domingo, outubro 22, 2006
We'll see it in Dois
sexta-feira, outubro 20, 2006
Privilégios
(...)
A verdadeira abolição de um privilégio é, pois, a sua generalização."
Rui Tavares in Público - 29.04.2006
quarta-feira, outubro 18, 2006
Conviersa de la treta!
Já faltou mais para o 1 de Dezembro, feriado que celebra a independência perante a "província" vizinha. E vem bem a tempo, para finalizar a palermice de notícias que tem assolado a "consciência Ibérica".
Ele foi a notícia do Semanário Sol da primeira edição em que questionava que uma certa percentagem de portugueses gostava de ser espanhol. Agora é esta notícia.
Reflectamos: quantos "espanhóis" querem deixar de o ser, e começar a ser Catalães, Galegos, Bascos?
terça-feira, outubro 17, 2006
O segredo está na soja
Ironia das ironias, se há 10 anos os grandes quinhões eram usados para a criação de gado que alimentaria os grandes companhias de "fast food", hoje é a soja que faz render dinheiro.

Os terrenos queimados da maior floresta virgem planetária servem para alimentar individuos que há bem pouco protestavam contra o seu uso para a criação de gado.
O feitiço virou-se contra o feiticeiro.
domingo, outubro 15, 2006
sexta-feira, outubro 13, 2006
Cíclo vicioso
Nas raras vezes em que o lamento é acompanhado de dados estatísticos, esquecem-se que só comparados com as séries históricas eles fariam sentido. Claro que o nosso ensino tem problemas e que os resultados são piores do que os da Suécia. Mas a verdade é que a Suécia já pouco analfabetismo tinha há 250 anos.
Rui Tavares in Público – 07.10.2006
quarta-feira, outubro 11, 2006
Boas e más ondas II
Há 3 anos Emídio Rangel fez o que lhe pediram. Colocou a rádio com mais audiências e consequentemente, mais fundos publicitários.
A receita foi simples: arrasou com a música; criou programas de fórum à tarde para donas de casa; encontrou um espaço de entrevista para Margarida Marante e Carlos Pinto Coelho; etc. Chamou-lhe renovação.
A TSF de há dois anos para cá vem ao encontro com os que vêm na TSF uma rádio jornal. Respeita a playlist "à lá RFM", mas coloca no ar mais magazines de informação com conteúdos diversificados, sobre temáticas modernas e conduzidos de uma forma dinâmica. No ano passado tivemos o Eureka, o Rádio.com, o Portugal Passado, Pergunta de Ciência, e outros.
Há dias apresentaram nova grelha. Vejo qualidade e diversidade em boa parte dos programas apresentados. Agradam-me o "Sexta-Feira" (com conteúdos da revista 6ª do DN); "Evasões", com conteúdos sobre vinhos, produtos tradicionais portugueses, restaurantes e gastronomia, sugestões de fim-de-semana e eventos e destinos; "A Semana Passada", um magazine semanal de informação de Fernando Alves; o " Mais Cedo ou Mais Tarde" de João Paulo Menezes entre música terá informação sobre cientistas, universitários, divulgadores, entre outros.
Musicalmente, a TSF surpreende com programas que vêm de encontro aos críticos da "ditadura" das listas musicais. " Playlist de... " trará diariamente à antena a escolha sonoras de um convidado. No fim de semana, o "Álbum da Minha Vida" dará a oportunidade de um artista português de falar sobre as suas referências musicais.
Entre programas de géneros habituais, presentes em rádios como a Antena 1, RCP e RR - o debate mensal e semanal, o comentário diário político – estão alguns contra-corrente. A TSF prova que é a novidade, a palavra e a comunicação que prende os ouvintes à rádio. Sem receio de arriscar, faz serviço público.
Morreu a fórmula "mais música e menos palavra" que Emídio Rangel implementou.
terça-feira, outubro 10, 2006
Boas e más ondas
Renascença, a rádio que teve um pássaro na mão e que o deixou voar.
A RR foi líder de audiências durante décadas. Há coisa de poucos anos, bem à portuguesa, decidiram dar azo a "estudos" de audiência. O panorama parecia negro: o público da rádio mais católica de Portugal era cada vez mais envelhecido. Urgia captar ouvintes mais jovens. Olharam para a RFM, playlist para a faixa etária dos 30-50 anos, e viram sucesso e novo modelo. Adoptaram-no. "Mais música (estrangeira), menos (rádio, isto é) palavra". Cortaram com a música portuguesa; com os pivots companheiros das manhãs e das tardes reduzindo-os a "vozes sorridentes" que repetem até à exaustão "temos a melhor música" e que interagem com o público com jogos tão bonitos como o "nem sim nem não" e fazendo a leitura das últimas anedotas que caíram no email. Intercalaram este modelo vencedor, na sua óptica, com a informação de cariz religioso, variada e a desportiva, vertentes ganhadoras do passado.
Em vez de procurar e conquistar ouvintes pela novidade e diferença, os "Miguel Angelos" e Da Vincis" da Renascença, tomaram a decisão mais cómoda: "vamos buscar público à RFM com o modelo que tem vencido desde os anos 80". O resultado está à vista, a sua rádio tem perdido audiência nos últimos trimestres. Tal é o desespero, que nos últimos meses no sítio da rádio abriu um espaço de nome "Consultor Renascença", no qual o ouvinte pode opinar sobre o figurino actual. O grupo que durante anos enfrentou e resistiu à indignação dos músicos nacionais, que com razão protestam contra a falta de música portuguesa nas rádios da companhia, admite agora que programar uma rádio não depende apenas de estudos estatísticos, duvidosos, nem de sábios de rádio.
Vendo o império a desmoronar-se a RR faz a jogada do costume, comunica a mudança e uma nova imagem. Mas falar em mudança, não implica que esta seja realizada. Novamente, afirma o desejo de conquistar públicos novos – os da faixa etária dos 35-54 – quer dar "mais música e menos palavra" aos ouvintes e mais humor. Com a nova imagem, vem a nova assinatura "a Boa Onda da Rádio", mas o produto não sofre alteração. Mesmo o apregoado "aumento de interactividade" já existia no "tomo" da Renascença. Com poupa e circunstância, apresentaram um programa novo e reafirmaram a linha que seguem há 5 anos.
Nem falemos da música que se passa. O ouvinte não é um vegetal mas as rádios com playlists rígidas e cansativas, como a RR e RFM, tratam-no como tal. Talvez por isso a rádio tem perdido ouvintes para podcasts e outros meios. Hoje em dia, novos públicos fazem os seus próprios canais de comunicação.
À Renascença não falta mais humor, mais música, mais interactividade. Falta melhor rádio. O público está cansado dos modelos que dominaram nos anos 80 e 90, prova é que a Rádio Comercial, embora dedicada a uma faixa etária menor, tem comido fatias de ouvintes à RFM… com mais humor, mais interactividade e mais música. Embora para faixas etárias diferentes, mas com uma cultura que vai de encontro ao seu público.
domingo, outubro 08, 2006
sexta-feira, outubro 06, 2006
Bagão, espero que não!
in Expresso - 23.09.2006
Daqui a 30 anos não há reformas como hoje
Bagão Félix in Correio da Manhã - 24.09.2006
Pelo menos, esperemos que existam menos "camaradas ordenados" de forma vitalícia...
quarta-feira, outubro 04, 2006
Que lixo?
Antonio Guerreiro in Actual - 16.09.2006
Reacções: é o mercado, estúpido! Em pleno no século XXI!, é uma situação inadmissível!
Pensar assim o panorama, não vai fazê-lo retroceder aos saudosos tempos em que os livros "nobres" ocupavam os escaparates. Esse tempo já lá vai. Vivemos noutras ânsias: o mercado dá o que o mercado escoa.
A qualidade, só por si já não faz milagres. A vida dos leitores alterou-se. Vive-se em velocidade, a "falta de tempo", o digital fazem com que não seja já o gosto geral da populaça a literatura pesada (em contraste com o termo light).
A quantidade disparatada de livros editada em Portugal, o marketing e o investimento em visibilidade, fazem com que, dizem os entendidos, tenha chegado a crise ao sector livreiro. Por outras palavras, foi sector que já deu bom lucro e que agora, nem quantidade nem qualidade faz milagres para tantas marcas "á mangra".
A dita "literatura de qualidade" tem de ir para as montanhas resistir, contentar-se com os clientes que tem e, sobretudo, trabalhar na sociedade para procurar novos.
terça-feira, outubro 03, 2006
Ninguém, ninguém…

Como o mercado dos gestores não tem como referência o vencimento do primeiro-ministro, ninguém com capacidade será atraído para as empresas públicas.
Baixa o vencimento, mas baixa a qualidade dos gestores, o que significa piores resultados que todos nós pagaremos. Não pagamos o vencimento, mas suportamos o prejuízo da empresa que é bem pior.
Manuela Ferreira Leite in Expresso Economia – 16.09.2006
"Demagogia cara" era o título do texto da ex-Ministra das Finanças, o qual se referia à opção do Governo de limitar os ordenados dos cargos superiores da função pública. Para mim, a citação em cima que o resume, é mesmo uma constatação. Ferreira Leite faz, uma vez mais, demagogia de velho do Restelo.
Não acredito que seja escasso o número de bons gestores e que arranjem todos tenham colocação no "dinâmico" mercado privado português.
Mais, quero acreditar que a saída desses "bons do reino", irá criar oportunidades a gestores jovens, ou a outros arredados por não terem cartão rosa ou laranja, de se desenvolverem e darem melhor rumo a empresas estatais.
Foi o trabalho de gestores públicos de elevadas capacidades, ou de elevados ordenados, que quase fechou uma RTP ou uma Tap. Dinheiro mal gasto, pelos vistos bem empregue na opinião de Ferreira Leite.
domingo, outubro 01, 2006
Vai uma "gaitada"?
Gaiteiros de Lisboa
"Sátiro"
CD BMG 2006

Têm já mais de uma década de trabalho e de desilusões, mas provam que estão para dar e durar porque gostam do que fazem e têm orelhas que apreciam o que "sopram". "Sátiro" foi gravado e, antes de ser editado, andou não sei quantos meses pelas colinas de Lisboa a errar. Ninguém queria lançar um bicho destes.
Gaiteiros de Lisboa mostram-nos com a sua música, a alma de um passado rural e citadino de séculos anteriores, mas também um espírito juvenil e criativo. Letras são do mais português que pode haver: a ruralidade, o satirismo, as tradições, a inconstância dos sentimentos. A música reúne o ritmo português, tambores em percussões variadas, tendo na parte "cantante" as gaitas de foles, a voz, bem como outros instrumentos de sopro como são os casos de clarinetes, saxofones e flauta.
"Sátiro", albúm editado a meio de 2006, mostra uns Gaiteiros de Lisboa plenos de vitalidade. Reafirmando, o seu som tem as características de um Portugal passado a pensar o presente e a refundar o futuro. Em certas "gaitadas" parece estarmos a ouvir jazz de fusão ou música clássica, noutras cremos estar no campo entre sonoridades da ceifa. São vários os temas de raiz popular que os Gaiteiros de Lisboa foram buscar desta vez: "Ai de mim tanta laranja", "As freiras de Santa Clara" e "Se fores ao mar pescar".
O urbano também marca com faixas como a de homenagem "Movimento Perpétuo" a Carlos Paredes ou com o "Os Versos Que te Fiz" cantado pela fadista Mafalda Arnauth.
Uma vez mais digo, a música portuguesa não morre enquanto houver quem goste de fazer de a ouvir. E quem fala em Gaiteiros de Lisboa, fala em muitos mais...
sexta-feira, setembro 29, 2006
Quem muito estuda, pouco faz
quarta-feira, setembro 27, 2006
El nicho
Pedro Rolo Duarte in DN – 27.09.2006
Montar um jornal ou uma revista exige um investimento de grande envergadura, veja-se José Saraiva, que conseguiu reunir 5 milhões de euros para o seu"Sol".
Com a mutação acelerada da Comunicação Social, investir na "qualidade" e no seu "nicho" passa a ser tarefa árdua, se não impossível.
As remodelações de parte da nossa imprensa têm todas convergido para um mesmo posto: o do meio, onde estão as audiências que despoletam interesses publicitários.
Vejam-se as "news magazines" Sábado, Focus e Visão. Desde que a Sábado começou a ganhar terreno à Visão, que esta tirou das capas as reportagens dequalidade substituindo-as por temas que dão a vitória à concorrente: a saúde, a família, etc. O mesmo se aplica à Focus, que com uma entrada fulgorosa no mercado - "vimos para a vitória" – não faz mais do que ir sobrevivendo com os temas medianos das adversárias.
Nas revistas dos jornais de fim de semana temos a mesma história. Os mesmos temas, as mesmas capas. Manuela Moura Guedes era o "assunto" de capa da Tabu (Sol) e Luciana Abreu da Única (Expresso) e certamente que a NS do Diário de Notícias e Jornal de Notícias traria uma jovem esbelta, como é seu hábito.
Estamos condenados à mediania.
Nos diários pagos – nem falemos dos gratuitos - ainda resiste esse "nicho de elite". Mas a tentação de conquistar o "meio" é mais que muita. Veja-se o DN de hoje, que aposta o "popstar" Paulo Coelho para a capa.

Onde eu quero chegar é: o que se vende na imprensa actual não é para todos. Há espaços a preencher, espaços que não dão retorno financeiro desejado a empresas de Media.
Continuo há espera de um jornal, ou de um suplemento/revista, que me façacomprá-lo sem antes procurar a capa e os seus conteúdos.
DNa... eterna saudade.
terça-feira, setembro 26, 2006
Os nomes dos furacões que aí vêm
domingo, setembro 24, 2006
Deus não dorme... mas são os amigos terrestres que nos vão safando
in Correio da Manhã
É caso para dizer, ainda há gajos fixes!
sábado, setembro 23, 2006
Nova imagem da "face de marte"

2006

Diziam os teoricos mais imaginativos, que as imagens da Nasa sobre este rochedo em Marte, revelavam ser trabalho e prova de inteligência extra-terrena.
Novas imagens vieram nesta semana a público.
Agora, só acredita quem quer.
quinta-feira, setembro 21, 2006
Compromisso Portugal II
O compromisso não diz o que pode fazer por Portugal – mas o que o Estado deve fazer para Portugal ser melhor. E a sociedade civil não pode fazer nada?"
Nicolau Santos in Expresso Economia – 16.09.2006
Que compromisso é este, em que se exige da outra parte e não de nós? Alguns sinónimos de compromisso: comprometimento, promessa, prometimento, combinação, acordo, contrato, convenção, ajuste.
Faço minhas as palavras de Nicolau Santos. A segunda patuscada de iluminados "altos quadros", que querem um rumo melhor para Portugal, é pouco mais do que mais um lobbie de pressão de quem mais tem, e de quem mais quer.
Sem dúvidas, todos concordamos que Portugal não é eficaz e que o seu Estado funciona mal. O ritmo de crescimento de Portugal continua a ser baixo comparado com a Grécia, por exemplo.
O compromisso tem de ser de todos, para todos. Bem fiscalizado, porque promessas e boas vontades resumem-se a conversa e os portugueses já não se deixam embalar.
À massa produtiva deste país, a que faz mover as empresas dos que organizam o "Compromisso Portugal", têm sido pedido sacrifícios na perda de nível de vida, com conhecido método "isto não está fácil - apertem o cinto".
Já todos nos comprometemos por Portugal. Falta é o mais difícil: deixar de pedinchar e trabalhar mais.
terça-feira, setembro 19, 2006
Compromisso Portugal
Rui Tavares in Público – 01.07.2006
segunda-feira, setembro 18, 2006
Sol, Expresso e as reviravoltas da imprensa
A moda corrente é reagir fazendo "face liftings" aos jornais, isto é, reajustes gráficos. O Diário de Notícias já fez, o Correio da Manhã e Expresso acabaram de fazer e o Público promete novidades em Janeiro. Dizem os puristas, que o que falta aos jornais para se tornarem atractivos será a reportagem, a notícia exclusiva, a opinião diferente. Dizem que mudar o grafismo não vai inverter o desgaste de vendas.
Não vai, mas ajuda. Na era do imediatismo e do curto, arranjado e simples, um jornal já não pode continuar maçudo e cinzentão. Contudo, concordo 100% que é a falta de jornalismo da "notícia de última hora", da reportagem que se torna notícia nos canais de TV e Rádio, do invulgar, que tem levado os acérrimos consumidores "informação-papel" a desistir da compra diária ou semanal. As novas gerações, já estão perdidas nesta guerra... preferem notícias breves da internet.

A guerra dos semanários
Discordo com muita coisa que José Saraiva diz, mas é sem dúvida, o director de jornais do nosso território mais bem preparado. Manteve durante 20 anos o Expresso na liderança do jornalismo de fim-de-semana, e agora apresenta-nos um jornal que revela experiência.
O Sol esgotou. O Expresso também. Comprei os dois.
Em termos de vendas, só depois do Natal é que começaremos a ter uma ideia de como o panorâma ficará. Não tenho por hábito comprar semanários todas as semanas e assim continuará a ser. Ao sabor da maré, isto é, das notícias e das reportagens, decidirei se compro um deles ou nenhum.
Com a morte do DNa do Diário de Notícias, o único suplemente de que era assaz cliente, encontro satisfação na leitura de algumas edições do Courrier Internacional, do Público e da sua revista Pública.
Em relação ao dois semanários, o Sol é realmente um produto novo, com algumas novidades e várias parcenças. É mais leve, dispensa os cadernos do Expresso de Imobiliário, Emprego e a revista cultural, mas tem no caderno principal um recheio extra política a piscar o olho a vastos públicos. Custa 2 euros, lê-se mais rápido e acredito que, tal como o Expresso, irá esforçar-se para marcar a agenda da imprensa com notícias e exclusivos. Gosto. Desgosto, os opinadores serem, na maioria, os mesmos que há mais de 20 anos opinão em tudo o que é lado. Não há jovens portugueses com opinião sensata e sustentada? Um jornal novo que quer ser jovem, tem de ter nomes incógnitos a participar.
O Expresso tem uma imagem nova que me satisfaz. Mais cor, menos letrinhas. Além da imagem, pouco mudou. O jornalismo, os opinadores, as revistas continuam sensivelmente as mesmas.
E aqui chego ao cerne da questão, o jornal da Impresa mudou a imagem mas ficou com o mesmo esqueleto de há 4 anos. O Sol é mais vivo, actual, fresco, diferente, para quem procura a novidade e não se satisfaz com o "mono-jornalismo" que se pratica em toda a imprensa. A crise passa por aí: ouve-se as notícias na TSF, Antena 1 e RR, e só muda a ordem em que é dada; lê-se nos sites da net, com ordem e frases diferentes; vê-se na TV de semelhante forma, quer seja na RTP, SIC, TVI, cabo ou mesmo nas cadeias internacionais.
Venham então projectos de media, que restituam o que fez da imprensa o quarto poder e uma alegria para a nossa vida em sociedade.
sábado, setembro 16, 2006
quinta-feira, setembro 14, 2006
Uma Verdade Inconveniente
Não vou ver o documentário em que Al Gore dá voz e em que reage contra a destruição do planeta... qual Michael Jackson em videoclip dos anos 90.
Para mim há só "uma verdade inconveniente": Al Gore foi durante oito anos, o vice-primeiro ministro dos EUA, o principal poluidor do planeta azul. Pouco mudou o mundo e agora queixa-se da sua destruição. Lembre-se que quando Clinton o chamou para número dois, Al Gore era tido como um ambientalista que iria trazer para a política assuntos "verdes".
Só um homem poderá não mudar o mundo, mas pode ajudar. Todos somos capazes de mostrar as consequências, mas ajudar a evitá-las...
quarta-feira, setembro 13, 2006
"Isto" aqui
Pedro Mexia in DN - 13.07.06
segunda-feira, setembro 11, 2006
O mundo em queda
Prefiro a abordagem do muito que há ainda para dizer e perceber. Nesse sentido a Dois, fez um excelente trabalho na semana passada. Documentários passaram sobre o que é ser muçulmano hoje em dia, o que é viver numa família de "extremistas", sobre os humanos que encurralados nos andares superiores das torres tiveram de saltar para... o infinito.
Brilhantes perspectivas.
Supreendente foi o documentário Loose Change, a quem dei uma oportunidade. Sendo uma ilustração de uma "teoria da conspiração" sobre os acontecimentos, tomei a decisão de visioná-lo já bem perto do horário de emissão. Acreditando ou não na perspectiva dos autores, está bem trabalhado e tem os argumentos fundamentados com uma enormidade de factos. Quem o vir, ficará com dúvidas sobre as versões oficiais. Pessoalmente continuo a acreditar que foram ataques perpetrados por não-americanos, mas há muita coisa que não bate certo. Um documentário a não perder.
Se em relação ao 11 de Setembro a maioria dos debates é sobre que mudou, prefiro pensar no que não mudou: o sofrimento humano de um ocidental é mais "real" do que de um terreno que habita noutro lado do planeta.
Hoje reviveremos nos media o sofrimento das famílias das vítimas, a "bravura" dos agentes civis, o "profissionalismo" de políticos e governantes americanos. Bem arrumados estão os mesmos sentimentos das famílias de massacrados no Dafur, de dezenas de padecimentos de um naufrágio na Indonésia, das cerca de 100 mortes diárias que aconteceram em Bagdad durante Agosto, dos quase 1000 mortos ocorridos na capital iraquiana a 31/08/2005, ou mesmo dos "bravos" soldados enviados para "restituir" a paz Iraque e que vêm "mudados" fisica e mentalmente. Todos estes factos passam uma vez nos media ocidentais e são arrumados na gaveta.
O mundo Nova Iorquino mudou a 11 de Setembro, outros mudam diáriamente.
Perspectiva jornalística? Um critério de proximidade? Que se mude o jornalismo então, que não se pese o sofrimento humano pela cor da pele, geografia, religião. Só quando nos entendermos é que vamos superar as nossas antipatias.
sábado, setembro 09, 2006
quinta-feira, setembro 07, 2006
Abafo dourado

A investigação "Apito Dourado" parece ter chegado à sua fase "Abafo Dourado".
Nas últimas edições do DN têm saído notícias sobre a eventual programação boavisteira abrital, na qual visavam "aconchegar" resultados.
Digo "Abafo Dourado" pois acredito que estamos na fase final de mais um imeeeeeeeeenso caso judicial à portuguesa: após processo de instrução e julgamento à beira do falhanço, auxiliares de justiça / advogados / whatever, dão à imprensa informações dispersas. É a sua forma de fazer justiça "não ganhamos no tribunal, ganhamos o coração dos portugueses graças ao chavascal feito na imprensa".
Mas não ajuda . Continuamos assim no círculo vicioso do boato, do escandalo, do "eu bem sabia, eles são todos uns corruptos". Sobretudo, não se prova nada. Que justiça temos afinal?
terça-feira, setembro 05, 2006
Portugueses dominam top de vendas
Tudo pessoal conhecido pelos caminhos novos que têm criado para os sons desta terra com mais de 800 anos de vida em comum. São eles: FF, Paulo Gonzo, D'zrt, Floribella, Mickael Carreira... esse Cristiano Ronaldo da nossa música.

Lopes-Graça, rói-se de inveja no túmulo.
domingo, setembro 03, 2006
O preço certo
sexta-feira, setembro 01, 2006
Atingir o estrelato
Haley Joel Osment, o"puto" do Sexto Sentido, já com 18 anos enfrenta possível prisão por posse de marijuana. Por outro lado Tom Chaplin, vocalista de Keane, precisa de reabilitação pois não consegue dominar o consumo de substâncias "viciantes".
São jovens que como outros da sua idade, estão há muito avisados dos resultados que podem obter com o consumo de droga. São exemplos para muitos que consomem os seus trabalhos, são adorados, conhecem muita gente. O que leva-os a precisar destes "aditivos"?
quarta-feira, agosto 30, 2006
Be afraid! Be very, very afraid!
O efeito da borboleta diz: uma borboleta bate asas na China e causa um furacão na América.
Dirá o efeito Canário infectado: um patinar de um Canário provoca um sismo no futebol português?
segunda-feira, agosto 28, 2006
sábado, agosto 26, 2006
quinta-feira, agosto 24, 2006
terça-feira, agosto 22, 2006
"I'm going away for a long, long time. I'm going to Transylvania."

A música pela música. A criatividade, a emoção, a expressão. O mundo das fábulas que fique nele mesmo enterrado.
Descansa em paz, Jon Nödtveidt... na Transilvania, ou lá perto!
domingo, agosto 20, 2006
"Deixem-me ponderar!"
in Público

Cavaco tem agora carta branca para abusar da tipicidade portuguesa. Há um problema? "Vamos ponderar", ou melhor, vamos arrastar a situação pois resolvê-lo é uma carga de trabalhos.
Desempenha bem o papel de presidente da república: passear, discursar, dizer que sim a todos, dizer que está a ponderar...
Fará yoga? Meditará? Certo é que goza férias mais a sua Maria em Boliqueime, como ilustra bem a foto do Expresso desta semana.
sexta-feira, agosto 18, 2006
quarta-feira, agosto 16, 2006
Actual-idade
A verdade é que mais de 20 por cento dos americanos entre os 18 e os 29 anos afirmam hoje que a sua principal fonte de notícias é o «Daily Show», o «Colbert Report» e outros programas cómicos nocturnos. É esta a cultura do «verdadeirismo»
in Actual - 11.03.2006
segunda-feira, agosto 14, 2006
sexta-feira, agosto 11, 2006
Bright Albright
Madeleine Albright - New York Daily News
quarta-feira, agosto 09, 2006
segunda-feira, agosto 07, 2006
domingo, agosto 06, 2006
Acreditar e criticar
Kerry King - Slayer
Com mais de duas décadas de carreira, Slayer continuam em forma e sem receio de dizerem o que pensam.
Enquanto outros representantes do Metal americano "amadureceram" (Metallica e Megadeth), Slayer continuam uma instituição e fiéis aos seus valores. O novo álbum será um vil ataque à religião organizada.
Megadeth, que já criticaram o fanatismo religioso, atacam hoje em dia a política. Dave Mustaine, líder dos Megadeth, é hoje em dia um crente convicto e não quer envolver-se em crítica religiosa. Mas observar aquilo que resultou de um grupo de acontecimentos que tiveram lugar há mais de dois milénios, não será o mesmo que dizer mal de Deus ou dos que acreditam nele.
Aliás, o vocalista de Slayer, Tom Araya, é crente.
Acham que caso exista, Deus, estará orgulhoso das instituições que o dizem representar? Slayer acham que não e, felizmente, têm a liberdade para se exprimir como bem entendem.
sexta-feira, agosto 04, 2006
quarta-feira, agosto 02, 2006
Sempre Ele
Paulo Baldaia in JN - 29.07.2006
segunda-feira, julho 31, 2006
Entrentanto, W. Bush continua implementar a paz no Iraque...

"Trinta e oito militares norte-americanos morreram no Iraque durante este mês. As forças dos Estados Unidos sofreram desde o início da guerra 2565 mortos."
in Público - 30.07.2006
domingo, julho 30, 2006
Sim, a Silly Season também tomou conta deste Blog
Durante as próximas semanas, o calor vai apertar e o raciocínio irá diminuir. Contemplações apareceram no blog com menos frequência.
sábado, julho 29, 2006
Entrámos na Silly Season
Depois de anos a reclamar subsídios, coisa a que a maioria dos portugueses faz, cansada, vai para o hemisfério sul em busca de mais saúde e apoios para a sua carreira e projectos.
Os portugueses excelentíssimos são assim: exigentes e rancorosos com o país em que cresceram.
Se Maria João Pires quisesse apoios não tinha ido para o Brasil, mas para a Escandinávia.
Se José Saramago desejasse mais reconhecimento, não se tinha enfiado num deserto das Canárias, tinha ido para uma urbe de letras.
Portugal não é brilhante em termos de apoios culturais, mas como todos sabem, em países endividados, com orçamentos miseráveis e com povos que dão a maioria a jornais e “culturas” light, o homem/mulher cultura que exige e que salta freneticamente dizendo “eu quero! eu quero! eu quero!” não tem muita sorte.
Boa sorte Maria João Pires. Seja feliz. Cá a esperamos. Porque o português que diz mal da sua terra, volta sempre a ela.
sexta-feira, julho 28, 2006
Dar o exemplo
Há uma semana, José Miguel Júdice, ex-bastonário da classe dos Advogados, deu uma bastonada naquilo que faz o seu ganha-pão: a lei.
Ai querem processar-me não me deixam falar? Quer dizer que vim perder aqui o meu tempo só para fazer durante meia hora? Então falo até me fartar.
Júdice, não estamos em Cuba. Lá, não há limite para discursos. Fidel Castro não se queixa.
quinta-feira, julho 27, 2006
Mais uma vez, estamos de parabéns
Livraria Bertrand comprada pelo grupo alemão DirectGroup Bertelsmann
Uma das grandes marcas portuguesas em mãos nacionais, foi vendida a patrões estrangeiros. Por um lado é positivo, vai ser melhor gerida; por outro, as marcas que fazem este país são cada vez menos nossas.
Para quando a Portugal Telecom?
quarta-feira, julho 26, 2006
Iraque, Síria, Líbano, Palestina, Jordânia... Israel? É tudo a mesma coisa.
dominado pela minoria sunita do centro. Quase cem anos depois, ainda não se descobriu o que fazer com tão brilhante ideia.
Rui Tavares in Público - 25.03.2006
terça-feira, julho 25, 2006
Fuga para o lado
Alguns membros da nossa sociedade aplaudiram o gesto "nobre". Nobre? Valentim não larga os cargos de poder do futebol e da política nacional há mais de duas décadas, nem permite que o façam... e há pessoas que acham digno uma saída para o lado?
Valentim Loureiro faz lembrar líderes em estados autoritários que, mesmo já com idade para cuidar dos bisnetos, não se afastam do poder porque há contas que a justiça quer ajustar com eles e que, caso saiam, poderão ter uma velhice aos quadradinhos.
Berlusconi já saiu do seu estado de graça. Quando é que retiram a rede a Valentim?
segunda-feira, julho 24, 2006
Construir o futuro
Richard Zimler in Público - 16.04.2006
domingo, julho 23, 2006
sábado, julho 22, 2006
sexta-feira, julho 21, 2006
A crise dos jornais
99 Ways to improve your newspaper
Para mim, Destak e Metro não substituem a informação de um jornal como o Público. Reconheço mesmo assim, que poderia fazer um melhor trabalho. Nos jornais, há falta de... notícias. Paradoxal? Não. A imprensa de hoje não se interessa pela distinção, continua a navegar com a terra a vista. Não inova. Talvez o Público ainda seja uma excepção... jornal que enfrenta uma reformulação.
Aguardemos o Sol que José Saraiva apregoou como diferente de tudo e todos. De Sol estão os média nacionais a precisar... e muito!
quinta-feira, julho 20, 2006
o segredo da francezinha
Vasco Pulido Valente in Público - 25.03.2006
quarta-feira, julho 19, 2006
Sinais dos tempos
Em Portugal, os estudos trimestrais dizem que a rádio e a imprensa escrita perdem receptores. Quanto à TV, não sei ao certo. Outras propostas de comunicação começam a fazer mossa nos meios com prefusão de décadas nas nossas sociedades. Por outro lado, quem não se moderniza morre. E essa bem poderá ser bem a resposta para a crise da e dos jornais.
terça-feira, julho 18, 2006
segunda-feira, julho 17, 2006
domingo, julho 16, 2006
sábado, julho 15, 2006
Big Show Reportagem
Isto sim, é reportagem de luxo. "A Anorexia". Certamente que também terão na calha versar aqueles assuntos que de 3 em 3 meses fazem "grandes reportagens" na SIC e da TVI: "escândalo, os relógios e carros de luxo esgotam-se em Portugal!", "descubra os VIPs que fazem as capas da revistas cor-de-rosa!".
Este é o "grande" jornalismo da SIC e TVI. Comparem-no com o 60 minutes que passa na SIC Notícias, ou mesmo com o programa de reportagens da RTP. Este, já muito mais próximo de investigações jornalísticas de que gosto e que levam: a descobrir um prisma novo de um assunto; a expôr realidades incobertas; a dar novidades ao mundo; a dar ao jornalismo o cognome de "quarto poder".
sexta-feira, julho 14, 2006
Relativismo português
Manuel Carvalho in Público - 26.02.2006
As opiniões rodam ao sabor das décadas. Se há 10/20 anos se dizia que o ideal era as crianças ficarem perto das famílias, não fazendo horas de percurso entre casa e cidade mais próxima, hoje em dia o argumento é outro.
quinta-feira, julho 13, 2006
Um anjo na terra
Rui Tavares in Público - 02.06.2006
quarta-feira, julho 12, 2006
Descubra as diferenças



Enquanto o ataque terrorista em Bombaim faz as machetes dos principais jornais internacionais, em Portugal é quase ignorado (honra seja feita ao Público). Vivemos mesmo na cauda... do mundo.
terça-feira, julho 11, 2006
Gripes veraneantes
A Portugal nunca mais chega. Malditos correios!
Mandem por correio expresso... DHL ou assim, ok?
segunda-feira, julho 10, 2006
domingo, julho 09, 2006
sábado, julho 08, 2006
Nim!
Eis a capa de Segunda-Feira do jornal O Jogo.

De em seguida a capa de Sexta-Feira do Record...
Em que ficamos? Só eles - imprensa desportiva - sabem que nada sabem!
A decisão não está tomada mas uma coisa é certa: embora Scolari ache que o ciclo Portugal está a fechar, ainda tem um filho na faculdade em Lisboa e não domina o inglês de forma a poder fazer mais uns anitos num país da europa.
Como tal, acredito que fique mais dois anos... até o filho ter o canudo. Mas a conversa que Scolari fez ontem - nem sim, nem não - soa-me a não polvilhado de sim para sacudir a pressão...
sexta-feira, julho 07, 2006
culebrón, enfim, os maus morrem no capítulo final, os bons são uns seres aparvalhados que se apaixonam no primeiro capítulo, no vigésimo descobrem que são irmãos, passam mais cento e oitenta a chorar e lá pelo fim . na altura em que morrem os maus - acabam com tanta desgraça a golpe de lobotomia. São histórias honestas, que entretêm sem malícia e nas quais as donas de casa descansam os olhos enquanto passam a ferro"
Rita Barata Silvério in DNa - 14.10.2005
quinta-feira, julho 06, 2006
Alguém falou em individualismo?
João Miguel Tavares in DN - 30.12.2005
quarta-feira, julho 05, 2006
Patriotismo
Patriotismo é também:
- Pagar impostos... que são para todos;
- Respeitar a natureza... que é de todos;
- Respeitar as regras de condução... que envolve todos;
- etc
O segredo do insucesso português passa muito por agirmos individualmente e não como grupo. Lutar pelo bem para todos. Quando nos deixarmos de ter causas breves e passarmos a causas que nos envolvam os 365 dias do ano, venceremos este défice... de patriotismo e teremos uma melhor vida individual e comum.
terça-feira, julho 04, 2006
segunda-feira, julho 03, 2006
Em busca do "verdadeirismo"
A capa do New York Post segue esse caminho. Piadola, provocação saloia, patriotismo radical. Sobretudo, anti-jornalista. Uma opinião... "verdadeirista".
domingo, julho 02, 2006
sábado, julho 01, 2006
Estrelinha do Caravaggio
Nos dois eventos chegámos lá com valentia e bom trabalho... em frente então no Mundial!
sexta-feira, junho 30, 2006
quinta-feira, junho 29, 2006
Hoje há Grandes Músicas
As Grandes Músicas estão na RTPN pelas 14h30. São um programa de António Cartaxo (Antena 2) em que contextualiza música clássica, num programa de 25 minutos. Ouvi-la é uma coisa, percebê-la é outra bem diferente. Perceber os contextos em que foram criadas peças de arte, quaisquer que sejam, é uma boa forma de as compreender e apreciar.




