sexta-feira, novembro 17, 2006

What's up Doc?

"A projecção de "The Sky is My Ceiling" do último DocLisboa começara sem som. Tinha apenas legendas em inglês. O jornalista infiltrado mede os ânimos:

"A plateia divide-se entre os que se sentem espertos por estarem a protestar e os que se sentem estúpidos por pertencerem á maioria conformista. Depois alguém anuncia "Já fui perguntar. O filme é mesmo assim". E a plateia divide-se entre os que se sentem espertos por não terem dito nada e os que se sentem estúpidos por serem totalmente destituídos de capacidade para interpretar a arte"

Paulo Moura in Público – 29.10.2006

quarta-feira, novembro 15, 2006

Querido Donald,

Neste momento de grande tristeza, associamo-nos a Donald (Rumsfeld) e a sua família. Com a incerteza do futuro pela frente, aguardamos que lhe sejam dados os devidos subsídios de reinserção na sociedade. Afinal, o senhor já tem alguma idade e, como todos sabemos, é difícil arranjar emprego com cabelos brancos e com poucos conhecimentos. Esperemos que o subsídio de desemprego chegue quanto antes. A vida está cara.



Foi um homem integro, com uma governação cheia de gestos nobres. Apenas tentou erradicar o uso de armas de destruição maciça junto de poços de petróleo, mas foi incompreendido. Levantou areias, areias que se efectivaram em guerra sem fim, mas ninguém lhe reconheceu mérito. Um incompreendido.

Uma vez mais, na saída do governo de George W. Bush, a sua grandeza foi esquecida. Foi obrigado a abandonar a meio a tarefa a que se tinha proposto - seriam necessários mais 15 anos para pacificar o Iraque? - largou a responsabilidade para outros. Afinal, confirma-se: ganha bem quem tem mais responsabilidades porque no fim, quando as coisas dão para o torto, são os ocupantes de grandes cargos que dão a cara. Verdade? Ok, foi a saída de Donald Rumsfeld foi uma vez sem exemplo.

Deus dê muita saúde a Donald Rumsfeld. Vai necessitar pois, se mais algum Bush se candidatar e ganhar a presidência americana daqui a 10 anos, vai ter de estar em forma para ser novamente secretário de estado!

segunda-feira, novembro 13, 2006

Google notícias

O google news português, tem as suas graçolas. Como "máquina" programada que é, por vezes descuida-se. Não manda um cheirinho ou um som inesperado, mas surpreende-nos com diferentes notícias de entretenimento. O que fazem nessa área os seguintes tópicos?

Lisboa: PSP prende assaltante de casais

Detido alegado homicida em Sintra

Humor negro?

sábado, novembro 11, 2006

How does it feel?



Uma tarde, um documentário. No Direction Home: Bob Dylan realizado por Martin Scorsese, realizador de ascendência italiana que, desde 1999, tem dedicado algum do seu tempo à feitura de documentários.

Dylan é um mundo. Fazer o histórico da sua vida social e musical implicaria não 3h30 de filme mas, possivelmente o triplo.

A "espinha" do documentário será o momento negativo que Bob Dylan atravessou por alturas do seu primeiro registo eléctrico. Pegando em imagens de concertos dos anos 1965/66, nos quais era apupado, Martin Scorsese faz uma larga pesquisa dos músicos que ouvia, que admirou e que o influenciou. Faz também um relato dos momentos que marcaram os primeiros 30 anos de vida.

A última hora e meia do documentário foca a questão interessante do Bob Dylan transformado e transtornado pelas críticas de fãs. É curioso visionar que a questão "o artista mudou: ele é falso" repete-se ao longo da história criativa cultural.

Mais, repete-se como o principal valor que leva ao artista mudar: estagnar não é futuro. Assim, procurar novos sons, novas formas de se exprimir e se sentir realizado é a ordem natural das coisas. Tal como é natural a resistência de quem aprecia a cadência de Bob Dylan folk e acústico ao vê-lo a tocar com o poder do eléctrico. Os comentários dos fãs eram reveladores: "vendeu-se à Pop", "é um hipócrita", "é um falso".

Afinal, aquela frase do "death to false Metal", bem como o conceito que encerra, não é tão original como pensava que fosse...

sexta-feira, novembro 10, 2006

Novo santo milagreiro

João Paulo II faz milagre

A confirmar que Karol Wojtila intercedeu terrenamente por um devoto, facto que não sei como se comprovará - ligarão para o céu para falar com o ex-papa? - , teremos um novo santo no altar.

Provas contundentes de milagre vieram a público esta semana: os Genesis de Tony Banks, Phil Collins e Mike Rutherford voltam a reunir-se e preparam nova digressão. Terá João Paulo II intercedido? Gostaria de Genesis?



A haver totalista no Euromilhões desta noite, muitos estão à espera de um milagre seu...

quarta-feira, novembro 08, 2006

segunda-feira, novembro 06, 2006

Navegar, navegar...



Bandeira in DN - 02.10.2006

domingo, novembro 05, 2006

Espécie de comentário

Foi já recolhido o comentário que todo o Portugal aguardava ouvir.

Não é a opinião de José Socrates ou de Cavaco Silva sobre a condenação de Saddam Hussein à pena de morte, mas sim a de Paulo Bento sobre o sketch que o caracteriza, incluido no primeiro episódio do Diz Que é uma Espécie de Magazine.

"Risco ao meio estava exagerado" in Sportugal.pt

sábado, novembro 04, 2006

Ao Sábado temos na internet as capas do:





... e mesmo do DN, quando tem o seu sítio a trabalhar decentemente.
No então, não temos a capa do Sol. Um semanário que se quer tecnológico, fresco e que trabalha de encontro ao cliente mais jovem, não divulga na internet os conteúdos que saem no papel.

Uma forma perfeita de levar o cliente a comprar um dos jornais concorrentes.

Talvez por aí tenhamos a justificação do gráfico do blog Diário de um Quiosque. Representa as vendas dos semanários mais mediáticos da actualidade lusa, numa papelaria anónima:

quinta-feira, novembro 02, 2006

Dimensão light

Falta a Sócrates a dimensão humana e a cultura - incluindo a democrática - de Guterres.

Raul Vaz in DN - 21.04.2006

terça-feira, outubro 31, 2006

"Só queria saber onde é a sala de operações"

Já quase todos ouviram a história: o pai deixou a filha à porta de uma loja chinesa e aguardou no estacionamento. Após uma longa espera, procurou-a no interior da casa comercial, mas ninguém a tinha visto. Num gesto de desespero, chamou a polícia, que, ajudada por cães treinados, conseguiu detectar a jovem. Estava escondida numa zona obscura, de acesso por alçapão, e em várias partes do seu corpo havia marcas enigmáticas. A jovem é libertada... pouco antes de ser "morta para tráfico de órgãos".

in DN - 29.10.2006

Há poucas semanas corria um email com este alerta. No Domingo passado, o DN dedicou, e bem, duas páginas a desconstruir a insinuação tola. Como é que um boato pode prejudicar um sector vivo da economia? Como é que se pode acreditar que em lojas chinesas possam haver salas de operações por baixo de alçapões? Porque é que as pessoas ainda acreditam em mitos urbanos dirigidos de literal má fé?

Interessante peça de jornalismo.

domingo, outubro 29, 2006

Vicente Amigo, o povo está contigo

Pelo menos esteve... em Lisboa até à coisa de uma hora no CCB com o seu septeto.

Grande concerto, de um instrumentista com vasta experiência e não só. Para se tocar assim, não basta ter prática, é preciso ter algo mais e a forma como a guitarra se molda às mãos deste músico é algo raro de se ver. Entre 6 cordas, todos os dedos se mexem em harmonias e notas diferentes fazendo delas um só estilo sonoro: flamenco.

Não sendo número um do flamenco - o nome mais conceituado é Paco De Lucia - Vicente Amigo terá uma abordagem sonora mais forte e ritmada. Pessoalmente prefiro-o ao decano.

quinta-feira, outubro 26, 2006

Há meses, Israel "passeou-se" pelo Líbano

O executivo de Ehud Olmert é um governo fraco; só isso explica as decisões que tomou no início desta crise. Ariel Sharon, que não precisava de mais demonstrações de força, deixou passar provocações iguais ou piores do que os raptos dos soldados israelitas, que aliás não são nada de novo no tabuleiro negocial da região - e
Israel, que já chegou a ter o sequestro oficial legalizado e nesta mesma crise prendeu ministros palestinianos como moeda de troca, sabe disso muito bem. É evidente que o segundo rapto, vindo de território libanês e atravessando a fronteira israelita, foi uma violação grosseira da lei.

Mas daqui não procede que qualquer reacção à ilegalidade seja legal, o que redundaria num mundo sem conta, peso ou medida. Bombardear a capital do país vizinho não é, nunca foi, a reacção legítima a um rapto. Também não é a mais eficaz ou inteligente.

Rui Tavares in Público - 29.07.2006

terça-feira, outubro 24, 2006

Prós e Contras

Só mesmo em Portugal: depois do inicio da "eleição" do maior português dos nossos já oito séculos de história, temos agora outro concurso que quer averiguar o pior português.

É promovido pelo suplemento Inimigo Público e pelo programa da Sic Notícias "O Eixo do mal".

Não votem em mim, por favor.

domingo, outubro 22, 2006

We'll see it in Dois

Aviso à navegação, a primeira curta-metragem de terror made in Portugal, vai passar hoje na Dois. I'll see you in my dreams !

sexta-feira, outubro 20, 2006

Privilégios

"Historicamente, o privilégio é excepcional; dele usufrui uma categoria restrita. Os grandes de Espanha ganharam o privilégio de não tirar o chapéu em frente aos reis. Eram vinte e cinco famílias. A isso é que se chamava, outrora priviligiado. Hoje, chama-se priviligiado a um estudante que não pague o custo total do seu curso ou a alguém que tenha emprego, e este mero facto é a ilustração grotesta de quão baixo e mesquinho descemos na Europa, no período de apenas uma geração. A continuar assim, serão "priviligiados" todos aqueles que não estiverem a morrer de febre hemorrágica em África.

(...)

A verdadeira abolição de um privilégio é, pois, a sua generalização."

Rui Tavares in Público - 29.04.2006

quarta-feira, outubro 18, 2006

Conviersa de la treta!

Quase metade dos espanhóis é favorável a uma união entre Portugal e Espanha

Já faltou mais para o 1 de Dezembro, feriado que celebra a independência perante a "província" vizinha. E vem bem a tempo, para finalizar a palermice de notícias que tem assolado a "consciência Ibérica".

Ele foi a notícia do Semanário Sol da primeira edição em que questionava que uma certa percentagem de portugueses gostava de ser espanhol. Agora é esta notícia.

Reflectamos: quantos "espanhóis" querem deixar de o ser, e começar a ser Catalães, Galegos, Bascos?

terça-feira, outubro 17, 2006

O segredo está na soja

Com ou sem Lula, certo é que a Amazónia continua a perder terreno para a agricultura intensiva.

Ironia das ironias, se há 10 anos os grandes quinhões eram usados para a criação de gado que alimentaria os grandes companhias de "fast food", hoje é a soja que faz render dinheiro.



Os terrenos queimados da maior floresta virgem planetária servem para alimentar individuos que há bem pouco protestavam contra o seu uso para a criação de gado.

O feitiço virou-se contra o feiticeiro.

sexta-feira, outubro 13, 2006

Cíclo vicioso

Mais uma vez, o consenso é o de que o estado da educação em Portugal é catastrófico. Se Vasco Graça Moura diz mata, Vasco Pulido Valente diz esfola, Maria Filomena Mónica desmancha, Miguel Sousa Tavares incinera, António Barreto espalha as cinzas e recomeça o ciclo: os professores são ignorantes, os alunos são violentos, os ministros são dominados pelos sindicatos e os sindicatos sentem prazer em que na escola não se aprenda nada. (…)

Nas raras vezes em que o lamento é acompanhado de dados estatísticos, esquecem-se que só comparados com as séries históricas eles fariam sentido. Claro que o nosso ensino tem problemas e que os resultados são piores do que os da Suécia. Mas a verdade é que a Suécia já pouco analfabetismo tinha há 250 anos.

Rui Tavares in Público – 07.10.2006

quarta-feira, outubro 11, 2006

Boas e más ondas II

Atentos ao fenómeno da comunicação e às suas modificações, a TSF vem com a nova grelha agradar a Gregos e a Troianos.

Há 3 anos Emídio Rangel fez o que lhe pediram. Colocou a rádio com mais audiências e consequentemente, mais fundos publicitários.

A receita foi simples: arrasou com a música; criou programas de fórum à tarde para donas de casa; encontrou um espaço de entrevista para Margarida Marante e Carlos Pinto Coelho; etc. Chamou-lhe renovação.

A TSF de há dois anos para cá vem ao encontro com os que vêm na TSF uma rádio jornal. Respeita a playlist "à lá RFM", mas coloca no ar mais magazines de informação com conteúdos diversificados, sobre temáticas modernas e conduzidos de uma forma dinâmica. No ano passado tivemos o Eureka, o Rádio.com, o Portugal Passado, Pergunta de Ciência, e outros.

Há dias apresentaram nova grelha. Vejo qualidade e diversidade em boa parte dos programas apresentados. Agradam-me o "Sexta-Feira" (com conteúdos da revista 6ª do DN); "Evasões", com conteúdos sobre vinhos, produtos tradicionais portugueses, restaurantes e gastronomia, sugestões de fim-de-semana e eventos e destinos; "A Semana Passada", um magazine semanal de informação de Fernando Alves; o " Mais Cedo ou Mais Tarde" de João Paulo Menezes entre música terá informação sobre cientistas, universitários, divulgadores, entre outros.

Musicalmente, a TSF surpreende com programas que vêm de encontro aos críticos da "ditadura" das listas musicais. " Playlist de... " trará diariamente à antena a escolha sonoras de um convidado. No fim de semana, o "Álbum da Minha Vida" dará a oportunidade de um artista português de falar sobre as suas referências musicais.

Entre programas de géneros habituais, presentes em rádios como a Antena 1, RCP e RR - o debate mensal e semanal, o comentário diário político – estão alguns contra-corrente. A TSF prova que é a novidade, a palavra e a comunicação que prende os ouvintes à rádio. Sem receio de arriscar, faz serviço público.

Morreu a fórmula "mais música e menos palavra" que Emídio Rangel implementou.

terça-feira, outubro 10, 2006

Boas e más ondas

Nas apresentações das novas grelhas da Rádio Renascença e da TSF vejo algumas boas e más ideias. A serem postas em prática neste início de Outubro levar-me-ão, felizmente, a ouvir mais diversidade radiofónica. Hoje opino sobre…

Renascença, a rádio que teve um pássaro na mão e que o deixou voar.

A RR foi líder de audiências durante décadas. Há coisa de poucos anos, bem à portuguesa, decidiram dar azo a "estudos" de audiência. O panorama parecia negro: o público da rádio mais católica de Portugal era cada vez mais envelhecido. Urgia captar ouvintes mais jovens. Olharam para a RFM, playlist para a faixa etária dos 30-50 anos, e viram sucesso e novo modelo. Adoptaram-no. "Mais música (estrangeira), menos (rádio, isto é) palavra". Cortaram com a música portuguesa; com os pivots companheiros das manhãs e das tardes reduzindo-os a "vozes sorridentes" que repetem até à exaustão "temos a melhor música" e que interagem com o público com jogos tão bonitos como o "nem sim nem não" e fazendo a leitura das últimas anedotas que caíram no email. Intercalaram este modelo vencedor, na sua óptica, com a informação de cariz religioso, variada e a desportiva, vertentes ganhadoras do passado.

Em vez de procurar e conquistar ouvintes pela novidade e diferença, os "Miguel Angelos" e Da Vincis" da Renascença, tomaram a decisão mais cómoda: "vamos buscar público à RFM com o modelo que tem vencido desde os anos 80". O resultado está à vista, a sua rádio tem perdido audiência nos últimos trimestres. Tal é o desespero, que nos últimos meses no sítio da rádio abriu um espaço de nome "Consultor Renascença", no qual o ouvinte pode opinar sobre o figurino actual. O grupo que durante anos enfrentou e resistiu à indignação dos músicos nacionais, que com razão protestam contra a falta de música portuguesa nas rádios da companhia, admite agora que programar uma rádio não depende apenas de estudos estatísticos, duvidosos, nem de sábios de rádio.

Vendo o império a desmoronar-se a RR faz a jogada do costume, comunica a mudança e uma nova imagem. Mas falar em mudança, não implica que esta seja realizada. Novamente, afirma o desejo de conquistar públicos novos – os da faixa etária dos 35-54 – quer dar "mais música e menos palavra" aos ouvintes e mais humor. Com a nova imagem, vem a nova assinatura "a Boa Onda da Rádio", mas o produto não sofre alteração. Mesmo o apregoado "aumento de interactividade" já existia no "tomo" da Renascença. Com poupa e circunstância, apresentaram um programa novo e reafirmaram a linha que seguem há 5 anos.

Nem falemos da música que se passa. O ouvinte não é um vegetal mas as rádios com playlists rígidas e cansativas, como a RR e RFM, tratam-no como tal. Talvez por isso a rádio tem perdido ouvintes para podcasts e outros meios. Hoje em dia, novos públicos fazem os seus próprios canais de comunicação.

À Renascença não falta mais humor, mais música, mais interactividade. Falta melhor rádio. O público está cansado dos modelos que dominaram nos anos 80 e 90, prova é que a Rádio Comercial, embora dedicada a uma faixa etária menor, tem comido fatias de ouvintes à RFM… com mais humor, mais interactividade e mais música. Embora para faixas etárias diferentes, mas com uma cultura que vai de encontro ao seu público.

sexta-feira, outubro 06, 2006

quarta-feira, outubro 04, 2006

Que lixo?

A lógica editorial, percebemos hoje perfeitamente, não é diferente da que governa a televisão e os jornais: o lixo atrai o lixo e partir de certa altura todo o circuito (edição, distribuição, comercialização) não consegue alimentar-se de outra coisa, não tem tempo nem espaço para funcionar de outra maneira

Antonio Guerreiro in Actual - 16.09.2006


Reacções: é o mercado, estúpido! Em pleno no século XXI!, é uma situação inadmissível!

Pensar assim o panorama, não vai fazê-lo retroceder aos saudosos tempos em que os livros "nobres" ocupavam os escaparates. Esse tempo já lá vai. Vivemos noutras ânsias: o mercado dá o que o mercado escoa.

A qualidade, só por si já não faz milagres. A vida dos leitores alterou-se. Vive-se em velocidade, a "falta de tempo", o digital fazem com que não seja já o gosto geral da populaça a literatura pesada (em contraste com o termo light).

A quantidade disparatada de livros editada em Portugal, o marketing e o investimento em visibilidade, fazem com que, dizem os entendidos, tenha chegado a crise ao sector livreiro. Por outras palavras, foi sector que já deu bom lucro e que agora, nem quantidade nem qualidade faz milagres para tantas marcas "á mangra".

A dita "literatura de qualidade" tem de ir para as montanhas resistir, contentar-se com os clientes que tem e, sobretudo, trabalhar na sociedade para procurar novos.

terça-feira, outubro 03, 2006

Ninguém, ninguém…



Como o mercado dos gestores não tem como referência o vencimento do primeiro-ministro, ninguém com capacidade será atraído para as empresas públicas.

Baixa o vencimento, mas baixa a qualidade dos gestores, o que significa piores resultados que todos nós pagaremos. Não pagamos o vencimento, mas suportamos o prejuízo da empresa que é bem pior.

Manuela Ferreira Leite in Expresso Economia – 16.09.2006

"Demagogia cara" era o título do texto da ex-Ministra das Finanças, o qual se referia à opção do Governo de limitar os ordenados dos cargos superiores da função pública. Para mim, a citação em cima que o resume, é mesmo uma constatação. Ferreira Leite faz, uma vez mais, demagogia de velho do Restelo.

Não acredito que seja escasso o número de bons gestores e que arranjem todos tenham colocação no "dinâmico" mercado privado português.

Mais, quero acreditar que a saída desses "bons do reino", irá criar oportunidades a gestores jovens, ou a outros arredados por não terem cartão rosa ou laranja, de se desenvolverem e darem melhor rumo a empresas estatais.

Foi o trabalho de gestores públicos de elevadas capacidades, ou de elevados ordenados, que quase fechou uma RTP ou uma Tap. Dinheiro mal gasto, pelos vistos bem empregue na opinião de Ferreira Leite.

domingo, outubro 01, 2006

Vai uma "gaitada"?

Hoje comemora-se o dia Mundial da Música. Decido celebrar a criatividade da música nacional, passando em revista o CD daquela que é, para mim, a banda mais portuguesa de Portugal: Gaiteiros de Lisboa.

Gaiteiros de Lisboa
"Sátiro"
CD BMG 2006



Têm já mais de uma década de trabalho e de desilusões, mas provam que estão para dar e durar porque gostam do que fazem e têm orelhas que apreciam o que "sopram". "Sátiro" foi gravado e, antes de ser editado, andou não sei quantos meses pelas colinas de Lisboa a errar. Ninguém queria lançar um bicho destes.

Gaiteiros de Lisboa mostram-nos com a sua música, a alma de um passado rural e citadino de séculos anteriores, mas também um espírito juvenil e criativo. Letras são do mais português que pode haver: a ruralidade, o satirismo, as tradições, a inconstância dos sentimentos. A música reúne o ritmo português, tambores em percussões variadas, tendo na parte "cantante" as gaitas de foles, a voz, bem como outros instrumentos de sopro como são os casos de clarinetes, saxofones e flauta.

"Sátiro", albúm editado a meio de 2006, mostra uns Gaiteiros de Lisboa plenos de vitalidade. Reafirmando, o seu som tem as características de um Portugal passado a pensar o presente e a refundar o futuro. Em certas "gaitadas" parece estarmos a ouvir jazz de fusão ou música clássica, noutras cremos estar no campo entre sonoridades da ceifa. São vários os temas de raiz popular que os Gaiteiros de Lisboa foram buscar desta vez: "Ai de mim tanta laranja", "As freiras de Santa Clara" e "Se fores ao mar pescar".

O urbano também marca com faixas como a de homenagem "Movimento Perpétuo" a Carlos Paredes ou com o "Os Versos Que te Fiz" cantado pela fadista Mafalda Arnauth.

Uma vez mais digo, a música portuguesa não morre enquanto houver quem goste de fazer de a ouvir. E quem fala em Gaiteiros de Lisboa, fala em muitos mais...

sexta-feira, setembro 29, 2006

Quem muito estuda, pouco faz

"Meticulosamente, consegui contar mais de dez entidades publicas envolvidas em cerca de 28 ‘Estudos’, ‘Acções’e ‘Projectos’ realizados sobre a Lagoa de Óbidos desde há 15 anos. No mês passado, ao anunciar o lançamento de um estudo de impacte ambiental, o Ministério do Ambiente decidiu acrescentar mais um número a este vasto lote."

Maria Teresa Goulão in Sol – 16.09.2006

quarta-feira, setembro 27, 2006

El nicho

"onde alguns vêem o "fim" da imprensa de referência, do jornalismo de profundidade, eu vejo exactamente o recomeço. A remodelação do Expresso é, nessa medida, exemplar, porque deixa ao seu concorrente a tarefa de "sujar as mãos" no jornalismo popular e mantém a aparência, ainda que baixe a fasquia. O Expresso deixa vago o degrau imediatamente abaixo, para o Sol, e o degrau acima, para quem quiser chegar-se à frente. (…) Se os anunciantes que procuram a elite de poder, realmente alvo dos seus produtos, perceberem o que se está a passar, está criada a janela de oportunidade para novos jornais, novas revistas - mais exigentes e de grande qualidade, assumidamente dirigidas a quem agora se sente desconfortável com estes formatos de imprensa abrangente e "multipistas". Há nichos de um mercado quesó pode crescer."

Pedro Rolo Duarte in DN – 27.09.2006

Montar um jornal ou uma revista exige um investimento de grande envergadura, veja-se José Saraiva, que conseguiu reunir 5 milhões de euros para o seu"Sol".

Com a mutação acelerada da Comunicação Social, investir na "qualidade" e no seu "nicho" passa a ser tarefa árdua, se não impossível.

As remodelações de parte da nossa imprensa têm todas convergido para um mesmo posto: o do meio, onde estão as audiências que despoletam interesses publicitários.

Vejam-se as "news magazines" Sábado, Focus e Visão. Desde que a Sábado começou a ganhar terreno à Visão, que esta tirou das capas as reportagens dequalidade substituindo-as por temas que dão a vitória à concorrente: a saúde, a família, etc. O mesmo se aplica à Focus, que com uma entrada fulgorosa no mercado - "vimos para a vitória" – não faz mais do que ir sobrevivendo com os temas medianos das adversárias.

Nas revistas dos jornais de fim de semana temos a mesma história. Os mesmos temas, as mesmas capas. Manuela Moura Guedes era o "assunto" de capa da Tabu (Sol) e Luciana Abreu da Única (Expresso) e certamente que a NS do Diário de Notícias e Jornal de Notícias traria uma jovem esbelta, como é seu hábito.

Estamos condenados à mediania.

Nos diários pagos – nem falemos dos gratuitos - ainda resiste esse "nicho de elite". Mas a tentação de conquistar o "meio" é mais que muita. Veja-se o DN de hoje, que aposta o "popstar" Paulo Coelho para a capa.



Onde eu quero chegar é: o que se vende na imprensa actual não é para todos. Há espaços a preencher, espaços que não dão retorno financeiro desejado a empresas de Media.

Continuo há espera de um jornal, ou de um suplemento/revista, que me façacomprá-lo sem antes procurar a capa e os seus conteúdos.

DNa... eterna saudade.

terça-feira, setembro 26, 2006

Os nomes dos furacões que aí vêm

Como é que são dados os nomes aos furacões que assolam o Atlântico? No Expresso da semana passada davam a explicação. Ainda não estão formados, mas já estão batizados.

sábado, setembro 23, 2006

Nova imagem da "face de marte"

1976


2006


Diziam os teoricos mais imaginativos, que as imagens da Nasa sobre este rochedo em Marte, revelavam ser trabalho e prova de inteligência extra-terrena.

Novas imagens vieram nesta semana a público.
Agora, só acredita quem quer.

quinta-feira, setembro 21, 2006

Compromisso Portugal II

"Na verdade, perpassa por todo o texto a boa aposta em menos mas melhor Estado. Mas, à ideia de menos Estado nas empresas, na Segurança Social, nos serviços públicos, etc., não é contraposta nem uma única ideia sobre a responsabilidade ética, económica ambiental e social de gestores e empresários, afinal os que constituem este movimento, na criação de um país melhor.

O compromisso não diz o que pode fazer por Portugal – mas o que o Estado deve fazer para Portugal ser melhor. E a sociedade civil não pode fazer nada?"

Nicolau Santos in Expresso Economia – 16.09.2006

Que compromisso é este, em que se exige da outra parte e não de nós? Alguns sinónimos de compromisso: comprometimento, promessa, prometimento, combinação, acordo, contrato, convenção, ajuste.

Faço minhas as palavras de Nicolau Santos. A segunda patuscada de iluminados "altos quadros", que querem um rumo melhor para Portugal, é pouco mais do que mais um lobbie de pressão de quem mais tem, e de quem mais quer.

Sem dúvidas, todos concordamos que Portugal não é eficaz e que o seu Estado funciona mal. O ritmo de crescimento de Portugal continua a ser baixo comparado com a Grécia, por exemplo.

O compromisso tem de ser de todos, para todos. Bem fiscalizado, porque promessas e boas vontades resumem-se a conversa e os portugueses já não se deixam embalar.

À massa produtiva deste país, a que faz mover as empresas dos que organizam o "Compromisso Portugal", têm sido pedido sacrifícios na perda de nível de vida, com conhecido método "isto não está fácil - apertem o cinto".

Já todos nos comprometemos por Portugal. Falta é o mais difícil: deixar de pedinchar e trabalhar mais.

terça-feira, setembro 19, 2006

Compromisso Portugal

O Público de quinta-feira passada citava as opiniões de dois representantes da nossa direita instruída e urbana, Basílio Horta e Francisco Van Zeller. Para o primeiro, presidente da Agência Portuguesa para o Investimento, “vamos ter um problema sério” se não pudermos emitir mais dióxido de carbono e se não pudermos construir mais em áreas protegidas. Por pura curiosidade, eu gostaria que emitíssemos dióxido de carbono e construíssemos à vontade, apenas para saber qual seria depois o novo “problema sério” que justificaria então, depois de estragado o país, o atraso económico persistente.

Rui Tavares in Público – 01.07.2006

segunda-feira, setembro 18, 2006

Sol, Expresso e as reviravoltas da imprensa

Numa altura em que a impressa de "rotativa" reduz mês a mês as suas tiragens, é positivo termos um novo semanário em Portugal.

A moda corrente é reagir fazendo "face liftings" aos jornais, isto é, reajustes gráficos. O Diário de Notícias já fez, o Correio da Manhã e Expresso acabaram de fazer e o Público promete novidades em Janeiro. Dizem os puristas, que o que falta aos jornais para se tornarem atractivos será a reportagem, a notícia exclusiva, a opinião diferente. Dizem que mudar o grafismo não vai inverter o desgaste de vendas.

Não vai, mas ajuda. Na era do imediatismo e do curto, arranjado e simples, um jornal já não pode continuar maçudo e cinzentão. Contudo, concordo 100% que é a falta de jornalismo da "notícia de última hora", da reportagem que se torna notícia nos canais de TV e Rádio, do invulgar, que tem levado os acérrimos consumidores "informação-papel" a desistir da compra diária ou semanal. As novas gerações, já estão perdidas nesta guerra... preferem notícias breves da internet.




A guerra dos semanários

Discordo com muita coisa que José Saraiva diz, mas é sem dúvida, o director de jornais do nosso território mais bem preparado. Manteve durante 20 anos o Expresso na liderança do jornalismo de fim-de-semana, e agora apresenta-nos um jornal que revela experiência.

O Sol esgotou. O Expresso também. Comprei os dois.

Em termos de vendas, só depois do Natal é que começaremos a ter uma ideia de como o panorâma ficará. Não tenho por hábito comprar semanários todas as semanas e assim continuará a ser. Ao sabor da maré, isto é, das notícias e das reportagens, decidirei se compro um deles ou nenhum.

Com a morte do DNa do Diário de Notícias, o único suplemente de que era assaz cliente, encontro satisfação na leitura de algumas edições do Courrier Internacional, do Público e da sua revista Pública.

Em relação ao dois semanários, o Sol é realmente um produto novo, com algumas novidades e várias parcenças. É mais leve, dispensa os cadernos do Expresso de Imobiliário, Emprego e a revista cultural, mas tem no caderno principal um recheio extra política a piscar o olho a vastos públicos. Custa 2 euros, lê-se mais rápido e acredito que, tal como o Expresso, irá esforçar-se para marcar a agenda da imprensa com notícias e exclusivos. Gosto. Desgosto, os opinadores serem, na maioria, os mesmos que há mais de 20 anos opinão em tudo o que é lado. Não há jovens portugueses com opinião sensata e sustentada? Um jornal novo que quer ser jovem, tem de ter nomes incógnitos a participar.

O Expresso tem uma imagem nova que me satisfaz. Mais cor, menos letrinhas. Além da imagem, pouco mudou. O jornalismo, os opinadores, as revistas continuam sensivelmente as mesmas.

E aqui chego ao cerne da questão, o jornal da Impresa mudou a imagem mas ficou com o mesmo esqueleto de há 4 anos. O Sol é mais vivo, actual, fresco, diferente, para quem procura a novidade e não se satisfaz com o "mono-jornalismo" que se pratica em toda a imprensa. A crise passa por aí: ouve-se as notícias na TSF, Antena 1 e RR, e só muda a ordem em que é dada; lê-se nos sites da net, com ordem e frases diferentes; vê-se na TV de semelhante forma, quer seja na RTP, SIC, TVI, cabo ou mesmo nas cadeias internacionais.

Venham então projectos de media, que restituam o que fez da imprensa o quarto poder e uma alegria para a nossa vida em sociedade.

quinta-feira, setembro 14, 2006

Uma Verdade Inconveniente

Al Gore anda muito criativo, agora que as eleições americanas se aproximam.

Não vou ver o documentário em que Al Gore dá voz e em que reage contra a destruição do planeta... qual Michael Jackson em videoclip dos anos 90.

Para mim há só "uma verdade inconveniente": Al Gore foi durante oito anos, o vice-primeiro ministro dos EUA, o principal poluidor do planeta azul. Pouco mudou o mundo e agora queixa-se da sua destruição. Lembre-se que quando Clinton o chamou para número dois, Al Gore era tido como um ambientalista que iria trazer para a política assuntos "verdes".

Só um homem poderá não mudar o mundo, mas pode ajudar. Todos somos capazes de mostrar as consequências, mas ajudar a evitá-las...


quarta-feira, setembro 13, 2006

"Isto" aqui

"Não sei exactamente qual é o estado da Nação. Creio que não se recomenda, porque nunca se recomenda. Sei que teremos mais dois anos e meio, talvez seis e meio, disto. De socialismo sem cafeína, com um tecnocrata colérico mas reservado. De bloquismo bloqueado, entre o desengravatamento e o aburguesamento. De comunismo igual a sempre, barroco na linguagem maniqueísta a descambar para António Aleixo. De uma direita que não esconde algum contentamento por ver a esquerda fazer o seu trabalho sujo, enquanto se mantém aninhada entre o apagamento de Mendes e as Equipas de Nossa Senhora de Ribeiro e Castro. Não sei exactamente qual é o estado da Nação. Mas creio que não se recomenda."

Pedro Mexia in DN - 13.07.06

segunda-feira, setembro 11, 2006

O mundo em queda

O mundo mudou. Verdade. É essa perspectiva que programas como "Clube de Jornalistas", "Prós e Contras", e um número maior de programas de estações de TV e Rádio têm estado a abordar os cinco anos que se passaram. É um comportamento autista, simplista que não analisa, mas apenas repete a cassete que responsáveis e pachorrentos tem vindo a passar desde há cinco anos.


Prefiro a abordagem do muito que há ainda para dizer e perceber. Nesse sentido a Dois, fez um excelente trabalho na semana passada. Documentários passaram sobre o que é ser muçulmano hoje em dia, o que é viver numa família de "extremistas", sobre os humanos que encurralados nos andares superiores das torres tiveram de saltar para... o infinito.



Brilhantes perspectivas.

Supreendente foi o documentário Loose Change, a quem dei uma oportunidade. Sendo uma ilustração de uma "teoria da conspiração" sobre os acontecimentos, tomei a decisão de visioná-lo já bem perto do horário de emissão. Acreditando ou não na perspectiva dos autores, está bem trabalhado e tem os argumentos fundamentados com uma enormidade de factos. Quem o vir, ficará com dúvidas sobre as versões oficiais. Pessoalmente continuo a acreditar que foram ataques perpetrados por não-americanos, mas há muita coisa que não bate certo. Um documentário a não perder.

Se em relação ao 11 de Setembro a maioria dos debates é sobre que mudou, prefiro pensar no que não mudou: o sofrimento humano de um ocidental é mais "real" do que de um terreno que habita noutro lado do planeta.

Hoje reviveremos nos media o sofrimento das famílias das vítimas, a "bravura" dos agentes civis, o "profissionalismo" de políticos e governantes americanos. Bem arrumados estão os mesmos sentimentos das famílias de massacrados no Dafur, de dezenas de padecimentos de um naufrágio na Indonésia, das cerca de 100 mortes diárias que aconteceram em Bagdad durante Agosto, dos quase 1000 mortos ocorridos na capital iraquiana a 31/08/2005, ou mesmo dos "bravos" soldados enviados para "restituir" a paz Iraque e que vêm "mudados" fisica e mentalmente. Todos estes factos passam uma vez nos media ocidentais e são arrumados na gaveta.

O mundo Nova Iorquino mudou a 11 de Setembro, outros mudam diáriamente.
Perspectiva jornalística? Um critério de proximidade? Que se mude o jornalismo então, que não se pese o sofrimento humano pela cor da pele, geografia, religião. Só quando nos entendermos é que vamos superar as nossas antipatias.

quinta-feira, setembro 07, 2006

Abafo dourado



A investigação "Apito Dourado" parece ter chegado à sua fase "Abafo Dourado".
Nas últimas edições do DN têm saído notícias sobre a eventual programação boavisteira abrital, na qual visavam "aconchegar" resultados.

Digo "Abafo Dourado" pois acredito que estamos na fase final de mais um imeeeeeeeeenso caso judicial à portuguesa: após processo de instrução e julgamento à beira do falhanço, auxiliares de justiça / advogados / whatever, dão à imprensa informações dispersas. É a sua forma de fazer justiça "não ganhamos no tribunal, ganhamos o coração dos portugueses graças ao chavascal feito na imprensa".

Mas não ajuda . Continuamos assim no círculo vicioso do boato, do escandalo, do "eu bem sabia, eles são todos uns corruptos". Sobretudo, não se prova nada. Que justiça temos afinal?

terça-feira, setembro 05, 2006

Portugueses dominam top de vendas

Pulo de alegria ao saber que o top nacional de vendas de música desta semana está repleto de sons portugueses.

Tudo pessoal conhecido pelos caminhos novos que têm criado para os sons desta terra com mais de 800 anos de vida em comum. São eles: FF, Paulo Gonzo, D'zrt, Floribella, Mickael Carreira... esse Cristiano Ronaldo da nossa música.



Lopes-Graça, rói-se de inveja no túmulo.

domingo, setembro 03, 2006

O preço certo

Bela sugestão a do blog A Trompa.

Quem dê com discos portugueses à venda a preços dignos, decentes e justos (a menos de 10 euros) por favor reporte a ocorrência aos concidadãos.

Escrevam no forum o respectivo local e preço onde se poderão encontrar.

sexta-feira, setembro 01, 2006

Atingir o estrelato

Cada vez mais me convenço que para se ser famoso não basta aparecer frente às câmaras.

Haley Joel Osment, o"puto" do Sexto Sentido, já com 18 anos enfrenta possível prisão por posse de marijuana. Por outro lado Tom Chaplin, vocalista de Keane, precisa de reabilitação pois não consegue dominar o consumo de substâncias "viciantes".

São jovens que como outros da sua idade, estão há muito avisados dos resultados que podem obter com o consumo de droga. São exemplos para muitos que consomem os seus trabalhos, são adorados, conhecem muita gente. O que leva-os a precisar destes "aditivos"?

quarta-feira, agosto 30, 2006

Be afraid! Be very, very afraid!

Gripe das Aves: Canários infectados com vírus H5N1 no Sul do Vietname

O efeito da borboleta diz: uma borboleta bate asas na China e causa um furacão na América.

Dirá o efeito Canário infectado: um patinar de um Canário provoca um sismo no futebol português?

terça-feira, agosto 22, 2006

"I'm going away for a long, long time. I'm going to Transylvania."

Foi esta a frase que o vocalista de Dissection, Jon Nödtveidt, deixou a um amigo pouco antes de se suicidar num aparato "satânico".

São estas acções que dão má fama a um dos mais criativos panoramas musicais: o Metal. Dissection, uma banda que melhorou a fusão Death Black Metal que já se vinha fazendo desde os fins da década de 80, teve em Jon Nödtveidt o seu polémico vocalista/guitarrista. Polémico por ter cumprido pena por assassínio e por dar voz a uma forma de satanismo que muitos acreditam que não passa de fábula de rock-star. Quem a criou, vê agora a segunda geração, a que acreditou nela, a fazer disparates. Assassinios, igrejas queimadas, suicídios...

A música pela música. A criatividade, a emoção, a expressão. O mundo das fábulas que fique nele mesmo enterrado.

Descansa em paz, Jon Nödtveidt... na Transilvania, ou lá perto!

domingo, agosto 20, 2006

"Deixem-me ponderar!"

"Cavaco Silva: envio de militares portugueses para o Líbano ponderado com cautela
in Público




Cavaco tem agora carta branca para abusar da tipicidade portuguesa. Há um problema? "Vamos ponderar", ou melhor, vamos arrastar a situação pois resolvê-lo é uma carga de trabalhos.

Desempenha bem o papel de presidente da república: passear, discursar, dizer que sim a todos, dizer que está a ponderar...

Fará yoga? Meditará? Certo é que goza férias mais a sua Maria em Boliqueime, como ilustra bem a foto do Expresso desta semana.

sexta-feira, agosto 18, 2006

Corridas



Niquel Náusea

quarta-feira, agosto 16, 2006

Actual-idade

A verdade é que mais de 20 por cento dos americanos entre os 18 e os 29 anos afirmam hoje que a sua principal fonte de notícias é o «Daily Show», o «Colbert Report» e outros programas cómicos nocturnos. É esta a cultura do «verdadeirismo»


in Actual - 11.03.2006

sexta-feira, agosto 11, 2006

Bright Albright

Não me parece que o mundo fosse muito diferente se fosse dirigido por mulheres. Se acreditam nisso, é porque se devem ter esquecido dos vossos anos de liceu.

Madeleine Albright - New York Daily News

quarta-feira, agosto 09, 2006

Ódios

African elephants hate the hills

Um carro com baixa cilindrada, também.

domingo, agosto 06, 2006

Acreditar e criticar

I don't really have a life philosophy; my thing is just rebelling against pretty much organized religion. That is my main thing, because personally I think it's a crutch for people that are too weak to get through life on their own. I'm the kind of guy that says if I don't see it, then it doesn't work. And nobody can show me God.

Kerry King - Slayer

Com mais de duas décadas de carreira, Slayer continuam em forma e sem receio de dizerem o que pensam.

Enquanto outros representantes do Metal americano "amadureceram" (Metallica e Megadeth), Slayer continuam uma instituição e fiéis aos seus valores. O novo álbum será um vil ataque à religião organizada.

Megadeth, que já criticaram o fanatismo religioso, atacam hoje em dia a política. Dave Mustaine, líder dos Megadeth, é hoje em dia um crente convicto e não quer envolver-se em crítica religiosa. Mas observar aquilo que resultou de um grupo de acontecimentos que tiveram lugar há mais de dois milénios, não será o mesmo que dizer mal de Deus ou dos que acreditam nele.

Aliás, o vocalista de Slayer, Tom Araya, é crente.

Acham que caso exista, Deus, estará orgulhoso das instituições que o dizem representar? Slayer acham que não e, felizmente, têm a liberdade para se exprimir como bem entendem.


quarta-feira, agosto 02, 2006

Sempre Ele

"Deus é a mais esfarrapada das desculpas utilizadas pelos homens que procuram o poder de mandar na vida dos outros"

Paulo Baldaia in JN - 29.07.2006

segunda-feira, julho 31, 2006

Entrentanto, W. Bush continua implementar a paz no Iraque...



"Trinta e oito militares norte-americanos morreram no Iraque durante este mês. As forças dos Estados Unidos sofreram desde o início da guerra 2565 mortos."

in Público - 30.07.2006

domingo, julho 30, 2006

Sim, a Silly Season também tomou conta deste Blog

... e como tal, a edição de posts serão mais espaçados.

Durante as próximas semanas, o calor vai apertar e o raciocínio irá diminuir. Contemplações apareceram no blog com menos frequência.

sábado, julho 29, 2006

Entrámos na Silly Season

Agarrem-me, que me embora vou. É assim que vejo os latidos da pianista Maria João Pires deste final de semana, nos quais quis anunciar ao mundo que tinha comprado casa no Brasil.

Depois de anos a reclamar subsídios, coisa a que a maioria dos portugueses faz, cansada, vai para o hemisfério sul em busca de mais saúde e apoios para a sua carreira e projectos.

Os portugueses excelentíssimos são assim: exigentes e rancorosos com o país em que cresceram.
Se Maria João Pires quisesse apoios não tinha ido para o Brasil, mas para a Escandinávia.

Se José Saramago desejasse mais reconhecimento, não se tinha enfiado num deserto das Canárias, tinha ido para uma urbe de letras.

Portugal não é brilhante em termos de apoios culturais, mas como todos sabem, em países endividados, com orçamentos miseráveis e com povos que dão a maioria a jornais e “culturas” light, o homem/mulher cultura que exige e que salta freneticamente dizendo “eu quero! eu quero! eu quero!” não tem muita sorte.

Boa sorte Maria João Pires. Seja feliz. Cá a esperamos. Porque o português que diz mal da sua terra, volta sempre a ela.

sexta-feira, julho 28, 2006

Dar o exemplo

No melhor português, há um ser inconformado com os estatutos. E que tal fazer-mos o mundo à nossa forma?

Há uma semana, José Miguel Júdice, ex-bastonário da classe dos Advogados, deu uma bastonada naquilo que faz o seu ganha-pão: a lei.

Ai querem processar-me não me deixam falar? Quer dizer que vim perder aqui o meu tempo só para fazer durante meia hora? Então falo até me fartar.

Júdice, não estamos em Cuba. Lá, não há limite para discursos. Fidel Castro não se queixa.

quinta-feira, julho 27, 2006

Mais uma vez, estamos de parabéns

Livraria Bertrand comprada pelo grupo alemão DirectGroup Bertelsmann

Uma das grandes marcas portuguesas em mãos nacionais, foi vendida a patrões estrangeiros. Por um lado é positivo, vai ser melhor gerida; por outro, as marcas que fazem este país são cada vez menos nossas.

Para quando a Portugal Telecom?

quarta-feira, julho 26, 2006

Iraque, Síria, Líbano, Palestina, Jordânia... Israel? É tudo a mesma coisa.

Em 1919, os ingleses anexaram três províncias autónomas (e relativamente sossegadas) do Império Otomano, Mossul de maioria curda, Babilónia de maioria sunita e Bassorá de maioria xiita, e juntaram as três num só Estado, rico em petróleo a sul e norte e
dominado pela minoria sunita do centro. Quase cem anos depois, ainda não se descobriu o que fazer com tão brilhante ideia.

Rui Tavares in Público - 25.03.2006

terça-feira, julho 25, 2006

Fuga para o lado

Valentim Loureiro anunciou que não se vai recanditar à presidência da Liga Portuguesa de Futebol Profissional... mas aproveitou para referir que se candidata à presidência da mesa da Assembleia-Geral da mesma organização.

Alguns membros da nossa sociedade aplaudiram o gesto "nobre". Nobre? Valentim não larga os cargos de poder do futebol e da política nacional há mais de duas décadas, nem permite que o façam... e há pessoas que acham digno uma saída para o lado?

Valentim Loureiro faz lembrar líderes em estados autoritários que, mesmo já com idade para cuidar dos bisnetos, não se afastam do poder porque há contas que a justiça quer ajustar com eles e que, caso saiam, poderão ter uma velhice aos quadradinhos.

Berlusconi já saiu do seu estado de graça. Quando é que retiram a rede a Valentim?

segunda-feira, julho 24, 2006

Construir o futuro

"Acredito que só a memória do passado torna a vida humana. Sem essa memória, podemos perfeitamente pensar que somos diferentes dos romanos do século I d.c. ou dos judeus do século XVI"

Richard Zimler in Público - 16.04.2006

sábado, julho 22, 2006

O Sétimo Sentido



O Sexto Sentido: falar com defuntos;
O Sétimo Sentido: destruir carros

sexta-feira, julho 21, 2006

A crise dos jornais

Numa altura em que os jornais de referências continuam a perder leitores, eis um texto interessante para os que realmente querem que a situação seja travada:

99 Ways to improve your newspaper

Para mim, Destak e Metro não substituem a informação de um jornal como o Público. Reconheço mesmo assim, que poderia fazer um melhor trabalho. Nos jornais, há falta de... notícias. Paradoxal? Não. A imprensa de hoje não se interessa pela distinção, continua a navegar com a terra a vista. Não inova. Talvez o Público ainda seja uma excepção... jornal que enfrenta uma reformulação.

Aguardemos o Sol que José Saraiva apregoou como diferente de tudo e todos. De Sol estão os média nacionais a precisar... e muito!

quinta-feira, julho 20, 2006

o segredo da francezinha

Nunca nenhuma outra sociedade da Europa resistiu à mudança com tanta cegueira e persistência. De Gaulle (salvo erro) dizia que, quando a França precisava de uma reforma, fazia uma revolução. Fez muitas. Para se liberalizar, para se democratizar, para se "estabilizar", ou exactamente para o contrário de tudo isso.

Vasco Pulido Valente in Público - 25.03.2006

quarta-feira, julho 19, 2006

Sinais dos tempos

NBC, CBS, ABC e FOX registaram, na semana de 3 a 9 deste mês, uma média de 20,8 milhões de telespectadores por minuto durante o período de maior audiência, ou seja, o nível mais baixo desde a última semana de Julho de 2005.

Em Portugal, os estudos trimestrais dizem que a rádio e a imprensa escrita perdem receptores. Quanto à TV, não sei ao certo. Outras propostas de comunicação começam a fazer mossa nos meios com prefusão de décadas nas nossas sociedades. Por outro lado, quem não se moderniza morre. E essa bem poderá ser bem a resposta para a crise da e dos jornais.