobretudo cristianismo, teria sido desejável que o catolicismo se adaptasse, como já o fez no passado quando as circunstâncias o empurraram a aceitar a democracia, as realidades do nosso tempo em matérica sexual, moral e cultural, começando pela emancipação da mulher e terminando pelo conhecimento do direito à igualdade das minorias sexuais."
Mário Vargas Llosa in DNa - 13.05.2005
sábado, novembro 12, 2005
Fim de semana em pijama
"as pessoas que mais se arranjam são aquelas que têm mais necessidade de apelar - ou que não têm uma relação sexual afectiva ou que estão insatisfeitas. Caso contrário, também não precisavam tanto de chamar a atenção"
Nuno Nodin (sexólogo) in DNa - 13.05.2005
Nuno Nodin (sexólogo) in DNa - 13.05.2005

sexta-feira, novembro 11, 2005
Tragédias
Para quem vive com e pela religião, esta explica tudo.
Quando o furacão Katrina assolou Nova Orleães, os seus resultados foram bem quistos por fanáticos muçulmanos da peninsula arábica. Viram no furacão um soldado de Alá contra o diabo Americano.
De quem serão vítimas os mortos (85 mil), feridos e desalojados do terramoto no Paquistão?
Quando o furacão Katrina assolou Nova Orleães, os seus resultados foram bem quistos por fanáticos muçulmanos da peninsula arábica. Viram no furacão um soldado de Alá contra o diabo Americano.
De quem serão vítimas os mortos (85 mil), feridos e desalojados do terramoto no Paquistão?
quinta-feira, novembro 10, 2005
Direito a reclamar
A partir de hoje os inscritos no Centro de Emprego com menos de 30 anos e com menos de dois anos de descontos para a segurança social.
Seria bom se em vez de terem mais obrigações, também pudessem ter mais deveres pois o serviço que o Centro de Emprego presta em certas cidades é ridículo. Falo nomeadamente das chamadas consecutivas que fazem a jovens desempregados para serem monitorizados, "ensinados" sobre variadíssimas coisas como: aprender a fazer um curriculum, pela mão de pessoas que não o sabem. Mais gritante, é o conjunto de cursos que disponibiliza pelo IEFP aos jovens que nas universidades se formaram para o desemprego. Na grande maioria dos casos, são cursos desajustados com nomes "ajustados à realidade". Garantem emprego? Sim, mas aos formadores.
Formadores que muitos deles não sabem leccionar e que apenas fomentam o desanimar de pessoas que estão sem perspectivas de futuro e que acreditaram no programa de requalificação do IEFP.
Seria bom se em vez de terem mais obrigações, também pudessem ter mais deveres pois o serviço que o Centro de Emprego presta em certas cidades é ridículo. Falo nomeadamente das chamadas consecutivas que fazem a jovens desempregados para serem monitorizados, "ensinados" sobre variadíssimas coisas como: aprender a fazer um curriculum, pela mão de pessoas que não o sabem. Mais gritante, é o conjunto de cursos que disponibiliza pelo IEFP aos jovens que nas universidades se formaram para o desemprego. Na grande maioria dos casos, são cursos desajustados com nomes "ajustados à realidade". Garantem emprego? Sim, mas aos formadores.
Formadores que muitos deles não sabem leccionar e que apenas fomentam o desanimar de pessoas que estão sem perspectivas de futuro e que acreditaram no programa de requalificação do IEFP.
quarta-feira, novembro 09, 2005
Os miseráveis
Segundo (António) Barreto, a elite portuguesa (política, empresarial, intelectual,
universitária) não cumpre o seu papel, Não só porque não protesta e não critica, mas também porque activamente colabora na demagogia e no desperdício. Porque, em suma, se tornou, ou nunca deixou de ser, ignoranmte e predadora. (...)
Se a elite portuguesa não vale nada , em rigor não merece sequer o nome e não há nada a esperar dela. (...)
O que se passa em Portugal por elite não difere do resto da sociedade. Nesse sentido, representa bem o país (que naturalmente não "puxa" para lado nenhum) com a sua cultura de miséria, de mentira e de parasitismo"
Vasco Pulido Valente in Público - 08.07.3005
universitária) não cumpre o seu papel, Não só porque não protesta e não critica, mas também porque activamente colabora na demagogia e no desperdício. Porque, em suma, se tornou, ou nunca deixou de ser, ignoranmte e predadora. (...)
Se a elite portuguesa não vale nada , em rigor não merece sequer o nome e não há nada a esperar dela. (...)
O que se passa em Portugal por elite não difere do resto da sociedade. Nesse sentido, representa bem o país (que naturalmente não "puxa" para lado nenhum) com a sua cultura de miséria, de mentira e de parasitismo"
Vasco Pulido Valente in Público - 08.07.3005
terça-feira, novembro 08, 2005
Nada do que fazemos tem muito sentido se não houver testemunho, apreço, crítica sobre isso. Se damos um trambolhão nas escadas e estamos sozinhos, é como se nunca tivesse acontecido. O que somos e fazemos da nossa vida tem que ser visto pelos outros. É nesse jogo de espelhos que a pessoa se encontra.
Ana Drago in DNa - 26.09.2005
Ana Drago in DNa - 26.09.2005
segunda-feira, novembro 07, 2005
domingo, novembro 06, 2005
sábado, novembro 05, 2005
Ouvido de líder
"No fundo, acho que um grande líder tem que ter um excelente ouvido para melodia. Por estas palavras, refiro-me a clareza de ideias. (...)
é a habilidade de ver através do ruído e do ressoar de ideias, e de conversas e pontos de vista, ouvir a linha melódica e perceber: é isto que temos de fazer; isto é mais importante que o resto.
Bono Vox in DN:música num excerto de Bono por Bono (livro de entrevista de Michka Assayas) - 08.07.2005
é a habilidade de ver através do ruído e do ressoar de ideias, e de conversas e pontos de vista, ouvir a linha melódica e perceber: é isto que temos de fazer; isto é mais importante que o resto.
Bono Vox in DN:música num excerto de Bono por Bono (livro de entrevista de Michka Assayas) - 08.07.2005
sexta-feira, novembro 04, 2005
Setenta e cinco vezes mil
Os noticiários de ontem dão conta do último balanço do sismo do Paquistão: 75 mil mortos. Um número asim é mais fácil de pronunciar do que de perceber. Porque, se tentamos perceber o que sejam 75 mil mortos, a nossa razão naufraga, sem nada de reconhecível por perto a agarrar-se (...)
Três milhões de desalojados é algo que percebemos; mas 75 mil mortos... E, no entanto, os telejornais deram 30 segundos ao assunto. Afinal o Paquistão é longe.
Manuel António Pina JN 03.11.2005
Três milhões de desalojados é algo que percebemos; mas 75 mil mortos... E, no entanto, os telejornais deram 30 segundos ao assunto. Afinal o Paquistão é longe.
Manuel António Pina JN 03.11.2005
Ainda sobre os prémios MTV
«O espectáculo começou com cerca de dez minutos de atraso, pouco comum para os padrões da cadeia de televisão MTV» (Agência Lusa, 03-11-2005 20:22:00).
Tipicamente português. Palavras para quê? Foi a "nossa" pequena vingança por não termos artistas portugueses a actuar, ihihihii!
Tipicamente português. Palavras para quê? Foi a "nossa" pequena vingança por não termos artistas portugueses a actuar, ihihihii!
quinta-feira, novembro 03, 2005
Mtv resort
Não há bandas portuguesas no palco do Mtv Europe Awards.
Compreende-se... nenhuma agrupamento nosso está no topo de vendas das discográficas. Como a Mtv deixou há muito de ser um projecto de apoio à música, mas uma máquina de facturar dinheiro à custa dela, o Pavilhão Atlântico é hoje um resort daquela marca americana. Nós damos o espaço e as "bebidas", eles recheam-lo com vedetas que o façam render.
Compreende-se... nenhuma agrupamento nosso está no topo de vendas das discográficas. Como a Mtv deixou há muito de ser um projecto de apoio à música, mas uma máquina de facturar dinheiro à custa dela, o Pavilhão Atlântico é hoje um resort daquela marca americana. Nós damos o espaço e as "bebidas", eles recheam-lo com vedetas que o façam render.

quarta-feira, novembro 02, 2005
Dia de todos os mortos
O sítio que sugiro é mórbido, para alguns repugnante, mas sociológicamente interessante. Revela-nos mais de mil imagens de campas de humanos famosos.
A morte é turística, quem pode visita os cemitérios mais famosos das capitais mundiais. Quem pode, não perde a oportunidade de visitar em Paris o cemitério Le Pere Lachaise onde "repousam" Honore de Balzac, Georges Bizet, Frederic Chopin, Jim Morrison, Oscar Wilde entre outros.
Para além de fotos temos também a adornar textos que nos clarificam mortes e enterros que se tornaram boatos. É o caso de Walt Disney. O seu corpo não foi congelado após a sua morte.
A morte é turística, quem pode visita os cemitérios mais famosos das capitais mundiais. Quem pode, não perde a oportunidade de visitar em Paris o cemitério Le Pere Lachaise onde "repousam" Honore de Balzac, Georges Bizet, Frederic Chopin, Jim Morrison, Oscar Wilde entre outros.
Para além de fotos temos também a adornar textos que nos clarificam mortes e enterros que se tornaram boatos. É o caso de Walt Disney. O seu corpo não foi congelado após a sua morte.
terça-feira, novembro 01, 2005
Ó meu amigo, a questão aqui é muito simples...
Porque é que não há um (bom) sítio nacional sobre os acontecimentos passados a 1 de Novembro de 1755?
segunda-feira, outubro 31, 2005
Funcionário-mor
"Sócrates não agiu como um líder mas como um mau funcionário público: férias sagradas e trabalho à hora certa"
João Miguel Tavares in DN - 26.08.2005
João Miguel Tavares in DN - 26.08.2005
domingo, outubro 30, 2005
Kafkas há muitos
Tudo depende, de facto, se um crítico quer destruir um escritor ou se quer tutelá-lo. Se o quer tutelar diz "Descansemos, aí está o novo Kafka!". Se o quer destruir diz "este gajo não passa de um imitador de Kafka!
Rodrigo Guedes de Carvalho in DNa 15.07.2005
Rodrigo Guedes de Carvalho in DNa 15.07.2005
sábado, outubro 29, 2005
Speaker
"associa-se a ideia de "apresentador" a uma espécie de papagaio. Muitas vezes a escorregar periosamente para a figura apalhaçada que diz piadas e fala, fala, fala... em portugal quando um "apresentador" de TV se revela culto, inteligente, sábio para lá da sua função, muda de nome . Passa a camar-se "comunicador". Ou jornalista. Como se a ideia de um "apresentador" fosse necessariamenTe má."
Pedro Rolo Duarte in DNa - 16.09.2005
Pedro Rolo Duarte in DNa - 16.09.2005
sexta-feira, outubro 28, 2005
Cariño
Extremadura rendida a Portugal, é assim que a imprensa passa para o público português o facto de naquela pronvincia espanhola se aprender cada vez a nossa lingua mãe.
Não é uma questão de carinho, nem de curiosidade o que leva os espanhois a leccionar o português, é sobretudo o seu espírito empreendedor que condiciona esta razão: conhecer para dominar.
O médico, o empresário que já "arranha" o português mais facilmente penetra no nosso mercado. Em roma, sê romano.
A percepção-tótó de certos media nacionais é um sinal de fraqueza e de atraso. Em assuntos sérios visionam-se fait divers. Uma sociedade que não trabalha bem a informação que divulga, não compete em pé de igualdade com a produção de outras.
Não é uma questão de carinho, nem de curiosidade o que leva os espanhois a leccionar o português, é sobretudo o seu espírito empreendedor que condiciona esta razão: conhecer para dominar.
O médico, o empresário que já "arranha" o português mais facilmente penetra no nosso mercado. Em roma, sê romano.
A percepção-tótó de certos media nacionais é um sinal de fraqueza e de atraso. Em assuntos sérios visionam-se fait divers. Uma sociedade que não trabalha bem a informação que divulga, não compete em pé de igualdade com a produção de outras.
Cabaz de consumo
Já se está a aproximar a data preferida de todos os comerciantes. Mais do que uma festa de família e de reunião, o Natal é uma festa de consumo, uma maratona para ver quem oferece as melhores prendas (o que equivale quase a dizer "as mais caras").
A partir de Novembro, os hipermercados abrem aos domingos à tarde; nas revistas femininas, já se adivinham os suplementos dedicados às melhores sugestões para presentes; não tenho ido a Lisboa, mas quase aposto que já há decoração a fazer lembrar o Natal. Mais que não seja, no El Corte Inglés.
Nas televisões, já rodam os anúncios a perfumes (qual deles o mais estranho!). No campo "multimédia", começam a sair jogos novos para a Playstation, cd's e dvd's. O último que dei por mim a namorar foi uma edição especial da série "O Sexo e a Cidade, disponível na Amazon.
Até no campo da sorte se nota que é Natal. As rifas para os cabazes de Natal, as lotarias extraordinárias, os jackpots do Totoloto e do Euromilhões...
As ceias de Natal estão ao alcance de uma chamada telefónica, porque já ninguém tem tempo a perder com uma ceia que, no final, pode até nem sair bem cozinhada. Para a geração dos meus pais, isto é muito confuso. Um bacalhau salgado salvava-se com uns copinhos de água a seguir à refeição ou com uma receita de emergência, mas tinha de ser cozinhado pela matriarca.
Hoje em dia, o Natal tornou-se um martírio para muitos. Os orçamentos curtos demais para tantos presentes, os encontros "forçados" com aquela parte da família que detestam ou a solidão de quem já não tem família. Ou então os especiais de entretenimento, o Natal dos Hospitais, das Prisões e, quem sabe, qualquer dia, dos Aeroportos.
Porque é que passamos quase dois meses às voltas por uma festa que afinal dura apenas um dia?
A partir de Novembro, os hipermercados abrem aos domingos à tarde; nas revistas femininas, já se adivinham os suplementos dedicados às melhores sugestões para presentes; não tenho ido a Lisboa, mas quase aposto que já há decoração a fazer lembrar o Natal. Mais que não seja, no El Corte Inglés.
Nas televisões, já rodam os anúncios a perfumes (qual deles o mais estranho!). No campo "multimédia", começam a sair jogos novos para a Playstation, cd's e dvd's. O último que dei por mim a namorar foi uma edição especial da série "O Sexo e a Cidade, disponível na Amazon.
Até no campo da sorte se nota que é Natal. As rifas para os cabazes de Natal, as lotarias extraordinárias, os jackpots do Totoloto e do Euromilhões...
As ceias de Natal estão ao alcance de uma chamada telefónica, porque já ninguém tem tempo a perder com uma ceia que, no final, pode até nem sair bem cozinhada. Para a geração dos meus pais, isto é muito confuso. Um bacalhau salgado salvava-se com uns copinhos de água a seguir à refeição ou com uma receita de emergência, mas tinha de ser cozinhado pela matriarca.
Hoje em dia, o Natal tornou-se um martírio para muitos. Os orçamentos curtos demais para tantos presentes, os encontros "forçados" com aquela parte da família que detestam ou a solidão de quem já não tem família. Ou então os especiais de entretenimento, o Natal dos Hospitais, das Prisões e, quem sabe, qualquer dia, dos Aeroportos.
Porque é que passamos quase dois meses às voltas por uma festa que afinal dura apenas um dia?
quinta-feira, outubro 27, 2005
quarta-feira, outubro 26, 2005
Inovar, Mudar, Melhorar
"Numa empresa, como numa repartição pública, saber dirigir as pessoas é, antes de tudo, dar-lhes gosto pelo que fazem. E valorizar cada gesto empenhado. Mas não é isso que temos ouvido dos dirigentes políticos."
Daniel Oliveira in Expresso - 02.07.2005
Daniel Oliveira in Expresso - 02.07.2005
terça-feira, outubro 25, 2005
segunda-feira, outubro 24, 2005
Parlapiê
Nova década depois, Cavaco apresenta-se ao país com o prestígio aumentado pelo passar do tempo, que privilegia sempre aqueles que falam pouco.
João Miguel Tavares in DN - 21.10.05
João Miguel Tavares in DN - 21.10.05
domingo, outubro 23, 2005
Aaahhh.. grande Madonna!
O novo single tem "samplado" uma das músicas pop mais "catchy" de sempre: "Gime Gime Gime". Assim é fácil fazer sucessos. Sim, porque a artista é só imagem... talento de escrita musical é inexistente por baixo daquela pele.
sábado, outubro 22, 2005
A música, mesmo a pop, nascida de um jogo entre a criação e o mercado, não deixa de ser fruto de uma intenção artística (apesar das perversões que a indústria aprendeu a fazer desde que, em 1954 Elvis saiu dos Sub Studios de bobinas na mão)
(...)
Nunca se fez tanta música fabricada para servir alvos como hoje. Da invenção da girl power das Spices aos vómitos com ar de banho tomado das boy bands, do rock mauzão para acne e hormonas aos pulos do hip hop fácil para multidões, já há manufactura que chegue."
Nuno Galopim DN:música - 22.07.2005
Nuno Galopim, um dos jornalistas musicais nacionais que mais se rende à produção das grandes "casas", dos nomes impostos e dos coloridos artistas pop, também tem o seu lado sensível. Sensível à feitura de música para consumo íntimo, realização pessoal e não mercantil. A citação acima é disso reflexo.
(...)
Nunca se fez tanta música fabricada para servir alvos como hoje. Da invenção da girl power das Spices aos vómitos com ar de banho tomado das boy bands, do rock mauzão para acne e hormonas aos pulos do hip hop fácil para multidões, já há manufactura que chegue."
Nuno Galopim DN:música - 22.07.2005
Nuno Galopim, um dos jornalistas musicais nacionais que mais se rende à produção das grandes "casas", dos nomes impostos e dos coloridos artistas pop, também tem o seu lado sensível. Sensível à feitura de música para consumo íntimo, realização pessoal e não mercantil. A citação acima é disso reflexo.
sexta-feira, outubro 21, 2005
"Desvio" padrão
"O Banco de Portugal e o IPE tomam carinhosamente conta dos seus, como tomam milhares de outras corporações, do ensino ao futebol e do público privado, sem o mais leve protesto de ninguém. Vivemos num reino dos compadres. Nem o Sr. ministro das Finanças, nem o Sr. Mário Lino se desviaram do padrão consagrado. Que esse padrão em grande parte contribui para conservar o país na miséria e no caos, não se discute. Mas sempre foi assim.
Vasco Pulido Valente in Público 05.06.2005
As câmaras e freguesias também tomam conta dos seus. Bastava olhar a casa de candidato vitorioso na noite eleitoral. Os sorrisos eram comuns entre novos e velhos.
A juventude, apaparicada frequentemente pelos novos presidentes, agitavam frevorosamente as bandeiras que lhes tinham sido entregues à entrada da sala. Afinal, eram os boys na calha... tinham ganho mais esperança no (seu) futuro.
Vasco Pulido Valente in Público 05.06.2005
As câmaras e freguesias também tomam conta dos seus. Bastava olhar a casa de candidato vitorioso na noite eleitoral. Os sorrisos eram comuns entre novos e velhos.
A juventude, apaparicada frequentemente pelos novos presidentes, agitavam frevorosamente as bandeiras que lhes tinham sido entregues à entrada da sala. Afinal, eram os boys na calha... tinham ganho mais esperança no (seu) futuro.
quinta-feira, outubro 20, 2005
Lá e cá
É tradição da televisão britânica não mostrar pessoas em situações de grande angústia ao explorar os seus sntimentos nessas alturas. Imagens de cadáveres também não são normalmente vistas na televisão do Reino Unido.
António Granado in Publico - 08.07.3005
Pois cá, somos amiguinhos dos nossos concidadãos!
Quem abre os jornais e os "pacotes" noticiosos das TV pode deliciar-se com a tristeza, o choro, a berradeira, o drama dos que sofrem com os incêndios. Dezenas de minutos de labaredas e cinzentismo.
Amor ao próximo é uma coisa muito bonita!
António Granado in Publico - 08.07.3005
Pois cá, somos amiguinhos dos nossos concidadãos!
Quem abre os jornais e os "pacotes" noticiosos das TV pode deliciar-se com a tristeza, o choro, a berradeira, o drama dos que sofrem com os incêndios. Dezenas de minutos de labaredas e cinzentismo.
Amor ao próximo é uma coisa muito bonita!
quarta-feira, outubro 19, 2005
Défice ou a falta de auto-estima
Não é preciso um curso superior para perceber que não se consegue acreditar mil vezes na mesma mentira. Não é preciso muito para olhar à volta e aceitar pacificamente que o sistema não funciona, não é justo, não compensa. Quando não se sabe em rigor quem é o responsável pelo défice - somos todos, grita a horada, mas a verdade é que não fomos eleitos para o efeito - mas se percebe imediatamente quem o vai pagar.
Pedro Rolo Duarte in DNa - 17.06.2005
Ó Pedro, agora não estamos no periodo de dizer mal do défice!
Com a discussão do Orçamento de Estado (OE) à porta, está inaugurado o festival na assembleia da república. As melhores actuações ganham "quinze minutos de fama" na imprensa.
Se OE é o tema de destaque, o pânico da moda é a pandemia gripe das aves...
Actualiza-te!
Pedro Rolo Duarte in DNa - 17.06.2005
Ó Pedro, agora não estamos no periodo de dizer mal do défice!
Com a discussão do Orçamento de Estado (OE) à porta, está inaugurado o festival na assembleia da república. As melhores actuações ganham "quinze minutos de fama" na imprensa.
Se OE é o tema de destaque, o pânico da moda é a pandemia gripe das aves...
Actualiza-te!
terça-feira, outubro 18, 2005
N'América
A inteligência popular elevada pela imprensa é dos filões mais importantes da criatividade humorística e artística nacional. Jornais e TVs vão "consumindo" o que o receptor gosta de consumir.
É o caso da reportagem do Correio da Manhã de onde recorto o seguinte parágrafo:
“Parecia que estávamos na América”, diziam ontem os moradores, que se ocupavam da limpeza das casas. Há registo de inundações em pelo menos 30 habitações e durante algumas horas o trânsito foi interrompido entre Rio de Moinhos e Amoreira e entre Martinchel e Constância.
Se estivessemos na rota dos furacões não teriamos imagens como a que adorna a reportagem, um homem com água pelos tornozelos. O cenário seria de grande desgraça.
É o caso da reportagem do Correio da Manhã de onde recorto o seguinte parágrafo:
“Parecia que estávamos na América”, diziam ontem os moradores, que se ocupavam da limpeza das casas. Há registo de inundações em pelo menos 30 habitações e durante algumas horas o trânsito foi interrompido entre Rio de Moinhos e Amoreira e entre Martinchel e Constância.
Se estivessemos na rota dos furacões não teriamos imagens como a que adorna a reportagem, um homem com água pelos tornozelos. O cenário seria de grande desgraça.
segunda-feira, outubro 17, 2005
Trolaró
O secretário-geral do PSD, Miguel Macedo, criticou hoje o director-geral do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) por condenar as políticas do Governo quanto à imigração e considerou que o país está perante "uma nova etapa de degradação política".
(...)
Para o dirigente social-democrata, o país está perante "uma nova etapa de degradação política e de desgaste da esperança que os eleitores depositaram no PS".
Miguel Macedo parece estar preocupado. Preocupado com o futuro do PS? Com os resultados dessa degração para a vida diária por portugueses? Não. Está apenas a fazer o milenar cantilena : fazer pouco dos que têm o poder e de quem os elegeu. O fadinho mesquinho só funciona porque quem comunica e quem elege não consegue arredar dos altos cargos uma camada política de valor já de si deradada há muito tempo.
(...)
Para o dirigente social-democrata, o país está perante "uma nova etapa de degradação política e de desgaste da esperança que os eleitores depositaram no PS".
Miguel Macedo parece estar preocupado. Preocupado com o futuro do PS? Com os resultados dessa degração para a vida diária por portugueses? Não. Está apenas a fazer o milenar cantilena : fazer pouco dos que têm o poder e de quem os elegeu. O fadinho mesquinho só funciona porque quem comunica e quem elege não consegue arredar dos altos cargos uma camada política de valor já de si deradada há muito tempo.
domingo, outubro 16, 2005
Peça negra
"Mahler é isso: uma antecipação atroz da nostalgia da vida que virá com
a morte."
Vargas Llosa in DNa - 16.09.2005

sábado, outubro 15, 2005
Alter-ego
"Fazia videoclips com a música do Marco Paulo, em que eu fazia de Marlo
Pauco, era um alter-ego do outro. Dizia que o Marco Paulo tinha roubado
as minhas canções. Fazia videoclips de fado, reportagens non-sense com
cães.
Rui Unas in DNa
Pauco, era um alter-ego do outro. Dizia que o Marco Paulo tinha roubado
as minhas canções. Fazia videoclips de fado, reportagens non-sense com
cães.
Rui Unas in DNa
sexta-feira, outubro 14, 2005
quinta-feira, outubro 13, 2005
Eclipse laboral

"O eclipse mostra que os portugueses se interessam muito mais do que pensávamos pela ciência, sobretudo pela ciência que lhes permite abandonar o local de trabalho durante alguns minutos"
Ricardo Araújo Pereira in visao 06.10.2005
quarta-feira, outubro 12, 2005
Coisas do passado
"Ao contrário dos irlandeses e dinamarqueses, que quando votaram "não" aos incompreensíveis tratados europeus levaram uma pequena reprimenda paternal e lhes foi dada uma segunda oportunidade de voltarem a votar passado pouco tempo para corrigirem o seu erro, o orgulho gaulês não admitirá que os tratem como imbecis. (...)
É um facto assente que o eleitorado europeu irá votar a proposta de Constituição sem lhe ter posto a vista em cima, sem perceber o que lá está escrito, e sem se interessar realmente plo assunto."
José Júdice in Metro, 20.04.2005
Quem se lembra da discussão sobre o referendo do tratado da UE?
Passaram uns meses.
É um facto assente que o eleitorado europeu irá votar a proposta de Constituição sem lhe ter posto a vista em cima, sem perceber o que lá está escrito, e sem se interessar realmente plo assunto."
José Júdice in Metro, 20.04.2005
Quem se lembra da discussão sobre o referendo do tratado da UE?
Passaram uns meses.
terça-feira, outubro 11, 2005
Joguinho
"o jogo já está feito e o PS e o PSD vão escolher entre sim de facto, quem será o próximo Presidente. Podem-lhe chamar sufrágio universal, mas, quando a recolha se resume a dois candidatos apresentados pelo núcleo duro proprietário da democracia, só resta a alternativa da abstenção ou do voto em branco."
Miguel Sousa Tavares in Público 02.09.2005
Miguel Sousa Tavares in Público 02.09.2005
segunda-feira, outubro 10, 2005
Quem lança a táctica no PS
"[Jorge] Coelho conhece o povo e sabe como satisfazê-lo: é preciso que os mandatos tenham um limite, que os vencimentos dos polítivos sejam moderados, que a missão pareça um sacrifício. É também assim que se mantem o poder.
Cumpridos estes requisitos, basta escolher aquele que serve"
Raul Vaz in DN - 29.07.2005
Jorge Coelho foi o principal derrotado das eleições que passaram. Foi ele o responsável pelas escolhas e organização das autárquicas do PS.
Cumpridos estes requisitos, basta escolher aquele que serve"
Raul Vaz in DN - 29.07.2005
Jorge Coelho foi o principal derrotado das eleições que passaram. Foi ele o responsável pelas escolhas e organização das autárquicas do PS.
domingo, outubro 09, 2005
Votei e agora vou ter alucinações

Alucinações como:
- Valentim perde em Gondomar;
- Avelino perde em Amarante;
- Isaltino perde em Oeiras;
- Fátima perde em Felgueiras.
sábado, outubro 08, 2005
sexta-feira, outubro 07, 2005
Criatividade
"Somos pouco corajosos e não arriscamos muito. Temos aquele pensamento de que mais vale um pássaro na mão, do que dois a voar. Publicidade é arriscar, é dar nas vistas. Por exemplo. eu não compreendo quando às vezes me dizem: quero um filme low profile. Então porque é que se vai gastar dinheiro? Publicidade sem chamar a atenção não serve para nada."
Judite Mota, clube de Criativos de Portugal, in 26.09.2005

in Autárquicas em Cartaz
Judite Mota, clube de Criativos de Portugal, in 26.09.2005
in Autárquicas em Cartaz
quinta-feira, outubro 06, 2005
Licenças de TV
Tão relevante como estas movimentações é, sem dúvida, verificar que a única coisa de que não se fala nesta polémica é do interesse público em aproveitar a renovação das licenças para avaliar o que nelas poderia ser alterado, de forma a mudar qualquer coisa no triste estado do panorama televisivo nacional. A televisão está hoje reduzida ao tripé reality shows/novela/futebol, que serve, sem dúvida, os objectivos comerciais dos operadores. Mas estes já só emitem para as maiores minorias possíveis.
Miguel Gaspar in DN - 30.09.05
Mas que político terá a coragem de mudar a situação do audiovisual? É certo que a programação que SIC e TVI se propunham dar nos seus canais privados falham com a realidade actual. Alguém conseguirá penalizar ou mudar ambas? Não. Aos contactos e poder que têm, os decisores da república não se atrevem a cumprir o seu dever: fazer do meio audiovisual privado não só um espaço de entertenimento, ou estupidificação, mas também de diversidade e aprendizagem.
Miguel Gaspar in DN - 30.09.05
Mas que político terá a coragem de mudar a situação do audiovisual? É certo que a programação que SIC e TVI se propunham dar nos seus canais privados falham com a realidade actual. Alguém conseguirá penalizar ou mudar ambas? Não. Aos contactos e poder que têm, os decisores da república não se atrevem a cumprir o seu dever: fazer do meio audiovisual privado não só um espaço de entertenimento, ou estupidificação, mas também de diversidade e aprendizagem.
quarta-feira, outubro 05, 2005
terça-feira, outubro 04, 2005
Distanciamento
"De vez em quando, as elites ilumidadas acordam e ficam espantadas por o mundo não pensar como elas, já para não dizer que pensa contra elas."
João Miguel Tavares in DN - 03.06.2005
... e dizem: nós que damos tanto da nossa vida, que subtraímos tempo às nossas famílias, merecemos isto?
Os grupos de pressão a que pertencem agradecem os préstimos dados à (sua) comunidade.
João Miguel Tavares in DN - 03.06.2005
... e dizem: nós que damos tanto da nossa vida, que subtraímos tempo às nossas famílias, merecemos isto?
Os grupos de pressão a que pertencem agradecem os préstimos dados à (sua) comunidade.
segunda-feira, outubro 03, 2005
Coisas cá da minha terra em tempo de campanha eleitoral
Gosto da técnica da campanha "sobre rodas". Vão uns tipos dentro de um carro com altifalantes, sempre a berrar a mesma ladaínha e de vez em quando até acenam com umas bandeiras. Só não jogam panfletos pelas janelas fora porque cada vez há mais consciência "ecológica" e as pessoas não toleram lixeira eleitoral às suas portas. Dura apenas uns momentos e não há cá beija-beija nem isqueiros ou sacos de plástico para as donas de casa.
Numa dessas passagens pela minha aldeia, estava eu mais atenta à ladaínha. Uma das medidas da lista em questão - Partido Socialista - seria renovar o parque automóvel da Junta de Freguesia. O PS, passo a explicar, está a tentar ganhar a Junta (e quem sabe, a câmara) ao PSD. É verdade que em quatro anos de mandato PSD pouco se viu de novo, para além da já célebre "Avenida das Palmeiras Mortas", obra da presidente da Câmara. Mas uma nova frota automóvel para... a Junta?
Fiquei a pensar se teria ou não ouvido bem, uma vez que o carro ainda vinha lá ao longe. Quando se aproximou do casario, deixou de se ouvir a ladaínha eleitoral e puseram um cd de música. "Afinal era isso, o que eles querem é dar-nos baile!"
Numa dessas passagens pela minha aldeia, estava eu mais atenta à ladaínha. Uma das medidas da lista em questão - Partido Socialista - seria renovar o parque automóvel da Junta de Freguesia. O PS, passo a explicar, está a tentar ganhar a Junta (e quem sabe, a câmara) ao PSD. É verdade que em quatro anos de mandato PSD pouco se viu de novo, para além da já célebre "Avenida das Palmeiras Mortas", obra da presidente da Câmara. Mas uma nova frota automóvel para... a Junta?
Fiquei a pensar se teria ou não ouvido bem, uma vez que o carro ainda vinha lá ao longe. Quando se aproximou do casario, deixou de se ouvir a ladaínha eleitoral e puseram um cd de música. "Afinal era isso, o que eles querem é dar-nos baile!"
Almada? Sim!

Sim... estamos em campanha para eleições autárquicas. Nestas tem imperado o bom debate e exposição de ideias.
Reparem como o candidato Pedro Roque do PSD, anuncia propósitos seus para a cosmopolita Almada.
domingo, outubro 02, 2005
sábado, outubro 01, 2005
Perspectivas de vida
"A gente com 20 anos quer mudar o mundo, com 30 quer comprar uns sofás
novos."
José Carlos Malato in DNa - 16.09.2005
novos."
José Carlos Malato in DNa - 16.09.2005
sexta-feira, setembro 30, 2005
Porque hoje é Sexta
"Islão e Cristianismo acreditam ambos numa existência depois da morte. Mas o Ocidente valoriza antes a vida terrena e material. Invadir um país à revelia das Nações Unidas e bombardeá-lo porque não é democrático é «uma guerra contra o Mal», uma guerra santa"
Helena Barbas in Actual - 13.08.2005
Helena Barbas in Actual - 13.08.2005
quinta-feira, setembro 29, 2005
Pronuncias às vontade do freguês
"Para quê votar um texto que não vai entrar em rigor? E se a este se substituir um novo texto, não iremos, por maioria de razão, defender que os portugueses sobre ele se pronunciem de novo?"
Duarte Lima in DN - 10.06.2005
Duarte Lima in DN - 10.06.2005
quarta-feira, setembro 28, 2005
terça-feira, setembro 27, 2005
segunda-feira, setembro 26, 2005
domingo, setembro 25, 2005
Há 12 anos a zelar por nós...
... ou a lutar contra esquecimento a que "nobre" povo o confinou.
Faz hoje anos que PoSAT-1 foi "despachado" para atmosfera.
O seu trabalho não é conhecido do grande público mas da sua presença entre os deuses do olímpo poderemos concluir: é paciente, resistente ou, se calhar, casmurro. Ainda não se disintegrou.
Faz hoje anos que PoSAT-1 foi "despachado" para atmosfera.
O seu trabalho não é conhecido do grande público mas da sua presença entre os deuses do olímpo poderemos concluir: é paciente, resistente ou, se calhar, casmurro. Ainda não se disintegrou.

sábado, setembro 24, 2005
Unas, slayer
"Eu sou perverso de facto. Vejo as coisas pelo lado mais irónico, sarcástico e comezinho. E gosto de as levar ao extremo. No Cabaret levava-as até ao limite do suportável, e ainda mais um bocadinho. Era aí que marcavamos a diferença. (...) sou a criança mais perversa, a que é mázinha, às vezes malcriada que sabe que está a ser impertinente, mas que continua. Que é reguila no pior sentido do termo."
Rui Unas in DNa - 19.08.2005
Rui Unas in DNa - 19.08.2005
sexta-feira, setembro 23, 2005
Empregos onde estão eles?
Todos os anos após a sempre problemática colocação dos professores vem à baila o tema do desemprego e dos licenciados desempregados. Hoje o Governo lançou o Plano Nacional de Emprego que visa o aumento da taxa global de emprego. O Governo garante que vai investir 1.434 milhões de euros para que a meta seja atingida até 2008. Mas eu receio que o problema se mantenha uma vez que não é resolvido na fonte, ou seja, as universidades continuam a formar muito mais licenciados em determinadas áreas do que aqueles que o mercado consegue absorver. É certo que as pessoas devem ter o direito de escolher a área de que gostam, todavia não lhes serve de muito se depois não encontram emprego e acabam por ter que desenvolver a sua actividade profissional numa área totalmente diferente daquela a que estão habilitados.
No ano passado a ministra do Ensino Superior do antigo governo lançou um programa de reconversão para licenciados desempregados. Eu gostaria sinceramente de saber como está a correr a experiência uma vez que foi necessário investir algum dinheiro e as últimas notícias que tive é que em Fevereiro as pessoas ainda não tinham recebido a bolsa a que tinham direito.
Por outro lado o IEFP de vez em quando faz curso profissionais para desempregados, quer sejam licenciados ou não, e numa destas semanas saiu um artigo no expressoemprego alegando que a taxa de empregabilidade era baixa, mais de 60% das pessoas não conseguia emprego nos 3 meses seguintes.
Deixo aqui o apelo a quem de direito, façam estudos sérios sobre a questão da empregabilidade e adequem as necesidades do mercado às ofertas formativas porque todo o país tem a ganhar com essa situação.
No ano passado a ministra do Ensino Superior do antigo governo lançou um programa de reconversão para licenciados desempregados. Eu gostaria sinceramente de saber como está a correr a experiência uma vez que foi necessário investir algum dinheiro e as últimas notícias que tive é que em Fevereiro as pessoas ainda não tinham recebido a bolsa a que tinham direito.
Por outro lado o IEFP de vez em quando faz curso profissionais para desempregados, quer sejam licenciados ou não, e numa destas semanas saiu um artigo no expressoemprego alegando que a taxa de empregabilidade era baixa, mais de 60% das pessoas não conseguia emprego nos 3 meses seguintes.
Deixo aqui o apelo a quem de direito, façam estudos sérios sobre a questão da empregabilidade e adequem as necesidades do mercado às ofertas formativas porque todo o país tem a ganhar com essa situação.
Aaaahhhh... África!
"Em África, não há adversários políticos. O que prevalece sempre é o conceito de inimigo. E os inimigos eliminam-se. É sempre essa a solução, e é isso que tem marcado, negativamente, a evolução política do Continente".
Onésimo Silveira [embaixador de Cabo Verde] in DNa - 27.05.2005
Onésimo Silveira [embaixador de Cabo Verde] in DNa - 27.05.2005

quinta-feira, setembro 22, 2005
Faz-se justiça
A justiça é um organismo, vivo e em remodelação constante.
Por vezes é dura, por vezes é incompreensível: mas é a lei.
Fatinha Felgueiras aproveitou um buraquinho na malha legislativa e agora goza de privilégios autorizados pelo código da República. Como tal, "faz-se justiça" neste momento.
O moroso processo Casa Pia exemplifica que a justiça é um jogo em que de nada conta o nosso conceito de razão, ou de crime. Vale quem consegue “dourar a pílula” à sua forma, daí que quem tem mais recursos, contratando os melhores oradores e conhecedores dos cantos da lei, se consiga esquivar à justiça, à noção de justiça do comum cidadão. E quando a acusação não tem o processo bem preparado...
Aprende-se com os erros e, como certamente não se tinha dado um caso idêntico, um foragido à justiça goza agora o bem-estar público e privado. Para a história fica o negro caso jurídico “Felgueiras”. Ainda há quem diga que temos das mais capacitadas leis da Europa…
Bem-vindo ao mundo. É cruel, mas é o mundo.
Por vezes é dura, por vezes é incompreensível: mas é a lei.
Fatinha Felgueiras aproveitou um buraquinho na malha legislativa e agora goza de privilégios autorizados pelo código da República. Como tal, "faz-se justiça" neste momento.
O moroso processo Casa Pia exemplifica que a justiça é um jogo em que de nada conta o nosso conceito de razão, ou de crime. Vale quem consegue “dourar a pílula” à sua forma, daí que quem tem mais recursos, contratando os melhores oradores e conhecedores dos cantos da lei, se consiga esquivar à justiça, à noção de justiça do comum cidadão. E quando a acusação não tem o processo bem preparado...
Aprende-se com os erros e, como certamente não se tinha dado um caso idêntico, um foragido à justiça goza agora o bem-estar público e privado. Para a história fica o negro caso jurídico “Felgueiras”. Ainda há quem diga que temos das mais capacitadas leis da Europa…
Bem-vindo ao mundo. É cruel, mas é o mundo.
terça-feira, setembro 20, 2005
Mário Soares vai falar com as comunidades
"Entre o descrédito acelerado dos partidos e a actual cultura de hipermercado, onde o consumidor toma o lugar do cidadão, o marketing tende a substituir a política.
A popularidade é o objectivo, o populismo o instrumento: bailaricos, jantares e passeios grátis de helicópteros fazem mais pelo candidato do que medidas de fundo, talvez menos viziveis, certamente menos imediatas (...)
Por vezes a solução está nas velhas fórmulas, hoje tão em desuso: a honra, a
proibidade, o falar verdade, a devoção ao bem público. Está também na coragem das
convicções, mesmo que ao arrepio das sondagens"
Esther Mucznik in Publico - 08.07.2005
A popularidade é o objectivo, o populismo o instrumento: bailaricos, jantares e passeios grátis de helicópteros fazem mais pelo candidato do que medidas de fundo, talvez menos viziveis, certamente menos imediatas (...)
Por vezes a solução está nas velhas fórmulas, hoje tão em desuso: a honra, a
proibidade, o falar verdade, a devoção ao bem público. Está também na coragem das
convicções, mesmo que ao arrepio das sondagens"
Esther Mucznik in Publico - 08.07.2005
Não há droga!
"Os candidatos à Câmara de Lisboa não pretendem, espera-se, arrasar o Intendente como fizeram ao Casal Ventoso, mas é difícil perceber o que é que querem fazer para acabar com o problema da droga. (...) A droga, como a prostituição, são dois cancros originados pela pobreza e miséria que só se conseguie minorar com o desenvolvimento económico e social do país, coisa que, obviamente, não está nos poderes dos candidatos à Câmara de Lisboa. Mas prometer a Lua é a droga deles."
José Júdice in Metro - 06.09.2005
José Júdice in Metro - 06.09.2005
segunda-feira, setembro 19, 2005
"Grande ordinário"
Carmona e Carrilho mostraram no debate da semana passada que não têm ideias e nem perfil. De um lado um maniaco intelectualoide, que se sente dono da razão. De outro um Engenheiro que trabalha há quatro anos na autarquia a que se candidata e que se faz passar pelo profissional competente que sente e respira as agruras dos seus considadãos. Só imagem.
Carmona abriu as hostilidades dizendo logo estar a ser vítima "de insultos de carácter pessoal". Como pessoa equilibrada, cristão devoto provavelmente, ripostou.
Com riso sacana foi até ao extremo sangramento do seu rival. Sabia que Carrilho se enervava facilmente se recorre-se a questões "de casa de banho". Carrilho perde a paciência, e o virar de costas final é disso consequência. Carmona foi coerente no final, ao insultar o seu adversário com um sonoro "grande ordinário".
Não é humano que candidatos que se insultam, deputados que se degladeiam na assembleia, confraternizem com o melhor dos humores após despiques. Isso é espectáculo, são boas representações e nervos falsos. Natural é, quando nos ofendem sádica e cinicamente, sentirmos que não temos de respeitar etiquetas. A vida continua atrás das câmaras.
Não votaria em Carrilho e embora compreendendo a sua atitude sei que não se pode livrar de uma série de episódios de péssimo gosto para com e António Guterres, Helena Vaz da Silva e Morais Sarmento. Tanto o "filósofo" como o Engenheiro provaram que não são dignos de governar uma cidade, quanto mais uma vila.
Carmona abriu as hostilidades dizendo logo estar a ser vítima "de insultos de carácter pessoal". Como pessoa equilibrada, cristão devoto provavelmente, ripostou.
Com riso sacana foi até ao extremo sangramento do seu rival. Sabia que Carrilho se enervava facilmente se recorre-se a questões "de casa de banho". Carrilho perde a paciência, e o virar de costas final é disso consequência. Carmona foi coerente no final, ao insultar o seu adversário com um sonoro "grande ordinário".
Não é humano que candidatos que se insultam, deputados que se degladeiam na assembleia, confraternizem com o melhor dos humores após despiques. Isso é espectáculo, são boas representações e nervos falsos. Natural é, quando nos ofendem sádica e cinicamente, sentirmos que não temos de respeitar etiquetas. A vida continua atrás das câmaras.
Não votaria em Carrilho e embora compreendendo a sua atitude sei que não se pode livrar de uma série de episódios de péssimo gosto para com e António Guterres, Helena Vaz da Silva e Morais Sarmento. Tanto o "filósofo" como o Engenheiro provaram que não são dignos de governar uma cidade, quanto mais uma vila.

domingo, setembro 18, 2005
Sobre a terra e sobre o mar
"Eu acho que existe assumidamente ma forma de estar portuguesa. Eu às vezes digo que é o culto da tristeza. Mas acredito piamente que nós podemos optar por ser felizes ou infelizes, porque por mais desgraça que no aconteça é a forma como nós vivemos essa desgraça que tudo determina"
Mafalda Arnauth, fadista, in DN:música - 22.07.2005
Mafalda Arnauth, fadista, in DN:música - 22.07.2005
sábado, setembro 17, 2005
sexta-feira, setembro 16, 2005
Regresso às aulas
"Para que serve a escola? Só para dar emprego aos professores? Para os alunos aprenderem noções? Não, há um aspecto comercial também que a escola se tem de responsabilizar. Formam artistas e depois não os ajudam a singrar."
Rui Paes [ilustrador do último livro de Madonna] in Actual - 10.06.2005
Rui Paes [ilustrador do último livro de Madonna] in Actual - 10.06.2005

quinta-feira, setembro 15, 2005
Nova temporada na Assembleia da República
"Desde 10 de Março, na abertura da X Legislatura, o único dia em que todos compareceram, os deputados sociais-democratas acumularam 249 ausências, os socialistas 222, os do CDS 50, os comunistas 27, os bloquistas 17 e os "Verdes" quatro, de acordo com o Diário da Assemblea da República"
in Metro - 28.07.2005
E fica a justificação de um dos mais faltosos deputados, Virgilio Almeida Costa (eleito para o PSD por Braga): "Um deputado serve melhor o eleitor a ouvi-lo onde está, ou a estar no plenário a bater palmas a coisas previamente decididas?".
Porque se candidatou afinal? Dr Marques Mendes, conceda-lhe o cargo de saltim-banco do PSD, s.f.fv.
in Metro - 28.07.2005
E fica a justificação de um dos mais faltosos deputados, Virgilio Almeida Costa (eleito para o PSD por Braga): "Um deputado serve melhor o eleitor a ouvi-lo onde está, ou a estar no plenário a bater palmas a coisas previamente decididas?".
Porque se candidatou afinal? Dr Marques Mendes, conceda-lhe o cargo de saltim-banco do PSD, s.f.fv.
quarta-feira, setembro 14, 2005
Projectos para deslumbrar

Reconheça-se, é contra-corrente. Na actualidade, técnicos do urbanismo, de ambiente, do social e quem decide políticas de investimento advogam o conceito "sustentável", ou seja, o ordenamento equilibrado para resultados económico-sociais e ambientais benéficos..
O Dr. Alberto Antunes é um homem de grandes ideias. É do PS, reconheça-se. O partido dos grandes "feitos", dos gastos de milhões em infra-estruturas que, após realizadas, são encargo para quem as tem de manter. A táctica do PS parece simplista: para grandes males, grandes visuais investimentos.
Com estes cartazes, o candidato do PS morre na praia. Após uma investida com publicidade em que evidenciava ter ideias ponderadas mas de futuro (“é hora de ir em frente”), reaviva uma ferida nunca apoiada pela população ou vereação. Fica engasgado na goela de almadenses que desejavam refrescar as chefias do seu concelho.
“Manhatan Cacilhas” causa repulsa e não causa deslumbramento, sentimento com que um megalómano político pensa dominar o seu fiel voto-depositário. Repulsa como casos pontuais em que aldeias protestam contra incineradoras que são planeadas para os seus quintais. Para lá das fronteiras deles todos aprovam, mas ninguém aceita no seu quadradinho de bem-estar um objecto de mau estar.
Saiba o Dr. Alberto que já existe um projecto desenvolvido para a zona ocupado pela antiga Lisnave. "Sustentável", equilibrado em espaços necessários e sem torres que façam sombra à cidade.
Uma nota final para a infeliz data em que os cartazes foram colocados. Precisamente no dia em que o ex-vice presidente do município do Porto, Paulo Morais, denunciava à Visão os compadrios entre candidatos autárquicos e investidores imobiliários. É de certo coincidência, mas será acaso o facto de o pretendente do PS tirar da gaveta um projecto já mais que arquivado nas más memórias dos habitantes locais e do país?
terça-feira, setembro 13, 2005
Quem é quem?
“Vinte anos passados, com um país submerso numa crise do Estado, das instituições e da própria nação, temos como candidatos únicos a chefiar o Estado o homem que teve dez anos e todos os meios possíveis para reformar o país e, como hoje salta gritantemente à vista, não reformou coisa alguma, e um ex-Presidente que confunde o seu maior prazer com os desejos e necessidades da nação e que acha que ter desfilado contra a guerra do Iraque na Avenida da Liberdade e ter sido recebido com gritos de “Soares é fixe” num acampamento juvenil da Figueira da Foz são suficientes garantias de sucesso para os males de que o país padece”
Miguel Sousa Tavares in Público 02.09.2005
Miguel Sousa Tavares in Público 02.09.2005
segunda-feira, setembro 12, 2005
O Estádio José
O encontro inicial foi travado pelo Clube Desportivo Cova da Piedade frente ao Almada Atlético Clube no Sábado que passou. Não fosse a centenária rivalidade entre a cidade e aquela sua freguesia urbana, Almada teria um clube forte capaz de se posicionar na segunda divisão B. Entretanto, Almada e Cova da Piedade permanecem irmãos desavindos e os Pescadores da Costa da Caparica, primos afastados.
O Estádio Municipal José Martins Vieira, tem 3000 lugares sentados e 20 lugares destinados a cidadãos com deficiência motora. O campo principal respeita as dimensões definidas pela FIFA e está equipado com relvado sintético.
O nome que "embeleza" o estádio - José Martins Vieira - é uma homenagem ao primeiro presidente da Câmara Municipal de Almada eleito pela população após 25 de Abril. Manias de PCs, chamar-lhe-ia eu.
A liderança do concelho de Almada não perde uma oportunidade para nomear instalações ou topomínia com nomes de seus "heróis". Seria mais oportuno dar ao Estádio o nome de um atleta local. Oceano, Luis Figo (nascido na freguesia onde o estádio se encontra), Luis Boa Morte e outros que de que me esqueço agora partiram de clubes locais.
domingo, setembro 11, 2005
Tango e Fado, Lda
"[o tango] é uma mistura de nostalgia e de presságio. É uma paixão com muitas facetas. (...) parece-me que no tango há mais uma espécie de novela. Há um argumento com várias personagens. O fado é mais lirismo puro."
Horacio Ferrer in DNa - 22.07.2005
Horacio Ferrer in DNa - 22.07.2005
sábado, setembro 10, 2005
Tertúlias mania
"Os portugueses descobriram de facto o prazer das tertúlias. Deixaram os cafés e a rua, mas barricaram-se em cenáculos sofisticados com o propósito de discutir os males da Pátria."
Pedro Lomba in DN – 22.07.2005
Pedro Lomba in DN – 22.07.2005
sexta-feira, setembro 09, 2005
Num país não tropical
"Nos comícios de Santana Lopes vi pessoas com lágrimas nos olhos por causa dessa música [menino guerreiro] e os jornalistas estavam lá e também viram. Mas a campanha foi ridicularizada."
Einhart da Paz (responsável pelo marketing da última campanha de Santana Lopes) in Expresso - 02.07.2005
Einhart da Paz (responsável pelo marketing da última campanha de Santana Lopes) in Expresso - 02.07.2005
quinta-feira, setembro 08, 2005
O Senhor das Torres
Belmiro chamou e o circo armou-se. A implosão das torres em Tróia teve direito até à presença do primeiro-ministro e da comunicação social, tendo sido transmitida em directo pela SIC e SIC Notícias.
Derrubaram-se duas torres, mas o que é que vai crescer em lugar delas? Pois, é turismo de luxo... e vai criar cerca de 10.000 postos de trabalho. Sim, sim, e campos de golfe, está-se mesmo a ver. Que certamente poluem mais do que duas torres desabitadas.
Houve momentos caricatos: o playback desmascarado, isto é, a torre que começa a cair enquanto José Sócrates ainda está a accionar o detonador; a cara de frete dos convidados oficiais na conferência de imprensa, enquanto Belmiro de Azevedo critica a demora na concretização do projecto devido à burocracia e, last but not least, uma pérola de sabedoria popular - um habitante local entrevistado dizia qualquer coisa como: "ó homem, para quê este espectáculo? A gente ia lá, deitávamos aquilo abaixo com a nossa força, escusavam de gastar tanto dinheiro!"
Quem pode, pode. E Belmiro não só pode, como manda que se possa.
Derrubaram-se duas torres, mas o que é que vai crescer em lugar delas? Pois, é turismo de luxo... e vai criar cerca de 10.000 postos de trabalho. Sim, sim, e campos de golfe, está-se mesmo a ver. Que certamente poluem mais do que duas torres desabitadas.
Houve momentos caricatos: o playback desmascarado, isto é, a torre que começa a cair enquanto José Sócrates ainda está a accionar o detonador; a cara de frete dos convidados oficiais na conferência de imprensa, enquanto Belmiro de Azevedo critica a demora na concretização do projecto devido à burocracia e, last but not least, uma pérola de sabedoria popular - um habitante local entrevistado dizia qualquer coisa como: "ó homem, para quê este espectáculo? A gente ia lá, deitávamos aquilo abaixo com a nossa força, escusavam de gastar tanto dinheiro!"
Quem pode, pode. E Belmiro não só pode, como manda que se possa.
A fachada do prédio
"Nós perdemos a grandeza e temos apenas a grandiosidade, que é só a fachada."
Batista Bastos in Escrita em dia (Antena 1) - 06.08.2005
Batista Bastos in Escrita em dia (Antena 1) - 06.08.2005
quarta-feira, setembro 07, 2005
De “Cálimero” a “Arma de Arremesso”.

Finalmente começaram os esperados debates televisivos de esclarecimento público, relativos à corrida para a Câmara Municipal de Lisboa. Da mesma forma que critiquei o formato dos debates sensacionalistas que passaram na “SIC Notícias” nos quais se de gladiaram os candidatos das câmaras de Oeiras, Gondomar, Amarante e Gaia, gostaria de referir que o formato apresentado nos actuais debates por Lisboa (2 candidatos Vs 1 hora de debate), parecem-me muito mais adequados à intenção de esclarecimento público sobre as ideias e projectos dos vários intervenientes.
Os debates pela CML que já ocorreram, colocaram frente a frente Mª. José Nogueira Pinto (PP) Vs Carmona Rodrigues (PSD), Sá Fernandes (Bloco) Vs Carrilho (PS) e novamente Mª. José Nogueira Pinto (PP) Vs. Ruben de Carvalho (CDU). Nesta fase não irei fazer qualquer juízo de valor sobre os candidatos visto que ainda não se debateram todos entre si, mas uma coisa é certa, a fragmentada esquerda (PS, CDU e Bloco), está com artilharia apontada à direita usando muitas vezes o fenómeno “Santana Flopes”, como arma de arremeço no que toca a similaridades políticas. Com tantas inaugurações “Santanistas” previstas para os próximos tempos, vamos ver se o tiro não lhes sai pela culatra.
terça-feira, setembro 06, 2005
"Ah e tal, agora 'tou do vosso lado"

a. "Enquanto estivemos no governo estávamos arredados da realidade portuguesa. Foi mais forte que nós, mas agora estamos de volta. A sério."
b. ... (outra hipótese gerada por uma mente muito muuuuinto fértil)
Não entendo.
Assim como não entendo o cartaz do "arregaçar as mangas" de Carmona Rodrigues. Afinal não está há quatro anos na câmara. Caso ganhe, vai começar a trabalhar?
Ele há coisas... que é preciso ter esperteza (espero que não seja saloia) para captar.
segunda-feira, setembro 05, 2005
domingo, setembro 04, 2005
Novidade: TVI é cultura
"Se o Governo autorizar que um dos dois canais privados portugueses seja espanhol, isso será uma machadada forte na nossa língua, na nossa cultura", afirmou, sublinhando que esta não é uma questão de "nacionalismo serôdio", mas de "defesa da nossa identidade nacional e cultural".

A frase é de Marques Mendes e foi dita na reentré do seu lobbie. Perdão, partido.
Será só dor de cotovelo? Afinal, Marques Mendes nunca perdoou à direcção de programação da TVI o veto do seu nome para a novela Morangos com Açucar.
Boas práticas
Lê-se num saco da loja FNAC:
"Este saco é fabricado de polietileno, material reciclável. A sua destruição por
incineração não liberta gases nocivos nem substâncias corrosivas. A fim de proteger o meio ambiente, não deite este saco na via pública. Use os recipientes de lixo
apropriados. Atenção: este saco nao é um brinquedo. Não deixe ao alcance das crianças. Perigo de sufoco!"
"Este saco é fabricado de polietileno, material reciclável. A sua destruição por
incineração não liberta gases nocivos nem substâncias corrosivas. A fim de proteger o meio ambiente, não deite este saco na via pública. Use os recipientes de lixo
apropriados. Atenção: este saco nao é um brinquedo. Não deixe ao alcance das crianças. Perigo de sufoco!"
sábado, setembro 03, 2005
Punk lálálá
"A surdez das pessoas é pura e simplesmente mental. Há malta mais nova, ligada ao chamado punk lálálá que não ouve mais nada. (...) Por isso é que não há maneira de os Offspring pararem de vender. É gente que tem muito a ver com o Mp3 e com um ou dois temas, não com um álbum."
António Sérgio in DN:música - 08.07.2005
António Sérgio in DN:música - 08.07.2005

sexta-feira, setembro 02, 2005
Debates em Promoção
Começou mais uma fascinante corrida às Autárquicas. É já em Outubro que os portugueses irão escolher os representes locais que nos próximos anos irão estar responsáveis pelos destinos das politicas camarárias da pais. Neste âmbito e atendendo promover debate público, esclarecimento de politicas e ideias para o desenvolvimento do pais, a “SIC Notícias” (“a CNN e BBC News Portuguesa”) tem promovido debates entre candidatos de várias Câmaras Municipais. Estes debates na minha opinião têm sido constantemente “negligenciados”, uma vez que têm sido fúteis e pouco esclarecedores para a maioria do eleitorado.
As causas são as mesmas do costume, as mesmas que caracterizam a falta de qualidade informativa e politica, vejamos:
Como se pode explicar que o formato destes debates ainda permitam que os candidatos se interrompam continuamente, interpelando-se uns aos outros deliberadamente para que o adversário não possa, nem consiga expor as suas ideias politicas?
Como se pode aceitar o critério da escolha relativo ao alinhamento dos debates? Porque é que são precisamente os mais polémicos e os que representam o que de pior há na política e nos partidos, a terem uma exposição primária face a debates de autarquias mais importantes e representativas? Por exemplo, o porquê de debates por Oeiras com a polémica “Isaltino”, Amarante com a polémica “Avelino”, Gondomar com a polémica “Valentino”, terem preponderância face aos debates Lisboa, Porto, Coimbra, Faro, etc. .? Será pelo sensacionalismo?
Como se pode aceitar que os moderadores (inexperientes) da SIC Notícias, permitam que os candidatos dominem os tempos de exposição uns dos outros permitindo a confusão total em detrimento do esclarecimento público? Que achem piada, que esbocem sorrisos e piscadelas de olhos aos candidatos, quando estes são mais atrevidos, que sejam coniventes com insultos e insinuações que não credibilizam a politica e a própria estação? Já se ouviu de tudo, “Avelino” com a celebre frase para o candidato do PSD: “vista calças, seja sério…”, ou, “Seara” para “João Soares”, “em 2009 vamos os dois andar de bicicleta na ciclo-via”, já para não falar de outros insultos como “Mentiroso”, “Aldrabão”. São tantas as asneiras e tão criativas, eu próprio tenho dificuldade de me lembrar de mais exemplos, tal era a estupefacção do momento.
Mais grave, como podem passar impunes acusações sérias e comprometedoras que surgem no calor dos debates relativas a financiamentos, desvios de verbas, tráfego de influências, Lobys, etc.… . Será que ninguém com responsabilidades politicas e jurídicas vê ou monitoriza o que se passa?
Uma coisa é certa, nestes debates o que dá para entender para além do facto de que existem para nada esclarecer e lançar confusão total sobre o eleitorado, é que o que está na mira das estratégias politicas autárquicas, são essencialmente Parques Industriais e Estradas. Andam todos à volta do mesmo. Parece-me que faltam ideias concretas, relativas a turismo, educação, ideias concretas para o desenvolvimento de sectores industriais regionais chave (produtos e marcas), medidas concretas de atractividade empresarial, calendarização, ou seja, estratégia integrada e etc.., etc…
A impressão que me dá, é que não há nem parece querer haver lugar para esclarecimentos sérios, ideias próprias concretas e comprometimento para o desenvolvimento regional. Esta é a base do nosso problema Portugal.
As causas são as mesmas do costume, as mesmas que caracterizam a falta de qualidade informativa e politica, vejamos:
Como se pode explicar que o formato destes debates ainda permitam que os candidatos se interrompam continuamente, interpelando-se uns aos outros deliberadamente para que o adversário não possa, nem consiga expor as suas ideias politicas?
Como se pode aceitar o critério da escolha relativo ao alinhamento dos debates? Porque é que são precisamente os mais polémicos e os que representam o que de pior há na política e nos partidos, a terem uma exposição primária face a debates de autarquias mais importantes e representativas? Por exemplo, o porquê de debates por Oeiras com a polémica “Isaltino”, Amarante com a polémica “Avelino”, Gondomar com a polémica “Valentino”, terem preponderância face aos debates Lisboa, Porto, Coimbra, Faro, etc. .? Será pelo sensacionalismo?
Como se pode aceitar que os moderadores (inexperientes) da SIC Notícias, permitam que os candidatos dominem os tempos de exposição uns dos outros permitindo a confusão total em detrimento do esclarecimento público? Que achem piada, que esbocem sorrisos e piscadelas de olhos aos candidatos, quando estes são mais atrevidos, que sejam coniventes com insultos e insinuações que não credibilizam a politica e a própria estação? Já se ouviu de tudo, “Avelino” com a celebre frase para o candidato do PSD: “vista calças, seja sério…”, ou, “Seara” para “João Soares”, “em 2009 vamos os dois andar de bicicleta na ciclo-via”, já para não falar de outros insultos como “Mentiroso”, “Aldrabão”. São tantas as asneiras e tão criativas, eu próprio tenho dificuldade de me lembrar de mais exemplos, tal era a estupefacção do momento.
Mais grave, como podem passar impunes acusações sérias e comprometedoras que surgem no calor dos debates relativas a financiamentos, desvios de verbas, tráfego de influências, Lobys, etc.… . Será que ninguém com responsabilidades politicas e jurídicas vê ou monitoriza o que se passa?
Uma coisa é certa, nestes debates o que dá para entender para além do facto de que existem para nada esclarecer e lançar confusão total sobre o eleitorado, é que o que está na mira das estratégias politicas autárquicas, são essencialmente Parques Industriais e Estradas. Andam todos à volta do mesmo. Parece-me que faltam ideias concretas, relativas a turismo, educação, ideias concretas para o desenvolvimento de sectores industriais regionais chave (produtos e marcas), medidas concretas de atractividade empresarial, calendarização, ou seja, estratégia integrada e etc.., etc…
A impressão que me dá, é que não há nem parece querer haver lugar para esclarecimentos sérios, ideias próprias concretas e comprometimento para o desenvolvimento regional. Esta é a base do nosso problema Portugal.
Fadinho da solidariedade II
De novo, o portuga responderá ao fadinho da solidariedade.
Fomos caridosos para com as vítimas do sudoeste asiático, seremos porreiraços para os que foram lesados com os incêndios da temporada 2005?
A Cáritas e a RR relançam a campanha que nasceu há dois anos. E a Santa Casa da Misericordia, estará disponivel para auxiliar essas pessoas? Os euros que recebem semanalmente nos jogos de azar visam, antes de tudo, a solidariedade. São contribuições que atingem números astronómicos. Serão bem distribuidos? Será tão vil a nossa desgraça que tenhamos de recorrer à ajudinha solidária de cada praça do país?
Fomos caridosos para com as vítimas do sudoeste asiático, seremos porreiraços para os que foram lesados com os incêndios da temporada 2005?
A Cáritas e a RR relançam a campanha que nasceu há dois anos. E a Santa Casa da Misericordia, estará disponivel para auxiliar essas pessoas? Os euros que recebem semanalmente nos jogos de azar visam, antes de tudo, a solidariedade. São contribuições que atingem números astronómicos. Serão bem distribuidos? Será tão vil a nossa desgraça que tenhamos de recorrer à ajudinha solidária de cada praça do país?
quinta-feira, setembro 01, 2005
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