sábado, dezembro 31, 2005

"Vai sacudir, vai abalar!"



"Hoje estamos rodeados desta coisa de estar contente. Os livros de auto-ajuda dizem que tens que estar para cima e tens que sorrir. Outros são light e são giros. Na televisão tens não sei quantos programas de humor. Tens de estar permanente com um sorriso nos lábios. E depois há um momento em que te apetece estar sério. Vais ver um filme forte e só queres que te deixem estar ali a tremer e a chorar."

Rodrigo Guedes de Carvalho in DNa 15.07.2005

sexta-feira, dezembro 30, 2005

Avelino, personalidade parva do ano

"Avelino não conseguiu afinal ser profeta fora da sua terra. O que sempre é um motivo de conforto e de esperança. Afinal, pode ser que a aldrabice só seja aceite pelo povo em regiões cuidadosamente demarcadas"

João Miguel Tavares in DN - 14.10.05

quinta-feira, dezembro 29, 2005

S. Jerónimo



"Jerónimo falou para quem gosta dele. Sabe que só há uma forma de ser comunista depois do comunismo: sem a frieza de antigos lideres comunistas e com uma simpatia anódina adequada aos tempos. No fundo, um lírico em vez de um ideólogo, uma boa pessoa em vez de um político."

Pedro Lomba in DN - 23.12.2005

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Conversas de alguidar


Bandeira in DN - 23.12.2005

terça-feira, dezembro 27, 2005

Desejos pós natalícios

Cavaco Silva quer um secretário de Estado para acompanhar empresas estrangeiras
in JN

Afinal porque é que o Prof não se candidatou nas... legislativas?
É que está com desejos de primeiro-ministro.

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Ondas de solidariedade

Época de natal é tempo de solidariedade.
O maremoto de 2004 que agora relembramos evidencia que somos muito solidários... com os outros.

Frequentemente mandamos as pessoas que mais necessitam irem para... a Santa Casa da Misericordia e Estado. Quem pode vai. Dessa instituição esperamos que o dinheiro que recolhe a Santa Casa, maioritáriamente com o jogo, seja bem distribuido pelos carentes da nossa sociedade. Não faz sentido acontecer cenas como esta:

Os mais de 100 milhões de euros de receitas líquidas do primeiro ano de exploração do Euromilhões - canalizados para o Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social (IGFSS) e destinados a apoiar a idosos e pessoas com deficiência - não foram gastos apenas porque este ano não têm enquadramento orçamental, explicou ao «Público» o porta-voz do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social (MTSS), José Pedro Pinto.

Gostaria muito que a Santa Casa da Misericordia explicasse para onde vão os milhões de euros que todos os anos os portugueses confiam a essa instituição centenária.

Há dinheiro. Quando há desgraças em Portugal, como é o caso dos desalojados vítimas dos incêndios, porque é que se lançam campanhas de solidariedade sem primeiro recorrer aos fundos que a solidariedade semanal dos portugueses gera?

Histeria solidária não é a mesma coisa que uma boa administração de dinheiro.

Solidariedade de géneros tem as suas imprecisões. Quem viu uma reportagem que a CBS fez nas zonas devastadas pelo terramoto de Verão que ocorreu no Paquistão tem uma ideia clara do que afirmei. Em redor da aldeia haviam zonas cheias de roupas novas doadas em campanhas "amigas". Dentro da aldeia, dentro de um vale de vários kilómetros, uma equipa de médicos sofria com falta de medicamentos e... utilidades.

sábado, dezembro 24, 2005

S. Nicolau sim, Pai Natal não



Hã? Então e o trenó? As renas? O saco de prendas?

S. Nicolau viveu na zona da actual Turquia durante o século III.
Pela generosidade que tinha sobretudo pelas crianças, foi santificado.

Qualquer semelhança entre ele e o pai natal que vos vai pôr prendas no sapatinho daqui a pouco, é pura coincidência!

É Natal, vamos ao circo.

Pôr extraterrestres num álbum de Astérix é como colocar lagostins num cozido à portuguesa. Original? Sim. Faz sentido? Não.

João Miguel Tavares in DN - 14.10.05


sexta-feira, dezembro 23, 2005

A Todos um Bom Nataaaal!


HO! HO! HO!
Recuperando um tema musical sempre presente nesta quadra natalícia e que o Coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras tão bem interpreta, deixo aqui uma mensagem de um Feliz e Santo Natal e..... "Desejo um Bom Nataaaal para Todos Nós"...

É Natal, tempo de solidariedade

Um discípulo do PSD, Miguel de Sousa, apareceu a recusar - sem nunca se rir - que as declarações de Alberto João tivessem qualquer conotação racista, já que, "no fundo, o líder estaria a fazer uma abordagem económica à expansão chinesa e indiana em Portugal". Isto é melhor do que Jardim. Segundo este raciocínio, se eu disser no meio do Rossio "vai-te embora, ó preto", não estou a proferir um insulto racista, mas apenas a reflectrir sobre as dificuldades de integração da comunidade imigrante em Portugal e, já agora, a convidar o meu interlocutor a desfrutar dos recursos naturais da sua própria terra. É tudo uma questão de semântica.

João Miguel Tavares in DN - 08.07.2005

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Fábula da cigarra e da formiga



"O programa de Louçã nunca aparece nos debates, mas é uma espécie de Prec que conduz. Ouvi-lo pode ser mavioso, moderno e desempoeirado, mas tomá-lo à letra é sinistro"

José Pacheco Pereira in Público - 15.12.2005

Esta é uma das mais brilhantes descrições de Francisco Louçã.
Por detrás de aquele que é considerado o melhor tribuno da assembleia, o que estará?
O que me leva a outra questão: o que move inúteis parlamentares e políticos?

Gosto de uma cultura de exigência, trabalhadora e criativa. Louçã tem sido dos poucos a mostrá-la.

A Álvaro Cunhal também se apontavam os maiores defeitos mas sabia-se que tinha talento e trabalho político. Talvez seja esse um dos atractivos, hoje em dia, do PCP. E que chega a levar alguns "cronistas" a apelar o voto em Jerónimo. Charme não basta, mas se a maioria dos portugueses votassem em políticos que mais trabalham, certamente que grande parte dos que aquecem o lugarzinho na assembleia da república, e dos que fora dela se passeiam, já estavam fora da constelação política portuguesa.

quarta-feira, dezembro 21, 2005

Porque hoje é dia 21 de Dezembro

De hoje em diante passará também a ser o dia em que se recordará o casamento de Sir Elton John.

Mas não só. Manuel Maria Barbosa du Bocage morria há 200 anos atrás. Em 2005, quem homenageia decentemente o sadino?

Mas... hoje celebra-se o solestício de inverno.

É um bom dia para oferecer flores. Um hábito que todos deviamos ter... afinal, é dia 21 de Dezembro! :D

Por todos nós

"É certo que o crime em Portugal está cada vez mais violento e que devem ser criadas todas as condições para a polícia enfrentar esta nova realidade, mas por vezes as pessoas esquecem-se de que ser polícia é uma profissao de risco. Há agentes que morrem no desempenho das suas funções. É assim em todo o mundo. É triste. É trágico. Mas acontece - e nunca deixará de acontecer, por mais atafulhadas de material que as esquadreas estejam e por mais armas oleadas e coletes à prova de bala que os polícias transportem."

João Miguel Tavares in DN - 16.12.2005

Estou 100% de acordo com este pensamento. Os polícias queixam-se de falta de material e falam do crime contra seus colegas como se fosse uma anormalidade. Infelizmente, faz parte do seu trabalho. Assim como militares.
Polícias são profissionais de segurança, não são jardineiros, nem padeiros, nem trolhas. Cada uma destas quatro profissões lida de diferente forma a morte, mas quem lida mais com ela dia a dia serão os agentes de segurança do Estado.

terça-feira, dezembro 20, 2005

Becas? Quem?

"David Beckham? Não sabe chutar com o pé esquerdo. Não sabe jogar de cabeça. Não sabe dar uma carga e não marca muitos golos. Tirando isso, não está mal"

George Best

segunda-feira, dezembro 19, 2005

Cristóvão Colombo, o enigma continua

Acabei de ver há minutos o documentário Columbo: Segredos do Túmulo que anteriormente já tinha sido emitido no Discovery.

Versou os estudos ao DNA, caligrafia, de Cristovão Colombo e seus parentes. Poucos factos ficaram provados, mas não deixou de ser interessante de se ver.



Pecou por escasso ao só analisarem duas teorias: seria genovês ou catalão? Horizonte limitado.
Saberiam os produtores do documentário que há provas que coloca Cristóvão Colombo na família de navegadores portugueses Zarco?

Certamente não foi por coincidência que o Canal Discovery da TV por cabo emitiu no passado dia 12 de Outubro, em simultâneo para Portugal e para Espanha, o documentário intitulado “Enigma Colombo / Enigma Colón”, dedicado às mais recentes investigações sobre a controversa origem de um dos personagens mais célebres da História mundial.

Eis um bom estudo sobre esse documentário, bem como as provas actuais sobre a teoria de Colombo ser português.

"Despeço-me com muita pena, mas ... tem de ser"

Foi a sua característica pausa "jornalistica" que Manuela Moura Guedes fechou o seu actual capítulo como apresentadora de telejornal. Acreditem, ela vai voltar.


Com a frase apenas adensou o mistério em volta do seu afastamento. Um gesto político? Uma mãozinha invisível económica? Estas foram as principais teses. Foi deixado a crer que tinha sido afastada por uma conspiração... manhosa. Por opinião apenas media-económica que a achava má para o papel de apresentadora. Será que alguma vez se interrogou sobre o que parte dos portugueses viam no seu trabalho? Será que alguma vez reflectiu sobre críticas de seus parceiros jornalistas? Não. Sempre seguiu no seu caminho e como mediocre profissional jornalista conservava agora às suas costas parte de Portugal (e de Espanha). A força unida desbaratou-a do telejornal. A mesma força que possívelmente vai dar outro rumo á informação da TVI.

Não haja dúvidas, mal ou bem foi a sua presença no telejornal da TVI que o levou a audiencias superiores. Má profissional, mas pomposa apresentadora... com os eventuais comentários e vergastadas aos seus convidados.


domingo, dezembro 18, 2005

O poder de anticipação

A nova música do A-HA já passa na RPL.
Daqui a quanto tempo chegará às outras rádios?

O álbum recente de Depeche Mode que agora se vulgarizou há dois meses nos media nacionais, já passava na RPL desde o Verão.

É assim que se distinguem quais são as rádios que passam "mais música nova" das que realmente o fazem na prática.

E fica escrito: o novo single dos A-HA tem tudo para ser um sucesso de airplay.

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Sugestões de fim de semana: ler legislação

"Quem elabora a legislação fá-la propositadamente imperceptível para depois passar a vida a dar pareceres sobre a legislação que fez mal. Ganha quem tem mais meios para se defender e fazer valer as suas intenções e perde o cidadão desinformado e sem recursos. Isto não é democrático."

Paulo Morais in Visão - 25.08.2005

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Debates



"A hipocrisia habitual manda-nos dizer que apreciamos os debates televisivos, porque nos dão uma oportunidade para nos "informarmos" e para nos "ajudar a decidir", mesmo sabendo que a televisão é um meio muito lento e enganador de transmitir informação. Quando se diz que um candidato "ganhou" um debate finge-se que expôs ideias; que apresentou argumentos convincentes; que respondeu às críticas do adversário e não sei que mais.
A verdade, porém, é mais banal: é porque um candidato, em bom e vago português, "esteve melhor" do que o outro. Isto apenas significa que estava mais à vontade; que a gravata era menos feia; que citou os números sem se enganar."

MEC in DN - 18.09.2005

quarta-feira, dezembro 14, 2005

"Os candidatos até são mexidos mas a quantidade de banalidades produzidas por dia está a ser de tal ordem que as eleições presidenciais de 22 de Janeiro deviam ser antecipadas, de forma a proteger os portugueses do desgaste mental. A continuar neste tom, e tendo em conta que ainda falta um mês e meio para enfiar o papelito na urna, talvez valha a pena apresentar queixa à Comissão dos Direitos Humanos."

João Miguel Tavares in DN 09.12.2005

terça-feira, dezembro 13, 2005

Estado de coisas

O nosso Estado social nunca reforçou a coesão da comunidade. Não tornou os portugueses mais ciosos das suas obrigações colectivas. Não os fez mais solidários ou virtuosos entre si. Numa palavra, este Estado falhou em criar o que Portugal devia de ser: uma comunidade de sujeitos responsáveis, justa com os mais fracos e exigente com os mais fortes.

Pedro Lomba DN - 01.07.2005

Porque falha o Estado?
Uma Direita selvática capitalista?
Uma Esquerda demagógica usurpadora?
Para mim: um povo molengão, sem visão de futuro nem de amor ao próximo que não faz pelo estado mas que a ele exige tudo.

São estes os dividendos de 30 anos de democracia. E não, não são tão poucos anos assim de convivência democrática. São é muitas décadas, muitos séculos de inoperantismo das "classes" portuguesas.

Quem espera desespera, e o meu corpo e juízo não foram feitos para esperar séculos ou gerações.

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Pensamento cavaquiano

No debate com Louçã, Cavaco à questão sobre o casamento das pessoas que têm vida sexual que diverge da ensinada há dois mil anos pela religião dos crucifixos, reagiu dizendo que não era uma "grande questão".

Ou seja, recusou responder.


As grandes questões são aquelas que os políticos falam nos 4 anos de legislatura, pedem estudos e não decidem sobre os mesmos. As grandes questões da República são aquelas a quem um Presidente não tem direito a decidir e agir.

Todas as questões são grandes questões. Países de vanguarda são aqueles que resolvem problemas considerados secundários, antes da maioria dos países do planeta. É assim que se destrinçam os países mais desenvolvidos dos menos desenvolvidos. Canadá, Noruega... Espanha. Portugal, Bangladesh... Niger.

A afirmação de Cavaco é uma contradição ao discurso que qualquer candidato presicial dita: apoiar todos os portugueses, a inovação, a diferença, desbloquear problemas.

Creio que Portugal necessita de uma boa parelha a dirigir a República. Cavaco poderá ser o Presidente ideal. Penso, contudo, que este político não tem conhecimento nem prática de resolução de problemas sociais e culturais. Prova era a arrogância que Cavaco fez dos seus governos e... da sua actuação no debate com Louçã.

domingo, dezembro 11, 2005

Dedo maior



Quem ensinou a quem? Serão estas imagens a prova que Ronaldo e Drew Barrymore tiveram um jantar romântico?

sábado, dezembro 10, 2005

O blog Mar Cáustico celebra hoje 1 ano!



Até ao momento: missão cumprida.

Qual missão? Juntar um grupinho de amigos e dissertar sobre o que nos preocupa e alegra com a forma escrita e de sentir que cada um tem. Todos os dias vem a baile Portugal e a vida diária.

Causticidade, é a palavra que define a maioria dos posts. Sarcasmo, riso, ironia, sajeza também estão presentes porque perante um mau cenário lá dizia o outro: rir é o melhor remédio.

... e como boa parte dos posts nasce de uma citação "recordada" da imprensa, fica uma a ilustrar o anterior parágrafo.

"Este país é muito frequente provocar-me um riso amargo, com o tipo de coisas em que penso "Isto é ultra-gozável".

Nuno Markl in DNa - 02.12.2005

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Bicho papão

"Os sindicatos comunistas ou de inspiração comunista falam sempre como se o Governo tivesse um objectivo na vida: destruir a classe média, quebrar os dentes ao serviço público"

Eduardo Prado Coelho in Público 22.06.2005



Os sindicatos de vertente socialista (PS) agem consoante a maré. Veja-se o conflito moral que a UGT teve na altura do "país Guterres", observe-se o "talento" que aquele sindicato tem para combater ordens do governo PS.

Com que medidas tratam do futuro de 20% de portugueses que vivem a recibos verdes?
Ena, tantos empreiteiros de conta própria que este país tem... e devem ganhar fortunas.

Quem comanda a UGT? Os interesses dos trabalhadores ou o interesse de Mário Soares? ... perdão PS?

quinta-feira, dezembro 08, 2005

Mistério: dia 8 de Dezembro é feriado porquê?

"Deus é um excesso. É um excesso na nossa vida diária
(...)
Falamos muito de Deus na Europa, da falta de Deus na Europa e, de facto, o que precisávamos era de ter esse Deus dentro de nós
(...)
Só se pode chegar a esse centro do Mistério, a esse lugar do Mistério através de nós. Através da nossa disponibilidade para sermos melhores."

Francisco José Viegas in DNa - 08.07.2005

Ah... é um feriado religioso!
Haja Deus!

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Já cheira a feriado!

"Na próxima quinta feira, dia 8 de Dezembro, o Estado português vai curvar-se alegremente diante de um dogma de alcofa inventado no século XIX por uma Igreja acossada pela secularizaçãom nas até lá entretém-se a subir ao escadote para remover cruzes de madeira, esses malvados instrumentos que instigam à conversão religiosa. Em Portugal, já se sabe, a lógica é uma batata"

João Miguel Tavares in DN - 02.12.2005

terça-feira, dezembro 06, 2005

"Creio que, a partir dos anos 80, passámos de um mundo em que a clivagem era essencialmente ideológica, para um mundo em que as clivagens são essencialmente de identidade. Com as clivagens ideológicas, há debate, discussão há uma dialéctica. Com as clivagens de identidade não há dialéctica, nem discussão, nem debate. Entrámos num mundo de exacerbação das identidades. Num mundo onde há cada vez menos lugar para a democracia e liberdade."

Amin Maalouf in DNa 11.03.2005

segunda-feira, dezembro 05, 2005

O melhor para os melhores

O que disse Fernandes? Disse que "os 30 milhões de euros que renderão a criação de um escalão ainda mais alto do IRS não resolvem problema nenhum"; que a coisa é mera "poeira para os olhos"; que "atacar os 'privilégios' de uma classe política que já é mal paga cai bem na populaça, mas poupa pouco dinheiro"; que atitudes destas só servirão para afastar "os melhores" do "serviço público".

João Miguel Tavares in DN - 03.06.2005

No Estado e nas instituições que prestam serviços com o dinheiro dos contribuintes, quer-se que estejam os melhores a gerir. Quando o serviço não melhora, quando se sabe de derrapagens escandalosas... que se deve fazer? Elogiar quem ganha a cima da média e arranjou novo posto após as eleições ganhas pelo seu partido? Não.

domingo, dezembro 04, 2005

"Palavras para ti"

"Por estes dias, com a morte de Vasco Gonçalves e de Álvaro Cunhal, gastaram-se as palavras. Para cada português com história que morre, os inimigos em vida gastam as palavras pela hora da morte"

João Paulo Guerra in Diário Económico - 14.06.2005

As disputas ficam em terra, e os elogios também.

Sá Carneiro, Amaro da Costa, Vasco Gonçalves e Álvaro Cunhal lancham esta hora no céu. Comem biscoitos, e bebem chá com muito açucar.
(no céu não há diabetes).

sábado, dezembro 03, 2005

O que realmente interessa...

No outro dia, telefonaram-me de um jornal a perguntar se eu estava a reflectir sobre as eleições de domingo em Cuba (17 de Abril). Eu estou é a reflectir sobre o frio de Madrid, as eleições em Cuba são um Circo.

Raúl Rivero in DNa - 23.09.2005

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Hoje é dia de ponte laboral!

"Toda a função pública é um imenso armazém de gente torturada pelo seu trabalho - e suponho que mesmo o senhor Santos, cuja única actividade profissional consiste em transportar uma folha de papel do ponto A para o ponto B, possa sentir-se esgotado pela impiedosa pressão do tédio."

João Miguel Tavares in DN - 01.07.2005

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Inpendência, pois sim...

"E acho que a ideia de apagar o passado, aquela frase que ouvimos de outros - "eu só olho para a frente, não olho para trás" - é mais um sinal de desistência (tantas vezes, de cobardia também) do que propriamente uma demonstração de vitalidade. O passado é o que fica da nossa passagem pelas coisas - devemos respeitá-lo, entendê-lo, e tanto quanto possível relembrá-lo. Até para conseguir resolvê-lo quando porventura se encontra "mal resolvido".

Pedro Rolo Duarte in DNa - 15.04.2005

Dia 1 de Dezembro de 1640 Portugal "resolvia" passar a ser novamente independente.
No século XXI, com a crise de economico-social porque passa, muitos mandam a boquinha: "mais valia termos continuado a ser espanhóis". Opinião diferente têm cada vez mais as várias províncias de espanha. Catalães querem ser cada vez mais autónomos e ja registaram um dominio de internet.

Até aqui somos vítimas de uma crise de valores morais. Acreditar que sendo espanhóis tinhamos melhor vida? Madrid cuida de si, não das suas provincias assim como as empresas espanholas que por cá estão têm em Portugal distribuição de produtos. Não investem na nossa qualificação.

A Espanha do que é de Espanha...

quarta-feira, novembro 30, 2005

Os bons do reino

"Se todos os sectores do Estado fizessem o que fizemos, não existiria défice"

Fernando Ruas in JN - 18.11.2005

Quem o diz é o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses.
Será que sabe dos estudos que indicam em cada ano de eleições autárquicas a despesa dos concelhos triplica? Ou seja, gastam o que não têm, pedem empréstimos ao banco. Maldito défice...

terça-feira, novembro 29, 2005

Portugal na CEE

"O problema dos brasileiros não é a carência mas a abundância. Acontece a certos países pobres: não sabem gerir o que têm"

Pedro Lomba in DN – 22.07.2005

segunda-feira, novembro 28, 2005

Coelho, um homem frontal...

"com a mesma fontalidade que critico este desnorte da oposição, também falo uma ressalva em relação ao governo: é preciso mais discurso social"

Jorge Coelho in DN - 18.11.2005

Discurso? O adjectivo foi mal escolhido por Jorge Coelho, mas faz parte da sua forma de estar na política...

domingo, novembro 27, 2005

"Será?"




Bandeira in DN - 25.11.2005

sábado, novembro 26, 2005

Pop bufa

"Vivemos na civilização do espectáculo e os intelectuais e escritores que figuram entre os mais populares quase nunca o são pela originalidade das suas ideias ou pela beleza das suas criações, ou, em todo o caso, não o são nunca apenas por essas razões intelectuais e literárias. São-no sobretudo pela sua capacidade histriónica, pela maneira como projectam e administram a sua imagem publicam pelo exibicionismo, palhaçadas, desplantes, insolências, toda aquela dimensão bufa e ruidosa da vida pública que hoje em dia faz as vezes de rebeldia e da qual os media podem tirar partido, convertendo os seus autores, da mesma forma que os artistas e aos cantores em espectáculo de massas."

Mario Vargas Llosa in DNa - 15.04.2005

sexta-feira, novembro 25, 2005

Pressões

"Há muito a pressão do diálogo e da conversa. É uma coisa que me
faz aflição. Mas porque é que temos de conversar? Conversaremos
se for caso disso mas não é drama nenhum se não abrirmos a boca"

Rodrigo Guedes de Carvalho in DNa 15.07.2005

quinta-feira, novembro 24, 2005

Mário Soares, o viajador

Eis um dos motivos porque não vou votar no candidato Mário Soares...

Durante os anos que ocupou o Palácio de Belém, Soares visitou 57
países (alguns várias vezes como por exemplo Espanha que visitou 24
vezes e a França 21 vezes), percorrendo no total 992.809 KMS o que
corresponde a 22 vezes a volta ao mundo.

1986
11 a 13 de Maio - Grã-Bretanha
06 a 09 de Julho - França
12 a 14 de Setembro - Espanha
17 a 25 de Outubro - Grã-Bretanha e França
28 de Outubro - Moçambique
05 a 08 de Dezembro - São Tomé e Príncipe
08 a 11 de Dezembro - Cabo Verde

1987
15 a 18 de Janeiro - Espanha
24 de Março a 05 de Abril - Brasil
16 a 26 de Maio - Estados Unidos
13 a 16 de Junho - França e Suíça
16 a 20 de Outubro - França
22 a 29 de Novembro - Rússia
14 a 19 de Dezembro - Espanha

1988
18 a 23 de Abril - Alemanha
16 a 18 de Maio - Luxemburgo
18 a 21 de Maio - Suíça
31 de Maio a 05 de Junho - Filipinas
05 a 08 de Junho - Estados Unidos
08 a 13 de Agosto - Equador
13 a 15 de Outubro - Alemanha
15 a 18 de Outubro - Itália
05 a 10 de Novembro - França
12 a 17 de Dezembro - Grécia

1989
19 a 21 de Janeiro - Alemanha
31 de Janeiro a 05 de Fevereiro - Venezuela
21 a 27 de Fevereiro - Japão
27 de fevereiro a 05 de Março - Hong-Kong e Macau
05 a 12 de Março - Itália
24 de Junho a 02 de Julho - Estados Unidos
12 a 16 de Julho - Estados Unidos
17 a 19 de Julho - Espanha
27 de Setembro a 02 de Outubro - Hungria
02 a 04 de Outubro - Holanda
16 a 24 de Outubro - França
20 a 24 de Novembro - Guiné-Bissau
24 a 26 de Novembro - Costa do Marfim
26 a 30 de Novembro - Zaire
27 a 30 de Dezembro - República Checa

1990
15 a 20 de Fevereiro - Itália
10 a 21 de Março - Chile e Brasil
26 a 29 de Abril - Itália
05 a 06 de Maio - Espanha
15 a 20 de Maio - Marrocos
09 a 11 de Outubro - Suécia
27 a 28 de Outubro - Espanha
11 a 12 de Novembro - Japão

1991
29 a 31 de Janeiro - Noruega
21 a 23 de Março - Cabo Verde
02 a 04 de Abril - São Tomé e Príncipe
05 a 09 de Abril - Itália
17 a 23 de Maio - Rússia
08 a 11 de Julho - Espanha
16 a 23 de Julho - México
27 de Agosto a 01 de Setembro - Espanha
14 a 19 de Setembro - França e Bélgica
08 a 10 de Outubro - Bélgica
22 a 24 de Novembro - França
08 a 12 de Dezembro - Bélgica e França

1992
10 a 14 de Janeiro - Estados Unidos
23 de Janeiro a 04 de Fevereiro - India
09 a 11 de Março - França
13 a 14 de Março - Espanha
25 a 29 de Abril - Espanha
04 a 06 de Maio - Suíça
06 a 09 de Maio - Dinamarca
26 a 28de Maio - Alemanha
30 a 31 de Maio - Espanha
01 a 07 de Junho - Brasil
11 a 13 de Junho - Espanha
13 a 15 de Junho - Alemanha
19 a 21 de Junho - Itália
14 a 16 de Outubro - França
16 a 19 de Outubro - Alemanha
19 a 21 de Outubro - Áustria
21 a 27 de Outubro - Turquia
01 a 03 de Novembro - Espanha
17 a 19 de Novembro - França
26 a 28 de Novembro - Espanha
13 a 16 de Dezembro - França

1993
17 a 21 de Fevereiro - França
14 a 16 de Março - Bélgica
06 a 07 de Abril - Espanha
18 a 20 de Abril - Alemanha
21 a 23 de Abril - Estados Unidos
27 de Abril a 02 de Maio - Grã-Bretanha e Escócia
14 a 16 de Maio - Espanha
17 a 19 de Maio - França
22 a 23 de Maio - Espanha
01 a 04 de Junho - Irlanda
04 a 06 de Junho - Islândia
05 a 06 de Julho - Espanha
09 a 14 de Julho - Chile
14 a 21 de Julho - Brasil
24 a 26 de Julho - Espanha
06 a 07 de Agosto - Bélgica
07 a 08 de Setembro - Espanha
14 a 17 de de Outubro - Coreia do Norte
18 a 27 de Outubro - Japão
28 a 31 de Outubro - Hong-Kong e Macau

1994
02 a 05 de Fevereiro - França
27 de Fevereiro a 03 de Março - Espanha (incluindo Canárias)
18 a 26 de Março - Brasil
08 a 12 de Maio - África do Sul (Tomada de posse de Mandela)
22 a 27 de Maio - Itália
27 a 31 de Maio - África do Sul
06 a 07 de Junho - Espanha
12 a 20 de Junho - Colômbia
05 a 06 de Julho - França
10 a 13 de Setembro - Itália
13 a 16 de Setembro - Bulgária
16 a 18 de Setembro - - França
28 a 30 de Setembro - Guiné-Bissau
09 a 11 de Outubro - Malta
11 a 16 de Outubro - Egipto
17 a 18 de Outubro - Letónia
18 a 20 de Outubro - Polónia
09 a 10 de Novembro -
Grã-Bretanha
15 a 17 de Novembro - República Checa
17 a 19 de Novembro - Suíça
27 a 28 de Novembro - Marrocos
07 a 12 de Dezembro - Moçambique
30 de Dezembro a 09 de Janeiro 1995 - Brasil

1995
31 de Janeiro a 02 de Fevereiro - França
12 a 13 de Fevereiro - Espanha
07 a 08 de Março - Tunísia
06 a 10 de Abril - Macau
10 a 17 de Abril - China
17 a 19 de Abril - Paquistão
07 a 09 de Maio - França
21 de Setembro - Espanha
23 a 28 de Setembro - Turquia
14 a 19 de Outubro - Argentina e Uruguai 20 a 23 de Outubro -
Estados
Unidos
27 de Outubro - Espanha
31 de Outubro a 04 de Novembro - Israel
04 e 05 de Novembro Faixa de Gaza e Cisjordânia
05 e 06 de Novembro - Cidade de Jerusalém
15 a 16 de Novembro - França
17 a 24 de Novembro - África do Sul
24 a 28 de Novembro - Ilhas Seychelles
04 a 05 de Dezembro - Costa do Marfim
06 a 10 de Dezembro - Macau
11 a 16 de Dezembro - Japão

1996
08 a 11 de Janeiro - Angola

terça-feira, novembro 22, 2005

Cão com dono

"A minha geração achou que era dona do País"

Saldanha Sanches in Visão - 30.06.2005

E ainda acha.
Julga-se credora e não devedora.
Não se preocupa com o futuro dos que vão cá ficar. Pensa na reforma e não na dinamização do trabalho e consequentemente, do país.
Na política de oposição fala á boca cheia dos problemas do país, mas quando estava no poder nada resolveu.
Demite-se de se associar e lutar por um país mais justo para todos: "para quê que eu vou votar?".

segunda-feira, novembro 21, 2005

Quem dá música por quem?

Veja-se em A Trompa as opções de apoio que músicos nacionais fazem perante os cinco candidatos à presidência.

No horizonte vislumbra-se um candidato imbativel...

domingo, novembro 20, 2005

sábado, novembro 19, 2005

"Chave" e "fechadura"

"O Expresso pré-publicou as cartas de amor que António Lobo Antunes envuou de África à sua mulher, entre 1971 e 1973. Nelas descobrimos que Lobo Antunes gostou do filme Love Story, que camava à esposa "meu sorvete de morango, meu pratinho de arroz-doce", e que ainda por cima dizia ter contade de lhe "meter a chave" na "fechadura do seu corpo". Eu não precisava de saber isto. Eu não queria saber isto. Há coisas que só se divulgam depois da morte."

João Miguel Tavares in DN - 18.11.2005

sexta-feira, novembro 18, 2005

Capital de risco

Como todos, oiço os portugueses a falar, todo o tipo de português e constato que a esmagadora maioria não vai, nem quer ir além do inverso da célebre frase de Kennedy: limitam-se a perguntar o que o país pode fazer por eles.
(...)

juízes, também sabem, e sabem que nós sabemos, que a justiça é talvez a coisa que pior funciona em Portugal,mais lenta, mais ineficaz, mais cara e mais afastada das necessidades dos cidadãos. Mas aquio com que unicamente os ouvimos preocuparem-se é com o seu estatuto, as suas férias, a manutenção do seu regime de total desresponsabilidzação profissional.
(...)

Em Portugal, 63 por cento do capital de risco é assumido pelo sector público; em Espanha é 9 por cento, o resto é privado. A diferença é eloquente e explica muita coisa.
(...)

Resta-nos esperar que a UE não se desagregue nem se canse de nos aturar, porque, então sim, ficaremos face a face com nós próprios e corremos o risco de concluir que nos tornámos um país inviável

Miguel Sousa Tavares in Público - 24.06.2005

terça-feira, novembro 15, 2005

"De certa forma, todos falhámos. Não fomos capazes de conter o surto dea sociedade de consumo. Não readaptámos os valores à nova época. Deixámos de ser cidadãos para sermos consumidores. Os pensadores e filósofos da nossa sociedade, hoje, são os publicitários. Eles dizem o que vamos pensar, como vestir, o que comer."

Flávio Tavares, jornalista e escritor, in Actual - 13.08.2005

segunda-feira, novembro 14, 2005

Papá! Papá!

Filha do Major já é vereadora


"Paiiii paiiii, és o maior!". Foi assim que a agora vereadora de Gondomar recebeu Valentim Loureiro depois de ter estado detido para interrogações. Histeria familiar numa noite televisiva.

Dois anos se passaram, e a foto que ilustra este artigo mostra uma Daniela Loureiro Himmel com a mesma pose. Assuntos familiares...

domingo, novembro 13, 2005

A liberdade que a religião nos concede

"A ideia de um Estado laico e de uma religião confinada à esfera individual e familiar era intolerável para este Papa João Paulo II] que nunca deixou de condenar com firmeza todas as medidas sociais e políticas que entrassem em conflito com os ensinamentos da Igreja, mesmo que se tratassem de disposições e leis aprovadas por governos de inequívoca origem democrática. (...)

Como não é concebível que uma sociedade progrida e prospere sem uma vida espiritual e religiosa, e, no caso do Ocidente, religião quer dizer sobretudo cristianismo, teria sido desejável que o catolicismo se adaptasse, como já o fez no passado quando as circunstâncias o empurraram a aceitar a democracia, as realidades do nosso tempo em matérica sexual, moral e cultural, começando pela emancipação da mulher e terminando pelo conhecimento do direito à igualdade das minorias sexuais."

Mário Vargas Llosa in DNa - 13.05.2005

sábado, novembro 12, 2005

Fim de semana em pijama

"as pessoas que mais se arranjam são aquelas que têm mais necessidade de apelar - ou que não têm uma relação sexual afectiva ou que estão insatisfeitas. Caso contrário, também não precisavam tanto de chamar a atenção"

Nuno Nodin (sexólogo) in DNa - 13.05.2005


sexta-feira, novembro 11, 2005

Tragédias

Para quem vive com e pela religião, esta explica tudo.
Quando o furacão Katrina assolou Nova Orleães, os seus resultados foram bem quistos por fanáticos muçulmanos da peninsula arábica. Viram no furacão um soldado de Alá contra o diabo Americano.

De quem serão vítimas os mortos (85 mil), feridos e desalojados do terramoto no Paquistão?

quinta-feira, novembro 10, 2005

Direito a reclamar

A partir de hoje os inscritos no Centro de Emprego com menos de 30 anos e com menos de dois anos de descontos para a segurança social.

Seria bom se em vez de terem mais obrigações, também pudessem ter mais deveres pois o serviço que o Centro de Emprego presta em certas cidades é ridículo. Falo nomeadamente das chamadas consecutivas que fazem a jovens desempregados para serem monitorizados, "ensinados" sobre variadíssimas coisas como: aprender a fazer um curriculum, pela mão de pessoas que não o sabem. Mais gritante, é o conjunto de cursos que disponibiliza pelo IEFP aos jovens que nas universidades se formaram para o desemprego. Na grande maioria dos casos, são cursos desajustados com nomes "ajustados à realidade". Garantem emprego? Sim, mas aos formadores.

Formadores que muitos deles não sabem leccionar e que apenas fomentam o desanimar de pessoas que estão sem perspectivas de futuro e que acreditaram no programa de requalificação do IEFP.

quarta-feira, novembro 09, 2005

Os miseráveis

Segundo (António) Barreto, a elite portuguesa (política, empresarial, intelectual,
universitária) não cumpre o seu papel, Não só porque não protesta e não critica, mas também porque activamente colabora na demagogia e no desperdício. Porque, em suma, se tornou, ou nunca deixou de ser, ignoranmte e predadora. (...)

Se a elite portuguesa não vale nada , em rigor não merece sequer o nome e não há nada a esperar dela. (...)

O que se passa em Portugal por elite não difere do resto da sociedade. Nesse sentido, representa bem o país (que naturalmente não "puxa" para lado nenhum) com a sua cultura de miséria, de mentira e de parasitismo"

Vasco Pulido Valente in Público - 08.07.3005

terça-feira, novembro 08, 2005

Nada do que fazemos tem muito sentido se não houver testemunho, apreço, crítica sobre isso. Se damos um trambolhão nas escadas e estamos sozinhos, é como se nunca tivesse acontecido. O que somos e fazemos da nossa vida tem que ser visto pelos outros. É nesse jogo de espelhos que a pessoa se encontra.

Ana Drago in DNa - 26.09.2005

domingo, novembro 06, 2005

Tradição



Bandeira in DN - 02.11.2005

sábado, novembro 05, 2005

Ouvido de líder

"No fundo, acho que um grande líder tem que ter um excelente ouvido para melodia. Por estas palavras, refiro-me a clareza de ideias. (...)
é a habilidade de ver através do ruído e do ressoar de ideias, e de conversas e pontos de vista, ouvir a linha melódica e perceber: é isto que temos de fazer; isto é mais importante que o resto.

Bono Vox in DN:música num excerto de Bono por Bono (livro de entrevista de Michka Assayas) - 08.07.2005

sexta-feira, novembro 04, 2005

Setenta e cinco vezes mil

Os noticiários de ontem dão conta do último balanço do sismo do Paquistão: 75 mil mortos. Um número asim é mais fácil de pronunciar do que de perceber. Porque, se tentamos perceber o que sejam 75 mil mortos, a nossa razão naufraga, sem nada de reconhecível por perto a agarrar-se (...)
Três milhões de desalojados é algo que percebemos; mas 75 mil mortos... E, no entanto, os telejornais deram 30 segundos ao assunto. Afinal o Paquistão é longe.

Manuel António Pina JN 03.11.2005

Ainda sobre os prémios MTV

«O espectáculo começou com cerca de dez minutos de atraso, pouco comum para os padrões da cadeia de televisão MTV» (Agência Lusa, 03-11-2005 20:22:00).

Tipicamente português. Palavras para quê? Foi a "nossa" pequena vingança por não termos artistas portugueses a actuar, ihihihii!

quinta-feira, novembro 03, 2005

Mtv resort

Não há bandas portuguesas no palco do Mtv Europe Awards.

Compreende-se... nenhuma agrupamento nosso está no topo de vendas das discográficas. Como a Mtv deixou há muito de ser um projecto de apoio à música, mas uma máquina de facturar dinheiro à custa dela, o Pavilhão Atlântico é hoje um resort daquela marca americana. Nós damos o espaço e as "bebidas", eles recheam-lo com vedetas que o façam render.


quarta-feira, novembro 02, 2005

Dia de todos os mortos

O sítio que sugiro é mórbido, para alguns repugnante, mas sociológicamente interessante. Revela-nos mais de mil imagens de campas de humanos famosos.

A morte é turística, quem pode visita os cemitérios mais famosos das capitais mundiais. Quem pode, não perde a oportunidade de visitar em Paris o cemitério Le Pere Lachaise onde "repousam" Honore de Balzac, Georges Bizet, Frederic Chopin, Jim Morrison, Oscar Wilde entre outros.

Para além de fotos temos também a adornar textos que nos clarificam mortes e enterros que se tornaram boatos. É o caso de Walt Disney. O seu corpo não foi congelado após a sua morte.

terça-feira, novembro 01, 2005

Ó meu amigo, a questão aqui é muito simples...

Porque é que não há um (bom) sítio nacional sobre os acontecimentos passados a 1 de Novembro de 1755?

segunda-feira, outubro 31, 2005

Funcionário-mor

"Sócrates não agiu como um líder mas como um mau funcionário público: férias sagradas e trabalho à hora certa"

João Miguel Tavares in DN - 26.08.2005

domingo, outubro 30, 2005

Kafkas há muitos

Tudo depende, de facto, se um crítico quer destruir um escritor ou se quer tutelá-lo. Se o quer tutelar diz "Descansemos, aí está o novo Kafka!". Se o quer destruir diz "este gajo não passa de um imitador de Kafka!

Rodrigo Guedes de Carvalho in DNa 15.07.2005

sábado, outubro 29, 2005

Speaker

"associa-se a ideia de "apresentador" a uma espécie de papagaio. Muitas vezes a escorregar periosamente para a figura apalhaçada que diz piadas e fala, fala, fala... em portugal quando um "apresentador" de TV se revela culto, inteligente, sábio para lá da sua função, muda de nome . Passa a camar-se "comunicador". Ou jornalista. Como se a ideia de um "apresentador" fosse necessariamenTe má."

Pedro Rolo Duarte in DNa - 16.09.2005

sexta-feira, outubro 28, 2005

Cariño

Extremadura rendida a Portugal, é assim que a imprensa passa para o público português o facto de naquela pronvincia espanhola se aprender cada vez a nossa lingua mãe.

Não é uma questão de carinho, nem de curiosidade o que leva os espanhois a leccionar o português, é sobretudo o seu espírito empreendedor que condiciona esta razão: conhecer para dominar.
O médico, o empresário que já "arranha" o português mais facilmente penetra no nosso mercado. Em roma, sê romano.

A percepção-tótó de certos media nacionais é um sinal de fraqueza e de atraso. Em assuntos sérios visionam-se fait divers. Uma sociedade que não trabalha bem a informação que divulga, não compete em pé de igualdade com a produção de outras.

Cabaz de consumo

Já se está a aproximar a data preferida de todos os comerciantes. Mais do que uma festa de família e de reunião, o Natal é uma festa de consumo, uma maratona para ver quem oferece as melhores prendas (o que equivale quase a dizer "as mais caras").

A partir de Novembro, os hipermercados abrem aos domingos à tarde; nas revistas femininas, já se adivinham os suplementos dedicados às melhores sugestões para presentes; não tenho ido a Lisboa, mas quase aposto que já há decoração a fazer lembrar o Natal. Mais que não seja, no El Corte Inglés.

Nas televisões, já rodam os anúncios a perfumes (qual deles o mais estranho!). No campo "multimédia", começam a sair jogos novos para a Playstation, cd's e dvd's. O último que dei por mim a namorar foi uma edição especial da série "O Sexo e a Cidade, disponível na Amazon.
Até no campo da sorte se nota que é Natal. As rifas para os cabazes de Natal, as lotarias extraordinárias, os jackpots do Totoloto e do Euromilhões...

As ceias de Natal estão ao alcance de uma chamada telefónica, porque já ninguém tem tempo a perder com uma ceia que, no final, pode até nem sair bem cozinhada. Para a geração dos meus pais, isto é muito confuso. Um bacalhau salgado salvava-se com uns copinhos de água a seguir à refeição ou com uma receita de emergência, mas tinha de ser cozinhado pela matriarca.

Hoje em dia, o Natal tornou-se um martírio para muitos. Os orçamentos curtos demais para tantos presentes, os encontros "forçados" com aquela parte da família que detestam ou a solidão de quem já não tem família. Ou então os especiais de entretenimento, o Natal dos Hospitais, das Prisões e, quem sabe, qualquer dia, dos Aeroportos.

Porque é que passamos quase dois meses às voltas por uma festa que afinal dura apenas um dia?

quarta-feira, outubro 26, 2005

Inovar, Mudar, Melhorar

"Numa empresa, como numa repartição pública, saber dirigir as pessoas é, antes de tudo, dar-lhes gosto pelo que fazem. E valorizar cada gesto empenhado. Mas não é isso que temos ouvido dos dirigentes políticos."

Daniel Oliveira in Expresso - 02.07.2005

segunda-feira, outubro 24, 2005

Parlapiê

Nova década depois, Cavaco apresenta-se ao país com o prestígio aumentado pelo passar do tempo, que privilegia sempre aqueles que falam pouco.

João Miguel Tavares in DN - 21.10.05

domingo, outubro 23, 2005

Aaahhh.. grande Madonna!

O novo single tem "samplado" uma das músicas pop mais "catchy" de sempre: "Gime Gime Gime". Assim é fácil fazer sucessos. Sim, porque a artista é só imagem... talento de escrita musical é inexistente por baixo daquela pele.

sábado, outubro 22, 2005

A música, mesmo a pop, nascida de um jogo entre a criação e o mercado, não deixa de ser fruto de uma intenção artística (apesar das perversões que a indústria aprendeu a fazer desde que, em 1954 Elvis saiu dos Sub Studios de bobinas na mão)
(...)
Nunca se fez tanta música fabricada para servir alvos como hoje. Da invenção da girl power das Spices aos vómitos com ar de banho tomado das boy bands, do rock mauzão para acne e hormonas aos pulos do hip hop fácil para multidões, já há manufactura que chegue."

Nuno Galopim DN:música - 22.07.2005

Nuno Galopim, um dos jornalistas musicais nacionais que mais se rende à produção das grandes "casas", dos nomes impostos e dos coloridos artistas pop, também tem o seu lado sensível. Sensível à feitura de música para consumo íntimo, realização pessoal e não mercantil. A citação acima é disso reflexo.

sexta-feira, outubro 21, 2005

"Desvio" padrão

"O Banco de Portugal e o IPE tomam carinhosamente conta dos seus, como tomam milhares de outras corporações, do ensino ao futebol e do público privado, sem o mais leve protesto de ninguém. Vivemos num reino dos compadres. Nem o Sr. ministro das Finanças, nem o Sr. Mário Lino se desviaram do padrão consagrado. Que esse padrão em grande parte contribui para conservar o país na miséria e no caos, não se discute. Mas sempre foi assim.

Vasco Pulido Valente in Público 05.06.2005

As câmaras e freguesias também tomam conta dos seus. Bastava olhar a casa de candidato vitorioso na noite eleitoral. Os sorrisos eram comuns entre novos e velhos.

A juventude, apaparicada frequentemente pelos novos presidentes, agitavam frevorosamente as bandeiras que lhes tinham sido entregues à entrada da sala. Afinal, eram os boys na calha... tinham ganho mais esperança no (seu) futuro.

quinta-feira, outubro 20, 2005

Lá e cá

É tradição da televisão britânica não mostrar pessoas em situações de grande angústia ao explorar os seus sntimentos nessas alturas. Imagens de cadáveres também não são normalmente vistas na televisão do Reino Unido.

António Granado in Publico - 08.07.3005

Pois cá, somos amiguinhos dos nossos concidadãos!
Quem abre os jornais e os "pacotes" noticiosos das TV pode deliciar-se com a tristeza, o choro, a berradeira, o drama dos que sofrem com os incêndios. Dezenas de minutos de labaredas e cinzentismo.

Amor ao próximo é uma coisa muito bonita!

quarta-feira, outubro 19, 2005

Défice ou a falta de auto-estima

Não é preciso um curso superior para perceber que não se consegue acreditar mil vezes na mesma mentira. Não é preciso muito para olhar à volta e aceitar pacificamente que o sistema não funciona, não é justo, não compensa. Quando não se sabe em rigor quem é o responsável pelo défice - somos todos, grita a horada, mas a verdade é que não fomos eleitos para o efeito - mas se percebe imediatamente quem o vai pagar.

Pedro Rolo Duarte in DNa - 17.06.2005

Ó Pedro, agora não estamos no periodo de dizer mal do défice!
Com a discussão do Orçamento de Estado (OE) à porta, está inaugurado o festival na assembleia da república. As melhores actuações ganham "quinze minutos de fama" na imprensa.

Se OE é o tema de destaque, o pânico da moda é a pandemia gripe das aves...
Actualiza-te!

terça-feira, outubro 18, 2005

N'América

A inteligência popular elevada pela imprensa é dos filões mais importantes da criatividade humorística e artística nacional. Jornais e TVs vão "consumindo" o que o receptor gosta de consumir.

É o caso da reportagem do Correio da Manhã de onde recorto o seguinte parágrafo:

“Parecia que estávamos na América”, diziam ontem os moradores, que se ocupavam da limpeza das casas. Há registo de inundações em pelo menos 30 habitações e durante algumas horas o trânsito foi interrompido entre Rio de Moinhos e Amoreira e entre Martinchel e Constância.

Se estivessemos na rota dos furacões não teriamos imagens como a que adorna a reportagem, um homem com água pelos tornozelos. O cenário seria de grande desgraça.

segunda-feira, outubro 17, 2005

Trolaró

O secretário-geral do PSD, Miguel Macedo, criticou hoje o director-geral do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) por condenar as políticas do Governo quanto à imigração e considerou que o país está perante "uma nova etapa de degradação política".
(...)
Para o dirigente social-democrata, o país está perante "uma nova etapa de degradação política e de desgaste da esperança que os eleitores depositaram no PS".



Miguel Macedo parece estar preocupado. Preocupado com o futuro do PS? Com os resultados dessa degração para a vida diária por portugueses? Não. Está apenas a fazer o milenar cantilena : fazer pouco dos que têm o poder e de quem os elegeu. O fadinho mesquinho só funciona porque quem comunica e quem elege não consegue arredar dos altos cargos uma camada política de valor já de si deradada há muito tempo.

domingo, outubro 16, 2005

Peça negra

"Mahler é isso: uma antecipação atroz da nostalgia da vida que virá com
a morte."

Vargas Llosa in DNa - 16.09.2005


sábado, outubro 15, 2005

Alter-ego

"Fazia videoclips com a música do Marco Paulo, em que eu fazia de Marlo
Pauco, era um alter-ego do outro. Dizia que o Marco Paulo tinha roubado
as minhas canções. Fazia videoclips de fado, reportagens non-sense com
cães.

Rui Unas in DNa


quinta-feira, outubro 13, 2005

Eclipse laboral



"O eclipse mostra que os portugueses se interessam muito mais do que pensávamos pela ciência, sobretudo pela ciência que lhes permite abandonar o local de trabalho durante alguns minutos"

Ricardo Araújo Pereira in visao 06.10.2005

quarta-feira, outubro 12, 2005

Coisas do passado

"Ao contrário dos irlandeses e dinamarqueses, que quando votaram "não" aos incompreensíveis tratados europeus levaram uma pequena reprimenda paternal e lhes foi dada uma segunda oportunidade de voltarem a votar passado pouco tempo para corrigirem o seu erro, o orgulho gaulês não admitirá que os tratem como imbecis. (...)
É um facto assente que o eleitorado europeu irá votar a proposta de Constituição sem lhe ter posto a vista em cima, sem perceber o que lá está escrito, e sem se interessar realmente plo assunto."

José Júdice in Metro, 20.04.2005

Quem se lembra da discussão sobre o referendo do tratado da UE?
Passaram uns meses.

terça-feira, outubro 11, 2005

Joguinho

"o jogo já está feito e o PS e o PSD vão escolher entre sim de facto, quem será o próximo Presidente. Podem-lhe chamar sufrágio universal, mas, quando a recolha se resume a dois candidatos apresentados pelo núcleo duro proprietário da democracia, só resta a alternativa da abstenção ou do voto em branco."

Miguel Sousa Tavares in Público 02.09.2005

segunda-feira, outubro 10, 2005

Quem lança a táctica no PS

"[Jorge] Coelho conhece o povo e sabe como satisfazê-lo: é preciso que os mandatos tenham um limite, que os vencimentos dos polítivos sejam moderados, que a missão pareça um sacrifício. É também assim que se mantem o poder.
Cumpridos estes requisitos, basta escolher aquele que serve"

Raul Vaz in DN - 29.07.2005

Jorge Coelho foi o principal derrotado das eleições que passaram. Foi ele o responsável pelas escolhas e organização das autárquicas do PS.

sexta-feira, outubro 07, 2005

Criatividade

"Somos pouco corajosos e não arriscamos muito. Temos aquele pensamento de que mais vale um pássaro na mão, do que dois a voar. Publicidade é arriscar, é dar nas vistas. Por exemplo. eu não compreendo quando às vezes me dizem: quero um filme low profile. Então porque é que se vai gastar dinheiro? Publicidade sem chamar a atenção não serve para nada."

Judite Mota, clube de Criativos de Portugal, in 26.09.2005



in Autárquicas em Cartaz

quinta-feira, outubro 06, 2005

Licenças de TV

Tão relevante como estas movimentações é, sem dúvida, verificar que a única coisa de que não se fala nesta polémica é do interesse público em aproveitar a renovação das licenças para avaliar o que nelas poderia ser alterado, de forma a mudar qualquer coisa no triste estado do panorama televisivo nacional. A televisão está hoje reduzida ao tripé reality shows/novela/futebol, que serve, sem dúvida, os objectivos comerciais dos operadores. Mas estes já só emitem para as maiores minorias possíveis.

Miguel Gaspar in DN - 30.09.05

Mas que político terá a coragem de mudar a situação do audiovisual? É certo que a programação que SIC e TVI se propunham dar nos seus canais privados falham com a realidade actual. Alguém conseguirá penalizar ou mudar ambas? Não. Aos contactos e poder que têm, os decisores da república não se atrevem a cumprir o seu dever: fazer do meio audiovisual privado não só um espaço de entertenimento, ou estupidificação, mas também de diversidade e aprendizagem.

quarta-feira, outubro 05, 2005

Coisas do passado

Foi há 95 anos




Foi há 15 dias

terça-feira, outubro 04, 2005

Distanciamento

"De vez em quando, as elites ilumidadas acordam e ficam espantadas por o mundo não pensar como elas, já para não dizer que pensa contra elas."

João Miguel Tavares in DN - 03.06.2005

... e dizem: nós que damos tanto da nossa vida, que subtraímos tempo às nossas famílias, merecemos isto?
Os grupos de pressão a que pertencem agradecem os préstimos dados à (sua) comunidade.

segunda-feira, outubro 03, 2005

Coisas cá da minha terra em tempo de campanha eleitoral

Gosto da técnica da campanha "sobre rodas". Vão uns tipos dentro de um carro com altifalantes, sempre a berrar a mesma ladaínha e de vez em quando até acenam com umas bandeiras. Só não jogam panfletos pelas janelas fora porque cada vez há mais consciência "ecológica" e as pessoas não toleram lixeira eleitoral às suas portas. Dura apenas uns momentos e não há cá beija-beija nem isqueiros ou sacos de plástico para as donas de casa.

Numa dessas passagens pela minha aldeia, estava eu mais atenta à ladaínha. Uma das medidas da lista em questão - Partido Socialista - seria renovar o parque automóvel da Junta de Freguesia. O PS, passo a explicar, está a tentar ganhar a Junta (e quem sabe, a câmara) ao PSD. É verdade que em quatro anos de mandato PSD pouco se viu de novo, para além da já célebre "Avenida das Palmeiras Mortas", obra da presidente da Câmara. Mas uma nova frota automóvel para... a Junta?

Fiquei a pensar se teria ou não ouvido bem, uma vez que o carro ainda vinha lá ao longe. Quando se aproximou do casario, deixou de se ouvir a ladaínha eleitoral e puseram um cd de música. "Afinal era isso, o que eles querem é dar-nos baile!"

Almada? Sim!



Sim... estamos em campanha para eleições autárquicas. Nestas tem imperado o bom debate e exposição de ideias.

Reparem como o candidato Pedro Roque do PSD, anuncia propósitos seus para a cosmopolita Almada.