terça-feira, janeiro 06, 2009

Má lingua estrututal

Na sua crónica da revista Tabu de 27 de Dezembro, José António Saraiva diz de sua justiça:

"Devo dizer que achava o programa Noite da Má Língua execrável. Não gosto de exercícios de maledicência. Que, além do mais, estimulam um dos piores defeitos dos portugueses: passarem o tempo a criticar os outros sem fazerem nada para melhorar as coisas. Os portugueses são naturalmente maledicentes. Incentivar essa tendência é lamentável."

Seguia A Noite da Má Lingua com satisfação, assim como "frequento" regularmente O Eixo do Mal. São espaços fundamentais de discurso "independente", numa imprensa e TV povoada por opinion-makers politizados e que ajudam a um cozinhado de Portugal em lume-brando.

Se concordo com José Saraiva quando diz que incentivar o pior de nós é mau, digo-lhe também que temos um mau quarto poder no que concerne a chamar os bois pelos nomes. Por exemplo, o jornalismo económico e cor-de-rosa corre Doutores & Engenheiros a palmas e elogios quando estudos europeus apontam que a fraqueza de Portugal está na sua má camada de decisão. Estes são os focos do nosso ideal-fatalismo, maledicência, critica furtuita, sarcasmos, causticismo, etc. E ainda bem, pois graças a ela temos humor de qualidade. Rir é o melhor remédio perante um cenário que não muda há anos (décadas, séculos)

É importante haver várias vozes e este tipo de "maldicencia" só incomoda quem vive bem com o estado de coisas e com o mal dos outros.

Como disse José Diogo Quintela no Público de Domingo passado:
"É essa a mais-valia de Rui Tavares: quando o leio, saio da minha zona de conforto e vejo as minhas ideias serem paulatina e sistematicamente desmontadas pelos factos que ele apresenta. É ou não é irritante?"

É necessário a qualquer ser social, ouvir o outro lado para fazer a sua sintese de ideias. Felizmente, também tenho os meus comentadores e amigos de correntes diferentes das minhas.. Sem os ouvir, seria um fanático.

domingo, janeiro 04, 2009

O petróleo está a subir ---->

Hoje, com os mercados fechados está em $46.52 dólares. Há pouco mais de uma semana tinha descido para um preço inferior a $35 dólares.

Mais mês, menos mês, estará nos $80 dólares, valor que satisfaz todos os países produtores do ouro negro. Resta-me saber se será durante a crise financeira que vamos viver nos próximos três anos. Por um lado é forma de melhorarem a sua economia, por outro irá complicar bastante a vida de países petróleo-dependentes.

Esteja atento aos próximos episódios.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

"Sangue Fresco" para começar o ano

É sempre bom dar uma oportunidade a algo que, numa primeira abordagem, nos toma de choque. Não gostei de Alan Ball (American Beauty e Six Feet Under) ir produzir uma série de vampiros (True Blood - Sangue Fresco no Mov). À desilusão juntaram-se algumas más criticas referentes ao episódio piloto.

Agora que já vi os primeiros episódios fico satisfeito por ter caído em erro. A série pertence ao universo do Alan Ball: as relações pessoais, a discriminação social, o humor negro e o sexo.

So far so good. Uma série que sigo a par de Dexter e Californication (com muito interesse); Lost e Heroes (satisfação) e Sem Rasto (por simpatia).

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Audições de 2008:

Deu-me muito prazer ouvir:
Beirut - The Flying Club Cup
Cynic - Traced in Air
Dark Suns - Grave Human Genuine
OST - Expiação
Meshuggah - obZen
Manuel Cruz - Foge Foge Bandido

Satisfez-me ouvir:
A Naifa - Uma inocente inclinação para o mal
Mesa - para todo o mal
Jeff Loomis - Zero Order Phase
Septic Flesh - Communion

Descobri, felizmente:
Mayra Andrade
Mew

Mundos de que esperava mais:
Música de fusão, não descobri nada de realmente bom;

Embora reconheça que há cantautores que necessito de descobrir, fora a criatividade de Manuel Cruz, nada me pareceu "state of the art" na música portuguesa. Palmas, no entanto, para a quantidade e qualidade de edições que, pelo que me parece, contribuem para que haja mais música nacional na rádio. Não, os Deolinda não são fenomenais, apenas a cima da média como uns ignorados Mesa ou Donna Maria.




sábado, dezembro 27, 2008

20 histórias de 2008 que ficaram por contar

Fascina-me o assunto que é ignorado por uma vasta gama de médias que multiplicam, a maior parte das vezes, a mesma mensagem. Basta analisar os alinhamentos e as noticias dos telejornais das três principais televisões para vermos a falta de... notícias.

A Time e a FP elegeram cada uma 10 histórias que passaram ao lado de 2008:

FP - 10 NOTICIAS QUE PASARON INADVERTIDAS EN 2008


Time - Top 10 Underreported News Stories

O país e o mundo, como diz o outro.

quinta-feira, dezembro 25, 2008

E se Jesus cá voltasse?

"Imagino-o em pequeno a questionar os sacerdotes com incómodas redacções escolares. Ou, mais velho, a ressurgir como um blogger feroz, paladino de uma esquerda esclarecida e igualitária num mundo onde essa esquerda deixou de existir. Seria inflexível na defesa de ideais caídos em desuso e nessa medida radicais; no entanto, protegido por uma retórica inteligente e ambígua, mostraria a sua face liberal, e permitiria o livre arbítrio em opções morais de foro privado. Expulsaria os vendilhões do templo (o clero). Incomodaria o império romano (o Governo) e, perante as mãos sempre limpas da justiça, seria mediaticamente crucificado, talvez com acusações torpes que o reduzissem ao silêncio, e o expulsassem da blogosfera. Passados três dias, ressuscitaria, a partir do nada mas no blogue de sempre, para nos deixar a insurrecta mensagem de despedida. Aos 33 anos, desapareceria de cena por desejo próprio, não deixaria para trás número de telemóvel, nem endereço de mail. E, ao fazê-lo, ao optar pela não existência on-line - hoje tão improvável como uma ascensão aos céus -, daria início à lenda."

José Prata, editor da Lua de Papel in Público - 24.12.2008

terça-feira, dezembro 23, 2008

Espírito

"A guerra representa o falhanço total do espírito humano. Não algo que tenha a ver em primeiro lugar sobre vitória e derrota, tem a ver com morte em larga escala."

domingo, dezembro 21, 2008

Perder a cabeça

Mugabe proclama Zimbabué sem cólera.

Evo Morales proclama Bolívia sem analfabetismo.

Há dois anos Saddam Hussein ficava sem cabeça.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

A carapaça










(clique para ampliar)

segunda-feira, dezembro 15, 2008

O drama...


"Preocupa-me a dramatização da informação. A realidade só passa enquanto drama. por vezes, não sabemos qual a diferença entre um telejornal e uma telenovela com capítulos para o dia seguinte. É preciso cuidado: a realidade não corre assim tão depressa como as leis cénicas exigem."

D. Manuel Clemente, Bispo do Porto in Visão

quinta-feira, dezembro 11, 2008

terça-feira, dezembro 09, 2008

Levantados do chão

"Por muito que nos custe, a Assembleia é uma espécie de escola secundária, à velha moda, onde se marcam faltas e as criancinhas vão fazendo o que lhes mandam. Estão l+a para se levantarem, ou sentarem, conforme a "direcção da bancada" lhes diz para se levantarem ou sentarem, e ocasionalmente para uma pequena sessão de propaganda."

Vasco Pulido Valente in Público - 07.12.2008

domingo, dezembro 07, 2008

Remover Perfect Defender 2009 pop-ups


De vez em quando metemo-nos em assados que nos fazem ver que somos computador-ó-dependentes. O raio do bug Perfect Defender 2009 instalou-se no pc e não permitia que corresse browsers e outros programas.

Após a instalação de vários anti-malware e spyware (Malwarebytes, Spyware Doctor, ATF-Cleaner, etc), muitas páginas visitadas e horas perdidas encontrei a solução no comentário do Tim neste post.

Aqui segue uma breve descrição do que fazer:

1. Iniciar o computador em safe mode (fazer F8 antes de aparecer o logo do windows);
2. Ir a c:/users/"nome-do-utilizador"/appdata/roaming/google e apagar o file com um icon onde aparece o planeta atrás de um muro,
3. Fazer reboot.

Poderá também encontrar o ficheiro na pasta "local/google". Informações mais pormenorizadas, nos comentários do post.

Boa sorte!

sábado, dezembro 06, 2008

João Rendeiro - Testemunho de um Banqueiro


O livro foi editado no final de Novembro e não, não é de humor.

É passada em revista a história de um homem de sucesso: João Rendeiro, Presidente do Banco Privado Português.

O BPP é o tal banco muito falado nos últimos dias devido à sua "pré-falência técnica". Para azar de João Rendeiro, os seus poderes de banqueiro (de sucesso) são ultrapassados não pela escrita mas pela realidade. Será um livro de ficção?

Fica a sinopse da obra:

«Esta é a história do banqueiro, filho de um casal proprietários de uma sapataria em Campo de Ourique, que do nada chegou ao topo no mundo das Finanças, com negócios em Portugal, Espanha, Brasil e África»
João Rendeiro é um dos investidores mais ousados e respeitados no mercado financeiro português.

Neste livro, Rendeiro desvenda a sua estratégia de fazer negócios e investir na Bolsa, bem como a melhor forma de sobreviver à crise financeira despoletada pelo "subprime"»

quinta-feira, dezembro 04, 2008

terça-feira, dezembro 02, 2008

Coletes reflectores para cães

Ora aí está uma boa prenda de natal que o PS, perdão o Governo, poderia dar à sociedade civil. Para resolver o flagelo de, numa condução nocturna, ter o azar de atropelar um cão que atravesse a rua, poderiam ser oferecidos colectes reflectores para cães. Às centenas de milhar.

Desta vez não seriam feitos pela JP Sá Couto, mas por empresas "á rasca" do Vale do Ave.