sexta-feira, junho 30, 2006
quinta-feira, junho 29, 2006
Hoje há Grandes Músicas
Não as da RFM, que tem essas duas palavras como slogan que repetem até à exaustão por entre faces sorridentes.
As Grandes Músicas estão na RTPN pelas 14h30. São um programa de António Cartaxo (Antena 2) em que contextualiza música clássica, num programa de 25 minutos. Ouvi-la é uma coisa, percebê-la é outra bem diferente. Perceber os contextos em que foram criadas peças de arte, quaisquer que sejam, é uma boa forma de as compreender e apreciar.
As Grandes Músicas estão na RTPN pelas 14h30. São um programa de António Cartaxo (Antena 2) em que contextualiza música clássica, num programa de 25 minutos. Ouvi-la é uma coisa, percebê-la é outra bem diferente. Perceber os contextos em que foram criadas peças de arte, quaisquer que sejam, é uma boa forma de as compreender e apreciar.
quarta-feira, junho 28, 2006
Liberalizar = melhorar viducha
Infarmed: preço dos medicamentos vendidos fora das farmácias está a subir
Liberalizou-se a venda de medicamentos fora das farmácias; liberalizou-se o preço da gasolina. Resultado? Boas vantagens... para quem faz negócio com eles. E o consumidor? Paga mais.
É por isso é que me sinto confiante no nosso futuro sempre que oiço Belmiro e outros que tais que acreditam que o mercado, in the end, beneficia todos.
Negócio é negócio, solidariedade não é negócio. Sem um Estado fiscalizador e sem medo de dar, mas também penalizar quem merece, somos cidadãos nas mãos de quem mais tem e quem mais quer.
Não é preciso mais Estado, é preciso melhor Estado capaz de defender os cidadãos do empresário português avarento e bom palrador.
Acreditam que quando Belmiro Azevedo ou a direcção da Portugal Telecom dizem que a (não) privatização será um excelente negócio para o consumidor? A PT é como um gigante fundo monetário em que clientes e trabalhadores são peças fora do baralho chamado... lucro.
Liberalizou-se a venda de medicamentos fora das farmácias; liberalizou-se o preço da gasolina. Resultado? Boas vantagens... para quem faz negócio com eles. E o consumidor? Paga mais.
É por isso é que me sinto confiante no nosso futuro sempre que oiço Belmiro e outros que tais que acreditam que o mercado, in the end, beneficia todos.
Negócio é negócio, solidariedade não é negócio. Sem um Estado fiscalizador e sem medo de dar, mas também penalizar quem merece, somos cidadãos nas mãos de quem mais tem e quem mais quer.
Não é preciso mais Estado, é preciso melhor Estado capaz de defender os cidadãos do empresário português avarento e bom palrador.
Acreditam que quando Belmiro Azevedo ou a direcção da Portugal Telecom dizem que a (não) privatização será um excelente negócio para o consumidor? A PT é como um gigante fundo monetário em que clientes e trabalhadores são peças fora do baralho chamado... lucro.
terça-feira, junho 27, 2006
A auto-europa não é eterna. Consciencializem-se disso.
São investimentos de médio prazo com tudo planeado, inclusivé, quando começam a laborar já têm uma data previsivel de anos de trabalho. Se A Ford já não mora aqui, a Volkswagen já fez as primeiras ameaças.
Fazer carreira na Auto Europa? Os trabalhadores que não contem com isso. Diversifiquem o vosso saber e comecem a procurar um emprego com mais garantias de futuro e estabilidade. Centenas de trabalhadores da fábrica da Azambuja têm as vidas em suspenso neste momento e não se afigura final feliz.
Há euforia por, finalmente, se ter designado um carro a ser construido nas instalações de Palmela. Por lá, haverá euforia ou depressão daqui a 10 anos?
Fazer carreira na Auto Europa? Os trabalhadores que não contem com isso. Diversifiquem o vosso saber e comecem a procurar um emprego com mais garantias de futuro e estabilidade. Centenas de trabalhadores da fábrica da Azambuja têm as vidas em suspenso neste momento e não se afigura final feliz.
Há euforia por, finalmente, se ter designado um carro a ser construido nas instalações de Palmela. Por lá, haverá euforia ou depressão daqui a 10 anos?
segunda-feira, junho 26, 2006
Dois pontos de vista
Não podemos deixar que tenha armas nuclear alguém que acredita no regresso do 12º imã e no fim do mundo. Este é um privilégio que, a bem dizer, deveria ser reservado a quem acredita no regresso de Cristo e no fim do Mundo.
Rui Tavares in Público - 22.04.2006
domingo, junho 25, 2006
2+2=4
Pessoal! Mais um estudo em que estamos na cauda da europa! Aguentemos firme, mais uma facada na nossa auto-estima. Não têm pena de nós!
Porque é que estes estudos são sempre tendenciosos? Será que "estudaram" as horas que as nossas TVs e Rádios, têm de transmissão do "carnaval" que se passa fora do campo? Será que levaram em conta os minutos que ocupam os nossos telejornais sobre o (não-)futebol? Ganhávamos!
Fora as ironias, agrada-me haver pouco futebol na TV "descodificada", a nossa selecção enche-me as medidas. Acho detestável e dispensável o pagode, as ilusões, o arraial que se faz fora dos 90 minutos de jogo das cores nacionais. É quanto baste. O resto são horas de fait-divers que tiram lugar a... novelas!

Porque é que estes estudos são sempre tendenciosos? Será que "estudaram" as horas que as nossas TVs e Rádios, têm de transmissão do "carnaval" que se passa fora do campo? Será que levaram em conta os minutos que ocupam os nossos telejornais sobre o (não-)futebol? Ganhávamos!
Fora as ironias, agrada-me haver pouco futebol na TV "descodificada", a nossa selecção enche-me as medidas. Acho detestável e dispensável o pagode, as ilusões, o arraial que se faz fora dos 90 minutos de jogo das cores nacionais. É quanto baste. O resto são horas de fait-divers que tiram lugar a... novelas!
sábado, junho 24, 2006
Há dias assim
Lembram-se de um ilumidado que apontava o 23 de Janeiro, como o dia mais depressivo do ano?
O mesmo "cientísta" afirmou: The happiest day is Friday, June 23 this year.
Ontem foi dos piores dias da minha semana.
O mesmo "cientísta" afirmou: The happiest day is Friday, June 23 this year.
Ontem foi dos piores dias da minha semana.
sexta-feira, junho 23, 2006
quinta-feira, junho 22, 2006
Treinador português vs. Scolari
O treinador português foi sempre um flop a lidar com as selecções nacionais, com a sua titulatura de professor, o bigode espesso e uns conhecimentos de futebol que, no fundo, não eram mais que o sumo das conversas de almoços patuscos com dirigentes desportivos e de uma espécie de ciência de balneário à hora do duche.
Scolari pode nem ser muito sofisticado mas trouxe uma seriedade à selecção a que não estávamos habituados.
Pedro Lomba in DN - 16.06.2006
Scolari pode nem ser muito sofisticado mas trouxe uma seriedade à selecção a que não estávamos habituados.
Pedro Lomba in DN - 16.06.2006
quarta-feira, junho 21, 2006
E os privilegiados somos nós
Quem quer melhor trabalho do que ganhar a cima da média e ter o poder de decidir quando se trabalha? Chama-se a isto, um privilégio.
É o que os caríssimos deputados da nossa Assembleia da República são: hoje vão ver o Portugal - México numa pausa que tão conscientemente designaram para si. Não votamos neles para poderem desfrutar de um joguinho de bola, nem muito menos para fazerem um mau trabalho ou mesmo não serem cumpridores de assiduidade.
É uma república portuguesa, concerteza!
É o que os caríssimos deputados da nossa Assembleia da República são: hoje vão ver o Portugal - México numa pausa que tão conscientemente designaram para si. Não votamos neles para poderem desfrutar de um joguinho de bola, nem muito menos para fazerem um mau trabalho ou mesmo não serem cumpridores de assiduidade.
É uma república portuguesa, concerteza!
terça-feira, junho 20, 2006
Coisas que não combinam
Cavaco Silva <=> Ciência
Cavaco Silva <=> Combate à exclusão

Como é bom chegar à idade em que se pode fazer política "à séria".
Cavaco Silva <=> Combate à exclusão

Como é bom chegar à idade em que se pode fazer política "à séria".
segunda-feira, junho 19, 2006
Exmo Prof Dr, vai começar-lhe a doer.
Agrada-me saber que as faculdades vão ter de começar a responsabilizar-se pelas oportunidades de saídas dos seus alunos.
Acomodadas no tempo, têm professores indignados com o "pouco" que ganham e que se esquivam das preocupações dos que, em breve, vão entrar no mercado de trabalho. A maioria das universidades portuguesas limitam-se a ser produtores de canudos e de ocupações de 4, 5 anos aos teenagers portugueses. É estilo, uma ida à tropa, com a diferença de terem exercício intelectual e não físico.
É verdade que o saber universitário não é obrigado a dar emprego, mas mais verdade é que os alunos têm de responsabilizar os seus professores e organizadores de curso por lhes lecionarem o que gostam e não o que é essencial para intervir e vingar no mundo laboral. Quantas vezes, então em cursos que não são remodelados há 20 anos e em que professores estão alheadissimos à anos da realidade de lá fora e que vêm nas aulas da universidade uma forma de "encachar" mais algum à sua pré-reforma, de serem apaparicados pela sua gravata, fatinho e pelo seu prefixo de Dr?
Conheci vários decanos neste estado, e sobretudo, muitos jovens nos "trintas" já acomodados e pouco preocupados com o futuro da sua sociedade e dos que "aturavam" os seus discursos de hora e meia.
Nenhum país avança com universidades que não querem ser pólos de experiência de uma nova e melhor sociedade. Uma universidade que vive para captar o dinheiro dos seus alnos, não é uma escola de sabedoria, é puro negócio.
Que se extingam cursos em desuso. Que o critério de saídas profissionais seja um dos principais para a entrada nas faculdades. Porque as faculdades e cursos que melhor conseguirem colocar os seus alunos, serão certamente as que melhor os preparam para o duros desafios do mercado.
Acomodadas no tempo, têm professores indignados com o "pouco" que ganham e que se esquivam das preocupações dos que, em breve, vão entrar no mercado de trabalho. A maioria das universidades portuguesas limitam-se a ser produtores de canudos e de ocupações de 4, 5 anos aos teenagers portugueses. É estilo, uma ida à tropa, com a diferença de terem exercício intelectual e não físico.

É verdade que o saber universitário não é obrigado a dar emprego, mas mais verdade é que os alunos têm de responsabilizar os seus professores e organizadores de curso por lhes lecionarem o que gostam e não o que é essencial para intervir e vingar no mundo laboral. Quantas vezes, então em cursos que não são remodelados há 20 anos e em que professores estão alheadissimos à anos da realidade de lá fora e que vêm nas aulas da universidade uma forma de "encachar" mais algum à sua pré-reforma, de serem apaparicados pela sua gravata, fatinho e pelo seu prefixo de Dr?
Conheci vários decanos neste estado, e sobretudo, muitos jovens nos "trintas" já acomodados e pouco preocupados com o futuro da sua sociedade e dos que "aturavam" os seus discursos de hora e meia.
Nenhum país avança com universidades que não querem ser pólos de experiência de uma nova e melhor sociedade. Uma universidade que vive para captar o dinheiro dos seus alnos, não é uma escola de sabedoria, é puro negócio.
Que se extingam cursos em desuso. Que o critério de saídas profissionais seja um dos principais para a entrada nas faculdades. Porque as faculdades e cursos que melhor conseguirem colocar os seus alunos, serão certamente as que melhor os preparam para o duros desafios do mercado.
domingo, junho 18, 2006
Nova cara

O blog que os vossos olhos contemplam tem novo template.
O anterior já vinha a servir a causa desde Fevereiro de 2005 e já cansava.
Fiz algumas alterações nas ligações sugeridas, a maioria delas linkam para o Mar Cáustico, e outras sugiro pois acedo regularmente.
Continuem a aturar-me(-nos).
O homem invisível
"Na escola passava a imagem de que era o tipo mais neutro e desinteressante à face da terra. Queria ser invisível"
Nuno Markl in DNa - 02.12.2005
Nuno Markl in DNa - 02.12.2005
sábado, junho 17, 2006
Diversidade
Olho para a programação de hoje do canal 1. Vejo, forró, bola e danças. Que diversidade nos dá a RTP1? Nem falo de TVI e SIC, que inundam as nossas noites com "informação" de hora e um quarto - ou será a primeira novela? - e "ficção portuguesa até às 0h30.
A RTP1 tem a obrigação de dar melhor.
A RTP1 tem a obrigação de dar melhor.
sexta-feira, junho 16, 2006
Menos ais
"a nossa maior especialidade - juntamente com o clássico "desenrasca" - é a queixa. A lamúria. O desfiar do rol das desgraças que sempre nos impedem de dar um passo em frente. "Muitos ais". Muito pouco "mais". Andamos com o mundo às costas mas... não fazemos nada com ele. "
Pedro Rolo Duarte in DN - 05.04.2006
Pedro Rolo Duarte in DN - 05.04.2006
quinta-feira, junho 15, 2006
Ai os animais, os animais...
Os animais têm «direitos» como os seres humanos, dizem-nos: porque os animais, como os seres humanos, são capazes de experimentar o sofrimento e a dor. (...)
Mas depois regresso à realidade e sou forçado a emendar: os animais, obviamente não têm «direitos». Nós é que temos «deveres» para com eles: não os abandonar, não os torturar, não inflingir sofrimento desnecessário, mesmo sabendo que, sem experimentação em animais, um cardápio generoso de doenças ficaria sem resposta. (...)
Conceder aos animais um atributo distintivamente humano não é apenas uma forma de «humanizar» os bichos; é, coisa pior, uma forma de «bestializar» os homens.
João Pereira Coutinho in Expresso - 11.03.2006
Mas depois regresso à realidade e sou forçado a emendar: os animais, obviamente não têm «direitos». Nós é que temos «deveres» para com eles: não os abandonar, não os torturar, não inflingir sofrimento desnecessário, mesmo sabendo que, sem experimentação em animais, um cardápio generoso de doenças ficaria sem resposta. (...)
Conceder aos animais um atributo distintivamente humano não é apenas uma forma de «humanizar» os bichos; é, coisa pior, uma forma de «bestializar» os homens.
João Pereira Coutinho in Expresso - 11.03.2006
quarta-feira, junho 14, 2006
terça-feira, junho 13, 2006
Santo Bush
Porque é que não derrubaram Franco em Espanha, Caetano em Portugal ou Suharto na Indonésia? O Ocidente não derrubou Saddam em nome da democracia e da humanidade, mas sim por interesses imperialistas.
Tariq Ali, Diário de Notícias 19.03.2006
Tariq Ali, Diário de Notícias 19.03.2006
segunda-feira, junho 12, 2006
Há vida no parque!
Uma das grandes questões nacionais, o Parque Mayer, continua há boa portuguesa em águas de bacalhau. Pára-arranca, pára-arranca, pára-arranca... até chegar à pouca vergonha. Presentemente chegou-se a esta última fase.
Depois de já terem sido gastos mais de dois milhões de euros e de Franj Gehry ter apresentado projecto, membros da Câmara Municipal de Lisboa começam a descartar o projecto do possivelmente mais conceitoado arquitecto vivo. Dizem que querem preservar a fachada do Capitólio. E em meia palavra que não dizem, não querem aprovar o projecto pois "Frank Gehry não é o único no mundo. Temos muitos bons arquitectos em Portugal com muito boa qualidade"
Que categoria! Estamos a um passo breve de pagar mais indeminizações e de ter o berbicacho Mayer parado por mais uns anos. Todos já sabemos que o teatro de revista morreu. Todos sabemos que o Casino Lisboa foi inaugurado e que pretendia resolver o espaço do Parque Mayer. A vida continua e, infelizmente, a incompetência do tira-e-põe-indeminiza-e-faz-novo-estudo não morre.
Viva o luxo.
Depois de já terem sido gastos mais de dois milhões de euros e de Franj Gehry ter apresentado projecto, membros da Câmara Municipal de Lisboa começam a descartar o projecto do possivelmente mais conceitoado arquitecto vivo. Dizem que querem preservar a fachada do Capitólio. E em meia palavra que não dizem, não querem aprovar o projecto pois "Frank Gehry não é o único no mundo. Temos muitos bons arquitectos em Portugal com muito boa qualidade"
Que categoria! Estamos a um passo breve de pagar mais indeminizações e de ter o berbicacho Mayer parado por mais uns anos. Todos já sabemos que o teatro de revista morreu. Todos sabemos que o Casino Lisboa foi inaugurado e que pretendia resolver o espaço do Parque Mayer. A vida continua e, infelizmente, a incompetência do tira-e-põe-indeminiza-e-faz-novo-estudo não morre.
Viva o luxo.
domingo, junho 11, 2006
Milagres
"Enquanto for mais giro condecorar os U2 que pensar em projectar nossa pop lá fora, enquanto se apostar oficialmente apenas na imagem do velho povo fadista tristonho e melancólico em detrimento das novas gentes pop e cosmopolitas, emquanto não se verificar como a nova imagem internacional positiva e moderna de uma Islândia, uma França ou uma Noruega muito deve à sua recentiva e eficaz exportação pop, não há esforços individuais de bandas ou editores que falam o milagre."
Nuno Galopim in DN:música - 23.09.2005
Viva o Myspace. Um MySpace na net faz mais por uma banda portuguesa do que um editor motivado... em descobrir os novos Delfins.
Nuno Galopim in DN:música - 23.09.2005
Viva o Myspace. Um MySpace na net faz mais por uma banda portuguesa do que um editor motivado... em descobrir os novos Delfins.
sábado, junho 10, 2006
sexta-feira, junho 09, 2006
Figo ancestral
Ancient fig clue to first farming
Já se plantava há 12 mil anos na Jordânia.
Madaíl e Scolari congratularam-se com a notícia.
Já se plantava há 12 mil anos na Jordânia.
Madaíl e Scolari congratularam-se com a notícia.
quinta-feira, junho 08, 2006
Um país de comissões
No jornalismo, quem não sabe fazer, ensina; quem não sabe nem ensina, dá pareceres. E quem não se quer comprometer, aceita presidir a uma entidade reguladora. Portugal sempre foi assim. Porque haveria de mudar agora?
Pedro Rolo Duarte in DN - 08.03.2006
Pedro Rolo Duarte in DN - 08.03.2006
quarta-feira, junho 07, 2006
Hã?
"Se tudo o que dá prazer faz mal ou é pecado, o pior inimigo da religião é o aborrecimento".
Frei Bento Domingues in Público - 26.02.2006
Frei Bento Domingues in Público - 26.02.2006
terça-feira, junho 06, 2006
O estado da arte
Um quilo de carapaus comprado na lota por 45 cêntimos vale seis ou sete euros na praça. Os comerciantes que compram nas lotas são, na maior parte dos casos, os mesmo que vendem ao público.
Os lucros dos intermediários são fabulosos – enquanto os rendimentos dos pescadores se afundam a pique. Hoje, a vida do mar é uma amarga incerteza. O grande negócio é comprar na lota e vender na praça.
Isto é, um pescador trabalha para manter a sua miséria. Esta é das profissões mais injustamente mal pagas. E ainda dizem que somos um país que devia estar mais virado para o mar...
Que tal, virado para a lota?
Os lucros dos intermediários são fabulosos – enquanto os rendimentos dos pescadores se afundam a pique. Hoje, a vida do mar é uma amarga incerteza. O grande negócio é comprar na lota e vender na praça.
Isto é, um pescador trabalha para manter a sua miséria. Esta é das profissões mais injustamente mal pagas. E ainda dizem que somos um país que devia estar mais virado para o mar...
Que tal, virado para a lota?
segunda-feira, junho 05, 2006
domingo, junho 04, 2006
Fazer rir
As séries de humor da SIC ‘Aqui Não Há Quem Viva’ e ‘7 Vidas’ vão apostar em beijos gay para fazer rir os portugueses.
Somos mesmo muito à frente. Penim e Balsemão, descobrem novo "punch" para as suas comédias. Aparentemente, após muitos estudos, chegaram à conclusão que beijos gay dão riso aos telespectadores e audiências a televisões.
Fora dos estudos estiveram. Zézé Camarinha e deputados do PPM e CDS.
Somos mesmo muito à frente. Penim e Balsemão, descobrem novo "punch" para as suas comédias. Aparentemente, após muitos estudos, chegaram à conclusão que beijos gay dão riso aos telespectadores e audiências a televisões.
Fora dos estudos estiveram. Zézé Camarinha e deputados do PPM e CDS.
sábado, junho 03, 2006
Imundo rural
Querem passar uma tarde bem divertida?
Passem pelas 14.30 pela Av. da Liberdade em Lisboa e façam parte da campanha de marketing com que os empresários agricolas fizeram para afrontar o governo. Chamam-lhe a manifestação pelo "mundo rural", em vez de manifestação do sector agricola contra a falta de cumprimento da política de subsídios. Duas coisas completamente diferentes.
Uma coisa é natureza e ruralidade, outra bem diferente são os senhores que há 20 anos vivem à custa, não da agricultura, mas dos subsidios que têm conseguido arrancar do Governo e da União Europeia. Que fique claro, há empresários rurais que se conseguiram modernizar, que lucram com a terra e que, como tal, não alinham em teatrinhos de meia dúzia de marmanjos (umas centenas, afinal) que sem coragem de dar a cara, arrastam parte da sociedade dizendo que o que está em causa é o mundo rural.
Afinal, quem passar uma tarde bem divertida? Vão mas é à feira do livro que está patente no Parque Eduardo VII.
Passem pelas 14.30 pela Av. da Liberdade em Lisboa e façam parte da campanha de marketing com que os empresários agricolas fizeram para afrontar o governo. Chamam-lhe a manifestação pelo "mundo rural", em vez de manifestação do sector agricola contra a falta de cumprimento da política de subsídios. Duas coisas completamente diferentes.
Uma coisa é natureza e ruralidade, outra bem diferente são os senhores que há 20 anos vivem à custa, não da agricultura, mas dos subsidios que têm conseguido arrancar do Governo e da União Europeia. Que fique claro, há empresários rurais que se conseguiram modernizar, que lucram com a terra e que, como tal, não alinham em teatrinhos de meia dúzia de marmanjos (umas centenas, afinal) que sem coragem de dar a cara, arrastam parte da sociedade dizendo que o que está em causa é o mundo rural.
Afinal, quem passar uma tarde bem divertida? Vão mas é à feira do livro que está patente no Parque Eduardo VII.
sexta-feira, junho 02, 2006
Alegre relembrança
"Nada remete para o futuro. Da mesma forma que Portas vestia em campanha pele do Paulinho das feiras, Alegre disfarçou-se de manelinho das estátuas, numa variação sobre temas patrióticos e generalidades políticas com um cheiro insuportável a naftalina. Uma lufada de ar fresco? Há mais ar fresco em hora de ponta junto do asfalto da Segunda Circular."
João Miguel Tavares in DN - 27.01.2006
João Miguel Tavares in DN - 27.01.2006
quinta-feira, junho 01, 2006
quarta-feira, maio 31, 2006
O sexo dos velhos
"Existe um poeta que já faleceu, Paulo Leminski, que dizia uma coisa muito interessante acerca do poder. Ele dizia que o poder é o sexo do velhos"
Lenine, cantautor, in DNa – 08.12.2005
Lenine, cantautor, in DNa – 08.12.2005
terça-feira, maio 30, 2006
Festa do livro
"um livro não está completo, assim como uma partitura musical não está completa se não for tocada e ouvida, transmitida. Um livro também não está completo enquanto não for lido. Por isso dá um grande prazer a gente ouvir a opinião de alguém que leu um livro nosso"
Urbano Tavares Rodrigues in DNa 25.11.2005
Urbano Tavares Rodrigues in DNa 25.11.2005
segunda-feira, maio 29, 2006
Abram alas para o ...

... Presidente Cavaco, pois hoje inicia a sua primeira iniciativa de contacto com o povão.
Será sobre uma sua mui recente paixão: o combate à exclusão social.
É curioso, mas é verdade. Há pessoas que parecem como o vinho do porto: quanto mais anos passam, melhor ficam. Se não, pensemos. Nos anos 80/90 a política de modernização do país, liderada por Cavaco Silva, criou destabilização e exclusão da sociedade portuguesa.
Felizmente que agora temos como presidente um iluminado que se preocupa com um dos pilares principais das constituições democráticas: combater a desigualdade e discriminação. Pena é que quando teve num cargo em que poderia fazer alguma coisa, tinha dinheiro e acesso às linhas de políticas que movem o país, não o fez.
Agora, paga em sorrisos ou mesmo em miminhos? Combate a desigualdade com um "sinto muito, aguente-se, tenha paciência"?
domingo, maio 28, 2006
sábado, maio 27, 2006
O cinema português não vende. Percebam porquê hoje na Dois.
Pelas 23.00 passa Adriana no canal A Dois. Leia-se como este filme tem mais de exercício egocêntrico do realizador do que de produto (também) realizado para o público português.
"Numa ilha remota onde se instalou o luto, um homem decreta que nunca mais haverá sexo nem filhos. A ilha vai ficando deserta e ele decide enviar a sua filha, Adriana, para o continente para constituir família. Adriana começa então uma busca de um homem que a faça procriar e garantir a descendência da ilha."
Com realizadores que andam a brincar aos filmes, menos pessoas afluiram a salas para ver produção nacional. Com menos fundos, menos filmes se realizarão.
"Numa ilha remota onde se instalou o luto, um homem decreta que nunca mais haverá sexo nem filhos. A ilha vai ficando deserta e ele decide enviar a sua filha, Adriana, para o continente para constituir família. Adriana começa então uma busca de um homem que a faça procriar e garantir a descendência da ilha."
Com realizadores que andam a brincar aos filmes, menos pessoas afluiram a salas para ver produção nacional. Com menos fundos, menos filmes se realizarão.
sexta-feira, maio 26, 2006
São sempre animados os congressos do CDS. Desta vez, a um presidente inexistente opunha-se um grupo de meninos da linha. A troca de ideias tinha a finura de uma contenda no Bolhão. João Almeira, que mantém sempre aquela invejável jovialidade de quem não ocupa excessivamente a cabeça, lia o discurso de oposição. Como, Pinóquio, Almeida quer vir a ser, um dia, um «menino de verdade».
Daniel Oliveira in Expresso - 13.05.2006
quinta-feira, maio 25, 2006
quarta-feira, maio 24, 2006
Dimensão light
Falta a Sócrates a dimensão humana e a cultura - incluindo a democrática - de Guterres.
Raul Vaz in DN - 21.04.2006
Raul Vaz in DN - 21.04.2006
terça-feira, maio 23, 2006
Let it burn!
Recentemente veio a debate se se devia ou não conter as imagens de incêndios na informação televisiva. Sob a prática de alguns países, estima-se que se evitar o abuso de imagens de incêndios e de reportagens que chegam a ocupar 70% de um serviço noticioso, poderá evitar que possiveis incendiários passem à acção.
Segundo o DN, não há consenso nos orgãos de comunicação. RTP aprova, SIC e TVI não.
É ideia de certa imprensa, privada, que têm de cobrir tudo pois os portugueses têm direito a saber o que se passa. Se informar é muito desejável, abusar é o quê?
Noutro dia, este foi o tema do Forum TSF. Pessoas indignadas diziam que os fogos não deviam sair do prime time, pois as pessoas precisavam de verem denunciadas certas e determinadas situações, por serem ignoradas pelo poder político.
Mas alguém acredita hoje em dia que é o jornalismo que as resolverá ao as expor? Alguém acredita que este abuso de imagens horríveis é uma função realizada beneméritamente de um quarto poder? Alguém duvida que o facto de povoar hora e meia de telejornal com 50 minutos de pessoas a chorar e chamas a passar, num país em que acontecem imensas coisas (boas e más) num dia-a-dia é sobretudo um acto de luta pelo "share" de audiência e respectiva publicidade?
Bato na mesma tecla de sempre: temos telejornais extensos em demasia, temos a obrigação de os reduzir ao essencial.
Acho muito bem que se informem dos fogos que ocorrem, mas numa reportagem de 30 segundos pode-se muito bem reduzir o caso: onde foi, onde e quando começou, porque tomou as dimensões que tomou, etc.
Segundo o DN, não há consenso nos orgãos de comunicação. RTP aprova, SIC e TVI não.
É ideia de certa imprensa, privada, que têm de cobrir tudo pois os portugueses têm direito a saber o que se passa. Se informar é muito desejável, abusar é o quê?
Noutro dia, este foi o tema do Forum TSF. Pessoas indignadas diziam que os fogos não deviam sair do prime time, pois as pessoas precisavam de verem denunciadas certas e determinadas situações, por serem ignoradas pelo poder político.
Mas alguém acredita hoje em dia que é o jornalismo que as resolverá ao as expor? Alguém acredita que este abuso de imagens horríveis é uma função realizada beneméritamente de um quarto poder? Alguém duvida que o facto de povoar hora e meia de telejornal com 50 minutos de pessoas a chorar e chamas a passar, num país em que acontecem imensas coisas (boas e más) num dia-a-dia é sobretudo um acto de luta pelo "share" de audiência e respectiva publicidade?
Bato na mesma tecla de sempre: temos telejornais extensos em demasia, temos a obrigação de os reduzir ao essencial.
Acho muito bem que se informem dos fogos que ocorrem, mas numa reportagem de 30 segundos pode-se muito bem reduzir o caso: onde foi, onde e quando começou, porque tomou as dimensões que tomou, etc.
segunda-feira, maio 22, 2006
Anjos e demónios
Diz o provérbio que " O tempo é o descobridor de todas as coisas".
Não foram precisos anos, nem meses para se começar a talhar a vivência de Francisco Adam e os porquês da sua morte.
O português que fez vender mais revistas e jornais nos últimos tempos, afinal não era tão puro como todos pensavam que fosse quando foi enterrado. Consumira cocaína antes de o seu carro rodopiar na estrada de madrugada. Resultado: duas mortes, uma nação emocionada.
Uma coisa é a imagem que os meios audiovisuais vendem de um actor, outra é a vivência e fraqueza dos mesmos que é mantida fora do braseiro. Para os fãs, ficou anjo. Se anjo na terra fosse, não tinha caído nos maus caminhos que o victimaram.
Não foram precisos anos, nem meses para se começar a talhar a vivência de Francisco Adam e os porquês da sua morte.
O português que fez vender mais revistas e jornais nos últimos tempos, afinal não era tão puro como todos pensavam que fosse quando foi enterrado. Consumira cocaína antes de o seu carro rodopiar na estrada de madrugada. Resultado: duas mortes, uma nação emocionada.
Uma coisa é a imagem que os meios audiovisuais vendem de um actor, outra é a vivência e fraqueza dos mesmos que é mantida fora do braseiro. Para os fãs, ficou anjo. Se anjo na terra fosse, não tinha caído nos maus caminhos que o victimaram.
domingo, maio 21, 2006
O homem invisível
"Na escola passava a imagem de que era o tipo mais neutro e desinteressante à face da terra. Queria ser invisível"
Nuno Markl in DNa - 02.12.2005
Nuno Markl in DNa - 02.12.2005
sábado, maio 20, 2006
Aviso à população
O cantor Paul McCartney e a ex-modelo Heather Mills, que se casaram com pompa e circunstância, na Irlanda, em Junho de 2002, anunciaram a separação ao fim de quatro anos de casamento e culpam a Comunição Social pelo falhanço da relação.
in Correio da Manhã - 18.05.2006
Cuidado! Ter profissionais de comunicação social por perto, prejudica gravemente a sua relação matrimonial!
in Correio da Manhã - 18.05.2006
Cuidado! Ter profissionais de comunicação social por perto, prejudica gravemente a sua relação matrimonial!
sexta-feira, maio 19, 2006
Uma série para rir... na peugada do Gato Fedorento

in DN - 19.05.2006
Adaptada de Espanha? Está tudo dito, então. Eis a concorrer com a série de humor mais portuguesa dos últimos anos, um enlatado lá de fora. Sucessos!
A diferença entre um acusado e um não acusado
Manuel Maria Carrilho deu cabo da minha auto-estima: escreveu um livro de 208 páginas a dizer mal dos jornalistas e deixou-me de fora. Comprei Sob o Signo da Verdade no dia em que foi lançado, analisei-o com dedicação de filatelista, esperei ansiosamente por algum parágrafo mais esconso onde emergisse o meu nome. Nada. Tudo em vão. Nem um pequeno impropério, nem um adjectivo violento, nem um comentário agressivo sobre a minha pessoa. Onde é que eu falhei?
João Miguel Tavares in DN - 19.05.2006

Como o país não é civilizado e eu não sou dado à violência física, resta-me escrever e publicar aqui o que diria ao dr. Carrilho se acaso o encontrasse neste instante na rua: "E se o sr. fosse à merda mais as suas invenções delirantes e perseguições disparatadas?" Melhor e mais simplesmente dito: "Porque raio não se enxerga, dr. Carrilho?"
Pedro Rolo Duarte in DN - 17.05.2006
João Miguel Tavares in DN - 19.05.2006

Como o país não é civilizado e eu não sou dado à violência física, resta-me escrever e publicar aqui o que diria ao dr. Carrilho se acaso o encontrasse neste instante na rua: "E se o sr. fosse à merda mais as suas invenções delirantes e perseguições disparatadas?" Melhor e mais simplesmente dito: "Porque raio não se enxerga, dr. Carrilho?"
Pedro Rolo Duarte in DN - 17.05.2006
quinta-feira, maio 18, 2006
Manif animalesca
A temporada da tourada abre em Lisboa, com o regresso do palco Campo Pequeno. A temporada da manifestação também e com espectativas arrojadas: No dia 18 de Maio, às 20h, junte-se à ANIMAL na mais importante manifestação anti-touradas do ano.
Depois do apregoado maior concerto do ano - Rock in Rio - fico satisfeito por Portugal ser palco da manif de grande nível.
Depois de meses de pressão premiados - a ridicularização do Circo das Celebridades, já de si ridículo - a associação animal tem já actividades pensadas para as semanas seguintes.
Fonte bem informada disse-nos que as próximas campanhas envolverão manifestações frente à Tasquinha "Zé dos Caracóis", num protesto contra a vil tortura e morte atrós dos simpáticos animaizinhos de casca; bem como uma manif frente à Marisqueira "O Manel" na qual defenderão os direitos de ameijoas, cadelinhas e outros bivalves que todos os dias sofrem de stress horrível e que têm uma morte pouco digna.
Depois do apregoado maior concerto do ano - Rock in Rio - fico satisfeito por Portugal ser palco da manif de grande nível.
Depois de meses de pressão premiados - a ridicularização do Circo das Celebridades, já de si ridículo - a associação animal tem já actividades pensadas para as semanas seguintes.
Fonte bem informada disse-nos que as próximas campanhas envolverão manifestações frente à Tasquinha "Zé dos Caracóis", num protesto contra a vil tortura e morte atrós dos simpáticos animaizinhos de casca; bem como uma manif frente à Marisqueira "O Manel" na qual defenderão os direitos de ameijoas, cadelinhas e outros bivalves que todos os dias sofrem de stress horrível e que têm uma morte pouco digna.
quarta-feira, maio 17, 2006
terça-feira, maio 16, 2006
Andar às voltas
"Se em 2005 terminávamos a três voltas do vencedor, agora chegamos ao fim a só uma volta."
Tiago Monteiro in Expresso - 13.05.2006
Tiago Monteiro in Expresso - 13.05.2006
segunda-feira, maio 15, 2006
Prós e Prós

"Aquele não foi um programa de prós e contras mas de prós e prós"
Foi com esta afirmação, que o líder do partido de extrema-direita PNR, Jorge Pinto Coelho, falou sobre o programa de Fátima Campos Ferreira.
Aparentemente, o programa já estava produzido, convidados alinhados, inclusivé a plateia estava esgotada. Uma opinião (muito) diferentesobre os emigrantes brasileiros de Vila de Rei, não poderia ser dade.
Curiosamente, reacções semelhantes foram proferidas por trabalhadores do grupo Portugal Telecom. Quando foi debatida a OPA-Sonae, dos seis elementos em estúdio apenas um manifestou reservas à acção do grupo liderado por Belmiro de Azevedo. Tratava-se do Dr. Murteira Nabo. Os espectadores que trabalhavam pela PT, viam no debate meia dúzia de filósofos de economia, e nenhum profissional de telecomunicações. Imaginem o que é falarem do vosso trabalho, sem nunca antes terem-se relacionado com ele.
Afinal, que profissionalismo é este? Um programa de debate sobre a sociedade civil, com uma maioria de argumentos afáveis e conexos ainda por cima com um nome de "Prós e Contras"? Num país de falinhas mansas, em que seria necessário uma imprensa sem medos e capaz de chamar à capa assuntos que se querem esconder, faz-se despique, entrevista, como se trata-se de uma conversa afável da Ana Sousa Dias.
Venham novos profissionais, venha a irreverência da juventude e a sapiência de quem quer mostrar outros lados do mundo. Renovação é possível e desejável.
domingo, maio 14, 2006
Imprensa cor-de-rosa
Se quererem dizer que estou depimida e com má cara, publicam uma foto em que estou de cabeça baixa, a olhar para o telemóvel, por exemplo.
in Público - 22.04.2006
Clara de Sousa in Público - 22.04.2006
in Público - 22.04.2006
Clara de Sousa in Público - 22.04.2006
sábado, maio 13, 2006
Memorial
É para reter, pois tão cedo não se vai repetir:
Moonspell chegam ao primeiro lugar no top de vendas de CDs de Portugal
Moonspell chegam ao primeiro lugar no top de vendas de CDs de Portugal
sexta-feira, maio 12, 2006
quinta-feira, maio 11, 2006
quarta-feira, maio 10, 2006
Sabe Deus...
"Perdemos todos os dias em média 50 a 60 pessoas em todo o país, se não mais - se isto não é uma guerra civil, então Deus sabe o que é uma guerra civil"
Iyad Allawi (lider do primeiro governo de transição iraquiano) in BBC - 19.03.2006
Iyad Allawi (lider do primeiro governo de transição iraquiano) in BBC - 19.03.2006
terça-feira, maio 09, 2006
Ser do contra
"feito o balanço ainda penso que o mundo e o Iraque estão melhor sem Saddam Hussein do que se ele tivesse continuado a ser o senhor de Bagdad"
José Manuel Fernandes in Público - 20.03.2006
José Manuel Fernandes in Público - 20.03.2006
segunda-feira, maio 08, 2006
If you are happy, clap your hands
Zacarias Moussaoui, co-responsável menor dos atentados de 11 de Setembro, foi condenado a prisão perpétua.
Segundo alguma imprensa, o acusado de terroristo gritou "America, perdeste. Eu ganhei”, aquando da finalização da leitura da pena.
Ganhou o quê? Ganhou meia vida (décadas) de tortura mental e física; ou uma morte horrivel na prisão.
Vejamos. Para quem acredita que Deus o reconpensará com delicias e virgens, será uma tortura os dias, meses, anos que ficará longe delas. A pena de morte, era um bilhete de ida para o seu paraíso.
Para quem acredita que venceu alguma coisa com a pena de perpétua, já foram indicadas as condições em que Moussaoui vai viver:
- estará perto dos 400 prisioneiros mais perigosos dos EUA;
- viverá 23h diárias na sela de 7 metros por 3 metros;
- a sela tem loiça em betão;
- tem acesso a televisão a preto e branco:
- nunca mais vai poder falar jamais para fora da prisão;
Que finesse, ó Zacarias! De terrorista incompetente abandonado pelos seus pares, será agora um mono há espera do segundo em que o seu coração parar. Até lá, horas penosas.
Moussaoui provou ter personalidade de puto da primária ou de velho ou de doente mental. Irritante, imbirrante, cheio de ideias, para si brilhantes, mas recusadas por todos. Que diz que todo o mal lhe dá alegria, e não problemas.
Assim, prova-se que a pena perpétua é mais penalizadora do que a pena máxima. Famílias choraram quando Moussaoui "safou-se" à pena de morte. Matar Zacarias Moussaoui era um alívio para algumas famílias mas um prémio para ele. Condená-lo a passar o resto dos seus dias em condições como as fornecidas pela prisão do Colorado, é justiça para quem não se arrepende de defender actos bárbaros perante seus pares humanos.
Zacarias Moussaoui, uma longa vida para si. Cheia de vitórias como esta.
Segundo alguma imprensa, o acusado de terroristo gritou "America, perdeste. Eu ganhei”, aquando da finalização da leitura da pena.
Ganhou o quê? Ganhou meia vida (décadas) de tortura mental e física; ou uma morte horrivel na prisão.
Vejamos. Para quem acredita que Deus o reconpensará com delicias e virgens, será uma tortura os dias, meses, anos que ficará longe delas. A pena de morte, era um bilhete de ida para o seu paraíso.
Para quem acredita que venceu alguma coisa com a pena de perpétua, já foram indicadas as condições em que Moussaoui vai viver:
- estará perto dos 400 prisioneiros mais perigosos dos EUA;
- viverá 23h diárias na sela de 7 metros por 3 metros;
- a sela tem loiça em betão;
- tem acesso a televisão a preto e branco:
- nunca mais vai poder falar jamais para fora da prisão;
Que finesse, ó Zacarias! De terrorista incompetente abandonado pelos seus pares, será agora um mono há espera do segundo em que o seu coração parar. Até lá, horas penosas.
Moussaoui provou ter personalidade de puto da primária ou de velho ou de doente mental. Irritante, imbirrante, cheio de ideias, para si brilhantes, mas recusadas por todos. Que diz que todo o mal lhe dá alegria, e não problemas.
Assim, prova-se que a pena perpétua é mais penalizadora do que a pena máxima. Famílias choraram quando Moussaoui "safou-se" à pena de morte. Matar Zacarias Moussaoui era um alívio para algumas famílias mas um prémio para ele. Condená-lo a passar o resto dos seus dias em condições como as fornecidas pela prisão do Colorado, é justiça para quem não se arrepende de defender actos bárbaros perante seus pares humanos.
Zacarias Moussaoui, uma longa vida para si. Cheia de vitórias como esta.
domingo, maio 07, 2006
Por favor, não dance
Provavelmente, estou errado, mas para mim o fado é uma das poucas músicas populares urbanas de tradição oral que não é dançavel, que não apela à festa, sendo que a pior coisa que podem fazer a um fadista como a Aldina Duarte é cantarem em uníssono e desatarem a bater palminhas.
João Monge in Actual - 20.01.2006
João Monge in Actual - 20.01.2006
sábado, maio 06, 2006
Artes de palco
"Eu sou míope: então, quando eu estou no palco, eu estou sem óculos. Para mim é um borrão gigantesco, é uma multidão. Pode ter oito pessoas ou oito mil, para mim é a mesma coisa."
Lenine, cantautor, in DNa - 08.12.2005
Lenine, cantautor, in DNa - 08.12.2005
sexta-feira, maio 05, 2006
Agora aguentem-se

"Agora, eis onde estamos: não se pode ameaçar o Irão com sanções diplomáticas porque isso não lhes diz nada; não se pode ameaçá-los com sanções económicas porque eles responder com o petróleo; não se pode ameaçá-los com o uso da força porque ela teria de ser tamanha e, mesmo assim, de desfecho tão incerto, que não há coragem politica nem clima na opinião pública para o fazer."
Miguel Sousa Tavares in Expresso - 20.01.2006
quinta-feira, maio 04, 2006
Ser humano
"Se aprendermos a viver com o horror, encontramos um sentido prático para a vida. O ser humano é um filho da puta. Assumamos esta realizade e aprendamos a viver com ela. Os meus romances são manuais de sobrevivência."
Arturo Pérez-Reverte in Mil-Folhas - 04.03.2006
Arturo Pérez-Reverte in Mil-Folhas - 04.03.2006
quarta-feira, maio 03, 2006
"O PS não é um partido de fazedores. Em regra, quando o PS é governo, inibe o desenvolvimento social. Não habilita saltos efectivos. Relativamente ao póprio Estado, o PSD tem uma lógica de redução do peso do Estado. Mas, atenção, redução não quer dizer diminuição das funções sociais. Porque há muito a tentação de confundir as duas coisas"
Paula Teixeira da Cruz in DN - 16.12.2005
Paula Teixeira da Cruz in DN - 16.12.2005
terça-feira, maio 02, 2006
Assunto nuclear
Na Europa, as centrais nucleares vão cedendo lugar a "alternativas". Espanha fechou Zorita.
Após 20 anos de dormência, volta-se a falar novamente o sonho nuclear português. Chegamos sempre atrasados...
Valerá a pena construir uma central nuclear que apenas ceda 3,5% do consumo de electricidade do país? Valerá construi-la para, após 50 anos de trabalho, deixar resíduos que perduraram durante centenas de anos?
Começo a ter ideias mais claras no que concerne ao nuclear. Há uma grave crise energética, alimentada por quem lucra mais com ela, mas também há alternativas energéticas que um estado burocrático como o português tem impedido um maior investimento e crescimento. Há ideias, há dinheiro, mas há papelada e concursos que chegam a levar 7 anos para conceder a instalação de parques de energias renováveis.
Após 20 anos de dormência, volta-se a falar novamente o sonho nuclear português. Chegamos sempre atrasados...
Valerá a pena construir uma central nuclear que apenas ceda 3,5% do consumo de electricidade do país? Valerá construi-la para, após 50 anos de trabalho, deixar resíduos que perduraram durante centenas de anos?
Começo a ter ideias mais claras no que concerne ao nuclear. Há uma grave crise energética, alimentada por quem lucra mais com ela, mas também há alternativas energéticas que um estado burocrático como o português tem impedido um maior investimento e crescimento. Há ideias, há dinheiro, mas há papelada e concursos que chegam a levar 7 anos para conceder a instalação de parques de energias renováveis.
segunda-feira, maio 01, 2006
domingo, abril 30, 2006
Um humorista que se dedica ao humor numa de "Ora bem, há certas coisas sobre as quais não posso falar", não é humorista.
Nuno Markl in DNa - 02.12.2005
Nuno Markl in DNa - 02.12.2005
sábado, abril 29, 2006
Revolução no meio áudio, já!
Na semana passada, o farol das grandes empresas de rádio deu o seu sinal trimestral. Para uns brilhou, para outros alertou ou ofuscou caminho.
O cansaço do público começa a ser visível para as rádios do Grupo Renascença. RFM, a playlist mais enfadonha do universo, e uma RR colada à RFM mas com mais informação, estão em vias de perder anos de hegemonia. Repararam já que a RR deixou de lado a música portuguesa, trocando-a por maciças passagens de Shania Twain e companhia? Na teoria, estavam certos: havia que modernizar a playlist pois os novos públicos "comem" bem a sopinha da RFM. Mas agora começa-se a ver que afinal os ouvintes apreciavam na RR a variedade, os programas de autor, a música portuguesa, as caras.
Felizmente, o trabalho dos directores que são amantes de rádio, foi premiado com subidas. Falo de Ant3, Ant1, Rádio Comercial, RCP.
Falta criatividade na rádio actual. Fica-se pelo óbvio e (muito) rentável. "Ora deixa cá meter uma musiquinha de top 10 que é nos garante a liderança nas filas de trânsito".
A rádio também é informação, palco de descoberta, afirmação de identidades, etc. Portugal precisa de melhores produtos e mais variedade. As produtoras que não conseguirem actualizar-se vão sofrer como as televisões generalistas. Estas, todos os meses perdem clientes para os canais do cabo. Da rádio não perderam para o cabo, mas os podcasts nacionais ou estrangeiros vão fazer mossa com a generalização do suporte digital a todos os sistemas de audição de áudio.
Eu, fã de podcasts me confesso. Faço a minha própria rádio enquanto as pessoas que completam a sala em que trabalho escutam com agrado (ou será passividade e medo de música que ainda não trauteiam?) escutam a RFM 8 horas por dia.
O cansaço do público começa a ser visível para as rádios do Grupo Renascença. RFM, a playlist mais enfadonha do universo, e uma RR colada à RFM mas com mais informação, estão em vias de perder anos de hegemonia. Repararam já que a RR deixou de lado a música portuguesa, trocando-a por maciças passagens de Shania Twain e companhia? Na teoria, estavam certos: havia que modernizar a playlist pois os novos públicos "comem" bem a sopinha da RFM. Mas agora começa-se a ver que afinal os ouvintes apreciavam na RR a variedade, os programas de autor, a música portuguesa, as caras.
Felizmente, o trabalho dos directores que são amantes de rádio, foi premiado com subidas. Falo de Ant3, Ant1, Rádio Comercial, RCP.
Falta criatividade na rádio actual. Fica-se pelo óbvio e (muito) rentável. "Ora deixa cá meter uma musiquinha de top 10 que é nos garante a liderança nas filas de trânsito".
A rádio também é informação, palco de descoberta, afirmação de identidades, etc. Portugal precisa de melhores produtos e mais variedade. As produtoras que não conseguirem actualizar-se vão sofrer como as televisões generalistas. Estas, todos os meses perdem clientes para os canais do cabo. Da rádio não perderam para o cabo, mas os podcasts nacionais ou estrangeiros vão fazer mossa com a generalização do suporte digital a todos os sistemas de audição de áudio.
Eu, fã de podcasts me confesso. Faço a minha própria rádio enquanto as pessoas que completam a sala em que trabalho escutam com agrado (ou será passividade e medo de música que ainda não trauteiam?) escutam a RFM 8 horas por dia.
sexta-feira, abril 28, 2006
A idade média aqui tão perto
passar muito tempo a ler jornais, ver televisão e navegar na Internet diminui a fé cristã
Amiguinhos, não quero contribuir para a vossa decadência. Apaguem o computador e vão meditar. Sabem os mais informados que no céu não há internet.
Amiguinhos, não quero contribuir para a vossa decadência. Apaguem o computador e vão meditar. Sabem os mais informados que no céu não há internet.
quinta-feira, abril 27, 2006
O valor da morte
A cobertura da cerimónia funebre, a partir de Runa, rendeu excelentes números à TVI. Por outras palavras: em cada 100 televisões, mais de 65 estavam sintonizados no canal.
in Correio da Manhã - 20.04.2006
a pièce de résistance veio na terça, com a transmissão integral da missa de corpo presente e daquela espécie de funeral de autógrafos que levou milhares a Runa. Raras vezes se terá assistido a um tão acabado exemplo de autofagia mediática e de canibalismo sentimental como nesta exponenciação do impacto de uma morte "da casa". É certo que, no seu afã de evidenciar ser sempre possível descer mais baixo, a TV portuguesa tem demonstrado que a náusea de ontem é a normalidade de hoje.
Fernanda Câncio in DN - 22.04.2006
in Correio da Manhã - 20.04.2006
a pièce de résistance veio na terça, com a transmissão integral da missa de corpo presente e daquela espécie de funeral de autógrafos que levou milhares a Runa. Raras vezes se terá assistido a um tão acabado exemplo de autofagia mediática e de canibalismo sentimental como nesta exponenciação do impacto de uma morte "da casa". É certo que, no seu afã de evidenciar ser sempre possível descer mais baixo, a TV portuguesa tem demonstrado que a náusea de ontem é a normalidade de hoje.
Fernanda Câncio in DN - 22.04.2006
quarta-feira, abril 26, 2006
terça-feira, abril 25, 2006
32 anos, é muito tempo
Salazar criou um Portugal de hipocrisia, pobreza e respeitinho, que é melhor esquecer. E, para cúmulo, o PREC transformou a libertação final numa querela rancorosa e a democracia que dali saiu andou até agora, indecentemente aos trambolhões.
Vasco Pulido Valente in Público - 22.04.2006
Vasco Pulido Valente in Público - 22.04.2006
segunda-feira, abril 24, 2006
Passos certos... num futuro incerto
Nasceram mais duas crias de lince ibérico. Desde o ano passado que, ultrapassada a burocracia, se faz reprodução em cativeiro do felino em perigo de extinção.

Este ano nasceram duas fêmeas deram à luz um total de quatro crias a que se juntam as duas sobreviventes da ninhada de três do ano passado.
O presente começa a ser assegurado numa altura em que fora do cativeiro as perspectivas de resistência da espécie parecem ser dramáticas. Há poucos anos estimava-se em 150 o número destes animais. Actualmente são cada vez menos avistados nas serras espanholas.
A ver vamos se existem condições para estes animais serem libertados, e sobretudo que os que estejam "a monte" consigam manter colónias com número razoável.

Este ano nasceram duas fêmeas deram à luz um total de quatro crias a que se juntam as duas sobreviventes da ninhada de três do ano passado.
O presente começa a ser assegurado numa altura em que fora do cativeiro as perspectivas de resistência da espécie parecem ser dramáticas. Há poucos anos estimava-se em 150 o número destes animais. Actualmente são cada vez menos avistados nas serras espanholas.
A ver vamos se existem condições para estes animais serem libertados, e sobretudo que os que estejam "a monte" consigam manter colónias com número razoável.
domingo, abril 23, 2006
Dia do livro
Pela compra do Diário de Notícias, recebi hoje o livro Pessoal e Transmissível XX-XXI do jornalista da TSF Carlos Vaz Marques.
Tem sido ritual anual do jornal dar aos leitores um livro, quando se festeja o dia do objecto que, há séculos, se afirma como um dos mais importantes da cultura humana.

Antes dar do que enterrar, destruir ou deixar criar bicho nos armazéns. É diferente da política que leva a, por exemplo, enterrar fruta para que se tenha um "preço competitivo" no mercado. E as bocas com fome a que se poderia dar de comer?
Dar um livro, é homenageá-lo. É criar melhores condições para o mercado, apelando à leitura e consequentemente ao aparecimento de novos leitores.
Tem sido ritual anual do jornal dar aos leitores um livro, quando se festeja o dia do objecto que, há séculos, se afirma como um dos mais importantes da cultura humana.

Antes dar do que enterrar, destruir ou deixar criar bicho nos armazéns. É diferente da política que leva a, por exemplo, enterrar fruta para que se tenha um "preço competitivo" no mercado. E as bocas com fome a que se poderia dar de comer?
Dar um livro, é homenageá-lo. É criar melhores condições para o mercado, apelando à leitura e consequentemente ao aparecimento de novos leitores.
sábado, abril 22, 2006
Duas boas razões para ir ao cinema em Outubro
Conversa da Treta - O Filme
filme baseado no O Mistério da Estrada de Sintra de Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão.
Cinema português sobre portugueses.
filme baseado no O Mistério da Estrada de Sintra de Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão.
Cinema português sobre portugueses.
sexta-feira, abril 21, 2006
Notícias más para a SIC Notícias
Hoje, a SIC Notícias repete durante o dia as mesmas notícias e às oito da noite consegue continuar a exibir o mesmo resumo e comentário de um jogo de futebol ocorrido na véspera. Nada surpreende, mostra pouco rasgo: em dia de jogo grande, lá vêm as inevitáveis três horas de Especial, com os comentadores do costume, os repórteres do costume, as reportagens do costume, com cachecol à porta do estádio.
(...)
Pode alterar-se o cenário, pintá--lo de vermelhão e azul-forte, pode melhorar a cenografia de antena, podem até mudar as moscas da campanha de publicidade que a SIC Notícias lançou há três semanas, mas se nada de essencial mudar, o AXN e o Panda continuarão a fazer a vida negra a Ricardo Costa e seus pares...
Certamente que a primeira campanha institucional da SIC Notícias, não veio foi colocada no ar por ligeiro motivo. Nesta crónica de há alguns dias no DN, avisava-se que aquela estação está a deixar de ser um ponto atractivo do Cabo e que a maior prova disso eram as audiências.
Assim, parece-me que a qualidade ainda faz a diferença e tem a capacidade de derrotar os projectos que páram no tempo, não investem em si próprios e não acreditam nas pessoas que gostam deles.
(...)
Pode alterar-se o cenário, pintá--lo de vermelhão e azul-forte, pode melhorar a cenografia de antena, podem até mudar as moscas da campanha de publicidade que a SIC Notícias lançou há três semanas, mas se nada de essencial mudar, o AXN e o Panda continuarão a fazer a vida negra a Ricardo Costa e seus pares...
Certamente que a primeira campanha institucional da SIC Notícias, não veio foi colocada no ar por ligeiro motivo. Nesta crónica de há alguns dias no DN, avisava-se que aquela estação está a deixar de ser um ponto atractivo do Cabo e que a maior prova disso eram as audiências.
Assim, parece-me que a qualidade ainda faz a diferença e tem a capacidade de derrotar os projectos que páram no tempo, não investem em si próprios e não acreditam nas pessoas que gostam deles.
quinta-feira, abril 20, 2006
E depois?
A maioria dos deputados fez gazeta na Quinta-Feira da passada semana? Afinal, não havia tolerância de ponto para os empregados do estado? Tanta admiração...
Os deputados comportam-se como o português vulgar, o funcionário público. Trabalhar q.b. , com profissionalismo q.b., e a pensar que a pontualidade não é um dever.
Afinal, quem é que deve dar o exemplo? Os cidadãos, porque os deputados são o suprassumo... o olimpo da nossa república. Mas não dão. Em eleições não penalizam quem ganha o que ganha, e vai ao emicíclo "por favor".
Passou-se uma semana, o caso já esfriou e pouca mossa fará nas cabeças pensantes que votam. Foi um calafrio que passou pela espinha de deputados e partidos. O povo é sereno e caridoso. Nas próximas eleições garantem os mesmos banquinhos a troco de campanhas milionárias, aventais laranja, canetas rosa, chouriços ou máquinas de lavar roupa.
Os deputados comportam-se como o português vulgar, o funcionário público. Trabalhar q.b. , com profissionalismo q.b., e a pensar que a pontualidade não é um dever.
Afinal, quem é que deve dar o exemplo? Os cidadãos, porque os deputados são o suprassumo... o olimpo da nossa república. Mas não dão. Em eleições não penalizam quem ganha o que ganha, e vai ao emicíclo "por favor".
Passou-se uma semana, o caso já esfriou e pouca mossa fará nas cabeças pensantes que votam. Foi um calafrio que passou pela espinha de deputados e partidos. O povo é sereno e caridoso. Nas próximas eleições garantem os mesmos banquinhos a troco de campanhas milionárias, aventais laranja, canetas rosa, chouriços ou máquinas de lavar roupa.
quarta-feira, abril 19, 2006
O massacre de Lisboa
Faz hoje 500 anos que cristãos varreram à espadeirada os habitantes de fé judaica da capital portuguesa.

Relembremos.

Relembremos.
terça-feira, abril 18, 2006
segunda-feira, abril 17, 2006
Adivinha quem vem jantar!
Em Setembro próximo agitam-se as águas na imprensa, sobretudo nos semanários.
A guerra já começou, mas será nesse mês que o Expresso poderá ter a vida complicada com o estrear nas bancas de um novo semanário, liderado por José António Saraiva.
Enquanto não chega a data, o Expresso, com nova gestão, vai arrumando a casa. Novo visual para breve nas suas revistas e, sobretudo, cara nova em todo o jornal a partir de 23 de Setembro. Imaginem quem vem "jantar" nessa altura? O semanário de Saraiva. Com as apresentações agendadas já para o final de Abril às agências de meios, o ex-director do Expresso afirmou que gostaria de ter o seu semanário à venda em meados de Setembro. Vai ser uma guerra interessante de se seguir.
Em conversa ao programa de rádio de Luis Osório, dizia há dias que se trata de um projecto muito inovador que, como tal, só teria duas saidas: ou seria um grande sucesso ou um grande fracasso.
Na mesma conversa opinou sobre a mania que as administrações dos grupos de imprensa têm de chamar consultores internacionais a participarem na mudança de um jornal. É o caso do que aconteceu desde Janeiro no Expresso. Uma tal de Innovation, chefiada por Javier Errea deu os seus palpites sobre a realidade de um país que não conhece.
Luis Osório e José António Saraiva concordaram nesse aspecto: consultorias de imprensa têm prejudicado jornais. Não poderão fazer melhor trabalho do que pessoas que respiram a imprensa e o contexto do seu país há décadas.
Termina a notícia do DN a dizer que o Expresso conta fazer crescer o número de tiragem com as alterações. Um cenário risível, numa altura em que o número de leitores da imprensa tem diminuido e ainda pensando que em Setembro o semanário mais vendido em Portugal vai ter mais um concorrente... liderado por quem lhe deu duas décadas de vitórias.
Ar fresco precisa-se!
A guerra já começou, mas será nesse mês que o Expresso poderá ter a vida complicada com o estrear nas bancas de um novo semanário, liderado por José António Saraiva.
Enquanto não chega a data, o Expresso, com nova gestão, vai arrumando a casa. Novo visual para breve nas suas revistas e, sobretudo, cara nova em todo o jornal a partir de 23 de Setembro. Imaginem quem vem "jantar" nessa altura? O semanário de Saraiva. Com as apresentações agendadas já para o final de Abril às agências de meios, o ex-director do Expresso afirmou que gostaria de ter o seu semanário à venda em meados de Setembro. Vai ser uma guerra interessante de se seguir.
Em conversa ao programa de rádio de Luis Osório, dizia há dias que se trata de um projecto muito inovador que, como tal, só teria duas saidas: ou seria um grande sucesso ou um grande fracasso.
Na mesma conversa opinou sobre a mania que as administrações dos grupos de imprensa têm de chamar consultores internacionais a participarem na mudança de um jornal. É o caso do que aconteceu desde Janeiro no Expresso. Uma tal de Innovation, chefiada por Javier Errea deu os seus palpites sobre a realidade de um país que não conhece.
Luis Osório e José António Saraiva concordaram nesse aspecto: consultorias de imprensa têm prejudicado jornais. Não poderão fazer melhor trabalho do que pessoas que respiram a imprensa e o contexto do seu país há décadas.
Termina a notícia do DN a dizer que o Expresso conta fazer crescer o número de tiragem com as alterações. Um cenário risível, numa altura em que o número de leitores da imprensa tem diminuido e ainda pensando que em Setembro o semanário mais vendido em Portugal vai ter mais um concorrente... liderado por quem lhe deu duas décadas de vitórias.
Ar fresco precisa-se!
domingo, abril 16, 2006
If you can't beat 'em, join them
US hip-hop duo Gnarls Barkley have become the first act to score a UK number one single on the strength of digital sales alone.
O single digital superou o formato CD-Single na Grã-Bretanha. Afinal o MP3 não é tão inimigo da música, como alguém quer fazer parecer.
Quando é que a Associação Fonográfica Portuguesa, e sobretudo os editores que dela fazem parte, deixam as ameaças de lado e trabalham para converter os "piratas" em utentes dos seus produtos?
O single digital superou o formato CD-Single na Grã-Bretanha. Afinal o MP3 não é tão inimigo da música, como alguém quer fazer parecer.
Quando é que a Associação Fonográfica Portuguesa, e sobretudo os editores que dela fazem parte, deixam as ameaças de lado e trabalham para converter os "piratas" em utentes dos seus produtos?
sábado, abril 15, 2006
Brincar às bandas
We have been offered several great deals, but we do not want to fucking ruin the legacy of this band, you know? So many [bands] come back and do new records and they fucking stink. We are in different place these days and so it would naturally not be truly what we were.
Esta, deveria ser esta a atitude a tomar por muitas bandas que após 10/15 anos de hiato, decidem voltar à ribalta.
Fora daquele em que foi o seu tempo criativo, já com ideias e gostos novos, decidem apresentar composições como se nada tivesse mudado. A pausa não lhes permitiu maturação nem aperfeiçoamento, apenas distanciamento. São passos firmes para a barracada.
Porque não tocar só os álbuns que se tornaram clássicos? Assim farão os Atheist, vão dar concertos com velhos temas e a gravar novos com outro nome.
Esta, deveria ser esta a atitude a tomar por muitas bandas que após 10/15 anos de hiato, decidem voltar à ribalta.
Fora daquele em que foi o seu tempo criativo, já com ideias e gostos novos, decidem apresentar composições como se nada tivesse mudado. A pausa não lhes permitiu maturação nem aperfeiçoamento, apenas distanciamento. São passos firmes para a barracada.
Porque não tocar só os álbuns que se tornaram clássicos? Assim farão os Atheist, vão dar concertos com velhos temas e a gravar novos com outro nome.
sexta-feira, abril 14, 2006
Volta DNa, estás perdoado...
"É melhor ter um leitor apaixonado do que dez leitores indiferentes. Mais vale um leitor irritado na mão do que dois leitores, a dormir, com o jornal aberto, e ainda por cima a voar..."
Livro de estilo do DNa in DNa 25.11.2005
Livro de estilo do DNa in DNa 25.11.2005
quinta-feira, abril 13, 2006
Generalidades absolutas... e idiotas.
O jornalismo hoje em dia tem muito de alarmante. Sustos para aqui, sustos para ali. Ideias lançadas, absolutas e convictas.
Domingo passado a RTP e a Antena 1 afirmavam:
Pandemia em Portugal deverá matar mais 50 por cento que o previsto
Mas quem é o irresponsável permite que se grite à boca cheia tal frase? Um estudo é um estudo, não é facto consumado. Previsões? Saberá o clarividente jornalista que escolheu dar enfase a este "facto", que desde 1997 que não se fala noutra coisa do que em pandemias aviárias, mas que não vitimaram mais de 200 e tal pessoas? Os cenários foram sempre os piores. Para tristezas bastam-nos as novelas!
Outra daquelas afirmações generalistas, vi da boca de um jornalista da SIC um dia antes. Dizia ele que "este ano não vai haver seca em Portugal". Afirmava-o peremptóriamente. Ela foi extrema, chegou a ser severa e agora era fraca. O jornalista terá poderes mediunicos que lhe permita afirmar que populações do interior não irão sofrer com falta de água em Agosto? Existem estudos sim, e os factos apontam para que este ano até tenhamos uma situação normal mas daí a afirmar certezas absolutas vai um passo enorme.
Gostava de ter gravado a afirmação do pivot da SIC para, em pleno Verão e em fruição delirante
da articulação dos termos "seca severa-extrema-fraca" lhe poder mostrar o que em Março convictamente afirmou.
É este o estado do quarto poder em Portugal. Discursos absolutos e alarmistas e sobretudo uma agenda noticiosa semelhante em praticamente todos os orgãos de comunicação social nacionais. Vocês querem ver que no nosso país não se passa nada?
Honra feita à comunicação regional, que nos mostra outros contextos.
Domingo passado a RTP e a Antena 1 afirmavam:
Pandemia em Portugal deverá matar mais 50 por cento que o previsto
Mas quem é o irresponsável permite que se grite à boca cheia tal frase? Um estudo é um estudo, não é facto consumado. Previsões? Saberá o clarividente jornalista que escolheu dar enfase a este "facto", que desde 1997 que não se fala noutra coisa do que em pandemias aviárias, mas que não vitimaram mais de 200 e tal pessoas? Os cenários foram sempre os piores. Para tristezas bastam-nos as novelas!
Outra daquelas afirmações generalistas, vi da boca de um jornalista da SIC um dia antes. Dizia ele que "este ano não vai haver seca em Portugal". Afirmava-o peremptóriamente. Ela foi extrema, chegou a ser severa e agora era fraca. O jornalista terá poderes mediunicos que lhe permita afirmar que populações do interior não irão sofrer com falta de água em Agosto? Existem estudos sim, e os factos apontam para que este ano até tenhamos uma situação normal mas daí a afirmar certezas absolutas vai um passo enorme.
Gostava de ter gravado a afirmação do pivot da SIC para, em pleno Verão e em fruição delirante
da articulação dos termos "seca severa-extrema-fraca" lhe poder mostrar o que em Março convictamente afirmou.
É este o estado do quarto poder em Portugal. Discursos absolutos e alarmistas e sobretudo uma agenda noticiosa semelhante em praticamente todos os orgãos de comunicação social nacionais. Vocês querem ver que no nosso país não se passa nada?
Honra feita à comunicação regional, que nos mostra outros contextos.
quarta-feira, abril 12, 2006
terça-feira, abril 11, 2006
Transportes sobre rodas
"As políticas tarifárias e o sub-financiamento a que as empresas de transportes estão sujeitas deixam pouca margem para investir em qualidade"
Corrêa de Sampaio, administrador dos TST in Público - 07.04.2006

Os clientes não devem financiar só o bem estar da empresa, dos seus financiadores e dos seus administradores.
Os Transportes Sul do Tejo têm uma boa margem de clientes e recebem mensalmente uma maquia suficiente para poder prestar melhor serviço. O problema é que estes administradorzecos, não têm visão de futuro nem respeito pelos utentes dos serviços que prestam. Fazem-no dividindo insensatamente o dinheiro que recebem: X para qualificar o serviço; X para rendimento dos accionistas e administradores. Sendo que o que é ministrado para investimento é muito menor.

No fim, estendem sempre a mão ao Estado; pedem mais trabalho aos trabalhadores e aos clientes dizem "desculpem qualquer coisinha, não temos nada a ver com isto."
Corrêa de Sampaio, administrador dos TST in Público - 07.04.2006

Os clientes não devem financiar só o bem estar da empresa, dos seus financiadores e dos seus administradores.
Os Transportes Sul do Tejo têm uma boa margem de clientes e recebem mensalmente uma maquia suficiente para poder prestar melhor serviço. O problema é que estes administradorzecos, não têm visão de futuro nem respeito pelos utentes dos serviços que prestam. Fazem-no dividindo insensatamente o dinheiro que recebem: X para qualificar o serviço; X para rendimento dos accionistas e administradores. Sendo que o que é ministrado para investimento é muito menor.

No fim, estendem sempre a mão ao Estado; pedem mais trabalho aos trabalhadores e aos clientes dizem "desculpem qualquer coisinha, não temos nada a ver com isto."
segunda-feira, abril 10, 2006
Sócrates foi a Angola e levou...
Sócrates levou consigo 1/3 do PIB, 1/4 da dívida pública, 2/5 da fuga ao fisco, 4/6 do crédto mal parado, 39% da quebra nas exportações, 97% das operações na bolsa e Ricardo Salgado.
Mário Botequilha in Inimigo Público - 07.04.2006
Mário Botequilha in Inimigo Público - 07.04.2006
domingo, abril 09, 2006
Sisters of Mercy em versão kitch
A noite foi uma espécie de discussão familiar: de um lado a caixa de ritmos, o irmão forte e impiedoso a repetir os seus argumentos; do outro a irmã histérica, guitarra a guinchar nos agudos; e no meio, o avô do ribombar vocal a tentar a ponte entre as outras partes, mas sem que se percebesse o que dizia.
Eurico Monchique in Público - 07.04.2006
Eurico Monchique in Público - 07.04.2006

sábado, abril 08, 2006
Está sol? Está bom para passear?
E se tal se fossemos à Costa da Caparica?
Antes de irmos, deixa-me ver se hoje tem alguma atracção.
Olha, curioso, o sítio da Junta de Freguesia não está activo.
Calma, tenho aqui o portal da Costa da Caparica. Não tem informação turistica. Tu queres ver que a Costa da Caparica já não existe?
Bem, pensando melhor... fiquemos em casa a ver um filme da tarde da TVI!
Antes de irmos, deixa-me ver se hoje tem alguma atracção.
Olha, curioso, o sítio da Junta de Freguesia não está activo.
Calma, tenho aqui o portal da Costa da Caparica. Não tem informação turistica. Tu queres ver que a Costa da Caparica já não existe?
Bem, pensando melhor... fiquemos em casa a ver um filme da tarde da TVI!
sexta-feira, abril 07, 2006
Europa repensada
"A Europa tem perante si o desafio de repensar um outro modelo de relação com os bens. E isto não é pura questão ética ou moral, é uma questão de sobrevivência, porque se a riqueza não se globaliza, a pobreza de certeza que se globaliza."
Rui marques (Alto-Comissário para a Imigração e Minorias Étnicas) in Actual - 10.12.2005
Rui marques (Alto-Comissário para a Imigração e Minorias Étnicas) in Actual - 10.12.2005
quinta-feira, abril 06, 2006
quarta-feira, abril 05, 2006
Quem tudo quer...
O brasileiro GNT foi descontinuado na grelha da TV Cabo.
Segundo a empresa portuguesa, o canal apresentou preços que impossibilitaram o acordo. Agora vai ser substituido pela TV Record.
Agora GNT quer manter lugar na grelha da TV Cabo.
Pensarão, "afinal falavam a sério". A TV Cabo não é para brincadeiras e ainda é recente a semelhante atitude que tomaram com o canal Discovery.
Quem poderá ficar a vencer será a Cabovisão e mesmo a GNT. Embora a TV Cabo tenha grande cobertura e margem de clientes, a "alternativa" tem um bom serviço e disponibiliza, sem ser a "pagantes", o canal Fox. Sim, esse na TV Cabo está num pacote. Quem tem Cabovisão, vê episódios do Lost antes de eles passarem na RTP, vê também boas séries da HBO como o Deadwood.
A GNT poderá passar a ser mais um canal da Cabovisão que tirará clientes à TV Cabo. Assim espero!
Segundo a empresa portuguesa, o canal apresentou preços que impossibilitaram o acordo. Agora vai ser substituido pela TV Record.
Agora GNT quer manter lugar na grelha da TV Cabo.
Pensarão, "afinal falavam a sério". A TV Cabo não é para brincadeiras e ainda é recente a semelhante atitude que tomaram com o canal Discovery.
Quem poderá ficar a vencer será a Cabovisão e mesmo a GNT. Embora a TV Cabo tenha grande cobertura e margem de clientes, a "alternativa" tem um bom serviço e disponibiliza, sem ser a "pagantes", o canal Fox. Sim, esse na TV Cabo está num pacote. Quem tem Cabovisão, vê episódios do Lost antes de eles passarem na RTP, vê também boas séries da HBO como o Deadwood.
A GNT poderá passar a ser mais um canal da Cabovisão que tirará clientes à TV Cabo. Assim espero!
terça-feira, abril 04, 2006
Foi uma coisa que se lhes deu
O O Espectro acabou. Era o blog do Vasco (Pulido Valente) e da Constança (Cunha e Sá).
Caminhava para um dos blogs políticos portugueses mais visitados mas não passou de uma experiência.
Tal como as crianças que se cansam rápido de um brinquedo e o deixam de lado, assim pareceu O Espectro.
Caminhava para um dos blogs políticos portugueses mais visitados mas não passou de uma experiência.
Tal como as crianças que se cansam rápido de um brinquedo e o deixam de lado, assim pareceu O Espectro.
segunda-feira, abril 03, 2006
Sim ou sopas?
O PSD não existe há seis meses.
Vitalino Canas in Semanário - 24.03.2006
De uma forma global, Marques Mendes tem sabido ser líder da oposição. Se há quem tenha um estilo diferente, quem goste da traulitada, do populismo, e que queira testar isso no PSD, então apresente-se a eleições.
António Capucho in O Independente - 24.03.2006
Vitalino Canas in Semanário - 24.03.2006
De uma forma global, Marques Mendes tem sabido ser líder da oposição. Se há quem tenha um estilo diferente, quem goste da traulitada, do populismo, e que queira testar isso no PSD, então apresente-se a eleições.
António Capucho in O Independente - 24.03.2006
domingo, abril 02, 2006
... dos quem?
"Nos últimos anos Portugal, foi dos poucos países do mundo ocidental a não compreender, além dos circuitos melómanos, a importância fulcral de uns Strokes. Apesar de projectados nas páginas dos jornais, mal se ouviram na rádio e ve-los em palco foi coisa que ainda não conseguimos fazer."
Nuno Galopim in DN:música - 18.11.2005
Espero que não morram na miséria, como Mozart. Este pelo menos 200 anos depois é reconhecido.
Será que os Strokes também?
Nuno Galopim in DN:música - 18.11.2005
Espero que não morram na miséria, como Mozart. Este pelo menos 200 anos depois é reconhecido.
Será que os Strokes também?
sábado, abril 01, 2006
Sítio Lopes-Graça a 1 de Abril?
Dentre as iniciativas já adiantadas, várias delas em articulação com o Instituto das Artes, conta-se a criação do sítio www.lopes-graça.com (a partir de 1 de Abril).
in DN - 16.12.05
Havia a promessa que a 1 de Abril arrancaria um sítio no qual a se mostraria a vida e obra do maestro.
Confirma-se, é pura mentira.
in DN - 16.12.05

Havia a promessa que a 1 de Abril arrancaria um sítio no qual a se mostraria a vida e obra do maestro.
Confirma-se, é pura mentira.
sexta-feira, março 31, 2006
quinta-feira, março 30, 2006
"Superior inteligência feminina"
Uma mulher inteligente, por definição, entende que a proposta de Sócrates não é honra. É um insulto. E, pior que um insulto que mexe com o mérito de cada uma (...) Não garanto. Mas suspeito que a ausência de mulheres no Parlamento (e nos partidos) é a prova acabada da superior inteligência feminina.
João Pereira Coutinho in Expresso - 11.03.2006
João Pereira Coutinho in Expresso - 11.03.2006
O mérito e orgulho delas... o poder deles.
Se é por mérito que as mulheres têm de lá chegar, porque é que apenas um quinto dos deputados são mulheres? Teriamos de concluir duas coisas: que o parlamento que temos é o melhor que podemos ter- o que não deixa de ser um pouco deprimente - e que as mulheres portuguesas são menos capazes do que os homens. Ou podemos concluir o óbvio: que a chegada ao poder não tem, nunca teve e nunca terá nada a ver com o mérito mas com as condições de luta pelo poder. Chega ao poder quem já tem poder.
Daniel Oliveira in Expresso - 11.03.2006
Daniel Oliveira in Expresso - 11.03.2006
quarta-feira, março 29, 2006
Saída airosa do "Circo"
Pelos lados da TVI, premeiam-se as artes circenses dos nacionais VIP (very insignificant people).
Talhado para o sucesso de audiências, o programa tem fracassado Às metas que se propôs.

Dos protestos de associações pró-animal, às críticas dos média, o "Circo das Celebridades" tem vindo a ser chacota da imprensa.
A REMAX, um dos patrocinadores do episódico programa, bateu a porta: saiu com a desculpa que não sabia que estaria a promover o “uso e abuso de animais em circos”.
Será que os senhores da Remax portuguesa alguma vez foram ao Circo em pequenos? Só agora é que repararam que existem animais neste espectáculo?
Para os amantes da teoria da conspiração aqui têm uma: a REMAX deixou de patrocinar o "Circo das Celebridades" da TVI porque não querem ter o seu nome envolvido num programa perdedor.
Talhado para o sucesso de audiências, o programa tem fracassado Às metas que se propôs.
Dos protestos de associações pró-animal, às críticas dos média, o "Circo das Celebridades" tem vindo a ser chacota da imprensa.
A REMAX, um dos patrocinadores do episódico programa, bateu a porta: saiu com a desculpa que não sabia que estaria a promover o “uso e abuso de animais em circos”.
Será que os senhores da Remax portuguesa alguma vez foram ao Circo em pequenos? Só agora é que repararam que existem animais neste espectáculo?
Para os amantes da teoria da conspiração aqui têm uma: a REMAX deixou de patrocinar o "Circo das Celebridades" da TVI porque não querem ter o seu nome envolvido num programa perdedor.
terça-feira, março 28, 2006
Batalhas esquecidas
"Mais do que propaganda católica, o crucifixo faz parte da nossa identidade e é uma chave para compreender os últimos 21 séculos de História. Não tem a ver com a fé. Não tem a ver com Deus. Tem a ver connosco."
João Miguel Tavares in DN - 02.12.2005
Faz parte também da nossa tradição, dessa história de 21 séculos, a criação de um sector público educacional sem simbolos de fé. Por cá, uns cruxifiços vão passando pelos pingos da chuva... há décadas.
João Miguel Tavares in DN - 02.12.2005
Faz parte também da nossa tradição, dessa história de 21 séculos, a criação de um sector público educacional sem simbolos de fé. Por cá, uns cruxifiços vão passando pelos pingos da chuva... há décadas.
segunda-feira, março 27, 2006
Pina Moura faz história
"Quem pensa que a esquerda é mais ciosa da ética política do que a direita tem aqui um exemplo. Ética republicana? Talvez o Dr. Pina Moura seja monárquico"
Pedro Lomba in DN - 06.01.2006
De comunista a "ministro" espanhol, Pina Moura esteve nas bocas do mundo português, há uns meses.
Que estará a preparar? É um poço de surpresas, não nos vai deixar de espantar. Aguardemos.
Pedro Lomba in DN - 06.01.2006
De comunista a "ministro" espanhol, Pina Moura esteve nas bocas do mundo português, há uns meses.
Que estará a preparar? É um poço de surpresas, não nos vai deixar de espantar. Aguardemos.
domingo, março 26, 2006
Sessões continuas
A locomotiva hollywoodesca anuncia Ocean's Thirteen para 2007.
É a velha máxima, enquanto um produto que dá dinheiro vai-se fazendo novas sequelas.
É a velha máxima, enquanto um produto que dá dinheiro vai-se fazendo novas sequelas.
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