quarta-feira, junho 21, 2006

E os privilegiados somos nós

Quem quer melhor trabalho do que ganhar a cima da média e ter o poder de decidir quando se trabalha? Chama-se a isto, um privilégio.

É o que os caríssimos deputados da nossa Assembleia da República são: hoje vão ver o Portugal - México numa pausa que tão conscientemente designaram para si. Não votamos neles para poderem desfrutar de um joguinho de bola, nem muito menos para fazerem um mau trabalho ou mesmo não serem cumpridores de assiduidade.

É uma república portuguesa, concerteza!

terça-feira, junho 20, 2006

Coisas que não combinam

Cavaco Silva <=> Ciência

Cavaco Silva <=> Combate à exclusão



Como é bom chegar à idade em que se pode fazer política "à séria".

segunda-feira, junho 19, 2006

Exmo Prof Dr, vai começar-lhe a doer.

Agrada-me saber que as faculdades vão ter de começar a responsabilizar-se pelas oportunidades de saídas dos seus alunos.

Acomodadas no tempo, têm professores indignados com o "pouco" que ganham e que se esquivam das preocupações dos que, em breve, vão entrar no mercado de trabalho. A maioria das universidades portuguesas limitam-se a ser produtores de canudos e de ocupações de 4, 5 anos aos teenagers portugueses. É estilo, uma ida à tropa, com a diferença de terem exercício intelectual e não físico.




É verdade que o saber universitário não é obrigado a dar emprego, mas mais verdade é que os alunos têm de responsabilizar os seus professores e organizadores de curso por lhes lecionarem o que gostam e não o que é essencial para intervir e vingar no mundo laboral. Quantas vezes, então em cursos que não são remodelados há 20 anos e em que professores estão alheadissimos à anos da realidade de lá fora e que vêm nas aulas da universidade uma forma de "encachar" mais algum à sua pré-reforma, de serem apaparicados pela sua gravata, fatinho e pelo seu prefixo de Dr?

Conheci vários decanos neste estado, e sobretudo, muitos jovens nos "trintas" já acomodados e pouco preocupados com o futuro da sua sociedade e dos que "aturavam" os seus discursos de hora e meia.

Nenhum país avança com universidades que não querem ser pólos de experiência de uma nova e melhor sociedade. Uma universidade que vive para captar o dinheiro dos seus alnos, não é uma escola de sabedoria, é puro negócio.

Que se extingam cursos em desuso. Que o critério de saídas profissionais seja um dos principais para a entrada nas faculdades. Porque as faculdades e cursos que melhor conseguirem colocar os seus alunos, serão certamente as que melhor os preparam para o duros desafios do mercado.

domingo, junho 18, 2006

Nova cara


O blog que os vossos olhos contemplam tem novo template.
O anterior já vinha a servir a causa desde Fevereiro de 2005 e já cansava.

Fiz algumas alterações nas ligações sugeridas, a maioria delas linkam para o Mar Cáustico, e outras sugiro pois acedo regularmente.

Continuem a aturar-me(-nos).

O homem invisível

"Na escola passava a imagem de que era o tipo mais neutro e desinteressante à face da terra. Queria ser invisível"

Nuno Markl in DNa - 02.12.2005

sábado, junho 17, 2006

Diversidade

Olho para a programação de hoje do canal 1. Vejo, forró, bola e danças. Que diversidade nos dá a RTP1? Nem falo de TVI e SIC, que inundam as nossas noites com "informação" de hora e um quarto - ou será a primeira novela? - e "ficção portuguesa até às 0h30.

A RTP1 tem a obrigação de dar melhor.

sexta-feira, junho 16, 2006

Menos ais

"a nossa maior especialidade - juntamente com o clássico "desenrasca" - é a queixa. A lamúria. O desfiar do rol das desgraças que sempre nos impedem de dar um passo em frente. "Muitos ais". Muito pouco "mais". Andamos com o mundo às costas mas... não fazemos nada com ele. "

Pedro Rolo Duarte in DN - 05.04.2006

quinta-feira, junho 15, 2006

Ai os animais, os animais...

Os animais têm «direitos» como os seres humanos, dizem-nos: porque os animais, como os seres humanos, são capazes de experimentar o sofrimento e a dor. (...)
Mas depois regresso à realidade e sou forçado a emendar: os animais, obviamente não têm «direitos». Nós é que temos «deveres» para com eles: não os abandonar, não os torturar, não inflingir sofrimento desnecessário, mesmo sabendo que, sem experimentação em animais, um cardápio generoso de doenças ficaria sem resposta. (...)
Conceder aos animais um atributo distintivamente humano não é apenas uma forma de «humanizar» os bichos; é, coisa pior, uma forma de «bestializar» os homens.

João Pereira Coutinho in Expresso - 11.03.2006

terça-feira, junho 13, 2006

Santo Bush

Porque é que não derrubaram Franco em Espanha, Caetano em Portugal ou Suharto na Indonésia? O Ocidente não derrubou Saddam em nome da democracia e da humanidade, mas sim por interesses imperialistas.

Tariq Ali, Diário de Notícias 19.03.2006

segunda-feira, junho 12, 2006

Há vida no parque!

Uma das grandes questões nacionais, o Parque Mayer, continua há boa portuguesa em águas de bacalhau. Pára-arranca, pára-arranca, pára-arranca... até chegar à pouca vergonha. Presentemente chegou-se a esta última fase.

Depois de já terem sido gastos mais de dois milhões de euros e de Franj Gehry ter apresentado projecto, membros da Câmara Municipal de Lisboa começam a descartar o projecto do possivelmente mais conceitoado arquitecto vivo. Dizem que querem preservar a fachada do Capitólio. E em meia palavra que não dizem, não querem aprovar o projecto pois "Frank Gehry não é o único no mundo. Temos muitos bons arquitectos em Portugal com muito boa qualidade"

Que categoria! Estamos a um passo breve de pagar mais indeminizações e de ter o berbicacho Mayer parado por mais uns anos. Todos já sabemos que o teatro de revista morreu. Todos sabemos que o Casino Lisboa foi inaugurado e que pretendia resolver o espaço do Parque Mayer. A vida continua e, infelizmente, a incompetência do tira-e-põe-indeminiza-e-faz-novo-estudo não morre.

Viva o luxo.

domingo, junho 11, 2006

Milagres

"Enquanto for mais giro condecorar os U2 que pensar em projectar nossa pop lá fora, enquanto se apostar oficialmente apenas na imagem do velho povo fadista tristonho e melancólico em detrimento das novas gentes pop e cosmopolitas, emquanto não se verificar como a nova imagem internacional positiva e moderna de uma Islândia, uma França ou uma Noruega muito deve à sua recentiva e eficaz exportação pop, não há esforços individuais de bandas ou editores que falam o milagre."

Nuno Galopim in DN:música - 23.09.2005

Viva o Myspace. Um MySpace na net faz mais por uma banda portuguesa do que um editor motivado... em descobrir os novos Delfins.

sábado, junho 10, 2006

sexta-feira, junho 09, 2006

Figo ancestral

Ancient fig clue to first farming

Já se plantava há 12 mil anos na Jordânia.
Madaíl e Scolari congratularam-se com a notícia.

quinta-feira, junho 08, 2006

Um país de comissões

No jornalismo, quem não sabe fazer, ensina; quem não sabe nem ensina, dá pareceres. E quem não se quer comprometer, aceita presidir a uma entidade reguladora. Portugal sempre foi assim. Porque haveria de mudar agora?

Pedro Rolo Duarte in DN - 08.03.2006

quarta-feira, junho 07, 2006

Hã?

"Se tudo o que dá prazer faz mal ou é pecado, o pior inimigo da religião é o aborrecimento".

Frei Bento Domingues in Público - 26.02.2006

domingo, junho 04, 2006

Fazer rir

As séries de humor da SIC ‘Aqui Não Há Quem Viva’ e ‘7 Vidas’ vão apostar em beijos gay para fazer rir os portugueses.

Somos mesmo muito à frente. Penim e Balsemão, descobrem novo "punch" para as suas comédias. Aparentemente, após muitos estudos, chegaram à conclusão que beijos gay dão riso aos telespectadores e audiências a televisões.

Fora dos estudos estiveram. Zézé Camarinha e deputados do PPM e CDS.

sábado, junho 03, 2006

Imundo rural

Querem passar uma tarde bem divertida?

Passem pelas 14.30 pela Av. da Liberdade em Lisboa e façam parte da campanha de marketing com que os empresários agricolas fizeram para afrontar o governo. Chamam-lhe a manifestação pelo "mundo rural", em vez de manifestação do sector agricola contra a falta de cumprimento da política de subsídios. Duas coisas completamente diferentes.

Uma coisa é natureza e ruralidade, outra bem diferente são os senhores que há 20 anos vivem à custa, não da agricultura, mas dos subsidios que têm conseguido arrancar do Governo e da União Europeia. Que fique claro, há empresários rurais que se conseguiram modernizar, que lucram com a terra e que, como tal, não alinham em teatrinhos de meia dúzia de marmanjos (umas centenas, afinal) que sem coragem de dar a cara, arrastam parte da sociedade dizendo que o que está em causa é o mundo rural.

Afinal, quem passar uma tarde bem divertida? Vão mas é à feira do livro que está patente no Parque Eduardo VII.