sexta-feira, maio 12, 2006

O termo "snob" provém do costume de os colégios de Oxford e Cambrige escreverem a palavra "sine nobilitare", ou a abreviatura "s.nob", por debaixo dos nomes dos estudantes, que, ao apresentarem-se a exame, não usufruiam do estatuto de nobre.

Maria Filomema Mónica in Pública - 26.02.2006

quarta-feira, maio 10, 2006

Sabe Deus...

"Perdemos todos os dias em média 50 a 60 pessoas em todo o país, se não mais - se isto não é uma guerra civil, então Deus sabe o que é uma guerra civil"

Iyad Allawi (lider do primeiro governo de transição iraquiano) in BBC - 19.03.2006

terça-feira, maio 09, 2006

Ser do contra

"feito o balanço ainda penso que o mundo e o Iraque estão melhor sem Saddam Hussein do que se ele tivesse continuado a ser o senhor de Bagdad"

José Manuel Fernandes in Público - 20.03.2006

segunda-feira, maio 08, 2006

If you are happy, clap your hands

Zacarias Moussaoui, co-responsável menor dos atentados de 11 de Setembro, foi condenado a prisão perpétua.

Segundo alguma imprensa, o acusado de terroristo gritou "America, perdeste. Eu ganhei”, aquando da finalização da leitura da pena.

Ganhou o quê? Ganhou meia vida (décadas) de tortura mental e física; ou uma morte horrivel na prisão.

Vejamos. Para quem acredita que Deus o reconpensará com delicias e virgens, será uma tortura os dias, meses, anos que ficará longe delas. A pena de morte, era um bilhete de ida para o seu paraíso.

Para quem acredita que venceu alguma coisa com a pena de perpétua, já foram indicadas as condições em que Moussaoui vai viver:

- estará perto dos 400 prisioneiros mais perigosos dos EUA;
- viverá 23h diárias na sela de 7 metros por 3 metros;
- a sela tem loiça em betão;
- tem acesso a televisão a preto e branco:
- nunca mais vai poder falar jamais para fora da prisão;

Que finesse, ó Zacarias! De terrorista incompetente abandonado pelos seus pares, será agora um mono há espera do segundo em que o seu coração parar. Até lá, horas penosas.

Moussaoui provou ter personalidade de puto da primária ou de velho ou de doente mental. Irritante, imbirrante, cheio de ideias, para si brilhantes, mas recusadas por todos. Que diz que todo o mal lhe dá alegria, e não problemas.

Assim, prova-se que a pena perpétua é mais penalizadora do que a pena máxima. Famílias choraram quando Moussaoui "safou-se" à pena de morte. Matar Zacarias Moussaoui era um alívio para algumas famílias mas um prémio para ele. Condená-lo a passar o resto dos seus dias em condições como as fornecidas pela prisão do Colorado, é justiça para quem não se arrepende de defender actos bárbaros perante seus pares humanos.

Zacarias Moussaoui, uma longa vida para si. Cheia de vitórias como esta.

domingo, maio 07, 2006

Por favor, não dance

Provavelmente, estou errado, mas para mim o fado é uma das poucas músicas populares urbanas de tradição oral que não é dançavel, que não apela à festa, sendo que a pior coisa que podem fazer a um fadista como a Aldina Duarte é cantarem em uníssono e desatarem a bater palminhas.

João Monge in Actual - 20.01.2006

sábado, maio 06, 2006

Artes de palco

"Eu sou míope: então, quando eu estou no palco, eu estou sem óculos. Para mim é um borrão gigantesco, é uma multidão. Pode ter oito pessoas ou oito mil, para mim é a mesma coisa."

Lenine, cantautor, in DNa - 08.12.2005

sexta-feira, maio 05, 2006

Agora aguentem-se



"Agora, eis onde estamos: não se pode ameaçar o Irão com sanções diplomáticas porque isso não lhes diz nada; não se pode ameaçá-los com sanções económicas porque eles responder com o petróleo; não se pode ameaçá-los com o uso da força porque ela teria de ser tamanha e, mesmo assim, de desfecho tão incerto, que não há coragem politica nem clima na opinião pública para o fazer."

Miguel Sousa Tavares in Expresso - 20.01.2006

quinta-feira, maio 04, 2006

Ser humano

"Se aprendermos a viver com o horror, encontramos um sentido prático para a vida. O ser humano é um filho da puta. Assumamos esta realizade e aprendamos a viver com ela. Os meus romances são manuais de sobrevivência."

Arturo Pérez-Reverte in Mil-Folhas - 04.03.2006

quarta-feira, maio 03, 2006

"O PS não é um partido de fazedores. Em regra, quando o PS é governo, inibe o desenvolvimento social. Não habilita saltos efectivos. Relativamente ao póprio Estado, o PSD tem uma lógica de redução do peso do Estado. Mas, atenção, redução não quer dizer diminuição das funções sociais. Porque há muito a tentação de confundir as duas coisas"

Paula Teixeira da Cruz in DN - 16.12.2005

terça-feira, maio 02, 2006

Assunto nuclear

Na Europa, as centrais nucleares vão cedendo lugar a "alternativas". Espanha fechou Zorita.

Após 20 anos de dormência, volta-se a falar novamente o sonho nuclear português. Chegamos sempre atrasados...

Valerá a pena construir uma central nuclear que apenas ceda 3,5% do consumo de electricidade do país? Valerá construi-la para, após 50 anos de trabalho, deixar resíduos que perduraram durante centenas de anos?

Começo a ter ideias mais claras no que concerne ao nuclear. Há uma grave crise energética, alimentada por quem lucra mais com ela, mas também há alternativas energéticas que um estado burocrático como o português tem impedido um maior investimento e crescimento. Há ideias, há dinheiro, mas há papelada e concursos que chegam a levar 7 anos para conceder a instalação de parques de energias renováveis.

segunda-feira, maio 01, 2006



Esqueçam o mito do cinema português "difícil" e "cifrado". Quando o dinheiro sai do próprio bolso ficamos logo mais comunicativos.

João Miguel Tavares in DN - 20.01.2006

sábado, abril 29, 2006

Revolução no meio áudio, já!

Na semana passada, o farol das grandes empresas de rádio deu o seu sinal trimestral. Para uns brilhou, para outros alertou ou ofuscou caminho.

O cansaço do público começa a ser visível para as rádios do Grupo Renascença. RFM, a playlist mais enfadonha do universo, e uma RR colada à RFM mas com mais informação, estão em vias de perder anos de hegemonia. Repararam já que a RR deixou de lado a música portuguesa, trocando-a por maciças passagens de Shania Twain e companhia? Na teoria, estavam certos: havia que modernizar a playlist pois os novos públicos "comem" bem a sopinha da RFM. Mas agora começa-se a ver que afinal os ouvintes apreciavam na RR a variedade, os programas de autor, a música portuguesa, as caras.

Felizmente, o trabalho dos directores que são amantes de rádio, foi premiado com subidas. Falo de Ant3, Ant1, Rádio Comercial, RCP.

Falta criatividade na rádio actual. Fica-se pelo óbvio e (muito) rentável. "Ora deixa cá meter uma musiquinha de top 10 que é nos garante a liderança nas filas de trânsito".

A rádio também é informação, palco de descoberta, afirmação de identidades, etc. Portugal precisa de melhores produtos e mais variedade. As produtoras que não conseguirem actualizar-se vão sofrer como as televisões generalistas. Estas, todos os meses perdem clientes para os canais do cabo. Da rádio não perderam para o cabo, mas os podcasts nacionais ou estrangeiros vão fazer mossa com a generalização do suporte digital a todos os sistemas de audição de áudio.

Eu, fã de podcasts me confesso. Faço a minha própria rádio enquanto as pessoas que completam a sala em que trabalho escutam com agrado (ou será passividade e medo de música que ainda não trauteiam?) escutam a RFM 8 horas por dia.


sexta-feira, abril 28, 2006

A idade média aqui tão perto

passar muito tempo a ler jornais, ver televisão e navegar na Internet diminui a fé cristã

Amiguinhos, não quero contribuir para a vossa decadência. Apaguem o computador e vão meditar. Sabem os mais informados que no céu não há internet.

terça-feira, abril 25, 2006

32 anos, é muito tempo

Salazar criou um Portugal de hipocrisia, pobreza e respeitinho, que é melhor esquecer. E, para cúmulo, o PREC transformou a libertação final numa querela rancorosa e a democracia que dali saiu andou até agora, indecentemente aos trambolhões.

Vasco Pulido Valente in Público - 22.04.2006

segunda-feira, abril 24, 2006

Passos certos... num futuro incerto

Nasceram mais duas crias de lince ibérico. Desde o ano passado que, ultrapassada a burocracia, se faz reprodução em cativeiro do felino em perigo de extinção.



Este ano nasceram duas fêmeas deram à luz um total de quatro crias a que se juntam as duas sobreviventes da ninhada de três do ano passado.

O presente começa a ser assegurado numa altura em que fora do cativeiro as perspectivas de resistência da espécie parecem ser dramáticas. Há poucos anos estimava-se em 150 o número destes animais. Actualmente são cada vez menos avistados nas serras espanholas.

A ver vamos se existem condições para estes animais serem libertados, e sobretudo que os que estejam "a monte" consigam manter colónias com número razoável.

domingo, abril 23, 2006

Dia do livro

Pela compra do Diário de Notícias, recebi hoje o livro Pessoal e Transmissível XX-XXI do jornalista da TSF Carlos Vaz Marques.

Tem sido ritual anual do jornal dar aos leitores um livro, quando se festeja o dia do objecto que, há séculos, se afirma como um dos mais importantes da cultura humana.



Antes dar do que enterrar, destruir ou deixar criar bicho nos armazéns. É diferente da política que leva a, por exemplo, enterrar fruta para que se tenha um "preço competitivo" no mercado. E as bocas com fome a que se poderia dar de comer?

Dar um livro, é homenageá-lo. É criar melhores condições para o mercado, apelando à leitura e consequentemente ao aparecimento de novos leitores.