As revoluções que pedimos, não as merecemos. Pedi-mo-las, mas quando se fazem não lhe damos o devido valor. Não temos a ideia correcta do panorâma internacional dos serviços públicos de imprensa, nem dos privados mas... instigamos ao perfeccionismo.segunda-feira, maio 28, 2007
Revoluções na imprensa e a RCP
As revoluções que pedimos, não as merecemos. Pedi-mo-las, mas quando se fazem não lhe damos o devido valor. Não temos a ideia correcta do panorâma internacional dos serviços públicos de imprensa, nem dos privados mas... instigamos ao perfeccionismo.sábado, maio 26, 2007
Uma janela de oportunidade
"o editor do site Pasadena Now, na Califórnia, contratou o serviço de dois jornalistas indianos, um de Bombaim e outro de Bangalore, para cobrir - imagine-se! - as reuniões do City Council … de Pasadena. De que modo? Muito simples: as reuniões são transmitidas por webcast. Os jornalistas indianos organizam-se de modo a seguir esse serviço de agenda e escrevem as suas peças com base naquilo que entendem ser mais relevante."
in Jornalismo e Comunicação
Se a moda pega, bem que poderiamos passar a ter ministros a governar Portugal desde o Sillicon Valley. Americanos de gema.
quinta-feira, maio 24, 2007
Marchas de Lisboa
Helena Roseta, Carmona Rodrigues, António Costa, Ruben de Carvalho, Sá Fernandes, Telmo Correia, Manuel Monteiro, Gonçalo da Câmara Pereira e certamente outros mais já se chegaram à frente para Lisboa. Venham mais cinco.Têm muitas ideias... minto, muita vontade de subir ao trono.
Carmona Rodrigues, a partir do momento que o PSD lhe tirou o tapete, vestiu a sua batina de lisboeta e voltou aos gloriosos momentos da campanha. Tinha saudades da altura em que tudo se pode dizer e prometer de sorriso em riste.
António Costa, bem ao estilo de altos responsáveis políticos nacionais, baldou-se do cargo e seguiu o instinto... do seu partido. Nada melhor que pegar no municipio principal do país para, daqui a seis anos, substituir Sócrates no governo de Portugal. Rui Pereira, novo Ministro da Administração Interna, foi mais um a mostrar que o português cumpre contratos e responsabilidades, quer elas tenham um mês ou nove anos.
A falta de vontade de Helena Roseta se aliar a outras forças, mostra a sua ideia base: medir forças com o PS de Sócrates. Vale a pena?
Ruben Carvalho e Sá Fernandes, com tanta dispersão de votos lá vão ficar com poucos. Vão ter força para fazer alguma coisa?
Telmo Correia avança com toda a confiança. Vai andar por aí a fazer campanha para meses depois de se garantir como vereador, abandonar Lisboa porque tem mais de fazer ... na assembleia da República ou no partido. Ainda se lembram dos outdoors "Eu Fico" de Paulo Portas?Manuel Monteiro e Gonçalo da Câmara Pereira também têm marchas preparadas.
Lisboa tem cheiro. Lisboa tem carros a mais, jovens a menos, prédios devolutos, grave situação financeira que nem daqui a seis anos estará resolvida.
Tem lisboetas e partidos que desde há 15 anos identificaram estes problemas e que, em campanha, têm prometido resolvê-los.
terça-feira, maio 22, 2007
Os não responsáveis
“Não me lembro na democracia portuguesa de uma data de eleições ser sujeita a esta controvérsia e desautorizada pelo TC. Acho que isso fica mal a uma governadora civil e o ministro da Administração Interna devia pensar na governadora civil que tem porque, em princípio, ela garante a legalidade e como se vê não garantiu”Aí está uma atitude de bom senso e de grande visão política. Com novas e frescas ideias se tenta solucionar os problemas do país.
A governadora civil de Lisboa errou? Demita-se! Ofendeu a honra do país... partidário.
A taxa de desemprego cresceu? Escândalo! Umas demissões no governo não faziam mal a ninguém. Sim, porque ainda há três anos estava tudo no bom caminho... político. E quem diz três, diz dez ou vinte anos.
O problema é sempre o mesmo. A gestão é feita pelos mesmos, numa linha sempre idêntica e com resultados cada vez mais graves. Procuram-se melhorar os números, mas quando são negativos, eleva-se a voz e faz-se uma cara de espanto e acusa-se o ministro. Como se a decadência resultasse dos últimos meses de trabalho.
Quem tem coragem de se responsabilizar? Quando é que os partidos portugueses começam a pensar que têm de governar, não para si próprios, mas para quem os elege?
domingo, maio 20, 2007
O perfecionista
sexta-feira, maio 18, 2007
Informar
(...)
Sob a capa da "transparência" o que se esconde, como sempre, é o desejo de controlar a informação que é transmitida ao público, de modo a prolongar a presença no poder. É um tique velho como o mundo, mas que agora pintou os lábios, compôs o cabelo, vestiu roupa colorida e se mascarou de "boa política editorial".
João Miguel Tavares in DN - 01.05.2007
Novas do jornalismo: imprimir um cunho político partidário à informação, joga com a tentativa de imparcialidade ensinada nas escolas de comunicação.
Pina Moura continua com faro para o social. Sempre a bem do denominador comum.
quarta-feira, maio 16, 2007
A montanha pariu um Murat
Robert Murat é inocente, por agora.
Mas alguns dos seus comportamentos, são similares a de pessoas que cumprem pena... ou de acusados.
A história do bandido que se junta às investigações é regular. Há poucos anos em Inglaterra, duas raparigas de t-shirt do Manchester United andaram sumidas durante duas semanas. O criminoso tinha acompanhado as buscas, tinha dado azo ao seu desalento em frente às câmaras da TV.
O que une o "inocente" O. J. Simpson, Robert Murat e mesmo os senhores a julgamento no caso Casa Pia? O pensamento para a imprensa, "sou inocente, tenho a minha vida arruinada até se apanhar quem cometeu os crimes!". A estrela de futebol americano, aliás, no final do julgamento que o inocentou disse que ia dedicar o seu tempo livre a investigar quem realmente tinha morto a sua mulher. Promessas.
segunda-feira, maio 14, 2007
3, 2, 1...
Como é que será accionado? Imagino uma contagem decrescente e o responsável a carregar num botão vermelho... ou encarnado.
sábado, maio 12, 2007
Planear a longo prazo
Se o metro não chega à Costa da Caparica, chega a Costa da Caparica ao metro.
Por este andar, em 2032 temos a água perto da Faculdade Técnica de Lisboa, no Monte da Caparica.

quinta-feira, maio 10, 2007
"Conta-me como foi"

O formato, que marca o regresso de Rita Blanco (‘Margarida Lopes’) e Miguel Guilherme (‘António Lopes’) ao canal público retrata Portugal no final da década de 1060.
Seria uma imagem bonita, ver a evolução da vida de uma família no primeiro século do milénio anterior no espaço que hoje em dia é ocupado por Portugal.
Pena é que D. Henrique, pais de D. Afonso Henriques (primeiro rei de Portugal) só tenha nascido a 1066. A série televisiva seria sobre uma família lá bem do passado... mas não seria um The Flinstones III!
terça-feira, maio 08, 2007
Uma questão de fé
Ora aí está.Quem diga que a religião católica é uma torre fechada e que não se altera consoante a actualidade que a percorre, só pode estar de má fé.
Leeeeeeeeeentamente, os dogmas são aperfeiçoados dos ensinamentos que o profeta deixou.
Após séculos de muito estudo, agora sabe-se que "as crianças não baptizadas que morrem se salvarão e desfrutarão da visão de Deus". Como poderosa nossa a mente interpretativa. Os dois milénios de história cristã são assentes em relatos escritos de quem não presenciou os actos Jesus Cristo. A igreja transformou-se, até hoje, naquilo que o homem quis e não nos ensinamentos profundos de bondade. Teoria e prática.
Quiça, daqui a 200 anos haja uma nota da Santa Fé a elucidar-nos como é a decoração no purgatório... justificarão dizendo que vem tudo no livro.
domingo, maio 06, 2007
"Um artista assim aparece de 100 em 100 anos"

Fernando Madrinha in Expresso - 05.05.2007
Onde estão as oportunidades?
Temos cada vez mais jovens com estudos superiores, mas não temos mercado de trabalho de lhes dê... uma oportunidade. Por outro lado, o Estado português treme perante a União Europeia pois os níveis de formação inferiores à média. Não será mais importante um indice de desemprego de licenciados?
Como se resolve o problema à portuguesa? Não se combate emprego precário, o a empresa que suga subsidios e que não tem futuro, empresário incapaz, não se estimula a criação de oportunidades para os jovens (e adultos) mostrarem o que valem. Impinge-se mais cursos aos "que não fazem nada".
Em Portugal, a formação não serve para fim a que se propõe: não cria massa pensante, capaz de criar empresas e trabalho. Não muda o país. Frusta as espectativas de quem dedicou muita da sua vida a estudar. Mesmo assim, quem governa acha que pode fazer dos seus cidadãos, estudantes profissionais.
A campanha Novas Oportunidades resulta desse principio. Não é para mudar o país, é para mudar as estatísticas, pois a formação dada é má e desadequada ao mercado.
Louvo o regresso da revista NS ao bom jornalismo, ao ângulo da notícia diluída no movimento da sociedade. Num excelente artigo da edição de ontem, a NS foi entrevistar formados superiores de profissões visadas na publicidade do Novas Oportunidades. Na capa, um jovem que, tal como Pedro Abrunhosa formou-se no convervatório, mostra o seu "orgulho" por ser vendedor de automóveis.
Mais do que formação, precisamos de uma grande visão, seriedade, coragem e adequação à realidade de quem nos governa. Mais oportunidades e formação de excelência.
sábado, maio 05, 2007
A Cerelac que nos une
Shimon Peres in Expresso - 28.04.2007
quinta-feira, maio 03, 2007
Democracia às 20 horas
Pedro Rolo Duarte in DN - 21.03.2007
E dura, dura, dura. Como as pilhas duracell ou como o morfina. Quanto mais as televisões cedem, pior é.
Nestas últimas semanas foram, directos de candidatos ao poleiro no partido pequenino (PP), conferências sobre operações às carótidas, e agora essa temática tão importante aos 10 milhões de portugueses como é se Carmona fica ou não fica.
Nunca me esqueço do rescaldo das últimas eleições autárquicas de Lisboa. A reacção de vitória de Carmona Rodrigues era oca. Dizia qualquer coisa como "ganhámos, agora vamos trabalhar em prol dos lisboetas". Traduzindo, "ok, esqueçam os sorrisos e as boas vontades expressas em campanha... o futuro é o que Deus quizer e logo o desenrascamos consoante a maré".
Cada vez mais a política é isto, um caminho traçado dia a dia consoante estímulos e oportunidades que pouco ou nada têm a ver com o que milhões de euros que a campanha faz.
Nesse sentido, a campanha de Sarkozy e Segolene só serve de uma coisa para mim: a inovação do marketing político. Assim como em todas as eleições americanas se inova na forma de convencer o voto, cada vez mais à força de orçamentos escandalosos, em França temos o mesmo em paralelo europeu. Haverá estudos interessantes a sair.Sarkozy será assim tão sabedor e forte? Segolene será assim tão apática e incapaz de governar um país? Veja-se Angela Merkl, de quem se dizia que era uma choninhas sem mão para o poder. Hoje em dia, faz boa figura na Europa.
A imagem não é tudo, e as televisões continuam a cede-la a custo zero a pessoas, muitas vezes, incompetentes e responsáveis pelo nosso infortúnio.
quarta-feira, maio 02, 2007
segunda-feira, abril 30, 2007
"Uma segunda casa, três carros num agregado familiar, quatro telemóveis e cinco canais pagos"
No último programa Com Sal e Pimenta, o economista João César das Neves interrogava-se sobre geração jovem pós-25 de Abril. Dizia ele que lhe chegavam cada vez mais relatos de insatisfação e da geração de portugueses que agora andam nos 20 / 30 anos.Nas suas palavras, os jovens estão descrentes com o 25 de Abril, preferiam que não se tivesse efectuado, culpam as gerações sonhadoras que o fizeram de estarem bem na vida e de pouco ou nada terem feito pelos jovens. Não vislumbram futuro, mas deram da sua via a maioria dos anos ao estudo.
Nem todos os jovens estão em má situação. Felizmente, há uma boa margem que já encarrilou. Mas há uma boa margem que, já com 30 anos, se encontra sem oportunidades e muita formação. Por mim falo. Não culpo o 25 de Abril, acho que era inevitável num país de meias tintas.
Estou plemanente de acordo quando que se diz que Portugal cresceu e muito nas três decadas que passam, o próprio programa de António Barreto que passa na RTP o afirma, contudo, também não desmente que foram anos de desperdício. As gerações que andaram de cravo na mão em 74 tudo queriam, e muito tiveram. Uma segunda casa, três carros num agregado familiar, quatro telemóveis e cinco canais pagos.
Queixam-se do futuro, mas conseguiram montar a sua vida e terão reforma. Sim, na globalidade a geração dos portugueses de 50/60 anos falhou em criar um futuro melhor para quem lhes sucede. São os jovens que com licenças precárias fazem o triplo dos empregados que estão no quadro; que têm mais experiência e vontade de produzir; que têm objectivos e que dificilmente sem a ajuda financeira da família os conseguem por em prática.
O grito "Não se resignem" do Presidente da República é mais uma chapada nos jovens que se afundam no pântano. Essa convicção de Cavaco Silva, tem de ser dado em tom de admoestação a quem sucessiva e erradamente continua a criar linhas de política que não resolve os problemas das jovens gerações. Quem nos governa e que tem o poder de mudar é que não se tem de se resignar a modelos teóricos.
A geração rasca é uma, a geração à rasca é outra.
sábado, abril 28, 2007
quinta-feira, abril 26, 2007
Não se resignem!
Bom, por cá a grande luta de audiências do momento é entre uma rapariga pobrezinha que usa roupa colorida e fala com árvores e uma rapariga tristonha que se disfarça de freira para fugir à polícia. Nós, que somos tantas vezes alertados para o perigo imperialista da cultura americana, andamos a chafurdar em formatos de origem venezuelana, com a sofisticação própria do Terceiro Mundo.
João Miguel Tavares in DN - 04.11.2006
quarta-feira, abril 25, 2007
Paz, Pão, Povo e Liberdade!
São já 33 anos de progressos... para o lado, para o outro, para trás e para o bolso.
Outrora estavamos reféns da igreja e dos fatos cinzentos... hoje, o nosso Tarrafal são os bancos. A classe média aperta o cinto desde os anos 80 e a juventude paga as suas vidas, casa e filhos a trabalhar em call centers.
Parabéns Portugal, saiste de um estado mesquinho, fugiste a uma recaída e deste o paraíso a quem já tudo tinha.
segunda-feira, abril 23, 2007
Super Fast Food Me
Vi o filme Super Size Me há poucas horas. Depois de visionar a experiência de um humano a comer só fast food durante um mês, perde-se a vontade de alguma vez voltar provar os deliciosos sintéticos snacks da MacDonalds.Aguardo com expectativa que o filme Fast Food Nation chegue à... RTP2. Li o livro e achei informativo e interessante.
Ambos as obras adoptam uma conclusão e que acho a ideal: come fast food se desejares, já viste que bem não faz.
domingo, abril 22, 2007
Um questão de cinzas...
Consta que o bem conservado Keith Richards terá "snifado" cinzas do pai. Já foi desmentido, mas a ser verdade, poderá ser considerado canibalismo?
James Doohan, actor que interpretava a personagem de Scotty na série de ficção científica Star Trek vai para o espaço. Ou melhor, vão as suas cinzas. É caso para dizer, beam him up!
sábado, abril 14, 2007
quinta-feira, abril 12, 2007
O Portugal de... Francisco Pinto Balsemão
"duvidoso pedir aos portugueses para continuarem a sustentar um canal generalista igualaos outros"
Quem anda à chuva molha-se e o canal 1 da RTP, da forma como programa as suas emissões, está agora exposto a críticas "endinheiradas" encobertas por partidos.
A frase proferida por Agostinho Branquinho do PSD, tem um fundo de razão: a RTP disputa audiências e acrescenta pouco mais aos produtos da TVI e SIC generalistas. Para quê então ter um canal público que resume a sua oferta a concursos, "ficção nacional" (novelas), informação, debates com intervenientes e jornalistas fracos e politizados, opinião de dois carolas... políticos, "talk shows" de manhã e tarde?
Valorizo a informação, gato fedorento, "Cuidado com a Língua" e o programa do provedor. De resto, onde está a audácia, a qualidade o serviço público de uma BBC, por exemplo? As séries de época britânicas resumem-se a poucos episódios. Cambridge Spies teve 4 episódios, Casa Sombria tem 8 e qualquer série de 12 episódios da HBO é sumo, não é encher chouriços como são os casos dos "portuguesíssimos" Paixões Proibidas e Código Sintra.
É óbvio que sou contra a privatização da RTP, se o Sr. Balsemão se sente mal com a concorrência do bom trabalho "comercial" de Nuno Santos, só tem que compreender o mercado e servir melhor os clientes. A estupidificação que a SIC e a TVI fazem, estão para além dos acordos que celebraram com o Estado há uma década atrás.
Acho que o positivo trabalho comercial de Nuno Santos ao leme da RTP, só tem razão de existir se for permitido aos portugueses conquistados por concursos e novelas, que vejam e formatos novos, actuais e inovadores. O que faz um programa como "O Meu Bairro" na RTP 2? Há semanas passaram documentários excelentes com raizes em Portugal no segundo canal... às 23h30, quando bem podiam passar às 21h na RTP1.
A RTP não pode ser só um canal de diversão. Tem de ensinar, mostrar, fazer pensar às horas certas se não habilita-se a ser vendida pois a mediocre mente de empresários concorrentes a encara como ameaça. E bem fácil é, o governo desenvencilhar-se de empresas que a dada altura (rosa ou laranja) acha um fardo. Tudo, em nome de todos nós.
terça-feira, abril 10, 2007
Uns brigam por milhões, outros por tostões
Não será ditado, mas o título desta crónica tem cada vez mais sentido. Quem menos ganha, e tem de fazer a vida, é confrontado com realidades que parecem as do show-bizz. Os gestores de topo têm uma vida dura, tão dura que são indeminizados chorudamente quando findam as suas actividades numa grande empresa... e meses depois entram noutra.
Em que consiste a vidinha de um CEO? Avaliar, pedir parceres, reunir, pedir sacrifícios à força produtiva e aos clientes e, sobretudo, comunicar muito, muito bem.
O documentário de António Barreto sobre o Portugal dos últimos 30 anos aponta para uma conclusão: não crescemos mais porque desperdiçamos muito. Não serão os milhões mal gastos em "indeminizações" de gestores? Porque não se investe em novas infraestruturas ou na baixa de preços dos clientes, já para não falar no premiar dos colaboradores que criam valor acrescentado para a empresa?
Veja-se a Universidade Independente. Milhares de jovens estudam em faculdades privadas que exigem mensalidades elevadas pois "o custo de ensino universitário é elevado". É caro e é mau. Pior que isso, quando se zangam as comadres vê-se que as condições precárias das faculdades privadas ainda dão para que haja dinheiro para luxúria dos seus reitores e sócios. Luxúria na Moderna, na Independente, etc.
Sim, têm direito à boa vida. E sim, têm o dever de investir num produto melhor para que as pessoas que lhes confiam o dinheiro saiam realizadas.
Estes dois casos, o das faculdades e dos "investimentos" em gestores, são um retrato do nosso mal. No regime do "aperta-o-cinto" em que vivemos desde os anos 80, continua-se a pedir sacrifícios a quem já tem pouco para cortar, mas pelos vistos há quem conte a ladaínha do "sacrifício" e se sinta no direito de esbanjar.
É pena que os gestores, governantes, e mesmo os cidadãos que fogem ao fisco, não percebam que vivemos em conjunto e que a riqueza bem empregue, investida e distribuida trás vantagens para a economia deste país e, retroactivamente, para eles.
segunda-feira, abril 09, 2007
v 3.0
Com um sistema blogger novo em folha de widjets feito, era imperativo reformular a usura deste espaço de opinião.
A principal novidade passa por este canal já emitir para todo mundo em feed. Abençoado feedburner, que permitirá uma pessoa receber as crónicas semanais sem ter de se descolocar ao endereço do Mar Cáustico.
Retirei o sitemeter a pedido de vários neurónios. Não é que corre a opinião que o contador sitemeter espeta com spyware para dentro dos nossos pcs? Pena, já ia nas 29 mil entradas...
domingo, abril 08, 2007
Em cartaz
O ilegal cartaz dos Gato Fedorento foi a melhor forma de reagir ao idolatrar de um regime que, entre outras coisas, condenou uma geração a travar uma guerra que não servia colonos, nem portugueses nem africanos.

Ponte de Lima mima os seus forasteiros. Só os bons, diga-se.
Quem não limpar as ramelas, ou deitar beatas e pastilhas para o chão está intimado a "ir-se embora".
sexta-feira, abril 06, 2007
Terra Mãe
Ora aí está uma iniciativa levada acabo por uma Fundação de louvar. Não basta lançar odes ao Alentejo, dizer que se gosta muito dele e que é deveras bonito. É necessário comunicar bem o melhor que se faz.
Nesse sentido, a revista Terra Mãe, um dos multiplos "tentáculos" da Fundação Alentejo Terra Mãe, cumpre a função. Mostrar tradições, cor, inovação, memórias, figuras públicas numa paginação clara e elegante.
quarta-feira, abril 04, 2007
All we are saying, just give Allgarve a chance!
Que bom que é estar contra a maioria de opinião dos portuguesinhos.Meio mundo luso diaboliza actualmente o nome que faz campanha pela região turistica mais a sul do país.
Allgarve... faz comichão. Tem o "all" e será só para inglês ver? Talvez, mas para quê deixar de reconhecer que o mercado inglês é dos que mais aprecia o nosso turismo de sol e praia? Se o logótipo e nova determinação entusiasmar mais turistas a virem ao Al Garb - e com isso roubá-los a Espanha - que perderemos?
Al Garb? Oeps, perdoem-me pela incorrecta escrita. Ah, tu queres lá ver que um tal de Algarveteve outros nomes no passado?
Dá-me vontade de rir quando o líder do PSD-Algarve, Mendes Bota, trás à baila o argumento que o "topónimo" Allgarve já existia na internet e que o dinheiro foi mal investido. Alguém acredita ainda que os publicitários são iluminados de sabedoria e criatividade? Ideias há, mas organiza-las só alguns fazem.Já agora, deixa-me pesquisar por Mendes Bota no espaço em que se desvendam todas as fraudes. Olha... Pieter Willem Botha e Roelof Frederik "Pik" Botha. Tu queres ver que o nome do algarvio deputado-cantor foi tirado da internet, de líderes do aparthaide sul africano? Que escândalo...
segunda-feira, abril 02, 2007
O partido do Entroncamento e o Obama das Caldas
O partido do táxi parece cada vez mais um eterno hapenning de argumentistas de novelas. Em poucos anos, há paz, cadeiras a voar, unanimidade, pullovers nas costas, gravatas, retratos de líderes que vão passar as férias a locais escuros, pancadas nas costas que são tomadas por ofensas corporais... ou não.
"Chamam-lhe o Obama das Caldas" era o título hilariante de um artigo da Visão da semana passada.
O beirão Hélder Amaral, não consumiu cocaína, não estudou na Columbia University, não estagiou na Business International Corporation, não está com um best-seller no mercado livreiro, não esteve uns bons meses a fazer voluntariado em bairros pobres, não é islamita. Não é Barack Hussein Obama.
Certamente será um bom trunfo de um próximo Big Brother dos Famosos.
sábado, março 31, 2007
Quando a cabeça tem juízo...
... pensa duas vezes e muda para melhor.Desinstalei um tal software de grande gabarito e coloquei no meu PC o Open Office.
Tal como outros, tem programas para escrever, calcular, fazer tabelas e apresentações, mas é grátis e feito por milhares de internautas.
Até ao momento, nada a reclamar.
quinta-feira, março 29, 2007
Dodós
Os leitores não são estúpidos. Os jornais de referência é que se estão a transformar nos dodós do século XXI. Extintos por incapacidade de adaptação.
João Miguel Tavares in DN - 24.02.07
terça-feira, março 27, 2007
Retratos na televisão pública
Em horário nobre vimos hoje o primeiro episódio de Portugal - Um Retrato Social , série documental provinda de António Barreto. Interessante e essencial para quem fala (mal) de Portugal à boca cheia. Somos muitos.
O documentário segue a senda de outras séries realizadas nos últimos anos das quais destaco Portugal - Retrato Ambiental de Luísa Schmidt e Povo Que Canta de Manuel Rocha. Bom investimento que o futuro rentabilizará.
Um tipo muito, muito bera
EUA dizem que Khalid Sheikh Mohammed confessou autoria do 11 de Setembro
"Este membro da al-Qaeda foi detido no Paquistão em Março de 2003 e transferido para Guantánamo no ano passado."
Com quatro anos de cativeiro de "banhos e massagens" até estranha só ter admitido a autoria tamanha "façanha". Esperava mais.
Vá, fermentem-lhe o corpinho. Vão ver que ele ainda vai confessar que matou JFK, raptou a Joana, e tem na sua casa de férias os papiros (supostamente) ardidos da Biblioteca de Alexandria.
Está na cara.
domingo, março 25, 2007
Crónicas de Portugal
Luis Filipe Scolari in Expresso - 16.09.2006
sexta-feira, março 23, 2007
Com pão-de-ló, conquistaremos a Europa
Pão-de-ló representará PortugalAssim será amanhã quando, em banquete, se celebrar os 50 anos do tratado de Roma, documento que deu origem à União Europeia.
Cada um dos 27 países far-se-á representar por dois docinhos. Portugal embalou duas receitas de pão-de-ló: uma Alfeizerão e outra mais simples.
Contas feitas, serão 54 iguarias diferentes. Helmut Kohl, vai lá estar?
quinta-feira, março 22, 2007
Microcrédito
Muhammad Yunus, laureado com o Nobel da Paz 2006, vai dar hoje duas conferências em Lisboa.Será que a entrar veremos essa corte de ilustres que se deram, a minutos contados, a Al Gore?
Muhammad Yunus, com uma ideia simples modificou a economia de muitas pessoas e fez alguma coisa para que a vida desses fosse mais sustentável. Será que isso interessa a líderes políticos e económicos que têm feito mais pela degradação social do que pelo equilibrio entre quem "dá ao botão" e quem conta o papel moeda?
Observemos mais logo na TV. As mesmas gravatas e caras, as mesmas boas vontades... e daqui a meses uma tal de "flexi-sem-segurança".
terça-feira, março 20, 2007
ASAE, ao vivo e a cores II
João Miguel Tavares in DN - 17.03.07
Coincidência ou não, a ASAE abriam o notíciario nocturno de Domingo tanto na TVI como na RCP. Desta vez era uma acção rapina em Portalegre.
domingo, março 18, 2007
A Brava Dança dos Heróis do Mar
A esta hora oiço a Antena 1, uma conversa de Álvaro Costa com três Heróis do Mar (Pedro Aires Magalhães, Rui Pregal da Cunha e Carlos Maria Trindade) e os dois criadores do filme. Boa forma de acompanhar a escrita deste post.Ontem lá consegui ver o Brava Dança, documentário que narra a vida de um dos mais profissionais grupos da música pop portuguesa.
Sala grande, apenas seis pessoas a "preencher" o espaço. Para meu espanto, a publicidade a pipocas, carros, perfumes, bem como traillers de filmes de corridas, explosões intrigas, ficaram por passar. O filme começava à hora marcada: 22:00!
Foi quase hora e meia bem passada, sempre com um sorriso nos lábios, sinal que a peça em cena era boa. Muito interessante a história prévia dos Heróis do Mar, via Faíscas e Corpo Diplomático, bem como depois o desenrolar do esforço de anos da banda, para se tornar visível, moderna, de diversão chocante, de um Portugal para lá da revolução dos "capitães" e do caos das esquerdas e "direita".
Nos anos 80, embora tivesse as músicas dos Heróis do Mar no ouvido, não era um fã. Hoje, vejo com mais agrado a carreira daquela banda. Só o tempo nos ajuda a perceber o grande trabalho de composição, interpretação e de performance que tiveram. Para mim, "Saudade" e "Paixão" ainda são dois temas de inegualável qualidade do pop português e mesmo estrangeiro.
Não sou um saudosista musical. Gosto do passado e da sua música mas não quero ficar como indivíduos que perto dos 30 já estão agarrados aos discos dos pais, que ainda há 10 anos abominavam. Pior, ficam agarrados a eles, como se mais nada na música fosse inventado, criado, como se o presente e o futuro perdessem banda sonora.
Parabéns aos realizadores de Brava Dança. Provaram-nos que vale a pena sonhar, resistir às adversidades e de concretizar utopias... que agora são um documento histórico.
sexta-feira, março 16, 2007
ASAE, ao vivo e a cores

ASAE encerra hotel em Oeiras e 15 padarias em todo o país
E se o dia tivesse 36 horas, a ASAE ainda tinha fechado 3 drogarias, 2 fábricas de lanifícios, 5 boates e a boca de Santana Lopes... à chave.
Ainda há quem diga que em Portugal nada funciona. A ASAE tem comprovado o contrário. Ele é rusgas nos mercados, ele é vistorias nos restaurantes. Tudo é notíciado, fotografado, filmado e... visionado na TV. Assim sim, um serviço público a funcionar via imprensa.
Não há-de Valentim Loureiro querer ser julgado na televisão...
quinta-feira, março 15, 2007
O Público, Expresso, Visão e os novos públicos
Nos últimos meses variados meios da imprensa têm renovado o "layout" das suas páginas e mesmo os conteúdos. Tem sido uma boa medida, pois os tempos actuais são de leitura rápida e de muita cor.
O Expresso mudou, e mudou bem. Prova é que, com ou sem DVDs, lidera a venda semanários e, sobretudo, os seus textos fazem agenda de outros meios de comunicação. O caderno de economia e a revista Actual, não têm rivais.
A Visão mudou. Sinceramente, prefiro o visual anterior da revista, no entanto há algo de positivo nestas duas últimas edições: a boa reportagem, o querer apresentar a notícia diferente deste mundo complexo. Se, passada esta bolsa de ar dos DVD grátis, voltarem à lógica da concorrência, que faz capas para novas curas de doenças, a saúde, temas generalistas light que por vezes se assemelham à revista Super Interessante, perdem em mim um leitor... novamente.
O Público. A reconversão visual e mesmo o baralhar de conteúdos pelo jornal a dentro foram bem proporcionados. O jornal agora é mais actual e fácil de ler, e não tem impar na relação que tem com a internet. DN, CM, JN, vivem para a internet como uma empresa a vivia há 6 anos atrás. O futuro dos média será o digital e o Público está bem colocado na corrida pela sobrevivência.
O que no Público melhorou, fê-lo piorar de forma a perder em mim um semanal interessado. O Inimigo Público acabou, a Ipsilon é mais do mesmo - perde para a Actual e para a 6ª - e a Pública tornou-se revista de dona de casa. Procurava a Pública pela reportagem - escorraçada da Grande Reportagem, do DNa e "afamiliarizada" na Domingo Magazine. Agora a Pública raramente tem reportagem do que anormal acontece, passou a ser mais uma revista banal de "gaja" artista na capa, para homem apreciar, e mulher ir lendo. Resta-me a Visão e Única pois sou um leitor de conteúdos semanários... ao longo da semana.
... e os novos Públicos
Com as tiragens a diminuir, os jornais continuam na expectativa de conquistarem novos públicos. A paranóia de José Saraiva de criar um jornal que mais mulheres comprassem, parece ter chegado à cabeça do director do Público. Pois, aí tem: uma revista como as outras e a perda de públicos fieis. Já o DN tinha perdido na sua aposta de fidelização de leitores de economia.
Por outro lado, o Expresso, e a sua cenourinha de DVDs, parece estar a conseguir interessar mais público entre os 25-45 anos. É positivo.
Mais do que ir à procura do que não se sabe. A imprensa diária tem de saber manter quem tem o prazer e gosta de ler, e quem e de comprar "papel com letrinhas". Hoje em dia as notícias de última hora estão no nosso monitor... para quê comprar o jornal no dia a seguir?
Diz Vicente Jorge Silva que os jornais que sobreviverão no futuro, não terão mais de 20 mil exemplares de tiragem. Concordo plenamente, a imprensa escrita será feita para nichos. Este 2007 será um ano de mais descidas na imprensa diária.
terça-feira, março 13, 2007
Valente reguada!

Mania das grandezas. Depois de uma valente árvore de Natal e Coração plantados na baixa lisboeta, a Quercus inovou.
Aqui há dias apresentou uma régua de sete metros no arco da rua Augusta com marcas da subida do nível do mar estimadas em vários cenários. Al Gore não faria melhor. Rima e é verdade.
domingo, março 11, 2007
Latim de volta às igrejas
É ideia do Sr. Bento XVI, que as missas voltem a ser proferidas no sonoro latim.
Um back to the basics... sim, porque todos sabemos que JC da Galileia falava aos seus concidadãos na lingua do povo que os oprimia.
Gosto especialmente da parte sublinhada da notícia. Padre Borga, podes começar a pensar em vender a tua Fender Stratocaster no ebay.
sexta-feira, março 09, 2007
Dois anos de intensa fruição bíblica
No ano passado foi o reboliço da Evangelho de Judas feito pela National Geographic. Este ano temos o "Indiana Jones" James Cameron a apresentar a teoria que Jesus Cristo e família tinham um jazigo de famíla. O documentário foi para o ar no passado Domingo nos EUA no Discovery Channel.
Cuidado Dan Brown. A tua ficção histórica está cada vez com mais rivais.
quarta-feira, março 07, 2007
Back to the future
Joaquim Oliveira in DN - 06.03.2007
Quero ler esta frase daqui a dois anos. Será a altura ideal para avaliar o "novo" Diário de Notícias.
terça-feira, março 06, 2007
RTP Memória(s)
Graças a ele ainda temos acesso à versão Paulo Portas 1.0. Em 2007 já vai para a 4.0. Como o tempo passa e as convicções voam...
domingo, março 04, 2007
E falando de personagens "fabulosos"...
sexta-feira, março 02, 2007
Nem as moscas mudam...
Paulo Portas voltou após dois anos de solinho, de filmes, de vestuário "ordinário". Volta naturalmente ao trabalho que melhor sabe desempenhar, ao hobbie para que desenhou a sua vida. Um actor.
Cenas naturais em Portugal. O podre cresce e alimenta-se do podre. Responsáveis impunes, vão e vêm. Se Paulo Portas voltou após dois anos de pousio, nada leva a crer que Santana Lopes não esteja a "beijocar" populares daqui a mais dois.

quinta-feira, março 01, 2007
Um respeitado senhor da cena internacional
Estejamos descansados, sempre vamos ter o 50 Cents em Portugal. Quem o afirma é Henrique Miguel, que nos promete há meses um Festival de Hip Hop afro-americano de grande caterogia.
"Estou à vontade, ando nos espectáculos há vinte anos. Não sou um pára-quedista, já trouxe a Angola as maiores estrelas mundiais como Júlio Iglesias, Roberto Carlos, Djavan, e Youssou N`Dour"
Que bom que é ter entre nós um amigo das estrelas mais cintilantes do universo do show bizz internacional.
terça-feira, fevereiro 27, 2007
Guita
Quem ganha cerca de 600 euros por mês agrada-lhe imeeenso ler estas notícias: Vítor Constâncio ganhou 280 mil euros em 2005
Iwo Jima, meu amor
Adorei Mystic River e adoro conhecer mais sobre a II Guerra Mundial, especialmente o lado do "índio". Saí da sala de cinema sem resposta para perguntas que procurava ver esclarecidas.
Não fiquei com a ideia que a resistência do General Tadamichi Kuribayashi tivesse sido um grande feito. Quantos dias resistiram? O filme retrata cinco personagens quando é conhecido que vinte mil japoneses pereceram na ilha de Iwo Jima.Poderão argumentar que o filme não versa a história da batalha e antes pretende retratar o soldado japonês, o drama de quem se esperava o sacrificio máximo pelo seu país. Apanhei com estereotipos. Deparei-me com actores urbanos, a fingirem estar numa ilha com tamanhas privações.
Querem comparar ao excelente grupo que protagonizou a agonia dos últimos dias do Nazismo em The Downfall? Saving Private Ryan ou Band of Brothers estão muito mais fundamentados em termos da vivência da guerra.
O resto é a história de sempre, em duas horas conta-se o enredo sobre os dias de preparação da defesa de um território. Pequenas histórias, pão para a boca denunciado dos problemas de cada um dos personagens que resulta no seu sacrifício. Ainda não foi desta que me deparei com o Danças com Lobos da IIª Guerra no Pacífico.
domingo, fevereiro 25, 2007
Eu, Paulinho
"Como estou, estou bem.
Ganhei imenso tempo. É uma consequência virtuosa de uma noite eleitoral pouco aventurada."
Paulo Portas in NS - 24.02.2007
1. Sabemos agora que Paulo Portas perdeu eleições graças a uma noite menos afortunada. Não devido a "infelizes" meses no governo, ou forma incoerente de estar na campanha.2. O ex-líder do CDS-PP vai ser um dos comentadores TSF da noite dos Oscares. Todos os políticos profissionais acabam por ter as suas virtudes e hobbies culturais. Bons humanos. O descendente do velho herói Sacadura Cabral, tem muito para dar ao país... fora das batalhas contra a "extrema esquerda radical".
3. Paulinho das feiras arruma a casa, as ideias e segundo o semanário Sol vai avançar, esta semana, para a liderança do muito seu CDS-PP.
Temos filme.
sábado, fevereiro 24, 2007
Comunicar com o umbigo
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
O facelifting da Rádio Renascença


O canal Renascença, a segunda rádio mais ouvida pelos portugueses, apresentou uma AAV de 10 por cento, menos 7,4 por cento do que os valores do ano passado
Em Setembro a RR iniciou uma campanha publicitária com vista a inverter os resultados de audiências. No penúltimo barómetro, relativamente ao 3º trimestre, lançaram foguetes: não é que conseguimos aumentar o número de ouvintes? Curiosamente, as estatisticas referiam-se a um período em que ainda não havia publicidade no ar.
A realidade de Outubro a Dezembro é para a RR bem dura. Que lhes sirva de lição. Não basta apregoar a mudança e lançar para as revistas e TV umas imagens em azul suave, com gente alegre e sorridente. É preciso saber e querer mudar. Entre novos programas previstos e a mudança de música ficámos com muito pouco. Regista-se a inclusão de um novo programa - 3 Dimensões - que por acaso estreou no passado Sábado, e uma nova imagem a nível de logo e sítio.
A modernização da RR está assim no facelifting. Não há música nova, não há programas e atitudes novas. Há podcasts no sítio, pasme-se, só para ouvir em streaming. Saberão o que é um podcast?
Continuem a cavar o buraco... onde se vão enterrar.
terça-feira, fevereiro 20, 2007
Lá num país cheio de cor, nasceu um dia uma Britney Spears
À semelhança de fútil personagem como Paris Hilton, que se move consoante os flashes das cameras, Spears desde o seu anunciado divórcio que tem proporcionado "arte" para os media. A última, é ter rapado o cabelo. Não basta ser radical e dar matéria para ser bem ou mal falada, na lógica do que é necessário é ser... falado. A loucura jovial de Britney Spears pode-lhe cortar as bases: os fans. As atitudes que tem tomado põem-na em cheque. E sem fans, não há milhões, não há media. E depois? Depois vem o vazio de quem nada fez durante a vida se não se ser um profissional do star system. A esse vazio já muitas sucumbiram.
Marylin Monroe, foi uma das mais conhecidas. Anne Nicole Smith terá sido o caso mais recente, a outrora “boazona” partir desta para melhor (diz-se) e deixou uma filha de poucos meses. Com uma vida desfeita, agora só nas revistas em laia de gozo - qual Elsa Raposo - Anne Nicole Smith apagou-se aos 39 anos. Britney tem pouco mais de 20, mas sente-se sem vida. Que procure o mundo que vale a pena viver. Futilidades, música de plástico, show bizz 24 horas por dia não é humanidade. Lá dizia o outro, dinheiro ajuda mas não traz felicidade.
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
Um painel de excelências
Em Portugal, não há media que não tenha o seu comentador conhecido quer a registo individual quer em painel.Oiço neste momento na Rádio Clube Português, o grupinho de opinião mais original de sempre. Convidaram três taxistas lisboetas para opinar sobre vários assuntos. Desde a política, ao trânsito, ou à noite.
Há quem diga que os taxistas sabem falar de tudo e pelas palavras que debitam agora no RCP, assim parece.
A vida social é feita de muitos ângulos e esta é uma formas de os mostrar sem se ser popularucho.
domingo, fevereiro 18, 2007
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
Notícias da noite
Fontão de Carvalho, vice presidente da CM Lisboa, acusado de peculato. Afinal ainda não é desta que se demite. Mais um nobre do exercício da política... um daqueles que só pensa nos concidadãos. Pelos menos tem beneficiado, e bem, uns poucos.
As direcções dos jornais 24 Horas e Diário de Notícias foram demitidas. Logo agora que me reconciliava com o DN, mas não a ponto de o comprar. A 6ª até não está mauzinha, o grafismo do DN é dos melhores. Contudo, para mim e para Joaquim Oliveira, não chega. Volta DNa, eterna saudade.Sonae aumenta em 1 euro a sua oferta por acção da Portugal Telecom . Como é bom fazer estardalhaço com dinheiro emprestado e o negócio dos outros. Brilhas e ainda recebes prémios de melhor empresário.
Viva a liberdade de expressão. Alberto João diz que aos portugueses falta testículos.
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Jornalinho de escola
Tem muito texto e sobretudo mau layout. Muito pesado, maçudo numa altura em que os jornais se querem leves e coloridos. Nega os pontos em que um "gratuito" pode vencer a concorrência.
Como jornal desportivo consegue também perder para os "pagos" ao deixar de lado um dos seus pontos mais fundamentais: os furos jornalisticos, as grandes caixas que na capa levam uma pessoa a optar por um dos três.
Dizia que parece um jornal de escola pois a escolha de conteúdos passa muito pela acção pedagógica e democrática dos desportos. É boa iniciativa dar mais protagonismo a outras modalidades e a outros "actores", mas quando os jogamos para a capa do jornal e filtramos o que chama a maioria dos leitores, estamos a deitá-los fora. Assim, não há leitor que leia o que achamos pedagógico, nem o que consideramos poluente no fenómeno desportivo.
Compreendo agora melhor o comentário de um director de um jornal desportivo pago quando o Diário Desportivo estava para ser editado. Não me lembro qual. Dizia ter muitas dúvidas que um temático gratuito desta índole resultasse. Basta ver a públicidade que os "pagos" têm. É quase inexistente, vivem sobretudo da venda. Diga-se também que nenhum gratuito atingiu ainda lucro. Nem Metro, nem Destak.
Ora, um "Diário Desportivo" com conteúdos e visual pouco apelativos não chama leitores, nem consecutivamente publicidade. Que futuro?
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
A vontade de...
Mas... vamos ter uma sociedade mais tolerante da vontade dos seus cidadãos.
Como a IVG não é matéria fácil, congratulando-me com a vontade dos portugueses só posso estar 100% de acordo com este objectivo:
O Sim ganhou. O país ganhou. O Estado secular ganhou. Agora é tempo de tornar o aborto mais raro, precoce e seguro, acabar com a liberalização de vão de escada.
Agradecer a despenalização é também trabalhar no sentido de a tornar rara pois, séculos de humanidade comprovam, é utópica a sua inexistência. Ninguém é a favor da IVG como método de contracepção.
domingo, fevereiro 11, 2007
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
O Portugal de... uma vida de 10 semanas
Tanto tratado de biologia na campanha ao referendo pela opção da IVG, até poderá levar-nos a entender que às 10 semanas temos já um cidadão capaz de fazer os seus malabarismos no Aqui Há Talento. Cantar, declamar, fazer um número arriscado de trapésio, etc.
Não. Na placenta, nem bolhinhas fará com a boca. Tem formas humanas, tem os orgãos definidos que só funcionam aos 5 meses, é um ser em formação... mas depende da mãe. Será vida? Sim. Mas já ouviram falar em partos permaturos às 10 semanas? Não, abortos espontâneos. Ora aí está o "portuguesinho" que os movimentos do "não" reclamam ter mais direitos que a mãe.
No próximo Domingo estará em causa a aprovação de uma lei que permita que a moral de alguns, e a opinião de outros coexista. Ao contrário dos movimentos do "não" que vêem nesta nova realidade um retrocesso e um atraso civilizacional, eu vejo o inverso. Nos últimos dois séculos da sociedade ocidental, a religião deixou de ser a voz de comando para poderem existir várias dimensões. Modernizar é respeitar diversas opiniões e é nesse sentido que a maioria dos países progride.Vamos penalizar quem ganha dinheiro com IVGs clandestinas. Vamos ajudar quem decida o fazer antes das 10 semanas, não sem antes ser acompanhada psicologicamente. Pós-IVG há que seguir as mesmas pessoas. Evitar próximas situações identicas. Porque não basta dar a "pastilha" das aulas de educação sexual...
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
O ano zero
Toda a imprensa europeia publica que o Inverno não chegou e que passou logo à Primavera. Em Dezembro em Viena de Áustria, dizia-se, haviam árvores que já floriam. Na Finlândia não havia neve até há bem pouco tempo. De repente, um frio e vento agreste assola o velho continente.
Al Gore, qual cruzadinho ambiental, personifica o documentário "Uma Verdade Inconveniente" e é aclamado mundialmente. Bom orador, mau político pois quando teve responsabilidades nesse nível, foi durante oito anos vice-presidente americano, não foi capaz de implementar políticas "inconvenientes". Hoje, quinta-feira, Al Gore actua em Lisboa para uma série de especialistas-pagadores. A palestra está vedada a jornalistas e a auto-convidados.
Até já George W. Bush se preocupa com o ambiente. O líder do país que representa 30% da poluição mundial, quer apostar nas energias alternativas e até tem resoluções para o aquecimento global. Segundo a TSF, a Casa Branca estuda a hipótese de colocar em órbita um reflector solar que reflecta 1% da luz que entra na terra. Dizem também que esta opção vale mais do que rectificar o tratado de Quioto. Grandes ideias, para grandes problemas... mesmo que não sejam exequíveis.Felizmente, o problema climático terrestre faz agora parte das agendas políticas mundiais. Os estragos de 200 anos, desde a revolução industrial, estão a resultar numa menor previsibilidade do clima desde os anos 80. Temos que nos contentar com o que temos, e esperar que quem nos rege meta na gaveta o lucro económico e o seu bem estar em prol do ambiente, que é de todos.
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Eles ganham pouco, mas até são bons rapazes
Olhando para os mais influentes empresários nacionais, bem podem Paulo Portas e o seu boneco animado meter a viola no saco. Ninguém quer menos Estado. Todos querem imenso Estado. Para lhes pagar as contas. E ninguém se quer chegar à frente para pagar as contas do Estado.Daniel Oliveira in Expresso - 13.05.2006
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
sábado, fevereiro 03, 2007
La Folle Journée
E se em Portugal houvesse um evento que em dezenas de concertos com profissionais de qualidade, se tocasse música antiga e as suas respectivas influências - a música tradicional de cada país?Esse momento ocorre este fim de semana em Nantes (França) e tem como nome La Folle Journee - A Harmonia dos Povos.
Em 2007 se houvesse "Festa da Música", ela seria assim. Resta-nos acompanha-la via Antena 2.
Felizmente, no mesmo mês, teremos um evento de "excel" categoria com... piano. E gambuzinos?
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
Sem pai nem mãe. Avós, talvez.
Estranho mundo novo este em que um neto nasce sem pai nem mãe, por vontade "suprema" de tribunal e pais de um morto.









