domingo, janeiro 15, 2006

O novo Diário de Notícias

Escrevo este post ainda na ressaca do fim do DNa de Pedro Rolo Duarte, Sónia Morais Santos, e de outros excelentes "articulistas".

Escrevo-o convicto que o DNa não era obra imortal e que, embora ainda muito houvesse para tratar com aquela roupagem visual e escrita, o seu fim veio numa altura certa.

Tive acesso a boa parte das edições do Diário de Notícias desta semana. Mudou.

Em poucas palavras: agrada-me o visual, não me seduzem os novos "encartes".
Os cronistas são praticamente os mesmos. Excepto os "jovens" da Geração de 70, temos os mesmos políticos, carreiristas da "croniqueta" que já fazem vida da mesma há mais de uma década.

Quanto à opinião, folgo saber que terão espaço para uma ou outra citação retirada diariamente de blogs. Mas porque vejo sempre os mesmos blogs citados? Os tais que têm por trás deputados, políticos, correntes políticas? Gabam-se os meios portugueses que temos uma vasta comunidade blogueira. Mesmo retirando aqueles internautas que abrem um blog e se ficam pelo primeiro post, há muitos corredores de fundo neste meio de expressão de opinião.


O DN fez uma adaptação ligeira a um quadrante de público que dá boas vendas ao seu parceiro JN. Fê-lo sem medo de arriscar e distanciando-se da coragem, criatividade e juventude do Público.

Que dizer das novas revistas? A é uma fusão de revista Y e Mil Folhas do Público. Fica longe da novidade de uma Actual do Expresso. Nada de novo acrescenta ao formato banal de uma "revista de vendas culturais" como tem vindo a ser feita na última década.

A NS, revista de Sábado, é o seguimento do que destruiu a Grande Reportagem: menos reportagem, menos novidades e curiosidades e mais "gente", relax, lugares, aventura. Como se fosse ambição dos leitores ler uma revista assim no Sábado de manhã no café.
É uma Domingo Magazine menos familiar. Dispensável!
Venha a Única do Expresso.

Se nas revistas nada de novo, na economia há novidades. De Segunda a Sexta temos um suplemento bem "fabricado", a piscar o olho aos leitores do Diário Económico.

Ou seja, com o fim do DNa o DN que me interessa reduz-se à opinião de Pedro Lomba, Pedro Mexia, Pedro Rolo Duarte e João Miguel Tavares; à área de Média que posso consultar na internet; e pouco mais. Lember o novo desing, talvez...

E de quem tira o DN do seu leque de interesses, fica com o Expresso (da Única, Actual, Daniel Oliveira, MEC, Miguel Sousa Tavares) e o Público (das Segundas e de Sexta).

Não, por acaso não sei que horas serão em Kuala Lumpur. Should I?

A TV que eles vêem

Esta é a RTP que dá o seu horário nobre a "coisas" como O Cofre (RTP1) ou O Diário de Sofia (2), produtos sobre os quais, de uma vez por todas, não vale a pena promover discursos de pura hipocrisia mediática.

Adoro críticos de TV. Gostam tanto do meio que lhes dá sustento como eu de lutas de galos.
Para eles os formatos nunca são os mais favoráveis , os programas de serviço público nunca são perfeitinhos. Alguém por causa deles (críticos e formatos) vai deixar de ver TV?

sábado, janeiro 14, 2006

ADN cultural de fadista

"Não é preciso ter cinquenta anos e ter lervado pancada do marido e ter vivido nos bairros lisboetas para se ser fadista. A experiência de vida não pode ser entendida como o sofrimento atroz e como as experiências muito más
(...)
É a maturidade, e não a experiencia de vida dura e madrastra, que nos obriga a ser fadistas"

Kátia Guerreiro in DN:música - 14.10.2005

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Perda de poder (de compra)

"Esta perda de poder de compra é, afinal, o preço a pagar por ter um emprego blindado e garantido para a vida, sem estar sujeito a uma avaliação digna desse nome e com promoções automáticas e regulares"

Paulo Ferreira in Público - 29.12.2005

A perda do poder de compra é vítima de povo que não promove nem distribui a riqueza. Não há criação de emprego, não há diminuição de desemprego. Não se promove o quem mais produz, mas aumentam os jovens a viver com subsídios de solidariedade (recibos verdes).

Quem mais sofre com formas de trabalho precárias não terá problemas em ser avaliado.
Se a compensação fosse dada com a avaliação do trabalho e da produção, os salários não seriam os aumentar.

Não seria essa uma das vontades da legislação recente de trabalho que diz promover a competitividade?

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Falcatruou? Sorria!

Estudo: criminosos sorridentes são mais apreciados

Sorrir é um princípio. Quem meteu o pé na poça, lixou a vida a outros mas tem demais vontade de continuar livre na sociedade faz do sorriso um princípio de influência... da opinião pública.
Contudo, não é com sorrisos que se dá a volta à justiça...



Avelino Ferreira Tor-res, presidente da Câmara do Marco de Canaveses, condenado a três anos de prisão, suspensa por quatro anos, pelos crimes de peculato e peculato de uso, pode não perder o mandato, conforme foi decretado pelos juízes.

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Pena máxima

"É claro que não lhe compete a ele propor a criação de secretarias de estado (...)
Cavaco partiu um vidro, Soares e Vitalino Canas exigiram a cadeira eléctrica"

João Miguel Tavares in DN - 30.12.2005

terça-feira, janeiro 10, 2006

Dr Estranho Amor



Albertto João Jardim trucida quem não gosta. Mas recebe-os com o melhor dos afectos.

De Sr Silva, Cavaco passa a digno homenageado. Merece ainda uma canção interpretada pelo eliade da Região Autónoma da Madeira com o candidato, apoiado pelo seu partido, na assistência.

Ainda vou ver Alberto João Jardim a sambar com Francisco Louçã.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Portugal moderno

E no primeiro dia da campanha das eleições presidenciais fiquemos com uma boa frase do comentador do DN Pedro Lomba.

"Talvez com a excepção de Louçã, os adversários de Cavaco Silva passam o tempo a recordar os tempos nefandos do cavaquismo. Não percebem para que, para o eleitor comum, que viu Guterres, Barroso e Santana, o cavaquismo foi um paraíso de que têm saudades."

Pedro Lomba in DN - 23.12.2005

domingo, janeiro 08, 2006

Aldeia da roupa branca

Os críticos de cinema, audiovisuais, escrita têm desejos. Nem tudo está bem no que perscutam e observam, mas têm uma visão das coisas a que esperam ser dada atenção nos meios que lhes dão o sustento.

Eduardo Cintra Torres, crítico de TV, teve finalmente a oportunidade de levar à tela o que para ele seria um bom argumento televisivo. A citaçãoque deixo em baixo é a análise que Pedro Rolo Duarte faz do mesmo.

"Eduardo Cintra Torres é crítico de televisão porque causa menos danos a escrever do que a produzir... ou mais a sério: vendo o filme "Debaixo da Cama", autoria e argumento de Cintra Torres, percebe-se que o crítico não só não sabe o que é e como funciona uma estação de televisão, como também percebe poucos dos meandros da política, da manipulação mediática e, no fim, está longe de saber escrever um argumento."

Pedro Rolo Duarte in DNa - 22.07.2005


sábado, janeiro 07, 2006

Por vezes querer não é poder

"Eu já estive em bandas e sei como é. Muitas vezes nós acabamos por não trabalhar o que queremos, como queremos. Chega-se a uma altura em que não é a música que interessa. Nem as sonoridades, nem a procura. Interessa outra coisa que não é isso: a coisa mais orelhuda possível. Por isso é que muitas vezes se encontram artistas que se iniciam no mundo da pop e vão fugindo cada vez mais para terrenos experimentais"

Armando Teixeira in Dna – 02.09.2005

sexta-feira, janeiro 06, 2006

A "grande" conspiração e a "grande" espionagem

Aquele que julga ser o pai da democracia portuguesa esbraceja: acusou alguns grupos de comunicação social de terem "combinado" apoiar Cavaco Silva.

Conspiração! Não é velhice, não é ruralidade por parte do canditato. É matreirice de velha raposa que joga infâmia, acusação descabida e mentirosa, que cria cenários para derrubar que lhe se nega altos vôos.

Sabe que põe em causa a inteligência da maioria dos portugueses, que brinca com a seriedade da democracia. Mas não lhe importa. Afinal, a democracia é para ele um jogo onde tudo vale em que ele, Mário Soares, é um dos árbitros.



Por outro lado Pires de Lima acordou agora para o caso "Iberdrola na EDP". Chamou para a atenção da introdução daquela empresa espanhola na eléctrica portuguesa questionando se não seria um caso de espionagem industrial.

O caso já tem meses. Despertam agora? Mas algum serviço de espionagem faz o seu servicinho às claras?
Pires de Lima tem de ler mais policiais. Ou livros do Dan Brown...

O CDS PP continua talhado para a escandalo, melhor dizendo, para a parvoíce.
Assim é quando a comunicação social o ignora por "demasiado" tempo. Partido Pequeno e insignificante?

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Comichão Nacional de Eleições

Mário Soares infrigiu a lei quando em dia de eleições apelou ao voto num candidato. Foi assim nas legislativas e nas autarquicas de 2005. Nas primeiras foi-lhe perdoada a "malandrice", na segunda creio não ter havido alegação final. Será Comissão Nacional de Eleições existe?

Outro assunto: a campanha para as presidênciais começou à três meses ou será só realizada em 15 dias de Janeiro? É que desde o fim do Verão, após perfilhados os principais candidatos, que não há assunto que assalte mais os média do que o fervilhar de acções de campanha. Será pré-campanha? Qual é afinal a diferença entre campanha com prefixo e sem ele?

quarta-feira, janeiro 04, 2006

O medo aviário adormeceu?

"A tuberculose continua a matar oito mil criaturas p0r dia. Só na Europa, a «morte branca» ceifa 70 mil ao ano. A meningite, que legitimamente preocupa pais e avós, mata 200 mil, (só na Europa, uns impressivos 15 mil). E se falamos de gripe «normal», a cifra sobre para meio milhão. Isto que é público, devia aconselhar alguma racionalidade perante uma doença aviária que praticamente não existe e cujas possibilidades de contágio são praticamente nulas. Não aconselha, Pelo contrário: na cultura do medo actualmente em cena, qualquer histeria tem lotação esgotada"

João Pereira Coutinho in Expresso - 22.10.2005

terça-feira, janeiro 03, 2006

Eram 3 meses, já vai em dois anos

A sonda Spirit completa hoje dois anos no solo de Marte.
Por vezes ao bom trabalho, reage-se com prolongamento do mesmo.



Parabéns pelo bom trabalho.

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Rabo mole em cadeira dura

"Porque os senhores deputados, cujo rabo amolece nas cadeiras do poder, sentem-se melhor no papel de burocratas sem decência ou respeito pelos cidadãos que lhes pagam, do que dar soluções às demandas desta sociedade. Porque é mais fácil assustar que resolver. A comunidade que contribua com os impostos para as
infantilidades dos que preferem o protagonismo das audiências"

Rita Barata Silvério - 10.06.2005

domingo, janeiro 01, 2006

As memórias de um ano que começa

A recordar e homenagear nos próximos 365 dias:

Alexandre O'Neill 19/12/1924 - 21/08/1986



Agostinho da Silva 13/02/1906 - 03/04/1994



e continuar com 200 anos de desaparecimento de

Manuel Maria Barbosa du Bocage 15/09/1765 - 21/12/1805

sábado, dezembro 31, 2005

"Vai sacudir, vai abalar!"



"Hoje estamos rodeados desta coisa de estar contente. Os livros de auto-ajuda dizem que tens que estar para cima e tens que sorrir. Outros são light e são giros. Na televisão tens não sei quantos programas de humor. Tens de estar permanente com um sorriso nos lábios. E depois há um momento em que te apetece estar sério. Vais ver um filme forte e só queres que te deixem estar ali a tremer e a chorar."

Rodrigo Guedes de Carvalho in DNa 15.07.2005

sexta-feira, dezembro 30, 2005

Avelino, personalidade parva do ano

"Avelino não conseguiu afinal ser profeta fora da sua terra. O que sempre é um motivo de conforto e de esperança. Afinal, pode ser que a aldrabice só seja aceite pelo povo em regiões cuidadosamente demarcadas"

João Miguel Tavares in DN - 14.10.05

quinta-feira, dezembro 29, 2005

S. Jerónimo



"Jerónimo falou para quem gosta dele. Sabe que só há uma forma de ser comunista depois do comunismo: sem a frieza de antigos lideres comunistas e com uma simpatia anódina adequada aos tempos. No fundo, um lírico em vez de um ideólogo, uma boa pessoa em vez de um político."

Pedro Lomba in DN - 23.12.2005

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Conversas de alguidar


Bandeira in DN - 23.12.2005

terça-feira, dezembro 27, 2005

Desejos pós natalícios

Cavaco Silva quer um secretário de Estado para acompanhar empresas estrangeiras
in JN

Afinal porque é que o Prof não se candidatou nas... legislativas?
É que está com desejos de primeiro-ministro.

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Ondas de solidariedade

Época de natal é tempo de solidariedade.
O maremoto de 2004 que agora relembramos evidencia que somos muito solidários... com os outros.

Frequentemente mandamos as pessoas que mais necessitam irem para... a Santa Casa da Misericordia e Estado. Quem pode vai. Dessa instituição esperamos que o dinheiro que recolhe a Santa Casa, maioritáriamente com o jogo, seja bem distribuido pelos carentes da nossa sociedade. Não faz sentido acontecer cenas como esta:

Os mais de 100 milhões de euros de receitas líquidas do primeiro ano de exploração do Euromilhões - canalizados para o Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social (IGFSS) e destinados a apoiar a idosos e pessoas com deficiência - não foram gastos apenas porque este ano não têm enquadramento orçamental, explicou ao «Público» o porta-voz do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social (MTSS), José Pedro Pinto.

Gostaria muito que a Santa Casa da Misericordia explicasse para onde vão os milhões de euros que todos os anos os portugueses confiam a essa instituição centenária.

Há dinheiro. Quando há desgraças em Portugal, como é o caso dos desalojados vítimas dos incêndios, porque é que se lançam campanhas de solidariedade sem primeiro recorrer aos fundos que a solidariedade semanal dos portugueses gera?

Histeria solidária não é a mesma coisa que uma boa administração de dinheiro.

Solidariedade de géneros tem as suas imprecisões. Quem viu uma reportagem que a CBS fez nas zonas devastadas pelo terramoto de Verão que ocorreu no Paquistão tem uma ideia clara do que afirmei. Em redor da aldeia haviam zonas cheias de roupas novas doadas em campanhas "amigas". Dentro da aldeia, dentro de um vale de vários kilómetros, uma equipa de médicos sofria com falta de medicamentos e... utilidades.

sábado, dezembro 24, 2005

S. Nicolau sim, Pai Natal não



Hã? Então e o trenó? As renas? O saco de prendas?

S. Nicolau viveu na zona da actual Turquia durante o século III.
Pela generosidade que tinha sobretudo pelas crianças, foi santificado.

Qualquer semelhança entre ele e o pai natal que vos vai pôr prendas no sapatinho daqui a pouco, é pura coincidência!

É Natal, vamos ao circo.

Pôr extraterrestres num álbum de Astérix é como colocar lagostins num cozido à portuguesa. Original? Sim. Faz sentido? Não.

João Miguel Tavares in DN - 14.10.05


sexta-feira, dezembro 23, 2005

A Todos um Bom Nataaaal!


HO! HO! HO!
Recuperando um tema musical sempre presente nesta quadra natalícia e que o Coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras tão bem interpreta, deixo aqui uma mensagem de um Feliz e Santo Natal e..... "Desejo um Bom Nataaaal para Todos Nós"...

É Natal, tempo de solidariedade

Um discípulo do PSD, Miguel de Sousa, apareceu a recusar - sem nunca se rir - que as declarações de Alberto João tivessem qualquer conotação racista, já que, "no fundo, o líder estaria a fazer uma abordagem económica à expansão chinesa e indiana em Portugal". Isto é melhor do que Jardim. Segundo este raciocínio, se eu disser no meio do Rossio "vai-te embora, ó preto", não estou a proferir um insulto racista, mas apenas a reflectrir sobre as dificuldades de integração da comunidade imigrante em Portugal e, já agora, a convidar o meu interlocutor a desfrutar dos recursos naturais da sua própria terra. É tudo uma questão de semântica.

João Miguel Tavares in DN - 08.07.2005

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Fábula da cigarra e da formiga



"O programa de Louçã nunca aparece nos debates, mas é uma espécie de Prec que conduz. Ouvi-lo pode ser mavioso, moderno e desempoeirado, mas tomá-lo à letra é sinistro"

José Pacheco Pereira in Público - 15.12.2005

Esta é uma das mais brilhantes descrições de Francisco Louçã.
Por detrás de aquele que é considerado o melhor tribuno da assembleia, o que estará?
O que me leva a outra questão: o que move inúteis parlamentares e políticos?

Gosto de uma cultura de exigência, trabalhadora e criativa. Louçã tem sido dos poucos a mostrá-la.

A Álvaro Cunhal também se apontavam os maiores defeitos mas sabia-se que tinha talento e trabalho político. Talvez seja esse um dos atractivos, hoje em dia, do PCP. E que chega a levar alguns "cronistas" a apelar o voto em Jerónimo. Charme não basta, mas se a maioria dos portugueses votassem em políticos que mais trabalham, certamente que grande parte dos que aquecem o lugarzinho na assembleia da república, e dos que fora dela se passeiam, já estavam fora da constelação política portuguesa.

quarta-feira, dezembro 21, 2005

Porque hoje é dia 21 de Dezembro

De hoje em diante passará também a ser o dia em que se recordará o casamento de Sir Elton John.

Mas não só. Manuel Maria Barbosa du Bocage morria há 200 anos atrás. Em 2005, quem homenageia decentemente o sadino?

Mas... hoje celebra-se o solestício de inverno.

É um bom dia para oferecer flores. Um hábito que todos deviamos ter... afinal, é dia 21 de Dezembro! :D

Por todos nós

"É certo que o crime em Portugal está cada vez mais violento e que devem ser criadas todas as condições para a polícia enfrentar esta nova realidade, mas por vezes as pessoas esquecem-se de que ser polícia é uma profissao de risco. Há agentes que morrem no desempenho das suas funções. É assim em todo o mundo. É triste. É trágico. Mas acontece - e nunca deixará de acontecer, por mais atafulhadas de material que as esquadreas estejam e por mais armas oleadas e coletes à prova de bala que os polícias transportem."

João Miguel Tavares in DN - 16.12.2005

Estou 100% de acordo com este pensamento. Os polícias queixam-se de falta de material e falam do crime contra seus colegas como se fosse uma anormalidade. Infelizmente, faz parte do seu trabalho. Assim como militares.
Polícias são profissionais de segurança, não são jardineiros, nem padeiros, nem trolhas. Cada uma destas quatro profissões lida de diferente forma a morte, mas quem lida mais com ela dia a dia serão os agentes de segurança do Estado.

terça-feira, dezembro 20, 2005

Becas? Quem?

"David Beckham? Não sabe chutar com o pé esquerdo. Não sabe jogar de cabeça. Não sabe dar uma carga e não marca muitos golos. Tirando isso, não está mal"

George Best

segunda-feira, dezembro 19, 2005

Cristóvão Colombo, o enigma continua

Acabei de ver há minutos o documentário Columbo: Segredos do Túmulo que anteriormente já tinha sido emitido no Discovery.

Versou os estudos ao DNA, caligrafia, de Cristovão Colombo e seus parentes. Poucos factos ficaram provados, mas não deixou de ser interessante de se ver.



Pecou por escasso ao só analisarem duas teorias: seria genovês ou catalão? Horizonte limitado.
Saberiam os produtores do documentário que há provas que coloca Cristóvão Colombo na família de navegadores portugueses Zarco?

Certamente não foi por coincidência que o Canal Discovery da TV por cabo emitiu no passado dia 12 de Outubro, em simultâneo para Portugal e para Espanha, o documentário intitulado “Enigma Colombo / Enigma Colón”, dedicado às mais recentes investigações sobre a controversa origem de um dos personagens mais célebres da História mundial.

Eis um bom estudo sobre esse documentário, bem como as provas actuais sobre a teoria de Colombo ser português.

"Despeço-me com muita pena, mas ... tem de ser"

Foi a sua característica pausa "jornalistica" que Manuela Moura Guedes fechou o seu actual capítulo como apresentadora de telejornal. Acreditem, ela vai voltar.


Com a frase apenas adensou o mistério em volta do seu afastamento. Um gesto político? Uma mãozinha invisível económica? Estas foram as principais teses. Foi deixado a crer que tinha sido afastada por uma conspiração... manhosa. Por opinião apenas media-económica que a achava má para o papel de apresentadora. Será que alguma vez se interrogou sobre o que parte dos portugueses viam no seu trabalho? Será que alguma vez reflectiu sobre críticas de seus parceiros jornalistas? Não. Sempre seguiu no seu caminho e como mediocre profissional jornalista conservava agora às suas costas parte de Portugal (e de Espanha). A força unida desbaratou-a do telejornal. A mesma força que possívelmente vai dar outro rumo á informação da TVI.

Não haja dúvidas, mal ou bem foi a sua presença no telejornal da TVI que o levou a audiencias superiores. Má profissional, mas pomposa apresentadora... com os eventuais comentários e vergastadas aos seus convidados.


domingo, dezembro 18, 2005

O poder de anticipação

A nova música do A-HA já passa na RPL.
Daqui a quanto tempo chegará às outras rádios?

O álbum recente de Depeche Mode que agora se vulgarizou há dois meses nos media nacionais, já passava na RPL desde o Verão.

É assim que se distinguem quais são as rádios que passam "mais música nova" das que realmente o fazem na prática.

E fica escrito: o novo single dos A-HA tem tudo para ser um sucesso de airplay.

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Sugestões de fim de semana: ler legislação

"Quem elabora a legislação fá-la propositadamente imperceptível para depois passar a vida a dar pareceres sobre a legislação que fez mal. Ganha quem tem mais meios para se defender e fazer valer as suas intenções e perde o cidadão desinformado e sem recursos. Isto não é democrático."

Paulo Morais in Visão - 25.08.2005

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Debates



"A hipocrisia habitual manda-nos dizer que apreciamos os debates televisivos, porque nos dão uma oportunidade para nos "informarmos" e para nos "ajudar a decidir", mesmo sabendo que a televisão é um meio muito lento e enganador de transmitir informação. Quando se diz que um candidato "ganhou" um debate finge-se que expôs ideias; que apresentou argumentos convincentes; que respondeu às críticas do adversário e não sei que mais.
A verdade, porém, é mais banal: é porque um candidato, em bom e vago português, "esteve melhor" do que o outro. Isto apenas significa que estava mais à vontade; que a gravata era menos feia; que citou os números sem se enganar."

MEC in DN - 18.09.2005

quarta-feira, dezembro 14, 2005

"Os candidatos até são mexidos mas a quantidade de banalidades produzidas por dia está a ser de tal ordem que as eleições presidenciais de 22 de Janeiro deviam ser antecipadas, de forma a proteger os portugueses do desgaste mental. A continuar neste tom, e tendo em conta que ainda falta um mês e meio para enfiar o papelito na urna, talvez valha a pena apresentar queixa à Comissão dos Direitos Humanos."

João Miguel Tavares in DN 09.12.2005

terça-feira, dezembro 13, 2005

Estado de coisas

O nosso Estado social nunca reforçou a coesão da comunidade. Não tornou os portugueses mais ciosos das suas obrigações colectivas. Não os fez mais solidários ou virtuosos entre si. Numa palavra, este Estado falhou em criar o que Portugal devia de ser: uma comunidade de sujeitos responsáveis, justa com os mais fracos e exigente com os mais fortes.

Pedro Lomba DN - 01.07.2005

Porque falha o Estado?
Uma Direita selvática capitalista?
Uma Esquerda demagógica usurpadora?
Para mim: um povo molengão, sem visão de futuro nem de amor ao próximo que não faz pelo estado mas que a ele exige tudo.

São estes os dividendos de 30 anos de democracia. E não, não são tão poucos anos assim de convivência democrática. São é muitas décadas, muitos séculos de inoperantismo das "classes" portuguesas.

Quem espera desespera, e o meu corpo e juízo não foram feitos para esperar séculos ou gerações.

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Pensamento cavaquiano

No debate com Louçã, Cavaco à questão sobre o casamento das pessoas que têm vida sexual que diverge da ensinada há dois mil anos pela religião dos crucifixos, reagiu dizendo que não era uma "grande questão".

Ou seja, recusou responder.


As grandes questões são aquelas que os políticos falam nos 4 anos de legislatura, pedem estudos e não decidem sobre os mesmos. As grandes questões da República são aquelas a quem um Presidente não tem direito a decidir e agir.

Todas as questões são grandes questões. Países de vanguarda são aqueles que resolvem problemas considerados secundários, antes da maioria dos países do planeta. É assim que se destrinçam os países mais desenvolvidos dos menos desenvolvidos. Canadá, Noruega... Espanha. Portugal, Bangladesh... Niger.

A afirmação de Cavaco é uma contradição ao discurso que qualquer candidato presicial dita: apoiar todos os portugueses, a inovação, a diferença, desbloquear problemas.

Creio que Portugal necessita de uma boa parelha a dirigir a República. Cavaco poderá ser o Presidente ideal. Penso, contudo, que este político não tem conhecimento nem prática de resolução de problemas sociais e culturais. Prova era a arrogância que Cavaco fez dos seus governos e... da sua actuação no debate com Louçã.

domingo, dezembro 11, 2005

Dedo maior



Quem ensinou a quem? Serão estas imagens a prova que Ronaldo e Drew Barrymore tiveram um jantar romântico?

sábado, dezembro 10, 2005

O blog Mar Cáustico celebra hoje 1 ano!



Até ao momento: missão cumprida.

Qual missão? Juntar um grupinho de amigos e dissertar sobre o que nos preocupa e alegra com a forma escrita e de sentir que cada um tem. Todos os dias vem a baile Portugal e a vida diária.

Causticidade, é a palavra que define a maioria dos posts. Sarcasmo, riso, ironia, sajeza também estão presentes porque perante um mau cenário lá dizia o outro: rir é o melhor remédio.

... e como boa parte dos posts nasce de uma citação "recordada" da imprensa, fica uma a ilustrar o anterior parágrafo.

"Este país é muito frequente provocar-me um riso amargo, com o tipo de coisas em que penso "Isto é ultra-gozável".

Nuno Markl in DNa - 02.12.2005

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Bicho papão

"Os sindicatos comunistas ou de inspiração comunista falam sempre como se o Governo tivesse um objectivo na vida: destruir a classe média, quebrar os dentes ao serviço público"

Eduardo Prado Coelho in Público 22.06.2005



Os sindicatos de vertente socialista (PS) agem consoante a maré. Veja-se o conflito moral que a UGT teve na altura do "país Guterres", observe-se o "talento" que aquele sindicato tem para combater ordens do governo PS.

Com que medidas tratam do futuro de 20% de portugueses que vivem a recibos verdes?
Ena, tantos empreiteiros de conta própria que este país tem... e devem ganhar fortunas.

Quem comanda a UGT? Os interesses dos trabalhadores ou o interesse de Mário Soares? ... perdão PS?

quinta-feira, dezembro 08, 2005

Mistério: dia 8 de Dezembro é feriado porquê?

"Deus é um excesso. É um excesso na nossa vida diária
(...)
Falamos muito de Deus na Europa, da falta de Deus na Europa e, de facto, o que precisávamos era de ter esse Deus dentro de nós
(...)
Só se pode chegar a esse centro do Mistério, a esse lugar do Mistério através de nós. Através da nossa disponibilidade para sermos melhores."

Francisco José Viegas in DNa - 08.07.2005

Ah... é um feriado religioso!
Haja Deus!

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Já cheira a feriado!

"Na próxima quinta feira, dia 8 de Dezembro, o Estado português vai curvar-se alegremente diante de um dogma de alcofa inventado no século XIX por uma Igreja acossada pela secularizaçãom nas até lá entretém-se a subir ao escadote para remover cruzes de madeira, esses malvados instrumentos que instigam à conversão religiosa. Em Portugal, já se sabe, a lógica é uma batata"

João Miguel Tavares in DN - 02.12.2005

terça-feira, dezembro 06, 2005

"Creio que, a partir dos anos 80, passámos de um mundo em que a clivagem era essencialmente ideológica, para um mundo em que as clivagens são essencialmente de identidade. Com as clivagens ideológicas, há debate, discussão há uma dialéctica. Com as clivagens de identidade não há dialéctica, nem discussão, nem debate. Entrámos num mundo de exacerbação das identidades. Num mundo onde há cada vez menos lugar para a democracia e liberdade."

Amin Maalouf in DNa 11.03.2005

segunda-feira, dezembro 05, 2005

O melhor para os melhores

O que disse Fernandes? Disse que "os 30 milhões de euros que renderão a criação de um escalão ainda mais alto do IRS não resolvem problema nenhum"; que a coisa é mera "poeira para os olhos"; que "atacar os 'privilégios' de uma classe política que já é mal paga cai bem na populaça, mas poupa pouco dinheiro"; que atitudes destas só servirão para afastar "os melhores" do "serviço público".

João Miguel Tavares in DN - 03.06.2005

No Estado e nas instituições que prestam serviços com o dinheiro dos contribuintes, quer-se que estejam os melhores a gerir. Quando o serviço não melhora, quando se sabe de derrapagens escandalosas... que se deve fazer? Elogiar quem ganha a cima da média e arranjou novo posto após as eleições ganhas pelo seu partido? Não.

domingo, dezembro 04, 2005

"Palavras para ti"

"Por estes dias, com a morte de Vasco Gonçalves e de Álvaro Cunhal, gastaram-se as palavras. Para cada português com história que morre, os inimigos em vida gastam as palavras pela hora da morte"

João Paulo Guerra in Diário Económico - 14.06.2005

As disputas ficam em terra, e os elogios também.

Sá Carneiro, Amaro da Costa, Vasco Gonçalves e Álvaro Cunhal lancham esta hora no céu. Comem biscoitos, e bebem chá com muito açucar.
(no céu não há diabetes).

sábado, dezembro 03, 2005

O que realmente interessa...

No outro dia, telefonaram-me de um jornal a perguntar se eu estava a reflectir sobre as eleições de domingo em Cuba (17 de Abril). Eu estou é a reflectir sobre o frio de Madrid, as eleições em Cuba são um Circo.

Raúl Rivero in DNa - 23.09.2005

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Hoje é dia de ponte laboral!

"Toda a função pública é um imenso armazém de gente torturada pelo seu trabalho - e suponho que mesmo o senhor Santos, cuja única actividade profissional consiste em transportar uma folha de papel do ponto A para o ponto B, possa sentir-se esgotado pela impiedosa pressão do tédio."

João Miguel Tavares in DN - 01.07.2005

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Inpendência, pois sim...

"E acho que a ideia de apagar o passado, aquela frase que ouvimos de outros - "eu só olho para a frente, não olho para trás" - é mais um sinal de desistência (tantas vezes, de cobardia também) do que propriamente uma demonstração de vitalidade. O passado é o que fica da nossa passagem pelas coisas - devemos respeitá-lo, entendê-lo, e tanto quanto possível relembrá-lo. Até para conseguir resolvê-lo quando porventura se encontra "mal resolvido".

Pedro Rolo Duarte in DNa - 15.04.2005

Dia 1 de Dezembro de 1640 Portugal "resolvia" passar a ser novamente independente.
No século XXI, com a crise de economico-social porque passa, muitos mandam a boquinha: "mais valia termos continuado a ser espanhóis". Opinião diferente têm cada vez mais as várias províncias de espanha. Catalães querem ser cada vez mais autónomos e ja registaram um dominio de internet.

Até aqui somos vítimas de uma crise de valores morais. Acreditar que sendo espanhóis tinhamos melhor vida? Madrid cuida de si, não das suas provincias assim como as empresas espanholas que por cá estão têm em Portugal distribuição de produtos. Não investem na nossa qualificação.

A Espanha do que é de Espanha...

quarta-feira, novembro 30, 2005

Os bons do reino

"Se todos os sectores do Estado fizessem o que fizemos, não existiria défice"

Fernando Ruas in JN - 18.11.2005

Quem o diz é o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses.
Será que sabe dos estudos que indicam em cada ano de eleições autárquicas a despesa dos concelhos triplica? Ou seja, gastam o que não têm, pedem empréstimos ao banco. Maldito défice...

terça-feira, novembro 29, 2005

Portugal na CEE

"O problema dos brasileiros não é a carência mas a abundância. Acontece a certos países pobres: não sabem gerir o que têm"

Pedro Lomba in DN – 22.07.2005

segunda-feira, novembro 28, 2005

Coelho, um homem frontal...

"com a mesma fontalidade que critico este desnorte da oposição, também falo uma ressalva em relação ao governo: é preciso mais discurso social"

Jorge Coelho in DN - 18.11.2005

Discurso? O adjectivo foi mal escolhido por Jorge Coelho, mas faz parte da sua forma de estar na política...

domingo, novembro 27, 2005

"Será?"




Bandeira in DN - 25.11.2005

sábado, novembro 26, 2005

Pop bufa

"Vivemos na civilização do espectáculo e os intelectuais e escritores que figuram entre os mais populares quase nunca o são pela originalidade das suas ideias ou pela beleza das suas criações, ou, em todo o caso, não o são nunca apenas por essas razões intelectuais e literárias. São-no sobretudo pela sua capacidade histriónica, pela maneira como projectam e administram a sua imagem publicam pelo exibicionismo, palhaçadas, desplantes, insolências, toda aquela dimensão bufa e ruidosa da vida pública que hoje em dia faz as vezes de rebeldia e da qual os media podem tirar partido, convertendo os seus autores, da mesma forma que os artistas e aos cantores em espectáculo de massas."

Mario Vargas Llosa in DNa - 15.04.2005

sexta-feira, novembro 25, 2005

Pressões

"Há muito a pressão do diálogo e da conversa. É uma coisa que me
faz aflição. Mas porque é que temos de conversar? Conversaremos
se for caso disso mas não é drama nenhum se não abrirmos a boca"

Rodrigo Guedes de Carvalho in DNa 15.07.2005

quinta-feira, novembro 24, 2005

Mário Soares, o viajador

Eis um dos motivos porque não vou votar no candidato Mário Soares...

Durante os anos que ocupou o Palácio de Belém, Soares visitou 57
países (alguns várias vezes como por exemplo Espanha que visitou 24
vezes e a França 21 vezes), percorrendo no total 992.809 KMS o que
corresponde a 22 vezes a volta ao mundo.

1986
11 a 13 de Maio - Grã-Bretanha
06 a 09 de Julho - França
12 a 14 de Setembro - Espanha
17 a 25 de Outubro - Grã-Bretanha e França
28 de Outubro - Moçambique
05 a 08 de Dezembro - São Tomé e Príncipe
08 a 11 de Dezembro - Cabo Verde

1987
15 a 18 de Janeiro - Espanha
24 de Março a 05 de Abril - Brasil
16 a 26 de Maio - Estados Unidos
13 a 16 de Junho - França e Suíça
16 a 20 de Outubro - França
22 a 29 de Novembro - Rússia
14 a 19 de Dezembro - Espanha

1988
18 a 23 de Abril - Alemanha
16 a 18 de Maio - Luxemburgo
18 a 21 de Maio - Suíça
31 de Maio a 05 de Junho - Filipinas
05 a 08 de Junho - Estados Unidos
08 a 13 de Agosto - Equador
13 a 15 de Outubro - Alemanha
15 a 18 de Outubro - Itália
05 a 10 de Novembro - França
12 a 17 de Dezembro - Grécia

1989
19 a 21 de Janeiro - Alemanha
31 de Janeiro a 05 de Fevereiro - Venezuela
21 a 27 de Fevereiro - Japão
27 de fevereiro a 05 de Março - Hong-Kong e Macau
05 a 12 de Março - Itália
24 de Junho a 02 de Julho - Estados Unidos
12 a 16 de Julho - Estados Unidos
17 a 19 de Julho - Espanha
27 de Setembro a 02 de Outubro - Hungria
02 a 04 de Outubro - Holanda
16 a 24 de Outubro - França
20 a 24 de Novembro - Guiné-Bissau
24 a 26 de Novembro - Costa do Marfim
26 a 30 de Novembro - Zaire
27 a 30 de Dezembro - República Checa

1990
15 a 20 de Fevereiro - Itália
10 a 21 de Março - Chile e Brasil
26 a 29 de Abril - Itália
05 a 06 de Maio - Espanha
15 a 20 de Maio - Marrocos
09 a 11 de Outubro - Suécia
27 a 28 de Outubro - Espanha
11 a 12 de Novembro - Japão

1991
29 a 31 de Janeiro - Noruega
21 a 23 de Março - Cabo Verde
02 a 04 de Abril - São Tomé e Príncipe
05 a 09 de Abril - Itália
17 a 23 de Maio - Rússia
08 a 11 de Julho - Espanha
16 a 23 de Julho - México
27 de Agosto a 01 de Setembro - Espanha
14 a 19 de Setembro - França e Bélgica
08 a 10 de Outubro - Bélgica
22 a 24 de Novembro - França
08 a 12 de Dezembro - Bélgica e França

1992
10 a 14 de Janeiro - Estados Unidos
23 de Janeiro a 04 de Fevereiro - India
09 a 11 de Março - França
13 a 14 de Março - Espanha
25 a 29 de Abril - Espanha
04 a 06 de Maio - Suíça
06 a 09 de Maio - Dinamarca
26 a 28de Maio - Alemanha
30 a 31 de Maio - Espanha
01 a 07 de Junho - Brasil
11 a 13 de Junho - Espanha
13 a 15 de Junho - Alemanha
19 a 21 de Junho - Itália
14 a 16 de Outubro - França
16 a 19 de Outubro - Alemanha
19 a 21 de Outubro - Áustria
21 a 27 de Outubro - Turquia
01 a 03 de Novembro - Espanha
17 a 19 de Novembro - França
26 a 28 de Novembro - Espanha
13 a 16 de Dezembro - França

1993
17 a 21 de Fevereiro - França
14 a 16 de Março - Bélgica
06 a 07 de Abril - Espanha
18 a 20 de Abril - Alemanha
21 a 23 de Abril - Estados Unidos
27 de Abril a 02 de Maio - Grã-Bretanha e Escócia
14 a 16 de Maio - Espanha
17 a 19 de Maio - França
22 a 23 de Maio - Espanha
01 a 04 de Junho - Irlanda
04 a 06 de Junho - Islândia
05 a 06 de Julho - Espanha
09 a 14 de Julho - Chile
14 a 21 de Julho - Brasil
24 a 26 de Julho - Espanha
06 a 07 de Agosto - Bélgica
07 a 08 de Setembro - Espanha
14 a 17 de de Outubro - Coreia do Norte
18 a 27 de Outubro - Japão
28 a 31 de Outubro - Hong-Kong e Macau

1994
02 a 05 de Fevereiro - França
27 de Fevereiro a 03 de Março - Espanha (incluindo Canárias)
18 a 26 de Março - Brasil
08 a 12 de Maio - África do Sul (Tomada de posse de Mandela)
22 a 27 de Maio - Itália
27 a 31 de Maio - África do Sul
06 a 07 de Junho - Espanha
12 a 20 de Junho - Colômbia
05 a 06 de Julho - França
10 a 13 de Setembro - Itália
13 a 16 de Setembro - Bulgária
16 a 18 de Setembro - - França
28 a 30 de Setembro - Guiné-Bissau
09 a 11 de Outubro - Malta
11 a 16 de Outubro - Egipto
17 a 18 de Outubro - Letónia
18 a 20 de Outubro - Polónia
09 a 10 de Novembro -
Grã-Bretanha
15 a 17 de Novembro - República Checa
17 a 19 de Novembro - Suíça
27 a 28 de Novembro - Marrocos
07 a 12 de Dezembro - Moçambique
30 de Dezembro a 09 de Janeiro 1995 - Brasil

1995
31 de Janeiro a 02 de Fevereiro - França
12 a 13 de Fevereiro - Espanha
07 a 08 de Março - Tunísia
06 a 10 de Abril - Macau
10 a 17 de Abril - China
17 a 19 de Abril - Paquistão
07 a 09 de Maio - França
21 de Setembro - Espanha
23 a 28 de Setembro - Turquia
14 a 19 de Outubro - Argentina e Uruguai 20 a 23 de Outubro -
Estados
Unidos
27 de Outubro - Espanha
31 de Outubro a 04 de Novembro - Israel
04 e 05 de Novembro Faixa de Gaza e Cisjordânia
05 e 06 de Novembro - Cidade de Jerusalém
15 a 16 de Novembro - França
17 a 24 de Novembro - África do Sul
24 a 28 de Novembro - Ilhas Seychelles
04 a 05 de Dezembro - Costa do Marfim
06 a 10 de Dezembro - Macau
11 a 16 de Dezembro - Japão

1996
08 a 11 de Janeiro - Angola

terça-feira, novembro 22, 2005

Cão com dono

"A minha geração achou que era dona do País"

Saldanha Sanches in Visão - 30.06.2005

E ainda acha.
Julga-se credora e não devedora.
Não se preocupa com o futuro dos que vão cá ficar. Pensa na reforma e não na dinamização do trabalho e consequentemente, do país.
Na política de oposição fala á boca cheia dos problemas do país, mas quando estava no poder nada resolveu.
Demite-se de se associar e lutar por um país mais justo para todos: "para quê que eu vou votar?".

segunda-feira, novembro 21, 2005

Quem dá música por quem?

Veja-se em A Trompa as opções de apoio que músicos nacionais fazem perante os cinco candidatos à presidência.

No horizonte vislumbra-se um candidato imbativel...

domingo, novembro 20, 2005

sábado, novembro 19, 2005

"Chave" e "fechadura"

"O Expresso pré-publicou as cartas de amor que António Lobo Antunes envuou de África à sua mulher, entre 1971 e 1973. Nelas descobrimos que Lobo Antunes gostou do filme Love Story, que camava à esposa "meu sorvete de morango, meu pratinho de arroz-doce", e que ainda por cima dizia ter contade de lhe "meter a chave" na "fechadura do seu corpo". Eu não precisava de saber isto. Eu não queria saber isto. Há coisas que só se divulgam depois da morte."

João Miguel Tavares in DN - 18.11.2005

sexta-feira, novembro 18, 2005

Capital de risco

Como todos, oiço os portugueses a falar, todo o tipo de português e constato que a esmagadora maioria não vai, nem quer ir além do inverso da célebre frase de Kennedy: limitam-se a perguntar o que o país pode fazer por eles.
(...)

juízes, também sabem, e sabem que nós sabemos, que a justiça é talvez a coisa que pior funciona em Portugal,mais lenta, mais ineficaz, mais cara e mais afastada das necessidades dos cidadãos. Mas aquio com que unicamente os ouvimos preocuparem-se é com o seu estatuto, as suas férias, a manutenção do seu regime de total desresponsabilidzação profissional.
(...)

Em Portugal, 63 por cento do capital de risco é assumido pelo sector público; em Espanha é 9 por cento, o resto é privado. A diferença é eloquente e explica muita coisa.
(...)

Resta-nos esperar que a UE não se desagregue nem se canse de nos aturar, porque, então sim, ficaremos face a face com nós próprios e corremos o risco de concluir que nos tornámos um país inviável

Miguel Sousa Tavares in Público - 24.06.2005

terça-feira, novembro 15, 2005

"De certa forma, todos falhámos. Não fomos capazes de conter o surto dea sociedade de consumo. Não readaptámos os valores à nova época. Deixámos de ser cidadãos para sermos consumidores. Os pensadores e filósofos da nossa sociedade, hoje, são os publicitários. Eles dizem o que vamos pensar, como vestir, o que comer."

Flávio Tavares, jornalista e escritor, in Actual - 13.08.2005

segunda-feira, novembro 14, 2005

Papá! Papá!

Filha do Major já é vereadora


"Paiiii paiiii, és o maior!". Foi assim que a agora vereadora de Gondomar recebeu Valentim Loureiro depois de ter estado detido para interrogações. Histeria familiar numa noite televisiva.

Dois anos se passaram, e a foto que ilustra este artigo mostra uma Daniela Loureiro Himmel com a mesma pose. Assuntos familiares...

domingo, novembro 13, 2005

A liberdade que a religião nos concede

"A ideia de um Estado laico e de uma religião confinada à esfera individual e familiar era intolerável para este Papa João Paulo II] que nunca deixou de condenar com firmeza todas as medidas sociais e políticas que entrassem em conflito com os ensinamentos da Igreja, mesmo que se tratassem de disposições e leis aprovadas por governos de inequívoca origem democrática. (...)

Como não é concebível que uma sociedade progrida e prospere sem uma vida espiritual e religiosa, e, no caso do Ocidente, religião quer dizer sobretudo cristianismo, teria sido desejável que o catolicismo se adaptasse, como já o fez no passado quando as circunstâncias o empurraram a aceitar a democracia, as realidades do nosso tempo em matérica sexual, moral e cultural, começando pela emancipação da mulher e terminando pelo conhecimento do direito à igualdade das minorias sexuais."

Mário Vargas Llosa in DNa - 13.05.2005

sábado, novembro 12, 2005

Fim de semana em pijama

"as pessoas que mais se arranjam são aquelas que têm mais necessidade de apelar - ou que não têm uma relação sexual afectiva ou que estão insatisfeitas. Caso contrário, também não precisavam tanto de chamar a atenção"

Nuno Nodin (sexólogo) in DNa - 13.05.2005


sexta-feira, novembro 11, 2005

Tragédias

Para quem vive com e pela religião, esta explica tudo.
Quando o furacão Katrina assolou Nova Orleães, os seus resultados foram bem quistos por fanáticos muçulmanos da peninsula arábica. Viram no furacão um soldado de Alá contra o diabo Americano.

De quem serão vítimas os mortos (85 mil), feridos e desalojados do terramoto no Paquistão?

quinta-feira, novembro 10, 2005

Direito a reclamar

A partir de hoje os inscritos no Centro de Emprego com menos de 30 anos e com menos de dois anos de descontos para a segurança social.

Seria bom se em vez de terem mais obrigações, também pudessem ter mais deveres pois o serviço que o Centro de Emprego presta em certas cidades é ridículo. Falo nomeadamente das chamadas consecutivas que fazem a jovens desempregados para serem monitorizados, "ensinados" sobre variadíssimas coisas como: aprender a fazer um curriculum, pela mão de pessoas que não o sabem. Mais gritante, é o conjunto de cursos que disponibiliza pelo IEFP aos jovens que nas universidades se formaram para o desemprego. Na grande maioria dos casos, são cursos desajustados com nomes "ajustados à realidade". Garantem emprego? Sim, mas aos formadores.

Formadores que muitos deles não sabem leccionar e que apenas fomentam o desanimar de pessoas que estão sem perspectivas de futuro e que acreditaram no programa de requalificação do IEFP.

quarta-feira, novembro 09, 2005

Os miseráveis

Segundo (António) Barreto, a elite portuguesa (política, empresarial, intelectual,
universitária) não cumpre o seu papel, Não só porque não protesta e não critica, mas também porque activamente colabora na demagogia e no desperdício. Porque, em suma, se tornou, ou nunca deixou de ser, ignoranmte e predadora. (...)

Se a elite portuguesa não vale nada , em rigor não merece sequer o nome e não há nada a esperar dela. (...)

O que se passa em Portugal por elite não difere do resto da sociedade. Nesse sentido, representa bem o país (que naturalmente não "puxa" para lado nenhum) com a sua cultura de miséria, de mentira e de parasitismo"

Vasco Pulido Valente in Público - 08.07.3005

terça-feira, novembro 08, 2005

Nada do que fazemos tem muito sentido se não houver testemunho, apreço, crítica sobre isso. Se damos um trambolhão nas escadas e estamos sozinhos, é como se nunca tivesse acontecido. O que somos e fazemos da nossa vida tem que ser visto pelos outros. É nesse jogo de espelhos que a pessoa se encontra.

Ana Drago in DNa - 26.09.2005

domingo, novembro 06, 2005

Tradição



Bandeira in DN - 02.11.2005