quarta-feira, maio 03, 2006

"O PS não é um partido de fazedores. Em regra, quando o PS é governo, inibe o desenvolvimento social. Não habilita saltos efectivos. Relativamente ao póprio Estado, o PSD tem uma lógica de redução do peso do Estado. Mas, atenção, redução não quer dizer diminuição das funções sociais. Porque há muito a tentação de confundir as duas coisas"

Paula Teixeira da Cruz in DN - 16.12.2005

terça-feira, maio 02, 2006

Assunto nuclear

Na Europa, as centrais nucleares vão cedendo lugar a "alternativas". Espanha fechou Zorita.

Após 20 anos de dormência, volta-se a falar novamente o sonho nuclear português. Chegamos sempre atrasados...

Valerá a pena construir uma central nuclear que apenas ceda 3,5% do consumo de electricidade do país? Valerá construi-la para, após 50 anos de trabalho, deixar resíduos que perduraram durante centenas de anos?

Começo a ter ideias mais claras no que concerne ao nuclear. Há uma grave crise energética, alimentada por quem lucra mais com ela, mas também há alternativas energéticas que um estado burocrático como o português tem impedido um maior investimento e crescimento. Há ideias, há dinheiro, mas há papelada e concursos que chegam a levar 7 anos para conceder a instalação de parques de energias renováveis.

segunda-feira, maio 01, 2006



Esqueçam o mito do cinema português "difícil" e "cifrado". Quando o dinheiro sai do próprio bolso ficamos logo mais comunicativos.

João Miguel Tavares in DN - 20.01.2006

sábado, abril 29, 2006

Revolução no meio áudio, já!

Na semana passada, o farol das grandes empresas de rádio deu o seu sinal trimestral. Para uns brilhou, para outros alertou ou ofuscou caminho.

O cansaço do público começa a ser visível para as rádios do Grupo Renascença. RFM, a playlist mais enfadonha do universo, e uma RR colada à RFM mas com mais informação, estão em vias de perder anos de hegemonia. Repararam já que a RR deixou de lado a música portuguesa, trocando-a por maciças passagens de Shania Twain e companhia? Na teoria, estavam certos: havia que modernizar a playlist pois os novos públicos "comem" bem a sopinha da RFM. Mas agora começa-se a ver que afinal os ouvintes apreciavam na RR a variedade, os programas de autor, a música portuguesa, as caras.

Felizmente, o trabalho dos directores que são amantes de rádio, foi premiado com subidas. Falo de Ant3, Ant1, Rádio Comercial, RCP.

Falta criatividade na rádio actual. Fica-se pelo óbvio e (muito) rentável. "Ora deixa cá meter uma musiquinha de top 10 que é nos garante a liderança nas filas de trânsito".

A rádio também é informação, palco de descoberta, afirmação de identidades, etc. Portugal precisa de melhores produtos e mais variedade. As produtoras que não conseguirem actualizar-se vão sofrer como as televisões generalistas. Estas, todos os meses perdem clientes para os canais do cabo. Da rádio não perderam para o cabo, mas os podcasts nacionais ou estrangeiros vão fazer mossa com a generalização do suporte digital a todos os sistemas de audição de áudio.

Eu, fã de podcasts me confesso. Faço a minha própria rádio enquanto as pessoas que completam a sala em que trabalho escutam com agrado (ou será passividade e medo de música que ainda não trauteiam?) escutam a RFM 8 horas por dia.


sexta-feira, abril 28, 2006

A idade média aqui tão perto

passar muito tempo a ler jornais, ver televisão e navegar na Internet diminui a fé cristã

Amiguinhos, não quero contribuir para a vossa decadência. Apaguem o computador e vão meditar. Sabem os mais informados que no céu não há internet.

terça-feira, abril 25, 2006

32 anos, é muito tempo

Salazar criou um Portugal de hipocrisia, pobreza e respeitinho, que é melhor esquecer. E, para cúmulo, o PREC transformou a libertação final numa querela rancorosa e a democracia que dali saiu andou até agora, indecentemente aos trambolhões.

Vasco Pulido Valente in Público - 22.04.2006

segunda-feira, abril 24, 2006

Passos certos... num futuro incerto

Nasceram mais duas crias de lince ibérico. Desde o ano passado que, ultrapassada a burocracia, se faz reprodução em cativeiro do felino em perigo de extinção.



Este ano nasceram duas fêmeas deram à luz um total de quatro crias a que se juntam as duas sobreviventes da ninhada de três do ano passado.

O presente começa a ser assegurado numa altura em que fora do cativeiro as perspectivas de resistência da espécie parecem ser dramáticas. Há poucos anos estimava-se em 150 o número destes animais. Actualmente são cada vez menos avistados nas serras espanholas.

A ver vamos se existem condições para estes animais serem libertados, e sobretudo que os que estejam "a monte" consigam manter colónias com número razoável.

domingo, abril 23, 2006

Dia do livro

Pela compra do Diário de Notícias, recebi hoje o livro Pessoal e Transmissível XX-XXI do jornalista da TSF Carlos Vaz Marques.

Tem sido ritual anual do jornal dar aos leitores um livro, quando se festeja o dia do objecto que, há séculos, se afirma como um dos mais importantes da cultura humana.



Antes dar do que enterrar, destruir ou deixar criar bicho nos armazéns. É diferente da política que leva a, por exemplo, enterrar fruta para que se tenha um "preço competitivo" no mercado. E as bocas com fome a que se poderia dar de comer?

Dar um livro, é homenageá-lo. É criar melhores condições para o mercado, apelando à leitura e consequentemente ao aparecimento de novos leitores.

sábado, abril 22, 2006

Duas boas razões para ir ao cinema em Outubro

Conversa da Treta - O Filme

filme baseado no O Mistério da Estrada de Sintra de Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão.

Cinema português sobre portugueses.

quinta-feira, abril 20, 2006

E depois?

A maioria dos deputados fez gazeta na Quinta-Feira da passada semana? Afinal, não havia tolerância de ponto para os empregados do estado? Tanta admiração...

Os deputados comportam-se como o português vulgar, o funcionário público. Trabalhar q.b. , com profissionalismo q.b., e a pensar que a pontualidade não é um dever.

Afinal, quem é que deve dar o exemplo? Os cidadãos, porque os deputados são o suprassumo... o olimpo da nossa república. Mas não dão. Em eleições não penalizam quem ganha o que ganha, e vai ao emicíclo "por favor".

Passou-se uma semana, o caso já esfriou e pouca mossa fará nas cabeças pensantes que votam. Foi um calafrio que passou pela espinha de deputados e partidos. O povo é sereno e caridoso. Nas próximas eleições garantem os mesmos banquinhos a troco de campanhas milionárias, aventais laranja, canetas rosa, chouriços ou máquinas de lavar roupa.

quarta-feira, abril 19, 2006

O massacre de Lisboa

Faz hoje 500 anos que cristãos varreram à espadeirada os habitantes de fé judaica da capital portuguesa.




Relembremos.

terça-feira, abril 18, 2006

segunda-feira, abril 17, 2006

Adivinha quem vem jantar!

Em Setembro próximo agitam-se as águas na imprensa, sobretudo nos semanários.
A guerra já começou, mas será nesse mês que o Expresso poderá ter a vida complicada com o estrear nas bancas de um novo semanário, liderado por José António Saraiva.

Enquanto não chega a data, o Expresso, com nova gestão, vai arrumando a casa. Novo visual para breve nas suas revistas e, sobretudo, cara nova em todo o jornal a partir de 23 de Setembro. Imaginem quem vem "jantar" nessa altura? O semanário de Saraiva. Com as apresentações agendadas já para o final de Abril às agências de meios, o ex-director do Expresso afirmou que gostaria de ter o seu semanário à venda em meados de Setembro. Vai ser uma guerra interessante de se seguir.

Em conversa ao programa de rádio de Luis Osório, dizia há dias que se trata de um projecto muito inovador que, como tal, só teria duas saidas: ou seria um grande sucesso ou um grande fracasso.

Na mesma conversa opinou sobre a mania que as administrações dos grupos de imprensa têm de chamar consultores internacionais a participarem na mudança de um jornal. É o caso do que aconteceu desde Janeiro no Expresso. Uma tal de Innovation, chefiada por Javier Errea deu os seus palpites sobre a realidade de um país que não conhece.

Luis Osório e José António Saraiva concordaram nesse aspecto: consultorias de imprensa têm prejudicado jornais. Não poderão fazer melhor trabalho do que pessoas que respiram a imprensa e o contexto do seu país há décadas.

Termina a notícia do DN a dizer que o Expresso conta fazer crescer o número de tiragem com as alterações. Um cenário risível, numa altura em que o número de leitores da imprensa tem diminuido e ainda pensando que em Setembro o semanário mais vendido em Portugal vai ter mais um concorrente... liderado por quem lhe deu duas décadas de vitórias.

Ar fresco precisa-se!

domingo, abril 16, 2006

If you can't beat 'em, join them

US hip-hop duo Gnarls Barkley have become the first act to score a UK number one single on the strength of digital sales alone.

O single digital superou o formato CD-Single na Grã-Bretanha. Afinal o MP3 não é tão inimigo da música, como alguém quer fazer parecer.

Quando é que a Associação Fonográfica Portuguesa, e sobretudo os editores que dela fazem parte, deixam as ameaças de lado e trabalham para converter os "piratas" em utentes dos seus produtos?

sábado, abril 15, 2006

Brincar às bandas

We have been offered several great deals, but we do not want to fucking ruin the legacy of this band, you know? So many [bands] come back and do new records and they fucking stink. We are in different place these days and so it would naturally not be truly what we were.

Esta, deveria ser esta a atitude a tomar por muitas bandas que após 10/15 anos de hiato, decidem voltar à ribalta.

Fora daquele em que foi o seu tempo criativo, já com ideias e gostos novos, decidem apresentar composições como se nada tivesse mudado. A pausa não lhes permitiu maturação nem aperfeiçoamento, apenas distanciamento. São passos firmes para a barracada.

Porque não tocar só os álbuns que se tornaram clássicos? Assim farão os Atheist, vão dar concertos com velhos temas e a gravar novos com outro nome.

sexta-feira, abril 14, 2006

Volta DNa, estás perdoado...

"É melhor ter um leitor apaixonado do que dez leitores indiferentes. Mais vale um leitor irritado na mão do que dois leitores, a dormir, com o jornal aberto, e ainda por cima a voar..."

Livro de estilo do DNa in DNa 25.11.2005

quinta-feira, abril 13, 2006

Generalidades absolutas... e idiotas.

O jornalismo hoje em dia tem muito de alarmante. Sustos para aqui, sustos para ali. Ideias lançadas, absolutas e convictas.

Domingo passado a RTP e a Antena 1 afirmavam:
Pandemia em Portugal deverá matar mais 50 por cento que o previsto

Mas quem é o irresponsável permite que se grite à boca cheia tal frase? Um estudo é um estudo, não é facto consumado. Previsões? Saberá o clarividente jornalista que escolheu dar enfase a este "facto", que desde 1997 que não se fala noutra coisa do que em pandemias aviárias, mas que não vitimaram mais de 200 e tal pessoas? Os cenários foram sempre os piores. Para tristezas bastam-nos as novelas!

Outra daquelas afirmações generalistas, vi da boca de um jornalista da SIC um dia antes. Dizia ele que "este ano não vai haver seca em Portugal". Afirmava-o peremptóriamente. Ela foi extrema, chegou a ser severa e agora era fraca. O jornalista terá poderes mediunicos que lhe permita afirmar que populações do interior não irão sofrer com falta de água em Agosto? Existem estudos sim, e os factos apontam para que este ano até tenhamos uma situação normal mas daí a afirmar certezas absolutas vai um passo enorme.

Gostava de ter gravado a afirmação do pivot da SIC para, em pleno Verão e em fruição delirante
da articulação dos termos "seca severa-extrema-fraca" lhe poder mostrar o que em Março convictamente afirmou.

É este o estado do quarto poder em Portugal. Discursos absolutos e alarmistas e sobretudo uma agenda noticiosa semelhante em praticamente todos os orgãos de comunicação social nacionais. Vocês querem ver que no nosso país não se passa nada?

Honra feita à comunicação regional, que nos mostra outros contextos.

terça-feira, abril 11, 2006

Transportes sobre rodas

"As políticas tarifárias e o sub-financiamento a que as empresas de transportes estão sujeitas deixam pouca margem para investir em qualidade"

Corrêa de Sampaio, administrador dos TST in Público - 07.04.2006



Os clientes não devem financiar só o bem estar da empresa, dos seus financiadores e dos seus administradores.

Os Transportes Sul do Tejo têm uma boa margem de clientes e recebem mensalmente uma maquia suficiente para poder prestar melhor serviço. O problema é que estes administradorzecos, não têm visão de futuro nem respeito pelos utentes dos serviços que prestam. Fazem-no dividindo insensatamente o dinheiro que recebem: X para qualificar o serviço; X para rendimento dos accionistas e administradores. Sendo que o que é ministrado para investimento é muito menor.



No fim, estendem sempre a mão ao Estado; pedem mais trabalho aos trabalhadores e aos clientes dizem "desculpem qualquer coisinha, não temos nada a ver com isto."

segunda-feira, abril 10, 2006

Sócrates foi a Angola e levou...

Sócrates levou consigo 1/3 do PIB, 1/4 da dívida pública, 2/5 da fuga ao fisco, 4/6 do crédto mal parado, 39% da quebra nas exportações, 97% das operações na bolsa e Ricardo Salgado.

Mário Botequilha in Inimigo Público - 07.04.2006

domingo, abril 09, 2006

Sisters of Mercy em versão kitch

A noite foi uma espécie de discussão familiar: de um lado a caixa de ritmos, o irmão forte e impiedoso a repetir os seus argumentos; do outro a irmã histérica, guitarra a guinchar nos agudos; e no meio, o avô do ribombar vocal a tentar a ponte entre as outras partes, mas sem que se percebesse o que dizia.

Eurico Monchique in Público - 07.04.2006

sábado, abril 08, 2006

Está sol? Está bom para passear?

E se tal se fossemos à Costa da Caparica?
Antes de irmos, deixa-me ver se hoje tem alguma atracção.

Olha, curioso, o sítio da Junta de Freguesia não está activo.

Calma, tenho aqui o portal da Costa da Caparica. Não tem informação turistica. Tu queres ver que a Costa da Caparica já não existe?

Bem, pensando melhor... fiquemos em casa a ver um filme da tarde da TVI!

sexta-feira, abril 07, 2006

Europa repensada

"A Europa tem perante si o desafio de repensar um outro modelo de relação com os bens. E isto não é pura questão ética ou moral, é uma questão de sobrevivência, porque se a riqueza não se globaliza, a pobreza de certeza que se globaliza."

Rui marques (Alto-Comissário para a Imigração e Minorias Étnicas) in Actual - 10.12.2005

quinta-feira, abril 06, 2006

"Ser pessimista tem a ver com o facto de nós, os pessimistas, acharmos que as pessoas não são tão boas como isso. Quer dizer, não se nasce bom. Aprende-se a ser bom, de certa maneira. Na realidade, a alma humana ou seja lá o que for, não é grande coisa"

Francisco José Viegas in DNa - 08.07.2005

quarta-feira, abril 05, 2006

Quem tudo quer...

O brasileiro GNT foi descontinuado na grelha da TV Cabo.
Segundo a empresa portuguesa, o canal apresentou preços que impossibilitaram o acordo. Agora vai ser substituido pela TV Record.

Agora GNT quer manter lugar na grelha da TV Cabo.

Pensarão, "afinal falavam a sério". A TV Cabo não é para brincadeiras e ainda é recente a semelhante atitude que tomaram com o canal Discovery.

Quem poderá ficar a vencer será a Cabovisão e mesmo a GNT. Embora a TV Cabo tenha grande cobertura e margem de clientes, a "alternativa" tem um bom serviço e disponibiliza, sem ser a "pagantes", o canal Fox. Sim, esse na TV Cabo está num pacote. Quem tem Cabovisão, vê episódios do Lost antes de eles passarem na RTP, vê também boas séries da HBO como o Deadwood.

A GNT poderá passar a ser mais um canal da Cabovisão que tirará clientes à TV Cabo. Assim espero!

terça-feira, abril 04, 2006

Foi uma coisa que se lhes deu

O O Espectro acabou. Era o blog do Vasco (Pulido Valente) e da Constança (Cunha e Sá).
Caminhava para um dos blogs políticos portugueses mais visitados mas não passou de uma experiência.

Tal como as crianças que se cansam rápido de um brinquedo e o deixam de lado, assim pareceu O Espectro.

segunda-feira, abril 03, 2006

Sim ou sopas?

O PSD não existe há seis meses.
Vitalino Canas in Semanário - 24.03.2006

De uma forma global, Marques Mendes tem sabido ser líder da oposição. Se há quem tenha um estilo diferente, quem goste da traulitada, do populismo, e que queira testar isso no PSD, então apresente-se a eleições.

António Capucho in O Independente - 24.03.2006

domingo, abril 02, 2006

... dos quem?

"Nos últimos anos Portugal, foi dos poucos países do mundo ocidental a não compreender, além dos circuitos melómanos, a importância fulcral de uns Strokes. Apesar de projectados nas páginas dos jornais, mal se ouviram na rádio e ve-los em palco foi coisa que ainda não conseguimos fazer."

Nuno Galopim in DN:música - 18.11.2005

Espero que não morram na miséria, como Mozart. Este pelo menos 200 anos depois é reconhecido.

Será que os Strokes também?

sábado, abril 01, 2006

Sítio Lopes-Graça a 1 de Abril?

Dentre as iniciativas já adiantadas, várias delas em articulação com o Instituto das Artes, conta-se a criação do sítio www.lopes-graça.com (a partir de 1 de Abril).

in DN - 16.12.05


Em 2006, celebra-se o centenário de nascimento de Fernando Lopes-Graça.
Havia a promessa que a 1 de Abril arrancaria um sítio no qual a se mostraria a vida e obra do maestro.

Confirma-se, é pura mentira.

quinta-feira, março 30, 2006

"Superior inteligência feminina"

Uma mulher inteligente, por definição, entende que a proposta de Sócrates não é honra. É um insulto. E, pior que um insulto que mexe com o mérito de cada uma (...) Não garanto. Mas suspeito que a ausência de mulheres no Parlamento (e nos partidos) é a prova acabada da superior inteligência feminina.

João Pereira Coutinho in Expresso - 11.03.2006

O mérito e orgulho delas... o poder deles.

Se é por mérito que as mulheres têm de lá chegar, porque é que apenas um quinto dos deputados são mulheres? Teriamos de concluir duas coisas: que o parlamento que temos é o melhor que podemos ter- o que não deixa de ser um pouco deprimente - e que as mulheres portuguesas são menos capazes do que os homens. Ou podemos concluir o óbvio: que a chegada ao poder não tem, nunca teve e nunca terá nada a ver com o mérito mas com as condições de luta pelo poder. Chega ao poder quem já tem poder.

Daniel Oliveira in Expresso - 11.03.2006

quarta-feira, março 29, 2006

Saída airosa do "Circo"

Pelos lados da TVI, premeiam-se as artes circenses dos nacionais VIP (very insignificant people).

Talhado para o sucesso de audiências, o programa tem fracassado Às metas que se propôs.



Dos protestos de associações pró-animal, às críticas dos média, o "Circo das Celebridades" tem vindo a ser chacota da imprensa.

A REMAX, um dos patrocinadores do episódico programa, bateu a porta: saiu com a desculpa que não sabia que estaria a promover o “uso e abuso de animais em circos”.

Será que os senhores da Remax portuguesa alguma vez foram ao Circo em pequenos? Só agora é que repararam que existem animais neste espectáculo?

Para os amantes da teoria da conspiração aqui têm uma: a REMAX deixou de patrocinar o "Circo das Celebridades" da TVI porque não querem ter o seu nome envolvido num programa perdedor.

terça-feira, março 28, 2006

Batalhas esquecidas

"Mais do que propaganda católica, o crucifixo faz parte da nossa identidade e é uma chave para compreender os últimos 21 séculos de História. Não tem a ver com a fé. Não tem a ver com Deus. Tem a ver connosco."

João Miguel Tavares in DN - 02.12.2005

Faz parte também da nossa tradição, dessa história de 21 séculos, a criação de um sector público educacional sem simbolos de fé. Por cá, uns cruxifiços vão passando pelos pingos da chuva... há décadas.

segunda-feira, março 27, 2006

Pina Moura faz história

"Quem pensa que a esquerda é mais ciosa da ética política do que a direita tem aqui um exemplo. Ética republicana? Talvez o Dr. Pina Moura seja monárquico"

Pedro Lomba in DN - 06.01.2006

De comunista a "ministro" espanhol, Pina Moura esteve nas bocas do mundo português, há uns meses.
Que estará a preparar? É um poço de surpresas, não nos vai deixar de espantar. Aguardemos.

domingo, março 26, 2006

Sessões continuas

A locomotiva hollywoodesca anuncia Ocean's Thirteen para 2007.

É a velha máxima, enquanto um produto que dá dinheiro vai-se fazendo novas sequelas.

sexta-feira, março 24, 2006

"Nos partidos - mais no PS do que no PSD - mandam os novos profissionais da política, gente que nunca fez nada na vida para além da política e a entende como um fim em si mesmo. Nem sequer se preocupam com o interesse do partido, quanto mais com o do povo. Obviamente, esta classe de dirigentes é muito premeável a determinado tipo de pressões, São os que têm a carreira política financiada pelas corporações."

Paulo Morais in Visão - 25.08.2005

quinta-feira, março 23, 2006

Brigada Fiscal Europeia dos velhos costumes

"Os fiscais fiscalizam cada saladinha e os tribunais multarão cada feijão-frade que não seja ungido com o azeite da embalagem inviolável e de santíssima documentação. É chato, mas já não se pode meter uma rolha."

Miguel Esteves Cardoso in Única - 20.01.2006



quarta-feira, março 22, 2006

Há muito tempo a trás numa galáxia distante...

"Começa a haver muita tranquilidade no nosso campo e um grande nervosismo no campo dos que julgavam que iam ganhar."

Mário Soares in Público - 19.01.2006

terça-feira, março 21, 2006

O sub e sob-desenvolvimento

India, China e mesmo Brasil são países em sub-desenvolvimento.

Será Portugal em sob-desenvolvimento? Pensemos: as grandes empresas não se debatem com resultados negativos, duplicam e triplicam o lucro.
Por outro lado, contratam jovens formados com ordenados que parecem ser... de há 10 anos.

Falam sobretudo para os seus accionistas... os acionistas com milhares, milhões de acções.Nos países em sob-desenvolvimento é assim. Trabalha-se para para o incremento das cotações

A vida de clientes e trabalhadores são factores secundários. Postos de lado, desencadeiam uma escalada de reacções sociais... que mais tarde ou mais cedo irão virar-se contra esta "nova forma de vida". Quando a classe média for destruida restarão muito ricos, sobreviventes e muito pobres.

E o consumo? Os que eram o motor do consumo (classe média) passarão a comprar o essencial, e o que não é prioritário fica na prateleira. Se fica na prateleira, acabam-se produtos. Fecham-se empresas. Há desemprego. E SOBRETUDO baixa o lucro dos que... querem tudo. Dos que gerem os negócios só a pensar no lucro anual das suas acções, ou das acções da sua empresa.

segunda-feira, março 20, 2006

Um ano de Sócrates

o PS, basicamente, é formado pela pequena burguesia urbana e pelo funcionalismo
público, com uma cultura de pouca exigência, como se vê no funcionalismo público, pouca cultura de mudança, de fazer obra.

José António Saraiva in Única - 10.06.2005

domingo, março 19, 2006

Syriana vs Traffic

Syriana. Aí está um filme que me arrependi de ver.

Percebi o tema, não compreendi totalmente como a trama se desenrolou. Não percebi o Oscar que George Clooney arrecadou.

O filme expressa bem a macacada que é o negócio do petróleo. Mostra-o de vários prismas, e nesse sentido assemelha-se a Traffic.

São dois filmes em que, em pouco mais de duas horas, se quer condensar um problema bastante vasto. Em Traffic. até conseguiu-se com superficiolidade, mais tarde aprofundada em série. Em Syriana, não.

sábado, março 18, 2006

Há vida em... Rally de Portugal

Ele era o melhor do mundo.
Ele abria os telejornais e andava na boca do mundo.

Certo dia, o Rally de Portugal deixou de contar para provas internacionais por falta de condições de segurança. Como quem não aparece esquece... a prova caiu no esquecimento.

Agora, passamos anos sem se ouvir falar do Rally de Portugal. Mas ele continua a ser efectuado, "localmente".

A edição deste ano começou ontem e terminará hoje, quando o sol começar a dizer adeus.

sexta-feira, março 17, 2006

Autárquicas 2005

Esta campanha eleitoral mostrou Portugal no seu pior e a política no seu sentido mais baixo: a mentira, o voto comprado, a incoerência, a ignorância, o caciquismo, a prepotência, a ambição desmedida. Mostrou um país que vive de favores e fretes que dão votos, e de fascínios mediáticos sem sentido. Neste enquadramento, a prioridade de quem se sente nauseado com este quado de miséria é apenas encntrar pessoas em quem possa confiar, projectos que demonstrem alguma réstia de seriedade, e garantias de que a política não vive exclusicamente da equação "promessas vezes votos igual a mentiras"

Pedro Rolo Duarte in DNa - 14.10.2005

quinta-feira, março 16, 2006

E não e que quer escrever um?



“Para merecer tamanho protagonismo a fêmea com a cara mais encerada da Europa simplestmente teve de anunciar ao mundo que nunca, em toda a sua genial e completa existência, jamais, ever, leu um livro. (…)
Se esta mulher não é um génio da autopromoção, então vive no eterno Mundo da Fantasia, junto da Cinderela e da Bela Adormecida”

Rita Barata Silvério in Dna – 02.09.2005

quarta-feira, março 15, 2006

E quem fiscaliza o fiscalizador?

Ser uma grande potência militar mundial exige, entre outras coisas, o discurso legitimatório. Anualmente, lá temos de gramar com o relatório de direitos humanos que o congresso do povão americano organiza.

Apontam erros às prisões nacionais.

Será que um país que tem em um "Guantanamo" merece crédito nos relatórios que faz em relação a direitos humanos?

terça-feira, março 14, 2006

Portas já tem o seu programa, para quando Santana?

"Santana está cada vez mais parecido com o Bruce Willis de O sexto Sentido - morreu e não deu por isso. É um fantasma que insiste em atravessar o espectro mediático, com a agravante de no seu caso não se encontrar uma única criancinha interessada na sua presença"

João Miguel Tavares in DN - 02.12.2005

segunda-feira, março 13, 2006

O Código Slobodan Milosevic

Começou a especulação que deverá levar décadas, até os interessados nela irem ter com os anjinhos.

Zdenko Tomanovic, advogado de Milosevic, diz que recebeu uma carta em que o acusado de tribunal de Haia desconfiava ser vítima de tentativas de envenenamento.

Se Milosevic não morresse agora que lhe esperava? Prisão perpétua.
Tinha saúde de ferro? Não.



Para mim, o cenário mais plausível é que Slobodan Milosevic morreu de causas naturais.

Todavia, não descarto que poderá ter engendrado um plano para mitificar a sua morte.
Para isso, nada melhor que dar a entender, antes da sua morte, que tinha comunicado preocupações em relação a supostos atacantes à sua saúde.

Não me admira que tomado qualquer produto que o tenha levado à morte. Para quê viver mais 20 anos em cadeia, quando se pode deixar o mundo criando um mito de que foi assassinado? Milosevic era bom a criar cenários. Em plena guerra dos balcãs, sorria de manhã, ao almoço assinava um tratado de paz, ao lanche já o estava a desrespeitar.

Venha o resultado da autópsia!

domingo, março 12, 2006

Quando uma morte nunca vem só

Depois da morte de Christopher Reeve, junta-se agora a de sua mulher Dana Reeve.
Com 40 e poucos anos padece a cancro do pulmão sem nunca ter fumado.

Uma morte precoce de uma digna mulher que à adversidade de deficiência do marido, respondeu com ajuda e por luta num ideal comum: a permissão de uso de células estaminais em estudos com vista a serem futuramente utilizadas em fins terapeuticos.

sábado, março 11, 2006

Para rir

Slobodan Milosevic morreu. O mundo ficou mais pacífico.

sexta-feira, março 10, 2006

"Normalmente, os políticos são maus comentadores e os bons comentadores são maus políticos. O Marcelo, por exemplo, impôs-se como o príncipe dos comentadores em determinada época, e é uma pessoa que na política tem tido imensos problemas."

José António Saraiva in Única - 10.06.2005

quarta-feira, março 08, 2006

Faz sentido?

Miguel Horta e Costa, presidente executivo da Portugal Telecom, fala que os accionistas só têm a ganhar com a permanência do seu capital na empresa. Diz que, em três anos, ter fatia de um bolo de 3 mil milhões de euros.

A imprensa dizia que a OPA só foi realizada porque a actual gestão do maior grupo empresarial português, a Portugal Telecom, se preocupou mais, nos últimos anos, a "engordar" os accionistas do que a investir no crescimento da empresa.

Diz-se que a Sonae não vai ter dinheiro para investir nem tem plano estratégico. Que investimentos e estratégias tem a PT pensadas a curto prazo?

É curioso como seis ou sete grupos accionistas valem mais do que 40 milhões de clientes e poucas dezenas de milhar de trabalhadores. Foi para eles que Horta e Costa falou.

Quem vai beneficiar com a OPA?

terça-feira, março 07, 2006

"Em Cuba, o jornalismo é exclusivamente propaganda. Os problemas do ser humano não interessam muito, só os números. Vem em todos os jornais: que tudo vai ser um êxito, que tudo avança muito bem. É um jornalismo hiperbólico, acrítico."

Raúl Rivero in DNa - 23.09.2005

segunda-feira, março 06, 2006

Afinal, a venda livre de medicamentos não foi o fim do mundo para as farmácias!

Medicamentos de venda livre com balanço positivo

Felizmente, os membros da Associação Nacional de Farmácias ainda conseguem pagar as suas contas ao final do mês.

"O estudo elaborado pela Universidade Católica para a Autoridade da Concorrência é tão elucidativo que chega a ser chocante. Os lucros totais das farmácias são de 214 milhões de euros num volume de negócios de 3,1 mil milhões de euros por ano. É um negócio altamente lucrativo, bem percebido quando se verifica, por exemplo, que os hipermercados Continente, com um volume de negócios semelhante, apresentam um terço dos lucros arrecadados pelas farmácias.

Emídio Rangel in Correio da Manhã 04.03.2006

sábado, março 04, 2006

É fim de semana, leve as crianças a jantar fora!

Para a criançada , o MacDonald's é uma espécie de Paraíso na terra. Come-se aquilo que os adultos geralmente definem de "porcarias", recebe-se um presente giro em troca, e ainda se pode brincar nos insufláveis e em piscinas de bolas.

Pode lá haver lugar melhor que este?

Sónia Morais Santos in DNa - 07.10.2005

sexta-feira, março 03, 2006

O camarada que se segue

"Numa longa e, já se vê, nada inoncente entrevista à Visão, o perfilado candidato à liderança do PSD António Borges desenvolve pouco imaginativamente o discurso "antipartidocracia" que parece ter passado a constituir temática obrigatória de qualquer candidato a líder... partidário.

António Borges fez a notável descoberta de que "os partidos transformam-se em máquinas de assalto ao poder", o que torna inevitável uma pergunta ao astuto teórico: antes de serem isso, os partidos eram o quê?"

Ruben de Carvalho in DN - 18.09.2005

quinta-feira, março 02, 2006

Lê-se numa campanha "anti-cópia"

"Combater a pirataria é um sinal de civilização e cultura."

O que não se lê:
- O preço inconcebível de produtos culturais é um sinal de atraso e de cinismo.

Faz sentido que um CD saia a 1 Euro da fábrica e seja vendido a (quase) 20 Euros?


quarta-feira, março 01, 2006

"A residência espanhola"

O PS na versão "albergue espanhol" - onde convivem a esquerda mais festiva e o centro incapaz de renunciar às origens e assumir a clivagem -, onde é possivel divergir , discutir e recriar, não existe mais. A geração pragmática tomou conta do "aparelho" - e daqui para a frente, quem quiser criar "tendências" ou ousar levantar a voz tem de criar "movimentos de cidadania" ou ir pregar para outra freguesia.

Pedro Rolo Duarte in DNa - 25.01.2006

terça-feira, fevereiro 28, 2006

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Conceito de beleza

"Por estes dias, lê-se, Dependurada da Ponte da Accademia, em Veneza, a seguinte provocação de Pastrick Mimran «A arte não tem que ser feia para parecer inteligente». A frase, de tão óbvia, suscita uma imediata anuência. E, no entanto, não há nada mais perigoso do que tomá-la à letra. Porque a afirmação de Mimran subentende duas outras: a de que a arte contemporânea procura a fealdade para se fazer interessante; e de que não há arte sem procura da beleza. A primeira é demagógica; a segunda é totalmente errada."

António Mega Ferreira in Visão - 25.08.2005

sábado, fevereiro 25, 2006

Não fui a Depeche Mode, e não foi por medo

"O medo é um motivador. Mas decorre sobretudo de uma postura egoísta perante a vida."

Dave Gahan (Depeche Mode) in DN:música - 14.10.2005

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Lello carpidoso

"antes de exorcisarem os partidos politicos que e de construir um futuro colectivo cada vez melhor, é tempo dos cidadãos se devotarem à participação quotidiana e cívica das suas comunidades em vez de se centrarem doentiamente em chavões estereotipados que pouco acrescento dão às transformações de Portugal."

José Lello in Mel com Fel - TSF - 14.02.2006
Realmente é preciso se ser doente para dedicar tempo associativismo, ao combate por valores que nos interessam. Tens de ter "muito tempo nas mãos", como dizia o outro. Desempregado, pessoa à procura do primeiro emprego ou reformado. Estar de corpo e alma numa associação, dá muito trabalho... não remunerado.

Hoje em dia políticos, cientistas sociais citam as virtudes do associativismo. Contudo, curiosamente, vão sendo reduzidos os incentivos monetários a agregados, cooperativas, projectos que fazem um pouco pelos outros, e por nós.

Lello assiste do seu altivo assento social. Ele e os seus amigos "portugueses" fazem parte da conhecida galáxia partidária, uma tão bem implementada rede de onde escorre sempre dinheiro para as suas ideias, práticas e vontades. Contudo, é com ardor que "assumem o encargo de gerirem a coisa pública" .

Fará ideia do bem que faria caso os milhares de euros gastos na campanha das presidenciais (de um tal Mário Soares) fossem doados às pequenas colectividades, associações, cooperativas da nossa "comunidade"?

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Quem vence é sempre o cliente

"Erraram ou mentiram: tal como já sucedera nos telefones fixos, passámos a ter pior serviço e electricidade mais cara (para o ano, os aumentos vao mesmo deixar de estar limitados à taxa de inflacção). Antes da privatização a EDP dava prejuízo, mas assegurava uma energia barata para os consumidores. Agora, privatizada, dá lucro: 440 milhões de euros em 2004, e ainda mais esperados em 2005."

Miguel Sousa Tavares in Expresso 07.01.2006

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

"Infelizmente os homens não têm ovários. Não telefonam à mãe do emprego com o digníssimo própósito de entregar o relatório diário sobre o jantar, a telenovela e as intrigas conjugais; estão incapacitados para o desfrute da fofoca e o maldizer na cozinha; desconhecem os prazeres da desaprovação feminina. "

Rita Barata Silvério in DNa - 04.11.2005

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Geração à rasca

Não recebes 13º mês nem muito menos o subsídio de férias?

Trabalhas mais do que os quase-reformados à tua volta?

És pós-graduado e ganhas menos que um jardineiro?

Descontas um quinto do teu ordenado para a segurança social?

Não tens direito a subsídio de desemprego porque és "empresário por conta própria"?

Há dias, viste Marques Mendes a temer a saúde das empresas devido à baixa de descontos?

A nova lei de trabalho não te está a beneficiar?
Dizem que é para as empresas serem mais competitivas! Não entendes?

Mais de 70% dos novos empregos são precários.
Não faz mal, é uma situação perfeitamente normal.

É uma coisa moderna e muito democrática: os que tenham mais escolaridade que paguem o lazer e o bom nome de outros.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

A magia do cartoon

A condição humana, no mundo árabe, é muito difícil e, consequentemente, as pessoas procuram refúgio na religião no irracional, na magia...

Tahar Ben Jelloun in DNa - 18.11.2005

domingo, fevereiro 19, 2006

Empty V

"A MTV é hoje um hipermercado de juventude formatada. Serve imagens em movimento. E algumas músicas. Mas não mais parece capaz de escrever história. Acabou inconsequente e fechada em si como um franchise de hamburgueres. E como pode um hamburguer mudar a nossa vida? TV Killed the Video Star..."

Nuno Galopim in DN:música - 04.11.2005

sábado, fevereiro 18, 2006

A música, quando é bem feita, é tão boa em qualquer meio. Sobretudo aquela música que traz algum risco, que é o que acho que falha no meio artístico, não português mas mundial.

Bernardo Sassetti in DN:música - 16.12.2005

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Portugal está à venda



Esta imagem foi tirada ontem, quando o Governo anunciou a alienação de património, isto é, a posição em oito empresas portuguesas, o que lhe permitirá encaixar uma receita de 2,4 mil milhões de euros. Este dinheiro será todo canalizado para reduzir a dívida pública.

E quando não houver mais nada para vender ou alienar, o que vai ser de nós?

E não é que ele vai fazer um novo semanário?

[José António] Saraiva é a cara do semanário: megalómano, meio louco, por vezes ridículo. Mas é o primeiro responsável pelo sucesso do jornal, o gestor eficaz de um circo de egos e contradições (...)
Saraiva é como aqueles tios amalucados que aparecem nas festas de Natal: incomodam quando estão; sentimos saudades quando faltam.

João Miguel Tavares in DN - 14.10.05

E ainda bem que existem destes malucos. Quem melhor do que José António Saraiva para destronar a hegemonia dos semanários que o Expresso ocupa no mercado?

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

"tendo em conta que a maioria das redações - não só em Portugal, mas no mundo inteiro - se situam à esquerda, porque acham que a esquerda é mais generosa e
tem maior sentido de justiça e de solidariedade, é essencial para a dinâmicade um jornal que as direcções se situem à direita. Porque é nesse diálogo entre a direcção e a redacção que sai qualquer coisa de criativo."

José António Saraiva in Única - 10.06.2005

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Idade da inocência

"Há uma excessiva valorização da juventude, muitas vezes numa altura em que ela ainda não deu provas de que realmente é fiável. Ter preserverança é muito importante, até porque as pessoas antigas têm alguma coisa para dizer, pelo menos"

Maria de Lourdes Levy (pediatra 83 anos) in Única - 02.07.2005

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Amar o próximo

"se a minha empresa estiver em crise e eu não puder pagar o salário a metade dos colaboradores, o despedimento pode ser uma decisão ética."

Bruno Bobonem (vice-presidente da Associação Cristã de Empresários e Gestores) - Diário Económico

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Porque será?

porque será que praticamente a unanimidade dos espectadores, analistas, jornalistas e comentadores entendeu que a atitude de Sócrates foi deliberada? Talvez o líder socialista devesse aproveitar para repensar a sua estratégia no que respeita à imagem e ao discurso. Para parecer mais o que efectivamente pode ser.

Pedro Rolo Duarte in DN - 03.02.2006

Será não por fraca de estratégia, mas porque os portugueses (comentadores profissionais ou treinadores de bancada) utilizam analisarem a sua sociedade, o prisma da conspiração.

A meu ver, Sócrates utiliza uma boa estratégia mediática. Há três semanas que somos assulados com investimentos em Portugal por empresas estrangeiras. Certamente não surgiram ao mesmo tempo nem é ao acaso que são publicitados nesta altura.

domingo, fevereiro 12, 2006

Madrid fora de horas

"Porque Madrid foi, é e será essa tia solteirona, sempre perto do alcoolismo, seca, bem cestida e com idade suficiente para falar mal dos outros. Madrid não respeita coroas, mas não pode viver sem elas."

Rita Barata Silvério in DNa - 11.11.2005


sábado, fevereiro 11, 2006

Next big thing

"Esta indústria perde demasiado tempo em busca da next big thing"

Tom Smith (Editors) in DN:música - 04.11.2005

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Gente fresca, bonita e sem nada dentro

"Mudar o mundo é impossível. Já mudar a vida da pessoa que está ao lado está ao nosso alcance. Isso prende-se muito com a desatenção, com a indiferença de que falámos, com a tal cultura do ter e do exibir. Para ter e para exibir, obviamente do que se está a falar é da predominância da forma sobre a substância"

Paula Teixeira da Cruz in DN - 16.12.2005


quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Ter ou não ter tudo

"Quando se acumula exclusivamente a riqueza e se pensa só no interesse próprio, está a gerar-se condições para que mais tarde ou mais cedo tenhamos a guerra. Porque é na injustiça decorrente da repartição dos bens e do acesso às oportunidades de desenvolvimento que está a génese de grande parte das guerras"

Rui marques (Alto-Comissário para a Imigração e Minorias Étnicas) in Actual - 10.12.2005

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

"Ele é o bonitão do Santander"

Este é o título de hoje do jornal (?) 24h.
Este é o ângulo de abordagem do jornal que afirma "às vezes a verdade doi".
Com um assunto económico de importância magna a decorrer vão falar de fait-divers, de "gente bonita", e de Espanha?

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Traffic

"A estratégia da Microsoft é igual à de um traficante de droga, oferece a primeira dose"

Joachim Jakobs (Fundação para o Software Livre-Europa) in Expresso 04.02.2006

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Era um MacCheese de Frango. Sem penas, sffv

"Horroriza-me pensar que não se estuda Os Lusíadas na escola porque é muito complicado. E depois? Aprender dá trabalho. Nem tudo pode ser fácil e rápido."

João Botelho, realizador de O Fatalista in Actual - 10.12.2005

domingo, fevereiro 05, 2006

E o mundo ficou mudo...

"Como todas as operações online de 90, com mais olhos que barriga e carroças à frente dos bois, as web radios começaram a implodir, a falir. Calaram-se quase todas as que não ligadas a grandes grupos empresariais, e o sonho acabou mudo..."

Nuno Galopim in DN:música- 07.10.2005

Mais uma grande generalização de um dos bons jornalistas de música... mainstreem.
As rádios online não acabaram. Acabaram foram os sonhos dos empresários que pensavam que poderiam lucrar muito com elas.

sábado, fevereiro 04, 2006

Escrevendo

Os clichés são inúteis. Não vale a pena escrever se ficamos pelos clichés.
Qualquer pessoa é capaz de fazer isso. Hoje há muita gente a escrever. A escrita
tornou-se um desporto internacional. Toda a gente o pratica.

Tahar Ben Jelloun in DNa - 18.11.2005

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

O Público não!

Respondendo e actualizando o post anterior, não posso deixar de dizer que o jornal Público traz os tais cartoons da polémica mas com o objectivo de informar e não de provocar os muçulmanos, de acordo com o que o jornal referiu. O que eu questiono é, será que o jornal dinamarquês ao publicar esse cartoon quis provocar alguém? Deixo esta reflexão no ar...

Quem tem medo?

Um cartoon "satânico" nasceu pelos lados da Dinamarca. Nele, o profeta Maomé era caricaturado. No Iraque foi decretada uma fatwa contra a Dinamarca, pondo em perigo o exército que ainda têm no país que já foi de Saddam.

Sem medo, e ao abrigo da liberdade de imprensa, outros média europeus publicaram o cartoon. Ontem até a BBC mostrou o dito cujo.

E em Portugal? Quem tem cú tem medo?
Nem o 24h, esse jornal (?) que agora tem um anúncio em que diz que "às vezes a verdade dói". Dói, afirmam, mas publicam. O seu sensionalismo pelos vistos tem medo de mostrar uma verdade que nem a BBC tem receio chamar à antena.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Sexo de batina

"Se é suposto os padres não terem actividade sexual, importa à Igreja que a actividade que os padres não têm seja homossexual, heterossexual, transexual ou
outra?"

Manuel António Pina in JN - 01.12.2005

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Política à portuguesa

Os jornais do dia são exemplares, no que diz respeito à campanha para as eleições autárquicas: não há página do "Público" ou do DN que não tenha uma das seguintes formas verbais: acusa, qur mais, pede, promete, reclama, denuncia.
Todos os candidatos ocupam o seu tempo com uma destas atitudes. Domingo vou
votar e confesso que não quero acusar, nem pedir, nem que me prometam, reclamem
ou denunciem.

Pedro Rolo Duarte in DNa - 07.10.2005

terça-feira, janeiro 31, 2006

E depois da vitória?



"Venceu o candidato mais misterioso. De mais difícil qualificação. Mais previsível, na vitória, mais imprevisível no comportamento. (...) Não se comprometeu, a não ser com princípios gerais e intenções bondosas. Venceu graças à reputação, não às ideias que não exprimiu, nem ao programa, que não tornou claro."

António Barreto in Público - 23.01.2006

"Cavaco ganhou porque a maioria dos eleitores viu nele um tipo de líder diferente dos que hoje responsabilizam pela depressão nacional."

José Manuel Fernandes in Público - 23.01.2006

Frase correcta se Guterres, Santana, Barroso fossem candidatos. Na prática os políticos que se candidataram pela esquerda apelaram à combate à depressão e, a maioria, não governaram o país. No entanto, Cavaco fez-se passar por independente e os portugueses reconheceram nele o que falta ao país: firmeza e competência. É meio caminho andado para a resolução dos problemas que irão aparecer.

De bondosas ideias está o político cheio. Esse é o handicap da esquerda, idealista mas sem ter dado provas que consegue praticar o que professa. Porque quando os problemas surgem tantas vezes não são as ideias pré-concebidas que os resolvem e sim a personalidade. Daí que haja tanta contradição na política de direita e esquerda.

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Trabalhar para viver

"Enquanto nós nos levantamos da cama com um cansaço genético, como se carregássemos com o nosso quotidiano a culpa pela perda de protagonismo nos livros de texto e nos mapas do mundo, os espanhóis parecem acreditar que a história se faz todos os dias, que não há guerras que se percam quando há trabalho pelo meio e que nada há mais triste que nunca tentar"

Rita Barata Silvério - 10.06.2005

sábado, janeiro 28, 2006

Munich

"Spielberg é claro na sua mensagem de paz: escolher a violência é acordar um monstro tentacular impossível de controlar em toda a sua ramificação"

Rui Henriques Coimbra in Única - 07.01.2006



Rendo-me. Afinal vou ver o filme Munich.
E rendo-me porque sei agora qual é o seu argumento. É um filme que mescla o pós-desastre na aldeia olimpica com os "movimentos" que ocorreram na mesma e que levaram à morte de 11 atletas. Já tinha visto um relato sobre o sequestro e triste fim.

Falar de terrorismos num filme nesta altura, pode ser considerado um acto provocatório. Ainda mais sendo o seu realizador de apelido judeu... e o argumentista (Tony Kushner - Anjos na América) contra a criação do estado Israelita.

Para algumas pessoas poderá encerrar a mensagem corrente naquele cantinho do mundo desde há 45 anos para cá: amor com amor se paga. Para mim, a mensagem é clara: violência gera violência e não é com ela que se resolvem os cruciais problemas. Ariel Sharon foi incendiário para atingir os seus fins, Arafat também compactuou com a violência nos últimos anos da sua vida e durante parte dela instigou-a.

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Tenho os pés frios!

Hoje está muito frio. Todo o país treme. Trás-o-Montes e Alto Douro vai ter -3ºC de temperatura mínima e a máxima 13ºC em Faro.
Estou em casa, tenho montes de roupa vestida e o aquecedor ligado e ainda tenho frio. É esta mania que nós temos que Portugal tem um clima ameno... se for comparado com o Pólo Norte, sim! Porque no Inverno faz muito frio e acho que está na altura das casas começarem a ter condições ao nível de aquecimento ou refrigeração no Verão.
Por acaso no DN de hoje saiu um artigo que a ser verdade vai permitir que não só possamos diminuir a tarifa que pagamos ao nível da energia: electricidade, gás, gasolina... mas também possibilitar o aquecimento das casas através da utilização de painéis solares. É uma boa iniciativa, porque não só poupamos a carteira como o meio ambiente.