sábado, fevereiro 18, 2006

A música, quando é bem feita, é tão boa em qualquer meio. Sobretudo aquela música que traz algum risco, que é o que acho que falha no meio artístico, não português mas mundial.

Bernardo Sassetti in DN:música - 16.12.2005

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Portugal está à venda



Esta imagem foi tirada ontem, quando o Governo anunciou a alienação de património, isto é, a posição em oito empresas portuguesas, o que lhe permitirá encaixar uma receita de 2,4 mil milhões de euros. Este dinheiro será todo canalizado para reduzir a dívida pública.

E quando não houver mais nada para vender ou alienar, o que vai ser de nós?

E não é que ele vai fazer um novo semanário?

[José António] Saraiva é a cara do semanário: megalómano, meio louco, por vezes ridículo. Mas é o primeiro responsável pelo sucesso do jornal, o gestor eficaz de um circo de egos e contradições (...)
Saraiva é como aqueles tios amalucados que aparecem nas festas de Natal: incomodam quando estão; sentimos saudades quando faltam.

João Miguel Tavares in DN - 14.10.05

E ainda bem que existem destes malucos. Quem melhor do que José António Saraiva para destronar a hegemonia dos semanários que o Expresso ocupa no mercado?

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

"tendo em conta que a maioria das redações - não só em Portugal, mas no mundo inteiro - se situam à esquerda, porque acham que a esquerda é mais generosa e
tem maior sentido de justiça e de solidariedade, é essencial para a dinâmicade um jornal que as direcções se situem à direita. Porque é nesse diálogo entre a direcção e a redacção que sai qualquer coisa de criativo."

José António Saraiva in Única - 10.06.2005

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Idade da inocência

"Há uma excessiva valorização da juventude, muitas vezes numa altura em que ela ainda não deu provas de que realmente é fiável. Ter preserverança é muito importante, até porque as pessoas antigas têm alguma coisa para dizer, pelo menos"

Maria de Lourdes Levy (pediatra 83 anos) in Única - 02.07.2005

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Amar o próximo

"se a minha empresa estiver em crise e eu não puder pagar o salário a metade dos colaboradores, o despedimento pode ser uma decisão ética."

Bruno Bobonem (vice-presidente da Associação Cristã de Empresários e Gestores) - Diário Económico

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Porque será?

porque será que praticamente a unanimidade dos espectadores, analistas, jornalistas e comentadores entendeu que a atitude de Sócrates foi deliberada? Talvez o líder socialista devesse aproveitar para repensar a sua estratégia no que respeita à imagem e ao discurso. Para parecer mais o que efectivamente pode ser.

Pedro Rolo Duarte in DN - 03.02.2006

Será não por fraca de estratégia, mas porque os portugueses (comentadores profissionais ou treinadores de bancada) utilizam analisarem a sua sociedade, o prisma da conspiração.

A meu ver, Sócrates utiliza uma boa estratégia mediática. Há três semanas que somos assulados com investimentos em Portugal por empresas estrangeiras. Certamente não surgiram ao mesmo tempo nem é ao acaso que são publicitados nesta altura.

domingo, fevereiro 12, 2006

Madrid fora de horas

"Porque Madrid foi, é e será essa tia solteirona, sempre perto do alcoolismo, seca, bem cestida e com idade suficiente para falar mal dos outros. Madrid não respeita coroas, mas não pode viver sem elas."

Rita Barata Silvério in DNa - 11.11.2005


sábado, fevereiro 11, 2006

Next big thing

"Esta indústria perde demasiado tempo em busca da next big thing"

Tom Smith (Editors) in DN:música - 04.11.2005

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Gente fresca, bonita e sem nada dentro

"Mudar o mundo é impossível. Já mudar a vida da pessoa que está ao lado está ao nosso alcance. Isso prende-se muito com a desatenção, com a indiferença de que falámos, com a tal cultura do ter e do exibir. Para ter e para exibir, obviamente do que se está a falar é da predominância da forma sobre a substância"

Paula Teixeira da Cruz in DN - 16.12.2005


quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Ter ou não ter tudo

"Quando se acumula exclusivamente a riqueza e se pensa só no interesse próprio, está a gerar-se condições para que mais tarde ou mais cedo tenhamos a guerra. Porque é na injustiça decorrente da repartição dos bens e do acesso às oportunidades de desenvolvimento que está a génese de grande parte das guerras"

Rui marques (Alto-Comissário para a Imigração e Minorias Étnicas) in Actual - 10.12.2005

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

"Ele é o bonitão do Santander"

Este é o título de hoje do jornal (?) 24h.
Este é o ângulo de abordagem do jornal que afirma "às vezes a verdade doi".
Com um assunto económico de importância magna a decorrer vão falar de fait-divers, de "gente bonita", e de Espanha?

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Traffic

"A estratégia da Microsoft é igual à de um traficante de droga, oferece a primeira dose"

Joachim Jakobs (Fundação para o Software Livre-Europa) in Expresso 04.02.2006

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Era um MacCheese de Frango. Sem penas, sffv

"Horroriza-me pensar que não se estuda Os Lusíadas na escola porque é muito complicado. E depois? Aprender dá trabalho. Nem tudo pode ser fácil e rápido."

João Botelho, realizador de O Fatalista in Actual - 10.12.2005

domingo, fevereiro 05, 2006

E o mundo ficou mudo...

"Como todas as operações online de 90, com mais olhos que barriga e carroças à frente dos bois, as web radios começaram a implodir, a falir. Calaram-se quase todas as que não ligadas a grandes grupos empresariais, e o sonho acabou mudo..."

Nuno Galopim in DN:música- 07.10.2005

Mais uma grande generalização de um dos bons jornalistas de música... mainstreem.
As rádios online não acabaram. Acabaram foram os sonhos dos empresários que pensavam que poderiam lucrar muito com elas.

sábado, fevereiro 04, 2006

Escrevendo

Os clichés são inúteis. Não vale a pena escrever se ficamos pelos clichés.
Qualquer pessoa é capaz de fazer isso. Hoje há muita gente a escrever. A escrita
tornou-se um desporto internacional. Toda a gente o pratica.

Tahar Ben Jelloun in DNa - 18.11.2005

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

O Público não!

Respondendo e actualizando o post anterior, não posso deixar de dizer que o jornal Público traz os tais cartoons da polémica mas com o objectivo de informar e não de provocar os muçulmanos, de acordo com o que o jornal referiu. O que eu questiono é, será que o jornal dinamarquês ao publicar esse cartoon quis provocar alguém? Deixo esta reflexão no ar...

Quem tem medo?

Um cartoon "satânico" nasceu pelos lados da Dinamarca. Nele, o profeta Maomé era caricaturado. No Iraque foi decretada uma fatwa contra a Dinamarca, pondo em perigo o exército que ainda têm no país que já foi de Saddam.

Sem medo, e ao abrigo da liberdade de imprensa, outros média europeus publicaram o cartoon. Ontem até a BBC mostrou o dito cujo.

E em Portugal? Quem tem cú tem medo?
Nem o 24h, esse jornal (?) que agora tem um anúncio em que diz que "às vezes a verdade dói". Dói, afirmam, mas publicam. O seu sensionalismo pelos vistos tem medo de mostrar uma verdade que nem a BBC tem receio chamar à antena.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Sexo de batina

"Se é suposto os padres não terem actividade sexual, importa à Igreja que a actividade que os padres não têm seja homossexual, heterossexual, transexual ou
outra?"

Manuel António Pina in JN - 01.12.2005

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Política à portuguesa

Os jornais do dia são exemplares, no que diz respeito à campanha para as eleições autárquicas: não há página do "Público" ou do DN que não tenha uma das seguintes formas verbais: acusa, qur mais, pede, promete, reclama, denuncia.
Todos os candidatos ocupam o seu tempo com uma destas atitudes. Domingo vou
votar e confesso que não quero acusar, nem pedir, nem que me prometam, reclamem
ou denunciem.

Pedro Rolo Duarte in DNa - 07.10.2005