quinta-feira, julho 20, 2006

o segredo da francezinha

Nunca nenhuma outra sociedade da Europa resistiu à mudança com tanta cegueira e persistência. De Gaulle (salvo erro) dizia que, quando a França precisava de uma reforma, fazia uma revolução. Fez muitas. Para se liberalizar, para se democratizar, para se "estabilizar", ou exactamente para o contrário de tudo isso.

Vasco Pulido Valente in Público - 25.03.2006

quarta-feira, julho 19, 2006

Sinais dos tempos

NBC, CBS, ABC e FOX registaram, na semana de 3 a 9 deste mês, uma média de 20,8 milhões de telespectadores por minuto durante o período de maior audiência, ou seja, o nível mais baixo desde a última semana de Julho de 2005.

Em Portugal, os estudos trimestrais dizem que a rádio e a imprensa escrita perdem receptores. Quanto à TV, não sei ao certo. Outras propostas de comunicação começam a fazer mossa nos meios com prefusão de décadas nas nossas sociedades. Por outro lado, quem não se moderniza morre. E essa bem poderá ser bem a resposta para a crise da e dos jornais.

sábado, julho 15, 2006

Big Show Reportagem

A SIC retoma hoje o espaço "Grande Reportagem", depois de uma pausa, motivada pelo Campeonato do Mundo de Futebol, com uma peça sobre a anorexia.

Isto sim, é reportagem de luxo. "A Anorexia". Certamente que também terão na calha versar aqueles assuntos que de 3 em 3 meses fazem "grandes reportagens" na SIC e da TVI: "escândalo, os relógios e carros de luxo esgotam-se em Portugal!", "descubra os VIPs que fazem as capas da revistas cor-de-rosa!".

Este é o "grande" jornalismo da SIC e TVI. Comparem-no com o 60 minutes que passa na SIC Notícias, ou mesmo com o programa de reportagens da RTP. Este, já muito mais próximo de investigações jornalísticas de que gosto e que levam: a descobrir um prisma novo de um assunto; a expôr realidades incobertas; a dar novidades ao mundo; a dar ao jornalismo o cognome de "quarto poder".

sexta-feira, julho 14, 2006

Relativismo português

Só quem nunca visitou escolas em aldeias remotas do interior do país, onde três ou quatro crianças passam dias monótonos e silenciosos a consolidar a sua solidão, é que pode discordar desta ideia pronunciada pelo primeiro-ministro.

Manuel Carvalho in Público - 26.02.2006

As opiniões rodam ao sabor das décadas. Se há 10/20 anos se dizia que o ideal era as crianças ficarem perto das famílias, não fazendo horas de percurso entre casa e cidade mais próxima, hoje em dia o argumento é outro.

quinta-feira, julho 13, 2006

Um anjo na terra

Ser Papa só pode ser, com toda a certeza, um dos trabalhos mais fáceis do mundo (logo após, provavelmente, o de Presidente da República Portuguesa). Qualquer pequeníssimo passo do Vaticano, por mais imperceptível ou rotineiro, é sempre noticiado como se fosse a chegada à Lua ou a queda do Muro de Berlim.

Rui Tavares in Público - 02.06.2006

quarta-feira, julho 12, 2006

Descubra as diferenças





Enquanto o ataque terrorista em Bombaim faz as machetes dos principais jornais internacionais, em Portugal é quase ignorado (honra seja feita ao Público). Vivemos mesmo na cauda... do mundo.

terça-feira, julho 11, 2006

Gripes veraneantes

Gripe das aves chegou a Espanha

A Portugal nunca mais chega. Malditos correios!

Mandem por correio expresso... DHL ou assim, ok?

segunda-feira, julho 10, 2006

Assuntos esquecidos

O que é feito da bébé raptada em Fevereiro?

Ariel Sharon (1928-?????????) continua em coma?

sábado, julho 08, 2006

Nim!

Adoro a imprensa desportiva portuguesa. Tem sempre um pé na ficção e um neurónio na realidade.

Eis a capa de Segunda-Feira do jornal O Jogo.



De em seguida a capa de Sexta-Feira do Record...



Em que ficamos? Só eles - imprensa desportiva - sabem que nada sabem!

A decisão não está tomada mas uma coisa é certa: embora Scolari ache que o ciclo Portugal está a fechar, ainda tem um filho na faculdade em Lisboa e não domina o inglês de forma a poder fazer mais uns anitos num país da europa.

Como tal, acredito que fique mais dois anos... até o filho ter o canudo. Mas a conversa que Scolari fez ontem - nem sim, nem não - soa-me a não polvilhado de sim para sacudir a pressão...

sexta-feira, julho 07, 2006

"No culebrón não cabem gentes com cancro, meninos da rua reabilitados por uma classe alta compassiva e bem -intencionada, não há referências a obras literárias e nunca, mas nunca a pérfida antagonista se redime publicamente graças ao poder da oração. No
culebrón, enfim, os maus morrem no capítulo final, os bons são uns seres aparvalhados que se apaixonam no primeiro capítulo, no vigésimo descobrem que são irmãos, passam mais cento e oitenta a chorar e lá pelo fim . na altura em que morrem os maus - acabam com tanta desgraça a golpe de lobotomia. São histórias honestas, que entretêm sem malícia e nas quais as donas de casa descansam os olhos enquanto passam a ferro"

Rita Barata Silvério in DNa - 14.10.2005

quinta-feira, julho 06, 2006

Alguém falou em individualismo?

"E dou a pensar comigo que Portugal é precisamente isto: um país de segundas filas, tomado por um individualismo feroz, que sufoca as mais elementares noções de cidadania. As pessoas que param o carro em qualquer lado, indiferentes a quem vem atrás de si - porque, afinal, "é só um minutinho" - compõem um dos mais eloquentes retratos dos nossos tiques terceiro-mundistas."

João Miguel Tavares in DN - 30.12.2005

quarta-feira, julho 05, 2006

Patriotismo

Patriotismo não é só sofrer 90 minutos de futebol e comemorar a vitória com ritmadas buzinadelas e abanares de bandeira.

Patriotismo é também:

- Pagar impostos... que são para todos;
- Respeitar a natureza... que é de todos;
- Respeitar as regras de condução... que envolve todos;
- etc

O segredo do insucesso português passa muito por agirmos individualmente e não como grupo. Lutar pelo bem para todos. Quando nos deixarmos de ter causas breves e passarmos a causas que nos envolvam os 365 dias do ano, venceremos este défice... de patriotismo e teremos uma melhor vida individual e comum.

segunda-feira, julho 03, 2006

Em busca do "verdadeirismo"

Nos EUA goza-se com os argumentos dos Neo-Cons que apoiaram W. Bush. "Daily Show" e "The Colbert Report" fazem-no constantemente. Especialmente este, apresentado por Steven Colbert, usa um argumento que justifica o seu jornalismo: "nas notícias procuro o verdadeirismo dela". Truthtiness.

A capa do New York Post segue esse caminho. Piadola, provocação saloia, patriotismo radical. Sobretudo, anti-jornalista. Uma opinião... "verdadeirista".


domingo, julho 02, 2006

O índice que interessa



Bartoon in Público - 02.07.2006

sábado, julho 01, 2006

Estrelinha do Caravaggio

Não acredito em bruxas nem em santos, mas isto de chegar-se às meias finais de um Euro e de um Mundial de futebol tem algo de muito estranho!

Nos dois eventos chegámos lá com valentia e bom trabalho... em frente então no Mundial!