A realidade prova que a nossa sapiência está sempre um passo a trás. Em acontecimentos que marcaram as notícias, como o ataque a Bombaim, as redes sociais foram as estrelas do momento. No Haiti a realidade é outra, não havendo redes de comunicação, não há hipotese pelas "internmetes".
O comportamento ocidental que marca a tragédia do Haiti é a solidariedade. A onda de solidariedade. A loucura da solidariedade. Dar dar dar. Marcas, instituições, governos, todos falam de quanto vão contribuir para a reconstrução do Haiti.
Sim, é bom. Sinceramente espero que os fundos recolhidos cheguem a quem realmente necessita e que todos os anunciados sejam entregues.
segunda-feira, janeiro 18, 2010
sábado, janeiro 16, 2010
quinta-feira, janeiro 14, 2010
Então, votlamos a discutir os problemas reais do país?
Um dos argumentos mais estranhos dos que se indignavam com a discussão do casamento civil de pessoas do mesmo sexo era "há assuntos mais importantes para falar, porque discutem este?".
O tema foi discutido em duas semanas, está aprovado. E agora, estamos todos empenhados a resolver o que "realmente interessa", ou já se esqueceram?
O endividamento, o desemprego, justiça são tópicos que estão em discussão há anos. Tanta década de "falatório" e nenhuma resolução, que não é a aprovação de uma causa "inclusiva" que o bloqueia.
Sim, sim, vamos lá então falar do que interessa...inclusivé os concidadãos que estavam tanto preocupados.
O tema foi discutido em duas semanas, está aprovado. E agora, estamos todos empenhados a resolver o que "realmente interessa", ou já se esqueceram?
O endividamento, o desemprego, justiça são tópicos que estão em discussão há anos. Tanta década de "falatório" e nenhuma resolução, que não é a aprovação de uma causa "inclusiva" que o bloqueia.
Sim, sim, vamos lá então falar do que interessa...inclusivé os concidadãos que estavam tanto preocupados.
terça-feira, janeiro 12, 2010
O PS não esquece
FLAD: Maria de Lurdes Rodrigues substitui Rui Machete na presidência
Há estudos para tudo, mas se ouvesse um para a empregabilidade de ex-cargos de topo do PS haveria uma boa taxa de sucesso. Quem diz PS, diz PSD.
Infelizmente a política portuguesa está nisto. Ora os ex-ministros garantem emprego em empresas do seu sector de actuação (Pina Moura), ora são "destacados" para representar o país em instancias europeias (Ferro Rodrigues). Mesmo os falhados das eleições autárquicas são nomeados cargos de direcção regionais.
Queres ser um profissional de sucesso? Alista-te já.
Há estudos para tudo, mas se ouvesse um para a empregabilidade de ex-cargos de topo do PS haveria uma boa taxa de sucesso. Quem diz PS, diz PSD.
Infelizmente a política portuguesa está nisto. Ora os ex-ministros garantem emprego em empresas do seu sector de actuação (Pina Moura), ora são "destacados" para representar o país em instancias europeias (Ferro Rodrigues). Mesmo os falhados das eleições autárquicas são nomeados cargos de direcção regionais.
Queres ser um profissional de sucesso? Alista-te já.
domingo, janeiro 10, 2010
sexta-feira, janeiro 08, 2010
Avatar e a crise da economia
Recentemente vi uma peça onde um realizador reputado apontava que, com a pirataria, os estúdios de Hollywood investiriam cada vez menos em projectos inovadores como Avatar e mais em formulas de sucesso.
Sem espanto, o investimento avultado em Avatar - 4 anos de trabalho - foi pago em poucos dias de exibição. Porquê? Porque inova e não segue temas de moda. Quando o produto é diferente o "pirata" vai ao cinema e é esta a lição que Hollywood tem de aprender.
A fórmula do catastrofismo e domínio mundial do vilão, a que o próprio Sherlock Holmes sucumbe, é o cenário que aniquila a TV e cinema e leva o consumidor a procurar novas realidades como os jogos.
Por fim, uma lição: é a inovação que faz mover a economia. Quer seja o Skip, a Apple ou o Avatar, é a novidade que nos faz comprar produtos ou ambicionarmo-los. Esta foi a solução da Finlãndia (Nokia) para a crise e tem de ser a de Portugal dos "centros comerciais". Manter no nosso país inovações e produzir para exportar. E não, o "Magalhães" não é um produto inovador.
quarta-feira, janeiro 06, 2010
A moda de dizer mal de quem diz "mal"
Noto que há um mês para cá, a "velha guarda" da opinião (dos jornais aos "twitters") se insurge contra os que "dizem mal a torto e a direito".
Após ano e meio a ignorar/gozar/pactuar com Medina Carreira, o programa "Plano Inclinado" causa-lhes incómodo. Afinal, a sua visão da República era tão pura e produtiva, porque é que tinham de vir agora "três estarolas" a apresentar o fim de Portugal e do mundo num canal de cabo?
Acomodamo-nos tão bem á realidade e é só por via de um ou outro "maluco" que acordamos. Marinho Pinto faz falta, Medina Carreira faz falta, uma tragédia como o 11 de Setembro ou maremoto asiático também para nos acordarem da calmaria "real". Vivemos num sonho, numa estagnação e o Plano Inclinado faz-nos pensar.
Os que criticam o catastrofismo de Medina Carreira, João Duque e Nuno Crato são os mesmos que desligam a televisão quando eles apresentam propostas. É complicado dizer sim a uma proposta como "parar os aumentos de ordenados durante anos" para fazer face ao endividamento, mas ela foi dada no programa. Chamam-se os bois pelos números, quantidade e fachada em que "queremos" viver. Um país de estatísticas, estatísticas, estatísticas... qualidade, mérito e inovação muito pouco.
O défice já foi paixão e será no futuro. Quando o PS largar em festa o governo, alguém terá de penar pelo país e propor sacrifícios. Provavelmente o PSD. Como não é irreal o cenário que se pinta, o próprio presidente falou na sua mensagem de ano-novo este problema.
Está tudo ok, não está? Então continuem a pensar "it's just a fase" e que os que dizem "mal" fazem-no gratuitamente por marketing de exposição pública.
Após ano e meio a ignorar/gozar/pactuar com Medina Carreira, o programa "Plano Inclinado" causa-lhes incómodo. Afinal, a sua visão da República era tão pura e produtiva, porque é que tinham de vir agora "três estarolas" a apresentar o fim de Portugal e do mundo num canal de cabo?
Acomodamo-nos tão bem á realidade e é só por via de um ou outro "maluco" que acordamos. Marinho Pinto faz falta, Medina Carreira faz falta, uma tragédia como o 11 de Setembro ou maremoto asiático também para nos acordarem da calmaria "real". Vivemos num sonho, numa estagnação e o Plano Inclinado faz-nos pensar.
Os que criticam o catastrofismo de Medina Carreira, João Duque e Nuno Crato são os mesmos que desligam a televisão quando eles apresentam propostas. É complicado dizer sim a uma proposta como "parar os aumentos de ordenados durante anos" para fazer face ao endividamento, mas ela foi dada no programa. Chamam-se os bois pelos números, quantidade e fachada em que "queremos" viver. Um país de estatísticas, estatísticas, estatísticas... qualidade, mérito e inovação muito pouco.
O défice já foi paixão e será no futuro. Quando o PS largar em festa o governo, alguém terá de penar pelo país e propor sacrifícios. Provavelmente o PSD. Como não é irreal o cenário que se pinta, o próprio presidente falou na sua mensagem de ano-novo este problema.
Está tudo ok, não está? Então continuem a pensar "it's just a fase" e que os que dizem "mal" fazem-no gratuitamente por marketing de exposição pública.
segunda-feira, janeiro 04, 2010
True Blood à uma da manhã
True Blood, a série HBO mais vista desde os Sopranos, vai ser emitida pela RTP à 1h06 de terça-feira. Ou seja, um dos melhores pedaços de ficção televisiva do momento é relegado para um horário em que a maioria da população está a dormir. Os vampíros estão acordados, será que a TV pensou apenas neles?
Em vez de premiar a série passando-a pelas 23h00 (tem cenas "picantes") no canal dois, a RTP tem uma ideia honrosa e uma práxis errada: chama ao primeiro canal as séries de excelência para as emitir em horários não recomendáveis. Ou seja, as melhores séries são prejudicadas num melhor canal e produções menos interessantes (Supernatural, Erva, O Mentalista, etc) passam pelas 22h40 para um público fiel. True Blood não é um caso único, a segunda "vaga" de Californication teve "honras" de RTP1 pós meia-noite.
Podem alegar explicações como: True Blood já foi transmitida no cabo; os mais sedentos já a viram na internet; hoje em dia as pessoas gravam as séries e vêem a que horas desejarem. Mas nenhuma delas justifica prejudicarem a série desta forma pois, no fim, continuam a haver pessoas que não a viram ou cabo ou net, não têm possibilidade de a gravar, etc.
Concluo com um pensamento sobre a RTP. Tenho lido vários artigos de opinião que dizem "a rtp não sabe o que quer fazer do seu canal 1". Eu penso o contrário, têm um objectivo claro: ter tantas audiências como a SIC apresentando mais variedade. Fazem-no com info-tainment, informação, concursos e um pouco de ficção. De tarde e manhã temos programas de conversa, como as privadas, que se "justificam" divulgando personagens "portuguesas". À noite, 1 hora e meia de informação, como muito se passasse no país, concursos até perto das 23h e depois filmes ou séries de humor.
O verdadeiro serviço público reside na variedade e ensino, embora criticado por muitos, da RTP2. Começo a concordar com Paulo Portas que, há coisa de três anos, fazia valer que só um canal bastava. A RTP2 é essencial, o "serviço" da RTP1 repete quantas vezes o da SIC e TVI, repete formulas de entretenimento e penaliza a qualidade, como é o caso de True Blood.
Em vez de premiar a série passando-a pelas 23h00 (tem cenas "picantes") no canal dois, a RTP tem uma ideia honrosa e uma práxis errada: chama ao primeiro canal as séries de excelência para as emitir em horários não recomendáveis. Ou seja, as melhores séries são prejudicadas num melhor canal e produções menos interessantes (Supernatural, Erva, O Mentalista, etc) passam pelas 22h40 para um público fiel. True Blood não é um caso único, a segunda "vaga" de Californication teve "honras" de RTP1 pós meia-noite.
Podem alegar explicações como: True Blood já foi transmitida no cabo; os mais sedentos já a viram na internet; hoje em dia as pessoas gravam as séries e vêem a que horas desejarem. Mas nenhuma delas justifica prejudicarem a série desta forma pois, no fim, continuam a haver pessoas que não a viram ou cabo ou net, não têm possibilidade de a gravar, etc.
Concluo com um pensamento sobre a RTP. Tenho lido vários artigos de opinião que dizem "a rtp não sabe o que quer fazer do seu canal 1". Eu penso o contrário, têm um objectivo claro: ter tantas audiências como a SIC apresentando mais variedade. Fazem-no com info-tainment, informação, concursos e um pouco de ficção. De tarde e manhã temos programas de conversa, como as privadas, que se "justificam" divulgando personagens "portuguesas". À noite, 1 hora e meia de informação, como muito se passasse no país, concursos até perto das 23h e depois filmes ou séries de humor.
O verdadeiro serviço público reside na variedade e ensino, embora criticado por muitos, da RTP2. Começo a concordar com Paulo Portas que, há coisa de três anos, fazia valer que só um canal bastava. A RTP2 é essencial, o "serviço" da RTP1 repete quantas vezes o da SIC e TVI, repete formulas de entretenimento e penaliza a qualidade, como é o caso de True Blood.
sábado, janeiro 02, 2010
quinta-feira, dezembro 31, 2009
terça-feira, dezembro 29, 2009
Caridade ao Kilo
Com o passar do natal, finda-se a loucura da solidariedade e responsabilidade social. Deixa de ser "cool" ter empresas a ajudar as criancinhas, os "mais" desfavorecidos, as associações e tudo mais.
Os famosos, os média, os gabinetes de comunicação das empresas, carregam no botão de suspenção da actividade... para dentro de alguns meses, em datas "especiais, activarem com todo o empenho e ardor solidário.
Como em outras actividades, o modelo "charity" que temos assemelha-se cada vez mais ao dos EUA. Lá, há profissionais da caridade e há pessoas que vivem de fazer filantropia.
Retirados os beneficios para as associações, a caridade com mascotes e vips localizada no Natal é uma nova forma de negócio e de publicidade gratuita. É caridade ao kilo.
Os famosos, os média, os gabinetes de comunicação das empresas, carregam no botão de suspenção da actividade... para dentro de alguns meses, em datas "especiais, activarem com todo o empenho e ardor solidário.Como em outras actividades, o modelo "charity" que temos assemelha-se cada vez mais ao dos EUA. Lá, há profissionais da caridade e há pessoas que vivem de fazer filantropia.
Retirados os beneficios para as associações, a caridade com mascotes e vips localizada no Natal é uma nova forma de negócio e de publicidade gratuita. É caridade ao kilo.
domingo, dezembro 27, 2009
Black Friday num fim-de-semana?
A adaptação de Black Friday do El Corte inglês, que se professa neste fim-de-semana, cai nos seguintes erros:
- A Black Friday realiza-se depois do dia de acção de graças, não no Natal;
- À Sexta-Feira, não em dois dias de fim-de-semana;
- Em Novembro, não em fins de Dezembro.
- Nos EUA, não em Portugal;
Compreendo que se realize no nosso país na data em que sucede nos EUA. Agora, aproveitar o nome de Black Friday para as antecipação de saldos, é uma parolice espanholó-portuguesa de todo o tamanho.
Chamem-lhe Red Weekend.
- A Black Friday realiza-se depois do dia de acção de graças, não no Natal;
- À Sexta-Feira, não em dois dias de fim-de-semana;
- Em Novembro, não em fins de Dezembro.
- Nos EUA, não em Portugal;
Compreendo que se realize no nosso país na data em que sucede nos EUA. Agora, aproveitar o nome de Black Friday para as antecipação de saldos, é uma parolice espanholó-portuguesa de todo o tamanho.
Chamem-lhe Red Weekend.
sexta-feira, dezembro 25, 2009
Save our gestores!
Para não se começar a choramingar, Há que ler o subtítulo."Ainda assim, executivos de topo ganham, em média, mais do que
noruegueses, japoneses e finlandeses. Em 2008, receberam ¤230 mil"
Aqui solidarizo-me com Michael Moore na sua iniciativa de caridade "Save our CEO".
quarta-feira, dezembro 23, 2009
Todos os paises têm o seu famoso convertido ao islão

Os EUA têm Muhammad Ali (Cassius Clay) e os britânicos Yusuf Islam. Abel Xavier representará Portugal na liga dos VIPs que fizeram muita maluquice enquanto "garotos" e enveredaram pela luz de Alá.
Abel Xavier diz que em breve se converterá ao Islão e mudará o seu nome. Esperemos que não se fique por aí e mude de cabeleireiro.
segunda-feira, dezembro 21, 2009
sábado, dezembro 19, 2009
Red Bull dá-te asas agora em Lisboa
A Red Bull Air Race mudou de ares. A CM do Porto queixa-se de forças centralistas e outras forças do norte concluiram que o problema não tinha sido criado pela própria Red Bull.
A CM de Lisboa diz que não fez pressão, o Turismo de Portugal afirma-se "alheio" à decisão.
Afinal, quem levou ou o que levou a "corrida" para o sul? Um palpite: a Red Bull e a falta de capital da zona norte para manter o evento.
A CM de Lisboa diz que não fez pressão, o Turismo de Portugal afirma-se "alheio" à decisão.
Afinal, quem levou ou o que levou a "corrida" para o sul? Um palpite: a Red Bull e a falta de capital da zona norte para manter o evento.
quinta-feira, dezembro 17, 2009
terça-feira, dezembro 15, 2009
Hiper-espírito-empreendedor precisa-se
De quando em vez, as grandes marcas de retalho tentam "descontinuar" a norma que fecha os hipermercados ao Domingo à tarde, não aplicada em Novembro e Dezembro. Um dos argumentos é que vão criar centenas, se não milhares, de postos de trabalho. Cadé esse espírito empreendedor? Em vez de carregarem mais horas, porque não contratar mais pessoas?
domingo, dezembro 13, 2009
"Resolvendo" a corrupção, chutando para canto

Após debate a quente sobre corrupção, a assembleia da república vai criar uma comissão para "estudar medidas de combate". Quando há "medidas" propostas por outros partidos que são "pouco democráticas" é preferível, para o bloco central, ir alimentando um estado de coisas "pouco democrático" que é o da corrupção e tráfico de influências.
Quando não nos interessa resolver um problema, cria-se uma "autoridade", um observatório, uma comissão ou diz-se "é preciso aprofundar o debate". O caso da corrupção é grave e é mais um chutar para canto numa república quase centenária em que a justiça é um dos maiores problemas do presente.
Cantem ou encantem, mas resolvam as situações.
sexta-feira, dezembro 11, 2009
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