segunda-feira, julho 31, 2006

Entrentanto, W. Bush continua implementar a paz no Iraque...



"Trinta e oito militares norte-americanos morreram no Iraque durante este mês. As forças dos Estados Unidos sofreram desde o início da guerra 2565 mortos."

in Público - 30.07.2006

domingo, julho 30, 2006

Sim, a Silly Season também tomou conta deste Blog

... e como tal, a edição de posts serão mais espaçados.

Durante as próximas semanas, o calor vai apertar e o raciocínio irá diminuir. Contemplações apareceram no blog com menos frequência.

sábado, julho 29, 2006

Entrámos na Silly Season

Agarrem-me, que me embora vou. É assim que vejo os latidos da pianista Maria João Pires deste final de semana, nos quais quis anunciar ao mundo que tinha comprado casa no Brasil.

Depois de anos a reclamar subsídios, coisa a que a maioria dos portugueses faz, cansada, vai para o hemisfério sul em busca de mais saúde e apoios para a sua carreira e projectos.

Os portugueses excelentíssimos são assim: exigentes e rancorosos com o país em que cresceram.
Se Maria João Pires quisesse apoios não tinha ido para o Brasil, mas para a Escandinávia.

Se José Saramago desejasse mais reconhecimento, não se tinha enfiado num deserto das Canárias, tinha ido para uma urbe de letras.

Portugal não é brilhante em termos de apoios culturais, mas como todos sabem, em países endividados, com orçamentos miseráveis e com povos que dão a maioria a jornais e “culturas” light, o homem/mulher cultura que exige e que salta freneticamente dizendo “eu quero! eu quero! eu quero!” não tem muita sorte.

Boa sorte Maria João Pires. Seja feliz. Cá a esperamos. Porque o português que diz mal da sua terra, volta sempre a ela.

sexta-feira, julho 28, 2006

Dar o exemplo

No melhor português, há um ser inconformado com os estatutos. E que tal fazer-mos o mundo à nossa forma?

Há uma semana, José Miguel Júdice, ex-bastonário da classe dos Advogados, deu uma bastonada naquilo que faz o seu ganha-pão: a lei.

Ai querem processar-me não me deixam falar? Quer dizer que vim perder aqui o meu tempo só para fazer durante meia hora? Então falo até me fartar.

Júdice, não estamos em Cuba. Lá, não há limite para discursos. Fidel Castro não se queixa.

quinta-feira, julho 27, 2006

Mais uma vez, estamos de parabéns

Livraria Bertrand comprada pelo grupo alemão DirectGroup Bertelsmann

Uma das grandes marcas portuguesas em mãos nacionais, foi vendida a patrões estrangeiros. Por um lado é positivo, vai ser melhor gerida; por outro, as marcas que fazem este país são cada vez menos nossas.

Para quando a Portugal Telecom?

quarta-feira, julho 26, 2006

Iraque, Síria, Líbano, Palestina, Jordânia... Israel? É tudo a mesma coisa.

Em 1919, os ingleses anexaram três províncias autónomas (e relativamente sossegadas) do Império Otomano, Mossul de maioria curda, Babilónia de maioria sunita e Bassorá de maioria xiita, e juntaram as três num só Estado, rico em petróleo a sul e norte e
dominado pela minoria sunita do centro. Quase cem anos depois, ainda não se descobriu o que fazer com tão brilhante ideia.

Rui Tavares in Público - 25.03.2006

terça-feira, julho 25, 2006

Fuga para o lado

Valentim Loureiro anunciou que não se vai recanditar à presidência da Liga Portuguesa de Futebol Profissional... mas aproveitou para referir que se candidata à presidência da mesa da Assembleia-Geral da mesma organização.

Alguns membros da nossa sociedade aplaudiram o gesto "nobre". Nobre? Valentim não larga os cargos de poder do futebol e da política nacional há mais de duas décadas, nem permite que o façam... e há pessoas que acham digno uma saída para o lado?

Valentim Loureiro faz lembrar líderes em estados autoritários que, mesmo já com idade para cuidar dos bisnetos, não se afastam do poder porque há contas que a justiça quer ajustar com eles e que, caso saiam, poderão ter uma velhice aos quadradinhos.

Berlusconi já saiu do seu estado de graça. Quando é que retiram a rede a Valentim?

segunda-feira, julho 24, 2006

Construir o futuro

"Acredito que só a memória do passado torna a vida humana. Sem essa memória, podemos perfeitamente pensar que somos diferentes dos romanos do século I d.c. ou dos judeus do século XVI"

Richard Zimler in Público - 16.04.2006

sábado, julho 22, 2006

O Sétimo Sentido



O Sexto Sentido: falar com defuntos;
O Sétimo Sentido: destruir carros

sexta-feira, julho 21, 2006

A crise dos jornais

Numa altura em que os jornais de referências continuam a perder leitores, eis um texto interessante para os que realmente querem que a situação seja travada:

99 Ways to improve your newspaper

Para mim, Destak e Metro não substituem a informação de um jornal como o Público. Reconheço mesmo assim, que poderia fazer um melhor trabalho. Nos jornais, há falta de... notícias. Paradoxal? Não. A imprensa de hoje não se interessa pela distinção, continua a navegar com a terra a vista. Não inova. Talvez o Público ainda seja uma excepção... jornal que enfrenta uma reformulação.

Aguardemos o Sol que José Saraiva apregoou como diferente de tudo e todos. De Sol estão os média nacionais a precisar... e muito!

quinta-feira, julho 20, 2006

o segredo da francezinha

Nunca nenhuma outra sociedade da Europa resistiu à mudança com tanta cegueira e persistência. De Gaulle (salvo erro) dizia que, quando a França precisava de uma reforma, fazia uma revolução. Fez muitas. Para se liberalizar, para se democratizar, para se "estabilizar", ou exactamente para o contrário de tudo isso.

Vasco Pulido Valente in Público - 25.03.2006

quarta-feira, julho 19, 2006

Sinais dos tempos

NBC, CBS, ABC e FOX registaram, na semana de 3 a 9 deste mês, uma média de 20,8 milhões de telespectadores por minuto durante o período de maior audiência, ou seja, o nível mais baixo desde a última semana de Julho de 2005.

Em Portugal, os estudos trimestrais dizem que a rádio e a imprensa escrita perdem receptores. Quanto à TV, não sei ao certo. Outras propostas de comunicação começam a fazer mossa nos meios com prefusão de décadas nas nossas sociedades. Por outro lado, quem não se moderniza morre. E essa bem poderá ser bem a resposta para a crise da e dos jornais.

sábado, julho 15, 2006

Big Show Reportagem

A SIC retoma hoje o espaço "Grande Reportagem", depois de uma pausa, motivada pelo Campeonato do Mundo de Futebol, com uma peça sobre a anorexia.

Isto sim, é reportagem de luxo. "A Anorexia". Certamente que também terão na calha versar aqueles assuntos que de 3 em 3 meses fazem "grandes reportagens" na SIC e da TVI: "escândalo, os relógios e carros de luxo esgotam-se em Portugal!", "descubra os VIPs que fazem as capas da revistas cor-de-rosa!".

Este é o "grande" jornalismo da SIC e TVI. Comparem-no com o 60 minutes que passa na SIC Notícias, ou mesmo com o programa de reportagens da RTP. Este, já muito mais próximo de investigações jornalísticas de que gosto e que levam: a descobrir um prisma novo de um assunto; a expôr realidades incobertas; a dar novidades ao mundo; a dar ao jornalismo o cognome de "quarto poder".

sexta-feira, julho 14, 2006

Relativismo português

Só quem nunca visitou escolas em aldeias remotas do interior do país, onde três ou quatro crianças passam dias monótonos e silenciosos a consolidar a sua solidão, é que pode discordar desta ideia pronunciada pelo primeiro-ministro.

Manuel Carvalho in Público - 26.02.2006

As opiniões rodam ao sabor das décadas. Se há 10/20 anos se dizia que o ideal era as crianças ficarem perto das famílias, não fazendo horas de percurso entre casa e cidade mais próxima, hoje em dia o argumento é outro.

quinta-feira, julho 13, 2006

Um anjo na terra

Ser Papa só pode ser, com toda a certeza, um dos trabalhos mais fáceis do mundo (logo após, provavelmente, o de Presidente da República Portuguesa). Qualquer pequeníssimo passo do Vaticano, por mais imperceptível ou rotineiro, é sempre noticiado como se fosse a chegada à Lua ou a queda do Muro de Berlim.

Rui Tavares in Público - 02.06.2006

quarta-feira, julho 12, 2006

Descubra as diferenças





Enquanto o ataque terrorista em Bombaim faz as machetes dos principais jornais internacionais, em Portugal é quase ignorado (honra seja feita ao Público). Vivemos mesmo na cauda... do mundo.

terça-feira, julho 11, 2006

Gripes veraneantes

Gripe das aves chegou a Espanha

A Portugal nunca mais chega. Malditos correios!

Mandem por correio expresso... DHL ou assim, ok?

segunda-feira, julho 10, 2006

Assuntos esquecidos

O que é feito da bébé raptada em Fevereiro?

Ariel Sharon (1928-?????????) continua em coma?

sábado, julho 08, 2006

Nim!

Adoro a imprensa desportiva portuguesa. Tem sempre um pé na ficção e um neurónio na realidade.

Eis a capa de Segunda-Feira do jornal O Jogo.



De em seguida a capa de Sexta-Feira do Record...



Em que ficamos? Só eles - imprensa desportiva - sabem que nada sabem!

A decisão não está tomada mas uma coisa é certa: embora Scolari ache que o ciclo Portugal está a fechar, ainda tem um filho na faculdade em Lisboa e não domina o inglês de forma a poder fazer mais uns anitos num país da europa.

Como tal, acredito que fique mais dois anos... até o filho ter o canudo. Mas a conversa que Scolari fez ontem - nem sim, nem não - soa-me a não polvilhado de sim para sacudir a pressão...

sexta-feira, julho 07, 2006

"No culebrón não cabem gentes com cancro, meninos da rua reabilitados por uma classe alta compassiva e bem -intencionada, não há referências a obras literárias e nunca, mas nunca a pérfida antagonista se redime publicamente graças ao poder da oração. No
culebrón, enfim, os maus morrem no capítulo final, os bons são uns seres aparvalhados que se apaixonam no primeiro capítulo, no vigésimo descobrem que são irmãos, passam mais cento e oitenta a chorar e lá pelo fim . na altura em que morrem os maus - acabam com tanta desgraça a golpe de lobotomia. São histórias honestas, que entretêm sem malícia e nas quais as donas de casa descansam os olhos enquanto passam a ferro"

Rita Barata Silvério in DNa - 14.10.2005

quinta-feira, julho 06, 2006

Alguém falou em individualismo?

"E dou a pensar comigo que Portugal é precisamente isto: um país de segundas filas, tomado por um individualismo feroz, que sufoca as mais elementares noções de cidadania. As pessoas que param o carro em qualquer lado, indiferentes a quem vem atrás de si - porque, afinal, "é só um minutinho" - compõem um dos mais eloquentes retratos dos nossos tiques terceiro-mundistas."

João Miguel Tavares in DN - 30.12.2005

quarta-feira, julho 05, 2006

Patriotismo

Patriotismo não é só sofrer 90 minutos de futebol e comemorar a vitória com ritmadas buzinadelas e abanares de bandeira.

Patriotismo é também:

- Pagar impostos... que são para todos;
- Respeitar a natureza... que é de todos;
- Respeitar as regras de condução... que envolve todos;
- etc

O segredo do insucesso português passa muito por agirmos individualmente e não como grupo. Lutar pelo bem para todos. Quando nos deixarmos de ter causas breves e passarmos a causas que nos envolvam os 365 dias do ano, venceremos este défice... de patriotismo e teremos uma melhor vida individual e comum.

segunda-feira, julho 03, 2006

Em busca do "verdadeirismo"

Nos EUA goza-se com os argumentos dos Neo-Cons que apoiaram W. Bush. "Daily Show" e "The Colbert Report" fazem-no constantemente. Especialmente este, apresentado por Steven Colbert, usa um argumento que justifica o seu jornalismo: "nas notícias procuro o verdadeirismo dela". Truthtiness.

A capa do New York Post segue esse caminho. Piadola, provocação saloia, patriotismo radical. Sobretudo, anti-jornalista. Uma opinião... "verdadeirista".


domingo, julho 02, 2006

O índice que interessa



Bartoon in Público - 02.07.2006

sábado, julho 01, 2006

Estrelinha do Caravaggio

Não acredito em bruxas nem em santos, mas isto de chegar-se às meias finais de um Euro e de um Mundial de futebol tem algo de muito estranho!

Nos dois eventos chegámos lá com valentia e bom trabalho... em frente então no Mundial!

quinta-feira, junho 29, 2006

Hoje há Grandes Músicas

Não as da RFM, que tem essas duas palavras como slogan que repetem até à exaustão por entre faces sorridentes.

As Grandes Músicas estão na RTPN pelas 14h30. São um programa de António Cartaxo (Antena 2) em que contextualiza música clássica, num programa de 25 minutos. Ouvi-la é uma coisa, percebê-la é outra bem diferente. Perceber os contextos em que foram criadas peças de arte, quaisquer que sejam, é uma boa forma de as compreender e apreciar.

quarta-feira, junho 28, 2006

Liberalizar = melhorar viducha

Infarmed: preço dos medicamentos vendidos fora das farmácias está a subir

Liberalizou-se a venda de medicamentos fora das farmácias; liberalizou-se o preço da gasolina. Resultado? Boas vantagens... para quem faz negócio com eles. E o consumidor? Paga mais.

É por isso é que me sinto confiante no nosso futuro sempre que oiço Belmiro e outros que tais que acreditam que o mercado, in the end, beneficia todos.

Negócio é negócio, solidariedade não é negócio. Sem um Estado fiscalizador e sem medo de dar, mas também penalizar quem merece, somos cidadãos nas mãos de quem mais tem e quem mais quer.

Não é preciso mais Estado, é preciso melhor Estado capaz de defender os cidadãos do empresário português avarento e bom palrador.

Acreditam que quando Belmiro Azevedo ou a direcção da Portugal Telecom dizem que a (não) privatização será um excelente negócio para o consumidor? A PT é como um gigante fundo monetário em que clientes e trabalhadores são peças fora do baralho chamado... lucro.

terça-feira, junho 27, 2006

A auto-europa não é eterna. Consciencializem-se disso.

São investimentos de médio prazo com tudo planeado, inclusivé, quando começam a laborar já têm uma data previsivel de anos de trabalho. Se A Ford já não mora aqui, a Volkswagen já fez as primeiras ameaças.

Fazer carreira na Auto Europa? Os trabalhadores que não contem com isso. Diversifiquem o vosso saber e comecem a procurar um emprego com mais garantias de futuro e estabilidade. Centenas de trabalhadores da fábrica da Azambuja têm as vidas em suspenso neste momento e não se afigura final feliz.

Há euforia por, finalmente, se ter designado um carro a ser construido nas instalações de Palmela. Por lá, haverá euforia ou depressão daqui a 10 anos?

segunda-feira, junho 26, 2006

Dois pontos de vista

Não podemos deixar que tenha armas nuclear alguém que acredita no regresso do 12º imã e no fim do mundo. Este é um privilégio que, a bem dizer, deveria ser reservado a quem acredita no regresso de Cristo e no fim do Mundo.

Rui Tavares in Público - 22.04.2006

domingo, junho 25, 2006

2+2=4

Pessoal! Mais um estudo em que estamos na cauda da europa! Aguentemos firme, mais uma facada na nossa auto-estima. Não têm pena de nós!


Ontem fazia manchete no Público um estudo que afirmava que os portugueses eram o povo que menos acompanhavam os jogos do Mundial de Futebol. Porquê? Simples, nos canais generalistas só temos acesso aos jogos da selecção nacional e a alguns do Brasil.

Porque é que estes estudos são sempre tendenciosos? Será que "estudaram" as horas que as nossas TVs e Rádios, têm de transmissão do "carnaval" que se passa fora do campo? Será que levaram em conta os minutos que ocupam os nossos telejornais sobre o (não-)futebol? Ganhávamos!

Fora as ironias, agrada-me haver pouco futebol na TV "descodificada", a nossa selecção enche-me as medidas. Acho detestável e dispensável o pagode, as ilusões, o arraial que se faz fora dos 90 minutos de jogo das cores nacionais. É quanto baste. O resto são horas de fait-divers que tiram lugar a... novelas!

sábado, junho 24, 2006

Há dias assim

Lembram-se de um ilumidado que apontava o 23 de Janeiro, como o dia mais depressivo do ano?

O mesmo "cientísta" afirmou: The happiest day is Friday, June 23 this year.

Ontem foi dos piores dias da minha semana.

quarta-feira, junho 21, 2006

E os privilegiados somos nós

Quem quer melhor trabalho do que ganhar a cima da média e ter o poder de decidir quando se trabalha? Chama-se a isto, um privilégio.

É o que os caríssimos deputados da nossa Assembleia da República são: hoje vão ver o Portugal - México numa pausa que tão conscientemente designaram para si. Não votamos neles para poderem desfrutar de um joguinho de bola, nem muito menos para fazerem um mau trabalho ou mesmo não serem cumpridores de assiduidade.

É uma república portuguesa, concerteza!

terça-feira, junho 20, 2006

Coisas que não combinam

Cavaco Silva <=> Ciência

Cavaco Silva <=> Combate à exclusão



Como é bom chegar à idade em que se pode fazer política "à séria".

segunda-feira, junho 19, 2006

Exmo Prof Dr, vai começar-lhe a doer.

Agrada-me saber que as faculdades vão ter de começar a responsabilizar-se pelas oportunidades de saídas dos seus alunos.

Acomodadas no tempo, têm professores indignados com o "pouco" que ganham e que se esquivam das preocupações dos que, em breve, vão entrar no mercado de trabalho. A maioria das universidades portuguesas limitam-se a ser produtores de canudos e de ocupações de 4, 5 anos aos teenagers portugueses. É estilo, uma ida à tropa, com a diferença de terem exercício intelectual e não físico.




É verdade que o saber universitário não é obrigado a dar emprego, mas mais verdade é que os alunos têm de responsabilizar os seus professores e organizadores de curso por lhes lecionarem o que gostam e não o que é essencial para intervir e vingar no mundo laboral. Quantas vezes, então em cursos que não são remodelados há 20 anos e em que professores estão alheadissimos à anos da realidade de lá fora e que vêm nas aulas da universidade uma forma de "encachar" mais algum à sua pré-reforma, de serem apaparicados pela sua gravata, fatinho e pelo seu prefixo de Dr?

Conheci vários decanos neste estado, e sobretudo, muitos jovens nos "trintas" já acomodados e pouco preocupados com o futuro da sua sociedade e dos que "aturavam" os seus discursos de hora e meia.

Nenhum país avança com universidades que não querem ser pólos de experiência de uma nova e melhor sociedade. Uma universidade que vive para captar o dinheiro dos seus alnos, não é uma escola de sabedoria, é puro negócio.

Que se extingam cursos em desuso. Que o critério de saídas profissionais seja um dos principais para a entrada nas faculdades. Porque as faculdades e cursos que melhor conseguirem colocar os seus alunos, serão certamente as que melhor os preparam para o duros desafios do mercado.

domingo, junho 18, 2006

Nova cara


O blog que os vossos olhos contemplam tem novo template.
O anterior já vinha a servir a causa desde Fevereiro de 2005 e já cansava.

Fiz algumas alterações nas ligações sugeridas, a maioria delas linkam para o Mar Cáustico, e outras sugiro pois acedo regularmente.

Continuem a aturar-me(-nos).

O homem invisível

"Na escola passava a imagem de que era o tipo mais neutro e desinteressante à face da terra. Queria ser invisível"

Nuno Markl in DNa - 02.12.2005

sábado, junho 17, 2006

Diversidade

Olho para a programação de hoje do canal 1. Vejo, forró, bola e danças. Que diversidade nos dá a RTP1? Nem falo de TVI e SIC, que inundam as nossas noites com "informação" de hora e um quarto - ou será a primeira novela? - e "ficção portuguesa até às 0h30.

A RTP1 tem a obrigação de dar melhor.

sexta-feira, junho 16, 2006

Menos ais

"a nossa maior especialidade - juntamente com o clássico "desenrasca" - é a queixa. A lamúria. O desfiar do rol das desgraças que sempre nos impedem de dar um passo em frente. "Muitos ais". Muito pouco "mais". Andamos com o mundo às costas mas... não fazemos nada com ele. "

Pedro Rolo Duarte in DN - 05.04.2006

quinta-feira, junho 15, 2006

Ai os animais, os animais...

Os animais têm «direitos» como os seres humanos, dizem-nos: porque os animais, como os seres humanos, são capazes de experimentar o sofrimento e a dor. (...)
Mas depois regresso à realidade e sou forçado a emendar: os animais, obviamente não têm «direitos». Nós é que temos «deveres» para com eles: não os abandonar, não os torturar, não inflingir sofrimento desnecessário, mesmo sabendo que, sem experimentação em animais, um cardápio generoso de doenças ficaria sem resposta. (...)
Conceder aos animais um atributo distintivamente humano não é apenas uma forma de «humanizar» os bichos; é, coisa pior, uma forma de «bestializar» os homens.

João Pereira Coutinho in Expresso - 11.03.2006

terça-feira, junho 13, 2006

Santo Bush

Porque é que não derrubaram Franco em Espanha, Caetano em Portugal ou Suharto na Indonésia? O Ocidente não derrubou Saddam em nome da democracia e da humanidade, mas sim por interesses imperialistas.

Tariq Ali, Diário de Notícias 19.03.2006

segunda-feira, junho 12, 2006

Há vida no parque!

Uma das grandes questões nacionais, o Parque Mayer, continua há boa portuguesa em águas de bacalhau. Pára-arranca, pára-arranca, pára-arranca... até chegar à pouca vergonha. Presentemente chegou-se a esta última fase.

Depois de já terem sido gastos mais de dois milhões de euros e de Franj Gehry ter apresentado projecto, membros da Câmara Municipal de Lisboa começam a descartar o projecto do possivelmente mais conceitoado arquitecto vivo. Dizem que querem preservar a fachada do Capitólio. E em meia palavra que não dizem, não querem aprovar o projecto pois "Frank Gehry não é o único no mundo. Temos muitos bons arquitectos em Portugal com muito boa qualidade"

Que categoria! Estamos a um passo breve de pagar mais indeminizações e de ter o berbicacho Mayer parado por mais uns anos. Todos já sabemos que o teatro de revista morreu. Todos sabemos que o Casino Lisboa foi inaugurado e que pretendia resolver o espaço do Parque Mayer. A vida continua e, infelizmente, a incompetência do tira-e-põe-indeminiza-e-faz-novo-estudo não morre.

Viva o luxo.

domingo, junho 11, 2006

Milagres

"Enquanto for mais giro condecorar os U2 que pensar em projectar nossa pop lá fora, enquanto se apostar oficialmente apenas na imagem do velho povo fadista tristonho e melancólico em detrimento das novas gentes pop e cosmopolitas, emquanto não se verificar como a nova imagem internacional positiva e moderna de uma Islândia, uma França ou uma Noruega muito deve à sua recentiva e eficaz exportação pop, não há esforços individuais de bandas ou editores que falam o milagre."

Nuno Galopim in DN:música - 23.09.2005

Viva o Myspace. Um MySpace na net faz mais por uma banda portuguesa do que um editor motivado... em descobrir os novos Delfins.

sábado, junho 10, 2006

sexta-feira, junho 09, 2006

Figo ancestral

Ancient fig clue to first farming

Já se plantava há 12 mil anos na Jordânia.
Madaíl e Scolari congratularam-se com a notícia.

quinta-feira, junho 08, 2006

Um país de comissões

No jornalismo, quem não sabe fazer, ensina; quem não sabe nem ensina, dá pareceres. E quem não se quer comprometer, aceita presidir a uma entidade reguladora. Portugal sempre foi assim. Porque haveria de mudar agora?

Pedro Rolo Duarte in DN - 08.03.2006

quarta-feira, junho 07, 2006

Hã?

"Se tudo o que dá prazer faz mal ou é pecado, o pior inimigo da religião é o aborrecimento".

Frei Bento Domingues in Público - 26.02.2006

domingo, junho 04, 2006

Fazer rir

As séries de humor da SIC ‘Aqui Não Há Quem Viva’ e ‘7 Vidas’ vão apostar em beijos gay para fazer rir os portugueses.

Somos mesmo muito à frente. Penim e Balsemão, descobrem novo "punch" para as suas comédias. Aparentemente, após muitos estudos, chegaram à conclusão que beijos gay dão riso aos telespectadores e audiências a televisões.

Fora dos estudos estiveram. Zézé Camarinha e deputados do PPM e CDS.

sábado, junho 03, 2006

Imundo rural

Querem passar uma tarde bem divertida?

Passem pelas 14.30 pela Av. da Liberdade em Lisboa e façam parte da campanha de marketing com que os empresários agricolas fizeram para afrontar o governo. Chamam-lhe a manifestação pelo "mundo rural", em vez de manifestação do sector agricola contra a falta de cumprimento da política de subsídios. Duas coisas completamente diferentes.

Uma coisa é natureza e ruralidade, outra bem diferente são os senhores que há 20 anos vivem à custa, não da agricultura, mas dos subsidios que têm conseguido arrancar do Governo e da União Europeia. Que fique claro, há empresários rurais que se conseguiram modernizar, que lucram com a terra e que, como tal, não alinham em teatrinhos de meia dúzia de marmanjos (umas centenas, afinal) que sem coragem de dar a cara, arrastam parte da sociedade dizendo que o que está em causa é o mundo rural.

Afinal, quem passar uma tarde bem divertida? Vão mas é à feira do livro que está patente no Parque Eduardo VII.

sexta-feira, junho 02, 2006

Alegre relembrança

"Nada remete para o futuro. Da mesma forma que Portas vestia em campanha pele do Paulinho das feiras, Alegre disfarçou-se de manelinho das estátuas, numa variação sobre temas patrióticos e generalidades políticas com um cheiro insuportável a naftalina. Uma lufada de ar fresco? Há mais ar fresco em hora de ponta junto do asfalto da Segunda Circular."

João Miguel Tavares in DN - 27.01.2006

quarta-feira, maio 31, 2006

O sexo dos velhos

"Existe um poeta que já faleceu, Paulo Leminski, que dizia uma coisa muito interessante acerca do poder. Ele dizia que o poder é o sexo do velhos"

Lenine, cantautor, in DNa – 08.12.2005


terça-feira, maio 30, 2006

Festa do livro

"um livro não está completo, assim como uma partitura musical não está completa se não for tocada e ouvida, transmitida. Um livro também não está completo enquanto não for lido. Por isso dá um grande prazer a gente ouvir a opinião de alguém que leu um livro nosso"

Urbano Tavares Rodrigues in DNa 25.11.2005

segunda-feira, maio 29, 2006

Abram alas para o ...



... Presidente Cavaco, pois hoje inicia a sua primeira iniciativa de contacto com o povão.

Será sobre uma sua mui recente paixão: o combate à exclusão social.

É curioso, mas é verdade. Há pessoas que parecem como o vinho do porto: quanto mais anos passam, melhor ficam. Se não, pensemos. Nos anos 80/90 a política de modernização do país, liderada por Cavaco Silva, criou destabilização e exclusão da sociedade portuguesa.

Felizmente que agora temos como presidente um iluminado que se preocupa com um dos pilares principais das constituições democráticas: combater a desigualdade e discriminação. Pena é que quando teve num cargo em que poderia fazer alguma coisa, tinha dinheiro e acesso às linhas de políticas que movem o país, não o fez.

Agora, paga em sorrisos ou mesmo em miminhos? Combate a desigualdade com um "sinto muito, aguente-se, tenha paciência"?

sábado, maio 27, 2006

O cinema português não vende. Percebam porquê hoje na Dois.

Pelas 23.00 passa Adriana no canal A Dois. Leia-se como este filme tem mais de exercício egocêntrico do realizador do que de produto (também) realizado para o público português.

"Numa ilha remota onde se instalou o luto, um homem decreta que nunca mais haverá sexo nem filhos. A ilha vai ficando deserta e ele decide enviar a sua filha, Adriana, para o continente para constituir família. Adriana começa então uma busca de um homem que a faça procriar e garantir a descendência da ilha."

Com realizadores que andam a brincar aos filmes, menos pessoas afluiram a salas para ver produção nacional. Com menos fundos, menos filmes se realizarão.

sexta-feira, maio 26, 2006

São sempre animados os congressos do CDS. Desta vez, a um presidente inexistente opunha-se um grupo de meninos da linha. A troca de ideias tinha a finura de uma contenda no Bolhão. João Almeira, que mantém sempre aquela invejável jovialidade de quem não ocupa excessivamente a cabeça, lia o discurso de oposição. Como, Pinóquio, Almeida quer vir a ser, um dia, um «menino de verdade».


Daniel Oliveira in Expresso - 13.05.2006

quarta-feira, maio 24, 2006

Dimensão light

Falta a Sócrates a dimensão humana e a cultura - incluindo a democrática - de Guterres.

Raul Vaz in DN - 21.04.2006

terça-feira, maio 23, 2006

Let it burn!

Recentemente veio a debate se se devia ou não conter as imagens de incêndios na informação televisiva. Sob a prática de alguns países, estima-se que se evitar o abuso de imagens de incêndios e de reportagens que chegam a ocupar 70% de um serviço noticioso, poderá evitar que possiveis incendiários passem à acção.

Segundo o DN, não há consenso nos orgãos de comunicação. RTP aprova, SIC e TVI não.

É ideia de certa imprensa, privada, que têm de cobrir tudo pois os portugueses têm direito a saber o que se passa. Se informar é muito desejável, abusar é o quê?
Noutro dia, este foi o tema do Forum TSF. Pessoas indignadas diziam que os fogos não deviam sair do prime time, pois as pessoas precisavam de verem denunciadas certas e determinadas situações, por serem ignoradas pelo poder político.

Mas alguém acredita hoje em dia que é o jornalismo que as resolverá ao as expor? Alguém acredita que este abuso de imagens horríveis é uma função realizada beneméritamente de um quarto poder? Alguém duvida que o facto de povoar hora e meia de telejornal com 50 minutos de pessoas a chorar e chamas a passar, num país em que acontecem imensas coisas (boas e más) num dia-a-dia é sobretudo um acto de luta pelo "share" de audiência e respectiva publicidade?

Bato na mesma tecla de sempre: temos telejornais extensos em demasia, temos a obrigação de os reduzir ao essencial.

Acho muito bem que se informem dos fogos que ocorrem, mas numa reportagem de 30 segundos pode-se muito bem reduzir o caso: onde foi, onde e quando começou, porque tomou as dimensões que tomou, etc.

segunda-feira, maio 22, 2006

Anjos e demónios

Diz o provérbio que " O tempo é o descobridor de todas as coisas".
Não foram precisos anos, nem meses para se começar a talhar a vivência de Francisco Adam e os porquês da sua morte.

O português que fez vender mais revistas e jornais nos últimos tempos, afinal não era tão puro como todos pensavam que fosse quando foi enterrado. Consumira cocaína antes de o seu carro rodopiar na estrada de madrugada. Resultado: duas mortes, uma nação emocionada.

Uma coisa é a imagem que os meios audiovisuais vendem de um actor, outra é a vivência e fraqueza dos mesmos que é mantida fora do braseiro. Para os fãs, ficou anjo. Se anjo na terra fosse, não tinha caído nos maus caminhos que o victimaram.

domingo, maio 21, 2006

O homem invisível

"Na escola passava a imagem de que era o tipo mais neutro e desinteressante à face da terra. Queria ser invisível"

Nuno Markl in DNa - 02.12.2005

sexta-feira, maio 19, 2006

Uma série para rir... na peugada do Gato Fedorento


Aqui Não Há Quem Viva, a sitcom que a SIC estreia hoje no horário nobre (22.15), concorrendo com o Gato Fedorento, à mesma hora, na RTP1.

(...)

Aqui Não Há Quem Viva assume-se como uma série para rir, protagonizada, entre outros, por Nicolau Breyner, Rosa Lobato de Faria, Maria João Abreu, Soraia Chaves, Diogo Morgado e Natalina José, e pensada para reflectir a vida da maioria dos portugueses. Dos espanhóis também, uma vez que foi adaptada de uma série de grande sucesso no país vizinho.

in DN - 19.05.2006

Adaptada de Espanha? Está tudo dito, então. Eis a concorrer com a série de humor mais portuguesa dos últimos anos, um enlatado lá de fora. Sucessos!

A diferença entre um acusado e um não acusado

Manuel Maria Carrilho deu cabo da minha auto-estima: escreveu um livro de 208 páginas a dizer mal dos jornalistas e deixou-me de fora. Comprei Sob o Signo da Verdade no dia em que foi lançado, analisei-o com dedicação de filatelista, esperei ansiosamente por algum parágrafo mais esconso onde emergisse o meu nome. Nada. Tudo em vão. Nem um pequeno impropério, nem um adjectivo violento, nem um comentário agressivo sobre a minha pessoa. Onde é que eu falhei?

João Miguel Tavares in DN - 19.05.2006



Como o país não é civilizado e eu não sou dado à violência física, resta-me escrever e publicar aqui o que diria ao dr. Carrilho se acaso o encontrasse neste instante na rua: "E se o sr. fosse à merda mais as suas invenções delirantes e perseguições disparatadas?" Melhor e mais simplesmente dito: "Porque raio não se enxerga, dr. Carrilho?"

Pedro Rolo Duarte in DN - 17.05.2006

quinta-feira, maio 18, 2006

Manif animalesca

A temporada da tourada abre em Lisboa, com o regresso do palco Campo Pequeno. A temporada da manifestação também e com espectativas arrojadas: No dia 18 de Maio, às 20h, junte-se à ANIMAL na mais importante manifestação anti-touradas do ano.

Depois do apregoado maior concerto do ano - Rock in Rio - fico satisfeito por Portugal ser palco da manif de grande nível.

Depois de meses de pressão premiados - a ridicularização do Circo das Celebridades, já de si ridículo - a associação animal tem já actividades pensadas para as semanas seguintes.

Fonte bem informada disse-nos que as próximas campanhas envolverão manifestações frente à Tasquinha "Zé dos Caracóis", num protesto contra a vil tortura e morte atrós dos simpáticos animaizinhos de casca; bem como uma manif frente à Marisqueira "O Manel" na qual defenderão os direitos de ameijoas, cadelinhas e outros bivalves que todos os dias sofrem de stress horrível e que têm uma morte pouco digna.

terça-feira, maio 16, 2006

Andar às voltas

"Se em 2005 terminávamos a três voltas do vencedor, agora chegamos ao fim a só uma volta."

Tiago Monteiro in Expresso - 13.05.2006

segunda-feira, maio 15, 2006

Prós e Prós



"Aquele não foi um programa de prós e contras mas de prós e prós"

Foi com esta afirmação, que o líder do partido de extrema-direita PNR, Jorge Pinto Coelho, falou sobre o programa de Fátima Campos Ferreira.
Aparentemente, o programa já estava produzido, convidados alinhados, inclusivé a plateia estava esgotada. Uma opinião (muito) diferentesobre os emigrantes brasileiros de Vila de Rei, não poderia ser dade.

Curiosamente, reacções semelhantes foram proferidas por trabalhadores do grupo Portugal Telecom. Quando foi debatida a OPA-Sonae, dos seis elementos em estúdio apenas um manifestou reservas à acção do grupo liderado por Belmiro de Azevedo. Tratava-se do Dr. Murteira Nabo. Os espectadores que trabalhavam pela PT, viam no debate meia dúzia de filósofos de economia, e nenhum profissional de telecomunicações. Imaginem o que é falarem do vosso trabalho, sem nunca antes terem-se relacionado com ele.

Afinal, que profissionalismo é este? Um programa de debate sobre a sociedade civil, com uma maioria de argumentos afáveis e conexos ainda por cima com um nome de "Prós e Contras"? Num país de falinhas mansas, em que seria necessário uma imprensa sem medos e capaz de chamar à capa assuntos que se querem esconder, faz-se despique, entrevista, como se trata-se de uma conversa afável da Ana Sousa Dias.

Venham novos profissionais, venha a irreverência da juventude e a sapiência de quem quer mostrar outros lados do mundo. Renovação é possível e desejável.

domingo, maio 14, 2006

Imprensa cor-de-rosa

Se quererem dizer que estou depimida e com má cara, publicam uma foto em que estou de cabeça baixa, a olhar para o telemóvel, por exemplo.
in Público - 22.04.2006

Clara de Sousa in Público - 22.04.2006

sábado, maio 13, 2006

sexta-feira, maio 12, 2006

O termo "snob" provém do costume de os colégios de Oxford e Cambrige escreverem a palavra "sine nobilitare", ou a abreviatura "s.nob", por debaixo dos nomes dos estudantes, que, ao apresentarem-se a exame, não usufruiam do estatuto de nobre.

Maria Filomema Mónica in Pública - 26.02.2006

quarta-feira, maio 10, 2006

Sabe Deus...

"Perdemos todos os dias em média 50 a 60 pessoas em todo o país, se não mais - se isto não é uma guerra civil, então Deus sabe o que é uma guerra civil"

Iyad Allawi (lider do primeiro governo de transição iraquiano) in BBC - 19.03.2006