segunda-feira, junho 18, 2007

Elvis está vivo!! E Mário Soares também...

Segundo carta chegada ao semanário "O Mirante", Elvis habita num iglô no Pólo Norte e é guia espiritual de uma pequena comunidade de pinguins.

É assim que eu observo a brada loucura que se gera quando chega à comunicação social, uma "grande" pista para a resolução do caso Madeleine McCann. Semanalmente, são dezenas as que chegam à PJ, e a todas tenta reagir e investigar.

Soltam-se as amarras, a comunicação social informa todos os seus receptores que o fim do caso está próximo. Dias depois, é a desilusão de um mau filme... criado por pessoas que procuram protagonismo e alimentado por empresas que deviam trabalhar para a informação e não ilusão.

Em duas semanas tivemos a pista holandesa, esse mapa miraculoso; e a espanhola, um "protagonista" sabia onde a criança estava e desejava falar com o casal McAnn.

Vamos lá, tenham bom senso... o Elvis já morreu!

sábado, junho 16, 2007

Na carapaça, a memória bélica

Weapon dates bowhead whale to 1800s

Recentemente, foi capturada (chacinada) uma baleia.
Nela vinha um "brinde": um dardo que data de há 115-130 anos.

Uma bela viagem ao passado.

terça-feira, junho 12, 2007

E o abismo aqui tão perto...

Evo Morales marca quatro golos a 5270 metros de altitude num protesto contra a FIFA

Presentemente, Evo Morales e Hugo Chávez cavam a sepultura que os vai enterrar, e que vai levar os seus paises ao abismo durante um bom tempo.

Por detrás desta forma populista de "resolver" problemas, criam-se outros bem graves e oprimem-se liberdades, pensamentos e formas de agir importantes ao desenvolvimento desses países. Fechar uma televisão por expressar opinião de parte da sociedade? Criar problemas ao aparelho produtivo em vez de incentivá-lo ao investimento.

Veremos se o petróleo da Venezuela será usado para o desenvolvimento do país, mas com uma forma de governar caduca (afastar parte da sociedade) dificilmente haverá conciliação e paz.

Evo Morales e Hugo Chávez são a prova viva de que os ideais não levam a nada e de que a política faz-se no poder, reagindo aos estímulos que vão aparecendo no horizonte. A sua acção dá um mau nome aos que acreditam num estado solidário, justo e equilibrado em prol de todos.

Nas suas cinzas os mesmos reinarão... e os mesmos estenderão as mãos em busca de auxílio.

domingo, junho 10, 2007

Sair da urbe de quando em vez...



Para ver coisas novas como... uma romanzeira em flor!

quinta-feira, junho 07, 2007

Dois feriados dispensáveis

Hoje é feriado de quê? Quem comemora?

Será dia de S. Piquenique? De Sta Praia?

É um feriado essencial ao respirar de muitos portugueses. Um respirar de sopas e descanso.

Por mim, o 7 de Junho e o 8 de Dezembro seriam dias normais de trabalho. Haja coragem para lhes dar o devido tratamento na sociedade portuguesa.

quarta-feira, junho 06, 2007

Gente séria

A sério, à séria... são termos vazios, mas muito usados no marketing político dos últimos anos.

Temos o paraquedista Negrão...

... mas já tivemos Jerónimo.

sábado, junho 02, 2007

Los grandes espanholitos

Rei Juan Carlos vence "Grandes espanhóis"

Em Espanha, a Antena 3 votou o actual rei como a figura de topo espanhola. Ainda não é a versão dos "Grandes Portugueses", esta será realizada na TVE em breve.

A monarquia está para durar e, ao contrario do nosso país, um ditador não figurou nos lugares cimeiros.

quinta-feira, maio 31, 2007

Consultor precisa-se (M/F)

Entre as barbáries cometidas na câmara de Lisboa nos últimos anos, está o incremento de número de consultores. Diz-se muita coisa, que tenham passado a ser dezenas ou talvez centenas numa altura em que o Estado pede contenção e diminuição dos quadros da função pública.

A confiança que se pede aos eleitores, é trocada pelo bom clima entre a rede de favores de candidato e partido. As resoluções para os problemas não surgem e, como comprovam estes anos de Lisboa, levantam-se mais problemas... que caem sobre o futuro dos eleitores.

Comportamento doentio da democracia portuguesa? Certamente que haverá uma boa desculpa. Não estariam possuídos pelas forças do lado negro quando contrataram "paletes" de consultores?

Há dias vinha na imprensa que um pai tinha colocado um bébé no microondas... provocando-lhe várias lesões. A mãe veio a público dizer que ele era bom homem e que estaria era possuido pelo diabo quando cometeu aquele horrendo acto.

Talvez tenhamos de acreditar que há uma grande mancha negra sobre o país, que leva os políticos a fazerem mais mal que bem aos portugueses.

terça-feira, maio 29, 2007

Fazer das forças, fraquezas

Como levar um grupo económico (BCP) à crise?

Basta fazer uma opa sem pés nem cabeça. Cabe na mente de algum investidor, vender acções de uma empresa que lhe renderá bom dinheiro a médio e longo prazo a um rival? Não.

Manobra gera manobra, e um ano depois é o BCP que se quer blindar. Ontem houve lutas de galos, mas acho que ninguém se deu por vencido.

segunda-feira, maio 28, 2007

Revoluções na imprensa e a RCP

Em relação à imprensa estamos sempre insatisfeitos. Criticamos a rádio, jornais, TV porque... têm pechas "graves" e "se fosse eu que mandasse seria bem diferente".


As revoluções que pedimos, não as merecemos. Pedi-mo-las, mas quando se fazem não lhe damos o devido valor. Não temos a ideia correcta do panorâma internacional dos serviços públicos de imprensa, nem dos privados mas... instigamos ao perfeccionismo.

Tudo isto a propósito do "novo" Rádio Clube Português. Às críticas de uma manhã de rádio igual nos principais canais de notícias (RR, TSF, Ant1), Luís Osório e a sua equipa reagiram produzindo sessões matinais de alongada e diferente informação. Ao longo de cinco horas temos o modelo que eu chamaria de "semanário".

É preciso ter tempo e paixão para a ouvir, numa altura em que todos procuramos informação rápida e concisa... e a quem exigimos investigação de qualidade. Pena que as outras rádios dêem quase enlatados e não tragam à antena o que mais precisamos: informação exclusiva e reportagem. A RCP esforça-se nesse sentido.

Hoje, por exemplo, tinham como eixo da manhã a resposta à seguinte questão: as embaixadas económicas, como a que José Socrates encabeça por estes dias à Rússia, trazem resultados positivos balança comercial nacional?

RR, Ant1 e TSF seguiam uma agenda às três semelhante.

sábado, maio 26, 2007

Uma janela de oportunidade


"o editor do site Pasadena Now, na Califórnia, contratou o serviço de dois jornalistas indianos, um de Bombaim e outro de Bangalore, para cobrir - imagine-se! - as reuniões do City Council … de Pasadena. De que modo? Muito simples: as reuniões são transmitidas por webcast. Os jornalistas indianos organizam-se de modo a seguir esse serviço de agenda e escrevem as suas peças com base naquilo que entendem ser mais relevante."

in Jornalismo e Comunicação

Se a moda pega, bem que poderiamos passar a ter ministros a governar Portugal desde o Sillicon Valley. Americanos de gema.

quinta-feira, maio 24, 2007

Marchas de Lisboa

Helena Roseta, Carmona Rodrigues, António Costa, Ruben de Carvalho, Sá Fernandes, Telmo Correia, Manuel Monteiro, Gonçalo da Câmara Pereira e certamente outros mais já se chegaram à frente para Lisboa. Venham mais cinco.

Têm muitas ideias... minto, muita vontade de subir ao trono.

Carmona Rodrigues, a partir do momento que o PSD lhe tirou o tapete, vestiu a sua batina de lisboeta e voltou aos gloriosos momentos da campanha. Tinha saudades da altura em que tudo se pode dizer e prometer de sorriso em riste.

António Costa, bem ao estilo de altos responsáveis políticos nacionais, baldou-se do cargo e seguiu o instinto... do seu partido. Nada melhor que pegar no municipio principal do país para, daqui a seis anos, substituir Sócrates no governo de Portugal. Rui Pereira, novo Ministro da Administração Interna, foi mais um a mostrar que o português cumpre contratos e responsabilidades, quer elas tenham um mês ou nove anos.

A falta de vontade de Helena Roseta se aliar a outras forças, mostra a sua ideia base: medir forças com o PS de Sócrates. Vale a pena?

Ruben Carvalho e Sá Fernandes, com tanta dispersão de votos lá vão ficar com poucos. Vão ter força para fazer alguma coisa?

Telmo Correia avança com toda a confiança. Vai andar por aí a fazer campanha para meses depois de se garantir como vereador, abandonar Lisboa porque tem mais de fazer ... na assembleia da República ou no partido. Ainda se lembram dos outdoors "Eu Fico" de Paulo Portas?

Manuel Monteiro e Gonçalo da Câmara Pereira também têm marchas preparadas.

Lisboa tem cheiro. Lisboa tem carros a mais, jovens a menos, prédios devolutos, grave situação financeira que nem daqui a seis anos estará resolvida.
Tem lisboetas e partidos que desde há 15 anos identificaram estes problemas e que, em campanha, têm prometido resolvê-los.

terça-feira, maio 22, 2007

Os não responsáveis

Não me lembro na democracia portuguesa de uma data de eleições ser sujeita a esta controvérsia e desautorizada pelo TC. Acho que isso fica mal a uma governadora civil e o ministro da Administração Interna devia pensar na governadora civil que tem porque, em princípio, ela garante a legalidade e como se vê não garantiu


Aí está uma atitude de bom senso e de grande visão política. Com novas e frescas ideias se tenta solucionar os problemas do país.

A governadora civil de Lisboa errou? Demita-se! Ofendeu a honra do país... partidário.

A taxa de desemprego cresceu? Escândalo! Umas demissões no governo não faziam mal a ninguém. Sim, porque ainda há três anos estava tudo no bom caminho... político. E quem diz três, diz dez ou vinte anos.

O problema é sempre o mesmo. A gestão é feita pelos mesmos, numa linha sempre idêntica e com resultados cada vez mais graves. Procuram-se melhorar os números, mas quando são negativos, eleva-se a voz e faz-se uma cara de espanto e acusa-se o ministro. Como se a decadência resultasse dos últimos meses de trabalho.

Quem tem coragem de se responsabilizar? Quando é que os partidos portugueses começam a pensar que têm de governar, não para si próprios, mas para quem os elege?

domingo, maio 20, 2007

O perfecionista



As fotos foram presenteadas em vários jornais americanos.

Mas... o que é que falta à última imagem?

Repararem no lado esquerdo, debaixo das bandeiras...

quarta-feira, maio 16, 2007

A montanha pariu um Murat

“Só sobrevivo se capturarem o raptor”

Robert Murat é inocente, por agora.
Mas alguns dos seus comportamentos, são similares a de pessoas que cumprem pena... ou de acusados.

A história do bandido que se junta às investigações é regular. Há poucos anos em Inglaterra, duas raparigas de t-shirt do Manchester United andaram sumidas durante duas semanas. O criminoso tinha acompanhado as buscas, tinha dado azo ao seu desalento em frente às câmaras da TV.

O que une o "inocente" O. J. Simpson, Robert Murat e mesmo os senhores a julgamento no caso Casa Pia? O pensamento para a imprensa, "sou inocente, tenho a minha vida arruinada até se apanhar quem cometeu os crimes!". A estrela de futebol americano, aliás, no final do julgamento que o inocentou disse que ia dedicar o seu tempo livre a investigar quem realmente tinha morto a sua mulher. Promessas.

segunda-feira, maio 14, 2007

3, 2, 1...

Ondas de Calor: Plano de Contingência vai ser accionado amanhã

Como é que será accionado? Imagino uma contagem decrescente e o responsável a carregar num botão vermelho... ou encarnado.

sábado, maio 12, 2007

Planear a longo prazo

Metro até à Costa da Caparica possível até 2032

Se o metro não chega à Costa da Caparica, chega a Costa da Caparica ao metro.

Por este andar, em 2032 temos a água perto da Faculdade Técnica de Lisboa, no Monte da Caparica.



quinta-feira, maio 10, 2007

"Conta-me como foi"


O formato, que marca o regresso de Rita Blanco (‘Margarida Lopes’) e Miguel Guilherme (‘António Lopes’) ao canal público retrata Portugal no final da década de 1060.

Seria uma imagem bonita, ver a evolução da vida de uma família no primeiro século do milénio anterior no espaço que hoje em dia é ocupado por Portugal.

Pena é que D. Henrique, pais de D. Afonso Henriques (primeiro rei de Portugal) só tenha nascido a 1066. A série televisiva seria sobre uma família lá bem do passado... mas não seria um The Flinstones III!

terça-feira, maio 08, 2007

Uma questão de fé

A Igreja Católica eliminou o limbo, onde a tradição católica colocava as crianças que morriam sem receber o baptismo, considerando que aquele reflectia "uma visão excessivamente restritiva da salvação".

Ora aí está.
Quem diga que a religião católica é uma torre fechada e que não se altera consoante a actualidade que a percorre, só pode estar de má fé.

Leeeeeeeeeentamente, os dogmas são aperfeiçoados dos ensinamentos que o profeta deixou.

Após séculos de muito estudo, agora sabe-se que "as crianças não baptizadas que morrem se salvarão e desfrutarão da visão de Deus". Como poderosa nossa a mente interpretativa. Os dois milénios de história cristã são assentes em relatos escritos de quem não presenciou os actos Jesus Cristo. A igreja transformou-se, até hoje, naquilo que o homem quis e não nos ensinamentos profundos de bondade. Teoria e prática.

Quiça, daqui a 200 anos haja uma nota da Santa Fé a elucidar-nos como é a decoração no purgatório... justificarão dizendo que vem tudo no livro.

domingo, maio 06, 2007

"Um artista assim aparece de 100 em 100 anos"



"Todo o país sabe, começando por Jardim, que as eleições não serviram para nada. A ninguém passará pela cabeça que, depois de ter tomado as decisões que tomou em relação a abusos financeiros do Governo Regional, Lisboa se disponha a ceder só porque o PSD / Madeira reeditou ou reforçou a maioria absoluta com que governa há três décadas."

Fernando Madrinha in Expresso - 05.05.2007

Onde estão as oportunidades?

Um dos problemas recorrentes de Portugal é a falta de oportunidades.

Temos cada vez mais jovens com estudos superiores, mas não temos mercado de trabalho de lhes dê... uma oportunidade. Por outro lado, o Estado português treme perante a União Europeia pois os níveis de formação inferiores à média. Não será mais importante um indice de desemprego de licenciados?

Como se resolve o problema à portuguesa? Não se combate emprego precário, o a empresa que suga subsidios e que não tem futuro, empresário incapaz, não se estimula a criação de oportunidades para os jovens (e adultos) mostrarem o que valem. Impinge-se mais cursos aos "que não fazem nada".

Em Portugal, a formação não serve para fim a que se propõe: não cria massa pensante, capaz de criar empresas e trabalho. Não muda o país. Frusta as espectativas de quem dedicou muita da sua vida a estudar. Mesmo assim, quem governa acha que pode fazer dos seus cidadãos, estudantes profissionais.

A campanha Novas Oportunidades resulta desse principio. Não é para mudar o país, é para mudar as estatísticas, pois a formação dada é má e desadequada ao mercado.

Louvo o regresso da revista NS ao bom jornalismo, ao ângulo da notícia diluída no movimento da sociedade. Num excelente artigo da edição de ontem, a NS foi entrevistar formados superiores de profissões visadas na publicidade do Novas Oportunidades. Na capa, um jovem que, tal como Pedro Abrunhosa formou-se no convervatório, mostra o seu "orgulho" por ser vendedor de automóveis.

Mais do que formação, precisamos de uma grande visão, seriedade, coragem e adequação à realidade de quem nos governa. Mais oportunidades e formação de excelência.

sábado, maio 05, 2007

A Cerelac que nos une

"Os governos do nosso tempo já quase são irrelevantes, já não controlam o movimento do dinheiro, o movimento das pessoas, só controlam um exército e umas forças policiais relativamente pequenas. O dinheiro não é controlado pelos Estados mas por empresas."

Shimon Peres in Expresso - 28.04.2007

quinta-feira, maio 03, 2007

Democracia às 20 horas

Se há fenómeno que, por mais tempo que passe, continuo a ser incapaz de compreender, é mesmo o da subserviência dos telejornais ao horário estabe- lecido pelos partidos. Como se a informação pudesse ser ordenada de fora para dentro das televisões, por dá cá aquela palha um líder político marca uma conferência de imprensa para as 20.00 - e os três canais abertos obedecem cegamente e transmitem em directo...

Pedro Rolo Duarte in DN - 21.03.2007

E dura, dura, dura. Como as pilhas duracell ou como o morfina. Quanto mais as televisões cedem, pior é.

Nestas últimas semanas foram, directos de candidatos ao poleiro no partido pequenino (PP), conferências sobre operações às carótidas, e agora essa temática tão importante aos 10 milhões de portugueses como é se Carmona fica ou não fica.

É com estas notícias que temos mais emprego, mais oportunidades, uma auto-estima revigorada enquanto país? Não, são informações que fazem de nós Portugal pasmacento de há décadas para cá.

Nunca me esqueço do rescaldo das últimas eleições autárquicas de Lisboa. A reacção de vitória de Carmona Rodrigues era oca. Dizia qualquer coisa como "ganhámos, agora vamos trabalhar em prol dos lisboetas". Traduzindo, "ok, esqueçam os sorrisos e as boas vontades expressas em campanha... o futuro é o que Deus quizer e logo o desenrascamos consoante a maré".

Cada vez mais a política é isto, um caminho traçado dia a dia consoante estímulos e oportunidades que pouco ou nada têm a ver com o que milhões de euros que a campanha faz.

Nesse sentido, a campanha de Sarkozy e Segolene só serve de uma coisa para mim: a inovação do marketing político. Assim como em todas as eleições americanas se inova na forma de convencer o voto, cada vez mais à força de orçamentos escandalosos, em França temos o mesmo em paralelo europeu. Haverá estudos interessantes a sair.

Sarkozy será assim tão sabedor e forte? Segolene será assim tão apática e incapaz de governar um país? Veja-se Angela Merkl, de quem se dizia que era uma choninhas sem mão para o poder. Hoje em dia, faz boa figura na Europa.

A imagem não é tudo, e as televisões continuam a cede-la a custo zero a pessoas, muitas vezes, incompetentes e responsáveis pelo nosso infortúnio.

quarta-feira, maio 02, 2007

Com um brilhosinho nos olhos

Todos sabemos que as imagens publicitárias são alteradas para seduzir o consumidor, mas a última campanha do BES tem um Cristiano Ronaldo que me põe doente.

Olhos negros cheios de brilho, cara desfigurada tipo desenho animado.

Tenham dó e sejam realistas.

segunda-feira, abril 30, 2007

"Uma segunda casa, três carros num agregado familiar, quatro telemóveis e cinco canais pagos"

No último programa Com Sal e Pimenta, o economista João César das Neves interrogava-se sobre geração jovem pós-25 de Abril. Dizia ele que lhe chegavam cada vez mais relatos de insatisfação e da geração de portugueses que agora andam nos 20 / 30 anos.

Nas suas palavras, os jovens estão descrentes com o 25 de Abril, preferiam que não se tivesse efectuado, culpam as gerações sonhadoras que o fizeram de estarem bem na vida e de pouco ou nada terem feito pelos jovens. Não vislumbram futuro, mas deram da sua via a maioria dos anos ao estudo.

Nem todos os jovens estão em má situação. Felizmente, há uma boa margem que já encarrilou. Mas há uma boa margem que, já com 30 anos, se encontra sem oportunidades e muita formação. Por mim falo. Não culpo o 25 de Abril, acho que era inevitável num país de meias tintas.

Estou plemanente de acordo quando que se diz que Portugal cresceu e muito nas três decadas que passam, o próprio programa de António Barreto que passa na RTP o afirma, contudo, também não desmente que foram anos de desperdício. As gerações que andaram de cravo na mão em 74 tudo queriam, e muito tiveram. Uma segunda casa, três carros num agregado familiar, quatro telemóveis e cinco canais pagos.

Queixam-se do futuro, mas conseguiram montar a sua vida e terão reforma. Sim, na globalidade a geração dos portugueses de 50/60 anos falhou em criar um futuro melhor para quem lhes sucede. São os jovens que com licenças precárias fazem o triplo dos empregados que estão no quadro; que têm mais experiência e vontade de produzir; que têm objectivos e que dificilmente sem a ajuda financeira da família os conseguem por em prática.

O grito "Não se resignem" do Presidente da República é mais uma chapada nos jovens que se afundam no pântano. Essa convicção de Cavaco Silva, tem de ser dado em tom de admoestação a quem sucessiva e erradamente continua a criar linhas de política que não resolve os problemas das jovens gerações. Quem nos governa e que tem o poder de mudar é que não se tem de se resignar a modelos teóricos.

A geração rasca é uma, a geração à rasca é outra.

sábado, abril 28, 2007

Muito se lê hoje em dia...










cartoon Bandeira in DN - 24.04.2007

quinta-feira, abril 26, 2007

Não se resignem!

Bom, por cá a grande luta de audiências do momento é entre uma rapariga pobrezinha que usa roupa colorida e fala com árvores e uma rapariga tristonha que se disfarça de freira para fugir à polícia. Nós, que somos tantas vezes alertados para o perigo imperialista da cultura americana, andamos a chafurdar em formatos de origem venezuelana, com a sofisticação própria do Terceiro Mundo.

João Miguel Tavares in DN - 04.11.2006

quarta-feira, abril 25, 2007

Paz, Pão, Povo e Liberdade!

Segundo os dados apresentados por Farinha Rodrigues, Portugal continua a ser o país da União Europeia com maiores níveis de desigualdade (41 por cento contra os 31 por cento da média comunitária a 25) e maiores níveis de pobreza.

São já 33 anos de progressos... para o lado, para o outro, para trás e para o bolso.

Outrora estavamos reféns da igreja e dos fatos cinzentos... hoje, o nosso Tarrafal são os bancos. A classe média aperta o cinto desde os anos 80 e a juventude paga as suas vidas, casa e filhos a trabalhar em call centers.

Parabéns Portugal, saiste de um estado mesquinho, fugiste a uma recaída e deste o paraíso a quem já tudo tinha.

segunda-feira, abril 23, 2007

Super Fast Food Me

Vi o filme Super Size Me há poucas horas. Depois de visionar a experiência de um humano a comer só fast food durante um mês, perde-se a vontade de alguma vez voltar provar os deliciosos sintéticos snacks da MacDonalds.

Aguardo com expectativa que o filme Fast Food Nation chegue à... RTP2. Li o livro e achei informativo e interessante.

Ambos as obras adoptam uma conclusão e que acho a ideal: come fast food se desejares, já viste que bem não faz.

domingo, abril 22, 2007

Um questão de cinzas...

A Quarta de Cinzas já lá vai, mas não resisto ao apelo da actualidade.

Consta que o bem conservado Keith Richards terá "snifado" cinzas do pai. Já foi desmentido, mas a ser verdade, poderá ser considerado canibalismo?

James Doohan, actor que interpretava a personagem de Scotty na série de ficção científica Star Trek vai para o espaço. Ou melhor, vão as suas cinzas. É caso para dizer, beam him up!

sábado, abril 14, 2007

quinta-feira, abril 12, 2007

O Portugal de... Francisco Pinto Balsemão

"duvidoso pedir aos portugueses para continuarem a sustentar um canal generalista igual
aos outros
"

Quem anda à chuva molha-se e o canal 1 da RTP, da forma como programa as suas emissões, está agora exposto a críticas "endinheiradas" encobertas por partidos.

A frase proferida por Agostinho Branquinho do PSD, tem um fundo de razão: a RTP disputa audiências e acrescenta pouco mais aos produtos da TVI e SIC generalistas. Para quê então ter um canal público que resume a sua oferta a concursos, "ficção nacional" (novelas), informação, debates com intervenientes e jornalistas fracos e politizados, opinião de dois carolas... políticos, "talk shows" de manhã e tarde?

Valorizo a informação, gato fedorento, "Cuidado com a Língua" e o programa do provedor. De resto, onde está a audácia, a qualidade o serviço público de uma BBC, por exemplo? As séries de época britânicas resumem-se a poucos episódios. Cambridge Spies teve 4 episódios, Casa Sombria tem 8 e qualquer série de 12 episódios da HBO é sumo, não é encher chouriços como são os casos dos "portuguesíssimos" Paixões Proibidas e Código Sintra.

É óbvio que sou contra a privatização da RTP, se o Sr. Balsemão se sente mal com a concorrência do bom trabalho "comercial" de Nuno Santos, só tem que compreender o mercado e servir melhor os clientes. A estupidificação que a SIC e a TVI fazem, estão para além dos acordos que celebraram com o Estado há uma década atrás.

Acho que o positivo trabalho comercial de Nuno Santos ao leme da RTP, só tem razão de existir se for permitido aos portugueses conquistados por concursos e novelas, que vejam e formatos novos, actuais e inovadores. O que faz um programa como "O Meu Bairro" na RTP 2? Há semanas passaram documentários excelentes com raizes em Portugal no segundo canal... às 23h30, quando bem podiam passar às 21h na RTP1.

A RTP não pode ser só um canal de diversão. Tem de ensinar, mostrar, fazer pensar às horas certas se não habilita-se a ser vendida pois a mediocre mente de empresários concorrentes a encara como ameaça. E bem fácil é, o governo desenvencilhar-se de empresas que a dada altura (rosa ou laranja) acha um fardo. Tudo, em nome de todos nós.

terça-feira, abril 10, 2007

Uns brigam por milhões, outros por tostões

PT e EDP pagam milhões aos gestores que saem

Não será ditado, mas o título desta crónica tem cada vez mais sentido. Quem menos ganha, e tem de fazer a vida, é confrontado com realidades que parecem as do show-bizz. Os gestores de topo têm uma vida dura, tão dura que são indeminizados chorudamente quando findam as suas actividades numa grande empresa... e meses depois entram noutra.

Em que consiste a vidinha de um CEO? Avaliar, pedir parceres, reunir, pedir sacrifícios à força produtiva e aos clientes e, sobretudo, comunicar muito, muito bem.

O documentário de António Barreto sobre o Portugal dos últimos 30 anos aponta para uma conclusão: não crescemos mais porque desperdiçamos muito. Não serão os milhões mal gastos em "indeminizações" de gestores? Porque não se investe em novas infraestruturas ou na baixa de preços dos clientes, já para não falar no premiar dos colaboradores que criam valor acrescentado para a empresa?

Veja-se a Universidade Independente. Milhares de jovens estudam em faculdades privadas que exigem mensalidades elevadas pois "o custo de ensino universitário é elevado". É caro e é mau. Pior que isso, quando se zangam as comadres vê-se que as condições precárias das faculdades privadas ainda dão para que haja dinheiro para luxúria dos seus reitores e sócios. Luxúria na Moderna, na Independente, etc.

Sim, têm direito à boa vida. E sim, têm o dever de investir num produto melhor para que as pessoas que lhes confiam o dinheiro saiam realizadas.

Estes dois casos, o das faculdades e dos "investimentos" em gestores, são um retrato do nosso mal. No regime do "aperta-o-cinto" em que vivemos desde os anos 80, continua-se a pedir sacrifícios a quem já tem pouco para cortar, mas pelos vistos há quem conte a ladaínha do "sacrifício" e se sinta no direito de esbanjar.

É pena que os gestores, governantes, e mesmo os cidadãos que fogem ao fisco, não percebam que vivemos em conjunto e que a riqueza bem empregue, investida e distribuida trás vantagens para a economia deste país e, retroactivamente, para eles.

segunda-feira, abril 09, 2007

v 3.0

Novo template do blog mais cáustico aqui da rua.

Com um sistema blogger novo em folha de widjets feito, era imperativo reformular a usura deste espaço de opinião.

A principal novidade passa por este canal já emitir para todo mundo em feed. Abençoado feedburner, que permitirá uma pessoa receber as crónicas semanais sem ter de se descolocar ao endereço do Mar Cáustico.

Retirei o sitemeter a pedido de vários neurónios. Não é que corre a opinião que o contador sitemeter espeta com spyware para dentro dos nossos pcs? Pena, já ia nas 29 mil entradas...

domingo, abril 08, 2007

Em cartaz

Rir é o melhor remédio.

O ilegal cartaz dos Gato Fedorento foi a melhor forma de reagir ao idolatrar de um regime que, entre outras coisas, condenou uma geração a travar uma guerra que não servia colonos, nem portugueses nem africanos.




Ponte de Lima mima os seus forasteiros. Só os bons, diga-se.

Quem não limpar as ramelas, ou deitar beatas e pastilhas para o chão está intimado a "ir-se embora".

sexta-feira, abril 06, 2007

Terra Mãe

No Sábado, dia 30 de Março o Diário de Notícias fez-se acompanhar da revista Terra Mãe.

Ora aí está uma iniciativa levada acabo por uma Fundação de louvar. Não basta lançar odes ao Alentejo, dizer que se gosta muito dele e que é deveras bonito. É necessário comunicar bem o melhor que se faz.

Nesse sentido, a revista Terra Mãe, um dos multiplos "tentáculos" da Fundação Alentejo Terra Mãe, cumpre a função. Mostrar tradições, cor, inovação, memórias, figuras públicas numa paginação clara e elegante.

quarta-feira, abril 04, 2007

All we are saying, just give Allgarve a chance!

Que bom que é estar contra a maioria de opinião dos portuguesinhos.
Meio mundo luso diaboliza actualmente o nome que faz campanha pela região turistica mais a sul do país.

Allgarve... faz comichão. Tem o "all" e será só para inglês ver? Talvez, mas para quê deixar de reconhecer que o mercado inglês é dos que mais aprecia o nosso turismo de sol e praia? Se o logótipo e nova determinação entusiasmar mais turistas a virem ao Al Garb - e com isso roubá-los a Espanha - que perderemos?

Al Garb? Oeps, perdoem-me pela incorrecta escrita. Ah, tu queres lá ver que um tal de Algarveteve outros nomes no passado?

Dá-me vontade de rir quando o líder do PSD-Algarve, Mendes Bota, trás à baila o argumento que o "topónimo" Allgarve já existia na internet e que o dinheiro foi mal investido. Alguém acredita ainda que os publicitários são iluminados de sabedoria e criatividade? Ideias há, mas organiza-las só alguns fazem.

Já agora, deixa-me pesquisar por Mendes Bota no espaço em que se desvendam todas as fraudes. Olha... Pieter Willem Botha e Roelof Frederik "Pik" Botha. Tu queres ver que o nome do algarvio deputado-cantor foi tirado da internet, de líderes do aparthaide sul africano? Que escândalo...

segunda-feira, abril 02, 2007

O partido do Entroncamento e o Obama das Caldas

Sede do CDS volta a ter foto de Freitas... e a de Portas

O partido do táxi parece cada vez mais um eterno hapenning de argumentistas de novelas. Em poucos anos, há paz, cadeiras a voar, unanimidade, pullovers nas costas, gravatas, retratos de líderes que vão passar as férias a locais escuros, pancadas nas costas que são tomadas por ofensas corporais... ou não.

"Chamam-lhe o Obama das Caldas" era o título hilariante de um artigo da Visão da semana passada.

Hélder Amaral o suposto agressor de Maria José Nogueira Pinto, um deputado com uns bons anos de casa (cargos na República), vai passar de anónimo a estrela. Bem à semelhança do star-system americano, morder o cão faz de si uma invulgar entidade de grande respeito e valor.

O beirão Hélder Amaral, não consumiu cocaína, não estudou na Columbia University, não estagiou na Business International Corporation, não está com um best-seller no mercado livreiro, não esteve uns bons meses a fazer voluntariado em bairros pobres, não é islamita. Não é Barack Hussein Obama.

Certamente será um bom trunfo de um próximo Big Brother dos Famosos.

sábado, março 31, 2007

Quando a cabeça tem juízo...

... pensa duas vezes e muda para melhor.

Desinstalei um tal software de grande gabarito e coloquei no meu PC o Open Office.
Tal como outros, tem programas para escrever, calcular, fazer tabelas e apresentações, mas é grátis e feito por milhares de internautas.

Até ao momento, nada a reclamar.

terça-feira, março 27, 2007

Retratos na televisão pública

A sociologia saiu dos almanaques do INE, das revistas "especializadas" e apresenta-se na RTP.

Em horário nobre vimos hoje o primeiro episódio de Portugal - Um Retrato Social , série documental provinda de António Barreto. Interessante e essencial para quem fala (mal) de Portugal à boca cheia. Somos muitos.

O documentário segue a senda de outras séries realizadas nos últimos anos das quais destaco Portugal - Retrato Ambiental de Luísa Schmidt e Povo Que Canta de Manuel Rocha. Bom investimento que o futuro rentabilizará.

Um tipo muito, muito bera


EUA dizem que Khalid Sheikh Mohammed confessou autoria do 11 de Setembro

"Este membro da al-Qaeda foi detido no Paquistão em Março de 2003 e transferido para Guantánamo no ano passado."

Com quatro anos de cativeiro de "banhos e massagens" até estranha só ter admitido a autoria tamanha "façanha". Esperava mais.

Vá, fermentem-lhe o corpinho. Vão ver que ele ainda vai confessar que matou JFK, raptou a Joana, e tem na sua casa de férias os papiros (supostamente) ardidos da Biblioteca de Alexandria.

Está na cara.

domingo, março 25, 2007

Crónicas de Portugal

"O atleta brasileiro é muito confiante, alegre e pouco organizado. O português é educado, organizado, tem muito pouca alegria no trabalho, e é muito receoso de mostrar espontaneidade."

Luis Filipe Scolari in Expresso - 16.09.2006

sexta-feira, março 23, 2007

Com pão-de-ló, conquistaremos a Europa

Pão-de-ló representará Portugal

Assim será amanhã quando, em banquete, se celebrar os 50 anos do tratado de Roma, documento que deu origem à União Europeia.

Cada um dos 27 países far-se-á representar por dois docinhos. Portugal embalou duas receitas de pão-de-ló: uma Alfeizerão e outra mais simples.

Contas feitas, serão 54 iguarias diferentes. Helmut Kohl, vai lá estar?

quinta-feira, março 22, 2007

Microcrédito

Muhammad Yunus, laureado com o Nobel da Paz 2006, vai dar hoje duas conferências em Lisboa.

Será que a entrar veremos essa corte de ilustres que se deram, a minutos contados, a Al Gore?

Muhammad Yunus, com uma ideia simples modificou a economia de muitas pessoas e fez alguma coisa para que a vida desses fosse mais sustentável. Será que isso interessa a líderes políticos e económicos que têm feito mais pela degradação social do que pelo equilibrio entre quem "dá ao botão" e quem conta o papel moeda?

Observemos mais logo na TV. As mesmas gravatas e caras, as mesmas boas vontades... e daqui a meses uma tal de "flexi-sem-segurança".

domingo, março 18, 2007

A Brava Dança dos Heróis do Mar

A esta hora oiço a Antena 1, uma conversa de Álvaro Costa com três Heróis do Mar (Pedro Aires Magalhães, Rui Pregal da Cunha e Carlos Maria Trindade) e os dois criadores do filme. Boa forma de acompanhar a escrita deste post.

Ontem lá consegui ver o Brava Dança, documentário que narra a vida de um dos mais profissionais grupos da música pop portuguesa.

Sala grande, apenas seis pessoas a "preencher" o espaço. Para meu espanto, a publicidade a pipocas, carros, perfumes, bem como traillers de filmes de corridas, explosões intrigas, ficaram por passar. O filme começava à hora marcada: 22:00!

Foi quase hora e meia bem passada, sempre com um sorriso nos lábios, sinal que a peça em cena era boa. Muito interessante a história prévia dos Heróis do Mar, via Faíscas e Corpo Diplomático, bem como depois o desenrolar do esforço de anos da banda, para se tornar visível, moderna, de diversão chocante, de um Portugal para lá da revolução dos "capitães" e do caos das esquerdas e "direita".

Nos anos 80, embora tivesse as músicas dos Heróis do Mar no ouvido, não era um fã. Hoje, vejo com mais agrado a carreira daquela banda. Só o tempo nos ajuda a perceber o grande trabalho de composição, interpretação e de performance que tiveram. Para mim, "Saudade" e "Paixão" ainda são dois temas de inegualável qualidade do pop português e mesmo estrangeiro.

Não sou um saudosista musical. Gosto do passado e da sua música mas não quero ficar como indivíduos que perto dos 30 já estão agarrados aos discos dos pais, que ainda há 10 anos abominavam. Pior, ficam agarrados a eles, como se mais nada na música fosse inventado, criado, como se o presente e o futuro perdessem banda sonora.

Parabéns aos realizadores de Brava Dança. Provaram-nos que vale a pena sonhar, resistir às adversidades e de concretizar utopias... que agora são um documento histórico.

sexta-feira, março 16, 2007

ASAE, ao vivo e a cores


ASAE encerra hotel em Oeiras e 15 padarias em todo o país

E se o dia tivesse 36 horas, a ASAE ainda tinha fechado 3 drogarias, 2 fábricas de lanifícios, 5 boates e a boca de Santana Lopes... à chave.

Ainda há quem diga que em Portugal nada funciona. A ASAE tem comprovado o contrário. Ele é rusgas nos mercados, ele é vistorias nos restaurantes. Tudo é notíciado, fotografado, filmado e... visionado na TV. Assim sim, um serviço público a funcionar via imprensa.

Não há-de Valentim Loureiro querer ser julgado na televisão...

quinta-feira, março 15, 2007

O Público, Expresso, Visão e os novos públicos

As reconversões...

Nos últimos meses variados meios da imprensa têm renovado o "layout" das suas páginas e mesmo os conteúdos. Tem sido uma boa medida, pois os tempos actuais são de leitura rápida e de muita cor.

O Expresso mudou, e mudou bem. Prova é que, com ou sem DVDs, lidera a venda semanários e, sobretudo, os seus textos fazem agenda de outros meios de comunicação. O caderno de economia e a revista Actual, não têm rivais.

A Visão mudou. Sinceramente, prefiro o visual anterior da revista, no entanto há algo de positivo nestas duas últimas edições: a boa reportagem, o querer apresentar a notícia diferente deste mundo complexo. Se, passada esta bolsa de ar dos DVD grátis, voltarem à lógica da concorrência, que faz capas para novas curas de doenças, a saúde, temas generalistas light que por vezes se assemelham à revista Super Interessante, perdem em mim um leitor... novamente.

O Público. A reconversão visual e mesmo o baralhar de conteúdos pelo jornal a dentro foram bem proporcionados. O jornal agora é mais actual e fácil de ler, e não tem impar na relação que tem com a internet. DN, CM, JN, vivem para a internet como uma empresa a vivia há 6 anos atrás. O futuro dos média será o digital e o Público está bem colocado na corrida pela sobrevivência.

O que no Público melhorou, fê-lo piorar de forma a perder em mim um semanal interessado. O Inimigo Público acabou, a Ipsilon é mais do mesmo - perde para a Actual e para a 6ª - e a Pública tornou-se revista de dona de casa. Procurava a Pública pela reportagem - escorraçada da Grande Reportagem, do DNa e "afamiliarizada" na Domingo Magazine. Agora a Pública raramente tem reportagem do que anormal acontece, passou a ser mais uma revista banal de "gaja" artista na capa, para homem apreciar, e mulher ir lendo. Resta-me a Visão e Única pois sou um leitor de conteúdos semanários... ao longo da semana.


... e os novos Públicos

Com as tiragens a diminuir, os jornais continuam na expectativa de conquistarem novos públicos. A paranóia de José Saraiva de criar um jornal que mais mulheres comprassem, parece ter chegado à cabeça do director do Público. Pois, aí tem: uma revista como as outras e a perda de públicos fieis. Já o DN tinha perdido na sua aposta de fidelização de leitores de economia.

Por outro lado, o Expresso, e a sua cenourinha de DVDs, parece estar a conseguir interessar mais público entre os 25-45 anos. É positivo.

Mais do que ir à procura do que não se sabe. A imprensa diária tem de saber manter quem tem o prazer e gosta de ler, e quem e de comprar "papel com letrinhas". Hoje em dia as notícias de última hora estão no nosso monitor... para quê comprar o jornal no dia a seguir?

Diz Vicente Jorge Silva que os jornais que sobreviverão no futuro, não terão mais de 20 mil exemplares de tiragem. Concordo plenamente, a imprensa escrita será feita para nichos. Este 2007 será um ano de mais descidas na imprensa diária.

terça-feira, março 13, 2007

Valente reguada!


Mania das grandezas. Depois de uma valente árvore de Natal e Coração plantados na baixa lisboeta, a Quercus inovou.

Aqui há dias apresentou uma régua de sete metros no arco da rua Augusta com marcas da subida do nível do mar estimadas em vários cenários. Al Gore não faria melhor. Rima e é verdade.

domingo, março 11, 2007

Latim de volta às igrejas

O Sumo Pontífice pretende que sejam excluídas um conjunto de liberdades litúrgicas introduzidas à sombra da reforma conciliar do Vaticano II (1965), como as músicas de origem secular e os instrumentos "inadequados para o serviço litúrgico", o que significa dizer guitarras eléctricas e baterias, entre outros instrumentos.

É ideia do Sr. Bento XVI, que as missas voltem a ser proferidas no sonoro latim.
Um back to the basics... sim, porque todos sabemos que JC da Galileia falava aos seus concidadãos na lingua do povo que os oprimia.

Gosto especialmente da parte sublinhada da notícia. Padre Borga, podes começar a pensar em vender a tua Fender Stratocaster no ebay.

sexta-feira, março 09, 2007

Dois anos de intensa fruição bíblica

Não seria melhor termos a Páscoa duas vezes por ano? Assim teriamos duas vezes mais especulação bíblica e revelações que são apregoadas ao mundo como supostas verdades que vão mudar tudo o que conhecemos.

No ano passado foi o reboliço da Evangelho de Judas feito pela National Geographic. Este ano temos o "Indiana Jones" James Cameron a apresentar a teoria que Jesus Cristo e família tinham um jazigo de famíla. O documentário foi para o ar no passado Domingo nos EUA no Discovery Channel.

Cuidado Dan Brown. A tua ficção histórica está cada vez com mais rivais.

quarta-feira, março 07, 2007

Back to the future

"poderão ficar tranquilos quanto ao futuro do jornal (...) o DN continuará a ser fiel às suas raízes, sério, merecedor de respeito, intransigente, preocupado com as grandes questões que se colocam à sociedade portuguesa"

Joaquim Oliveira in DN - 06.03.2007

Quero ler esta frase daqui a dois anos. Será a altura ideal para avaliar o "novo" Diário de Notícias.

terça-feira, março 06, 2007

RTP Memória(s)

Antecipo as minhas felicitações aos 50 anos da RTP, recordando um trecho do seu extenso arquivo.

Graças a ele ainda temos acesso à versão Paulo Portas 1.0. Em 2007 já vai para a 4.0. Como o tempo passa e as convicções voam...


domingo, março 04, 2007

E falando de personagens "fabulosos"...


"o mais irritante no sujeito é a pinta de guru. Paulo Coelho tem tanto de espiritualidade como um código de barras"

Paulo Nogueira in Expresso - 07.10.2006

sexta-feira, março 02, 2007

Nem as moscas mudam...

Paulo Portas voltou após dois anos de solinho, de filmes, de vestuário "ordinário". Volta naturalmente ao trabalho que melhor sabe desempenhar, ao hobbie para que desenhou a sua vida. Um actor.

A um comunicado em que dizia estar às 20h disposto para falar ao país, a imprensa disse sim. Paulo Portas é um prémio nobel? Descobriu a cura para a SIDA? Ah não, é só um camaleão especulador que resolveu fazer uma OPA não-hostil à liderança do seu CDS-PP.

Cenas naturais em Portugal. O podre cresce e alimenta-se do podre. Responsáveis impunes, vão e vêm. Se Paulo Portas voltou após dois anos de pousio, nada leva a crer que Santana Lopes não esteja a "beijocar" populares daqui a mais dois.

Judite de Sousa, entrevista daqui a pouco na RTP 1 Paulo Portas num especial informação. Hoje em dia, a imprensa recusa a sua responsabilidade de ser o quarto poder. Investigação, reflexão, comparação e divulgação de factos é facilmente contraposta por profissionais do grandes grupos, ou de indivíduos, que não querem deixar de ser os mais relevantes da sociedade.

Quase certo: Paulo Portas aos 64 anos (neste momento tem 44) continuará a andar por aqui. Qual Jean-Marie Le Pen.

quinta-feira, março 01, 2007

Um respeitado senhor da cena internacional

"O concerto em Portugal vai realizar-se nem que seja na rua. Nem que seja à frente da Embaixada de Angola em Lisboa"

Estejamos descansados, sempre vamos ter o 50 Cents em Portugal. Quem o afirma é Henrique Miguel, que nos promete há meses um Festival de Hip Hop afro-americano de grande caterogia.

"Estou à vontade, ando nos espectáculos há vinte anos. Não sou um pára-quedista, já trouxe a Angola as maiores estrelas mundiais como Júlio Iglesias, Roberto Carlos, Djavan, e Youssou N`Dour"

Que bom que é ter entre nós um amigo das estrelas mais cintilantes do universo do show bizz internacional.

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Guita

Quem ganha cerca de 600 euros por mês agrada-lhe imeeenso ler estas notícias: Vítor Constâncio ganhou 280 mil euros em 2005

Iwo Jima, meu amor

Embalado pelas excelentes críticas, lá fui ver o Cartas de Iwo Jima. O Público de há dias chamava-lhe "Obra Prima". Para meu espanto, os seus quatro críticos de cinema dão 5/5 estrelas ao filme de Clint Eastwood.

Adorei Mystic River e adoro conhecer mais sobre a II Guerra Mundial, especialmente o lado do "índio". Saí da sala de cinema sem resposta para perguntas que procurava ver esclarecidas.

Não fiquei com a ideia que a resistência do General Tadamichi Kuribayashi tivesse sido um grande feito. Quantos dias resistiram? O filme retrata cinco personagens quando é conhecido que vinte mil japoneses pereceram na ilha de Iwo Jima.

Poderão argumentar que o filme não versa a história da batalha e antes pretende retratar o soldado japonês, o drama de quem se esperava o sacrificio máximo pelo seu país. Apanhei com estereotipos. Deparei-me com actores urbanos, a fingirem estar numa ilha com tamanhas privações.

Querem comparar ao excelente grupo que protagonizou a agonia dos últimos dias do Nazismo em The Downfall? Saving Private Ryan ou Band of Brothers estão muito mais fundamentados em termos da vivência da guerra.

O resto é a história de sempre, em duas horas conta-se o enredo sobre os dias de preparação da defesa de um território. Pequenas histórias, pão para a boca denunciado dos problemas de cada um dos personagens que resulta no seu sacrifício. Ainda não foi desta que me deparei com o Danças com Lobos da IIª Guerra no Pacífico.

domingo, fevereiro 25, 2007

Eu, Paulinho

"Como estou, estou bem.
Ganhei imenso tempo. É uma consequência virtuosa de uma noite eleitoral pouco aventurada."

Paulo Portas in NS - 24.02.2007
1. Sabemos agora que Paulo Portas perdeu eleições graças a uma noite menos afortunada. Não devido a "infelizes" meses no governo, ou forma incoerente de estar na campanha.

2. O ex-líder do CDS-PP vai ser um dos comentadores TSF da noite dos Oscares. Todos os políticos profissionais acabam por ter as suas virtudes e hobbies culturais. Bons humanos. O descendente do velho herói Sacadura Cabral, tem muito para dar ao país... fora das batalhas contra a "extrema esquerda radical".

3. Paulinho das feiras arruma a casa, as ideias e segundo o semanário Sol vai avançar, esta semana, para a liderança do muito seu CDS-PP.
Temos filme.

sábado, fevereiro 24, 2007

Comunicar com o umbigo


"A maior parte dos filmes portugueses são muito maus, porque não comunicam com ninguém a não ser com o umbigo de quem os fez."

José Fonseca e Costa in Dica da Semana - 25.01.2007

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

O facelifting da Rádio Renascença


O canal Renascença, a segunda rádio mais ouvida pelos portugueses, apresentou uma AAV de 10 por cento, menos 7,4 por cento do que os valores do ano passado

Em Setembro a RR iniciou uma campanha publicitária com vista a inverter os resultados de audiências. No penúltimo barómetro, relativamente ao 3º trimestre, lançaram foguetes: não é que conseguimos aumentar o número de ouvintes? Curiosamente, as estatisticas referiam-se a um período em que ainda não havia publicidade no ar.

A realidade de Outubro a Dezembro é para a RR bem dura. Que lhes sirva de lição. Não basta apregoar a mudança e lançar para as revistas e TV umas imagens em azul suave, com gente alegre e sorridente. É preciso saber e querer mudar. Entre novos programas previstos e a mudança de música ficámos com muito pouco. Regista-se a inclusão de um novo programa - 3 Dimensões - que por acaso estreou no passado Sábado, e uma nova imagem a nível de logo e sítio.

A modernização da RR está assim no facelifting. Não há música nova, não há programas e atitudes novas. Há podcasts no sítio, pasme-se, só para ouvir em streaming. Saberão o que é um podcast?

Continuem a cavar o buraco... onde se vão enterrar.

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Lá num país cheio de cor, nasceu um dia uma Britney Spears

À semelhança de fútil personagem como Paris Hilton, que se move consoante os flashes das cameras, Spears desde o seu anunciado divórcio que tem proporcionado "arte" para os media. A última, é ter rapado o cabelo. Não basta ser radical e dar matéria para ser bem ou mal falada, na lógica do que é necessário é ser... falado. A loucura jovial de Britney Spears pode-lhe cortar as bases: os fans. As atitudes que tem tomado põem-na em cheque. E sem fans, não há milhões, não há media. E depois? Depois vem o vazio de quem nada fez durante a vida se não se ser um profissional do star system. A esse vazio já muitas sucumbiram.

Marylin Monroe, foi uma das mais conhecidas. Anne Nicole Smith terá sido o caso mais recente, a outrora “boazona” partir desta para melhor (diz-se) e deixou uma filha de poucos meses. Com uma vida desfeita, agora só nas revistas em laia de gozo - qual Elsa Raposo - Anne Nicole Smith apagou-se aos 39 anos.

Britney tem pouco mais de 20, mas sente-se sem vida. Que procure o mundo que vale a pena viver. Futilidades, música de plástico, show bizz 24 horas por dia não é humanidade. Lá dizia o outro, dinheiro ajuda mas não traz felicidade.

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Um painel de excelências

Em Portugal, não há media que não tenha o seu comentador conhecido quer a registo individual quer em painel.

Oiço neste momento na Rádio Clube Português, o grupinho de opinião mais original de sempre. Convidaram três taxistas lisboetas para opinar sobre vários assuntos. Desde a política, ao trânsito, ou à noite.

Há quem diga que os taxistas sabem falar de tudo e pelas palavras que debitam agora no RCP, assim parece.

A vida social é feita de muitos ângulos e esta é uma formas de os mostrar sem se ser popularucho.

domingo, fevereiro 18, 2007



Bandeira in DN - 16.02.2007