sexta-feira, setembro 30, 2005

Porque hoje é Sexta

"Islão e Cristianismo acreditam ambos numa existência depois da morte. Mas o Ocidente valoriza antes a vida terrena e material. Invadir um país à revelia das Nações Unidas e bombardeá-lo porque não é democrático é «uma guerra contra o Mal», uma guerra santa"

Helena Barbas in Actual - 13.08.2005

quinta-feira, setembro 29, 2005

Pronuncias às vontade do freguês

"Para quê votar um texto que não vai entrar em rigor? E se a este se substituir um novo texto, não iremos, por maioria de razão, defender que os portugueses sobre ele se pronunciem de novo?"

Duarte Lima in DN - 10.06.2005

segunda-feira, setembro 26, 2005

A campanha começa hoje...

... mas há já outdoor que arraza a concorrência.



foto Objecto Translucido

domingo, setembro 25, 2005

Há 12 anos a zelar por nós...

... ou a lutar contra esquecimento a que "nobre" povo o confinou.

Faz hoje anos que PoSAT-1 foi "despachado" para atmosfera.

O seu trabalho não é conhecido do grande público mas da sua presença entre os deuses do olímpo poderemos concluir: é paciente, resistente ou, se calhar, casmurro. Ainda não se disintegrou.


sábado, setembro 24, 2005

Unas, slayer

"Eu sou perverso de facto. Vejo as coisas pelo lado mais irónico, sarcástico e comezinho. E gosto de as levar ao extremo. No Cabaret levava-as até ao limite do suportável, e ainda mais um bocadinho. Era aí que marcavamos a diferença. (...) sou a criança mais perversa, a que é mázinha, às vezes malcriada que sabe que está a ser impertinente, mas que continua. Que é reguila no pior sentido do termo."

Rui Unas in DNa - 19.08.2005

sexta-feira, setembro 23, 2005

Empregos onde estão eles?

Todos os anos após a sempre problemática colocação dos professores vem à baila o tema do desemprego e dos licenciados desempregados. Hoje o Governo lançou o Plano Nacional de Emprego que visa o aumento da taxa global de emprego. O Governo garante que vai investir 1.434 milhões de euros para que a meta seja atingida até 2008. Mas eu receio que o problema se mantenha uma vez que não é resolvido na fonte, ou seja, as universidades continuam a formar muito mais licenciados em determinadas áreas do que aqueles que o mercado consegue absorver. É certo que as pessoas devem ter o direito de escolher a área de que gostam, todavia não lhes serve de muito se depois não encontram emprego e acabam por ter que desenvolver a sua actividade profissional numa área totalmente diferente daquela a que estão habilitados.

No ano passado a ministra do Ensino Superior do antigo governo lançou um programa de reconversão para licenciados desempregados. Eu gostaria sinceramente de saber como está a correr a experiência uma vez que foi necessário investir algum dinheiro e as últimas notícias que tive é que em Fevereiro as pessoas ainda não tinham recebido a bolsa a que tinham direito.

Por outro lado o IEFP de vez em quando faz curso profissionais para desempregados, quer sejam licenciados ou não, e numa destas semanas saiu um artigo no expressoemprego alegando que a taxa de empregabilidade era baixa, mais de 60% das pessoas não conseguia emprego nos 3 meses seguintes.

Deixo aqui o apelo a quem de direito, façam estudos sérios sobre a questão da empregabilidade e adequem as necesidades do mercado às ofertas formativas porque todo o país tem a ganhar com essa situação.

Aaaahhhh... África!

"Em África, não há adversários políticos. O que prevalece sempre é o conceito de inimigo. E os inimigos eliminam-se. É sempre essa a solução, e é isso que tem marcado, negativamente, a evolução política do Continente".

Onésimo Silveira [embaixador de Cabo Verde] in DNa - 27.05.2005

quinta-feira, setembro 22, 2005

Faz-se justiça

A justiça é um organismo, vivo e em remodelação constante.
Por vezes é dura, por vezes é incompreensível: mas é a lei.

Fatinha Felgueiras aproveitou um buraquinho na malha legislativa e agora goza de privilégios autorizados pelo código da República. Como tal, "faz-se justiça" neste momento.

O moroso processo Casa Pia exemplifica que a justiça é um jogo em que de nada conta o nosso conceito de razão, ou de crime. Vale quem consegue “dourar a pílula” à sua forma, daí que quem tem mais recursos, contratando os melhores oradores e conhecedores dos cantos da lei, se consiga esquivar à justiça, à noção de justiça do comum cidadão. E quando a acusação não tem o processo bem preparado...

Aprende-se com os erros e, como certamente não se tinha dado um caso idêntico, um foragido à justiça goza agora o bem-estar público e privado. Para a história fica o negro caso jurídico “Felgueiras”. Ainda há quem diga que temos das mais capacitadas leis da Europa…

Bem-vindo ao mundo. É cruel, mas é o mundo.

terça-feira, setembro 20, 2005

Mário Soares vai falar com as comunidades

"Entre o descrédito acelerado dos partidos e a actual cultura de hipermercado, onde o consumidor toma o lugar do cidadão, o marketing tende a substituir a política.
A popularidade é o objectivo, o populismo o instrumento: bailaricos, jantares e passeios grátis de helicópteros fazem mais pelo candidato do que medidas de fundo, talvez menos viziveis, certamente menos imediatas (...)

Por vezes a solução está nas velhas fórmulas, hoje tão em desuso: a honra, a
proibidade, o falar verdade, a devoção ao bem público. Está também na coragem das
convicções, mesmo que ao arrepio das sondagens"

Esther Mucznik in Publico - 08.07.2005


foto PimPão Digital

Não droga!

"Os candidatos à Câmara de Lisboa não pretendem, espera-se, arrasar o Intendente como fizeram ao Casal Ventoso, mas é difícil perceber o que é que querem fazer para acabar com o problema da droga. (...) A droga, como a prostituição, são dois cancros originados pela pobreza e miséria que só se conseguie minorar com o desenvolvimento económico e social do país, coisa que, obviamente, não está nos poderes dos candidatos à Câmara de Lisboa. Mas prometer a Lua é a droga deles."

José Júdice in Metro - 06.09.2005

segunda-feira, setembro 19, 2005

"Grande ordinário"

Carmona e Carrilho mostraram no debate da semana passada que não têm ideias e nem perfil. De um lado um maniaco intelectualoide, que se sente dono da razão. De outro um Engenheiro que trabalha há quatro anos na autarquia a que se candidata e que se faz passar pelo profissional competente que sente e respira as agruras dos seus considadãos. Só imagem.

Carmona abriu as hostilidades dizendo logo estar a ser vítima "de insultos de carácter pessoal". Como pessoa equilibrada, cristão devoto provavelmente, ripostou.
Com riso sacana foi até ao extremo sangramento do seu rival. Sabia que Carrilho se enervava facilmente se recorre-se a questões "de casa de banho". Carrilho perde a paciência, e o virar de costas final é disso consequência. Carmona foi coerente no final, ao insultar o seu adversário com um sonoro "grande ordinário".

Não é humano que candidatos que se insultam, deputados que se degladeiam na assembleia, confraternizem com o melhor dos humores após despiques. Isso é espectáculo, são boas representações e nervos falsos. Natural é, quando nos ofendem sádica e cinicamente, sentirmos que não temos de respeitar etiquetas. A vida continua atrás das câmaras.

Não votaria em Carrilho e embora compreendendo a sua atitude sei que não se pode livrar de uma série de episódios de péssimo gosto para com e António Guterres, Helena Vaz da Silva e Morais Sarmento. Tanto o "filósofo" como o Engenheiro provaram que não são dignos de governar uma cidade, quanto mais uma vila.

domingo, setembro 18, 2005

Sobre a terra e sobre o mar

"Eu acho que existe assumidamente ma forma de estar portuguesa. Eu às vezes digo que é o culto da tristeza. Mas acredito piamente que nós podemos optar por ser felizes ou infelizes, porque por mais desgraça que no aconteça é a forma como nós vivemos essa desgraça que tudo determina"

Mafalda Arnauth, fadista, in DN:música - 22.07.2005

sábado, setembro 17, 2005

sexta-feira, setembro 16, 2005

Regresso às aulas

"Para que serve a escola? Só para dar emprego aos professores? Para os alunos aprenderem noções? Não, há um aspecto comercial também que a escola se tem de responsabilizar. Formam artistas e depois não os ajudam a singrar."

Rui Paes [ilustrador do último livro de Madonna] in Actual - 10.06.2005


quinta-feira, setembro 15, 2005

Nova temporada na Assembleia da República

"Desde 10 de Março, na abertura da X Legislatura, o único dia em que todos compareceram, os deputados sociais-democratas acumularam 249 ausências, os socialistas 222, os do CDS 50, os comunistas 27, os bloquistas 17 e os "Verdes" quatro, de acordo com o Diário da Assemblea da República"

in Metro - 28.07.2005

E fica a justificação de um dos mais faltosos deputados, Virgilio Almeida Costa (eleito para o PSD por Braga): "Um deputado serve melhor o eleitor a ouvi-lo onde está, ou a estar no plenário a bater palmas a coisas previamente decididas?".
Porque se candidatou afinal? Dr Marques Mendes, conceda-lhe o cargo de saltim-banco do PSD, s.f.fv.

quarta-feira, setembro 14, 2005

Projectos para deslumbrar

Sim, sim. A paisagem de fundo do outdoor é do projecto apelidado "Manhattan Cacilhas". E sim, o candidato autárquico do PS Almada, Dr. Alberto Antunes, é a favor da adopção de esquadrias megalómanas.

Reconheça-se, é contra-corrente. Na actualidade, técnicos do urbanismo, de ambiente, do social e quem decide políticas de investimento advogam o conceito "sustentável", ou seja, o ordenamento equilibrado para resultados económico-sociais e ambientais benéficos..

O Dr. Alberto Antunes é um homem de grandes ideias. É do PS, reconheça-se. O partido dos grandes "feitos", dos gastos de milhões em infra-estruturas que, após realizadas, são encargo para quem as tem de manter. A táctica do PS parece simplista: para grandes males, grandes visuais investimentos.

Com estes cartazes, o candidato do PS morre na praia. Após uma investida com publicidade em que evidenciava ter ideias ponderadas mas de futuro (“é hora de ir em frente”), reaviva uma ferida nunca apoiada pela população ou vereação. Fica engasgado na goela de almadenses que desejavam refrescar as chefias do seu concelho.

“Manhatan Cacilhas” causa repulsa e não causa deslumbramento, sentimento com que um megalómano político pensa dominar o seu fiel voto-depositário. Repulsa como casos pontuais em que aldeias protestam contra incineradoras que são planeadas para os seus quintais. Para lá das fronteiras deles todos aprovam, mas ninguém aceita no seu quadradinho de bem-estar um objecto de mau estar.

Saiba o Dr. Alberto que já existe um projecto desenvolvido para a zona ocupado pela antiga Lisnave. "Sustentável", equilibrado em espaços necessários e sem torres que façam sombra à cidade.

Uma nota final para a infeliz data em que os cartazes foram colocados. Precisamente no dia em que o ex-vice presidente do município do Porto, Paulo Morais, denunciava à Visão os compadrios entre candidatos autárquicos e investidores imobiliários. É de certo coincidência, mas será acaso o facto de o pretendente do PS tirar da gaveta um projecto já mais que arquivado nas más memórias dos habitantes locais e do país?

terça-feira, setembro 13, 2005

Quem é quem?

“Vinte anos passados, com um país submerso numa crise do Estado, das instituições e da própria nação, temos como candidatos únicos a chefiar o Estado o homem que teve dez anos e todos os meios possíveis para reformar o país e, como hoje salta gritantemente à vista, não reformou coisa alguma, e um ex-Presidente que confunde o seu maior prazer com os desejos e necessidades da nação e que acha que ter desfilado contra a guerra do Iraque na Avenida da Liberdade e ter sido recebido com gritos de “Soares é fixe” num acampamento juvenil da Figueira da Foz são suficientes garantias de sucesso para os males de que o país padece”

Miguel Sousa Tavares in Público 02.09.2005

segunda-feira, setembro 12, 2005

O Estádio José

Almada já tem Estádio Municipal. A partir de agora, mais uma despesa, mas uma despesa saudável. É preferível ter "putos" a praticar desporto no relvado do que a "brincar" aos marginais ou aos "Dzrt".

O encontro inicial foi travado pelo Clube Desportivo Cova da Piedade frente ao Almada Atlético Clube no Sábado que passou. Não fosse a centenária rivalidade entre a cidade e aquela sua freguesia urbana, Almada teria um clube forte capaz de se posicionar na segunda divisão B. Entretanto, Almada e Cova da Piedade permanecem irmãos desavindos e os Pescadores da Costa da Caparica, primos afastados.

O Estádio Municipal José Martins Vieira, tem 3000 lugares sentados e 20 lugares destinados a cidadãos com deficiência motora. O campo principal respeita as dimensões definidas pela FIFA e está equipado com relvado sintético.

O nome que "embeleza" o estádio - José Martins Vieira - é uma homenagem ao primeiro presidente da Câmara Municipal de Almada eleito pela população após 25 de Abril. Manias de PCs, chamar-lhe-ia eu.

A liderança do concelho de Almada não perde uma oportunidade para nomear instalações ou topomínia com nomes de seus "heróis". Seria mais oportuno dar ao Estádio o nome de um atleta local. Oceano, Luis Figo (nascido na freguesia onde o estádio se encontra), Luis Boa Morte e outros que de que me esqueço agora partiram de clubes locais.

domingo, setembro 11, 2005

Tango e Fado, Lda

"[o tango] é uma mistura de nostalgia e de presságio. É uma paixão com muitas facetas. (...) parece-me que no tango há mais uma espécie de novela. Há um argumento com várias personagens. O fado é mais lirismo puro."

Horacio Ferrer in DNa - 22.07.2005

sábado, setembro 10, 2005

Tertúlias mania

"Os portugueses descobriram de facto o prazer das tertúlias. Deixaram os cafés e a rua, mas barricaram-se em cenáculos sofisticados com o propósito de discutir os males da Pátria."

Pedro Lomba in DN – 22.07.2005

sexta-feira, setembro 09, 2005

Num país não tropical

"Nos comícios de Santana Lopes vi pessoas com lágrimas nos olhos por causa dessa música [menino guerreiro] e os jornalistas estavam lá e também viram. Mas a campanha foi ridicularizada."

Einhart da Paz (responsável pelo marketing da última campanha de Santana Lopes) in Expresso - 02.07.2005

quinta-feira, setembro 08, 2005

O Senhor das Torres

Belmiro chamou e o circo armou-se. A implosão das torres em Tróia teve direito até à presença do primeiro-ministro e da comunicação social, tendo sido transmitida em directo pela SIC e SIC Notícias.

Derrubaram-se duas torres, mas o que é que vai crescer em lugar delas? Pois, é turismo de luxo... e vai criar cerca de 10.000 postos de trabalho. Sim, sim, e campos de golfe, está-se mesmo a ver. Que certamente poluem mais do que duas torres desabitadas.

Houve momentos caricatos: o playback desmascarado, isto é, a torre que começa a cair enquanto José Sócrates ainda está a accionar o detonador; a cara de frete dos convidados oficiais na conferência de imprensa, enquanto Belmiro de Azevedo critica a demora na concretização do projecto devido à burocracia e, last but not least, uma pérola de sabedoria popular - um habitante local entrevistado dizia qualquer coisa como: "ó homem, para quê este espectáculo? A gente ia lá, deitávamos aquilo abaixo com a nossa força, escusavam de gastar tanto dinheiro!"

Quem pode, pode. E Belmiro não só pode, como manda que se possa.

A fachada do prédio

"Nós perdemos a grandeza e temos apenas a grandiosidade, que é só a fachada."

Batista Bastos in Escrita em dia (Antena 1) - 06.08.2005

quarta-feira, setembro 07, 2005

De “Cálimero” a “Arma de Arremesso”.


Finalmente começaram os esperados debates televisivos de esclarecimento público, relativos à corrida para a Câmara Municipal de Lisboa. Da mesma forma que critiquei o formato dos debates sensacionalistas que passaram na “SIC Notícias” nos quais se de gladiaram os candidatos das câmaras de Oeiras, Gondomar, Amarante e Gaia, gostaria de referir que o formato apresentado nos actuais debates por Lisboa (2 candidatos Vs 1 hora de debate), parecem-me muito mais adequados à intenção de esclarecimento público sobre as ideias e projectos dos vários intervenientes.

Os debates pela CML que já ocorreram, colocaram frente a frente Mª. José Nogueira Pinto (PP) Vs Carmona Rodrigues (PSD), Sá Fernandes (Bloco) Vs Carrilho (PS) e novamente Mª. José Nogueira Pinto (PP) Vs. Ruben de Carvalho (CDU). Nesta fase não irei fazer qualquer juízo de valor sobre os candidatos visto que ainda não se debateram todos entre si, mas uma coisa é certa, a fragmentada esquerda (PS, CDU e Bloco), está com artilharia apontada à direita usando muitas vezes o fenómeno “Santana Flopes”, como arma de arremeço no que toca a similaridades políticas. Com tantas inaugurações “Santanistas” previstas para os próximos tempos, vamos ver se o tiro não lhes sai pela culatra.

Designio: resignação

Os portugueses resignaram-se e, quando não se resignaram, estão em protesto, conforme sucedeu aos militares que esta semana desceram à rua. Os que não se resignam nem protestam vão pensando na emigração como saída. E uma pequena minoria prossegue ilusoriamente a sua vida comum, acreditando sempre que o sítio é remediável.

Os cínicos alegam que não há nada a fazer, de que, no fundo, Portugal é o que sempre foi destinado à pobreza e à ingovernabilidade. Outros responsabilizam o Governo, as férias de Sócrates, a classe política, convencidos que outro Governo, outro Sócrates e outros políticos fariam algo diferente.


Pedro Lomba in DN - 12.08.2005

terça-feira, setembro 06, 2005

"Ah e tal, agora 'tou do vosso lado"

Que quererá significar a frase "de novo do seu lado" que está nos cartazes institucionais do CDS?
a. "Enquanto estivemos no governo estávamos arredados da realidade portuguesa. Foi mais forte que nós, mas agora estamos de volta. A sério."

b. ... (outra hipótese gerada por uma mente muito muuuuinto fértil)

Não entendo.
Assim como não entendo o cartaz do "arregaçar as mangas" de Carmona Rodrigues. Afinal não está há quatro anos na câmara. Caso ganhe, vai começar a trabalhar?

Ele há coisas... que é preciso ter esperteza (espero que não seja saloia) para captar.

domingo, setembro 04, 2005

Novidade: TVI é cultura

"Se o Governo autorizar que um dos dois canais privados portugueses seja espanhol, isso será uma machadada forte na nossa língua, na nossa cultura", afirmou, sublinhando que esta não é uma questão de "nacionalismo serôdio", mas de "defesa da nossa identidade nacional e cultural".


A frase é de Marques Mendes e foi dita na reentré do seu lobbie. Perdão, partido.
Será só dor de cotovelo? Afinal, Marques Mendes nunca perdoou à direcção de programação da TVI o veto do seu nome para a novela Morangos com Açucar.

Boas práticas

Lê-se num saco da loja FNAC:

"Este saco é fabricado de polietileno, material reciclável. A sua destruição por
incineração não liberta gases nocivos nem substâncias corrosivas. A fim de proteger o meio ambiente, não deite este saco na via pública. Use os recipientes de lixo
apropriados. Atenção: este saco nao é um brinquedo. Não deixe ao alcance das crianças. Perigo de sufoco!"


sábado, setembro 03, 2005

Punk lálálá

"A surdez das pessoas é pura e simplesmente mental. Há malta mais nova, ligada ao chamado punk lálálá que não ouve mais nada. (...) Por isso é que não há maneira de os Offspring pararem de vender. É gente que tem muito a ver com o Mp3 e com um ou dois temas, não com um álbum."

António Sérgio in DN:música - 08.07.2005

sexta-feira, setembro 02, 2005

Debates em Promoção

Começou mais uma fascinante corrida às Autárquicas. É já em Outubro que os portugueses irão escolher os representes locais que nos próximos anos irão estar responsáveis pelos destinos das politicas camarárias da pais. Neste âmbito e atendendo promover debate público, esclarecimento de politicas e ideias para o desenvolvimento do pais, a “SIC Notícias” (“a CNN e BBC News Portuguesa”) tem promovido debates entre candidatos de várias Câmaras Municipais. Estes debates na minha opinião têm sido constantemente “negligenciados”, uma vez que têm sido fúteis e pouco esclarecedores para a maioria do eleitorado.

As causas são as mesmas do costume, as mesmas que caracterizam a falta de qualidade informativa e politica, vejamos:

Como se pode explicar que o formato destes debates ainda permitam que os candidatos se interrompam continuamente, interpelando-se uns aos outros deliberadamente para que o adversário não possa, nem consiga expor as suas ideias politicas?

Como se pode aceitar o critério da escolha relativo ao alinhamento dos debates? Porque é que são precisamente os mais polémicos e os que representam o que de pior há na política e nos partidos, a terem uma exposição primária face a debates de autarquias mais importantes e representativas? Por exemplo, o porquê de debates por Oeiras com a polémica “Isaltino”, Amarante com a polémica “Avelino”, Gondomar com a polémica “Valentino”, terem preponderância face aos debates Lisboa, Porto, Coimbra, Faro, etc. .? Será pelo sensacionalismo?

Como se pode aceitar que os moderadores (inexperientes) da SIC Notícias, permitam que os candidatos dominem os tempos de exposição uns dos outros permitindo a confusão total em detrimento do esclarecimento público? Que achem piada, que esbocem sorrisos e piscadelas de olhos aos candidatos, quando estes são mais atrevidos, que sejam coniventes com insultos e insinuações que não credibilizam a politica e a própria estação? Já se ouviu de tudo, “Avelino” com a celebre frase para o candidato do PSD: “vista calças, seja sério…”, ou, “Seara” para “João Soares”, “em 2009 vamos os dois andar de bicicleta na ciclo-via”, já para não falar de outros insultos como “Mentiroso”, “Aldrabão”. São tantas as asneiras e tão criativas, eu próprio tenho dificuldade de me lembrar de mais exemplos, tal era a estupefacção do momento.

Mais grave, como podem passar impunes acusações sérias e comprometedoras que surgem no calor dos debates relativas a financiamentos, desvios de verbas, tráfego de influências, Lobys, etc.… . Será que ninguém com responsabilidades politicas e jurídicas vê ou monitoriza o que se passa?

Uma coisa é certa, nestes debates o que dá para entender para além do facto de que existem para nada esclarecer e lançar confusão total sobre o eleitorado, é que o que está na mira das estratégias politicas autárquicas, são essencialmente Parques Industriais e Estradas. Andam todos à volta do mesmo. Parece-me que faltam ideias concretas, relativas a turismo, educação, ideias concretas para o desenvolvimento de sectores industriais regionais chave (produtos e marcas), medidas concretas de atractividade empresarial, calendarização, ou seja, estratégia integrada e etc.., etc…
A impressão que me dá, é que não há nem parece querer haver lugar para esclarecimentos sérios, ideias próprias concretas e comprometimento para o desenvolvimento regional. Esta é a base do nosso problema Portugal.

Fadinho da solidariedade II

De novo, o portuga responderá ao fadinho da solidariedade.
Fomos caridosos para com as vítimas do sudoeste asiático, seremos porreiraços para os que foram lesados com os incêndios da temporada 2005?

A Cáritas e a RR relançam a campanha que nasceu há dois anos. E a Santa Casa da Misericordia, estará disponivel para auxiliar essas pessoas? Os euros que recebem semanalmente nos jogos de azar visam, antes de tudo, a solidariedade. São contribuições que atingem números astronómicos. Serão bem distribuidos? Será tão vil a nossa desgraça que tenhamos de recorrer à ajudinha solidária de cada praça do país?