quarta-feira, março 29, 2006

Saída airosa do "Circo"

Pelos lados da TVI, premeiam-se as artes circenses dos nacionais VIP (very insignificant people).

Talhado para o sucesso de audiências, o programa tem fracassado Às metas que se propôs.



Dos protestos de associações pró-animal, às críticas dos média, o "Circo das Celebridades" tem vindo a ser chacota da imprensa.

A REMAX, um dos patrocinadores do episódico programa, bateu a porta: saiu com a desculpa que não sabia que estaria a promover o “uso e abuso de animais em circos”.

Será que os senhores da Remax portuguesa alguma vez foram ao Circo em pequenos? Só agora é que repararam que existem animais neste espectáculo?

Para os amantes da teoria da conspiração aqui têm uma: a REMAX deixou de patrocinar o "Circo das Celebridades" da TVI porque não querem ter o seu nome envolvido num programa perdedor.

terça-feira, março 28, 2006

Batalhas esquecidas

"Mais do que propaganda católica, o crucifixo faz parte da nossa identidade e é uma chave para compreender os últimos 21 séculos de História. Não tem a ver com a fé. Não tem a ver com Deus. Tem a ver connosco."

João Miguel Tavares in DN - 02.12.2005

Faz parte também da nossa tradição, dessa história de 21 séculos, a criação de um sector público educacional sem simbolos de fé. Por cá, uns cruxifiços vão passando pelos pingos da chuva... há décadas.

segunda-feira, março 27, 2006

Pina Moura faz história

"Quem pensa que a esquerda é mais ciosa da ética política do que a direita tem aqui um exemplo. Ética republicana? Talvez o Dr. Pina Moura seja monárquico"

Pedro Lomba in DN - 06.01.2006

De comunista a "ministro" espanhol, Pina Moura esteve nas bocas do mundo português, há uns meses.
Que estará a preparar? É um poço de surpresas, não nos vai deixar de espantar. Aguardemos.

domingo, março 26, 2006

Sessões continuas

A locomotiva hollywoodesca anuncia Ocean's Thirteen para 2007.

É a velha máxima, enquanto um produto que dá dinheiro vai-se fazendo novas sequelas.

sexta-feira, março 24, 2006

"Nos partidos - mais no PS do que no PSD - mandam os novos profissionais da política, gente que nunca fez nada na vida para além da política e a entende como um fim em si mesmo. Nem sequer se preocupam com o interesse do partido, quanto mais com o do povo. Obviamente, esta classe de dirigentes é muito premeável a determinado tipo de pressões, São os que têm a carreira política financiada pelas corporações."

Paulo Morais in Visão - 25.08.2005

quinta-feira, março 23, 2006

Brigada Fiscal Europeia dos velhos costumes

"Os fiscais fiscalizam cada saladinha e os tribunais multarão cada feijão-frade que não seja ungido com o azeite da embalagem inviolável e de santíssima documentação. É chato, mas já não se pode meter uma rolha."

Miguel Esteves Cardoso in Única - 20.01.2006



quarta-feira, março 22, 2006

Há muito tempo a trás numa galáxia distante...

"Começa a haver muita tranquilidade no nosso campo e um grande nervosismo no campo dos que julgavam que iam ganhar."

Mário Soares in Público - 19.01.2006

terça-feira, março 21, 2006

O sub e sob-desenvolvimento

India, China e mesmo Brasil são países em sub-desenvolvimento.

Será Portugal em sob-desenvolvimento? Pensemos: as grandes empresas não se debatem com resultados negativos, duplicam e triplicam o lucro.
Por outro lado, contratam jovens formados com ordenados que parecem ser... de há 10 anos.

Falam sobretudo para os seus accionistas... os acionistas com milhares, milhões de acções.Nos países em sob-desenvolvimento é assim. Trabalha-se para para o incremento das cotações

A vida de clientes e trabalhadores são factores secundários. Postos de lado, desencadeiam uma escalada de reacções sociais... que mais tarde ou mais cedo irão virar-se contra esta "nova forma de vida". Quando a classe média for destruida restarão muito ricos, sobreviventes e muito pobres.

E o consumo? Os que eram o motor do consumo (classe média) passarão a comprar o essencial, e o que não é prioritário fica na prateleira. Se fica na prateleira, acabam-se produtos. Fecham-se empresas. Há desemprego. E SOBRETUDO baixa o lucro dos que... querem tudo. Dos que gerem os negócios só a pensar no lucro anual das suas acções, ou das acções da sua empresa.

segunda-feira, março 20, 2006

Um ano de Sócrates

o PS, basicamente, é formado pela pequena burguesia urbana e pelo funcionalismo
público, com uma cultura de pouca exigência, como se vê no funcionalismo público, pouca cultura de mudança, de fazer obra.

José António Saraiva in Única - 10.06.2005

domingo, março 19, 2006

Syriana vs Traffic

Syriana. Aí está um filme que me arrependi de ver.

Percebi o tema, não compreendi totalmente como a trama se desenrolou. Não percebi o Oscar que George Clooney arrecadou.

O filme expressa bem a macacada que é o negócio do petróleo. Mostra-o de vários prismas, e nesse sentido assemelha-se a Traffic.

São dois filmes em que, em pouco mais de duas horas, se quer condensar um problema bastante vasto. Em Traffic. até conseguiu-se com superficiolidade, mais tarde aprofundada em série. Em Syriana, não.

sábado, março 18, 2006

Há vida em... Rally de Portugal

Ele era o melhor do mundo.
Ele abria os telejornais e andava na boca do mundo.

Certo dia, o Rally de Portugal deixou de contar para provas internacionais por falta de condições de segurança. Como quem não aparece esquece... a prova caiu no esquecimento.

Agora, passamos anos sem se ouvir falar do Rally de Portugal. Mas ele continua a ser efectuado, "localmente".

A edição deste ano começou ontem e terminará hoje, quando o sol começar a dizer adeus.

sexta-feira, março 17, 2006

Autárquicas 2005

Esta campanha eleitoral mostrou Portugal no seu pior e a política no seu sentido mais baixo: a mentira, o voto comprado, a incoerência, a ignorância, o caciquismo, a prepotência, a ambição desmedida. Mostrou um país que vive de favores e fretes que dão votos, e de fascínios mediáticos sem sentido. Neste enquadramento, a prioridade de quem se sente nauseado com este quado de miséria é apenas encntrar pessoas em quem possa confiar, projectos que demonstrem alguma réstia de seriedade, e garantias de que a política não vive exclusicamente da equação "promessas vezes votos igual a mentiras"

Pedro Rolo Duarte in DNa - 14.10.2005

quinta-feira, março 16, 2006

E não e que quer escrever um?



“Para merecer tamanho protagonismo a fêmea com a cara mais encerada da Europa simplestmente teve de anunciar ao mundo que nunca, em toda a sua genial e completa existência, jamais, ever, leu um livro. (…)
Se esta mulher não é um génio da autopromoção, então vive no eterno Mundo da Fantasia, junto da Cinderela e da Bela Adormecida”

Rita Barata Silvério in Dna – 02.09.2005

quarta-feira, março 15, 2006

E quem fiscaliza o fiscalizador?

Ser uma grande potência militar mundial exige, entre outras coisas, o discurso legitimatório. Anualmente, lá temos de gramar com o relatório de direitos humanos que o congresso do povão americano organiza.

Apontam erros às prisões nacionais.

Será que um país que tem em um "Guantanamo" merece crédito nos relatórios que faz em relação a direitos humanos?

terça-feira, março 14, 2006

Portas já tem o seu programa, para quando Santana?

"Santana está cada vez mais parecido com o Bruce Willis de O sexto Sentido - morreu e não deu por isso. É um fantasma que insiste em atravessar o espectro mediático, com a agravante de no seu caso não se encontrar uma única criancinha interessada na sua presença"

João Miguel Tavares in DN - 02.12.2005

segunda-feira, março 13, 2006

O Código Slobodan Milosevic

Começou a especulação que deverá levar décadas, até os interessados nela irem ter com os anjinhos.

Zdenko Tomanovic, advogado de Milosevic, diz que recebeu uma carta em que o acusado de tribunal de Haia desconfiava ser vítima de tentativas de envenenamento.

Se Milosevic não morresse agora que lhe esperava? Prisão perpétua.
Tinha saúde de ferro? Não.



Para mim, o cenário mais plausível é que Slobodan Milosevic morreu de causas naturais.

Todavia, não descarto que poderá ter engendrado um plano para mitificar a sua morte.
Para isso, nada melhor que dar a entender, antes da sua morte, que tinha comunicado preocupações em relação a supostos atacantes à sua saúde.

Não me admira que tomado qualquer produto que o tenha levado à morte. Para quê viver mais 20 anos em cadeia, quando se pode deixar o mundo criando um mito de que foi assassinado? Milosevic era bom a criar cenários. Em plena guerra dos balcãs, sorria de manhã, ao almoço assinava um tratado de paz, ao lanche já o estava a desrespeitar.

Venha o resultado da autópsia!

domingo, março 12, 2006

Quando uma morte nunca vem só

Depois da morte de Christopher Reeve, junta-se agora a de sua mulher Dana Reeve.
Com 40 e poucos anos padece a cancro do pulmão sem nunca ter fumado.

Uma morte precoce de uma digna mulher que à adversidade de deficiência do marido, respondeu com ajuda e por luta num ideal comum: a permissão de uso de células estaminais em estudos com vista a serem futuramente utilizadas em fins terapeuticos.

sábado, março 11, 2006

Para rir

Slobodan Milosevic morreu. O mundo ficou mais pacífico.

sexta-feira, março 10, 2006

"Normalmente, os políticos são maus comentadores e os bons comentadores são maus políticos. O Marcelo, por exemplo, impôs-se como o príncipe dos comentadores em determinada época, e é uma pessoa que na política tem tido imensos problemas."

José António Saraiva in Única - 10.06.2005

quarta-feira, março 08, 2006

Faz sentido?

Miguel Horta e Costa, presidente executivo da Portugal Telecom, fala que os accionistas só têm a ganhar com a permanência do seu capital na empresa. Diz que, em três anos, ter fatia de um bolo de 3 mil milhões de euros.

A imprensa dizia que a OPA só foi realizada porque a actual gestão do maior grupo empresarial português, a Portugal Telecom, se preocupou mais, nos últimos anos, a "engordar" os accionistas do que a investir no crescimento da empresa.

Diz-se que a Sonae não vai ter dinheiro para investir nem tem plano estratégico. Que investimentos e estratégias tem a PT pensadas a curto prazo?

É curioso como seis ou sete grupos accionistas valem mais do que 40 milhões de clientes e poucas dezenas de milhar de trabalhadores. Foi para eles que Horta e Costa falou.

Quem vai beneficiar com a OPA?

terça-feira, março 07, 2006

"Em Cuba, o jornalismo é exclusivamente propaganda. Os problemas do ser humano não interessam muito, só os números. Vem em todos os jornais: que tudo vai ser um êxito, que tudo avança muito bem. É um jornalismo hiperbólico, acrítico."

Raúl Rivero in DNa - 23.09.2005

segunda-feira, março 06, 2006

Afinal, a venda livre de medicamentos não foi o fim do mundo para as farmácias!

Medicamentos de venda livre com balanço positivo

Felizmente, os membros da Associação Nacional de Farmácias ainda conseguem pagar as suas contas ao final do mês.

"O estudo elaborado pela Universidade Católica para a Autoridade da Concorrência é tão elucidativo que chega a ser chocante. Os lucros totais das farmácias são de 214 milhões de euros num volume de negócios de 3,1 mil milhões de euros por ano. É um negócio altamente lucrativo, bem percebido quando se verifica, por exemplo, que os hipermercados Continente, com um volume de negócios semelhante, apresentam um terço dos lucros arrecadados pelas farmácias.

Emídio Rangel in Correio da Manhã 04.03.2006

sábado, março 04, 2006

É fim de semana, leve as crianças a jantar fora!

Para a criançada , o MacDonald's é uma espécie de Paraíso na terra. Come-se aquilo que os adultos geralmente definem de "porcarias", recebe-se um presente giro em troca, e ainda se pode brincar nos insufláveis e em piscinas de bolas.

Pode lá haver lugar melhor que este?

Sónia Morais Santos in DNa - 07.10.2005

sexta-feira, março 03, 2006

O camarada que se segue

"Numa longa e, já se vê, nada inoncente entrevista à Visão, o perfilado candidato à liderança do PSD António Borges desenvolve pouco imaginativamente o discurso "antipartidocracia" que parece ter passado a constituir temática obrigatória de qualquer candidato a líder... partidário.

António Borges fez a notável descoberta de que "os partidos transformam-se em máquinas de assalto ao poder", o que torna inevitável uma pergunta ao astuto teórico: antes de serem isso, os partidos eram o quê?"

Ruben de Carvalho in DN - 18.09.2005

quinta-feira, março 02, 2006

Lê-se numa campanha "anti-cópia"

"Combater a pirataria é um sinal de civilização e cultura."

O que não se lê:
- O preço inconcebível de produtos culturais é um sinal de atraso e de cinismo.

Faz sentido que um CD saia a 1 Euro da fábrica e seja vendido a (quase) 20 Euros?


quarta-feira, março 01, 2006

"A residência espanhola"

O PS na versão "albergue espanhol" - onde convivem a esquerda mais festiva e o centro incapaz de renunciar às origens e assumir a clivagem -, onde é possivel divergir , discutir e recriar, não existe mais. A geração pragmática tomou conta do "aparelho" - e daqui para a frente, quem quiser criar "tendências" ou ousar levantar a voz tem de criar "movimentos de cidadania" ou ir pregar para outra freguesia.

Pedro Rolo Duarte in DNa - 25.01.2006

terça-feira, fevereiro 28, 2006

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Conceito de beleza

"Por estes dias, lê-se, Dependurada da Ponte da Accademia, em Veneza, a seguinte provocação de Pastrick Mimran «A arte não tem que ser feia para parecer inteligente». A frase, de tão óbvia, suscita uma imediata anuência. E, no entanto, não há nada mais perigoso do que tomá-la à letra. Porque a afirmação de Mimran subentende duas outras: a de que a arte contemporânea procura a fealdade para se fazer interessante; e de que não há arte sem procura da beleza. A primeira é demagógica; a segunda é totalmente errada."

António Mega Ferreira in Visão - 25.08.2005

sábado, fevereiro 25, 2006

Não fui a Depeche Mode, e não foi por medo

"O medo é um motivador. Mas decorre sobretudo de uma postura egoísta perante a vida."

Dave Gahan (Depeche Mode) in DN:música - 14.10.2005

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Lello carpidoso

"antes de exorcisarem os partidos politicos que e de construir um futuro colectivo cada vez melhor, é tempo dos cidadãos se devotarem à participação quotidiana e cívica das suas comunidades em vez de se centrarem doentiamente em chavões estereotipados que pouco acrescento dão às transformações de Portugal."

José Lello in Mel com Fel - TSF - 14.02.2006
Realmente é preciso se ser doente para dedicar tempo associativismo, ao combate por valores que nos interessam. Tens de ter "muito tempo nas mãos", como dizia o outro. Desempregado, pessoa à procura do primeiro emprego ou reformado. Estar de corpo e alma numa associação, dá muito trabalho... não remunerado.

Hoje em dia políticos, cientistas sociais citam as virtudes do associativismo. Contudo, curiosamente, vão sendo reduzidos os incentivos monetários a agregados, cooperativas, projectos que fazem um pouco pelos outros, e por nós.

Lello assiste do seu altivo assento social. Ele e os seus amigos "portugueses" fazem parte da conhecida galáxia partidária, uma tão bem implementada rede de onde escorre sempre dinheiro para as suas ideias, práticas e vontades. Contudo, é com ardor que "assumem o encargo de gerirem a coisa pública" .

Fará ideia do bem que faria caso os milhares de euros gastos na campanha das presidenciais (de um tal Mário Soares) fossem doados às pequenas colectividades, associações, cooperativas da nossa "comunidade"?

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Quem vence é sempre o cliente

"Erraram ou mentiram: tal como já sucedera nos telefones fixos, passámos a ter pior serviço e electricidade mais cara (para o ano, os aumentos vao mesmo deixar de estar limitados à taxa de inflacção). Antes da privatização a EDP dava prejuízo, mas assegurava uma energia barata para os consumidores. Agora, privatizada, dá lucro: 440 milhões de euros em 2004, e ainda mais esperados em 2005."

Miguel Sousa Tavares in Expresso 07.01.2006

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

"Infelizmente os homens não têm ovários. Não telefonam à mãe do emprego com o digníssimo própósito de entregar o relatório diário sobre o jantar, a telenovela e as intrigas conjugais; estão incapacitados para o desfrute da fofoca e o maldizer na cozinha; desconhecem os prazeres da desaprovação feminina. "

Rita Barata Silvério in DNa - 04.11.2005

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Geração à rasca

Não recebes 13º mês nem muito menos o subsídio de férias?

Trabalhas mais do que os quase-reformados à tua volta?

És pós-graduado e ganhas menos que um jardineiro?

Descontas um quinto do teu ordenado para a segurança social?

Não tens direito a subsídio de desemprego porque és "empresário por conta própria"?

Há dias, viste Marques Mendes a temer a saúde das empresas devido à baixa de descontos?

A nova lei de trabalho não te está a beneficiar?
Dizem que é para as empresas serem mais competitivas! Não entendes?

Mais de 70% dos novos empregos são precários.
Não faz mal, é uma situação perfeitamente normal.

É uma coisa moderna e muito democrática: os que tenham mais escolaridade que paguem o lazer e o bom nome de outros.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

A magia do cartoon

A condição humana, no mundo árabe, é muito difícil e, consequentemente, as pessoas procuram refúgio na religião no irracional, na magia...

Tahar Ben Jelloun in DNa - 18.11.2005

domingo, fevereiro 19, 2006

Empty V

"A MTV é hoje um hipermercado de juventude formatada. Serve imagens em movimento. E algumas músicas. Mas não mais parece capaz de escrever história. Acabou inconsequente e fechada em si como um franchise de hamburgueres. E como pode um hamburguer mudar a nossa vida? TV Killed the Video Star..."

Nuno Galopim in DN:música - 04.11.2005

sábado, fevereiro 18, 2006

A música, quando é bem feita, é tão boa em qualquer meio. Sobretudo aquela música que traz algum risco, que é o que acho que falha no meio artístico, não português mas mundial.

Bernardo Sassetti in DN:música - 16.12.2005

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Portugal está à venda



Esta imagem foi tirada ontem, quando o Governo anunciou a alienação de património, isto é, a posição em oito empresas portuguesas, o que lhe permitirá encaixar uma receita de 2,4 mil milhões de euros. Este dinheiro será todo canalizado para reduzir a dívida pública.

E quando não houver mais nada para vender ou alienar, o que vai ser de nós?

E não é que ele vai fazer um novo semanário?

[José António] Saraiva é a cara do semanário: megalómano, meio louco, por vezes ridículo. Mas é o primeiro responsável pelo sucesso do jornal, o gestor eficaz de um circo de egos e contradições (...)
Saraiva é como aqueles tios amalucados que aparecem nas festas de Natal: incomodam quando estão; sentimos saudades quando faltam.

João Miguel Tavares in DN - 14.10.05

E ainda bem que existem destes malucos. Quem melhor do que José António Saraiva para destronar a hegemonia dos semanários que o Expresso ocupa no mercado?

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

"tendo em conta que a maioria das redações - não só em Portugal, mas no mundo inteiro - se situam à esquerda, porque acham que a esquerda é mais generosa e
tem maior sentido de justiça e de solidariedade, é essencial para a dinâmicade um jornal que as direcções se situem à direita. Porque é nesse diálogo entre a direcção e a redacção que sai qualquer coisa de criativo."

José António Saraiva in Única - 10.06.2005

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Idade da inocência

"Há uma excessiva valorização da juventude, muitas vezes numa altura em que ela ainda não deu provas de que realmente é fiável. Ter preserverança é muito importante, até porque as pessoas antigas têm alguma coisa para dizer, pelo menos"

Maria de Lourdes Levy (pediatra 83 anos) in Única - 02.07.2005

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Amar o próximo

"se a minha empresa estiver em crise e eu não puder pagar o salário a metade dos colaboradores, o despedimento pode ser uma decisão ética."

Bruno Bobonem (vice-presidente da Associação Cristã de Empresários e Gestores) - Diário Económico

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Porque será?

porque será que praticamente a unanimidade dos espectadores, analistas, jornalistas e comentadores entendeu que a atitude de Sócrates foi deliberada? Talvez o líder socialista devesse aproveitar para repensar a sua estratégia no que respeita à imagem e ao discurso. Para parecer mais o que efectivamente pode ser.

Pedro Rolo Duarte in DN - 03.02.2006

Será não por fraca de estratégia, mas porque os portugueses (comentadores profissionais ou treinadores de bancada) utilizam analisarem a sua sociedade, o prisma da conspiração.

A meu ver, Sócrates utiliza uma boa estratégia mediática. Há três semanas que somos assulados com investimentos em Portugal por empresas estrangeiras. Certamente não surgiram ao mesmo tempo nem é ao acaso que são publicitados nesta altura.

domingo, fevereiro 12, 2006

Madrid fora de horas

"Porque Madrid foi, é e será essa tia solteirona, sempre perto do alcoolismo, seca, bem cestida e com idade suficiente para falar mal dos outros. Madrid não respeita coroas, mas não pode viver sem elas."

Rita Barata Silvério in DNa - 11.11.2005


sábado, fevereiro 11, 2006

Next big thing

"Esta indústria perde demasiado tempo em busca da next big thing"

Tom Smith (Editors) in DN:música - 04.11.2005

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Gente fresca, bonita e sem nada dentro

"Mudar o mundo é impossível. Já mudar a vida da pessoa que está ao lado está ao nosso alcance. Isso prende-se muito com a desatenção, com a indiferença de que falámos, com a tal cultura do ter e do exibir. Para ter e para exibir, obviamente do que se está a falar é da predominância da forma sobre a substância"

Paula Teixeira da Cruz in DN - 16.12.2005


quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Ter ou não ter tudo

"Quando se acumula exclusivamente a riqueza e se pensa só no interesse próprio, está a gerar-se condições para que mais tarde ou mais cedo tenhamos a guerra. Porque é na injustiça decorrente da repartição dos bens e do acesso às oportunidades de desenvolvimento que está a génese de grande parte das guerras"

Rui marques (Alto-Comissário para a Imigração e Minorias Étnicas) in Actual - 10.12.2005

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

"Ele é o bonitão do Santander"

Este é o título de hoje do jornal (?) 24h.
Este é o ângulo de abordagem do jornal que afirma "às vezes a verdade doi".
Com um assunto económico de importância magna a decorrer vão falar de fait-divers, de "gente bonita", e de Espanha?

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Traffic

"A estratégia da Microsoft é igual à de um traficante de droga, oferece a primeira dose"

Joachim Jakobs (Fundação para o Software Livre-Europa) in Expresso 04.02.2006

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Era um MacCheese de Frango. Sem penas, sffv

"Horroriza-me pensar que não se estuda Os Lusíadas na escola porque é muito complicado. E depois? Aprender dá trabalho. Nem tudo pode ser fácil e rápido."

João Botelho, realizador de O Fatalista in Actual - 10.12.2005

domingo, fevereiro 05, 2006

E o mundo ficou mudo...

"Como todas as operações online de 90, com mais olhos que barriga e carroças à frente dos bois, as web radios começaram a implodir, a falir. Calaram-se quase todas as que não ligadas a grandes grupos empresariais, e o sonho acabou mudo..."

Nuno Galopim in DN:música- 07.10.2005

Mais uma grande generalização de um dos bons jornalistas de música... mainstreem.
As rádios online não acabaram. Acabaram foram os sonhos dos empresários que pensavam que poderiam lucrar muito com elas.

sábado, fevereiro 04, 2006

Escrevendo

Os clichés são inúteis. Não vale a pena escrever se ficamos pelos clichés.
Qualquer pessoa é capaz de fazer isso. Hoje há muita gente a escrever. A escrita
tornou-se um desporto internacional. Toda a gente o pratica.

Tahar Ben Jelloun in DNa - 18.11.2005

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

O Público não!

Respondendo e actualizando o post anterior, não posso deixar de dizer que o jornal Público traz os tais cartoons da polémica mas com o objectivo de informar e não de provocar os muçulmanos, de acordo com o que o jornal referiu. O que eu questiono é, será que o jornal dinamarquês ao publicar esse cartoon quis provocar alguém? Deixo esta reflexão no ar...

Quem tem medo?

Um cartoon "satânico" nasceu pelos lados da Dinamarca. Nele, o profeta Maomé era caricaturado. No Iraque foi decretada uma fatwa contra a Dinamarca, pondo em perigo o exército que ainda têm no país que já foi de Saddam.

Sem medo, e ao abrigo da liberdade de imprensa, outros média europeus publicaram o cartoon. Ontem até a BBC mostrou o dito cujo.

E em Portugal? Quem tem cú tem medo?
Nem o 24h, esse jornal (?) que agora tem um anúncio em que diz que "às vezes a verdade dói". Dói, afirmam, mas publicam. O seu sensionalismo pelos vistos tem medo de mostrar uma verdade que nem a BBC tem receio chamar à antena.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Sexo de batina

"Se é suposto os padres não terem actividade sexual, importa à Igreja que a actividade que os padres não têm seja homossexual, heterossexual, transexual ou
outra?"

Manuel António Pina in JN - 01.12.2005

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Política à portuguesa

Os jornais do dia são exemplares, no que diz respeito à campanha para as eleições autárquicas: não há página do "Público" ou do DN que não tenha uma das seguintes formas verbais: acusa, qur mais, pede, promete, reclama, denuncia.
Todos os candidatos ocupam o seu tempo com uma destas atitudes. Domingo vou
votar e confesso que não quero acusar, nem pedir, nem que me prometam, reclamem
ou denunciem.

Pedro Rolo Duarte in DNa - 07.10.2005

terça-feira, janeiro 31, 2006

E depois da vitória?



"Venceu o candidato mais misterioso. De mais difícil qualificação. Mais previsível, na vitória, mais imprevisível no comportamento. (...) Não se comprometeu, a não ser com princípios gerais e intenções bondosas. Venceu graças à reputação, não às ideias que não exprimiu, nem ao programa, que não tornou claro."

António Barreto in Público - 23.01.2006

"Cavaco ganhou porque a maioria dos eleitores viu nele um tipo de líder diferente dos que hoje responsabilizam pela depressão nacional."

José Manuel Fernandes in Público - 23.01.2006

Frase correcta se Guterres, Santana, Barroso fossem candidatos. Na prática os políticos que se candidataram pela esquerda apelaram à combate à depressão e, a maioria, não governaram o país. No entanto, Cavaco fez-se passar por independente e os portugueses reconheceram nele o que falta ao país: firmeza e competência. É meio caminho andado para a resolução dos problemas que irão aparecer.

De bondosas ideias está o político cheio. Esse é o handicap da esquerda, idealista mas sem ter dado provas que consegue praticar o que professa. Porque quando os problemas surgem tantas vezes não são as ideias pré-concebidas que os resolvem e sim a personalidade. Daí que haja tanta contradição na política de direita e esquerda.

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Trabalhar para viver

"Enquanto nós nos levantamos da cama com um cansaço genético, como se carregássemos com o nosso quotidiano a culpa pela perda de protagonismo nos livros de texto e nos mapas do mundo, os espanhóis parecem acreditar que a história se faz todos os dias, que não há guerras que se percam quando há trabalho pelo meio e que nada há mais triste que nunca tentar"

Rita Barata Silvério - 10.06.2005

sábado, janeiro 28, 2006

Munich

"Spielberg é claro na sua mensagem de paz: escolher a violência é acordar um monstro tentacular impossível de controlar em toda a sua ramificação"

Rui Henriques Coimbra in Única - 07.01.2006



Rendo-me. Afinal vou ver o filme Munich.
E rendo-me porque sei agora qual é o seu argumento. É um filme que mescla o pós-desastre na aldeia olimpica com os "movimentos" que ocorreram na mesma e que levaram à morte de 11 atletas. Já tinha visto um relato sobre o sequestro e triste fim.

Falar de terrorismos num filme nesta altura, pode ser considerado um acto provocatório. Ainda mais sendo o seu realizador de apelido judeu... e o argumentista (Tony Kushner - Anjos na América) contra a criação do estado Israelita.

Para algumas pessoas poderá encerrar a mensagem corrente naquele cantinho do mundo desde há 45 anos para cá: amor com amor se paga. Para mim, a mensagem é clara: violência gera violência e não é com ela que se resolvem os cruciais problemas. Ariel Sharon foi incendiário para atingir os seus fins, Arafat também compactuou com a violência nos últimos anos da sua vida e durante parte dela instigou-a.

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Tenho os pés frios!

Hoje está muito frio. Todo o país treme. Trás-o-Montes e Alto Douro vai ter -3ºC de temperatura mínima e a máxima 13ºC em Faro.
Estou em casa, tenho montes de roupa vestida e o aquecedor ligado e ainda tenho frio. É esta mania que nós temos que Portugal tem um clima ameno... se for comparado com o Pólo Norte, sim! Porque no Inverno faz muito frio e acho que está na altura das casas começarem a ter condições ao nível de aquecimento ou refrigeração no Verão.
Por acaso no DN de hoje saiu um artigo que a ser verdade vai permitir que não só possamos diminuir a tarifa que pagamos ao nível da energia: electricidade, gás, gasolina... mas também possibilitar o aquecimento das casas através da utilização de painéis solares. É uma boa iniciativa, porque não só poupamos a carteira como o meio ambiente.

Mugabe e o monstro das bolachas

"Mugabe nega vigorosamente a existência da fome, o que me parece credível: pelo menos lá em casa, é provável que haja sempre bolachas para o chá. Mas Mugabe discorda, sobretudo, das causas da fome: se ela existe, a culpa é de Blair e, mais, do inevitável sr. Bush. Estranha coisa: Washington eviou, desde 2002, 300 milhões de dólares em ajuda alimentar para o Zimbabwe; mas nada disto impede o famélico Bush de andar lá por casa na caixa das bolachas. Se isto não é um monstro, o que é um monstro afinal?"

João Pereira Coutinho in Expresso - 22.10.2005

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Protagonistas de outras eleições

"A outra grande notícia da noite foi Manuel Maria Carrilho ter levado uma sova democrática de Carmona Rodrigues, apesar de o engenheiro ter tanto jeito para a política como eu para os matraquilhos"

João Miguel Tavares in DN - 14.10.05

Grandes amigos



É um incómodo, mas não tem que ser um problema" - é desta forma que um destacado dirigente do PS resume a futura relação entre o partido e Manuel Alegre depois das eleições presidenciais. O deputado levou a melhor na noite eleitoral e voltará ao Parlamento com mais de um milhão de votos no bolso, coisa nunca vista em Portugal. O clima é como na Guerra Fria a força de Alegre e de José Sócrates é dissuasora. Ambos sabem que um "ataque" pode prejudicar as duas partes. Estarão, por isso, condenados a entenderem-se, pelo menos para já.

In DN - 23/01/2006

quarta-feira, janeiro 25, 2006

A outra face da noite eleitoral...

nos estúdos da TVI é que houve situações limite, com uma Maria José Nogueira Pinto já farta dos palpites de Manuela Moura Guedes a tentar explicar-lhe que, sociologicamente, "a direita não é metade do país": "você sabe isso, ou não sabe?". Tá bem, mas e daí?

Inês David in Público - 23.01.2006

Outro berbicacho ouvi em directo.
Na TSF havia um painel de analistas ligados aos candidatos e não só. Só o descobri quando, já bem noite adiantada, um deles, o Dr. José Rebelo, protestou veemente pois o jornalista de serviço da TSF só agora iniciava a ronda aos (restantes) convidados. Boa parte do espaço de comentário até a essa hora tinha sido preenchido com as palavras de Dr. Medeiros Ferreira que, se não me falha a memória, representava Mário Soares.

Foi um atrito que fez corar várias caras em estúdio. Infelizmente, nem sempre é com falinhas mansas e "off-the-record" que os jornalistas se tornam mais responsáveis e razoáveis. E quem diz jornalistas diz qualquer outro trabalhador de diferente sector.

terça-feira, janeiro 24, 2006

Outro problema para Abel

Rir é o melhor remédio

"Qual foi a coisa mais surpreendente que descobriste acerca da política?

Como as radicais mudanças de posição se iniciam instintivamente ao invés de intelectualmente. E como as grandes alianças acontecem devido a uma partilha de sentido de humor ou a um comentário espontâneo"

Bono por Bono (livro de entrevista de Michka Assayas)

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Pós-eleições

CAVACO: de belzebu 1996 a fenómeno 2006

Ganhou o que tinha perdido para Sampaio. E ganhou com um novo moral político.
Não há nada que o tempo não faça esquecer.
Agora será a nossa vez, portugueses, de ver o que tem para oferecer e como nos vai representar. Cabe-lhe também exigir-nos.

Como primeiro-ministro foi pouco humano. Ao tentar desenvolver a economia, fez do cidadão mais necessitado e com menos instrumentos para resolver os seus problemas, o elo mais fraco. Como presidente não poderá agir com determinadas metas só para uma minoria nem só para a maioria, terá de se empenhar por TODOS.

Não é altura para celebrar. Foram-se as palavras, esperamos os actos.
A médio prazo veremos o que fará.


Nem MÁRIO nem ALEGRE

A raposa política ao querer defender o seu nome e sobretudo o PS da derrota certa, enterrou-se. "Soares é fixe" vai para o museu. De lá não devia ter saído. Se se tivesse empenhado numa candidatura do amigo Manuel Alegre, Cavaco não ganharia à primeira volta.

Alegre mostrou-se como independente, mas ao olharmos para ele vimo-lo como o número suplementar do seu partido. Findada esta birrinha, Manuel Alegre volta para a bancada do PS, lê o jornal, faz desenhos, discursos e poemas. E se alguém implicar com ele... não se cala.


"FACTOS" políticos dos próximos meses

A guerra interna no PS encherá os média, dominará os espaços dos comentadores políticos, dos construtores de factos, dominará os sonhos de quem embala em histórias. Em crise o PS não vai ficar, nem o governo. Serão apenas alinhamentos internos e no exterior a gestão da imagem , a qual os partidos seus adversários procurarão desgastar e diabolizar.
No fim, as contas serão feitas pelos que votam. Nas próximas legislativas. E quem votou ontem mostrou que não embala em cantigas.


O bom JERÓNIMO, o LOUÇÃ que duplicou, o GARCIA que se mostrou

Jerónimo Sousa dá mostras que o PCP, o tal que Cavaco Silva repudiava, não morrerá enquanto tiver gente que dá tudo pela sua organização. Que ideias e práticas por detrás da imagem de galã do recente líder? Não saberiamos se iria dar muito de si para o desenvolvimento económico de Portugal, ou se se conseguiria deixar o governo a continuar a atrair investimento externo.

Nos média Francisco Louçã e o seu Bloco de Esquerda vão voltar a considerados como perdedores. Perder não é duplicar votos após 5 anos nas presidências, não é duplicar nas autárquicas, nem é triplicar nas legislativas. O movimento cresce, com a ideia que em breve poderá estancar o seu crescimento mas com o firme sentido de influenciar a sociedade em que se insere. Fica por saber em que se traduz o palavreado utilizado por Louçã: política de exigência, solidariedade, nova esquerda, igualdade, etc. Por acaso nunca vi um Cavaco Silva exigente com todos os agentes sociais.

Garcia Pereira foi provavelmente o único a respeitar o tempo de campanha. Todos os outros estiveram meses nas ruas, mesmo sabendo que a legislação lhes dá 15 dias de esclarecimentos. O candidato sabendo que nem 1% iria ter no final de votos contados, fez o que todos os portugueses deviam fazer: lutar pelas suas ideias, pelo que desejam em que o seu país se traduza. É o nosso grande mal, esperar que os outros façam tudo por nós e entretanto criticá-los cobardemente.

Uma palavra final para o fim do segundo mandato de Jorge Sampaio. Fez o que pode, representou bem o que Portugal tinha de bom. Pode não ser mediático como outros presidentes, mas nem só com presença nos mass media se age. Entrou com firmeza e motivação, saiu desanimado mas com o sentido de dever cumprido. Tal aconteceu porque não viu confirmar-se a sua crença de acção de esquerda: acreditar que podia contribuir para o futuro melhor. Infelizmente em Portugal responsáveis há que embora tenham saindo cargos de poder com resultados piores dos que com entraram, saem com um sorriso no rosto. O futuro da empresa ou do cargo estatal está ainda de pé, o seu património simbólico e económico saiu com lucro, pouco interessa o de quem pediu sacrifícios em prol de um futuro melhor.

Realmente, quando tomou posse Portugal estava muito melhor mas ser presidente não é ter a mesma acção de mudança de que um primeiro-ministro.

domingo, janeiro 22, 2006

Que alívio!

"Independentemente dos resultados, convinha que alguém pensasse em reformular os tempos de campanha, porque ninguém aguenta esta dose cavalar de propaganda eleitoral. Votar, desta vez não vai ser apenas um dever cívico - vai ser um alívio."

João Miguel Tavares in DN - 20.01.2006

Afinal eu não era o único a sentir-me enfadado com tamanha dose de campanha.
Hoje é dos dias em que a Comissão Nacional de Eleições é mais visivel. Espero que tenha a decência, o saber, e sobretudo o que não tem, poder. Poder de limitar os elegíveis da república a 14 dias de fama e aos restantes cidadãos o alívio, fora da acção de actores tão preocupados e tão predispostos a mudar o país.

Há duas sem três


"No domingo, muita coisa há para verificar: se Cavaco ganha folgadamente, se teremos uma segunda volta e se Soares viola mais uma ves a lei eleitoral"

Pedro Lomba in DN - 20.01.2006

Mário Soares ao votar não prestou esclarecimentos à comunicação social. Ao ser questionado "está bem disposto?" fechou a boca imitando o gesto "fecho-eclair".

É o movimento do bom manipulador português: "ah portei-me mal? não dei por isso, mas nem punido fui! Agora estou no meu cantinho, sou um cidadão totalmente novo... nem mais nem menos que os outros"

Votei, respondendo a uma destas questões:

- Qual o candidato que melhor ajudará ao desenvolvimento económico do país enquanto presidente?

- Qual o candidato que verá os portugueses como um todo, e que conseguirá tomar conta das preocupações de um empresário bem com das de um trabalhador precário, sem discriminar?

- Qual o candidato mais capaz de melhor governar com o governo de Sócrates?

sábado, janeiro 21, 2006

Abençoado dia de reflexão!

E ao 15º dia, a CNE criou um dia de descanso.

Após 6 meses de campanha, ou se preferirem, pré-campanha sucedida de campanha nos últimos dias, tenho finalmente notícias nos telejornais. Foram-se os senhores dos abraços, beijinhos, das palavras fraternas, das boas vontades, dos grandes patriotismos. Voltam a aparecer as notícias que realmente interessam: futebol (TVI), a gripe aviária (RTP), as salas de chuto (SIC).

Viva a CNE! (lê-se que-né).

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Presidênciais - dose de cavalo V

"Filme conhecido: quando um político se começa a queixar da imprensa, o enterro segue dentro de momentos. Aconteceu com Santana, que no seu consulado heróico elegeu os jornalistas como classe a abater"

João Pereira Coutinho in Expresso 07.01.2006

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Presidênciais - dose de cavalo IV



"É tão inimaginável ver Cavaco em Belém recebendo professores em greve, magistrados em fúria, médicos em luta e autarcas ofendidos, como é quase certo que Soares o faria de bom grado."

Henrique Monteiro in Expresso - 07.01.2006

Presidênciais - dose de cavalo III

"O Dr Mário Soares , a quem devemos várias coisas importantes, porque somos pessoas com memória e porque conhecemos a palavra gratidão, está indignado com a Imprensa (...)
Mas alguém o devia ter avisado sobre a verdadeira natureza dos valores republicanos: não há privilégios para ninguém"

Francisco José Viegas in JN - 05.01.2006

terça-feira, janeiro 17, 2006

Presidênciais - dose de cavalo II



"a última ve que a comunicação social tratou mal Mário Soares ainda havia
dodós nas ilhas Maurícias"

João Miguel Tavares in DN - 06.01.2006

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Presidênciais - dose de cavalo I

"A imaginação não abunda. Todos falam em solidariedade social, confiança,
equilíbrio, educação, inovação ou desenvolvimento."

Pedro Lomba in DN - 06.01.2006

Presidênciais - dose de cavalo

Não, ainda não estamos suficientemente esclarecidos.
A verdade é que os 3 anos de discussão sobre quem seria candidato, os 5 meses de pré-campanha, os 15 dias de campanha não serviram para cumprir os objectivos... De quem vota? Da república? Não. De quem se esgueira para chegar ao lugar máximo que pouco poder tem no regime político que temos.

Ciente de que precisariamos de mais uns meses de campanhas presidenciais, da sua massificação nos média, juntamo-nos ao esforço que Portugal tem feito ao mostrar o movimento político: arruadas, festinhas, beijinhos, bailaricos, acusações. Afinal a campanha política não foi feita para esclarecer, mas para entreter.

Nesta semana o MarCáustico celebra os últimos cartuchos das Presidências 2006 em dose de cavalo.

domingo, janeiro 15, 2006

O novo Diário de Notícias

Escrevo este post ainda na ressaca do fim do DNa de Pedro Rolo Duarte, Sónia Morais Santos, e de outros excelentes "articulistas".

Escrevo-o convicto que o DNa não era obra imortal e que, embora ainda muito houvesse para tratar com aquela roupagem visual e escrita, o seu fim veio numa altura certa.

Tive acesso a boa parte das edições do Diário de Notícias desta semana. Mudou.

Em poucas palavras: agrada-me o visual, não me seduzem os novos "encartes".
Os cronistas são praticamente os mesmos. Excepto os "jovens" da Geração de 70, temos os mesmos políticos, carreiristas da "croniqueta" que já fazem vida da mesma há mais de uma década.

Quanto à opinião, folgo saber que terão espaço para uma ou outra citação retirada diariamente de blogs. Mas porque vejo sempre os mesmos blogs citados? Os tais que têm por trás deputados, políticos, correntes políticas? Gabam-se os meios portugueses que temos uma vasta comunidade blogueira. Mesmo retirando aqueles internautas que abrem um blog e se ficam pelo primeiro post, há muitos corredores de fundo neste meio de expressão de opinião.


O DN fez uma adaptação ligeira a um quadrante de público que dá boas vendas ao seu parceiro JN. Fê-lo sem medo de arriscar e distanciando-se da coragem, criatividade e juventude do Público.

Que dizer das novas revistas? A é uma fusão de revista Y e Mil Folhas do Público. Fica longe da novidade de uma Actual do Expresso. Nada de novo acrescenta ao formato banal de uma "revista de vendas culturais" como tem vindo a ser feita na última década.

A NS, revista de Sábado, é o seguimento do que destruiu a Grande Reportagem: menos reportagem, menos novidades e curiosidades e mais "gente", relax, lugares, aventura. Como se fosse ambição dos leitores ler uma revista assim no Sábado de manhã no café.
É uma Domingo Magazine menos familiar. Dispensável!
Venha a Única do Expresso.

Se nas revistas nada de novo, na economia há novidades. De Segunda a Sexta temos um suplemento bem "fabricado", a piscar o olho aos leitores do Diário Económico.

Ou seja, com o fim do DNa o DN que me interessa reduz-se à opinião de Pedro Lomba, Pedro Mexia, Pedro Rolo Duarte e João Miguel Tavares; à área de Média que posso consultar na internet; e pouco mais. Lember o novo desing, talvez...

E de quem tira o DN do seu leque de interesses, fica com o Expresso (da Única, Actual, Daniel Oliveira, MEC, Miguel Sousa Tavares) e o Público (das Segundas e de Sexta).

Não, por acaso não sei que horas serão em Kuala Lumpur. Should I?

A TV que eles vêem

Esta é a RTP que dá o seu horário nobre a "coisas" como O Cofre (RTP1) ou O Diário de Sofia (2), produtos sobre os quais, de uma vez por todas, não vale a pena promover discursos de pura hipocrisia mediática.

Adoro críticos de TV. Gostam tanto do meio que lhes dá sustento como eu de lutas de galos.
Para eles os formatos nunca são os mais favoráveis , os programas de serviço público nunca são perfeitinhos. Alguém por causa deles (críticos e formatos) vai deixar de ver TV?

sábado, janeiro 14, 2006

ADN cultural de fadista

"Não é preciso ter cinquenta anos e ter lervado pancada do marido e ter vivido nos bairros lisboetas para se ser fadista. A experiência de vida não pode ser entendida como o sofrimento atroz e como as experiências muito más
(...)
É a maturidade, e não a experiencia de vida dura e madrastra, que nos obriga a ser fadistas"

Kátia Guerreiro in DN:música - 14.10.2005

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Perda de poder (de compra)

"Esta perda de poder de compra é, afinal, o preço a pagar por ter um emprego blindado e garantido para a vida, sem estar sujeito a uma avaliação digna desse nome e com promoções automáticas e regulares"

Paulo Ferreira in Público - 29.12.2005

A perda do poder de compra é vítima de povo que não promove nem distribui a riqueza. Não há criação de emprego, não há diminuição de desemprego. Não se promove o quem mais produz, mas aumentam os jovens a viver com subsídios de solidariedade (recibos verdes).

Quem mais sofre com formas de trabalho precárias não terá problemas em ser avaliado.
Se a compensação fosse dada com a avaliação do trabalho e da produção, os salários não seriam os aumentar.

Não seria essa uma das vontades da legislação recente de trabalho que diz promover a competitividade?

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Falcatruou? Sorria!

Estudo: criminosos sorridentes são mais apreciados

Sorrir é um princípio. Quem meteu o pé na poça, lixou a vida a outros mas tem demais vontade de continuar livre na sociedade faz do sorriso um princípio de influência... da opinião pública.
Contudo, não é com sorrisos que se dá a volta à justiça...



Avelino Ferreira Tor-res, presidente da Câmara do Marco de Canaveses, condenado a três anos de prisão, suspensa por quatro anos, pelos crimes de peculato e peculato de uso, pode não perder o mandato, conforme foi decretado pelos juízes.

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Pena máxima

"É claro que não lhe compete a ele propor a criação de secretarias de estado (...)
Cavaco partiu um vidro, Soares e Vitalino Canas exigiram a cadeira eléctrica"

João Miguel Tavares in DN - 30.12.2005

terça-feira, janeiro 10, 2006

Dr Estranho Amor



Albertto João Jardim trucida quem não gosta. Mas recebe-os com o melhor dos afectos.

De Sr Silva, Cavaco passa a digno homenageado. Merece ainda uma canção interpretada pelo eliade da Região Autónoma da Madeira com o candidato, apoiado pelo seu partido, na assistência.

Ainda vou ver Alberto João Jardim a sambar com Francisco Louçã.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Portugal moderno

E no primeiro dia da campanha das eleições presidenciais fiquemos com uma boa frase do comentador do DN Pedro Lomba.

"Talvez com a excepção de Louçã, os adversários de Cavaco Silva passam o tempo a recordar os tempos nefandos do cavaquismo. Não percebem para que, para o eleitor comum, que viu Guterres, Barroso e Santana, o cavaquismo foi um paraíso de que têm saudades."

Pedro Lomba in DN - 23.12.2005

domingo, janeiro 08, 2006

Aldeia da roupa branca

Os críticos de cinema, audiovisuais, escrita têm desejos. Nem tudo está bem no que perscutam e observam, mas têm uma visão das coisas a que esperam ser dada atenção nos meios que lhes dão o sustento.

Eduardo Cintra Torres, crítico de TV, teve finalmente a oportunidade de levar à tela o que para ele seria um bom argumento televisivo. A citaçãoque deixo em baixo é a análise que Pedro Rolo Duarte faz do mesmo.

"Eduardo Cintra Torres é crítico de televisão porque causa menos danos a escrever do que a produzir... ou mais a sério: vendo o filme "Debaixo da Cama", autoria e argumento de Cintra Torres, percebe-se que o crítico não só não sabe o que é e como funciona uma estação de televisão, como também percebe poucos dos meandros da política, da manipulação mediática e, no fim, está longe de saber escrever um argumento."

Pedro Rolo Duarte in DNa - 22.07.2005


sábado, janeiro 07, 2006

Por vezes querer não é poder

"Eu já estive em bandas e sei como é. Muitas vezes nós acabamos por não trabalhar o que queremos, como queremos. Chega-se a uma altura em que não é a música que interessa. Nem as sonoridades, nem a procura. Interessa outra coisa que não é isso: a coisa mais orelhuda possível. Por isso é que muitas vezes se encontram artistas que se iniciam no mundo da pop e vão fugindo cada vez mais para terrenos experimentais"

Armando Teixeira in Dna – 02.09.2005

sexta-feira, janeiro 06, 2006

A "grande" conspiração e a "grande" espionagem

Aquele que julga ser o pai da democracia portuguesa esbraceja: acusou alguns grupos de comunicação social de terem "combinado" apoiar Cavaco Silva.

Conspiração! Não é velhice, não é ruralidade por parte do canditato. É matreirice de velha raposa que joga infâmia, acusação descabida e mentirosa, que cria cenários para derrubar que lhe se nega altos vôos.

Sabe que põe em causa a inteligência da maioria dos portugueses, que brinca com a seriedade da democracia. Mas não lhe importa. Afinal, a democracia é para ele um jogo onde tudo vale em que ele, Mário Soares, é um dos árbitros.



Por outro lado Pires de Lima acordou agora para o caso "Iberdrola na EDP". Chamou para a atenção da introdução daquela empresa espanhola na eléctrica portuguesa questionando se não seria um caso de espionagem industrial.

O caso já tem meses. Despertam agora? Mas algum serviço de espionagem faz o seu servicinho às claras?
Pires de Lima tem de ler mais policiais. Ou livros do Dan Brown...

O CDS PP continua talhado para a escandalo, melhor dizendo, para a parvoíce.
Assim é quando a comunicação social o ignora por "demasiado" tempo. Partido Pequeno e insignificante?

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Comichão Nacional de Eleições

Mário Soares infrigiu a lei quando em dia de eleições apelou ao voto num candidato. Foi assim nas legislativas e nas autarquicas de 2005. Nas primeiras foi-lhe perdoada a "malandrice", na segunda creio não ter havido alegação final. Será Comissão Nacional de Eleições existe?

Outro assunto: a campanha para as presidênciais começou à três meses ou será só realizada em 15 dias de Janeiro? É que desde o fim do Verão, após perfilhados os principais candidatos, que não há assunto que assalte mais os média do que o fervilhar de acções de campanha. Será pré-campanha? Qual é afinal a diferença entre campanha com prefixo e sem ele?

quarta-feira, janeiro 04, 2006

O medo aviário adormeceu?

"A tuberculose continua a matar oito mil criaturas p0r dia. Só na Europa, a «morte branca» ceifa 70 mil ao ano. A meningite, que legitimamente preocupa pais e avós, mata 200 mil, (só na Europa, uns impressivos 15 mil). E se falamos de gripe «normal», a cifra sobre para meio milhão. Isto que é público, devia aconselhar alguma racionalidade perante uma doença aviária que praticamente não existe e cujas possibilidades de contágio são praticamente nulas. Não aconselha, Pelo contrário: na cultura do medo actualmente em cena, qualquer histeria tem lotação esgotada"

João Pereira Coutinho in Expresso - 22.10.2005

terça-feira, janeiro 03, 2006

Eram 3 meses, já vai em dois anos

A sonda Spirit completa hoje dois anos no solo de Marte.
Por vezes ao bom trabalho, reage-se com prolongamento do mesmo.



Parabéns pelo bom trabalho.