terça-feira, maio 08, 2007

Uma questão de fé

A Igreja Católica eliminou o limbo, onde a tradição católica colocava as crianças que morriam sem receber o baptismo, considerando que aquele reflectia "uma visão excessivamente restritiva da salvação".

Ora aí está.
Quem diga que a religião católica é uma torre fechada e que não se altera consoante a actualidade que a percorre, só pode estar de má fé.

Leeeeeeeeeentamente, os dogmas são aperfeiçoados dos ensinamentos que o profeta deixou.

Após séculos de muito estudo, agora sabe-se que "as crianças não baptizadas que morrem se salvarão e desfrutarão da visão de Deus". Como poderosa nossa a mente interpretativa. Os dois milénios de história cristã são assentes em relatos escritos de quem não presenciou os actos Jesus Cristo. A igreja transformou-se, até hoje, naquilo que o homem quis e não nos ensinamentos profundos de bondade. Teoria e prática.

Quiça, daqui a 200 anos haja uma nota da Santa Fé a elucidar-nos como é a decoração no purgatório... justificarão dizendo que vem tudo no livro.

domingo, maio 06, 2007

"Um artista assim aparece de 100 em 100 anos"



"Todo o país sabe, começando por Jardim, que as eleições não serviram para nada. A ninguém passará pela cabeça que, depois de ter tomado as decisões que tomou em relação a abusos financeiros do Governo Regional, Lisboa se disponha a ceder só porque o PSD / Madeira reeditou ou reforçou a maioria absoluta com que governa há três décadas."

Fernando Madrinha in Expresso - 05.05.2007

Onde estão as oportunidades?

Um dos problemas recorrentes de Portugal é a falta de oportunidades.

Temos cada vez mais jovens com estudos superiores, mas não temos mercado de trabalho de lhes dê... uma oportunidade. Por outro lado, o Estado português treme perante a União Europeia pois os níveis de formação inferiores à média. Não será mais importante um indice de desemprego de licenciados?

Como se resolve o problema à portuguesa? Não se combate emprego precário, o a empresa que suga subsidios e que não tem futuro, empresário incapaz, não se estimula a criação de oportunidades para os jovens (e adultos) mostrarem o que valem. Impinge-se mais cursos aos "que não fazem nada".

Em Portugal, a formação não serve para fim a que se propõe: não cria massa pensante, capaz de criar empresas e trabalho. Não muda o país. Frusta as espectativas de quem dedicou muita da sua vida a estudar. Mesmo assim, quem governa acha que pode fazer dos seus cidadãos, estudantes profissionais.

A campanha Novas Oportunidades resulta desse principio. Não é para mudar o país, é para mudar as estatísticas, pois a formação dada é má e desadequada ao mercado.

Louvo o regresso da revista NS ao bom jornalismo, ao ângulo da notícia diluída no movimento da sociedade. Num excelente artigo da edição de ontem, a NS foi entrevistar formados superiores de profissões visadas na publicidade do Novas Oportunidades. Na capa, um jovem que, tal como Pedro Abrunhosa formou-se no convervatório, mostra o seu "orgulho" por ser vendedor de automóveis.

Mais do que formação, precisamos de uma grande visão, seriedade, coragem e adequação à realidade de quem nos governa. Mais oportunidades e formação de excelência.

sábado, maio 05, 2007

A Cerelac que nos une

"Os governos do nosso tempo já quase são irrelevantes, já não controlam o movimento do dinheiro, o movimento das pessoas, só controlam um exército e umas forças policiais relativamente pequenas. O dinheiro não é controlado pelos Estados mas por empresas."

Shimon Peres in Expresso - 28.04.2007

quinta-feira, maio 03, 2007

Democracia às 20 horas

Se há fenómeno que, por mais tempo que passe, continuo a ser incapaz de compreender, é mesmo o da subserviência dos telejornais ao horário estabe- lecido pelos partidos. Como se a informação pudesse ser ordenada de fora para dentro das televisões, por dá cá aquela palha um líder político marca uma conferência de imprensa para as 20.00 - e os três canais abertos obedecem cegamente e transmitem em directo...

Pedro Rolo Duarte in DN - 21.03.2007

E dura, dura, dura. Como as pilhas duracell ou como o morfina. Quanto mais as televisões cedem, pior é.

Nestas últimas semanas foram, directos de candidatos ao poleiro no partido pequenino (PP), conferências sobre operações às carótidas, e agora essa temática tão importante aos 10 milhões de portugueses como é se Carmona fica ou não fica.

É com estas notícias que temos mais emprego, mais oportunidades, uma auto-estima revigorada enquanto país? Não, são informações que fazem de nós Portugal pasmacento de há décadas para cá.

Nunca me esqueço do rescaldo das últimas eleições autárquicas de Lisboa. A reacção de vitória de Carmona Rodrigues era oca. Dizia qualquer coisa como "ganhámos, agora vamos trabalhar em prol dos lisboetas". Traduzindo, "ok, esqueçam os sorrisos e as boas vontades expressas em campanha... o futuro é o que Deus quizer e logo o desenrascamos consoante a maré".

Cada vez mais a política é isto, um caminho traçado dia a dia consoante estímulos e oportunidades que pouco ou nada têm a ver com o que milhões de euros que a campanha faz.

Nesse sentido, a campanha de Sarkozy e Segolene só serve de uma coisa para mim: a inovação do marketing político. Assim como em todas as eleições americanas se inova na forma de convencer o voto, cada vez mais à força de orçamentos escandalosos, em França temos o mesmo em paralelo europeu. Haverá estudos interessantes a sair.

Sarkozy será assim tão sabedor e forte? Segolene será assim tão apática e incapaz de governar um país? Veja-se Angela Merkl, de quem se dizia que era uma choninhas sem mão para o poder. Hoje em dia, faz boa figura na Europa.

A imagem não é tudo, e as televisões continuam a cede-la a custo zero a pessoas, muitas vezes, incompetentes e responsáveis pelo nosso infortúnio.

quarta-feira, maio 02, 2007

Com um brilhosinho nos olhos

Todos sabemos que as imagens publicitárias são alteradas para seduzir o consumidor, mas a última campanha do BES tem um Cristiano Ronaldo que me põe doente.

Olhos negros cheios de brilho, cara desfigurada tipo desenho animado.

Tenham dó e sejam realistas.

segunda-feira, abril 30, 2007

"Uma segunda casa, três carros num agregado familiar, quatro telemóveis e cinco canais pagos"

No último programa Com Sal e Pimenta, o economista João César das Neves interrogava-se sobre geração jovem pós-25 de Abril. Dizia ele que lhe chegavam cada vez mais relatos de insatisfação e da geração de portugueses que agora andam nos 20 / 30 anos.

Nas suas palavras, os jovens estão descrentes com o 25 de Abril, preferiam que não se tivesse efectuado, culpam as gerações sonhadoras que o fizeram de estarem bem na vida e de pouco ou nada terem feito pelos jovens. Não vislumbram futuro, mas deram da sua via a maioria dos anos ao estudo.

Nem todos os jovens estão em má situação. Felizmente, há uma boa margem que já encarrilou. Mas há uma boa margem que, já com 30 anos, se encontra sem oportunidades e muita formação. Por mim falo. Não culpo o 25 de Abril, acho que era inevitável num país de meias tintas.

Estou plemanente de acordo quando que se diz que Portugal cresceu e muito nas três decadas que passam, o próprio programa de António Barreto que passa na RTP o afirma, contudo, também não desmente que foram anos de desperdício. As gerações que andaram de cravo na mão em 74 tudo queriam, e muito tiveram. Uma segunda casa, três carros num agregado familiar, quatro telemóveis e cinco canais pagos.

Queixam-se do futuro, mas conseguiram montar a sua vida e terão reforma. Sim, na globalidade a geração dos portugueses de 50/60 anos falhou em criar um futuro melhor para quem lhes sucede. São os jovens que com licenças precárias fazem o triplo dos empregados que estão no quadro; que têm mais experiência e vontade de produzir; que têm objectivos e que dificilmente sem a ajuda financeira da família os conseguem por em prática.

O grito "Não se resignem" do Presidente da República é mais uma chapada nos jovens que se afundam no pântano. Essa convicção de Cavaco Silva, tem de ser dado em tom de admoestação a quem sucessiva e erradamente continua a criar linhas de política que não resolve os problemas das jovens gerações. Quem nos governa e que tem o poder de mudar é que não se tem de se resignar a modelos teóricos.

A geração rasca é uma, a geração à rasca é outra.

sábado, abril 28, 2007

Muito se lê hoje em dia...










cartoon Bandeira in DN - 24.04.2007

quinta-feira, abril 26, 2007

Não se resignem!

Bom, por cá a grande luta de audiências do momento é entre uma rapariga pobrezinha que usa roupa colorida e fala com árvores e uma rapariga tristonha que se disfarça de freira para fugir à polícia. Nós, que somos tantas vezes alertados para o perigo imperialista da cultura americana, andamos a chafurdar em formatos de origem venezuelana, com a sofisticação própria do Terceiro Mundo.

João Miguel Tavares in DN - 04.11.2006

quarta-feira, abril 25, 2007

Paz, Pão, Povo e Liberdade!

Segundo os dados apresentados por Farinha Rodrigues, Portugal continua a ser o país da União Europeia com maiores níveis de desigualdade (41 por cento contra os 31 por cento da média comunitária a 25) e maiores níveis de pobreza.

São já 33 anos de progressos... para o lado, para o outro, para trás e para o bolso.

Outrora estavamos reféns da igreja e dos fatos cinzentos... hoje, o nosso Tarrafal são os bancos. A classe média aperta o cinto desde os anos 80 e a juventude paga as suas vidas, casa e filhos a trabalhar em call centers.

Parabéns Portugal, saiste de um estado mesquinho, fugiste a uma recaída e deste o paraíso a quem já tudo tinha.

segunda-feira, abril 23, 2007

Super Fast Food Me

Vi o filme Super Size Me há poucas horas. Depois de visionar a experiência de um humano a comer só fast food durante um mês, perde-se a vontade de alguma vez voltar provar os deliciosos sintéticos snacks da MacDonalds.

Aguardo com expectativa que o filme Fast Food Nation chegue à... RTP2. Li o livro e achei informativo e interessante.

Ambos as obras adoptam uma conclusão e que acho a ideal: come fast food se desejares, já viste que bem não faz.

domingo, abril 22, 2007

Um questão de cinzas...

A Quarta de Cinzas já lá vai, mas não resisto ao apelo da actualidade.

Consta que o bem conservado Keith Richards terá "snifado" cinzas do pai. Já foi desmentido, mas a ser verdade, poderá ser considerado canibalismo?

James Doohan, actor que interpretava a personagem de Scotty na série de ficção científica Star Trek vai para o espaço. Ou melhor, vão as suas cinzas. É caso para dizer, beam him up!

sábado, abril 14, 2007

quinta-feira, abril 12, 2007

O Portugal de... Francisco Pinto Balsemão

"duvidoso pedir aos portugueses para continuarem a sustentar um canal generalista igual
aos outros
"

Quem anda à chuva molha-se e o canal 1 da RTP, da forma como programa as suas emissões, está agora exposto a críticas "endinheiradas" encobertas por partidos.

A frase proferida por Agostinho Branquinho do PSD, tem um fundo de razão: a RTP disputa audiências e acrescenta pouco mais aos produtos da TVI e SIC generalistas. Para quê então ter um canal público que resume a sua oferta a concursos, "ficção nacional" (novelas), informação, debates com intervenientes e jornalistas fracos e politizados, opinião de dois carolas... políticos, "talk shows" de manhã e tarde?

Valorizo a informação, gato fedorento, "Cuidado com a Língua" e o programa do provedor. De resto, onde está a audácia, a qualidade o serviço público de uma BBC, por exemplo? As séries de época britânicas resumem-se a poucos episódios. Cambridge Spies teve 4 episódios, Casa Sombria tem 8 e qualquer série de 12 episódios da HBO é sumo, não é encher chouriços como são os casos dos "portuguesíssimos" Paixões Proibidas e Código Sintra.

É óbvio que sou contra a privatização da RTP, se o Sr. Balsemão se sente mal com a concorrência do bom trabalho "comercial" de Nuno Santos, só tem que compreender o mercado e servir melhor os clientes. A estupidificação que a SIC e a TVI fazem, estão para além dos acordos que celebraram com o Estado há uma década atrás.

Acho que o positivo trabalho comercial de Nuno Santos ao leme da RTP, só tem razão de existir se for permitido aos portugueses conquistados por concursos e novelas, que vejam e formatos novos, actuais e inovadores. O que faz um programa como "O Meu Bairro" na RTP 2? Há semanas passaram documentários excelentes com raizes em Portugal no segundo canal... às 23h30, quando bem podiam passar às 21h na RTP1.

A RTP não pode ser só um canal de diversão. Tem de ensinar, mostrar, fazer pensar às horas certas se não habilita-se a ser vendida pois a mediocre mente de empresários concorrentes a encara como ameaça. E bem fácil é, o governo desenvencilhar-se de empresas que a dada altura (rosa ou laranja) acha um fardo. Tudo, em nome de todos nós.

terça-feira, abril 10, 2007

Uns brigam por milhões, outros por tostões

PT e EDP pagam milhões aos gestores que saem

Não será ditado, mas o título desta crónica tem cada vez mais sentido. Quem menos ganha, e tem de fazer a vida, é confrontado com realidades que parecem as do show-bizz. Os gestores de topo têm uma vida dura, tão dura que são indeminizados chorudamente quando findam as suas actividades numa grande empresa... e meses depois entram noutra.

Em que consiste a vidinha de um CEO? Avaliar, pedir parceres, reunir, pedir sacrifícios à força produtiva e aos clientes e, sobretudo, comunicar muito, muito bem.

O documentário de António Barreto sobre o Portugal dos últimos 30 anos aponta para uma conclusão: não crescemos mais porque desperdiçamos muito. Não serão os milhões mal gastos em "indeminizações" de gestores? Porque não se investe em novas infraestruturas ou na baixa de preços dos clientes, já para não falar no premiar dos colaboradores que criam valor acrescentado para a empresa?

Veja-se a Universidade Independente. Milhares de jovens estudam em faculdades privadas que exigem mensalidades elevadas pois "o custo de ensino universitário é elevado". É caro e é mau. Pior que isso, quando se zangam as comadres vê-se que as condições precárias das faculdades privadas ainda dão para que haja dinheiro para luxúria dos seus reitores e sócios. Luxúria na Moderna, na Independente, etc.

Sim, têm direito à boa vida. E sim, têm o dever de investir num produto melhor para que as pessoas que lhes confiam o dinheiro saiam realizadas.

Estes dois casos, o das faculdades e dos "investimentos" em gestores, são um retrato do nosso mal. No regime do "aperta-o-cinto" em que vivemos desde os anos 80, continua-se a pedir sacrifícios a quem já tem pouco para cortar, mas pelos vistos há quem conte a ladaínha do "sacrifício" e se sinta no direito de esbanjar.

É pena que os gestores, governantes, e mesmo os cidadãos que fogem ao fisco, não percebam que vivemos em conjunto e que a riqueza bem empregue, investida e distribuida trás vantagens para a economia deste país e, retroactivamente, para eles.

segunda-feira, abril 09, 2007

v 3.0

Novo template do blog mais cáustico aqui da rua.

Com um sistema blogger novo em folha de widjets feito, era imperativo reformular a usura deste espaço de opinião.

A principal novidade passa por este canal já emitir para todo mundo em feed. Abençoado feedburner, que permitirá uma pessoa receber as crónicas semanais sem ter de se descolocar ao endereço do Mar Cáustico.

Retirei o sitemeter a pedido de vários neurónios. Não é que corre a opinião que o contador sitemeter espeta com spyware para dentro dos nossos pcs? Pena, já ia nas 29 mil entradas...

domingo, abril 08, 2007

Em cartaz

Rir é o melhor remédio.

O ilegal cartaz dos Gato Fedorento foi a melhor forma de reagir ao idolatrar de um regime que, entre outras coisas, condenou uma geração a travar uma guerra que não servia colonos, nem portugueses nem africanos.




Ponte de Lima mima os seus forasteiros. Só os bons, diga-se.

Quem não limpar as ramelas, ou deitar beatas e pastilhas para o chão está intimado a "ir-se embora".

sexta-feira, abril 06, 2007

Terra Mãe

No Sábado, dia 30 de Março o Diário de Notícias fez-se acompanhar da revista Terra Mãe.

Ora aí está uma iniciativa levada acabo por uma Fundação de louvar. Não basta lançar odes ao Alentejo, dizer que se gosta muito dele e que é deveras bonito. É necessário comunicar bem o melhor que se faz.

Nesse sentido, a revista Terra Mãe, um dos multiplos "tentáculos" da Fundação Alentejo Terra Mãe, cumpre a função. Mostrar tradições, cor, inovação, memórias, figuras públicas numa paginação clara e elegante.

quarta-feira, abril 04, 2007

All we are saying, just give Allgarve a chance!

Que bom que é estar contra a maioria de opinião dos portuguesinhos.
Meio mundo luso diaboliza actualmente o nome que faz campanha pela região turistica mais a sul do país.

Allgarve... faz comichão. Tem o "all" e será só para inglês ver? Talvez, mas para quê deixar de reconhecer que o mercado inglês é dos que mais aprecia o nosso turismo de sol e praia? Se o logótipo e nova determinação entusiasmar mais turistas a virem ao Al Garb - e com isso roubá-los a Espanha - que perderemos?

Al Garb? Oeps, perdoem-me pela incorrecta escrita. Ah, tu queres lá ver que um tal de Algarveteve outros nomes no passado?

Dá-me vontade de rir quando o líder do PSD-Algarve, Mendes Bota, trás à baila o argumento que o "topónimo" Allgarve já existia na internet e que o dinheiro foi mal investido. Alguém acredita ainda que os publicitários são iluminados de sabedoria e criatividade? Ideias há, mas organiza-las só alguns fazem.

Já agora, deixa-me pesquisar por Mendes Bota no espaço em que se desvendam todas as fraudes. Olha... Pieter Willem Botha e Roelof Frederik "Pik" Botha. Tu queres ver que o nome do algarvio deputado-cantor foi tirado da internet, de líderes do aparthaide sul africano? Que escândalo...

segunda-feira, abril 02, 2007

O partido do Entroncamento e o Obama das Caldas

Sede do CDS volta a ter foto de Freitas... e a de Portas

O partido do táxi parece cada vez mais um eterno hapenning de argumentistas de novelas. Em poucos anos, há paz, cadeiras a voar, unanimidade, pullovers nas costas, gravatas, retratos de líderes que vão passar as férias a locais escuros, pancadas nas costas que são tomadas por ofensas corporais... ou não.

"Chamam-lhe o Obama das Caldas" era o título hilariante de um artigo da Visão da semana passada.

Hélder Amaral o suposto agressor de Maria José Nogueira Pinto, um deputado com uns bons anos de casa (cargos na República), vai passar de anónimo a estrela. Bem à semelhança do star-system americano, morder o cão faz de si uma invulgar entidade de grande respeito e valor.

O beirão Hélder Amaral, não consumiu cocaína, não estudou na Columbia University, não estagiou na Business International Corporation, não está com um best-seller no mercado livreiro, não esteve uns bons meses a fazer voluntariado em bairros pobres, não é islamita. Não é Barack Hussein Obama.

Certamente será um bom trunfo de um próximo Big Brother dos Famosos.