quarta-feira, agosto 31, 2005

Le Monde!

Acabei de receber um e-mail que refere que, de acordo com o conceituado jornal francês Le Monde, Portugal é totalmente banhado pelo Mar Mediterrâneo e que o nosso primeiro-ministro é Santana Lopes.

Aqui deixo os links para mostrar que os franceses têm uma imaginação muito fértil...

www.lemonde.fr/web/vi/0,47-0,54-681907,0.html
www.lemonde.fr/web/article/0,1-0@2-3214,36-683643@51-673741,0.html
www.lemonde.fr/web/vi/0,47-0@2-3214,54-628304@51-673741,0.html

O 31/08

Já existe o 11/09 e o 11/03, espinhas atravessadas na goela da civilização ocidental. São datas associadas a tragédias, a números elevados de mortes.

Alguém vai propagandear o 31/08 a partir de hoje?
O número de vítimas mortais no norte de Baghdad ascende já a 1000 depois de pânico gerado a na peregrinação anual Shia.

Quero ver logo a noite na TV, os minutos que se dedicam aos casos Katrina e Iraque.

Mário Soares (re)candidata-se em 2005, 2020 e 2035

Nos corredores da politiquisse sabe-se que o candidatura para 2005 do ex-Primeiro Ministro e Presidente da República Mário Soares, é só parte de um plano mais vasto.

Recorrendo à ciência genética, num trabalho que aumentará significativamente a esperança de vida, o nosso futuro (com sorte) Presidente, prepara-se para marcar presença nas eleições de 2020 e 2035.

Grandes planos!



terça-feira, agosto 30, 2005

“Alice” num país chamado Portugal.

Esta é a primeira vez que escrevo neste blog, escrevo porque me apetece escrever sobre coisas que sei que não vão fazer a mínima diferença, e é precisamente por essa razão que as vou escrever.

PORTUGAL, o pais “LUSO” onde habita um povo brilhante como a água que navegou nas descobertas quinhentistas, que dominou metade do mundo e rotas comerciais mais invejadas, um povo que se habituou a governar à lei de guerras, alianças, traições, conspirações e revoluções, um povo de gentes de boas tradições e brandos costumes, assolados um dia por uma “velha senhora”, que quando partiu lhes deixou um jardim de cravos mal plantados, um jardim imaturo, frágil, delicado, pobre… .

A realidade do país das reformas necessárias às reformas, das reformas simplesmente necessárias, onde o povo de fácil trato, afável e bom garfo, tem a barriga cheia de fome intelectual, incapaz de sair do seu próprio vazio. Um vazio inconsciente, que o torna sonhador e consequentemente feliz. Um sonho alimentado, por “eles”, sempre por “eles”.

“Eu, Tu, Nós, Vós, Eles”, um povo que vive um conto do género “irrealo-surrialista”, onde tudo e nada acontece. Capazes, Estagnados e Felizes.

Primeiro-ministro promovido a bombeiro?

"mesmo que o País esteja a arder como acontece todos os anos, que ajuda imprescindível se pode esperar de um primeiro-ministro em serviço? O País precisa mais de bombeiros, aviões e polícias do que primeiros-ministros (...)
Não esquecer este princípio: quem nos governa deve ser uma criatura normal. Algum ócio e indisciplina só lhe fica bem."

Pedro Lomba in DN - 19.08.2005

segunda-feira, agosto 29, 2005

La féria

"A ideia que fica do congresso é a imagem mais pura da política em Portugal: quando o barco afunda, fogem como ratos desesperados ou escondem-se atrás de moções sem líder, só para "inglês ver". Um dia destes, quando a coisa correr mal para o PS, voltam todos para os "sacrifícios" que "o país exige" e o "debate" interno vai tornar-se luta intestina."

Pedro Rolo Duarte in DNa - 15.04.2005

Já lá vão os tempos em que as máquinas partidárias nem nas férias nos deixavam sossegados. Haviam as reaberturas anuais . PS e PSD costumavam ter comicios no Algarve, largamente transmitidos nos média. Aliás, a dos laranjinhas realizou-se no passado fim de semana. Os fogos ou uma nova forma de lidar com a política por parte dos média, abafaram Marques Mendes, sujeito já de si "abafadisso".

Ah, belos tempos em que se reuniam os partidos para se mostrarem na tv!
Alguém lhes inventa um novo congresso, se faz favor?


sábado, agosto 27, 2005

A criação

Sondagem: Eleita a criação mais influente dos últimos 50 anos
Ah, se Pessoa, Stravinsky e Picasso tivessem desenvolvido trabalho nas últimas décadas do século passado! Qual Bob Dylan, qual quê!

Adoro estas sondagens... pop.


sexta-feira, agosto 26, 2005

Comentaristas

"Numa manifestação da menoridade da sociedade civil, o comentário tem estado
quase sempre entregue ao diálogo com políticos no activo, na prateleira, semi-reformados ou falsamente reformados, como é o caso de Mário Soares. Passa-se o mesmo no comentário desportivo: além de Rui Santos (SIC), não existem comentadores independentes. A aldrabice suprema da informação desportiva são os programas em que os comentários sobre os clubes são feitos por fanáticos desses mesmos clubes".

Eduardo Cintra Torres in Público - 05.06.2005

quinta-feira, agosto 25, 2005

Alguém consegue perceber isto?

Rapsódia

Denunciante do «saco azul» retira queixa contra Felgueiras

É o que diz o digital Portugal Diário.
Só falta ao "denunciante" ir receber ao aeroporto Fátima Felgueiras e faze-la passar por uma passadeira vermelha.
Com recandidatura ou não, as jogadas à volta da autarca de identidade brasileira mostram o poderio de influência que tém cá e além mar.

Ainda há de aparecer no 1.ª Companhia.

And now, for something completely different...

... blogs!

Não me tinha ainda debruçado sobre o ofício "blogs". Desprezo o comentário narcisista que o blogueiro faz da sua acção. O tal que defende esse meio como coisa mais bela e essencial coisa à face do planeta. Não o é, mas não deixa de ser uma forma substancial de comunicar.

Para mim é uma forma de guardar, datando, as reflexões que faço do mundo, português essencialmente. Faço-o sobretudo de forma egoísta. De mim para mim, como dizia o menino Nelito. Ter ou não receptores, é secundário.

Podem bem ser capítulos datados que a prazo deixam de fazer sentido e que convem, aos seus criadores, fechar. Compreendo assim a extinção de alguns blogs, extinção que, para "analistas" desta forma de comunicação, é sinal de crise na nacional blogoesfera (que nome horrível). Encaro o fim do Fora do Mundo, Aviz, Barnabé e outros que não conheço como um natural curso da vida.

Quantidade não é qualidade, contudo analisam-se usualmente os blogs portugueses ora pelos número sde visitas e de existência, ora pelos autores conceituados - conhecidos, diga-se - que reúnem. Desde o fim do Barnabé, várias reportagens dos média convencionais apontam para a crise que a sociedade blogueira nacional. Recordam a extinção de blogs políticos e o decrescer da quantidade de blogs escritos por portugueses.

Por um lado elogiam-se os blogs pelo lado da pluridade, por outro referênciam-se constantemente 5 a 10 blogs, como se representassem o todo ou resumissem as suas caracteristicas. Veja-se a reportagem de Paulo Querido na última revista Única do Expresso. Não, a blogoesfera nacional não é demasiado politiqueira. Se forem contabilizar e qualificar os blogs nacionais terão, provavelmente, como maioria os blogs/diários.

Não observo crise. Constato felizmente que os blogs têm trazido mais reflexão sobre a nossa sociedade. Levaram a renovação possível a alguns média - os que deixaram - com a oportunidade que foi dada a alguns opinadores blogueiros a colaborar em jornais. Veja-se Pedro Mexia. Actualmente Portugal é o lugar no qual não se dá oportunidades a novas gerações e em que não se estimula o espírito crítico... e os blogs são uma forma de afirmação e de reflexão.

A Internet poderá ter defeitos, mas tem por vantagem o facto de não poder - até agora - ser dominada por uma opinião comum, jornaleira, politiqueira. Quem desejar expressa-se, quem procurar lê as multiplas opiniões que são escritas diariamente em... blogs, páginas, forums.

quarta-feira, agosto 24, 2005

Nogueira Pinto fará carreira na publicidade

É sabido que a escolha do slogan "... em boas mãos", teve plano a longo prazo.

Com o poleiro mor inacessível, Maria Nogueira Pinto (da casa Nogueira Pinto), depois das eleições fará das suas mãos o seu ganha pão.



Nos "corredores" do marketing, disputam-se as extremidades dos membros superiores da ex-directora da Santa Casa da Misericórdia. Com mãos exibidas em tão bom estado nos novos outdoors do CDS-Lisboa, empresas de produtos de lava loiças, toalhinhas humídecidas, máquinas de tricotar, e mesmo consórcios de limpeza sonham com os rios de dinheiro que poderão facturar com um anúncio protagonizado pela candidata "popular".

Depois de Zézé Camarinha, só mesmo uma Maria para nos alegrar nos intervalos da novela...

terça-feira, agosto 23, 2005

Ai o tamanho, o tamanho...

"Há duas semanas gozei com o maior ecrã de cinema do mundo, presente - também - em Portugal. É verdade. Se há coisa que realmente me amorfina (já tive ocasião de o dizer) é esta nacional obsessão pelo tamano. Sim, o tamanho tem a sua importância. Mas não, não é o aspecto mais importante da existência. Certo é que o país, de há um tempo a esta parte, anda ensadecido com a hipérbole, sempre em busca de construir ou exibir coisas grandes, maiores que as dos países vizinhos, de preferência maiores que as do mundo inteiro."

Sónia Morais Santos in DNa - 01.07.2005

segunda-feira, agosto 22, 2005

Piano Fraude


Chegou ao fim a odisseia do Piano Man. A história que apaixonou a Grã-Bretanha e fez manchetes por todo o mundo era afinal uma fraude.
Assim como se especulou sobre a identidade do jovem, também agora se especula sobre as razões que o levaram a enganar o staff do hospital de Little Brook. Os psicólogos tencionam processar o jovem alemão por este se ter feito passar por doente mental, mas quanto a mim é uma causa perdida. Uma pessoa que faz o que o Piano Man fez, só pode sofrer de um qualquer distúrbio mental.
Os psicólogos não foram capazes de se darem conta de que estavam a ser enganados; ou o Piano Man era muito bom, ou os médicos não são tão bons como proclamam. Uma coisa é certa: coisa que ninguém naquele hospital é, é bom conhecedor de música. É ridículo como uma pessoa que nem sabe tocar se consegue fazer passar por pianista clássico.

"Fotogénica labareda"

"A cobertura dos fogos pelas televisões há muito que ultrapassou a estrita necessidade de informar: é uma orgia de chamas e de jornalistas em competição pela maior, mais perigosa e mais fotogénica labareda."

João Miguel Tavares in DN - 19.08.2005



Esta já é a terceira foto da temporada de fogos - todos os anos presente - que me agarra a atenção. Boa "flashada". O curso que jornalistas receberam do Cenjor neste ano está a dar resultados. Não é ironia.

Nos média nacionais, continua-se a priviligiar o sensionalismo em detrimento do essencial: porquê, como, quem é responsável pela anormal taxa de incendios?

Que nos jornais televisivos, continuem a dar 30 minutos de chama e cinza... não contaram comingo como cliente, de certeza.

domingo, agosto 21, 2005

Fim.

Não resisti... e li o artigo da CNN sobre a exibição do último episódio da série Six Feet Under. Vai para o ar hoje nos EUA.

Isto é, fiquei a saber de muitos acontecimentos que provavelmente só vão ser exibidos em Portugal lá para 2006. É facto: toda a última série será um dramalhão total, sendo que, como nos foi habituado, alguns dos principais eventos já se terão desenrolado antes dos 75 minutos finais.

Como poderia eu ficar a aguardar pelos últimos momentos da que eu considero ser a melhor série dramática já realizada?



Rest in Peace!

F(l)ama

"Hoje as pessoas lançam-se para ser apenas famosas. não lhes interessa como, nem porque a alcançam, mas muitas vezes apenas por estarem sentados num jacuzzi num reality show na televisão. Esse mundo é completamente diferente do meu e não corresponde ao que me interessa e preocupa. O culto da fama ensombra quem é criativo e está a fazer coisas."

Nick Rhodes [Duran Duran] DN:música - 10.06.2005


sábado, agosto 20, 2005

20.48h. A entrevista de Miguel à SIC já enjoa e está na altura de fazer zapping. Mas, oops, o que é isto na TVI? Uma jornalista em top e de cabelinho arranjado? Deve estar a cobrir algum evento, não? O que é aquilo ali atrás dela? Sim, ali ao fundo. Parece fogo. Olha, pois é; Aldeia de Cima, Pampilhosa da Serra! Ihihihi, coitada. Devia estar pronta para curtir a night e puseram-na a cobrir o incêndio! De outra maneira não percebo o que é que a jovem está a fazer com um top decotado num incêndio. Será que não sabe que as fagulhas QUEIMAM? Algo me diz que, se não sabia, há-de ficar a saber.

PS: se alguém arranjar fotos dessa bela cena, enviem para o mail do blogue, por favor! {marcaustico@gmail.com}

Morangos com raticida

sexta-feira, agosto 19, 2005

Porque gosto do DNa?

"O maior conforto que um consumidor de imprensa pode ter é quando lê um artigo num jornal que ele próprio gostaria de ter escrito"

Pedro Rolo Duarte in DNa - 06.05.2005


quinta-feira, agosto 18, 2005

Non-sense

"Fernando Gomes na Galp? Porque não António Mexia a editar poesia na Assírio & Alvim? E Eusébio a dirigir a programação da RTP? E Lídia Jorge na direcção da Federação Portuguesa de Futebol? E Ricardo Araújo Pereira no Ministério das Finanças? E Mota Amaral a comandar os destinos da Antena 3? E que tal José António Saraiva a dirigir o Inimigo Público? No reino do "vale tudo" a que chegámos, mais valia assumir o non-sense do mundo político. Com ou sem reformas. Tanto faz, no fundo."

Pedro Rolo Duarte in DNa - 10.06.2005



quarta-feira, agosto 17, 2005

Mensalão

"Nas últimas eleições, os brasileiros confundiram Lula da Silva com Nossa Senhora, atribuindo-lhe o papel de virgem imaculada disposta a converter os pecadores. Que é como quem diz: do político impoluto empenhado em moralizar um país minado pela corrupção. Só que Nossa Senhora tem uma vantagem competitiva em relação a Lula: está lá no Céu, onde só há harpas e anjinhos. Lula, pelo contrário, arrasta-se pela Terra do choro e do ranger de dentes, imerso numa cultura secular de compadrío, que só o mais ingénuo dos ingénuos poderia pensar que desaparecia num estalar de dedos"

João Miguel Tavares in DN - 08.07.2005


terça-feira, agosto 16, 2005

A indústria dos opinansos

O raciocínio que José Gomes Ferreira, sub-director de informação da SIC, emite no artigo a indústria dos incêndios é bom de se ler.

Boa análise, bons palpites sobre a realidade que nos assombra todos os anos.

Uma indignação apenas: quando é q o jornalismo "da nova era" deixa de ser opinativo e passa a investigar e a mostrar na praça pública os "tais" que ganham com a destruição das nossas florestas?

Minha rica Capital, meu rico jornalismo de investigação dos antigamentes...

segunda-feira, agosto 15, 2005

Na praia

"Volta não volta, os pais das Cátias e dos Rúbens levam a aparelhagem de casa e põem a Rute Marlene a cantar para toda a praia ouvir. E levam os caniches, que defecam aqui e ali, e que às vezes se metem em lutas com outros quadrúpedes ou então fornicam em desenfreio, deixando-os sem resposta quando os putos perguntam: mãe, o que é que os cãezinhos estão a fazer?"

Sónia Morais Santos - 10.06.2005

domingo, agosto 14, 2005

O estado das artes

"O rock está replecto de pose vazia. Foram criados determinados gestos e toda a
gente se limita a repeti-los. Estando numa banda rock acho acho difícil ser
relevante. O único aspecto relevante é teres ou não sucesso e esse não me
parece um bom critério. Tens que tentar fazer algo que penses ser importante,
ou não necessáriamente importante, mas que aches que necessita ser feito."

James Murphy (LCD Soundsystem) in DN:música - 01.07.2005


sábado, agosto 13, 2005

Opium



"Todos os fins-de-semana, cerca de 120 milhões de cidadãos norte-americanos assistem a ofícios religiosos, ou seja, mais do que os que, no decurso de um ano inteiro, vão aos estádios e ginásios ver ou praticar algum desporto, uma estatística que desmonta o antiquíssimo lugar comum segundo o qual este é um país materialista, onde a obsessão pelo dinheiro e pelo culto do corpo sufocou a vida do espírito. Na verdade, nos nossos dias, apenas em países muçulmanos fundamentalistas a religião absorve tanta gente e por tanto tempo como na pátria de Wal Whitman."

Mário Vargas Llosa in DNa 27.05.20

sexta-feira, agosto 12, 2005

Portugal total

"Está a gerar-se o pânico na sociedade portuguesa. Não é o crime que cria problemas às pessoas, mas o pânico e o medo. Em Portugal, está a formar-se o pânico e o medo."

Godelieve Meersschaert in A Capital - 29.06.2005

quinta-feira, agosto 11, 2005

Hoje é dia de Antena Livre



Na era em que muitos críticos do serviço público fustigam a RDP e RTP, estas dão-nos exemplos de que são de utilidade para o país.

A Antena 3, a rádio estatal para públicos mais jovens, desde as direcções de Luís Montez e Luís Marinho veio a posicionar-se melhor no e para o mercado. A nova era de música hip hop, pop, rock, etc ganhou mais protagonismo nos média e nos tops devido à promoção realizada por esta frequência. Enquanto RFM, Best Rock e outras várias afirmavam que não podiam passar música nacional porque arruinaria o seu negócio, como empresas privadas que eram, a rádio de Alvaro Costa, Miguel Quintão e outros, mostrou que o contrário também estava certo.

Antena Livre é uma rubrica arrojada, mas que serve decentemente Portugal. À Quintas a Antena 3 passa só música de bandas lusas já com trabalho editado. Em cada hora destaca o percurso, e dá a conhecer um tema, de uma banda sem disco. Coisa impossível antes da administração de Luís Marinho. Justificavam não poderem passar material de bandas ainda não afirmadas porque "dava prejuízo à emissora".

Afinal serviço público é para promover a moeda ou a cultura? Apoiar a diversidade ou olhar para os cifrões?

quarta-feira, agosto 10, 2005

Medicamente

"Costumo dizer que, entre as várias coisas que não me ensinaram, também me ensinaram mentiras: a primeira mentira que me ensinaram é que o pediatra era o médico das crianças. Não é! O pediatra é o médico da criança, mas também da mãe, do pai, do avô, da avó, dos irmãs e de todos aqueles que convivem com o bébé."

João Carlos Gomes-Pedro (pediatra) in DNa 18.03.2005

terça-feira, agosto 09, 2005

É que é já a seguir

"O Governo está ainda em período de 'lua de mel', mas afigura-se um Verão quente"

André Freire - O Diabo, 21-06-2005

"Em vésperas de férias generalizadas, a contestação social às políticas de contenção e de combate ao défice marca o ritmo (...) e desde já se anuncia um 'Verão quente' como há muito não se vê"

Reginaldo Rodrigues de Almeida on Jornal de Negócios - 07.07.2005


Continua-se a fazer típica oposição lusa: arrasar e descridiblizar o governo quanto antes.
As linhas de política resultam a médio, longo prazo mas a política, a luta de lobbies de engravatados, quer-se sem tréguas.
Só assim se pode perceber que em vez de se fazerem pactos entre correntes de pensamento a fim de Portugal ver em prática ideias políticas - boas ou más só se verão a longo prazo - se esteja em sucessivas mostras de "indignação", "erros colossais", etc

Infelizmente, para quem assume a responsabilidade de melhorar o país, a revitalização pode esperar.

segunda-feira, agosto 08, 2005

Eficiência

"[as decisões são tomadas]por estruturas superiores que não percebem nada, não preparam as reuniões, nem lêem os dossiês."
António Wagner Diniz (Director do Conservatório de Lisboa) in Actual - 02.07.2005

A afirmação foi feita em jeito de acusação ao IPPAR que, após ter recebido 15 faxes, segundo Wagner Diniz, não se tinha pronunciado. Dia a dia, o edifício do Conservatório está cada vez mais degradado.

domingo, agosto 07, 2005

Vocalista sensação

Eis um talento que cresce de ensaio para ensaio, de concerto para concerto.
Enquanto Ozzy vai perdendo a voz, outros vão-lhe tomando o protagonismo.

Vejam só!

sábado, agosto 06, 2005

sexta-feira, agosto 05, 2005

Portugueses ao polígrafo

Sinais dos tempos: mês a mês temos "auditorias" ao nosso estado de espírito.

Segunda-feira, com sobejo grafismo, o DN que noticiava

Portugueses mais pessimistas depois da euforia das eleições

São instrumentos decorativos que não abrem empresas, não criam união, não aquecem nem arrefecem o país, mas servem para criar um clima muito típico. O de estarmos em constante estudo introspectivo e não ~só.

Vivamos estes índices enquanto existem!

quinta-feira, agosto 04, 2005

Menos um!

E começa este fim-de-semana outro Festival de Verão, Festival Sudoeste na Zambujeira do Mar. Desculpem este desabafo mas jás lhes perdi a conta: é Vilar de Mouros, Paredes de Coura, Ilha do Ermal, Hype@Meco, Super Bock Super Rock. Mas por outro lado é interessante verificar que num país em crise os festivais crescem, acho que a cada ano que passa surgem novos festivais, é porque rende. E eu pergunto-me: mas onde é que a malta vai buscar "guita" para ir a tanto festival?

Dá Deus palha a quem não tem...

A CNA (Confederação Nacional de Agricultores) exigiu ao Governo que assegure o transporte da palha cedida pela sua congénere francesa, alegando que os agricultores alentejanos dos distritos de Évora, Beja e Portalegre, a que se destina a palha, estão "descapitalizados".

A eterna falta de verba, ou melhor, a eterna dependência do subsidio estatal.
Cedem-te de borla um bem, e ainda reclamas com o governo porque não te disponibilizou o transporte. E esta, heim?

Será que com a poupança que fazem pela não compra de palha, não terão dinheiro para trazer o sustento dos animais.

Haja lata... e palha!

quarta-feira, agosto 03, 2005

Inteligenzia

"Portugal não prestigia a sua inteligência. não divulga os seus cientistas, não promove nas mais variadas áreas os seus maiores criadores. A notoriedade em vida é actualmente sobretudo alimentada pelas televisões. Aparecer regularmente no pequeno ecrã torna o mais anónimo dos cidadãos numa figura conhecida."

Eduardo Barroso in DNA - 24.06.2005

A propósito, ainda numa das semanas que passaram se afirmava que pouca investigação saída das faculdades. Para que servem então? Para dar noções a jovens que entram pelos 20 anos a dentro? Para pagar as carreiras de professores que fazem uma ou duas obras (o seu mestrado e doutoramento) das quais se gabam a vida inteira?

Guterres tinha razão quando falava em "paixão da educação". É com ela que muito pode mudar, contudo, 10 anos após esse discurso nada mudou. Apenas boys daqui para ali. O ensino das faculdades é cada vez uma acção que não beneficia os alunos nem a sociedade.

terça-feira, agosto 02, 2005

Para o melhor e para o pior... chegou o mês de Agosto!
Vejamos: vou falar mais frequentemente franciù, dá-me dóss e calão gestual, usado sobretudo pelos alemães que não sabem que há pessoas que também arranham alemão no Algarve. Vou trabalhar mais (nem vou dar pelo dia passar) e ao final da tarde vou poder ver o pôr do sol numa rede com vista sobre o mar. Nacional 125 e IC1 só de manhã bem cedo e depois de anoitecer. Shopping, sobretudo em dia de chuva ou céu muito nublado, vai ser impossível.

As noitadas vão ser passadas meio com os amigos que vieram passar as férias à terrinha, meio a fugir de tanta testosterona (reprimida durante o resto do ano) a circular por Albufeira. Pode ser que uma vez ou outra me convidem para jantar à luz de velas, não porque seja romântico, mas porque alguém se esqueceu de pagar a conta da luz e se nalgum desses dias estiver muito calor, posso sempre ir dar um mergulho nocturno numa praia perto daqui (Sagres e Costa Vicentina, só a partir de Outubro).

O número de betos por metro quadrado vai começar a tornar-se insuportável, mas desde que não tirem os sapatos de vela, 'tá-se bem. O número de ricas que mentem na idade das crianças e dos velhotes para terem mais descontos vai tornar-se absurdo. A praia onde costumava ir também já está intransitável, com tanta aspirante a figurante em fotografias de pseudo-famosos. Também já é considerável o número de malta a meter mais gelo no fundo do copo para a bebida aguentar mais meia-hora, mas...

...Eu nasci para passar o mês de Agosto no Algarve e gosto disto!

À vossa Saud

Ontem converteu-se em objecto frio e inanimado o humano Fahd, um daqueles que se julgava líder, por ordem divina, de um povo submisso e mudo, aos seus comandos. Era o administrador de um país inventado, pela sua família: a Casa Saud.

Há quem diga que a monarquia Saudita das mais injustas e crueis da península arábica. Há quem diga que quando o clã que une o país cair, se solta um ninho de vespas.

Sobe hoje à cena na 2: às 22h30 um documentário (a exibição fora marcada antes da morte do "monarca") sob o clã Saud e as suas gigajogas políticas internas e externas.


segunda-feira, agosto 01, 2005

Geração rasca

Madeira: Jardim diz que está no poder em Portugal uma "geração de falhados"

Concordo plenamente e incluo Alberto João nesse lote.
Uns pecam por ambição, clareza de ideias e poder de decisão, outros exageram no sovinisto, protagonismo e em vez de ajudarem quem lhes dá o pilim para os investimentos, estão constantemente rebaixa-los.