domingo, junho 11, 2006

Milagres

"Enquanto for mais giro condecorar os U2 que pensar em projectar nossa pop lá fora, enquanto se apostar oficialmente apenas na imagem do velho povo fadista tristonho e melancólico em detrimento das novas gentes pop e cosmopolitas, emquanto não se verificar como a nova imagem internacional positiva e moderna de uma Islândia, uma França ou uma Noruega muito deve à sua recentiva e eficaz exportação pop, não há esforços individuais de bandas ou editores que falam o milagre."

Nuno Galopim in DN:música - 23.09.2005

Viva o Myspace. Um MySpace na net faz mais por uma banda portuguesa do que um editor motivado... em descobrir os novos Delfins.

sábado, junho 10, 2006

sexta-feira, junho 09, 2006

Figo ancestral

Ancient fig clue to first farming

Já se plantava há 12 mil anos na Jordânia.
Madaíl e Scolari congratularam-se com a notícia.

quinta-feira, junho 08, 2006

Um país de comissões

No jornalismo, quem não sabe fazer, ensina; quem não sabe nem ensina, dá pareceres. E quem não se quer comprometer, aceita presidir a uma entidade reguladora. Portugal sempre foi assim. Porque haveria de mudar agora?

Pedro Rolo Duarte in DN - 08.03.2006

quarta-feira, junho 07, 2006

Hã?

"Se tudo o que dá prazer faz mal ou é pecado, o pior inimigo da religião é o aborrecimento".

Frei Bento Domingues in Público - 26.02.2006

domingo, junho 04, 2006

Fazer rir

As séries de humor da SIC ‘Aqui Não Há Quem Viva’ e ‘7 Vidas’ vão apostar em beijos gay para fazer rir os portugueses.

Somos mesmo muito à frente. Penim e Balsemão, descobrem novo "punch" para as suas comédias. Aparentemente, após muitos estudos, chegaram à conclusão que beijos gay dão riso aos telespectadores e audiências a televisões.

Fora dos estudos estiveram. Zézé Camarinha e deputados do PPM e CDS.

sábado, junho 03, 2006

Imundo rural

Querem passar uma tarde bem divertida?

Passem pelas 14.30 pela Av. da Liberdade em Lisboa e façam parte da campanha de marketing com que os empresários agricolas fizeram para afrontar o governo. Chamam-lhe a manifestação pelo "mundo rural", em vez de manifestação do sector agricola contra a falta de cumprimento da política de subsídios. Duas coisas completamente diferentes.

Uma coisa é natureza e ruralidade, outra bem diferente são os senhores que há 20 anos vivem à custa, não da agricultura, mas dos subsidios que têm conseguido arrancar do Governo e da União Europeia. Que fique claro, há empresários rurais que se conseguiram modernizar, que lucram com a terra e que, como tal, não alinham em teatrinhos de meia dúzia de marmanjos (umas centenas, afinal) que sem coragem de dar a cara, arrastam parte da sociedade dizendo que o que está em causa é o mundo rural.

Afinal, quem passar uma tarde bem divertida? Vão mas é à feira do livro que está patente no Parque Eduardo VII.

sexta-feira, junho 02, 2006

Alegre relembrança

"Nada remete para o futuro. Da mesma forma que Portas vestia em campanha pele do Paulinho das feiras, Alegre disfarçou-se de manelinho das estátuas, numa variação sobre temas patrióticos e generalidades políticas com um cheiro insuportável a naftalina. Uma lufada de ar fresco? Há mais ar fresco em hora de ponta junto do asfalto da Segunda Circular."

João Miguel Tavares in DN - 27.01.2006

quarta-feira, maio 31, 2006

O sexo dos velhos

"Existe um poeta que já faleceu, Paulo Leminski, que dizia uma coisa muito interessante acerca do poder. Ele dizia que o poder é o sexo do velhos"

Lenine, cantautor, in DNa – 08.12.2005


terça-feira, maio 30, 2006

Festa do livro

"um livro não está completo, assim como uma partitura musical não está completa se não for tocada e ouvida, transmitida. Um livro também não está completo enquanto não for lido. Por isso dá um grande prazer a gente ouvir a opinião de alguém que leu um livro nosso"

Urbano Tavares Rodrigues in DNa 25.11.2005

segunda-feira, maio 29, 2006

Abram alas para o ...



... Presidente Cavaco, pois hoje inicia a sua primeira iniciativa de contacto com o povão.

Será sobre uma sua mui recente paixão: o combate à exclusão social.

É curioso, mas é verdade. Há pessoas que parecem como o vinho do porto: quanto mais anos passam, melhor ficam. Se não, pensemos. Nos anos 80/90 a política de modernização do país, liderada por Cavaco Silva, criou destabilização e exclusão da sociedade portuguesa.

Felizmente que agora temos como presidente um iluminado que se preocupa com um dos pilares principais das constituições democráticas: combater a desigualdade e discriminação. Pena é que quando teve num cargo em que poderia fazer alguma coisa, tinha dinheiro e acesso às linhas de políticas que movem o país, não o fez.

Agora, paga em sorrisos ou mesmo em miminhos? Combate a desigualdade com um "sinto muito, aguente-se, tenha paciência"?

sábado, maio 27, 2006

O cinema português não vende. Percebam porquê hoje na Dois.

Pelas 23.00 passa Adriana no canal A Dois. Leia-se como este filme tem mais de exercício egocêntrico do realizador do que de produto (também) realizado para o público português.

"Numa ilha remota onde se instalou o luto, um homem decreta que nunca mais haverá sexo nem filhos. A ilha vai ficando deserta e ele decide enviar a sua filha, Adriana, para o continente para constituir família. Adriana começa então uma busca de um homem que a faça procriar e garantir a descendência da ilha."

Com realizadores que andam a brincar aos filmes, menos pessoas afluiram a salas para ver produção nacional. Com menos fundos, menos filmes se realizarão.

sexta-feira, maio 26, 2006

São sempre animados os congressos do CDS. Desta vez, a um presidente inexistente opunha-se um grupo de meninos da linha. A troca de ideias tinha a finura de uma contenda no Bolhão. João Almeira, que mantém sempre aquela invejável jovialidade de quem não ocupa excessivamente a cabeça, lia o discurso de oposição. Como, Pinóquio, Almeida quer vir a ser, um dia, um «menino de verdade».


Daniel Oliveira in Expresso - 13.05.2006

quarta-feira, maio 24, 2006

Dimensão light

Falta a Sócrates a dimensão humana e a cultura - incluindo a democrática - de Guterres.

Raul Vaz in DN - 21.04.2006

terça-feira, maio 23, 2006

Let it burn!

Recentemente veio a debate se se devia ou não conter as imagens de incêndios na informação televisiva. Sob a prática de alguns países, estima-se que se evitar o abuso de imagens de incêndios e de reportagens que chegam a ocupar 70% de um serviço noticioso, poderá evitar que possiveis incendiários passem à acção.

Segundo o DN, não há consenso nos orgãos de comunicação. RTP aprova, SIC e TVI não.

É ideia de certa imprensa, privada, que têm de cobrir tudo pois os portugueses têm direito a saber o que se passa. Se informar é muito desejável, abusar é o quê?
Noutro dia, este foi o tema do Forum TSF. Pessoas indignadas diziam que os fogos não deviam sair do prime time, pois as pessoas precisavam de verem denunciadas certas e determinadas situações, por serem ignoradas pelo poder político.

Mas alguém acredita hoje em dia que é o jornalismo que as resolverá ao as expor? Alguém acredita que este abuso de imagens horríveis é uma função realizada beneméritamente de um quarto poder? Alguém duvida que o facto de povoar hora e meia de telejornal com 50 minutos de pessoas a chorar e chamas a passar, num país em que acontecem imensas coisas (boas e más) num dia-a-dia é sobretudo um acto de luta pelo "share" de audiência e respectiva publicidade?

Bato na mesma tecla de sempre: temos telejornais extensos em demasia, temos a obrigação de os reduzir ao essencial.

Acho muito bem que se informem dos fogos que ocorrem, mas numa reportagem de 30 segundos pode-se muito bem reduzir o caso: onde foi, onde e quando começou, porque tomou as dimensões que tomou, etc.