terça-feira, março 27, 2007

Um tipo muito, muito bera


EUA dizem que Khalid Sheikh Mohammed confessou autoria do 11 de Setembro

"Este membro da al-Qaeda foi detido no Paquistão em Março de 2003 e transferido para Guantánamo no ano passado."

Com quatro anos de cativeiro de "banhos e massagens" até estranha só ter admitido a autoria tamanha "façanha". Esperava mais.

Vá, fermentem-lhe o corpinho. Vão ver que ele ainda vai confessar que matou JFK, raptou a Joana, e tem na sua casa de férias os papiros (supostamente) ardidos da Biblioteca de Alexandria.

Está na cara.

domingo, março 25, 2007

Crónicas de Portugal

"O atleta brasileiro é muito confiante, alegre e pouco organizado. O português é educado, organizado, tem muito pouca alegria no trabalho, e é muito receoso de mostrar espontaneidade."

Luis Filipe Scolari in Expresso - 16.09.2006

sexta-feira, março 23, 2007

Com pão-de-ló, conquistaremos a Europa

Pão-de-ló representará Portugal

Assim será amanhã quando, em banquete, se celebrar os 50 anos do tratado de Roma, documento que deu origem à União Europeia.

Cada um dos 27 países far-se-á representar por dois docinhos. Portugal embalou duas receitas de pão-de-ló: uma Alfeizerão e outra mais simples.

Contas feitas, serão 54 iguarias diferentes. Helmut Kohl, vai lá estar?

quinta-feira, março 22, 2007

Microcrédito

Muhammad Yunus, laureado com o Nobel da Paz 2006, vai dar hoje duas conferências em Lisboa.

Será que a entrar veremos essa corte de ilustres que se deram, a minutos contados, a Al Gore?

Muhammad Yunus, com uma ideia simples modificou a economia de muitas pessoas e fez alguma coisa para que a vida desses fosse mais sustentável. Será que isso interessa a líderes políticos e económicos que têm feito mais pela degradação social do que pelo equilibrio entre quem "dá ao botão" e quem conta o papel moeda?

Observemos mais logo na TV. As mesmas gravatas e caras, as mesmas boas vontades... e daqui a meses uma tal de "flexi-sem-segurança".

domingo, março 18, 2007

A Brava Dança dos Heróis do Mar

A esta hora oiço a Antena 1, uma conversa de Álvaro Costa com três Heróis do Mar (Pedro Aires Magalhães, Rui Pregal da Cunha e Carlos Maria Trindade) e os dois criadores do filme. Boa forma de acompanhar a escrita deste post.

Ontem lá consegui ver o Brava Dança, documentário que narra a vida de um dos mais profissionais grupos da música pop portuguesa.

Sala grande, apenas seis pessoas a "preencher" o espaço. Para meu espanto, a publicidade a pipocas, carros, perfumes, bem como traillers de filmes de corridas, explosões intrigas, ficaram por passar. O filme começava à hora marcada: 22:00!

Foi quase hora e meia bem passada, sempre com um sorriso nos lábios, sinal que a peça em cena era boa. Muito interessante a história prévia dos Heróis do Mar, via Faíscas e Corpo Diplomático, bem como depois o desenrolar do esforço de anos da banda, para se tornar visível, moderna, de diversão chocante, de um Portugal para lá da revolução dos "capitães" e do caos das esquerdas e "direita".

Nos anos 80, embora tivesse as músicas dos Heróis do Mar no ouvido, não era um fã. Hoje, vejo com mais agrado a carreira daquela banda. Só o tempo nos ajuda a perceber o grande trabalho de composição, interpretação e de performance que tiveram. Para mim, "Saudade" e "Paixão" ainda são dois temas de inegualável qualidade do pop português e mesmo estrangeiro.

Não sou um saudosista musical. Gosto do passado e da sua música mas não quero ficar como indivíduos que perto dos 30 já estão agarrados aos discos dos pais, que ainda há 10 anos abominavam. Pior, ficam agarrados a eles, como se mais nada na música fosse inventado, criado, como se o presente e o futuro perdessem banda sonora.

Parabéns aos realizadores de Brava Dança. Provaram-nos que vale a pena sonhar, resistir às adversidades e de concretizar utopias... que agora são um documento histórico.

sexta-feira, março 16, 2007

ASAE, ao vivo e a cores


ASAE encerra hotel em Oeiras e 15 padarias em todo o país

E se o dia tivesse 36 horas, a ASAE ainda tinha fechado 3 drogarias, 2 fábricas de lanifícios, 5 boates e a boca de Santana Lopes... à chave.

Ainda há quem diga que em Portugal nada funciona. A ASAE tem comprovado o contrário. Ele é rusgas nos mercados, ele é vistorias nos restaurantes. Tudo é notíciado, fotografado, filmado e... visionado na TV. Assim sim, um serviço público a funcionar via imprensa.

Não há-de Valentim Loureiro querer ser julgado na televisão...

quinta-feira, março 15, 2007

O Público, Expresso, Visão e os novos públicos

As reconversões...

Nos últimos meses variados meios da imprensa têm renovado o "layout" das suas páginas e mesmo os conteúdos. Tem sido uma boa medida, pois os tempos actuais são de leitura rápida e de muita cor.

O Expresso mudou, e mudou bem. Prova é que, com ou sem DVDs, lidera a venda semanários e, sobretudo, os seus textos fazem agenda de outros meios de comunicação. O caderno de economia e a revista Actual, não têm rivais.

A Visão mudou. Sinceramente, prefiro o visual anterior da revista, no entanto há algo de positivo nestas duas últimas edições: a boa reportagem, o querer apresentar a notícia diferente deste mundo complexo. Se, passada esta bolsa de ar dos DVD grátis, voltarem à lógica da concorrência, que faz capas para novas curas de doenças, a saúde, temas generalistas light que por vezes se assemelham à revista Super Interessante, perdem em mim um leitor... novamente.

O Público. A reconversão visual e mesmo o baralhar de conteúdos pelo jornal a dentro foram bem proporcionados. O jornal agora é mais actual e fácil de ler, e não tem impar na relação que tem com a internet. DN, CM, JN, vivem para a internet como uma empresa a vivia há 6 anos atrás. O futuro dos média será o digital e o Público está bem colocado na corrida pela sobrevivência.

O que no Público melhorou, fê-lo piorar de forma a perder em mim um semanal interessado. O Inimigo Público acabou, a Ipsilon é mais do mesmo - perde para a Actual e para a 6ª - e a Pública tornou-se revista de dona de casa. Procurava a Pública pela reportagem - escorraçada da Grande Reportagem, do DNa e "afamiliarizada" na Domingo Magazine. Agora a Pública raramente tem reportagem do que anormal acontece, passou a ser mais uma revista banal de "gaja" artista na capa, para homem apreciar, e mulher ir lendo. Resta-me a Visão e Única pois sou um leitor de conteúdos semanários... ao longo da semana.


... e os novos Públicos

Com as tiragens a diminuir, os jornais continuam na expectativa de conquistarem novos públicos. A paranóia de José Saraiva de criar um jornal que mais mulheres comprassem, parece ter chegado à cabeça do director do Público. Pois, aí tem: uma revista como as outras e a perda de públicos fieis. Já o DN tinha perdido na sua aposta de fidelização de leitores de economia.

Por outro lado, o Expresso, e a sua cenourinha de DVDs, parece estar a conseguir interessar mais público entre os 25-45 anos. É positivo.

Mais do que ir à procura do que não se sabe. A imprensa diária tem de saber manter quem tem o prazer e gosta de ler, e quem e de comprar "papel com letrinhas". Hoje em dia as notícias de última hora estão no nosso monitor... para quê comprar o jornal no dia a seguir?

Diz Vicente Jorge Silva que os jornais que sobreviverão no futuro, não terão mais de 20 mil exemplares de tiragem. Concordo plenamente, a imprensa escrita será feita para nichos. Este 2007 será um ano de mais descidas na imprensa diária.

terça-feira, março 13, 2007

Valente reguada!


Mania das grandezas. Depois de uma valente árvore de Natal e Coração plantados na baixa lisboeta, a Quercus inovou.

Aqui há dias apresentou uma régua de sete metros no arco da rua Augusta com marcas da subida do nível do mar estimadas em vários cenários. Al Gore não faria melhor. Rima e é verdade.

domingo, março 11, 2007

Latim de volta às igrejas

O Sumo Pontífice pretende que sejam excluídas um conjunto de liberdades litúrgicas introduzidas à sombra da reforma conciliar do Vaticano II (1965), como as músicas de origem secular e os instrumentos "inadequados para o serviço litúrgico", o que significa dizer guitarras eléctricas e baterias, entre outros instrumentos.

É ideia do Sr. Bento XVI, que as missas voltem a ser proferidas no sonoro latim.
Um back to the basics... sim, porque todos sabemos que JC da Galileia falava aos seus concidadãos na lingua do povo que os oprimia.

Gosto especialmente da parte sublinhada da notícia. Padre Borga, podes começar a pensar em vender a tua Fender Stratocaster no ebay.

sexta-feira, março 09, 2007

Dois anos de intensa fruição bíblica

Não seria melhor termos a Páscoa duas vezes por ano? Assim teriamos duas vezes mais especulação bíblica e revelações que são apregoadas ao mundo como supostas verdades que vão mudar tudo o que conhecemos.

No ano passado foi o reboliço da Evangelho de Judas feito pela National Geographic. Este ano temos o "Indiana Jones" James Cameron a apresentar a teoria que Jesus Cristo e família tinham um jazigo de famíla. O documentário foi para o ar no passado Domingo nos EUA no Discovery Channel.

Cuidado Dan Brown. A tua ficção histórica está cada vez com mais rivais.

quarta-feira, março 07, 2007

Back to the future

"poderão ficar tranquilos quanto ao futuro do jornal (...) o DN continuará a ser fiel às suas raízes, sério, merecedor de respeito, intransigente, preocupado com as grandes questões que se colocam à sociedade portuguesa"

Joaquim Oliveira in DN - 06.03.2007

Quero ler esta frase daqui a dois anos. Será a altura ideal para avaliar o "novo" Diário de Notícias.

terça-feira, março 06, 2007

RTP Memória(s)

Antecipo as minhas felicitações aos 50 anos da RTP, recordando um trecho do seu extenso arquivo.

Graças a ele ainda temos acesso à versão Paulo Portas 1.0. Em 2007 já vai para a 4.0. Como o tempo passa e as convicções voam...


domingo, março 04, 2007

E falando de personagens "fabulosos"...


"o mais irritante no sujeito é a pinta de guru. Paulo Coelho tem tanto de espiritualidade como um código de barras"

Paulo Nogueira in Expresso - 07.10.2006

sexta-feira, março 02, 2007

Nem as moscas mudam...

Paulo Portas voltou após dois anos de solinho, de filmes, de vestuário "ordinário". Volta naturalmente ao trabalho que melhor sabe desempenhar, ao hobbie para que desenhou a sua vida. Um actor.

A um comunicado em que dizia estar às 20h disposto para falar ao país, a imprensa disse sim. Paulo Portas é um prémio nobel? Descobriu a cura para a SIDA? Ah não, é só um camaleão especulador que resolveu fazer uma OPA não-hostil à liderança do seu CDS-PP.

Cenas naturais em Portugal. O podre cresce e alimenta-se do podre. Responsáveis impunes, vão e vêm. Se Paulo Portas voltou após dois anos de pousio, nada leva a crer que Santana Lopes não esteja a "beijocar" populares daqui a mais dois.

Judite de Sousa, entrevista daqui a pouco na RTP 1 Paulo Portas num especial informação. Hoje em dia, a imprensa recusa a sua responsabilidade de ser o quarto poder. Investigação, reflexão, comparação e divulgação de factos é facilmente contraposta por profissionais do grandes grupos, ou de indivíduos, que não querem deixar de ser os mais relevantes da sociedade.

Quase certo: Paulo Portas aos 64 anos (neste momento tem 44) continuará a andar por aqui. Qual Jean-Marie Le Pen.

quinta-feira, março 01, 2007

Um respeitado senhor da cena internacional

"O concerto em Portugal vai realizar-se nem que seja na rua. Nem que seja à frente da Embaixada de Angola em Lisboa"

Estejamos descansados, sempre vamos ter o 50 Cents em Portugal. Quem o afirma é Henrique Miguel, que nos promete há meses um Festival de Hip Hop afro-americano de grande caterogia.

"Estou à vontade, ando nos espectáculos há vinte anos. Não sou um pára-quedista, já trouxe a Angola as maiores estrelas mundiais como Júlio Iglesias, Roberto Carlos, Djavan, e Youssou N`Dour"

Que bom que é ter entre nós um amigo das estrelas mais cintilantes do universo do show bizz internacional.

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Guita

Quem ganha cerca de 600 euros por mês agrada-lhe imeeenso ler estas notícias: Vítor Constâncio ganhou 280 mil euros em 2005

Iwo Jima, meu amor

Embalado pelas excelentes críticas, lá fui ver o Cartas de Iwo Jima. O Público de há dias chamava-lhe "Obra Prima". Para meu espanto, os seus quatro críticos de cinema dão 5/5 estrelas ao filme de Clint Eastwood.

Adorei Mystic River e adoro conhecer mais sobre a II Guerra Mundial, especialmente o lado do "índio". Saí da sala de cinema sem resposta para perguntas que procurava ver esclarecidas.

Não fiquei com a ideia que a resistência do General Tadamichi Kuribayashi tivesse sido um grande feito. Quantos dias resistiram? O filme retrata cinco personagens quando é conhecido que vinte mil japoneses pereceram na ilha de Iwo Jima.

Poderão argumentar que o filme não versa a história da batalha e antes pretende retratar o soldado japonês, o drama de quem se esperava o sacrificio máximo pelo seu país. Apanhei com estereotipos. Deparei-me com actores urbanos, a fingirem estar numa ilha com tamanhas privações.

Querem comparar ao excelente grupo que protagonizou a agonia dos últimos dias do Nazismo em The Downfall? Saving Private Ryan ou Band of Brothers estão muito mais fundamentados em termos da vivência da guerra.

O resto é a história de sempre, em duas horas conta-se o enredo sobre os dias de preparação da defesa de um território. Pequenas histórias, pão para a boca denunciado dos problemas de cada um dos personagens que resulta no seu sacrifício. Ainda não foi desta que me deparei com o Danças com Lobos da IIª Guerra no Pacífico.

domingo, fevereiro 25, 2007

Eu, Paulinho

"Como estou, estou bem.
Ganhei imenso tempo. É uma consequência virtuosa de uma noite eleitoral pouco aventurada."

Paulo Portas in NS - 24.02.2007
1. Sabemos agora que Paulo Portas perdeu eleições graças a uma noite menos afortunada. Não devido a "infelizes" meses no governo, ou forma incoerente de estar na campanha.

2. O ex-líder do CDS-PP vai ser um dos comentadores TSF da noite dos Oscares. Todos os políticos profissionais acabam por ter as suas virtudes e hobbies culturais. Bons humanos. O descendente do velho herói Sacadura Cabral, tem muito para dar ao país... fora das batalhas contra a "extrema esquerda radical".

3. Paulinho das feiras arruma a casa, as ideias e segundo o semanário Sol vai avançar, esta semana, para a liderança do muito seu CDS-PP.
Temos filme.

sábado, fevereiro 24, 2007

Comunicar com o umbigo


"A maior parte dos filmes portugueses são muito maus, porque não comunicam com ninguém a não ser com o umbigo de quem os fez."

José Fonseca e Costa in Dica da Semana - 25.01.2007

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

O facelifting da Rádio Renascença


O canal Renascença, a segunda rádio mais ouvida pelos portugueses, apresentou uma AAV de 10 por cento, menos 7,4 por cento do que os valores do ano passado

Em Setembro a RR iniciou uma campanha publicitária com vista a inverter os resultados de audiências. No penúltimo barómetro, relativamente ao 3º trimestre, lançaram foguetes: não é que conseguimos aumentar o número de ouvintes? Curiosamente, as estatisticas referiam-se a um período em que ainda não havia publicidade no ar.

A realidade de Outubro a Dezembro é para a RR bem dura. Que lhes sirva de lição. Não basta apregoar a mudança e lançar para as revistas e TV umas imagens em azul suave, com gente alegre e sorridente. É preciso saber e querer mudar. Entre novos programas previstos e a mudança de música ficámos com muito pouco. Regista-se a inclusão de um novo programa - 3 Dimensões - que por acaso estreou no passado Sábado, e uma nova imagem a nível de logo e sítio.

A modernização da RR está assim no facelifting. Não há música nova, não há programas e atitudes novas. Há podcasts no sítio, pasme-se, só para ouvir em streaming. Saberão o que é um podcast?

Continuem a cavar o buraco... onde se vão enterrar.

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Lá num país cheio de cor, nasceu um dia uma Britney Spears

À semelhança de fútil personagem como Paris Hilton, que se move consoante os flashes das cameras, Spears desde o seu anunciado divórcio que tem proporcionado "arte" para os media. A última, é ter rapado o cabelo. Não basta ser radical e dar matéria para ser bem ou mal falada, na lógica do que é necessário é ser... falado. A loucura jovial de Britney Spears pode-lhe cortar as bases: os fans. As atitudes que tem tomado põem-na em cheque. E sem fans, não há milhões, não há media. E depois? Depois vem o vazio de quem nada fez durante a vida se não se ser um profissional do star system. A esse vazio já muitas sucumbiram.

Marylin Monroe, foi uma das mais conhecidas. Anne Nicole Smith terá sido o caso mais recente, a outrora “boazona” partir desta para melhor (diz-se) e deixou uma filha de poucos meses. Com uma vida desfeita, agora só nas revistas em laia de gozo - qual Elsa Raposo - Anne Nicole Smith apagou-se aos 39 anos.

Britney tem pouco mais de 20, mas sente-se sem vida. Que procure o mundo que vale a pena viver. Futilidades, música de plástico, show bizz 24 horas por dia não é humanidade. Lá dizia o outro, dinheiro ajuda mas não traz felicidade.

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Um painel de excelências

Em Portugal, não há media que não tenha o seu comentador conhecido quer a registo individual quer em painel.

Oiço neste momento na Rádio Clube Português, o grupinho de opinião mais original de sempre. Convidaram três taxistas lisboetas para opinar sobre vários assuntos. Desde a política, ao trânsito, ou à noite.

Há quem diga que os taxistas sabem falar de tudo e pelas palavras que debitam agora no RCP, assim parece.

A vida social é feita de muitos ângulos e esta é uma formas de os mostrar sem se ser popularucho.

domingo, fevereiro 18, 2007



Bandeira in DN - 16.02.2007

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Notícias da noite

Faz hoje 1 ano Andreia, um bébé que desapareceu de um hospital sem deixar rasto. Ainda há crimes que compensam. Parabéns à Rádio Clube por trazer à antena o assunto.

Fontão de Carvalho, vice presidente da CM Lisboa, acusado de peculato. Afinal ainda não é desta que se demite. Mais um nobre do exercício da política... um daqueles que só pensa nos concidadãos. Pelos menos tem beneficiado, e bem, uns poucos.

As direcções dos jornais 24 Horas e Diário de Notícias foram demitidas. Logo agora que me reconciliava com o DN, mas não a ponto de o comprar. A 6ª até não está mauzinha, o grafismo do DN é dos melhores. Contudo, para mim e para Joaquim Oliveira, não chega. Volta DNa, eterna saudade.

Sonae aumenta em 1 euro a sua oferta por acção da Portugal Telecom . Como é bom fazer estardalhaço com dinheiro emprestado e o negócio dos outros. Brilhas e ainda recebes prémios de melhor empresário.

Viva a liberdade de expressão. Alberto João diz que aos portugueses falta testículos.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Jornalinho de escola

O gratuito Diário Desportivo assemelha-se a um jornal de escola.

Tem muito texto e sobretudo mau layout. Muito pesado, maçudo numa altura em que os jornais se querem leves e coloridos. Nega os pontos em que um "gratuito" pode vencer a concorrência.

Como jornal desportivo consegue também perder para os "pagos" ao deixar de lado um dos seus pontos mais fundamentais: os furos jornalisticos, as grandes caixas que na capa levam uma pessoa a optar por um dos três.

Dizia que parece um jornal de escola pois a escolha de conteúdos passa muito pela acção pedagógica e democrática dos desportos. É boa iniciativa dar mais protagonismo a outras modalidades e a outros "actores", mas quando os jogamos para a capa do jornal e filtramos o que chama a maioria dos leitores, estamos a deitá-los fora. Assim, não há leitor que leia o que achamos pedagógico, nem o que consideramos poluente no fenómeno desportivo.

Compreendo agora melhor o comentário de um director de um jornal desportivo pago quando o Diário Desportivo estava para ser editado. Não me lembro qual. Dizia ter muitas dúvidas que um temático gratuito desta índole resultasse. Basta ver a públicidade que os "pagos" têm. É quase inexistente, vivem sobretudo da venda. Diga-se também que nenhum gratuito atingiu ainda lucro. Nem Metro, nem Destak.

Ora, um "Diário Desportivo" com conteúdos e visual pouco apelativos não chama leitores, nem consecutivamente publicidade. Que futuro?

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

A vontade de...

Afinal Deus existe e pelos vistos não gostou muito da brincadeira.


Mas... vamos ter uma sociedade mais tolerante da vontade dos seus cidadãos.

Como a IVG não é matéria fácil, congratulando-me com a vontade dos portugueses só posso estar 100% de acordo com este objectivo:

O Sim ganhou. O país ganhou. O Estado secular ganhou. Agora é tempo de tornar o aborto mais raro, precoce e seguro, acabar com a liberalização de vão de escada.

Agradecer a despenalização é também trabalhar no sentido de a tornar rara pois, séculos de humanidade comprovam, é utópica a sua inexistência. Ninguém é a favor da IVG como método de contracepção.

domingo, fevereiro 11, 2007

Eu vou!

Votar.



Durão Barroso não vai... por motivos de agenda. Os mesmos motivos que o levaram a abandonar Portugal à sua sorte? Meritíssimos...

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

O Portugal de... uma vida de 10 semanas

Depois de entrevistados portugueses como Maria Filomena Mónica, Alberto Pimenta, Adriano Moreira, Miguel Esteves Cardoso, Vasco Pulido Valente, e outros, o programa da RTP vai à procura dos mais pequenitos.... que só têm 10 semanas. Pelo menos até 11 de Fevereiro têm paraíso assegurado nas barrigas de suas mães.

Tanto tratado de biologia na campanha ao referendo pela opção da IVG, até poderá levar-nos a entender que às 10 semanas temos já um cidadão capaz de fazer os seus malabarismos no Aqui Há Talento. Cantar, declamar, fazer um número arriscado de trapésio, etc.

Não. Na placenta, nem bolhinhas fará com a boca. Tem formas humanas, tem os orgãos definidos que só funcionam aos 5 meses, é um ser em formação... mas depende da mãe. Será vida? Sim. Mas já ouviram falar em partos permaturos às 10 semanas? Não, abortos espontâneos. Ora aí está o "portuguesinho" que os movimentos do "não" reclamam ter mais direitos que a mãe.

No próximo Domingo estará em causa a aprovação de uma lei que permita que a moral de alguns, e a opinião de outros coexista. Ao contrário dos movimentos do "não" que vêem nesta nova realidade um retrocesso e um atraso civilizacional, eu vejo o inverso. Nos últimos dois séculos da sociedade ocidental, a religião deixou de ser a voz de comando para poderem existir várias dimensões. Modernizar é respeitar diversas opiniões e é nesse sentido que a maioria dos países progride.


Vamos penalizar quem ganha dinheiro com IVGs clandestinas. Vamos ajudar quem decida o fazer antes das 10 semanas, não sem antes ser acompanhada psicologicamente. Pós-IVG há que seguir as mesmas pessoas. Evitar próximas situações identicas. Porque não basta dar a "pastilha" das aulas de educação sexual...

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

O ano zero

Estamos no ano zero da da consciência ambiental. Resulta de pânico, filmes, livros, imprensa, de alguma realidade e fundamentos científicos.

Toda a imprensa europeia publica que o Inverno não chegou e que passou logo à Primavera. Em Dezembro em Viena de Áustria, dizia-se, haviam árvores que já floriam. Na Finlândia não havia neve até há bem pouco tempo. De repente, um frio e vento agreste assola o velho continente.

Al Gore, qual cruzadinho ambiental, personifica o documentário "Uma Verdade Inconveniente" e é aclamado mundialmente. Bom orador, mau político pois quando teve responsabilidades nesse nível, foi durante oito anos vice-presidente americano, não foi capaz de implementar políticas "inconvenientes". Hoje, quinta-feira, Al Gore actua em Lisboa para uma série de especialistas-pagadores. A palestra está vedada a jornalistas e a auto-convidados.

Até já George W. Bush se preocupa com o ambiente. O líder do país que representa 30% da poluição mundial, quer apostar nas energias alternativas e até tem resoluções para o aquecimento global. Segundo a TSF, a Casa Branca estuda a hipótese de colocar em órbita um reflector solar que reflecta 1% da luz que entra na terra. Dizem também que esta opção vale mais do que rectificar o tratado de Quioto. Grandes ideias, para grandes problemas... mesmo que não sejam exequíveis.

Felizmente, o problema climático terrestre faz agora parte das agendas políticas mundiais. Os estragos de 200 anos, desde a revolução industrial, estão a resultar numa menor previsibilidade do clima desde os anos 80. Temos que nos contentar com o que temos, e esperar que quem nos rege meta na gaveta o lucro económico e o seu bem estar em prol do ambiente, que é de todos.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Eles ganham pouco, mas até são bons rapazes

Olhando para os mais influentes empresários nacionais, bem podem Paulo Portas e o seu boneco animado meter a viola no saco. Ninguém quer menos Estado. Todos querem imenso Estado. Para lhes pagar as contas. E ninguém se quer chegar à frente para pagar as contas do Estado.
Daniel Oliveira in Expresso - 13.05.2006

segunda-feira, fevereiro 05, 2007












in DN - 02.02.2007

sábado, fevereiro 03, 2007

La Folle Journée

E se em Portugal houvesse um evento que em dezenas de concertos com profissionais de qualidade, se tocasse música antiga e as suas respectivas influências - a música tradicional de cada país?

Esse momento ocorre este fim de semana em Nantes (França) e tem como nome La Folle Journee - A Harmonia dos Povos.

Em 2007 se houvesse "Festa da Música", ela seria assim. Resta-nos acompanha-la via Antena 2.

Felizmente, no mesmo mês, teremos um evento de "excel" categoria com... piano. E gambuzinos?

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Sem pai nem mãe. Avós, talvez.

Os pais de Keivin Cohen, soldado isrealita morto com 20 anos de idade, vão levar a sua contenda avante. Segundo eles, o filho sempre avançou querer abraçar a paternidade e esse desejo vai ser concretizado mesmo 4 anos após a sua morte. Ordem de tribunal aprovou que esperma congelado horas após a sua morte seja inseminado numa mulher barriga de aluguer. Dizem também que o bébé depois de nascer vai viver com a mãe e que não se vão imiscuir na vida de ambos.

Estranho mundo novo este em que um neto nasce sem pai nem mãe, por vontade "suprema" de tribunal e pais de um morto.

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Já votei

... no Pior Português

À semelhança da primeira volta, Valentim Loureiro ganhou um voto mais para a sua candidatura a "Personalidade que encarna as piores qualidades do povo português". A concorrência é forte e de "qualidade".

Já para outra votação "Que político / personalidade mais contribuiu para a ruína do nosso País?" votei no Cavalo do Infante D. Afonso filho de D. João II. Os problemas de Portugal são centenários, não têm causas num regime salazarento, nem numa contenda novecentista soturna, nem muito menos numa autoristocracia pombalina. Devem-se ao facto de termos tido um império mundial de apenas 25 anos. O príncipe D. Afonso era filho de D. João II e de uma linhagem de governantes que prepararam tudo para a criação de um Portugal rico e bem gerido. D. Afonso morreu e o trono "salta" para D. Manuel. Este recebe os louros e o seu filho D. João III afunda o império. Menos de um século depois somos uma província espanhola.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Souvenir... literário


A Índia não nos dá só especiarias, produtos baratos ou serviços com boa relação qualidade-preço.

Dá-nos também doutoramentos Honoris Causa de categoria. Veja-se Cavaco Silva que já os colecciona. Viajou como presidente e cotado economista, e veio com um canudo doutoramento Honoris Causa em... literatura.

Estamos todos de parabéns e orgulhosos.

domingo, janeiro 28, 2007

Mandamentos

Ao ouvir o programa de Domingo de Pedro Rolo Duarte na Antena 1, que actualmente entrevista bloggers, deparo-me com um tema interessante para discussão.

A entrevistada, Miss Pearl (ainda não descobri o blog, como tal não está em link), diz que teve outro blog que foi apagado e que deu origem ao seu novo espaço. Diz que é exemplo de uma das leis de blogs que Dr. Pacheco Pereira diz existir.

Não sabia que havia legislação de blogs. Apagar um blog e criar outro não é uma lei, é um sinal de inconstância na vida e na presença na internet. Muitos blogs são criados dia a dia para serem abandonados meses depois, qual brinquedo novo.

Compreende-se esta "lei" vinda de quem vem. É uma constância do pensamento de Dr. Pacheco Pereira ou de outros ilustres das nossas "elites". Tanto está num lugar, como deixa de estar. Tanto tem a vontade de implementar um pensamento, como estar a dizer que não o afirmou.

A vida é volátil e a preserverança não é benquista.

sábado, janeiro 27, 2007

Pela madrugada dentro...


A série Medium estreia hoje na TVI. A ser cumprido o horário (nunca é) será emitida às 2h30 de Sábado para Domingo. Uma coisa perfeitamente normal. Nas palavras de um responsável da estação:

"Não é uma obra para todo o género de público, mas sim para público muito específico (...) Foi escolhido este horário porque as noites de sábado são muito longas e contam com um tipo de público muito próprio"

E é aqui que, como indivíduo pertencente a essa amalgama resumida como "público muito específico", agradeço a canais como AXN ou o Fox. Duas séries do Medium já foram emitidas no AXN. É esse mesmo "público muito específico" que se arredia das noites dos generalistas e dá bons "shares" a canais do cabo.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

É a cultura, estúpido!

Não chegámos ainda à campanha pela legalização da despenalização do aborto mas já temos arraial. Apoiantes há do “não” que se exaltam e que pela boca brotam atoardas.

Gosto, especialmente das respostas a esses estímulos do bem e da moral.

João César das Neves dizia na semana passada que
A "liberalização" do aborto é seguida de "uma cultura abortista, em que este passa a ser uma coisa normal"


Fernanda Câncio respondeu:

"Na interpretação do economista, as mulheres não conseguem resistir à possibilidade de abortar, como quem “acolhe a chegada de um produto novo ao mercado”. Mal lhe dizem que é legar, ei-las como doidas a marcar vez à estalada, como uma liquidação total do IKEA. Imagina-se até que engravidarão de propósito, com o exclusivo objectivo de poder “experimentar” a nova sensação, que no entender do economista se tornará tão “normal” como, lá está, “um telemóvel”. Talvez as clínicas de aborto, as tais que vão invadir o pais quais vampiros sequiosos de fetos e euros, tenham uma espécie de passe de utente frequente, um “uso” para abortistas viciadas”."

in DN - 19-01.2007

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Pacheco Pereira superstar

Ele tem blog, escreve em pelo menos dois jornais e conversa na Quadratura do Círculo. É tido como um intelectual de excelência dos média.

Não gosta de futebol, escreveu livros sobre Álvaro Cunhal sem recorrer a fontes do PCP.



Não sei se costuma dizer "Mas essa não é a questão fundamental!" no programa de TV emitido na SIC Notícias. Não retiro grande interesse do que escreve e fala, como tal, não lhe reconheço grandeza. Tanto como político de lugar descartável - luta por cargo que diz sempre ter ambicionado e abandona-o meses depois - como comentador das ideias.

Mesmo assim, é altura de recordar a sua aparição programa Parabéns na RTP Memória (hoje, 16h00). Altura em que Herman José prestava nobre serviço à república ao entrevistar os seus ilustres tribunos.

terça-feira, janeiro 23, 2007

Já cheira!



Não cheira nada, podem estar descansados!

Passa quase um mês depois do falecimento de James Brown, não deixa de ser caricato que continue por enterrar.

Distúrbios na sua turma de descendentes continuam a adiar o "engavetamento" do icon da Soul num... mausoléu. Nem na morte a sua querida família o deixa em paz, recorde-se que nas últimas décadas de vida alguns dos seus filhos lançaram processos relativamente à "cheta" do artista.

domingo, janeiro 21, 2007

Carlos Pinto Coelho, João Quadros e Júlio Machado Vaz

É divertido descobrir blogs onde escrevem personalidades portuguesas que admiro, que gosto de ouvir falar e ler. Mesmo aqueles que pensava estarem arredados da internet surpreendem-me, afinal parece que estão cá todos. Personalidades há que decido ignorar a sua presença na internet opinativa.

Recentes boas descobertas:

Carlos Pinto Coelho escreve aqui, João Quadros escreve ali e Júlio Machado Vaz acoli.

Seguem para as ligações deste blog.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Malditos correctores ortográficos!



Noutro caso, houve quem tivesse ficado azulado em vez de isolado.

Apanhado por Ponto Media.

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Abram alas para o Obama



Escandaleira na CNN.

Recentemente fizeram a típica reportagem "Osama, onde páras tu?". Escarrapacharam na imagem a questão "Where is Obama?". Ora Barack Obama é Senador pelo estado de Illinois pelo Partido Democrata. Aliás, é um dos três principais candidatos do partido democrata à eleição de presidente.

Barack Obama é hoje em dia um nome muito conhecido nos EUA, o seu livro "The Audacity of Hope" é um best-seller do momento. Será, certamente, conhecido por todo o planeta daqui a meses.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

O preço da guerra



Blood and oil: How the West will profit from Iraq's most precious commodity

sábado, janeiro 13, 2007

Hellaluiah

Mascarados e pintados de monstros, com mais ar de paródia ao He-Man e Jeepers Creepers que com ar de personagens de filme de terror satânico, os Mr Lordi venceram, destacadamente, o 51.º Festival da Eurovisão com uma canção hard rock de dieta no ruído, de melodia chunga e fórmula básica e banal. Os Scorpions não teriam feito melhor!

Nuno Galopim in DN - 22.05.2006

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Por estas e por outras, vou votar sim

Eu assisti ao debate para o anterior referendo, e apesar do resultado, ou talvez por causa dele, acreditei vagamente que todos os que nele intervieram iriam depois assumir as suas responsabilidades e trabalhar no terreno para uma enorme mudança de mentalidades, de atitudes, e a uma efectiva promoção da tal "cultura da responsabilidade" que produzisse efeitos e resultasse numa efectiva diminuição do número de abortos clandestinos.

Pedro Rolo Duarte in DN - 03.01.07

Foi dada uma oportunidade de 8 anos aos defensores da penalização de quem pratica o aborto. Resultados? O idealismo e moralismo são incapazes de mudar o mundo e menos resultados práticos surgem se se não mexe uma palha.

Já no novo milénio registam-se os mesmos problemas de há 10, 20, 50, 100 anos: a penalização do aborto prejudica mulheres que não pensam como uma parte da população portuguesa.

Se não se deve mudar quando as coisas correm bem, deve-se proceder a alterações quando não há resultados. A batalha de argumentos pró e anti legalização é longa, mas a minha inicia-se e termina aqui.

Daqui a um mês anda à roda.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Acabou-se a papa doce

Chega hoje às mãos dos urbes lisboetas e portistas, um jornal desportivo gratuito. Começa o fim da brincadeira para A Bola, Record e O Jogo. Já com descidas nas tiragens nos últimos tempos, enfrentam agora o que os diários ditos generalistas tiveram de enfrentar: descida drástica de vendas. Portugal será, muito provavelmente, o único país europeu a ter três diários desportivos pagos mas o cenário não deverá continuar assim por muito tempo.

Quem ganha é o portuguesinho, além do Metro e Destak, tem agora mais uma razão para não fazer nada na primeira hora de "trabalho".

domingo, janeiro 07, 2007

"A" ficção nacional

Ficção nacional, é quando um homem quizer. Pelos menos assim o é para os profissionais das televisões privadas portuguesas. Novela das "américas" com actores portugueses é "ficção nacional". E mesmo extra-Floribelas temos os habituais "novelos de lã" de cento e tal episódios, que directores de programação orgulhosamente apresentam como "ficção". Lixo, fraco entertenimento, emprego, mina de dinheiro em marketing que, como tem público, cumpre uma função e merece existir.

Hoje estreia na RTP verdadeira ficção nacional, aquela que as privadas não fazem porque custa ainda mais dinheiro do que as novelas habituais e não dá retorno em audiências. Nome de código: Sintra é baseado em delírios literários de Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão e terá 13 episódios de ficção dentro do "fantástico". Estejam descansados que não terá gente bonita e fantástica...

sábado, janeiro 06, 2007

Saddam Hussein troca prendas no dia de reis



Contexto: Saddam foi enforcado há uma semana e é dia de Reis. Em Espanha trocam-se as prendas neste dia.

Ok, depois da piadinha cáustica (South Park - o filme) já posso desbaratar na "justiça" que deu a Saddam Hussein, um rápido final.

O líder que conseguiu unir um país pré-fabricado durante algumas décadas, foi julgado e sentenciado sem ter as minimas condições de cachola para se defender. Não era um Slobodan Milosevic. Aliás, depois de destronado nunca mais foi o mesmo, quando capturando viveu atarantado e a leste.

Quando teve poder, foi um vil tirano e assassinos natos. Saddam Hussein chegou a disparar à queima roupa em conselho de ministros - à cabeça, claro - de quem ousavam questionar as suas decisões. Fez porque tinha ajuda interna e exterior.

A morte de Saddam Hussein não resolve os problemas que criou, nem a instabilidade que as forças aliadas, ao derruba-lo, originaram. Merecia ser julgado por todos os crimes realizados e ficar até ao resto dos seus últimos dias isolado, a pensar no "bem" que fez ao usar despoticamente o poder que iraquianos "nele depositaram".

As imagens da sua execussão são degradantes. Tanto as gravadas pelas TVs, como pelas de telemóvel. É caso para dizer, já não se pode morrer em paz! Não bastava a angústia de ter segundos de vida pela frente, ainda teve de aguentar com meia dúzia de rancorosos espertinhos.
Na morte colheu o que semeou no seu regime: o ódio pela repressão e assassinio.

Talvez a pena de morte de Saddam Hussein acabe por mudar algo no mundo. Não será descabida a ideia do presidente francês, Jacques Chirac, de fazer um forcing pela abolição da pena morte em todo o mundo.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Vaidade


"foram os ICAM's e os IPC's desta vida, os júris formados por lunáticos e amigos dos seus amigos do Bairro Alto, e as sucessivas políticas dos governos (convém lembrar, sempre do PS e / ou do PSD) que financiavam e não controlavam a concretização dos projectos, que jogavam com simpatias e fretes (em vez de competências e profissionalismo), e que sempre fizeram questão de ignorar o destinatário final dos filmes: o espectador (...)

Dá-se então a classica bola de neve: o poder escolhe ineptos para decidirem o que se vai subsidiar, por sua vez eles escolhem os projectos mais absurdos, e os espectarores, inteligentemente, fogem para a sala ao lado e vão ver outro filme qualquer."

Pedro Rolo Duarte in DNa - 18.11.2005

Paulo Rocha, um dos mais elogiados cineastas da escola do Novo Cinema Português, teve a pior prestação nas salas de cinema com «Vanitas», visto apenas por 493 espectadores.

Feitas as contas, o ano passado nem foi muito mau para o cinema português. Um filme a cima dos 200 mil espectadores, e uns três com mais de 10 mil.

No entanto, continuamos a ter uma boa percentagem de filmes que estão desadequados do mercado. São produtos de autorealização de certos cineastas. Não admira pois que um filme como "Vanitas", que teve promoção q.b., não tenha interessado a mais de 500 espectadores.

Este tipo de cinema merece existir, mas o mercado de filmes portugueses só irá se desenvolver quando produtores, realizadores, argumentistas, apresentarem suficientes produtos com que os espectadores se identifiquem.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

"Audiotoria" 2006

Abaixo citadas estão bandas e trabalhos que mais ouvi... com prazer. Alguns pertencem ao ano de 2005, mas foram só descobertas após 1 de Janeiro do ano seguinte.

Brigada Victor Jara -
Ceia Louca
Carlos Bica & Azul - Believer
Estradasphere - Palace of Mirrors
Gaiteiros de Lisboa - Sátiro
Mastodon - Blood Mountain
Marenostrum - Almadrava
Meshuggah - Nothing (re-released)
Nuno Prata -
Todos os dias fossem estes/outros
Sikth - Death Of A Dead Day
The Bad Plus - Suspicious Activity

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Personalidade do ano: André Sardet

Por unanimidade elegemos André Sardet personalidade do ano.
Demos o não a Belmiro e Paulo, ao presidente Cavaco, a Bono Vox, a Kofi Annan, ou mesmo a José António Saraiva.



Politicamente, André Sardet, aliou esquerda, centro e direita em redor do seu "best on" gravado ao vivo. No refeitório da Assembleia da República, o "Feitiço" passou 340 mil vezes em apenas seis meses levando à pobreza de espírito os dois ou três deputados que ainda tinham uma réstia de consciência crítica.

A nível económico fez feliz meia dúzia de caramelos, da sua editora. Agora, finalmente já têm dinheiro para terminar o ajardinamento da nova sede.

Socialmente, colocaram meio mundo a trautear "Eu não sei o que me aconteceu / Foi feitiço, o que é que me deu". Meio mundo que não agora aprova esse tema como um dos melhores a música portuguesa, mas que não sabia que já tem pelo menos quatro anos. Valha-nos algumas rádios que passaram o original previamente.

Viva André Sardet e quem o apoiar!

quinta-feira, dezembro 28, 2006

E um bar dado ao sustentável?

A política do desenvolvimento sustentável está na moda. Ele é preocupação com o planeta terra, com o tecido social mais desfavorecido, com o crescimento responsável das nossas urbes.

Da Holanda, mais precisamente Roterdão, vem agora o Sustainable Dance Club
onde poderão passar uma noitada sem fazerem mal ao ambiente. Imaginem, a pista de dança está equipada com um sistema que transforma em energia o frevor que se gera em cima dela. Outras práticas sustentáveis estão também introduzidas neste "clube". Resta saber se será económicamente sustentável um negócio - uma ideia - como esta.

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Diz que é uma espécie de crise II

Portugueses gastaram quase mil euros por segundo no Natal
in DN

Portugueses gastaram mais 11 milhões por dia
in Correio da Manhã



Este natal a frase preferida dos portugueses - "isto está mesmo mau" - ganhou outro sentido.

terça-feira, dezembro 26, 2006

Avô babado

Dick Cheney, vice presidente americano, vai ser avô. A sua filha Mary vai ser mãe e o pai... Heather Poe.

domingo, dezembro 24, 2006

Marx e o Natal



Em todos os natais era o autor de "O Capital" que assumia a figura de Pai Natal lá em casa. Estamos perante um retrato de época... ou não!

sábado, dezembro 23, 2006

Dedos à obra!

Faltam poucas horas para os portugueses se lançarem desenfreadamente na já tradição "sms para todos no Natal".



Certamente, iremos ter mais um record de envio de mensagens escritas pelos operadores de telemóveis.

E ainda há quem diga que os portugueses não lêem nem escrevem com regularidade.

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Quadra natalícia

É natal, é natal, é natal,
É natal, é natal, é natal,
É natal, é natal, é natal,
É natal, é natal, é natal.

Nasceu um novo poeta surrealista.

quarta-feira, dezembro 20, 2006

"Aviar" é um direito

Há sempre o lado engraçado problema. No caso da greve de zelo dos pilotos da aviação civil, temos os "aviadores" do contra, neste caso dos pró idade de reforma aos 65 anos. Afirmam-no com muita razão:

“É indecente que os pilotos vão trabalhar para outro país até aos 65 anos, acumulando a pensão de reforma”

Infelizmente, estamos num país cheio destes exemplos. Guincha-se pela reforma. Depois, com pouco mais de 50 anos, e por vezes menos, volta-se ao mercado ocupando o lugar de jovens que têm vida para construir. Querem ser úteis e activos, dediquem-se ao voluntariado...

terça-feira, dezembro 19, 2006

Diz que é uma espécie de crise

As classes médias portuguesas adquiriram nos últimos 30 anos um nível de vida que nunca tiveram no passado. A vida era dramática nos anos 70, instável nos anos 80 e, com a melhoria da economia, passou a ser confortável nos anos 90. (...) Há toda uma geração entre os 40 e os 60 anos que sentiu na pele esse crescimento, que acredita ter feito todos os sacrifícios, que não quer perder nada do que conseguiu.

(...)
Esta geração dos prazeres é individualista, céptica, conservadora e imensamente resistente ao discurso reformista dos políticos. A política não passa de uma actividade menor, até um pouco histérica. Os políticos são criaturas exóticas que ou visam os seus próprios interesses ou falam sem dúvida de mais. Não creio que isto mude com voluntarismo e retórica. Na verdade não muda.

Pedro Lomba in DN - 23.06.2006

domingo, dezembro 17, 2006

Lopes. Lopes-Graça.

Fernando Lopes-Graça nasceu neste dia há um século.
Nome incontornável na nossa "música erudita" foi tido como o Béla Bartók português. Tal como o autor húngaro, comtemplou a música tradicional do seu país e incutiu-a em algumas das suas obras da sua multifacetada carreira.

Parabéns a Lopes-Graça, e sobretudo a quem tem feito com que o seu nome continue a ser falado e ouvido. As comemorações do centenário do seu nascimento têm corrido bem.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Dizer asneiras e verdades, mas com classe

O programa "O Portugal de... Miguel Esteves Cardoso", emitido na passada terça-feira, foi de qualidade. Talvez o mais interessante dos vários que já foram emitidos.

Vi-o hoje graças a maravilhosa tecnologia.

Miguel Esteves Cardoso, consegue ter uma visão privilegiada de Portugal devido à sua costela inglesa, à sua experiência e intelectualidade.

O autoritarismo, o individualismo, a personalidade magnânime dos portugueses, mas também as excelentes potencialidades do país e da estrutura social, foram relevadas por este homem das letras. Afirme-se o facto de ter a torneira aberta para todo o tipo de palavras. Qual inglês, na frase mais séria prega com uma ou duas asneiras bem fortes para desmoer.


Miguel Esteves Cardoso é um dos nossos grandes valores e está arredado da TV e da rádio. Temo-lo semanalmente na revista Única do Expresso mas não basta.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

"Avaliam-me pelos defeitos, não pelas minhas qualidades"

Esta frase diz muito da forma como são geridos os recursos humanos em (grandes) empresas portuguesas.

Foi dita de forma arbitraria por um colega meu. Meditei e confrontei-a com algumas empresas por onde passei vejo que tem fundamento. Em Portugal, o empenho, a pontualidade, a desenvoltura, a vontade de servir bem não são tidas em conta numa avaliação. São sim, as notas menos positivas que a tua experiência não permitiu ainda corrigir.

Eis como a uma nova geração cheia de vontade de mudar o país está a ser desperdiçada.

terça-feira, dezembro 12, 2006

Árvores de Natal

Há um sururu na imprensa por causa do facto de termos a maior árvore de natal da europa.
Negócio é negócio, e já que não somos maiores na economia, o portuguesinho dono de banco gosta é de ofertar luminatura e grandiosidade à sociedade.

Associo esta quadra a outras árvores...

Árvore destrói automóvel em Lisboa

Árvore caída

domingo, dezembro 10, 2006

Ainda há Mar Cáustico dois anos depois!

Assim é, este blog celebra dois anos de crónicas aleatórias, sugestões cibernéticas, ou sarcasmo e ironia gratuitos.

A vontade de escrever e de partilhar análises, tem mantido este blog vivo. Sobrevive a uma porção gigante de blogs que seis meses após a sua criação já estão encostados à box.

Não é um blog político, de rancor, de crítica-de-braços-cruzados mas de um sujeitinho que muitas das vezes acredita que nasceu no país errado. Cá vou ao leme, tentando adaptar-me ou mudar o que em meu redor vejo estar mal conseguido. É terapeutico pois é árduo construir uma vida em Portugal, um país disfuncional desde há séculos. Trabalhar bem não basta.

Um bem haja a todos os que vão visitando este espaço de opinião.

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Molho à espanhola

A sede do Banco Espírito Santo, em Madrid, foi encerrada, esta quinta-feira, pela polícia espanhola, devido a suspeitas de práticas de «branqueamento de capitais». Fonte da Unidade Central Operacional da Guardia Civil contactada pela AFP diz que a operação ainda está em curso.



A notícia já tem semanas. O Banco Espírito Santo (BES) e outros bancos viram-se em apuros por uma matinal operação da guarda espanhola na capital. Apenas o BES fazia as capas dos jornais no dia a seguir. Foi o bombo da festa dos media.

A realidade é outra. Entre os bancos na fogueira do caso de "branqueamento", o BES tinha uma pequena percentagem de envolvimento enquanto que as outras instituições, espanholas, dominavam. Qual iberismo, a imprensa madrilena uniu-se e "descascou" no BES escondendo a maior responsabilidade de bancos espanhois.

Em Portugal, raros foram os analistas que alertaram para este facto. Os média ficaram-se pelas notícias do "cerco" ao BES. Nesse sentido, faço-o já em segunda mão.

Se há alturas em que devemos "bailar" com entidades portuguesas, há outras em que as devemos defender. Esta ridicularização espanhola do BES revela muito da sua forma de ser e estar perante "rivais". Talvez seja por isso que dificilmente uma empresa portuguesa ganha um concurso público em Espanha.