"Quando se acumula exclusivamente a riqueza e se pensa só no interesse próprio, está a gerar-se condições para que mais tarde ou mais cedo tenhamos a guerra. Porque é na injustiça decorrente da repartição dos bens e do acesso às oportunidades de desenvolvimento que está a génese de grande parte das guerras"
Rui marques (Alto-Comissário para a Imigração e Minorias Étnicas) in Actual - 10.12.2005
quinta-feira, fevereiro 09, 2006
quarta-feira, fevereiro 08, 2006
"Ele é o bonitão do Santander"
Este é o título de hoje do jornal (?) 24h.
Este é o ângulo de abordagem do jornal que afirma "às vezes a verdade doi".
Com um assunto económico de importância magna a decorrer vão falar de fait-divers, de "gente bonita", e de Espanha?
Este é o ângulo de abordagem do jornal que afirma "às vezes a verdade doi".
Com um assunto económico de importância magna a decorrer vão falar de fait-divers, de "gente bonita", e de Espanha?
terça-feira, fevereiro 07, 2006
Traffic
"A estratégia da Microsoft é igual à de um traficante de droga, oferece a primeira dose"
Joachim Jakobs (Fundação para o Software Livre-Europa) in Expresso 04.02.2006
Joachim Jakobs (Fundação para o Software Livre-Europa) in Expresso 04.02.2006
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
Era um MacCheese de Frango. Sem penas, sffv
"Horroriza-me pensar que não se estuda Os Lusíadas na escola porque é muito complicado. E depois? Aprender dá trabalho. Nem tudo pode ser fácil e rápido."
João Botelho, realizador de O Fatalista in Actual - 10.12.2005
João Botelho, realizador de O Fatalista in Actual - 10.12.2005
domingo, fevereiro 05, 2006
E o mundo ficou mudo...
"Como todas as operações online de 90, com mais olhos que barriga e carroças à frente dos bois, as web radios começaram a implodir, a falir. Calaram-se quase todas as que não ligadas a grandes grupos empresariais, e o sonho acabou mudo..."
Nuno Galopim in DN:música- 07.10.2005
Mais uma grande generalização de um dos bons jornalistas de música... mainstreem.
As rádios online não acabaram. Acabaram foram os sonhos dos empresários que pensavam que poderiam lucrar muito com elas.
Nuno Galopim in DN:música- 07.10.2005
Mais uma grande generalização de um dos bons jornalistas de música... mainstreem.
As rádios online não acabaram. Acabaram foram os sonhos dos empresários que pensavam que poderiam lucrar muito com elas.
sábado, fevereiro 04, 2006
Escrevendo
Os clichés são inúteis. Não vale a pena escrever se ficamos pelos clichés.
Qualquer pessoa é capaz de fazer isso. Hoje há muita gente a escrever. A escrita
tornou-se um desporto internacional. Toda a gente o pratica.
Tahar Ben Jelloun in DNa - 18.11.2005
Qualquer pessoa é capaz de fazer isso. Hoje há muita gente a escrever. A escrita
tornou-se um desporto internacional. Toda a gente o pratica.
Tahar Ben Jelloun in DNa - 18.11.2005
sexta-feira, fevereiro 03, 2006
O Público não!
Respondendo e actualizando o post anterior, não posso deixar de dizer que o jornal Público traz os tais cartoons da polémica mas com o objectivo de informar e não de provocar os muçulmanos, de acordo com o que o jornal referiu. O que eu questiono é, será que o jornal dinamarquês ao publicar esse cartoon quis provocar alguém? Deixo esta reflexão no ar...
Quem tem medo?
Um cartoon "satânico" nasceu pelos lados da Dinamarca. Nele, o profeta Maomé era caricaturado. No Iraque foi decretada uma fatwa contra a Dinamarca, pondo em perigo o exército que ainda têm no país que já foi de Saddam.
Sem medo, e ao abrigo da liberdade de imprensa, outros média europeus publicaram o cartoon. Ontem até a BBC mostrou o dito cujo.
E em Portugal? Quem tem cú tem medo?
Nem o 24h, esse jornal (?) que agora tem um anúncio em que diz que "às vezes a verdade dói". Dói, afirmam, mas publicam. O seu sensionalismo pelos vistos tem medo de mostrar uma verdade que nem a BBC tem receio chamar à antena.
Sem medo, e ao abrigo da liberdade de imprensa, outros média europeus publicaram o cartoon. Ontem até a BBC mostrou o dito cujo.
E em Portugal? Quem tem cú tem medo?
Nem o 24h, esse jornal (?) que agora tem um anúncio em que diz que "às vezes a verdade dói". Dói, afirmam, mas publicam. O seu sensionalismo pelos vistos tem medo de mostrar uma verdade que nem a BBC tem receio chamar à antena.
quinta-feira, fevereiro 02, 2006
Sexo de batina
"Se é suposto os padres não terem actividade sexual, importa à Igreja que a actividade que os padres não têm seja homossexual, heterossexual, transexual ou
outra?"
Manuel António Pina in JN - 01.12.2005
outra?"
Manuel António Pina in JN - 01.12.2005
quarta-feira, fevereiro 01, 2006
Política à portuguesa
Os jornais do dia são exemplares, no que diz respeito à campanha para as eleições autárquicas: não há página do "Público" ou do DN que não tenha uma das seguintes formas verbais: acusa, qur mais, pede, promete, reclama, denuncia.
Todos os candidatos ocupam o seu tempo com uma destas atitudes. Domingo vou
votar e confesso que não quero acusar, nem pedir, nem que me prometam, reclamem
ou denunciem.
Pedro Rolo Duarte in DNa - 07.10.2005
Todos os candidatos ocupam o seu tempo com uma destas atitudes. Domingo vou
votar e confesso que não quero acusar, nem pedir, nem que me prometam, reclamem
ou denunciem.
Pedro Rolo Duarte in DNa - 07.10.2005
terça-feira, janeiro 31, 2006
E depois da vitória?

"Venceu o candidato mais misterioso. De mais difícil qualificação. Mais previsível, na vitória, mais imprevisível no comportamento. (...) Não se comprometeu, a não ser com princípios gerais e intenções bondosas. Venceu graças à reputação, não às ideias que não exprimiu, nem ao programa, que não tornou claro."
António Barreto in Público - 23.01.2006
"Cavaco ganhou porque a maioria dos eleitores viu nele um tipo de líder diferente dos que hoje responsabilizam pela depressão nacional."
José Manuel Fernandes in Público - 23.01.2006
Frase correcta se Guterres, Santana, Barroso fossem candidatos. Na prática os políticos que se candidataram pela esquerda apelaram à combate à depressão e, a maioria, não governaram o país. No entanto, Cavaco fez-se passar por independente e os portugueses reconheceram nele o que falta ao país: firmeza e competência. É meio caminho andado para a resolução dos problemas que irão aparecer.
De bondosas ideias está o político cheio. Esse é o handicap da esquerda, idealista mas sem ter dado provas que consegue praticar o que professa. Porque quando os problemas surgem tantas vezes não são as ideias pré-concebidas que os resolvem e sim a personalidade. Daí que haja tanta contradição na política de direita e esquerda.
segunda-feira, janeiro 30, 2006
Trabalhar para viver
"Enquanto nós nos levantamos da cama com um cansaço genético, como se carregássemos com o nosso quotidiano a culpa pela perda de protagonismo nos livros de texto e nos mapas do mundo, os espanhóis parecem acreditar que a história se faz todos os dias, que não há guerras que se percam quando há trabalho pelo meio e que nada há mais triste que nunca tentar"
Rita Barata Silvério - 10.06.2005
Rita Barata Silvério - 10.06.2005
domingo, janeiro 29, 2006
sábado, janeiro 28, 2006
Munich
"Spielberg é claro na sua mensagem de paz: escolher a violência é acordar um monstro tentacular impossível de controlar em toda a sua ramificação"
Rui Henriques Coimbra in Única - 07.01.2006

Rendo-me. Afinal vou ver o filme Munich.
E rendo-me porque sei agora qual é o seu argumento. É um filme que mescla o pós-desastre na aldeia olimpica com os "movimentos" que ocorreram na mesma e que levaram à morte de 11 atletas. Já tinha visto um relato sobre o sequestro e triste fim.
Falar de terrorismos num filme nesta altura, pode ser considerado um acto provocatório. Ainda mais sendo o seu realizador de apelido judeu... e o argumentista (Tony Kushner - Anjos na América) contra a criação do estado Israelita.
Para algumas pessoas poderá encerrar a mensagem corrente naquele cantinho do mundo desde há 45 anos para cá: amor com amor se paga. Para mim, a mensagem é clara: violência gera violência e não é com ela que se resolvem os cruciais problemas. Ariel Sharon foi incendiário para atingir os seus fins, Arafat também compactuou com a violência nos últimos anos da sua vida e durante parte dela instigou-a.
Rui Henriques Coimbra in Única - 07.01.2006

Rendo-me. Afinal vou ver o filme Munich.
E rendo-me porque sei agora qual é o seu argumento. É um filme que mescla o pós-desastre na aldeia olimpica com os "movimentos" que ocorreram na mesma e que levaram à morte de 11 atletas. Já tinha visto um relato sobre o sequestro e triste fim.
Falar de terrorismos num filme nesta altura, pode ser considerado um acto provocatório. Ainda mais sendo o seu realizador de apelido judeu... e o argumentista (Tony Kushner - Anjos na América) contra a criação do estado Israelita.
Para algumas pessoas poderá encerrar a mensagem corrente naquele cantinho do mundo desde há 45 anos para cá: amor com amor se paga. Para mim, a mensagem é clara: violência gera violência e não é com ela que se resolvem os cruciais problemas. Ariel Sharon foi incendiário para atingir os seus fins, Arafat também compactuou com a violência nos últimos anos da sua vida e durante parte dela instigou-a.
sexta-feira, janeiro 27, 2006
Tenho os pés frios!
Hoje está muito frio. Todo o país treme. Trás-o-Montes e Alto Douro vai ter -3ºC de temperatura mínima e a máxima 13ºC em Faro.
Estou em casa, tenho montes de roupa vestida e o aquecedor ligado e ainda tenho frio. É esta mania que nós temos que Portugal tem um clima ameno... se for comparado com o Pólo Norte, sim! Porque no Inverno faz muito frio e acho que está na altura das casas começarem a ter condições ao nível de aquecimento ou refrigeração no Verão.
Por acaso no DN de hoje saiu um artigo que a ser verdade vai permitir que não só possamos diminuir a tarifa que pagamos ao nível da energia: electricidade, gás, gasolina... mas também possibilitar o aquecimento das casas através da utilização de painéis solares. É uma boa iniciativa, porque não só poupamos a carteira como o meio ambiente.
Estou em casa, tenho montes de roupa vestida e o aquecedor ligado e ainda tenho frio. É esta mania que nós temos que Portugal tem um clima ameno... se for comparado com o Pólo Norte, sim! Porque no Inverno faz muito frio e acho que está na altura das casas começarem a ter condições ao nível de aquecimento ou refrigeração no Verão.
Por acaso no DN de hoje saiu um artigo que a ser verdade vai permitir que não só possamos diminuir a tarifa que pagamos ao nível da energia: electricidade, gás, gasolina... mas também possibilitar o aquecimento das casas através da utilização de painéis solares. É uma boa iniciativa, porque não só poupamos a carteira como o meio ambiente.
Mugabe e o monstro das bolachas
"Mugabe nega vigorosamente a existência da fome, o que me parece credível: pelo menos lá em casa, é provável que haja sempre bolachas para o chá. Mas Mugabe discorda, sobretudo, das causas da fome: se ela existe, a culpa é de Blair e, mais, do inevitável sr. Bush. Estranha coisa: Washington eviou, desde 2002, 300 milhões de dólares em ajuda alimentar para o Zimbabwe; mas nada disto impede o famélico Bush de andar lá por casa na caixa das bolachas. Se isto não é um monstro, o que é um monstro afinal?"
João Pereira Coutinho in Expresso - 22.10.2005
João Pereira Coutinho in Expresso - 22.10.2005
quinta-feira, janeiro 26, 2006
Protagonistas de outras eleições
"A outra grande notícia da noite foi Manuel Maria Carrilho ter levado uma sova democrática de Carmona Rodrigues, apesar de o engenheiro ter tanto jeito para a política como eu para os matraquilhos"
João Miguel Tavares in DN - 14.10.05
João Miguel Tavares in DN - 14.10.05
Grandes amigos

É um incómodo, mas não tem que ser um problema" - é desta forma que um destacado dirigente do PS resume a futura relação entre o partido e Manuel Alegre depois das eleições presidenciais. O deputado levou a melhor na noite eleitoral e voltará ao Parlamento com mais de um milhão de votos no bolso, coisa nunca vista em Portugal. O clima é como na Guerra Fria a força de Alegre e de José Sócrates é dissuasora. Ambos sabem que um "ataque" pode prejudicar as duas partes. Estarão, por isso, condenados a entenderem-se, pelo menos para já.
In DN - 23/01/2006
In DN - 23/01/2006
quarta-feira, janeiro 25, 2006
A outra face da noite eleitoral...
nos estúdos da TVI é que houve situações limite, com uma Maria José Nogueira Pinto já farta dos palpites de Manuela Moura Guedes a tentar explicar-lhe que, sociologicamente, "a direita não é metade do país": "você sabe isso, ou não sabe?". Tá bem, mas e daí?
Inês David in Público - 23.01.2006
Outro berbicacho ouvi em directo.
Na TSF havia um painel de analistas ligados aos candidatos e não só. Só o descobri quando, já bem noite adiantada, um deles, o Dr. José Rebelo, protestou veemente pois o jornalista de serviço da TSF só agora iniciava a ronda aos (restantes) convidados. Boa parte do espaço de comentário até a essa hora tinha sido preenchido com as palavras de Dr. Medeiros Ferreira que, se não me falha a memória, representava Mário Soares.
Foi um atrito que fez corar várias caras em estúdio. Infelizmente, nem sempre é com falinhas mansas e "off-the-record" que os jornalistas se tornam mais responsáveis e razoáveis. E quem diz jornalistas diz qualquer outro trabalhador de diferente sector.
Inês David in Público - 23.01.2006
Outro berbicacho ouvi em directo.
Na TSF havia um painel de analistas ligados aos candidatos e não só. Só o descobri quando, já bem noite adiantada, um deles, o Dr. José Rebelo, protestou veemente pois o jornalista de serviço da TSF só agora iniciava a ronda aos (restantes) convidados. Boa parte do espaço de comentário até a essa hora tinha sido preenchido com as palavras de Dr. Medeiros Ferreira que, se não me falha a memória, representava Mário Soares.
Foi um atrito que fez corar várias caras em estúdio. Infelizmente, nem sempre é com falinhas mansas e "off-the-record" que os jornalistas se tornam mais responsáveis e razoáveis. E quem diz jornalistas diz qualquer outro trabalhador de diferente sector.
terça-feira, janeiro 24, 2006
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