"E dou a pensar comigo que Portugal é precisamente isto: um país de segundas filas, tomado por um individualismo feroz, que sufoca as mais elementares noções de cidadania. As pessoas que param o carro em qualquer lado, indiferentes a quem vem atrás de si - porque, afinal, "é só um minutinho" - compõem um dos mais eloquentes retratos dos nossos tiques terceiro-mundistas."
João Miguel Tavares in DN - 30.12.2005
quinta-feira, julho 06, 2006
quarta-feira, julho 05, 2006
Patriotismo
Patriotismo não é só sofrer 90 minutos de futebol e comemorar a vitória com ritmadas buzinadelas e abanares de bandeira.
Patriotismo é também:
- Pagar impostos... que são para todos;
- Respeitar a natureza... que é de todos;
- Respeitar as regras de condução... que envolve todos;
- etc
O segredo do insucesso português passa muito por agirmos individualmente e não como grupo. Lutar pelo bem para todos. Quando nos deixarmos de ter causas breves e passarmos a causas que nos envolvam os 365 dias do ano, venceremos este défice... de patriotismo e teremos uma melhor vida individual e comum.
Patriotismo é também:
- Pagar impostos... que são para todos;
- Respeitar a natureza... que é de todos;
- Respeitar as regras de condução... que envolve todos;
- etc
O segredo do insucesso português passa muito por agirmos individualmente e não como grupo. Lutar pelo bem para todos. Quando nos deixarmos de ter causas breves e passarmos a causas que nos envolvam os 365 dias do ano, venceremos este défice... de patriotismo e teremos uma melhor vida individual e comum.
terça-feira, julho 04, 2006
segunda-feira, julho 03, 2006
Em busca do "verdadeirismo"
Nos EUA goza-se com os argumentos dos Neo-Cons que apoiaram W. Bush. "Daily Show" e "The Colbert Report" fazem-no constantemente. Especialmente este, apresentado por Steven Colbert, usa um argumento que justifica o seu jornalismo: "nas notícias procuro o verdadeirismo dela". Truthtiness.
A capa do New York Post segue esse caminho. Piadola, provocação saloia, patriotismo radical. Sobretudo, anti-jornalista. Uma opinião... "verdadeirista".
A capa do New York Post segue esse caminho. Piadola, provocação saloia, patriotismo radical. Sobretudo, anti-jornalista. Uma opinião... "verdadeirista".
domingo, julho 02, 2006
sábado, julho 01, 2006
Estrelinha do Caravaggio
Não acredito em bruxas nem em santos, mas isto de chegar-se às meias finais de um Euro e de um Mundial de futebol tem algo de muito estranho!
Nos dois eventos chegámos lá com valentia e bom trabalho... em frente então no Mundial!
Nos dois eventos chegámos lá com valentia e bom trabalho... em frente então no Mundial!
sexta-feira, junho 30, 2006
quinta-feira, junho 29, 2006
Hoje há Grandes Músicas
Não as da RFM, que tem essas duas palavras como slogan que repetem até à exaustão por entre faces sorridentes.
As Grandes Músicas estão na RTPN pelas 14h30. São um programa de António Cartaxo (Antena 2) em que contextualiza música clássica, num programa de 25 minutos. Ouvi-la é uma coisa, percebê-la é outra bem diferente. Perceber os contextos em que foram criadas peças de arte, quaisquer que sejam, é uma boa forma de as compreender e apreciar.
As Grandes Músicas estão na RTPN pelas 14h30. São um programa de António Cartaxo (Antena 2) em que contextualiza música clássica, num programa de 25 minutos. Ouvi-la é uma coisa, percebê-la é outra bem diferente. Perceber os contextos em que foram criadas peças de arte, quaisquer que sejam, é uma boa forma de as compreender e apreciar.
quarta-feira, junho 28, 2006
Liberalizar = melhorar viducha
Infarmed: preço dos medicamentos vendidos fora das farmácias está a subir
Liberalizou-se a venda de medicamentos fora das farmácias; liberalizou-se o preço da gasolina. Resultado? Boas vantagens... para quem faz negócio com eles. E o consumidor? Paga mais.
É por isso é que me sinto confiante no nosso futuro sempre que oiço Belmiro e outros que tais que acreditam que o mercado, in the end, beneficia todos.
Negócio é negócio, solidariedade não é negócio. Sem um Estado fiscalizador e sem medo de dar, mas também penalizar quem merece, somos cidadãos nas mãos de quem mais tem e quem mais quer.
Não é preciso mais Estado, é preciso melhor Estado capaz de defender os cidadãos do empresário português avarento e bom palrador.
Acreditam que quando Belmiro Azevedo ou a direcção da Portugal Telecom dizem que a (não) privatização será um excelente negócio para o consumidor? A PT é como um gigante fundo monetário em que clientes e trabalhadores são peças fora do baralho chamado... lucro.
Liberalizou-se a venda de medicamentos fora das farmácias; liberalizou-se o preço da gasolina. Resultado? Boas vantagens... para quem faz negócio com eles. E o consumidor? Paga mais.
É por isso é que me sinto confiante no nosso futuro sempre que oiço Belmiro e outros que tais que acreditam que o mercado, in the end, beneficia todos.
Negócio é negócio, solidariedade não é negócio. Sem um Estado fiscalizador e sem medo de dar, mas também penalizar quem merece, somos cidadãos nas mãos de quem mais tem e quem mais quer.
Não é preciso mais Estado, é preciso melhor Estado capaz de defender os cidadãos do empresário português avarento e bom palrador.
Acreditam que quando Belmiro Azevedo ou a direcção da Portugal Telecom dizem que a (não) privatização será um excelente negócio para o consumidor? A PT é como um gigante fundo monetário em que clientes e trabalhadores são peças fora do baralho chamado... lucro.
terça-feira, junho 27, 2006
A auto-europa não é eterna. Consciencializem-se disso.
São investimentos de médio prazo com tudo planeado, inclusivé, quando começam a laborar já têm uma data previsivel de anos de trabalho. Se A Ford já não mora aqui, a Volkswagen já fez as primeiras ameaças.
Fazer carreira na Auto Europa? Os trabalhadores que não contem com isso. Diversifiquem o vosso saber e comecem a procurar um emprego com mais garantias de futuro e estabilidade. Centenas de trabalhadores da fábrica da Azambuja têm as vidas em suspenso neste momento e não se afigura final feliz.
Há euforia por, finalmente, se ter designado um carro a ser construido nas instalações de Palmela. Por lá, haverá euforia ou depressão daqui a 10 anos?
Fazer carreira na Auto Europa? Os trabalhadores que não contem com isso. Diversifiquem o vosso saber e comecem a procurar um emprego com mais garantias de futuro e estabilidade. Centenas de trabalhadores da fábrica da Azambuja têm as vidas em suspenso neste momento e não se afigura final feliz.
Há euforia por, finalmente, se ter designado um carro a ser construido nas instalações de Palmela. Por lá, haverá euforia ou depressão daqui a 10 anos?
segunda-feira, junho 26, 2006
Dois pontos de vista
Não podemos deixar que tenha armas nuclear alguém que acredita no regresso do 12º imã e no fim do mundo. Este é um privilégio que, a bem dizer, deveria ser reservado a quem acredita no regresso de Cristo e no fim do Mundo.
Rui Tavares in Público - 22.04.2006
domingo, junho 25, 2006
2+2=4
Pessoal! Mais um estudo em que estamos na cauda da europa! Aguentemos firme, mais uma facada na nossa auto-estima. Não têm pena de nós!
Porque é que estes estudos são sempre tendenciosos? Será que "estudaram" as horas que as nossas TVs e Rádios, têm de transmissão do "carnaval" que se passa fora do campo? Será que levaram em conta os minutos que ocupam os nossos telejornais sobre o (não-)futebol? Ganhávamos!
Fora as ironias, agrada-me haver pouco futebol na TV "descodificada", a nossa selecção enche-me as medidas. Acho detestável e dispensável o pagode, as ilusões, o arraial que se faz fora dos 90 minutos de jogo das cores nacionais. É quanto baste. O resto são horas de fait-divers que tiram lugar a... novelas!

Porque é que estes estudos são sempre tendenciosos? Será que "estudaram" as horas que as nossas TVs e Rádios, têm de transmissão do "carnaval" que se passa fora do campo? Será que levaram em conta os minutos que ocupam os nossos telejornais sobre o (não-)futebol? Ganhávamos!
Fora as ironias, agrada-me haver pouco futebol na TV "descodificada", a nossa selecção enche-me as medidas. Acho detestável e dispensável o pagode, as ilusões, o arraial que se faz fora dos 90 minutos de jogo das cores nacionais. É quanto baste. O resto são horas de fait-divers que tiram lugar a... novelas!
sábado, junho 24, 2006
Há dias assim
Lembram-se de um ilumidado que apontava o 23 de Janeiro, como o dia mais depressivo do ano?
O mesmo "cientísta" afirmou: The happiest day is Friday, June 23 this year.
Ontem foi dos piores dias da minha semana.
O mesmo "cientísta" afirmou: The happiest day is Friday, June 23 this year.
Ontem foi dos piores dias da minha semana.
sexta-feira, junho 23, 2006
quinta-feira, junho 22, 2006
Treinador português vs. Scolari
O treinador português foi sempre um flop a lidar com as selecções nacionais, com a sua titulatura de professor, o bigode espesso e uns conhecimentos de futebol que, no fundo, não eram mais que o sumo das conversas de almoços patuscos com dirigentes desportivos e de uma espécie de ciência de balneário à hora do duche.
Scolari pode nem ser muito sofisticado mas trouxe uma seriedade à selecção a que não estávamos habituados.
Pedro Lomba in DN - 16.06.2006
Scolari pode nem ser muito sofisticado mas trouxe uma seriedade à selecção a que não estávamos habituados.
Pedro Lomba in DN - 16.06.2006
quarta-feira, junho 21, 2006
E os privilegiados somos nós
Quem quer melhor trabalho do que ganhar a cima da média e ter o poder de decidir quando se trabalha? Chama-se a isto, um privilégio.
É o que os caríssimos deputados da nossa Assembleia da República são: hoje vão ver o Portugal - México numa pausa que tão conscientemente designaram para si. Não votamos neles para poderem desfrutar de um joguinho de bola, nem muito menos para fazerem um mau trabalho ou mesmo não serem cumpridores de assiduidade.
É uma república portuguesa, concerteza!
É o que os caríssimos deputados da nossa Assembleia da República são: hoje vão ver o Portugal - México numa pausa que tão conscientemente designaram para si. Não votamos neles para poderem desfrutar de um joguinho de bola, nem muito menos para fazerem um mau trabalho ou mesmo não serem cumpridores de assiduidade.
É uma república portuguesa, concerteza!
terça-feira, junho 20, 2006
Coisas que não combinam
Cavaco Silva <=> Ciência
Cavaco Silva <=> Combate à exclusão

Como é bom chegar à idade em que se pode fazer política "à séria".
Cavaco Silva <=> Combate à exclusão

Como é bom chegar à idade em que se pode fazer política "à séria".
segunda-feira, junho 19, 2006
Exmo Prof Dr, vai começar-lhe a doer.
Agrada-me saber que as faculdades vão ter de começar a responsabilizar-se pelas oportunidades de saídas dos seus alunos.
Acomodadas no tempo, têm professores indignados com o "pouco" que ganham e que se esquivam das preocupações dos que, em breve, vão entrar no mercado de trabalho. A maioria das universidades portuguesas limitam-se a ser produtores de canudos e de ocupações de 4, 5 anos aos teenagers portugueses. É estilo, uma ida à tropa, com a diferença de terem exercício intelectual e não físico.
É verdade que o saber universitário não é obrigado a dar emprego, mas mais verdade é que os alunos têm de responsabilizar os seus professores e organizadores de curso por lhes lecionarem o que gostam e não o que é essencial para intervir e vingar no mundo laboral. Quantas vezes, então em cursos que não são remodelados há 20 anos e em que professores estão alheadissimos à anos da realidade de lá fora e que vêm nas aulas da universidade uma forma de "encachar" mais algum à sua pré-reforma, de serem apaparicados pela sua gravata, fatinho e pelo seu prefixo de Dr?
Conheci vários decanos neste estado, e sobretudo, muitos jovens nos "trintas" já acomodados e pouco preocupados com o futuro da sua sociedade e dos que "aturavam" os seus discursos de hora e meia.
Nenhum país avança com universidades que não querem ser pólos de experiência de uma nova e melhor sociedade. Uma universidade que vive para captar o dinheiro dos seus alnos, não é uma escola de sabedoria, é puro negócio.
Que se extingam cursos em desuso. Que o critério de saídas profissionais seja um dos principais para a entrada nas faculdades. Porque as faculdades e cursos que melhor conseguirem colocar os seus alunos, serão certamente as que melhor os preparam para o duros desafios do mercado.
Acomodadas no tempo, têm professores indignados com o "pouco" que ganham e que se esquivam das preocupações dos que, em breve, vão entrar no mercado de trabalho. A maioria das universidades portuguesas limitam-se a ser produtores de canudos e de ocupações de 4, 5 anos aos teenagers portugueses. É estilo, uma ida à tropa, com a diferença de terem exercício intelectual e não físico.

É verdade que o saber universitário não é obrigado a dar emprego, mas mais verdade é que os alunos têm de responsabilizar os seus professores e organizadores de curso por lhes lecionarem o que gostam e não o que é essencial para intervir e vingar no mundo laboral. Quantas vezes, então em cursos que não são remodelados há 20 anos e em que professores estão alheadissimos à anos da realidade de lá fora e que vêm nas aulas da universidade uma forma de "encachar" mais algum à sua pré-reforma, de serem apaparicados pela sua gravata, fatinho e pelo seu prefixo de Dr?
Conheci vários decanos neste estado, e sobretudo, muitos jovens nos "trintas" já acomodados e pouco preocupados com o futuro da sua sociedade e dos que "aturavam" os seus discursos de hora e meia.
Nenhum país avança com universidades que não querem ser pólos de experiência de uma nova e melhor sociedade. Uma universidade que vive para captar o dinheiro dos seus alnos, não é uma escola de sabedoria, é puro negócio.
Que se extingam cursos em desuso. Que o critério de saídas profissionais seja um dos principais para a entrada nas faculdades. Porque as faculdades e cursos que melhor conseguirem colocar os seus alunos, serão certamente as que melhor os preparam para o duros desafios do mercado.
domingo, junho 18, 2006
Nova cara

O blog que os vossos olhos contemplam tem novo template.
O anterior já vinha a servir a causa desde Fevereiro de 2005 e já cansava.
Fiz algumas alterações nas ligações sugeridas, a maioria delas linkam para o Mar Cáustico, e outras sugiro pois acedo regularmente.
Continuem a aturar-me(-nos).
O homem invisível
"Na escola passava a imagem de que era o tipo mais neutro e desinteressante à face da terra. Queria ser invisível"
Nuno Markl in DNa - 02.12.2005
Nuno Markl in DNa - 02.12.2005
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