sábado, julho 30, 2005

"És tão boa"

"Para quem cresceu com Herman, o seu percurso descendente (nestes anos que leva o Herman SIC) é penoso. Quem tem memória de O Tal Canal e Hermanias e tudo o que veio depois (incluindo a anárquica Roda da Sorte e a sofisticada Enciclopédia) só pode ficar triste com o freak show actual. Cantores pimba, socialites imbecis, meninas e meninos que se despem, malucos de manicómio explorados para gáudio da plateia, músicos e actores apoucados em entrevistas mal conduzidas e apartes grosseiros."

Pedro Mexia in DN - 08.07.2005


sexta-feira, julho 29, 2005

Blá, blá, blá!

"Como se o Prédio Coutinho fosse uma prioridade nacional. Uma enormidade tal que causa prejuízos gigantescos à economia. Situação muito mais grave que aquela que todos conhecemos no Algarve, nomeadamente na Praia da Rocha, onde vários "prédios coutinhos" abundam na linha de costa..."

João Pedro Fonseca in DN - 29.07.2005

É mesmo típico dos portugueses, quando não se faz nada é porque não se faz nada. Quando se faz qualquer coisa não é prioridade nacional. O que eu digo é, por algum lado tem que começar a corrigir os atentandos que existem por esse país fora.

Em que ficamos?

O investimento público não faz milagres

O investimento privado não existe.
É sovina, paga pouco e quer muito. E, como bom português, queixa-se sempre do Estado.

quinta-feira, julho 28, 2005

Já deu para perceber que tenho um problema qualquer com o (mau) uso que algumas pessoas fazem da língua portuguesa. Desta vez deu-me para implicar com o Festival Internacional de Anedotas Alentejanas. Mas qual é a ideia de chamar a esse evento "festival internacional"? As anedotas vão ter tradução para inglês? Só podia ser patrocinado pela TVI...

O grito

A realidade do País exige rigor mas também moderação na terapia. Portugal, apesar dos tiques de novo-riquismo, é pobre, a estrutura da sua economia é frágil e a incapacidade para criar riqueza é gritante.

Um país falido e exaurido é incapaz de se repensar e regenerar.


Miguel Coutinho in DN - 24.06.05

quarta-feira, julho 27, 2005

Chuva

Seja bem vinda Sra. Dona Chuva...

Discurso vazio

Mais uma vez, em declarações à SIC, ele [Mário Soares] repetiu a ladainha da pobreza, insinuando que os terroristas são gente "desesperada" e que vivem "em guetos". Mais do que isso, Soares garantiu que a solução para o terrorismo não pode passar só pela violência, o que pressupõe - já o havia dito há meses - que o Ocidente precisa de "negociar".

João Miguel Tavares in DN 15.07.2005

Politicar é falar. Falar torto, falar direito ou simplesmente falar por falar, marcar presença. Faz-se tão bem à esquerda como à direira. Se Bush é coerente com esta maneira de ver a política, o nosso ancestral Dr. Soares também. JMT regateia contra a converseta do "mestre" de esquerda. Argumentos como terroristas vivem em desespero e em guetos e há que negociar com eles caem por terra ao sabermos que os auto-impludidos nos atentados de Londres eram "gente rude" britânica.

Não queriam negociar, viviam bem e felizes, e não davam sinais nem de desespero nem de viviam em guetos.

Cartão vermelho para o Dr. Soares. Está fora de jogo, há muito tempo! E no entanto...

terça-feira, julho 26, 2005

Ter paciência não chega

O círculo é, de facto, vicioso os governos não têm coragem para resolver o problema orçamental e a sobrevivência dessa crise profunda das finanças públicas vai afastando os partidos do poder. PS e PSD vão-se, assim, revezando na promessa de amanhãs que cantam ou, melhor, de défices que não desafinem.

Miguel Coutinho in DN - 22.07.2005

Tentar não custa

"As palavras-chave na nossa vida eram: empenhamento, militância, crítica, revisão de conceitos de vida. Estávamos naquela altura em que achamos que podemos mudar o mundo. (...) Não sei se podemos mudar o mundo. Sei que temos que tentar ir mudando."

Rogério Alves (bastonário da ordem dos advogados) in DNa - 06.05.2005

segunda-feira, julho 25, 2005

What?

Passei o dia a ser bombardeada com a nova música de David Fonseca. Não havia stress que bastasse, ainda tive de levar com isto!
Fala-se tanto em instituir quotas de emissão radiofónica para a música nacional, mas nada se clarifica acerca do significado desse conceito. Basta ser feita por artistas nacionais ou tem de ser cantada em português de Portugal? É que assim, de repente, lembro-me de não sei quantas bandas que cantam maioritariamente em inglês. E têm alguma notoriedade a nível internacional? Rac rac rac, como se diz na gíria dos chats! Mal, mal, em Portugal... Depois lembro-me de artistas com maior projecção lá fora e que nem os oiço muito na rádio. Claro que também há os chamados sons da lusofonia, desde o Brasil a Cabo Verde - se o mundo inteiro ouve inglês com sotaque, porque não podemos nós ouvir português com sotaque?
E logo pela manhã levo com uma coisa que parece ser uma música ambiente (que raio de ambiente!) e que ainda por cima é a música que o dito artista diz, em entrevista, que sempre sonhou fazer. Quase aposto que o próximo álbum vai ser o álbum que David Fonseca sempre sonhou compôr.
É caso para dizer: "Who are you?"

Ilusões

"Nos últimos anos, apesar de todos os diagnósticos feitos, sempre preferimos a ilusão à verdade. Vestimo-nos com a fatiota de Primeiro Mundo, procurando esquecer a barriga terceiro-mundista e fomos para a festa. Mas a festa acabou e é preciso, seriamente, que percebamos isto."

David Pontes in Jornal de Notícias - 29.06.2005

sábado, julho 23, 2005

Escritores e guionistas

“O mercado é a vida de hoje. Querem conseguir, ou conseguiram, tornar o mercado num facto biológico. Os jovens guionistas estão mais preocupados em vender um guião que em contar uma história. (…) Custa-me acreditar que alguém que não saiba escrever minimamente seja capaz de realizar um filme.

José Luís Cureda in DNa - 24.06.2005

quinta-feira, julho 21, 2005

Assim, sim!



Há que expulsar do governo aqueles que ainda são capazes de gerar a mudança. Há que nivelar a política por baixo e o exemplo tem que começar por cima.

Ironia, claro. O ministro de Estado e das Finanças, Campos e Cunha, era tido por analistas e mesmo por políticos fora do PS, como um profissional sério e competente. Lá vai ele, para o lugar dos portugueses que não têm nervos para aturar a portugalândia política maioritariamente composta por inúteis e pouco capazes seres. Comprovam-no os último 30 , 20 ou, se preferirem, 10 anos de Estado e Assembleia.

Parabéns oposição! Interna e externa.

quarta-feira, julho 20, 2005

Calouste Gulbenkian


Morreu há 50 anos. Portugal muito lhe deve.
Obrigado, Gulbenkian.

Empresário português [Níquel Nausea]



Fonte: DN - 01.07.2005

terça-feira, julho 19, 2005

Cada vez mais, a crise

"Cada português - ganhe o que ganhar - considera-se o único pobre do país. E porquê? «Porque sou bom pá... o que é que queres que faça? Tenho bom coração; estou-me a cagar para o dinheiro - sabes como eu sou! Quero lá saber disso - a mim o que me interessa é a família e os amigos.»

MEC in DNa - 01.04.2005

segunda-feira, julho 18, 2005

O arrastanito III

"É um clássico do jornalismo que é muito mais fácil criar uma mentira do que desmenti-la, quanto mais não seja porque a mente do público está muito mais predisposta a aceitar toda e qualquer fábula que acaricie os seus preconceitos do que aceitar um veredicto de proporções mais modestas. (...)

O arrastão de Carcavelos foi inventado por um polícia enervado por meia dúzia de testemunhas histéricas - e para os jornais e televisões sensionalisto-dependentes pouco importa que não tenha sido verdade, desde que tenha sido bem achado e transmita ao público a reconfortante sensação de que os seus preconceitos e mitos se confirmam"

José Júdice in Metro 15.07.2005

domingo, julho 17, 2005

"Low" fat



Quem é? Quem é?

A "diva", a sex symbol internacional, a senhorita Pop de indiscutível talento.
Está grávida e "menos bonita", digamos assim. Quem nunca a achou apelativa em nenhuma dimensão (vocal, cachola, física) assuta-se ainda mais com a última aparição da dama Spears.

sábado, julho 16, 2005

Aridez do som

Pena a cultura de bandinhas infantis como Ministars e Onda Choque ter terminado! O single "Speed of Sound" dos Coldplay, o tal que com quase dois meses de airplay ainda é apresentado como "música de estreia", seria um hit pela boca de gente pequena. O tom musical utilizado é descritivo, banal e chatinho. Nele um cantarolar juvenil sobre os problemas da puberdade (made in 80s), dos amores de Verão cerrados pela PGA ou um apresentar da teoria da relatividade cairiam bem.

Coldplay são uma icon que, em cada álbum lançado, é investido mais dinheiro em promoção, e mais se espera ser recebido em vendas. Ainda estamos no inicio da sua divulgação e já estamos saturados de "Speed of Sound" imaginem o que será, daqui ano e meio continuar-se a ouvir esse tema na RFM, Radio Comercial e outras, três vezes ao dia. Maçador?

Contra os vampiros...

... alho, muito alho!

Agora, em tempo de férias, pouca roupa e muito mosquito, há-que andar sempre com um dente de alho por perto. Em caso de picada, esfrega-se um alho partido ao meio e aguarda-se; o efeito é quase imediato. Muito melhor que o Fenistil, sobretudo, se não estiver mais ninguém por perto (por causa do cheiro).

sexta-feira, julho 15, 2005

Difamadores e difamados

Veio no Público de há uma semana: o Tribunal Criminal do Funchal condenou António Fontes, advogado e comentador, a pagar uma multa de 2500 a Alberto João Jardim por prática de crime de difamação. Num artigo publicado em 2001 no semanário Tribuna da Madeira, chamou "garotinho" ao presidente do governo regional da Madeira.

Ambientalistas, partidos de oposição regional, emigrantes e jornalistas já ouviram das boas vindas de Jardim. Quanto aos últimos ainda estão frescas as denominações "bastardos" e "filhos da puta" feitas num dia em que Alberto João se sentia mais pachorrento.
Já os políticos madeirenses da oposição não têm sido brindados com novo vocabulário, o mandarim refugia-se em reportório antigo : "rafeiros", "rascas", "incompetentes", "covardes", "mafiosos", "parvalhões", "abutres", "malandros", "canalhas", "vigaristas", "tarados", "tontos", "broncos", "psiquicamente doentes" e "subversivos idiotas".


quarta-feira, julho 13, 2005

O arrastanito II

"Diana Andringa mostrou a irresponsabilidade de um tipo de informaçao, hoje dominante nas televisões, que ao priviligiar o espetáculo e a manupilação mais não faz do que ampliar os problemas, quando devia contribuir para os esclarecer."

Leonel Gomes in Diário Económico - 13.07.2005

A jornalista e deputada do Bloco de Esquerda, a propósito do malquisto "arrastão", trabalhou um documentário e colocou-o na internet. Diz quem já o viu que é uma lição de comunicação social. Vejam-no aqui

O arrastanito

O apimentado "arrastão", segundo esclarecimento da polícia, não teve a magnitude que as libelinhas da informação fizeram passar. Desde os indignados repórteres da TVI, Correio da Manhã e 24h, aos de que se esperava mais competência RTP, SIC Notícias, todos fizeram aquilo que consideram ser o seu descansado trabalhinho: interrogar polícias e veraneantes que restavam na praia no fim da tarde dos acontecimentos.

Foi só na Sexta-Feira da semana a seguir que o jornal A Capital, que para muitos sofre de esquerdite aguda, investigou a situação e, pela primeira vez, apontou que o tal "arrastão" não existiu.

Na era em que os conteúdos informativos começam a iniciar um quarto sector económico (depois do primário, secundário e terciário) existem cada vez maiores ataques à comunicação social - veja-se o caso dos jornalistas presos por não quererem quebrar o seu sigilo profissional. No entanto, é certa a falta de profissionalismo das pessoas que coordenam as redacções. Já não há investigação séria, a procura detectivesca do pormenor. A comunicação soial era considerada o quarto poder por alguma motivo: tinha a liberdade e instrumentos de denúncia e afirmação.

Os directores de jornal queixam-se da falta de conhecimentos dos jornalistas recém-formados, mas estes também não são motivados para um trabalho de profundidade. É lhes dado material para escrever, confortavelmente na cadeirinha, muitas vezes sobre fait-divers e acontecimentos já relatados noutra imprensa.

Actualmente, a comunicação social presta um mau serviço ao país e um bom serviço aos accionistas.
Os estragos da nossa imagem turistica já estão feitos e o racismo cresceu um pouco mais, contudo houve assunto para vender maior soma de jornais e para fustigar o jornal da noite das TVs durante uns dias. Perde o país e a sociedade.

Ah, segundo se diz 30 a 40 pessoas terão feito desacatos (e assaltos) na praia de Carvavelos. Afinal não foi um arrastão, mas sim um arrastanito.

terça-feira, julho 12, 2005

Amanhã, de manhã...




Segunda-feira o diário Correio da Manhã visou gestores autarcas.
Terça-feira escolheu os gestores hospitalares.

A questão é pertinente: a capa de amanhã estará reservada a gestores de que sector?

Para não esquecer / para responsabilizar

O exemplo de Durão Barroso e Manuela Ferreira Leite não deve ser esquecido os sacrifícios exigidos aos portugueses são, por norma, inversamente proporcionais aos resultados atingidos na redução do défice.

Miguel Coutinho in DN - 24.06.2005

Socorro! Os "melhores" estão a escapulir-se do Estado!

« O que disse Fernandes? Disse que "os 30 milhões de euros que renderão a criação de um escalão ainda mais alto do IRS não resolvem problema nenhum"; que a coisa é mera "poeira para os olhos"; que "atacar os 'privilégios' de uma classe política que já é mal paga cai bem na populaça, mas poupa pouco dinheiro"; que atitudes destas só servirão para afastar "os melhores" do "serviço público" »

João Miguel Tavares in DN - 03.06.2005




Os melhores do serviço público devem ser bem pagos, mas onde é que eles estão? Na assembleia? Não. Nos constantes governos que deram a Portugal o honroso lugar abaixo da Grécia? Também não.

Almerindo Marques (RTP) e Fernando Pinto (TAP) merecem ser bem pagos, sim senhor. Fernando Gomes, o ex-autarca / ex-ministreo agora na Galp, merece uma latinha aos pés e um acordeão para entreter as pessoas no Metro. Será bem pago, caso tenha técnica e o reportório interessante.

segunda-feira, julho 11, 2005

Os culpados do costume

É uma história (défice) em que ninguém é inocente, nem o PS, nem o PSD, nem o CDS, e por isso que ninguém atire a primeira pedra.

Duarte Lima in DN - 27.05.2005

E depois os outros é que comiam criancinhas ao pequeno almoço.
Pintam-se os piores cenários, por partidos concorrentes e comunicação social, sobre o como seria a sua prática governativa, mas nunca estiveram receberam das mãos dos cidadãos portugueses essa oportunidade.

domingo, julho 10, 2005

Guerra e ódio

"Está claro que, nos últimos 50 anos, esta região que se deveria ter desenvolvido, não o fez. Economicamente é um desastre, humanamente é um desastre, politicamente é pior do que um desastre. O que tem acontecido nesta região tem alastrado ao resto do mundo. (...)

O ocidente foi dando, constantemente, o mau exemplo, e que o mundo árabe foi, constantemente, encontrando más respostas e más reacções. Reacções que nunca foram construtivas. Nunca se tentou reconstruir algo. Foram sempre reacções plenas de ressentimento e amargura, marcadas pelo ódio de si próprio e do outro."

Amin Maalouf in DNa - 11.03.2005

sábado, julho 09, 2005

Ah fadista!

"Acho que os puristas deviam preocupar-se com eles próprios. São eles quem puxa o fado para trás. O fado é uma música urbana, vive do ritmo da cidade, das pessoas, da evolução das pessoas."

Mariza in Dnmúsica - 22.04.2005

sexta-feira, julho 08, 2005

Londres: antes e depois

06/07/2005



07/07/2005

Sua excelência

"Este caso é revelador da profunda hipocrisia instalada à volta das remunerações da classe política. É possível levar para o governo a excelência quando um ministro ganha 700 contos por mês? Não é."

Judite de Sousa in Jornal de Notícias - 04.06.2005

A política deveria ser constituida por quem já não necessita de adquirir posses, mais, deveria ser serviço público, serviço responsável pelas contribuições que fazemos.

A excelência tem vindo a sair da política não pela remuneração, qualquer gestor com influência atinge ordenados 10 vezes superiores aos do Presidente da República. A sua ausência deve-se ao facto de, cada vez mais, os melhores quadros não acreditarem que podem fazer imperar a sua crença neste lamaçal de opiniões que o país se tornou. No lugar dos poucos políticos competentes e de coragem estão aqueles que deliram quando são tratados por "sua excelência".

Depois há portuguesas e portugueses, parafraseando Guterres, que crêem que o político carece de incentivos emocionais (dinheiro). Os pobres coitadinhos, ganham menos que no privado. Mas trabalham mais e melhor? A Assembleia ressente-se da falta de valores. Mas punem-se os insuficientes que em 30 anos pouco fizeram por um Portugal de excelência?

quinta-feira, julho 07, 2005

Ao ouvir as notícias acerca das explosões no Metro de Londres, só me ocorre dizer parvoíces. Então não se vê logo que são os resquícios das comemorações por terem vencido a organização dos Jogos Olímpicos 2012? Outra explicação, também tendo como pano de fundo os Jogos Olímpicos, pode ser que os americanos e os espanhóis, com a dôr de corno de terem perdido para os ingleses e aproveitando a reunião do G8, se tenham lembrado de lançar o caos, um bocado a fazer lembrar os atentados de que já foram vítimas.

PS: eu avisei... Só me ocorre dizer parvoíces acerca disto!

Ai Portugal, Portugal!

"Em Portugal é invariavelmente assim. Todos reclamam reformas e há um casto consenso sobre o que é preciso fazer. Até ao momento em que se faz alguma coisa. A partir de então, o consenso desfaz-se, e afinal o que foi feito não era nem necessário, nem essencial."

Pedro Adão e Silva in A Capital - 20.04.2005

Reformas! Dava-me jeito era uma reforma vitalícia, pode ser? Precisamos de alguém que traga justiça e cuidados médicos necessários: candidato Vieira!

quarta-feira, julho 06, 2005

Nova máxima da política

Foste líder municipe bem aceite?
Subornaste e/ou foste subornado?
Desrespeitaste o sentido de justiça e tens o tribunal à perna?

Então que estás à espera? recandidata-te!




Como dizia José António Lima na última página do Expresso da passada semana, "Fátima Felgueiras, foragida à Justiça, reinvindica o estatuto de exilada política. Isaltino «estranha a coincidência» de ser constituído arguido nesta ocasião. Avelino Ferreira Torres, também arguido noutros processos, esbraceja que «é tudo mentira» sobre as investigações da PJ. Valentim Loureiro, mais um arguido no processo «Apito Dourado» desvaloriza o caso e não abre mão dos cargos"

terça-feira, julho 05, 2005

Manancial PS

"Senhora ministra: não tenha complexos relativamente aos chavões dos "pedagogos", ao politicamente correcto dos "especialistas" (...) Os exames são um bom começo e irão emporrar o resto. Avance e terá um apoio generalizado no país".

Guilherme Valente in Público - 22.06.2005

Não sei quem se trata este tal de Guilherme Valente, mas tem dotes de senhor-político-falo-por-todos. Será petiz de Jorge Coelho?

É o sector da educação pode inverter a triste condição portuguesa que é a falta de massa cinzenta, de espírito crítico, de consenso generalizado nos portugueses sobre um rumo a tomar. É o mais atacado desde os governos de Cavaco Silva. Não há rumo, há muita instabilidade para professores, alunos, pais, auxiliares e o reflexo é a falta de qualidade que graceia no ensino público. De paixão, virou para problema de grave resolução. Todos pedem, todos exigem sacrificios mas o futuro do país é que fica hipotecado.

Sem a instabilidade do sector estar resolvida jamais se conseguirá fazer com que o ensino público nacional crie espíritos abertos ao raciocinio e criação e não mentes q.b. com sapiencia a decorar.

Alberto João prepara entrada nos Malucos do Riso

Depois de ter chamado filho-da-puta a certos jornalistas, agora é a vez de disparar sobre indianos e chineses emigrados nas nossas costas.

Com a reforma à vista, provavelmente daqui mais 2 ou 3 mandatos, Alberto João Jardim sonha com um franshize dos Malucos do Riso lá na sua RTP Madeira onde seria actor principal.

Façam-lhe a vontade!

segunda-feira, julho 04, 2005

As fronteiras entre astronomia e astrologia

Russian astrologer seeks $310 million of moral damage compensation from NASA


No dia em que os EUA comemoram mais um aninho de união, iniciaram os bombardeamentos extra planeta terra. Guerra das estrelas!
Quem não gostou da brincadeira foi uma astrologa russa, que processou o ataque estrelar efectuado pela Nasa.

sábado, julho 02, 2005

RTPN também domina

As transmissões do Grande Prémio de Fórmula 1 dos Estados Unidos e do jogo Grécia-Japão, a contar para a Taça das Confederações, deram domingo à RTPN a sua primeira vitória absoluta nas audiências dos canais de cabo. Com uma média de 26 900 espectadores e 3,8% de share, o canal informativo da RTP conseguiu ultrapassar pela primeira vez a habitual líder SIC Notícias, que foi vista por menos três mil pessoas.

Positivo! A oferta da RTPN tem pouco mais de um ano e não costuma passar do 1% de share.

É diferente da SIC Notícias, que para vários analistas é a melhor estação de serviço público, mas é muito mais variada. Aborda uma maior diversidade de temáticas sem pressuposto comercial.

Por exemplo, quando li que que o grupo de Pinto Balsemão ia arrancar com um programa chamado "Músicas do Mundo" pensei errado. Não, não era um espaço de música étnica ou de divulgação de sons variados, mas um nome pomposo para a divulgação de Pop. No entanto, passo agradáveis horas a ver o canal de Carnaxide: Eixo do Mal, Panorama BBC, 60 minutos, por vezes Toda a Verdade e espaços noticiosos.

Parabens aos dois... e aos pais.

sexta-feira, julho 01, 2005

Reintegração? Expectativas criadas?!

É que não só acabam as reformas vitalícias, mas também estão em risco os subsídios de reinte- gração (para aqueles que não cheguem aos 12 anos como deputados). "Quem saiu há dois meses recebeu o subsídio ou a reforma. Quem já cá estava e continua, fica sem nada", disse uma deputada ao DN.
(...)
A intenção anunciada por José Sócrates de pôr fim a certos privilégios dos políticos, como a reforma vitalícia e o subsídio de reintegração, está a encontrar resistências dentro do Parlamento. E, neste, de muitos deputados do PS que se sentem lesados ao verem defraudadas as expectativas criadas.

Bons privilégios, má produção. De cima vem o exemplo: a democracia deu aos deputados direitos que são de rir e chorar. Mas um político, envolto num meio de conhecimentos e cunhas tão significativo, necessita de subsídio de reintegração? Não tarda começa a fazer o choradinho do jogador de futebol. "Temos poucos anos de carreira".

Agora, espectativas criadas? As espectativas não eram servir o país. Afinal, aquela velha história de que quem vai para a política vai em busta de "riquezas" tem o seu ponto de verdade.

Arrastão vocal

Jorge Coelho, por todo o concelho que passa larga defeitos nos autarcas da concorrência.

Para ele, "ao olharmos para Sintra, o que cada um se lembra do presidente da câmara? Eu só me lembro de uma coisa: comentador televisivo (...) Foi para isso que o elegeram? Não. Fazemos-lhe um grande favor ao tirar-lhe este peso imenso do trabalho que tem na câmara e criar condições para ser comentador televisivo por inteiro, que é isso que gosta de fazer."

Chamar irresponsável a Fernando Seara pela hora semanal de um hobbie que faz com satisfação só pode ser falta de argumento. O problema do eleito do PSD é que não é político, nem tem paciência para tramas em que Jorge Coelho criar. Essas tramas são o acessório do homem rural, são o exemplo da falta de inteligência que prende Portugal ao fundo.

Quem não se lembra da "beleza" Edite Estrela à frente da autarquia de Sintra? Que trabalho lhe reconhecem? E o candidato João Soares, terá melhor perfil? A avaliar pelas sondagens, não. É o último na escala de personalidades políticas portuguesas com -21%.