Dois casos nos média ilustram o erro que destroi, hoje em dia, a importância de mercado que jornal, rádio e TV têm. Em breve o verbo passa a "tinham".
A Internet deixou de ser uma brincadeira, é agora uma utilidade diária, uma necessidade básica das nossas vidas como a água, electricidade, etc. Desfaz agora os modelos de média vigentes. A adaptação torna-se lenta e as reacções, há boa maneira portuguesa, são de tentar conservar o pouco de lucro que resta, não a de prever o lucro no futuro.
Assim, 24 Horas mudou o lay-out e ambito do jornal após meses de grandes descidas no seu formato "tabloide inglês". É agora uma cópia do Correio da Manhã, o diário que mais vende em Portugal.
A Antena 2 faz, e bem, uma tentativa de ser uma rádio para mais públicos. O problema que abordo reside no programa da manhã. Se anteriormente era um espaço completamente diferente na radiofonia portuguesa das 7h às 10h, segue agora o modelo das outras rádios. Muita informação, rubricas, etc. Uma polémica abordada pelo Provedor do Ouvinte da RDP com a qual concordo. Afirmada por muitos ouvintes, ouvintes que discordam de algumas mudanças de rumo da Antena 2... as quais até aprovo. A Antena 2 não pode ser o que era até há um ano atrás.
Convenhamos, os dois exemplos mostram que ambos os meios recusam o nicho de novidade e apresentam ao consumidor mais do mesmo. Vão para o último bastião onde ainda há bom rendimento: o que compra o Correio da Manhã e JN, ouve a TSF ou Renascença.
Embora Antena 2 não viva de publicidade, tornar o seu programa matinal igual ao geral é prestar um mau serviço à diversidade.
Diversidade e inovação é o que falta em Rádio, Imprensa e TV... e é o que faz da internet e novos meios de comunicação, o futuro. Nos últimos barames da marktest, estes três meios continuam a perder ouvintes, leitores e "ouventes". Ganha a internet alimentando os nichos que querem informação abafada nos grandes meios de comunicação.
O futuro é já ali. Dizem os estudos que em pouco tempo a publicidade média, que agora alimenta sobretudo o meio TV, migrará para a Internet. Esta vai passar a ser o meio a "absorver" mais investimento. Sem investimento, os meios de comunicação que agora trocam a criatividade pelo mediano e banal, vão fechar portas.
terça-feira, julho 24, 2007
segunda-feira, julho 23, 2007
Amor cão
Dog contraceptive signals end to castrationIncomoda-me saber de pessoas que gostam de ter um animal de estimação e que o castram. Tirar parte de si e da sua felicidade. Se não conseguem viver com a sexualidade de um cão, não o tenham.
Agora, todos os amantes dos animaizinhos, especialmente os canídeos, têm uma razão para os deixar completos. Especialmente aqueles donos que são capazes de ter um "castrati" em casa, ou um canário aprisionado numa jaula, mas que na rua fazem campanha alarve pelos direitos dos animais.
quinta-feira, julho 19, 2007
Olha, tu queres ver que é um...
... aranhiço?
Dos focos de luz, das aparições, dos poltergheists... aos pequenos araquenídios numa janela soalheira.
terça-feira, julho 17, 2007
Zita e as falhas da história
"Há uma ideia-chave neste livro: o que está errado no comunismo não é a prática. A prática falhou em todos os países", defendeu Zita Seabra, salientando que foram "os erros nas ideias que fizeram aquela prática".
Zita Seabra, escreve um livro sobre a sua experiência no PCP e opina sobre o ideal comunista.
Na minha maneira de ver, apartidária, falhou a prática. Ver regimes "comunistas" que em poucos meses rumaram a ditaduras em volta de um "icon" é... abjecto. Tornaram-se religiões, tiranias, onde meia dúzia reinava para a pobreza dos restantes.
Discordo então de Zita. Comunismo é uma mera utopia que sempre falhou e, provavelmente sempre falhará, mas que tem alguns conceitos que podem pedir à humanidade o que mais precisa: equilibrio social.
Para quem tem ($), a pobreza e a falta de oportunidades dos outros não são problemas. Lá dizem as gentes, com os problemas dos outros podemos nós bem.
Zita Seabra, escreve um livro sobre a sua experiência no PCP e opina sobre o ideal comunista.
Na minha maneira de ver, apartidária, falhou a prática. Ver regimes "comunistas" que em poucos meses rumaram a ditaduras em volta de um "icon" é... abjecto. Tornaram-se religiões, tiranias, onde meia dúzia reinava para a pobreza dos restantes.
Discordo então de Zita. Comunismo é uma mera utopia que sempre falhou e, provavelmente sempre falhará, mas que tem alguns conceitos que podem pedir à humanidade o que mais precisa: equilibrio social.
Para quem tem ($), a pobreza e a falta de oportunidades dos outros não são problemas. Lá dizem as gentes, com os problemas dos outros podemos nós bem.
domingo, julho 15, 2007
A grande cabala!
"Não há como agora na história portuguesa uma campanha paga para destruir o conceito da Ota. (...) Custa que instituições altamente respeitadas queiram mistificar a realidade chamando-lhe racionalidade"Henrique Neto, é empresário que quer fazer alguma coisa... no fraco movimento de defesa do projecto Ota para o novo aeroporto internacional (de Lisboa).
O que é que o portuga ferido no orgulho faz em defesa do que pensa? Insurge-se contra forças obscuras, poderes instalados, conspirações atrozes, orquestrações maldosas, cabalas (não cavalae, como na imagem).
Ena, tantos sinónimos. Vêem como é formato antigo e ocasional da massa portuguesa?
Palmas para Henrique Neto, empresário e resistente anti-cabalista. Está inaugurada a silly season.
sexta-feira, julho 13, 2007
A Morte de sua "excelência"
Benny Hill sax player dies at 80
Hy Zaret, 99; lyricist for hit tune 'Unchained Melody'
A morte é assunto de notícia. Chega a ser entrada de sítio, de jornal... depende do país.
Por vezes, basta terem um momento de fama na sua vida e são... notícia. Um saxofonista e um letrista que tiveram um "grande" momento, mereceram destaque dos "mass media".
Em Portugal é escala menor, mas a morte também não escapa aos aplausos e "boas palavras" na imprensa e nos cafés.
Poderão morrer mais de 100 mil portugueses num ano, mas Henrique Viana e Filipe Ferrer, cujo "desaparecimento" é recente, ficam associados a 2007.
Hy Zaret, 99; lyricist for hit tune 'Unchained Melody'
A morte é assunto de notícia. Chega a ser entrada de sítio, de jornal... depende do país.
Por vezes, basta terem um momento de fama na sua vida e são... notícia. Um saxofonista e um letrista que tiveram um "grande" momento, mereceram destaque dos "mass media".
Em Portugal é escala menor, mas a morte também não escapa aos aplausos e "boas palavras" na imprensa e nos cafés.
Poderão morrer mais de 100 mil portugueses num ano, mas Henrique Viana e Filipe Ferrer, cujo "desaparecimento" é recente, ficam associados a 2007.
quarta-feira, julho 11, 2007
E é por si...

Também, ajudamos velhinhas a atravessar a passadeira e fazemos quermesses para ajudar os mais carenciados lá do bairro.
Temos agora uma ninhada de pastores alemães. Queridos e fofinhos cachorrinhos que o podem defender do mais incauto burlário. Político ou não. Quer adoptar um? Vá lá, é por si e para si.
No PSD somos assim, caridosos e com muito amor para dar ao próximo... e temos algumas bocas para sustentar. Mas isso são outras querelas!
segunda-feira, julho 09, 2007
Tremoço, o marisco do revolucionário português
Consórcio investe 12,5 milhões de euros em pesticida português revolucionário"o fungicida, extraído do tremoço germinado, mata diversos tipos de fungos responsáveis por doenças das culturas, sem prejudicar animais ou o homem, é um produto inovador a nível internacional e terá um preço "altamente competitivo" com os pesticidas concorrentes das multinacionais actualmente a dominar o mercado."
sábado, julho 07, 2007
06/06/06

Dia bacano, hei?! Maravilhoso...
E aí, o que é que você fez no 06/06/06?
Quem quizer pode salvar o mundo. Ouvir música no Rock in Rio global... o verde, o azul, o H20, o O2... a promoção das marcas, bandas, a diversão... e a divulgação de conselhos que já desde os anos 70 brotam de humanos preocupados. Conselhos que só agora as empresas da economia "global" viram que pode ser um filão de ouro.
Quem quizer pode ir às "maravilhas"... ali pelo estádio da Luz. Após meses de floreados, lá vamos saber qual a aldeia mais portuguesa de Portugal, e as novas maravilhas do mundo moderno.
Dia mais lindo. Volto a perguntar: o que fez no 06/06/06 ?
quinta-feira, julho 05, 2007
Venham mais cinco... milhões
Multinacional francesa Bouygues quer construir mais cinco espaços comerciais em PortugalHá por ai tanta aldeiazinha desertificada. Porque é que não a remodelam como "espaço comercial"?
Numa "curta" de um dos últimos Expresso, dizia-se que em Portugal haviam casas planeadas, nos planos aprovados das câmaras, para 40 milhões de portugueses.
Qual será o actual rácio de centro comercial para 10 milhões de portugueses? O pequeno comércio - sim, mesmo aquele que não quer se modernizar - também não merecerá existir? É um modelo de desenvolvimento de país, "plantar" centros comerciais de forma exagerada?
terça-feira, julho 03, 2007
domingo, julho 01, 2007
sexta-feira, junho 29, 2007
FlexiSocialismo
Reduzir subsídios, tornar normais períodos alargados de trabalho, baixar suplementos do trabalho extraordinário, reduzir períodos de férias - tudo aponta numa mesma direcção e serve um mesmo propósito: o de reduzir o custo de cada hora efectivamente trabalhada ao longo do ano. A estas medidas juntam-se simplificações processuais nos despedimentos e alargam-se conceitos justificativos de despedimento individual com justa causa.
António Perez Metelo in DN - 29.06.2007
Flexiseggurança implicava:
- flexibilidade no despedimento;
- congregação entre estado, sindicados e empresários para a recolocação dos "despedidos" em novos empregos, ou na sua requalificação;
- aumento de impostos para garantir segurança económica ao "despedido" num periodo até quatro anos;
Para quê a flexisegurança quando se pode um modelo só "flexi"?
É desta forma que Portugal quer crescer: tornando mais miserável a vida dos que trabalham e que menos direitos têm. Criar um modelo de trabalhador que vai competir com o "chinês", quando o Relações Públicas Sócrates apregoa que Portugal tem de investir em produto de qualidade, vendido a bom dinheiro.
É o cenário ideal para o equilibrio... social. Mais para os acionistas, pior qualidade de vida para quem está no fundo da escala.
Diz ainda António Perez Metelo:
Quanto a medidas para acabar com os falsos recibos verdes, nada. Pelos vistos, as normas em vigor, que não atacam o problema, satisfazem a comissão. E os contratos a prazo, que um em cada quatro trabalhadores por conta de outrem se vê forçado a aceitar, parecem aceitáveis aos peritos, já que nada propõem nesta matéria.
Quem tem de viver com recibo verde não se incomodará com as normas laborais que aí vêm, pois já vive com elas. Por este andar, o modelo económico (100% flexibilidade, zero segurança e formação inútil) vai finalmente unificar a precaridade no tecido produtivo português.
O modelo em que encorremos vem já desde há duas décadas. Como todos vemos, tem dado grandes frutos. Lá fora, há relatórios que acham inademissível o nível de contratados precários e dizem que a economia portuguesa, apostanto neste tipo de "contracto", continuará a afundar-se.
Nem partidos, nem revoluções, nem portugueses poderão inverter estado de coisas. As medidas são feitas a pensar em uma minima percentagem da sociedade, num curto prazo, por pessoas desprovidas de socialismo, de capacidade de liderança, de amor ao próximo, e que não têm os pés assentes na terra.
Recorrer no erro, não é teimosia é vontade.
António Perez Metelo in DN - 29.06.2007
Flexiseggurança implicava:
- flexibilidade no despedimento;
- congregação entre estado, sindicados e empresários para a recolocação dos "despedidos" em novos empregos, ou na sua requalificação;
- aumento de impostos para garantir segurança económica ao "despedido" num periodo até quatro anos;
Para quê a flexisegurança quando se pode um modelo só "flexi"?
É desta forma que Portugal quer crescer: tornando mais miserável a vida dos que trabalham e que menos direitos têm. Criar um modelo de trabalhador que vai competir com o "chinês", quando o Relações Públicas Sócrates apregoa que Portugal tem de investir em produto de qualidade, vendido a bom dinheiro.
É o cenário ideal para o equilibrio... social. Mais para os acionistas, pior qualidade de vida para quem está no fundo da escala.
Diz ainda António Perez Metelo:
Quanto a medidas para acabar com os falsos recibos verdes, nada. Pelos vistos, as normas em vigor, que não atacam o problema, satisfazem a comissão. E os contratos a prazo, que um em cada quatro trabalhadores por conta de outrem se vê forçado a aceitar, parecem aceitáveis aos peritos, já que nada propõem nesta matéria.
Quem tem de viver com recibo verde não se incomodará com as normas laborais que aí vêm, pois já vive com elas. Por este andar, o modelo económico (100% flexibilidade, zero segurança e formação inútil) vai finalmente unificar a precaridade no tecido produtivo português.
O modelo em que encorremos vem já desde há duas décadas. Como todos vemos, tem dado grandes frutos. Lá fora, há relatórios que acham inademissível o nível de contratados precários e dizem que a economia portuguesa, apostanto neste tipo de "contracto", continuará a afundar-se.
Nem partidos, nem revoluções, nem portugueses poderão inverter estado de coisas. As medidas são feitas a pensar em uma minima percentagem da sociedade, num curto prazo, por pessoas desprovidas de socialismo, de capacidade de liderança, de amor ao próximo, e que não têm os pés assentes na terra.
Recorrer no erro, não é teimosia é vontade.
quinta-feira, junho 28, 2007
Rato Mickey A.C.


Iron Age 'Mickey Mouse' Found
Ora aí está a prova nada se inventa, nem está por inventar.
Rato Mickey terá nascido numa sessão mediunica em que Walt Disney esteve presente.
terça-feira, junho 26, 2007
domingo, junho 24, 2007
Maravilhoso mundo do acolhimento
Algarve pode acolher base da ETA (Expresso)
O governo continua apostado em trazer mais investimento para Portugal.
Nesse sentido continuam a ser feitos contactos e estudos a empresas de consultodoria internacional.
Basílio Horta, líder da Agência Portuguesa de Investimento, vê com bons olhos a vinda de mais organizações que possam criar mais emprego e saúde à economia portuguesa.
O governo continua apostado em trazer mais investimento para Portugal.
Nesse sentido continuam a ser feitos contactos e estudos a empresas de consultodoria internacional.
Basílio Horta, líder da Agência Portuguesa de Investimento, vê com bons olhos a vinda de mais organizações que possam criar mais emprego e saúde à economia portuguesa.
sexta-feira, junho 22, 2007
Trim trim
Os sons de telemóvel estão cada vez mais apurados. Agora já servem para "caçar" leopardos na Índia.
Será o fim dos apitos de pato que os caçadores usam em caçadas. Se é que não foram já descontinuados por Bruxelas, por serem perigosos para a saúde!
quarta-feira, junho 20, 2007
Os preocupadinhos da silva
Compromisso Portugal avalia Governo nos próximos 15 dias
"Tenho dificuldade em aceitar algo como o Compromisso Portugal, é uma visão da sociedade de quem não tem os pés assentes na terra.
Todas essas teorias da revolução liberal cairiam se essas pessoas saíssem dos escritórios e das consultoras e passassem uma semana no Hospital de S. José a ver o que é a pobreza, ou se fossem a Pampilhosa da Serra a ver a desertificação"
Luís Nobre Guedes in Expresso - 26.05.2007
"Tenho dificuldade em aceitar algo como o Compromisso Portugal, é uma visão da sociedade de quem não tem os pés assentes na terra.
Todas essas teorias da revolução liberal cairiam se essas pessoas saíssem dos escritórios e das consultoras e passassem uma semana no Hospital de S. José a ver o que é a pobreza, ou se fossem a Pampilhosa da Serra a ver a desertificação"
Luís Nobre Guedes in Expresso - 26.05.2007
segunda-feira, junho 18, 2007
Elvis está vivo!! E Mário Soares também...
Segundo carta chegada ao semanário "O Mirante", Elvis habita num iglô no Pólo Norte e é guia espiritual de uma pequena comunidade de pinguins.É assim que eu observo a brada loucura que se gera quando chega à comunicação social, uma "grande" pista para a resolução do caso Madeleine McCann. Semanalmente, são dezenas as que chegam à PJ, e a todas tenta reagir e investigar.
Soltam-se as amarras, a comunicação social informa todos os seus receptores que o fim do caso está próximo. Dias depois, é a desilusão de um mau filme... criado por pessoas que procuram protagonismo e alimentado por empresas que deviam trabalhar para a informação e não ilusão.
Em duas semanas tivemos a pista holandesa, esse mapa miraculoso; e a espanhola, um "protagonista" sabia onde a criança estava e desejava falar com o casal McAnn.
Vamos lá, tenham bom senso... o Elvis já morreu!
sábado, junho 16, 2007
Na carapaça, a memória bélica
Recentemente, foi capturada (chacinada) uma baleia.
Nela vinha um "brinde": um dardo que data de há 115-130 anos.
Uma bela viagem ao passado.
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