quarta-feira, janeiro 18, 2006

Presidênciais - dose de cavalo III

"O Dr Mário Soares , a quem devemos várias coisas importantes, porque somos pessoas com memória e porque conhecemos a palavra gratidão, está indignado com a Imprensa (...)
Mas alguém o devia ter avisado sobre a verdadeira natureza dos valores republicanos: não há privilégios para ninguém"

Francisco José Viegas in JN - 05.01.2006

terça-feira, janeiro 17, 2006

Presidênciais - dose de cavalo II



"a última ve que a comunicação social tratou mal Mário Soares ainda havia
dodós nas ilhas Maurícias"

João Miguel Tavares in DN - 06.01.2006

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Presidênciais - dose de cavalo I

"A imaginação não abunda. Todos falam em solidariedade social, confiança,
equilíbrio, educação, inovação ou desenvolvimento."

Pedro Lomba in DN - 06.01.2006

Presidênciais - dose de cavalo

Não, ainda não estamos suficientemente esclarecidos.
A verdade é que os 3 anos de discussão sobre quem seria candidato, os 5 meses de pré-campanha, os 15 dias de campanha não serviram para cumprir os objectivos... De quem vota? Da república? Não. De quem se esgueira para chegar ao lugar máximo que pouco poder tem no regime político que temos.

Ciente de que precisariamos de mais uns meses de campanhas presidenciais, da sua massificação nos média, juntamo-nos ao esforço que Portugal tem feito ao mostrar o movimento político: arruadas, festinhas, beijinhos, bailaricos, acusações. Afinal a campanha política não foi feita para esclarecer, mas para entreter.

Nesta semana o MarCáustico celebra os últimos cartuchos das Presidências 2006 em dose de cavalo.

domingo, janeiro 15, 2006

O novo Diário de Notícias

Escrevo este post ainda na ressaca do fim do DNa de Pedro Rolo Duarte, Sónia Morais Santos, e de outros excelentes "articulistas".

Escrevo-o convicto que o DNa não era obra imortal e que, embora ainda muito houvesse para tratar com aquela roupagem visual e escrita, o seu fim veio numa altura certa.

Tive acesso a boa parte das edições do Diário de Notícias desta semana. Mudou.

Em poucas palavras: agrada-me o visual, não me seduzem os novos "encartes".
Os cronistas são praticamente os mesmos. Excepto os "jovens" da Geração de 70, temos os mesmos políticos, carreiristas da "croniqueta" que já fazem vida da mesma há mais de uma década.

Quanto à opinião, folgo saber que terão espaço para uma ou outra citação retirada diariamente de blogs. Mas porque vejo sempre os mesmos blogs citados? Os tais que têm por trás deputados, políticos, correntes políticas? Gabam-se os meios portugueses que temos uma vasta comunidade blogueira. Mesmo retirando aqueles internautas que abrem um blog e se ficam pelo primeiro post, há muitos corredores de fundo neste meio de expressão de opinião.


O DN fez uma adaptação ligeira a um quadrante de público que dá boas vendas ao seu parceiro JN. Fê-lo sem medo de arriscar e distanciando-se da coragem, criatividade e juventude do Público.

Que dizer das novas revistas? A é uma fusão de revista Y e Mil Folhas do Público. Fica longe da novidade de uma Actual do Expresso. Nada de novo acrescenta ao formato banal de uma "revista de vendas culturais" como tem vindo a ser feita na última década.

A NS, revista de Sábado, é o seguimento do que destruiu a Grande Reportagem: menos reportagem, menos novidades e curiosidades e mais "gente", relax, lugares, aventura. Como se fosse ambição dos leitores ler uma revista assim no Sábado de manhã no café.
É uma Domingo Magazine menos familiar. Dispensável!
Venha a Única do Expresso.

Se nas revistas nada de novo, na economia há novidades. De Segunda a Sexta temos um suplemento bem "fabricado", a piscar o olho aos leitores do Diário Económico.

Ou seja, com o fim do DNa o DN que me interessa reduz-se à opinião de Pedro Lomba, Pedro Mexia, Pedro Rolo Duarte e João Miguel Tavares; à área de Média que posso consultar na internet; e pouco mais. Lember o novo desing, talvez...

E de quem tira o DN do seu leque de interesses, fica com o Expresso (da Única, Actual, Daniel Oliveira, MEC, Miguel Sousa Tavares) e o Público (das Segundas e de Sexta).

Não, por acaso não sei que horas serão em Kuala Lumpur. Should I?

A TV que eles vêem

Esta é a RTP que dá o seu horário nobre a "coisas" como O Cofre (RTP1) ou O Diário de Sofia (2), produtos sobre os quais, de uma vez por todas, não vale a pena promover discursos de pura hipocrisia mediática.

Adoro críticos de TV. Gostam tanto do meio que lhes dá sustento como eu de lutas de galos.
Para eles os formatos nunca são os mais favoráveis , os programas de serviço público nunca são perfeitinhos. Alguém por causa deles (críticos e formatos) vai deixar de ver TV?

sábado, janeiro 14, 2006

ADN cultural de fadista

"Não é preciso ter cinquenta anos e ter lervado pancada do marido e ter vivido nos bairros lisboetas para se ser fadista. A experiência de vida não pode ser entendida como o sofrimento atroz e como as experiências muito más
(...)
É a maturidade, e não a experiencia de vida dura e madrastra, que nos obriga a ser fadistas"

Kátia Guerreiro in DN:música - 14.10.2005

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Perda de poder (de compra)

"Esta perda de poder de compra é, afinal, o preço a pagar por ter um emprego blindado e garantido para a vida, sem estar sujeito a uma avaliação digna desse nome e com promoções automáticas e regulares"

Paulo Ferreira in Público - 29.12.2005

A perda do poder de compra é vítima de povo que não promove nem distribui a riqueza. Não há criação de emprego, não há diminuição de desemprego. Não se promove o quem mais produz, mas aumentam os jovens a viver com subsídios de solidariedade (recibos verdes).

Quem mais sofre com formas de trabalho precárias não terá problemas em ser avaliado.
Se a compensação fosse dada com a avaliação do trabalho e da produção, os salários não seriam os aumentar.

Não seria essa uma das vontades da legislação recente de trabalho que diz promover a competitividade?

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Falcatruou? Sorria!

Estudo: criminosos sorridentes são mais apreciados

Sorrir é um princípio. Quem meteu o pé na poça, lixou a vida a outros mas tem demais vontade de continuar livre na sociedade faz do sorriso um princípio de influência... da opinião pública.
Contudo, não é com sorrisos que se dá a volta à justiça...



Avelino Ferreira Tor-res, presidente da Câmara do Marco de Canaveses, condenado a três anos de prisão, suspensa por quatro anos, pelos crimes de peculato e peculato de uso, pode não perder o mandato, conforme foi decretado pelos juízes.

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Pena máxima

"É claro que não lhe compete a ele propor a criação de secretarias de estado (...)
Cavaco partiu um vidro, Soares e Vitalino Canas exigiram a cadeira eléctrica"

João Miguel Tavares in DN - 30.12.2005

terça-feira, janeiro 10, 2006

Dr Estranho Amor



Albertto João Jardim trucida quem não gosta. Mas recebe-os com o melhor dos afectos.

De Sr Silva, Cavaco passa a digno homenageado. Merece ainda uma canção interpretada pelo eliade da Região Autónoma da Madeira com o candidato, apoiado pelo seu partido, na assistência.

Ainda vou ver Alberto João Jardim a sambar com Francisco Louçã.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Portugal moderno

E no primeiro dia da campanha das eleições presidenciais fiquemos com uma boa frase do comentador do DN Pedro Lomba.

"Talvez com a excepção de Louçã, os adversários de Cavaco Silva passam o tempo a recordar os tempos nefandos do cavaquismo. Não percebem para que, para o eleitor comum, que viu Guterres, Barroso e Santana, o cavaquismo foi um paraíso de que têm saudades."

Pedro Lomba in DN - 23.12.2005

domingo, janeiro 08, 2006

Aldeia da roupa branca

Os críticos de cinema, audiovisuais, escrita têm desejos. Nem tudo está bem no que perscutam e observam, mas têm uma visão das coisas a que esperam ser dada atenção nos meios que lhes dão o sustento.

Eduardo Cintra Torres, crítico de TV, teve finalmente a oportunidade de levar à tela o que para ele seria um bom argumento televisivo. A citaçãoque deixo em baixo é a análise que Pedro Rolo Duarte faz do mesmo.

"Eduardo Cintra Torres é crítico de televisão porque causa menos danos a escrever do que a produzir... ou mais a sério: vendo o filme "Debaixo da Cama", autoria e argumento de Cintra Torres, percebe-se que o crítico não só não sabe o que é e como funciona uma estação de televisão, como também percebe poucos dos meandros da política, da manipulação mediática e, no fim, está longe de saber escrever um argumento."

Pedro Rolo Duarte in DNa - 22.07.2005


sábado, janeiro 07, 2006

Por vezes querer não é poder

"Eu já estive em bandas e sei como é. Muitas vezes nós acabamos por não trabalhar o que queremos, como queremos. Chega-se a uma altura em que não é a música que interessa. Nem as sonoridades, nem a procura. Interessa outra coisa que não é isso: a coisa mais orelhuda possível. Por isso é que muitas vezes se encontram artistas que se iniciam no mundo da pop e vão fugindo cada vez mais para terrenos experimentais"

Armando Teixeira in Dna – 02.09.2005

sexta-feira, janeiro 06, 2006

A "grande" conspiração e a "grande" espionagem

Aquele que julga ser o pai da democracia portuguesa esbraceja: acusou alguns grupos de comunicação social de terem "combinado" apoiar Cavaco Silva.

Conspiração! Não é velhice, não é ruralidade por parte do canditato. É matreirice de velha raposa que joga infâmia, acusação descabida e mentirosa, que cria cenários para derrubar que lhe se nega altos vôos.

Sabe que põe em causa a inteligência da maioria dos portugueses, que brinca com a seriedade da democracia. Mas não lhe importa. Afinal, a democracia é para ele um jogo onde tudo vale em que ele, Mário Soares, é um dos árbitros.



Por outro lado Pires de Lima acordou agora para o caso "Iberdrola na EDP". Chamou para a atenção da introdução daquela empresa espanhola na eléctrica portuguesa questionando se não seria um caso de espionagem industrial.

O caso já tem meses. Despertam agora? Mas algum serviço de espionagem faz o seu servicinho às claras?
Pires de Lima tem de ler mais policiais. Ou livros do Dan Brown...

O CDS PP continua talhado para a escandalo, melhor dizendo, para a parvoíce.
Assim é quando a comunicação social o ignora por "demasiado" tempo. Partido Pequeno e insignificante?

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Comichão Nacional de Eleições

Mário Soares infrigiu a lei quando em dia de eleições apelou ao voto num candidato. Foi assim nas legislativas e nas autarquicas de 2005. Nas primeiras foi-lhe perdoada a "malandrice", na segunda creio não ter havido alegação final. Será Comissão Nacional de Eleições existe?

Outro assunto: a campanha para as presidênciais começou à três meses ou será só realizada em 15 dias de Janeiro? É que desde o fim do Verão, após perfilhados os principais candidatos, que não há assunto que assalte mais os média do que o fervilhar de acções de campanha. Será pré-campanha? Qual é afinal a diferença entre campanha com prefixo e sem ele?

quarta-feira, janeiro 04, 2006

O medo aviário adormeceu?

"A tuberculose continua a matar oito mil criaturas p0r dia. Só na Europa, a «morte branca» ceifa 70 mil ao ano. A meningite, que legitimamente preocupa pais e avós, mata 200 mil, (só na Europa, uns impressivos 15 mil). E se falamos de gripe «normal», a cifra sobre para meio milhão. Isto que é público, devia aconselhar alguma racionalidade perante uma doença aviária que praticamente não existe e cujas possibilidades de contágio são praticamente nulas. Não aconselha, Pelo contrário: na cultura do medo actualmente em cena, qualquer histeria tem lotação esgotada"

João Pereira Coutinho in Expresso - 22.10.2005

terça-feira, janeiro 03, 2006

Eram 3 meses, já vai em dois anos

A sonda Spirit completa hoje dois anos no solo de Marte.
Por vezes ao bom trabalho, reage-se com prolongamento do mesmo.



Parabéns pelo bom trabalho.

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Rabo mole em cadeira dura

"Porque os senhores deputados, cujo rabo amolece nas cadeiras do poder, sentem-se melhor no papel de burocratas sem decência ou respeito pelos cidadãos que lhes pagam, do que dar soluções às demandas desta sociedade. Porque é mais fácil assustar que resolver. A comunidade que contribua com os impostos para as
infantilidades dos que preferem o protagonismo das audiências"

Rita Barata Silvério - 10.06.2005

domingo, janeiro 01, 2006

As memórias de um ano que começa

A recordar e homenagear nos próximos 365 dias:

Alexandre O'Neill 19/12/1924 - 21/08/1986



Agostinho da Silva 13/02/1906 - 03/04/1994



e continuar com 200 anos de desaparecimento de

Manuel Maria Barbosa du Bocage 15/09/1765 - 21/12/1805