segunda-feira, dezembro 19, 2005

Cristóvão Colombo, o enigma continua

Acabei de ver há minutos o documentário Columbo: Segredos do Túmulo que anteriormente já tinha sido emitido no Discovery.

Versou os estudos ao DNA, caligrafia, de Cristovão Colombo e seus parentes. Poucos factos ficaram provados, mas não deixou de ser interessante de se ver.



Pecou por escasso ao só analisarem duas teorias: seria genovês ou catalão? Horizonte limitado.
Saberiam os produtores do documentário que há provas que coloca Cristóvão Colombo na família de navegadores portugueses Zarco?

Certamente não foi por coincidência que o Canal Discovery da TV por cabo emitiu no passado dia 12 de Outubro, em simultâneo para Portugal e para Espanha, o documentário intitulado “Enigma Colombo / Enigma Colón”, dedicado às mais recentes investigações sobre a controversa origem de um dos personagens mais célebres da História mundial.

Eis um bom estudo sobre esse documentário, bem como as provas actuais sobre a teoria de Colombo ser português.

"Despeço-me com muita pena, mas ... tem de ser"

Foi a sua característica pausa "jornalistica" que Manuela Moura Guedes fechou o seu actual capítulo como apresentadora de telejornal. Acreditem, ela vai voltar.


Com a frase apenas adensou o mistério em volta do seu afastamento. Um gesto político? Uma mãozinha invisível económica? Estas foram as principais teses. Foi deixado a crer que tinha sido afastada por uma conspiração... manhosa. Por opinião apenas media-económica que a achava má para o papel de apresentadora. Será que alguma vez se interrogou sobre o que parte dos portugueses viam no seu trabalho? Será que alguma vez reflectiu sobre críticas de seus parceiros jornalistas? Não. Sempre seguiu no seu caminho e como mediocre profissional jornalista conservava agora às suas costas parte de Portugal (e de Espanha). A força unida desbaratou-a do telejornal. A mesma força que possívelmente vai dar outro rumo á informação da TVI.

Não haja dúvidas, mal ou bem foi a sua presença no telejornal da TVI que o levou a audiencias superiores. Má profissional, mas pomposa apresentadora... com os eventuais comentários e vergastadas aos seus convidados.


domingo, dezembro 18, 2005

O poder de anticipação

A nova música do A-HA já passa na RPL.
Daqui a quanto tempo chegará às outras rádios?

O álbum recente de Depeche Mode que agora se vulgarizou há dois meses nos media nacionais, já passava na RPL desde o Verão.

É assim que se distinguem quais são as rádios que passam "mais música nova" das que realmente o fazem na prática.

E fica escrito: o novo single dos A-HA tem tudo para ser um sucesso de airplay.

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Sugestões de fim de semana: ler legislação

"Quem elabora a legislação fá-la propositadamente imperceptível para depois passar a vida a dar pareceres sobre a legislação que fez mal. Ganha quem tem mais meios para se defender e fazer valer as suas intenções e perde o cidadão desinformado e sem recursos. Isto não é democrático."

Paulo Morais in Visão - 25.08.2005

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Debates



"A hipocrisia habitual manda-nos dizer que apreciamos os debates televisivos, porque nos dão uma oportunidade para nos "informarmos" e para nos "ajudar a decidir", mesmo sabendo que a televisão é um meio muito lento e enganador de transmitir informação. Quando se diz que um candidato "ganhou" um debate finge-se que expôs ideias; que apresentou argumentos convincentes; que respondeu às críticas do adversário e não sei que mais.
A verdade, porém, é mais banal: é porque um candidato, em bom e vago português, "esteve melhor" do que o outro. Isto apenas significa que estava mais à vontade; que a gravata era menos feia; que citou os números sem se enganar."

MEC in DN - 18.09.2005

quarta-feira, dezembro 14, 2005

"Os candidatos até são mexidos mas a quantidade de banalidades produzidas por dia está a ser de tal ordem que as eleições presidenciais de 22 de Janeiro deviam ser antecipadas, de forma a proteger os portugueses do desgaste mental. A continuar neste tom, e tendo em conta que ainda falta um mês e meio para enfiar o papelito na urna, talvez valha a pena apresentar queixa à Comissão dos Direitos Humanos."

João Miguel Tavares in DN 09.12.2005

terça-feira, dezembro 13, 2005

Estado de coisas

O nosso Estado social nunca reforçou a coesão da comunidade. Não tornou os portugueses mais ciosos das suas obrigações colectivas. Não os fez mais solidários ou virtuosos entre si. Numa palavra, este Estado falhou em criar o que Portugal devia de ser: uma comunidade de sujeitos responsáveis, justa com os mais fracos e exigente com os mais fortes.

Pedro Lomba DN - 01.07.2005

Porque falha o Estado?
Uma Direita selvática capitalista?
Uma Esquerda demagógica usurpadora?
Para mim: um povo molengão, sem visão de futuro nem de amor ao próximo que não faz pelo estado mas que a ele exige tudo.

São estes os dividendos de 30 anos de democracia. E não, não são tão poucos anos assim de convivência democrática. São é muitas décadas, muitos séculos de inoperantismo das "classes" portuguesas.

Quem espera desespera, e o meu corpo e juízo não foram feitos para esperar séculos ou gerações.

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Pensamento cavaquiano

No debate com Louçã, Cavaco à questão sobre o casamento das pessoas que têm vida sexual que diverge da ensinada há dois mil anos pela religião dos crucifixos, reagiu dizendo que não era uma "grande questão".

Ou seja, recusou responder.


As grandes questões são aquelas que os políticos falam nos 4 anos de legislatura, pedem estudos e não decidem sobre os mesmos. As grandes questões da República são aquelas a quem um Presidente não tem direito a decidir e agir.

Todas as questões são grandes questões. Países de vanguarda são aqueles que resolvem problemas considerados secundários, antes da maioria dos países do planeta. É assim que se destrinçam os países mais desenvolvidos dos menos desenvolvidos. Canadá, Noruega... Espanha. Portugal, Bangladesh... Niger.

A afirmação de Cavaco é uma contradição ao discurso que qualquer candidato presicial dita: apoiar todos os portugueses, a inovação, a diferença, desbloquear problemas.

Creio que Portugal necessita de uma boa parelha a dirigir a República. Cavaco poderá ser o Presidente ideal. Penso, contudo, que este político não tem conhecimento nem prática de resolução de problemas sociais e culturais. Prova era a arrogância que Cavaco fez dos seus governos e... da sua actuação no debate com Louçã.

domingo, dezembro 11, 2005

Dedo maior



Quem ensinou a quem? Serão estas imagens a prova que Ronaldo e Drew Barrymore tiveram um jantar romântico?

sábado, dezembro 10, 2005

O blog Mar Cáustico celebra hoje 1 ano!



Até ao momento: missão cumprida.

Qual missão? Juntar um grupinho de amigos e dissertar sobre o que nos preocupa e alegra com a forma escrita e de sentir que cada um tem. Todos os dias vem a baile Portugal e a vida diária.

Causticidade, é a palavra que define a maioria dos posts. Sarcasmo, riso, ironia, sajeza também estão presentes porque perante um mau cenário lá dizia o outro: rir é o melhor remédio.

... e como boa parte dos posts nasce de uma citação "recordada" da imprensa, fica uma a ilustrar o anterior parágrafo.

"Este país é muito frequente provocar-me um riso amargo, com o tipo de coisas em que penso "Isto é ultra-gozável".

Nuno Markl in DNa - 02.12.2005

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Bicho papão

"Os sindicatos comunistas ou de inspiração comunista falam sempre como se o Governo tivesse um objectivo na vida: destruir a classe média, quebrar os dentes ao serviço público"

Eduardo Prado Coelho in Público 22.06.2005



Os sindicatos de vertente socialista (PS) agem consoante a maré. Veja-se o conflito moral que a UGT teve na altura do "país Guterres", observe-se o "talento" que aquele sindicato tem para combater ordens do governo PS.

Com que medidas tratam do futuro de 20% de portugueses que vivem a recibos verdes?
Ena, tantos empreiteiros de conta própria que este país tem... e devem ganhar fortunas.

Quem comanda a UGT? Os interesses dos trabalhadores ou o interesse de Mário Soares? ... perdão PS?

quinta-feira, dezembro 08, 2005

Mistério: dia 8 de Dezembro é feriado porquê?

"Deus é um excesso. É um excesso na nossa vida diária
(...)
Falamos muito de Deus na Europa, da falta de Deus na Europa e, de facto, o que precisávamos era de ter esse Deus dentro de nós
(...)
Só se pode chegar a esse centro do Mistério, a esse lugar do Mistério através de nós. Através da nossa disponibilidade para sermos melhores."

Francisco José Viegas in DNa - 08.07.2005

Ah... é um feriado religioso!
Haja Deus!

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Já cheira a feriado!

"Na próxima quinta feira, dia 8 de Dezembro, o Estado português vai curvar-se alegremente diante de um dogma de alcofa inventado no século XIX por uma Igreja acossada pela secularizaçãom nas até lá entretém-se a subir ao escadote para remover cruzes de madeira, esses malvados instrumentos que instigam à conversão religiosa. Em Portugal, já se sabe, a lógica é uma batata"

João Miguel Tavares in DN - 02.12.2005

terça-feira, dezembro 06, 2005

"Creio que, a partir dos anos 80, passámos de um mundo em que a clivagem era essencialmente ideológica, para um mundo em que as clivagens são essencialmente de identidade. Com as clivagens ideológicas, há debate, discussão há uma dialéctica. Com as clivagens de identidade não há dialéctica, nem discussão, nem debate. Entrámos num mundo de exacerbação das identidades. Num mundo onde há cada vez menos lugar para a democracia e liberdade."

Amin Maalouf in DNa 11.03.2005

segunda-feira, dezembro 05, 2005

O melhor para os melhores

O que disse Fernandes? Disse que "os 30 milhões de euros que renderão a criação de um escalão ainda mais alto do IRS não resolvem problema nenhum"; que a coisa é mera "poeira para os olhos"; que "atacar os 'privilégios' de uma classe política que já é mal paga cai bem na populaça, mas poupa pouco dinheiro"; que atitudes destas só servirão para afastar "os melhores" do "serviço público".

João Miguel Tavares in DN - 03.06.2005

No Estado e nas instituições que prestam serviços com o dinheiro dos contribuintes, quer-se que estejam os melhores a gerir. Quando o serviço não melhora, quando se sabe de derrapagens escandalosas... que se deve fazer? Elogiar quem ganha a cima da média e arranjou novo posto após as eleições ganhas pelo seu partido? Não.

domingo, dezembro 04, 2005

"Palavras para ti"

"Por estes dias, com a morte de Vasco Gonçalves e de Álvaro Cunhal, gastaram-se as palavras. Para cada português com história que morre, os inimigos em vida gastam as palavras pela hora da morte"

João Paulo Guerra in Diário Económico - 14.06.2005

As disputas ficam em terra, e os elogios também.

Sá Carneiro, Amaro da Costa, Vasco Gonçalves e Álvaro Cunhal lancham esta hora no céu. Comem biscoitos, e bebem chá com muito açucar.
(no céu não há diabetes).

sábado, dezembro 03, 2005

O que realmente interessa...

No outro dia, telefonaram-me de um jornal a perguntar se eu estava a reflectir sobre as eleições de domingo em Cuba (17 de Abril). Eu estou é a reflectir sobre o frio de Madrid, as eleições em Cuba são um Circo.

Raúl Rivero in DNa - 23.09.2005

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Hoje é dia de ponte laboral!

"Toda a função pública é um imenso armazém de gente torturada pelo seu trabalho - e suponho que mesmo o senhor Santos, cuja única actividade profissional consiste em transportar uma folha de papel do ponto A para o ponto B, possa sentir-se esgotado pela impiedosa pressão do tédio."

João Miguel Tavares in DN - 01.07.2005

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Inpendência, pois sim...

"E acho que a ideia de apagar o passado, aquela frase que ouvimos de outros - "eu só olho para a frente, não olho para trás" - é mais um sinal de desistência (tantas vezes, de cobardia também) do que propriamente uma demonstração de vitalidade. O passado é o que fica da nossa passagem pelas coisas - devemos respeitá-lo, entendê-lo, e tanto quanto possível relembrá-lo. Até para conseguir resolvê-lo quando porventura se encontra "mal resolvido".

Pedro Rolo Duarte in DNa - 15.04.2005

Dia 1 de Dezembro de 1640 Portugal "resolvia" passar a ser novamente independente.
No século XXI, com a crise de economico-social porque passa, muitos mandam a boquinha: "mais valia termos continuado a ser espanhóis". Opinião diferente têm cada vez mais as várias províncias de espanha. Catalães querem ser cada vez mais autónomos e ja registaram um dominio de internet.

Até aqui somos vítimas de uma crise de valores morais. Acreditar que sendo espanhóis tinhamos melhor vida? Madrid cuida de si, não das suas provincias assim como as empresas espanholas que por cá estão têm em Portugal distribuição de produtos. Não investem na nossa qualificação.

A Espanha do que é de Espanha...