segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Actores e senadores

Jamie Foxx ganhou merecidamente o Oscar para melhor actor com Ray.
Começa a ser recorrente serem galarduados afro-americanos. Já foi o caso de Denzel Washighton e de Cuba Gooding Jr e Morgan Freeman embora como actores secundários.
O cinematográfico correcto?

Em toda história americana do congresso é risivel a quantia de senadores afro-americanos eleitos. Não é superior a cinco. Se vamos esperar pela boa vontade da camaradagem política branca nem no ano 3000 haverá justa equiparação.

Proponho então, que seja a academia de Hollywood a eleger representantes no congresso.
De lá já saiu um presidente, Ronald Reagan, porque não senadores?
Era só uma ficção :)

"As palavras que nunca te direi"

O Destak e o Metro têm disputado desde há uns meses o mercado de matutinos gratuitos da metrópole lisboeta.
Desde o início de circulação do internacional Metro, o jornal da Cofina tem perdido protagonismo, daí que sua edição nº 200, a 3 de Março, contará já com algumas reformulações.

Nas palavras de Francisco Pinto Barbosa, director do Destak, "as mudanças traduzirão um design mais arrojado, mantendo todavia o estilo leve, e o alinhamento editorial aproximar-se-á do perfil do leitor Destak: jovens urbanos com poder de compra".

A verdade é que o Destak, "fazendo-se" para leitores que adoptam o Correio da Manhã como seu matutino, perdeu terreno para o Metro, um jornal mais informativo, que tem menos charadas e entretenimento e com o qual os jovens se identificam mais.

Como custa reconhecer o falhanço da estratégia inicial, Francisco Pinto Barbosa, assim como qualquer outro na sua posição,
diz palavras de circunstância como: "[Queremos] aproximar o jornal ainda mais do leitor, apostando na informação, entretenimento e desporto".
Aproximar, é a tal palavra desprovida de um ângulo outrora importante: promover o conhecimento e a diversidade. Se os estudos dizem que o publicozinho deseja imagens do Beckham e da Paris Hilton todos os dias santos... que assim seja. O mercado é soberano, mesmo o dos jornais grátis.

And the Oscar goes to...

... Beyoncé! A rapariga cantou e encantou no final da 1ª parte da cerimónia dos Óscares. Temos fadista! Até agora, só uma surpresa (quanto a mim, previsível): o Óscar para actor secundário, que foi para Morgan Freeman. À 4ª foi de vez.

domingo, fevereiro 27, 2005

(ainda) Habemus Papam



Até vê-lo, nem que seja por uma altiva janela, o planeta católico continua a ter representante terreno na carne de D. João Paulo II.

Liberdade? Que indecência!

Pois é, os nossos amigos americanos lidam bem com o negócio, a propriedade privada, a sua liberdade, mas a liberdade dos outros faz-lhes muita comichão.
Num documentário que passou recentemente no Toda a Verdade da SIC Notícias, veio à baila a caminhada de movimentos puritanos dos EUA.

A marca europeia French Connection United Kingdom (FCUK), teve de deixar de se representar pelas siglas, pois suscitava a muitas cabecinhas um trocadilho maldoso.
Foi apenas um dos casos tratados.

Fiquem com outro: a música e a ficção continuam a ser artes controversas.

Eucaristia dominical

"O já célebre padre Loreno pediu aos fiéis que não votassem nos partidos que defendem o casamento entre homossexuais, uma vez que a Igreja é contra o casamento de homossexuais. Mas o padre Loreno não pediu aos fiéis que não votassem nos partidos que defenderam a guerra, embora a Igreja tenha sido, também, contra a guerra. "

RAP in Visão 17-Fev-2005

sábado, fevereiro 26, 2005

Aumentar a produtividade

O próximo governo português pretenderá seguir as últimas pesquisas do meio académico.
O incremento do indice de produtividade basear-se-á na investigação da Dr.ª Kari Lerum, Universidade de Washington.
Num recente número da revista Gender & Society apresentou o método que trará a felicidade a gestores e a "geridos".

Optimus já deu o q tinha a dar...

... aos festivais de Verão. Novo posicionamento de marca deixa Sudoeste, Meco, Vilar de Mouros e Paredes de Coura sem patrocinador.

E agora? Já pensaram em pedir subsídio ao Estado?

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Duelo de titãs

"Com a possível subida de Marques Mendes à liderança do PSD, que pena o PS não estar nas mãos de António Vitorino. O país teria então dois líderes à sua altura. Seria um verdadeiro combate de gigantes."

Pedro Lomba in DN, 25/02/2005

Os blogs também se "abatem"

Curiosamente, Cartas de Londres e Batata Quente escreveram as suas últimas frases no inicio do mês de Fevereiro...

Gmail

O hotmail começa a desaparecer do vocabulário dos internautas e em sua vez entra o Gmail, o email da empresa que disponibiliza www.google.com

Ainda em versão beta, não está acessivel a todos os que desejarem obtê-lo. A assinatura é feita por convite até ver...
Quem desejar conhecer o bom serviço Gmail, basta solicitar um convite para o nosso email.

quinta-feira, fevereiro 24, 2005

Soube (a) pouco

"Pedro, digam o que disserem dele, e dos quatro meses que governou Portugal, fez o melhor que sabia e podia."

Luís delgado in DN, 23/02/2005

Sem Rasto

Hoje às 22h30 estreia n'A Dois, a série Sem Rasto.
Tem sido emitida no AXN e embora não esteja já com paciência para séries de acção na TV, tenho acompanhado regularmente.
Vale a pena dar uma olhada. Caso o nome CSI vos faça tirar os olhos do monitor, em privilégio do televisor, fiquem com a nota que Sem Rasto é dos mesmos produtores dessa série.

"O mangas"



Aí está, já temos Primeiro-Ministro.

Estado de Graça

Honra seja feita a Santana Lopes. Fez-se sempre acompanhar de bom humor na governação e campanha política. Por amor a Portugal foi, em sete meses, um digno adversário dos novos parodiantes de Lisboa, dos malucos do riso, dos batanetes, etc.
O Estado de graça que representou será uma referência dos manuais do marketing político.

Excedida a nossa paciência para a coligação de direita, entra o PS em estado de graça. É justo, Sócrates também tem de ter o seu período de adaptação. Começa hoje, precisamente.

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

Paraíso laranja

"E se contassemos os casos de colegas ou juízes que são perseguidos, tinha de mudar de profissão ou sair deste país africano chamado Madeira. Portugal é outra coisa, sabe?"

António Fontes, Visão, 20 janeiro 2005

Arqueologia audiovisual

Imaginem que se descobriam 800 bobines de gravações feitos no Portugal de há 100 anos?

Aconteceu em Inglaterra. Registos da vida diária foram descobertos, estudados e congregados numa série de três episódios na BBC.

Surpresas como estas também nos atingem. Um investigador luso anda há anos para trazer para Portugal um espólio rico.

No país de Camila Papa-Bolas descobriu gravações de fado e revista portuguesa das primeiras décadas do século XX. O seu estudo permitirá percebermos que formas tinham as expressões musicais que ainda fazem parte da nossa identidade.
O passado não nos deixa de surpreender.

Finalmente, a chuva

Não caía pinga de água desde a posse do governo de Santana Lopes. As preces a Nª Srª de Fátima sempre deram resultado.

Terão incidido sobre a seca ou sobre o grande-circo PSD-CDS?

RTP com maioria relativa

Uma das conclusões que se tirou dos resultados das eleições foi que os portugueses não gostam ser tidos por parvos pelas campanhas políticas.
Tiraria uma semelhante em relação à cobertura televisiva da noite eleitoral: ainda temos faro colectivo para a qualidade.

A cobertura da RTP foi a que registou share mais elevado.

RTP - 36%
SIC - 27,8%
TVI - 21,4%

Nem a bocarra de Manuela Moura Guedes safou o canal gerido pelo seu marido naquela noite.

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Choque sem Sócrates...

"O José Castelo Branco fez com que, em apenas três meses, a mentalidade do nosso país avançasse 20 anos. "

José Pedro Vasconcelos (ex-apresentador da Quinta das "Celebridades") - LUX

Nobre paraquedista



Amanhã chumbarás noutro distrito que não o teu.
Ah valente!

Confiança. Que confiança? A confiança.

Por entre o discurso ensonso de José Sócrates, o novo primeiro-ministro, emergiam palavras de esperança, predisposições de trabalho, vontade de mudar. Mas era uma a palavra que mais se destacava: confiança.

Como no nosso país estamos domados por um déficit de responsabilidade, de autoridade e de carácter, as políticas estatais não produzem resultados. Assim, quem disputa ou quem sobe ao poder utiliza, por matéria prima, a força anímica dos cidadãos. Vemos recorrentemente dois cenários: o da tanga e o do oásis. Palavras de dois líderes PSD, mas que encontram sinónimos noutros partidos com o objectivo de refutar ou enaltecer o trabalho do governo que está na berlinda.

Durão Barroso exagerou quando disse que o país estava de tanga. Estava estagnado. Meio ano depois dizia que já tínhamos atingido a retoma. A falta de coragem de Guterres para aproveitar uma razoável fase económica, foi sucedida por um Durão que passou de incendiário a evangelista. Acabou, esse sim, por "fugir" para a Europa deixando de lado o cargo de primeiro-ministro que o PS tinha gentilmente cedido ao PSD. Declinou essa responsabilidade.

Portanto, confiança sem vermos trabalho dos eleitos? Muito bem. Recorrer ao "planeta" emocional não é política, não é gerir, é brincar com a "saúde" das pessoas. Confiança e auto-estima são palavras de circunstância e vicissitudes do jogo político. Os portugueses são dominados por sentimentos mais fortes como pessimismo e nostalgia que, por sua vez, só podem ser combatidos com resultados económicos. Galvanizar a auto estima é ilusionismo de massas, fomentar esperanças... que convém sobretudo à partidocracia.

Há que combater sim, o comodismo e o facto de sermos subsidio-dependentes bem como a falta de formação - diria escrúpulos - dos empresários nacionais, bem como os que são a força motora deles. Dizia Paulo Portas, e bem, que era necessário criar mais empresas e que já ficava satisfeito se formasse 150 novos empresários. Eu acrescentaria "reformasse". Se fosse dado a ver que agindo responsavelmente com políticas de âmbito social nas suas empresas, 150 investidores teriam mais e melhor lucro... haveria menos desempregados, mais trabalho de qualidade e mais consumo.

"É preciso dar o exemplo, e o exemplo faz-se não se diz". A frase foi proferida por Manuel Sobrinho Simões hoje de manhã à Antena 1. Nem mais. Não falem de confiança, trabalhem para a merecer!

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Afinal os advogados não vão ser chamados

Verdades refutáveis

Para provar a velha máxima do futebol português "o que hoje é verdade, amanhã é mentira" ficam aqui duas considerações "actuais" sobre questões a que tinhamos uma ideia já (quase) concreta:

- As antenas de telemóvel são prejudiciais à saúde? Talvez não.
- O sudário de Turim, que alguns acreditam pertencer a Jesus Cristo, será datado da época medieval? Talvez não.

"Vitória ao serviço de Portugal"

SERÁ? Vou registar... (Frase proferida várias vezes por José Socrates no discurso da vitória)

Radicais & Extremistas, S.A.



Esta imagem foi produzida antes do discurso de "adeus" de Paulo Portas.
Não é coincidência ter enfatizado o que para si é um grande problema da nossa democracia: o crescimento da esquerda que ele categoriza de extrema e radical.

O CDU e Bloco de Esquerda sairam vitoriosos, sim. Encarnam uma esquerda, uma mudança, mas nunca um autoritarismo que o próprio CDS-PP chega a personificar em questões como a do aborto.

Demonstra fé cega, radicalismo da parte de Paulo Portas pois não consegue tolerar o pensamento de outra corrente política, a convicção de portugueses que pedem a pluralidade de certas matérias, matérias que o CDS-PP não aceita a liberdade de escolha.

Paulo Portas é dos portugueses mais brilhantes da sua geração. Mas no melhor pano cai a nódoa e o discurso de ontem à noite é o culminar de uma campanha em que a toda a hora chamava a atenção para a "extrema esquerda radical".

Radical é querer apagar a luta de dezenas de anos que resultou no 25 de Abril e no regresso da constituição da república. É acreditar que dar toda e qualquer liberdade ao mercado criará riqueza para todos. Sim, criará para todos os que possuem audis, várias gravatas, posses para viajar, etc. Não para os na base da sociedade que trabalham com contratos precários que a maioria dos empresários nacionais usam devido a uma legislação de direita. Dizem que é em prol da produtividade e da competitividade, mas precaridade gera precaridade.

Nobre Guedes mostrou-se nesta campanha. Algumas afirmações como aquela de fomentar a rebeldia em Coimbra aquando da vinda de Sócrates àquela cidade, evidenciaram que por debaixo daquela "pele" de santo, está uma pessoa que se "passa da mioleira" muito facilmente e que, tal como Paulo Portas, tem convicções radicais que não se quadunam com o apregoado centro direita, mas sim com o da direita radical e/ou extrema.

Aceitar a pluridade de escolhas (de religiões, cultura, de práticas, "pro-vidas") é uma coisa. Outra é recusá-la.

Não direi que os partidos encabeçados por Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã sejam sociais amigáveis. Certas ideias que têm são demasiado "progressistas" e são criticáveis. Mas pelo menos, como personagens, têm uma vantagem a Paulo Portas. Têm firmeza de princípios e não são camaleões da política mudando consoante o que lhe dá mais votos. O Bloco de Esquerda cresceu com os mesmos ideais e práticas de há 3 anos, assim como a CDU.

domingo, fevereiro 20, 2005

"PS tem uma maioria para governar"

Por amor a Portugal

Portugal respondeu a Santana Lopes e ao senhor das "três ordens de razões".
Não deseja a direita, nem a "extrema direita radical".
O povão que deambula, qual clubisse, entre PS e PSD preferiu desta vez o partido que tem um líder e elementos mais próximos que não referem a palavra "Esquerda". Ao menos não ofendem as susceptibilidades da maioria.

A Esquerda apregoada de radical e extremista, mantem-se e cresce. CDU não desce, BE duplica pelo menos. São apenas projecções, mais logo veremos...

PS - PSD

Senhores telespectadores, boa noite.
O sol já se pôs em Portugal. Está um fim de tarde muito frio. Nove milhões de portugueses aguardam em casa o início da noite eleitoral.
Os palanques partidários devem estar empoeirados, pois não há eleições há quase 10 meses.

Está prestes a iniciar-se o desafio PS - PSD, jogo da 10 legislatura da república portuguesa. Uma partida que pode acompanhar nos média nacionais.

As equipas de contagem de votação também já fazem exercícios de aquecimento. Os líderes dos partidos começam a entrar nas sedes de campanha e recebem algumas palmas dos poucos adeptos que já chegaram.

Em caso de vitória, PS pode subir à liderança, ficando apenas à espera de saber se o resultado lhe dá uma maioria.

O PSD aguarda com expectativa os resultados do escrutínio. Em causa está a estadia de Santana “menino guerreiro” Lopes, o treinador, à frente do partido. Se vencer será auto proclamar-se-á imperador eterno de Portugal e dos Algarves, se perder processará os portugueses que não votaram nele.

A história é favorável a Santana Lopes. Venceu tudo o que tinha a vencer, assim como abandonou tudo o que havia para abandonar enquanto presidente.

Já cheira



Já cheira a clima de noite de eleições!

Dia do juízo final

sábado, fevereiro 19, 2005

Votar dá saúde e faz crescer

Amanhã, eu vou votar. Não porque votar, é dar de comer a um menino "ou dois", mas porque a democracia ainda é melhor dos regimes políticos conhecidos pelo Homem... e Mulher.

Embora a juventude não veja vantagens no plebiscito, e parte da "camada" adulta acha que o seu protesto valha como voto em nulo, a democracia dá-nos o poder de mudar e de nos associarmos para alterar o que não gostamos.

Não votar, é dar razão ao Salazar, que achava representar todos os portugueses e como tal, não era necessário lhes pedir uma avaliação do trabalho por si desenvolvido. É dar razão a quem acredita que o nosso destino deve ficar na mão de uma família: a monarquia absolutista. Mal ou bem, a democracia, pervertida a belo prazer de alguns, ainda nos dá os meios para fazermos dela o que desejarmos.

sexta-feira, fevereiro 18, 2005

"Eu é que não sou parvo"

A frase da publicidade da mediamarkt deu azo a dois cartazes produzidos, a nosso pedido, por um amigo do mar cáustico. É vil, é cretina, mas é um pensamento natural do português: eu sou chico-esperto. O jogo político da campanha quis, como qualquer marketing, atingir o típico português. Pretendeu atingir o chico-esperto que há em nós.

O método do PSD assim pareceu. Reconquistar o lugar que Durão Barroso abandonou é agora quase que impossível. Primeiro porque Santana mostrou não ter coerência para estar num cargo como o de Primeiro-Ministro, segundo porque a sua campanha foi a mais “coitadinha” alguma vez vista. Pacóvia, pois tentou valorizar-se como um político de ideias e firmeza que era atacado pelos incompetentes da nossa praça. O problema é que os ataques vinham dos mais variados quadrantes, facto que deita por terra qualquer argumento de “menino indevidamente atacado pelos maus da fita”.

Se o seu governo é tido como o das trapalhadas, a sua campanha foi tida como irritante, incoerente, ingénua… in in in. Os debates que pediu e recusou, as “borlas” que tirou na campanha, o não mostrar de nomes para ministros que disse ter em carteira, o amor ao país… etc.
”Faz lembrar aquele ministro da Informação do Iraque que, quando os tanques já estavam em Bagdad, ele ainda achava que estava a ganhar a guerra”, afirmou Sócrates e com razão.
PS e o Sócrates vão ganhar sem pouco ou nada terem feito para tal. Sem ideias próprias, recuperam a empoeirada “tralha” idealista de Guterres. “Mais e melhor, não sabemos as medidas de cor”. Tristeza de país que cai nas mãos de pessoas sem eficácia e força. Mau é o político e o partido que precisa de maioria absoluta para fazer alguma coisa pela democracia e um país.

Os líderes PS e PSD mostraram quão atrazadinhos estão ao falarem na clonagem e fertilização invitro (Santana) e no choque tecnológico (Sócrates). Os “jotinhas” do PSD não souberam informar Santana Lopes que o que está na agora “berra” é as células estaminais e o seu poder de conseguir tratar várias doenças. Aliás, o seu governo defendia a recusa da investigação, a par dos EUA e da… Costa Rica. Espanha e outros países desenvolvidos já a aprovaram e fomentaram. Quanto a Sócrates, um choque tecnológico há 10 anos era o “in”, hoje em dia já “todos” temos computadorzinhos em rede… e a burocracia em Portugal já quase que não existe. Not!

A politica PS – PSD assemelha-se a dois grandes lobbies que não olham a meios para conseguir atingir a governação de um bolo: Portugal. Promete-se tudo a todos, não se têm ideologias de esquerda ou direita, reina-se ao sabor da maré. Quem espera desespera: os portugueses.

Sá Carneiro ainda é argumento para o PSD assim como os 30 anos pós-25 de Abril ainda o são para o atraso para o Portugal pós-Salazar. Continuaremos, daqui a 20 anos, a ver os nossos governantes defenderem-se com os mesmso argumentos? Recorda-me aqueles países africanos, muito ricos de matérias primas, mas que apontam sempre para o colonialismo ou para o adversário político para justificar a pobreza do país e a riqueza da classe política. Angola é um deles.

O reinado de Santana foi fértil. Os criadores do Gato Fedorento costumam dizer que têm como inspiração a primeira trupe do Big Brother. Para mim, os 7 meses do futuro-ex-PM serão sempre relembrados com risota. Se Durão Barroso era um “cherne”, cretina jogada de marketing político, Santanek será o peixe balão da nossa história. Do cherne ao caos.

O incrível

O ministro da Administração Interna, Daniel Sanches, vem hoje a público dizer que a acção de protesto que os profissionais da PSP efectuam desde ontem é uma
"exploração política incrível".
É caso para perguntar: o voto de silêncio pela morte da "vidente" Irmã Lúcia, foi o quê?

Já sabemos que o seu líder fez pausa no Carnaval para repousar.

Agora Escolha


Fig. 1 - Tralha Guterrista



Fig. 2 - Tralha Santanista

Dia de S. Sondagem

"Quando um partido está em dificuldades há três regras, em Portugal e no resto do mundo: quer muitos debates, diz mal das songadens e diz-se vítima de uma campanha da imprensa."

Jorge Coelho in Visão 20/01/2005

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

Zigzagueando pela Direita

"Portas garante nunca ter gostado do fundador do CDS [Freitas do Amaral] e, ainda hoje costuma dizer dele em privado «foi fascista aos 30, social democrata aos 40 e socialista aos 50»"
in Grande Reportagem, 12 Fevereiro de 2005

Paulo Portas foi social-democrata aos 20, jornalista reacionário aos 30 e estadista aos 40.
Chama-se a isto, mudar a sério.

Beau Sauvage

Carlos Magno, comentador da Antena 1 e RTP, defende o voto em Jerónimo de Sousa (CDU) por ser o único a transparecer autenticidade nesta campanha. O que leva comentadores a aconselharem o voto num personagem que apelidavam de selvagem? O aparecimento de outro selvagem: Franscisco Louçã, irascível trostskista e seus correligionários anarquistas que se "escondem" por detrás do que intitulam de esquerda moderna.

Que é feito do argumento: "Votar no PC? Um partido com ideais totalitários e que ainda não criticou as atrocidades cometidas para lá da cortina de ferro?"

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

Astrologia partidária

Astróloga dá vitória a Sócrates

Santana Lopes diz que o PSD está próximo de ganhar as eleições

De certeza que Santana Lopes terá em sua posse previsões astrológicos próprias, assim como acontece com é o caso das suas sondagens.

Não menosprezem o Martim

A SIC repreendeu os jornalistas estagiários que estão a trabalhar na redacção da estação – incorpora SIC, SIC Notícias e SIC Online –, através de uma circular interna.No documento, enviado pelo departamento de Recursos Humanos a todos os estagiários, pode ler-se, a pedido do próprio, uma citação de Martim Cabral, subdirector de Informação do canal: “Existem certamente várias dezenas de jovens jornalistas a quererem substituir-vos”.

Dupont et Dupont

"Onde está o verdadeiro Portas? No líder conservador e responsável que surge todos os dias nos nossos ecrãs? Ou no anarquista de direita, iconoclasta, tolerante, destemperado, indisciplinado, desregrado e com valores pouco tradicionais que é recordado pelos seus antigos colegas de O Independente? Mais do que agir por convicção, Portas parece estar a desempenhar um papel para consumo público, porque é suficientemente inteligente para saber como fazê-lo e porque o traquejo da escrita lhe ensinou o jogo rigoroso das palavras"

Joaquim Vieira in Grande Reportagem, 12 Fevereiro 2005

terça-feira, fevereiro 15, 2005

Debates: fim.

De conversas já ficámos arrumados.
Vergonhosamente, Santana Lopes não cumprirá os debates a dois que estavam previstos com CDU, BE e... CDS. Seria interessante ver frente a frente os dois partidos, responsáveis por três anos de governo.

Quem fez finca pé por Sócrates não querer debater? Santana Lopes. Em que se destingue do candidato do PS? Em pouco ou nada. Dois partidos, dois monopólios na disputa de um terreno com 800 anos de história.

A hipócrisia do líder do PSD devia ser bem castigada.
Votar num PS que apresentará, pelo menos, 50% de ex-elementos da vaga guterrista não se poderá considerar "mudar".

Dia 20 de Fevereiro vamos votar, mas também vetar!

Estado em que se encontra este blog

Roubando uma expressão frequentemente usada pela Bomba, aproveito para dizer que o pessoal tirou o dia para repousar. Assim, para comentários ao debate televisivo entre os 5 principais candidatos, terão de recorrer aos blogs da concorrência. Aconselho o Blasfémias, muito bom e constantemente actualizado.

Veta PPD-PSD

Com a campanha na recta final, o PSD de Santana Lopes continua firme na sua estratégia: "O nosso Primeiro-ministro era um poço de vitalidade e competência. Tiraram-no indevidamente do poder, coitadito". Daí que a nova palavra dos cartazes seja fazer.

A estratégia de vitimização (sondagens e jornalistas) aliada ao ataque à tralha guterrista (cartazes dos jotinhas) já ridiculariza o candidato laranja. Palavras como fazer, verdade e competência destoam da imagem que evidenciou nos seis meses de gestão. São as sondagens que o comprovam.

No fim-de-semana, o Expresso apresentou uma sondagem em que eram realizadas uma série de questões de carácter quotidiano. As percentagens conotavam Sócrates a capacidade de trabalho intelectual e a Santana a lazer.

O marketing do PSD está a falhar. Os portugueses continuam a associar Santana a instabilidade e incompetência. Dia 20 de Fevereiro veremos se assim não é.


segunda-feira, fevereiro 14, 2005

Fruta da época

Pacheco Pereira granjeia prestígio pelos seus comentários que faz nos meios audiovisuais nacionais.
É dos poucos cronistas que não simpatizo: é rijo quando lhe apetece mas não consegue se distanciar da côr política que o alberga.

Critica sem receios Santana Lopes como fez hoje. Mas se não fosse esse o líder do seu partido, imaginemos que era Cavaco ou Marcelo, não diria que o PSD e o CDS estão a ser oportunistas quanto à morte da "vidente" Lúcia.

Por isso acredito que comentadores não partidários e jornalistas, têm um papel importante a desempenhar. Há que criar mentes menos passivas... e não é com propagandistas que vamos lá.
Mais um dia de São Valentim... Para quem o comemora, eis um presente muito agradável: um curso de técnicas de beijo. Viagem a Seattle não incluída.

Hino de Santana. Refeito.

O homem humilha-se

Um homem também chora
Menino Santana
Também deseja colo
Deseja queridas
Precisa de acompanhamento
Precisa de ternura
Precisa de tratamento
Da própria candidatura

Políticos são pessoas
São falsos, são ágeis
Políticos são meninos
Medem-se em sondagens
Precisam de um poleiro
Precisam de um repouso
Precisam de um cargo
Que os tornem refeitos

É triste ver este homem
Santana tontinho
Fazendo figura de simplório
Metendo a culpa nos outros
Eu vejo que ele berra
Eu vejo que ele dança
À noite na discoteca
Deseja a fama

O homem humilha-se
Se o colocam em cartazes
Cartazes são a sua campanha
E campanha dá poleiro
E sem o seu poleiro
Um político não tem presença
E sem a sua presença
Santana, não tem fama
Não dá para ser feliz
Não dá para ser feliz

domingo, fevereiro 13, 2005

Hoje sinto-me assim



PS: Para os mais distraídos, esta é a foto vencedora da mais recente edição do World Press Photo. Mais informações e as restantes fotos premiadas no site oficial.

CDSr

Depois do incentivo à revolta da populaça coimbrã, Nobre Guedes verocifera doces palavrinhas ao Sr. Presidente. Bolas para a "interrupção voluntária da governação"! É que estava a correr tão bem, sobretudo a do Ministério do Ambiente...

Sim senhor, começo a acreditar no CDS como um partido revolucionário. Gente que não dorme sabendo que a classe média:
- não tem há vários anos aumentos acima da média nos ordenados;
- recebe trabalho precário para os seus jovens que entram na vida activa;
- é a que mais sofre com os impostos pois é a que os paga de sobremaneira.

Com CDS, cada um tem o que merece!

Fátima (-3)

Morreu esta tarde o simbolo vivo do mito religioso português, o tal que era para não o ser. Lúcia tinha 97 anos... grande parte deles viveu-os enclausurada no convento das irmãs carmelitas.
Fátima persistirá embora tenha diminuido o número de turistas que acedem ao santuário imortalizado pelos relatos de Lúcia.

Viveu da forma como mais desejou, ou como a deixaram.
Espero que a devoção que fez da sua vida tenha dado frutos esta tarde. Que a sua dedicação à fé, ao não palpável, tenha tido um desfecho... divino. Digo-o com sinceridade.

Continuo agnóstico.

Tenha medo. Tenha muito medo.

Costa alerta para PS "prisioneiro" da esquerda

Portas alerta para o "perigo" de país ser entregue ao PCP e ao BE

Não será desta que a esquerda estará no poder. A não ser que se considere que o partido do "Costa" é de esquerda.

sábado, fevereiro 12, 2005

Luso-qualquer-coisa

Coragem e ousadia são dois dos adjectivos que muitos atribuem à SIC, por ser a primeira estação a apostar num elenco totalmente negro para protagonizar um programa – ‘Os Jika da Lapa’ –, uma mistura de ‘sitcom’ com ‘talk show’, que se estreia hoje à noite.

Coragem e ousadia. Duas elogiosas palavras, enganosas no meu parecer, para uma das TVs comerciais nacionais.
"Os Jika da Lapa" são sem dúvida um formato de salutar investimento, mas são o exemplo que só investimos quando já temos o programita testado lá fora.

Nos EUA existem séries de humor só de afro-americanos, para afro-americanos. É da BBC que destaco a série "étnica" mais impecável: Good Gracious Me (Valha-me Deus - 2:), palhaçadas da comunidade indiana de na Grã Bretanha. É exibido hoje à noite no segundo canal.

São Valentim

Loucura "de bem"

"No comício socialista neste auditório estava também muita gente, mas sem este entusiasmo, sem esta alegria, sem esta loucura"

sexta-feira, fevereiro 11, 2005

Os amigos são para as ocasiões

A independência é uma das utopias que o jornalismo almeja. O Independente mostra quão difícil é, para a natureza humana, cumprir essa meta.
É irresistível fazer um caso-Sócrates num espaço com ligações ao CDS-PP... assim como é impossível n'A Capital, tratar os partidos de esquerda sem complacência.

Santana Lopes precisa de um remanso

"Foi uma apologia do machismo. O candidato foi apresentado como correspondendo ao paradigma do macho lusitano, com todas as virtudes da masculinidade, e embarcou neste tipo de linguagem juntando.lhe uma série de frases ambíguas sobre o colo"
Pacheco Pereira, DN, O4/Fev/2005

Existem os reis do carnaval, e há os reis das ambiguidades.
Há 15 dias que Santana Lopes esteve entre mil mulheres no Minho... a falar de homossexualidade.

Uma coisa que não poderá desmentir, mas tentará sempre que lhe apresentarem dados, é o facto do partido que comanda, ter menos mulheres candidatas ao parlamento.

Por outro lado, a frente católica do PSD (Movimento Comunhão e Libertação) também afirma estar menos representada.
Migrem para o PS. Uma mudança de vez em quando não faz mal...

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Melhor que 3, só mesmo 4!

Mega FM, BestRock FM, Comercial + Ultra FM = 4

A zona de Lisboa receberá em Março uma nova estação de rádio dedicada ao Rock.
Desaparece a Ateneu, surge a Ultra FM. Mais uma ultra enfadonha rádio rock? Mais uma rádio nostalgia-rock com repetição exaustiva de um pequeno conjunto de músicas?

É esperar para ver. Ouvir, diga-se.

Santana Lopes, o estadista

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quarta-feira, fevereiro 09, 2005

Entrudo

"Para mim, a tristeza e a alegria são como que dois lados da mesma coisa. (...) a música triste não me dá tristeza. Pelo contrário. Quando escuto uma música triste sinto-me feliz. Quando escuto Amália, quando escuto Billie Holliday ou seja o que for de música triste, esta nostalgia, esta melancolia aproxima-me da beleza da vida"

Lhasa de Sela, DNa, 14/01/2005


Em poucas palavras a multifacetada cantora Lhasa de Sela transmite aquilo que é para mim uma verdade. Impulsos artísticos interpretados pela maioria como emoções tristes, podem ser pura felicidade para outros.
Acontece sentir-me gratificado pela beleza de um drama como "O Pianista", de uma série do negrume de "Sete Palmos de Terra", de um inspirado "Au Clair de Lune" de Beethoven ou "Requiem" de Mozart, de um forte "Morreste-me" de José Luís Peixoto, etc...
Não me levam às lágrimas, não me provocam gargalhadas mas colocam-me um sorriso na face.

O contrário também é possível. As supostas "alegrias universais" poderão resultar em desinteresse da minha parte. O carnaval, por exemplo, é uma época que não me transmite alegria. Reajo com passividade ao mesmo.
Duas excepções: os caretos de Trás-os-Montes e as máscaras de Veneza. A sua rara beleza e genuinidade marcam-me.


Embora muitos pensem que sim, alegria e tristeza não têm códigos exclusivos de reacção.


Choque científico-biológico

Experimental Portuguese stem cell procedure offers hope to paralyzed

Desa-bafos

Aguardo ansiosa pela nova lei de proibição de fumo dentro de bares e restaurantes. Considero-me não fumadora; deixei de fumar há mais de dois anos, mas de vez em quando ainda dou uns bafos, sobretudo em ocasiões festivas ou quando o nível de stress atinge o seu pico máximo.

Comecei como quase toda a gente: em criança, com amigos, para tentar perceber o que é que os "adultos" sentiam quando davam uns bafos num cigarro. O meu mal foi ter gostado de ter dado esse primeiro bafo, e o segundo, e os seguintes. De cada vez que tentava deixar, falhava. Eu não era viciada, nunca fui; apenas fumava por prazer. Hoje em dia reservo-me o direito de fumar uma cigarrilha no final de um jantar com amigos, para acompanhar o digestivo. É uma sensação única, sentir o fumo escorregar pela garganta e fazê-lo subir outra vez, deixando-o sair num suspiro, num arredondar de lábios sensual.

Faz-me sentir livre... Mas a minha liberdade começa onde acaba a liberdade do próximo. Assim, nem sequer me passa pela cabeça fumar quando estiver com um namorado/amante/amigo colorido (o beijo com sabor a tabaco sabe tão mal!!) ou num espaço fechado e mal ventilado.

Há cerca de dez anos atrás eu costumava falar muito mal da política proibicionista dos Estados Unidos; hoje em dia sou adepta. Há dez anos atrás não havia tantos fumadores como há hoje. Eu podia ir a um restaurante ou a um bar sem trazer comigo aquele cheiro a fumo entranhado. Digamos que se sentia um ligeiro odor em roupas e no cabelo, mas quem fumava é que carregava consigo esse cheiro. Lembro-me de chegar a casa a cheirar a tabaco e, para ocultar a verdade, desculpava-me com o cheiro a tabaco que se sentia nos bares. Hoje em dia, mesmo sem fumar, chego a casa a cheirar mais mal do que quando fumava - é a roupa, é o cabelo, até a pele cheira a tabaco.

Para abreviar, fumar faz mal e toda a gente o sabe. Por mais que se aumente o preço do tabaco, há-de haver sempre alguém a fumar. Só espero que não seja na mesa ao lado da minha, enquanto janto ou a queimar-me o casaco num bar ou discoteca.

terça-feira, fevereiro 08, 2005

O regresso do dinossauro excelentíssimo



Teresa Zambujo, actual autarca de Oeiras, deverá recandidatar-se a um poleiro que já foi do Dr Isaltino Morais. Este, pelos vistos, quer voltar. Agarrem-no se puderem!

Boatos mentirosos

Santana e Sócrates queixam-se que as suas ideias têm sido subtraídas devido a discussões advindas de boatos e maldizências dos média, dos blogues, etc. E com razão...

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Maldita liberdade de expressão!

segunda-feira, fevereiro 07, 2005

Os amigos do código

Há coisa de duas semanas, Francisco Louçã do Bloco de Esquerda, comparava os programas dos grandes partidos ao best seller O Código da Vinci.
E não é que poderá ter alguma razão na ligação?
Sócrates e Da Vinci têm uma parceria.

Será que ainda há alguém que trabalha?

Saí de casa esta manhã, como normalmente faço, e verifiquei que não havia trânsito. E as segundas-feiras até costumam ser apetecíveis para levar o carro para o trabalho: "Início da semana e tal... Tenho preguiça de me levantar cedo..."
Mas não pensem que o pessoal foi de transportes. Simplesmente não foram trabalhar! E pronto é assim mesmo, há um feriado a uma 3ª ou a 5ª feira e é ver os trabalhadores portugueses a fazer ponte. Eu não sou tão radical como um nosso antigo primeiro-ministro que declarou que a 3ª Feira de Carnaval não era feriado e a função pública teria que ir trabalhar, mas também não é preciso exagerar e fazerem todos mini-férias.
Viva o Carnaval! Viva as pontes!

Oh não, ele está de volta! E com mais 50kilos!



Às mijinhas, continuam a ser apontadas datas do lançamento do álbum de Guns n' Roses. Sim, porque eles não acabaram. Axl Rose, agora com line-up totalmente diferente, tem vindo a dar alguns concertos com o nome da banda que marcou a travessia da década de 80 para a de 90.
A foto, é mais um desses momentos. Data do último Rock In Rio levado a palco nas terras de Vera Cruz. Agora, um homem bem robusto!

domingo, fevereiro 06, 2005

O formato da discórdia

O confronto dos "grandes" continua a suscitar opiniões, como esta:

O debate reforçou a ideia de que, felizmente, os dois partidos de onde sairá o Governo revelam realismo perante a situação, existindo um consenso razoável sobre as importantes reformas que é urgente realizar.

Os comentadores dos média que estão ligados a partidos são, na maior parte, tendenciosos no ajuizamento que fazem de quem ganhou o debate. Parte dos restantes limitam-se a dizer mal do modelo que foi usado para confrontar Santana e Sócrates.
Foi formato que não me indignou. O artigo que Duarte Moral publicou hoje no DN, é uma excelente crítica ao pensamento (in)sensato português.

Entulho Informativo #14

[Editorial]
[
Em Foco]
[
Ironsword
[
Mata Ratos]
[Mastodon]
[
Neurosis]
[
Ataraxia]
[
Bizarra Locomotiva]
[
TATTOO PT '05]
[
20InchBurial]
[
Tom Waits]
[
Tubo D'Ensaio]
[
Entulho views]
[
Conto]
[
Contra-capa]

Difusão portuguesa

A identidade portuguesa tem na lingua que usamos para nos expressar, um pilar base.
Cabe aos meios públicos de difusão zelar pela sua defesa e bom uso.
É o que vai acontecer pela colaboração do Ciberdúvidas com a RTP e RDP.

O serviço de ambas as estações tem melhorado e isso é um mérito que não se pode tirar ao governo PSD - PP e a Morais Sarmento.

É hoje notícia que o amigo Marcelo estará de volta à TV, denominadamente à RTP.
Se não deixou Santana em paz durante muito tempo, certo que Sócrates não terá estado de graça.

Como é bom estar na TV do estado, dominar a palavra e ser da côr diferente de quem terá responsabilidades governativas...

sábado, fevereiro 05, 2005

Meio físico e social

Todos sabemos que Portugal é um país de rica paisagem natural e cultural.
Poucos conhecemos a sua diversidadeou porque estamos demasiado embebidos nas "vantagens" que as urbes litorais nos proporcionam, ou porque não há divulgação séria das belezas do interior.

Sugiro dois trabalhos, que embora estejam relacionados com a "industria" do sector primário e terciário, focam conceitos como natureza, agricultura, vida rural, turismo, património, etc...

- Pessoas e Lugares - uma publicação do fundo europeu Leader, um trabalho competente onde assuntos de interesse se aliam a boa fotografia;
- Da Terra Ao Mar - programa que passa na 2 aos Sábados pelas 13h30.

Echo boomers

Dias atrás voltou-se a falar da juventude devido a um estudo do Observatório da Juventude.
Entendamo-los através de uma brilhante reportagem que a CBS divulgou no 60 minutes, há dias vista na Sic Notícias. A geração echo boomer.

Em comentário à TSF, os "jotinhas" do PS e do PSD mostraram quão conhecedores são da juventude de que "representam".

sexta-feira, fevereiro 04, 2005

Eu sou pró qualquer coisa!

Depois do movimento pró-vida, chega até nós o movimento pró-poligamia.
O CDS ainda não protestou, o Bloco ainda não aplaudiu.

O debate

Sócrates ganhou... 2 minutos! E também a minha admiração. O meu voto não vai ser dele, mas neste debate José Sócrates mostrou que é homem para cumprir os seus objectivos.

Enquanto ouvia o debate, fui tirando apontamentos das respostas de ambos os candidatos e, pese o facto de Sócrates se ter limitado a repetir a ladaínha da anterior entrevista à SIC, consegui extrair mais informação das suas respostas que das respostas de Santana Lopes. A postura e as palavras, mais uma vez, quase irrepreensíveis. Logo na primeira resposta, contei pelo menos 4 vezes a palavra "confiança": Sócrates andou a ver os debates americanos e andou a aprender algumas técnicas de persuasão.

Quanto a Santana Lopes, este portou-se muito mal. Revelou o que de mais mesquinho há na personalidade humana. Tornou-se especialista no "eu não disse o que você está a dizer que eu disse". A sua campanha tem sido fundamentada em discursos vagos que só ganham sentido graças a esses boatos, e em ataques ao outro candidato, dizendo que Sócrates não tem propostas quando o mesmo Santana Lopes também não divulga quaisquer propostas. "Façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço"...

Durante o debate, foi arrogante e não respeitou sequer as regras do debate; a luz vermelha, indicando o fim do tempo de resposta, acendia e Santana Lopes, teimosamente, continuava a responder. A penalização até deve ter contado a seu favor: que não tem muito para dizer, arranja-se melhor com 3 minutos. Sócrates mostrou-se bem mais inteligente nesse aspecto: mais comedido, conseguiu usufruir do tempo máximo - 5 minutos.

Entre um candidato frio e calculista e um xiKo-esperto, prefiro o primeiro. Ainda que o meu voto não vá ser dele...

Será do Carnaval?

O Carnaval vem aí, mas os palhaços já chegaram...

Tátá
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Tété
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Titi
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Tótó
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Tutu
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Colos há muitos

Mas nenhum é tão belo como este!
Colos, Freguesia do Concelho de Odemira (Baixo Alentejo)



Foi uma das polémicas da (pré-)campanha.
Ontem à noite Santana e Sócrates, voltaram a falar sobre colos...

Unidos

Nem Sócrates nem Santana reclamaram vitória no debate de ontem.
Satisfeitos, consideram que os portugueses ficaram mais esclarecidos.

Santana terá acalmado a sua ânsia por debates. Esperemos que cumpra agora a agenda: as resantes discussões a dois, previstas para a SIC Notícias.

quinta-feira, fevereiro 03, 2005

"Nobre" gente

A democracia tem gestos abomináveis. Na fervura do diálogo, as pessoas "indignam-se" e chegam a fingir que é dor, a dor que deveras sentem.

O candidato pelo distrito de Coimbra pelo CDS-PP, o eterno número dois de Paulo Portas, começa a evidenciar que não é só Santana Lopes que detém um "Sancho Pança" saloio. Rui Gomes da Silva tem mais talento para animar as hostes, mas a Nobre Guedes não escapará a grande machadada na campanha do seu partido. Uma campanha que desejavam que fosse certinha, estadista e de "gente de bem"..

Nobre Guedes diz "acho que isso devia ser sancionado, ele não devia entrar em Coimbra. Coimbra devia levantar à rua e esse senhor não devia cá entrar".
Esse senhor é José Sócrates, ex-ministro do Ambiente. Um dos poucos da era guterrista com a firmeza e lucidez que se exige a um político. Pediu a cientistas que anunciassem ao público, estudos feitos no âmbito da incineração.

Na defesa do compincha, Paulo Portas lançou-se no jogo em que é hábil: a camuflagem. Chama-lhe direito à indignação, como se tal sugestão, que teve tempo para ser ponderada, resultasse de um esgrimir de argumentos. Indignação não é incentivar a população à revolta ou à prática de actos pouco democráticos. Será que Nobre Guedes também tem um passado obscuro? Terá estudado o manual de conduta do MRPP, quando em pequeno?

"Em democracia, essa expressão da indignação faz-se nas urnas", diz Paulo Portas.
Queres ver que o líder do CDS "cadê PP" acredita que, em Coimbra, se vai passar o mesmo que se passou na cidade que sofreu com o 11 de Setembro? Os habitantes de Nova York puniram George W. Bush nas urnas. É credível que Sócrates sofra por uma medida que não foi colocada em prática? Será que estes mezinhos de ministério transformaram Nobre Guedes num fiel defensor do ambiente contra as cimenteiras da Arrábida?

Dia 20 próximo saberemos.

Hoje na Sportv: Sócrates vs Santana

Será que é desta que vamos ter um debate de ideias? Ou será como um típico jogo de futebol português em que a bola anda de um lado e os jogadores só marcam faltas?
O duelo está marcado para as 20:30 numa tv perto de si. É só escolher: na 2 ou Sic.

Picture that

Não é nosso, mas foi ficando por cá. Lá fora, já deram por ele. E por cá?

quarta-feira, fevereiro 02, 2005

A força das mulheres

E agora? Quem tem coragem para dizer que as mulheres são o sexo fraco?



Sim, sim! Foram elas que sairam à rua para votar no passado dia 30 de Janeiro. Esperemos que seja de facto uma data histórica para o Iraque.

Hora: 22.45; um pouco por toda a vila vê-se gente. Coisa estranha, sobretudo numa noite tão fria. Aos pares, em grupos maiores, mais velhos, mais novos, nem no Verão se vê tanta gente por aí. Sigo, quentinha dentro do carro e mais à frente, à saída da igreja local dou-me conta da razão de tamanha romaria. Ainda não tenho nenhuma confirmação oficial, mas a razão terá sido certamente para rezar pelas melhoras do Santo Padre.

É incrível o poder de mobilização em torno de uma personagem (começo a sentir as orelhas a escaldar pelo que acabei de dizer, mas eu explico). O papa é o frontman do Vaticano. Ainda que as ideias ou as decisões não sejam suas, é ele que dá a cara por elas.

Lembro-me de um professor que citava frequentemente as profecias de Malaquias, segundo as quais, depois de João Paulo II só iremos ter mais um papa. Arrisco uma razão para tal e não é por termos alguma grande guerra; é por os ideais defendidos pela Igreja Católica se afastarem cada vez mais da realidade. O episódio do preservativo foi o mais recente; hoje em dia é completamente irreal que se pretenda que o sexo tenha uma função meramente reprodutiva. Desde os primórdios que o sexo existe, senão, que faria Maria Madalena, tida por prostituta até à sua reconversão? E já agora, um aparte: porque se arrependeu Maria Madalena do seu passado e não se arrependeram também os homens que a procuravam?

Discordo de muitos dos fundamentos da Igreja. Porque têm os padres de ser celibatários? Porque são os padres exclusivamente do sexo masculino? Porque vão as beatas ouvir sermões aos quais fazem ouvidos de mercador? E porque se enfeitam de ouro tantos altares quando há tanta gente a morrer de fome? Para não falar de episódios, infelizmente recorrentes, de abusos sexuais por parte de padres, os mesmos que deveriam ser celibatários.

Não quero ser tomada por herética - não o sou. Não sou cristã praticante, mas também não posso negar a minha educação. Desejo as melhoras do papa João Paulo II. Que em breve retome a sua actividade e que consiga aproximar os fundamentos da Igreja às neccessidades actuais da Humanidade.

Liberdade, fraternidade e igualdade para todó mundo (Arábia Saudita e China incluídas)

"Setenta por cento de participação debaixo de medo e terror é um acto de coragem de um povo que quer ser livre"
Paulo "o mundo precisa é de um choque democrático" Portas

"Hoje, os iraquianos falaram ao mundo e o mundo ouviu a voz da liberdade vinda do centro do Médio Oriente"
George "Liberdade da Silva" Bush

As eleições no Iraque foram "um golpe no coração do terrorismo mundial"
Blair de la Fontaine

À roda com os milhões

Dois artigos da Meios & Publicidade fazem-nos ver como a política americana é um negócio rentável.

A Casa Branca de W. Bush irá investir 67 milhões de euros em relações públicas. Bill Clinton tinha gasto 39 milhões em 2000.

Entretanto, a posse do sey segundo mandato ocorreu sobre a chancela (hail Hermano Saraiva!) de várias marcas. Por exemplo, a Time Warner, Altria (nova denominação da Phillip Morris), Ford, AT&T, Pfizer e Exxon Mobil estão entre as marcas que doaram 200 mil euros.
A salutar relação governados e governantes.


terça-feira, fevereiro 01, 2005

OST

Quem tiver talento e gosto pela composição de bandas sonoras, saiba que a Antena 3 está a promover um concurso... para encontrar um tema musical para o filme "Um Rio".

Aí está uma boa forma de uma rádio estatal promover a criatividade e cultura.

inÚtil

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Antena 2

Estreia hoje a nova grelha.
Quem já não acreditava que o serviço público merecia uma rádio "clássica" (olá Pacheco Pereira) tem na vitalidade da Antena 2 (e já agora da Antena 3 e Antena 1) um exemplo de bom trabalho.

Com a Clássica FM reduzida a playlist, acreditemos na 2 para a divulgação de música e conteúdos culturais diferentes... basta ouvir.