quinta-feira, junho 30, 2005

Mais investimento e menos "chorinho infeliz"

"A defesa dos sectores estratégicos nacionais não se constrói, porém, por decreto ou através de manifestos ou declarações avulsas para a comunicação social. Exige, sim, empresários modernos orientados para a criação de valor e um Governo que saiba ser cúmplice dessa estratégia sem incentivar uma relação de dependência. Pede-se, pois, a todos o óbvio mais estratégia e menos conversa."

miguel coutinho in DN - 13.04.05

A cultura chegou ao Algarve

Já está aberta ao público a nova Fnac Megastore no AlgarveShopping. Para promover o evento, organizaram um concerto num recinto contíguo ao shopping, com entrada grátis. Cool Hipnoise, Toranja e Blasted Mechanism deram um concerto fantástico.
Os convites tiveram de ser previamente levantados na loja; faz sentido - se a ideia era promover a Megastore, tinha de haver alguma maneira de levar lá os visitantes.

É uma atitude louvável; menos louvável foi o facto de não haver uma única casa-de-banho no recinto.

quarta-feira, junho 29, 2005

"Ok, já temos um atentado. Já podemos fazer parte de do circuito das cidades terroristicas?"

À priori da investigação da PJ, o presidente do municipio do Porto, Rui Rio, proferiu que a derrocada num prédio da sua cidade se tinha devido a um "engenho explosivo" pois era "um impacto muito grande para poder ser gás ou um simples cilindro".

Curiosa maneira de acalmar os animos e de esclarecer uma anormalidade. Pela pinha de Rui Rio terá passado que com um "atentado" a oferta turística da sua terra incrementaria?

terça-feira, junho 28, 2005

Fumo imposto

"Basta passar em frente a uma escola secundária e ver bandos de adolescentes fumando desesperadamente para perceber que nada apetece tanto como o fruto proibido. Talvez seja tempo para tentar uma abordagem radicalmente diferente, aproveitando a natural rebeldia da juventude às normas de comportamento que lhes são impostas. Se em vez de ser proibido, o consumo de tabaco fosse obrigatório, os jovens talvez fumassem menos."

José Júdice in Metro - 13.04.2005

Ninguém obriga o aparecer de futuros viciados de tabaco no entanto, o Estado vê-se no papel de induzir que contribuam com mais impostas para a sua, e nossa, saúde. Cobrar fiscalmente aos fumadores dizendo que é uma forma de querer diminuir o consumo é uma acção cínica. Nãqo vão à fonte do problema, a indústria tabaqueira, porque são empresas muito rentáveis e com grupos de pressão poderosos.

Entretanto, os novos vão iniciando-se no vício e os velhos vão tentando deixá-lo. Talvez José Júdice tenha razão, a solução seria psicologia invertida.
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segunda-feira, junho 27, 2005

A frase

"Se fechassemos [a prisão de] Guantanamo, para onde iríamos?"

Donald Rumsfeld

Que tal, para o Tribunal Penal de Haia?

Merry-go-round II

«Na semana passada, o director da cadeia de Coimbra, José Barroso, foi transferido para o Estabelecimento Prisional Regional de São Pedro do Sul, na sequência da fuga, a 19 de Junho, de cinco detidos da cadeia que dirigia.» (in Agência Lusa)

E assim é na administração pública: quando alguém não faz o seu trabalho da melhor maneira, em vez de ser demitido, é transferido, transferindo também a possibilidade de ocorrência do mesmo erro para outro lugar.
Se cinco detidos se evadem da cadeia, isso não quer necessariamente dizer que a culpa seja do director. É senso comum que a necessidade aguça os sentidos e cinco prisioneiros com vontade de fugir devem ter aguçado a inteligência e explorado todos os pontos fracos quer do estabelecimento prisional, quer do staff que lá trabalha.
Mas é a típica "pescadinha de rabo na boca": se a culpa não pode ser imputada ao director, porquê transferi-lo? E se a culpa é dele, porquê transferi-lo para outra cadeia, onde a história se poderá repetir?
Parece o centro de saúde daqui da terrinha: quando fazemos queixa de uma funcionária, é transferida para outro centro de saúde da zona, mas depois fazem queixa dela lá, e mais dia, menos dia, já cá está outra vez.

domingo, junho 26, 2005

Punk's not dead?

"Este estilo é um híbrido de outros. Vejo o Grindcore como uma evolução natural do Punk, em que não há regras. E tu aí acertaste na mouche porque o grindcore é para ser extremo e diferente, para mudar. Algures durante a sua evolução as pessoas contentaram-se com aquilo que tinham e estagnaram. Não é isso que queremos, nós queremos continuar essa mentalidade de quebrar barreiras e criar algo novo."

Zac Joe (Cephalic Carnage) in Underworld #15

Seria a atitude do punk, uma atitude progressista, de ruptura, ou simplesmente de anti poderes instalados?
O jazz é um campo de experimentalismo, agora o punk?!
Foi a moda rebelde dos finais dos anos 70. Vomitou em cima, qual antítese, do glam rock e prog rock: simplicidade musical, antisocial das letras e imagem rude.

O genuíno punk morreu como qualquer moda: era laranja que já não dava sumo, quem o personificava mudou.
Serviu de influência como osmose e antítese nos anos 80, mas na década seguinte existiu um revivalismo (geração punk MTV) que nada tinha a ver com o sentimento de revolta de três decadas antes.

O punk poderá resultar como progressivo só à luz do crescimento individual de cada um. Pela recusa das sonoridades que nos saturam, aprendemos a ouvir e a testar outras novas. Só nos tornamos experimentalistas quando recusamos a música que o mercado nos impinge.

sábado, junho 25, 2005

Genial, Sr. Tojal!

Os emissores da rádio Voxx vão passar a transmitir a Cidade FM e a Media Capital Rádios (MCR) vai criar um novo produto, a Foxx FM, para a frequência da Cidade FM (...)
Entretanto, na antena da Cidade FM vai nascer um formato de «música urbana negra»


A Foxx FM passará a ser a rádio clone da Marginal do grupo MCR? Ou será que vão tentar fazer dela uma rádio hiphop?

Chegam sempre em atrasados e com uma visão desfocada. É por isso que a Best Rock é um fracasso e se não progride para os gostos do público luso, veja-se a Antena 3, acaba.

sexta-feira, junho 24, 2005

Segredo de Fátima

"Embora seja muitíssimo inocente, ela sabe que as interpretações da lei têm a sua subjectividade, e que algum juíz sem sentido de humor ainda se lembrava de a mandar prender no aeroporto"

João Miguel Tavares in DN - 17.06.2005

quarta-feira, junho 22, 2005

Português excelentíssimo

Jovem cientista de Coimbra 'foi' a Marte - DN

Especial de corrida

José Sócrates foi a Berlim explicar caso especial português nas verbas da UE.

Especial? E que tal se falasse com franqueza do dinheiro mal investido, e do que repousou no final nas contas bancárias de alguns nacionais?

terça-feira, junho 21, 2005

Errare humanum est

"Há quem confie na racionalidade dos processos políticos complexos. Tantos políticos inteligentes a tratar da Europa! Tantos dirigentes importantes a pensarem nas melhores soluções! Tantos partidos e instituições a estudarem as vias de resolução dos nossos problemas comuns! Com tudo isso, com é possível errar?"

António Barreto in Público - 05.06.2005

Reintegrar

A dissolução da Assembleia da República em Dezembro de 2004 fez disparar o Orçamento do Parlamento para 2005 no capítulo de subsídios de reintegração. Pelo menos 64 ex-deputados solicitaram este regime especial.

Dei por este subsídio à pouco tempo. No país europeu que tem desperdiçado consecutivas fornadas de dinheiro europeu para a sua organização e progresso não é de espantar: os deputados, tal como os reclusos das nossas prisões, têm subsídios de reintegração na sociedade civil!

Coitadinhos, não sabia que sofriam de exclusão pelos seus concidadãos.

Francamente, a esbanjar dinheiro com pessoas que têm mostrado pouca competência para decidir/por em prática o melhor para o país?

Felizmente o subsídio foi eliminado por medidas recentes do primeiro-ministro. Houve justiça.

segunda-feira, junho 20, 2005

Miminhos

"O ser mimado demais impede-nos de evoluir mais rapidamente"

Rita Blanco in DNa - 15.04.2005

Dr. Roriz de Almeida, você foi nomeado... venha jogar!

Nomeações partidárias têm sido, desde há coisa de uma década, uma das farpas lançadas entre bancadas partidárias... que a imprensa aproveita. No Diário Económico de há uma semana vinha a lume que o PS de Sócrates nomeou mais 60 boys que o Santana, no mesmo tempo inicial de governo. Os laranjinhas do PSD, e azulinhos bébé CDS, tinham inserido 1034 da sua confiança, enquanto Sócrates tem já 1094.

Só posso deduzir que são sinónimos da inflação...

Ah, já faltam colocar menos de 149 mil portugueses para a maioria PS cumprir uma das suas sonantes promessas.

domingo, junho 19, 2005

Sempre a abrir!

Diz-se dos portugueses que são mau condutores e uma das razões é o excesso de velocidade. Mas hoje um português está de parabéns por ter andado em excesso de velocidade. Tiago Monteiro o nosso piloto de Fórmula 1 ficou num honroso terceiro lugar, apenas atrás dos Ferrari de Schumacher e Barrichello. É certo que a corrida foi anómala pois apenas participaram seis pilotos. Mas isso agora não interessa nada! O que interessa é que Tiago Monteiro ficou para a história como o primeiro português a subir ao pódio nesta competição e a nossa bandeira também lá estava .

Cristo terá falecido por embolia pulmonar?

Did a blood clot kill Jesus? - CNN

Quem diria, à distância de mais de dois mil anos, ainda se nascem teorias sobre a morte de um personagem de um livro, precisamente o mais "vendido" à escala mundial.

Agora é Dr. Brenner do Centro Médico de Rambam que propõe a teoria da morte de JC se ter devido a embolia pulmonar.

Daqui a uns anos ainda se descobre que Boromir não morreu pelas espadas dos Orcs, mas de uma pneumonia... ou que a Abelha Maia padeceu de riso ao ver o Itchy and Scratchy.

sábado, junho 18, 2005

"Lagosta" suada

Raparigas suadas para vender futebol in A Capital

Lennart Johansson, presidente da UEFA, senhor com idade para já andar de fraldas, lançou ontem esta bonita análise aos microfónes da BBC.

"Há tantas empresas que podiam usar raparigas a jogar na relva, graciosas, suadas, sob chuva, ou a saírem dos balneários. Isso vende. Gosto de futebol de senhoras, cada ano está melhor. Comparando com há 10 anos atrás, está completamente diferente".

Gostaria também que velhos caquéticos como Blatter, José Avelange e o próprio Johansson deixassem o panorama do dirigismo futebólico. É tempo de dar o espaço aos mais novos. Sei lá, ao Valentim Loureiro por exemplo!

sexta-feira, junho 17, 2005

Sabor a Brasil

Poderia ser um nome de um restaurante brasileiro, mas não é.
É a sensação que me dá o "passeio" de feriado que umas largas dezenas de manos fizeram na praia de Carcavelos.

Já havia a mão de obra, faltava a técnica do "leva tudo à frente". O mais provavel é se tratar de marginalizados dos bairros de Lisboa que ganharam coragem, será melhor dizer cobardia, e foram fazer das suas no areal.


Mas... e se esse arrastão for só uma grave ilusão, como diz hoje A Capital?
O jornal foi investigar, falou com "polícias e ladrões" e outros demais personagens deste tornado palco "mundial" e deixou em ideia que nada poderá ter existido. É caso para pensar. Por exemplo, não houve reclamações de roubos, as fotos tiradas nada mostram.

Os jornalistas à noitinha não disseram nada de concreto. Limitaram-se a falar do não provado. A Capital está de parabéns pela investigação que se encontra incompleta na sua versão digital.

A crítica (musical)

Eu já li com interesse, em tempos idos, os textos do crítico de música do EXPRESSO, João Lisboa. Até posso dizer que algum do meu gosto pela música foi formado por dicas apanhadas nas críticas do dito autor. Mas tudo tem o seu tempo de validade, e de há anos a esta parte que se nota (e não sou só eu que noto) que Lisboa está absolutamente desactualizado: é um dinossauro irado, mas sem dentes nem vigor, os seus textos quase entrando numa lógica de "protestar contra estas coisas de que a juventude de hoje agora gosta.

Nuno Markl

Não dêem crédito a um crítico musical. É fugaz a sua sapiência e capacidade de acompanhar a realidade. Markl insurge-se contra João Lisboa (Expresso) e com razão.

Os sons e as performances mudam com as décadas, quem as revê muito raramente tem tacto para as acompanhar.
Faz parte da vida humana darmos valor às referências da nossa juventude. Daí que dos camaradas que agora entram pelos 60 anos a dentro apreciem Beatles, The Shadows e/ou os cantautores francófonos; os que cresceram nos anos 70, desde The Who, Led Zeppelin, Fleetwood Mac, Talking Heads, e por aí adiante.

Há pouco utilizei a palavra raramente porque conheço dois casos: John Peel, há pouco falecido, e António Sérgio.
Peel bem compreendia as bandas que lançava. Tanto dizia bem de Carcass como de Suede e era já um senhor dos seus 50 anos! António Sérgio, com idade para ter juízo, como se diz, passava do Heavy Metal ao Grind Core no programa da Comercial "Lança Chamas". Num programa de debate da SIC, quando questionado se Napalm Death era música, ele retorquiu que sim, e que quem não compreendia naturalmente que consideraria ser barulho.

Abundam os exemplos de críticos desajustados e orgulhosos. Um dos meus perdilectos é Nuno Galopim, um conhecedor do meio industrial. É capaz de chamar chatinhos aos Keane e de dizer a maior baboseira de um artista muito colorido. Também chamavam chatinhos pop aos Duran Duran, Cock Robin e Spandal Ballet, contudo, pessoas nascidas antes dos 90 reconhecem-lhes valor.

quinta-feira, junho 16, 2005

A mancha que eu via do IC1, afinal, não eram nuvens de chuva. É um incêndio, perto da minha casa. Por razões óbvias, vou para lá agora.
A minha terra só é notícia por razões tristes...

Pop corn

"Tudo indica que os mitos são feitos de informação, são feitos da mentira. Marlene Dietrich era o resultado da imagem que ela tinha criado de si própria e da alimentação dessa imagem até à exponenciação total."

Ricardo Pais in DNa - 29.04.2005

quarta-feira, junho 15, 2005

Por cá, continuo à espera

É óbvio e evidente que os eleitores - mais tarde ou cedo vai acontecer em Portugal - estão fartos de mentiras, de políticos que não dizem o que vão fazer, ou, se dizem, omitem o mais dramático e importante. Isso gera uma revolta interior profunda, que se expressa na primeira oportunidade.

Luis Delgado in DN - 01.06.2005

Dinis, Bárbara e Manuel Maria

Se alguma vantagem tinha sobre os seus opositores - além de ter Bárbara, Dinis e ideias -, Carrilho perdeu-a, usando erradamente a imagem da mulher e do filho. As ideias dissiparam-se num vídeo candidamente intitulado Manuel Maria Carrilho, o homem por trás do projecto.

Raul Vaz in DN - 10.06.05

A campanha barrete que Santana fez, inaugurou um estilo que, após ser tão criticado, não espera ver tão cedo. Eis que Manuel Maria, seu agregado familiar e Edson Athayde, seu publicista, nos supreendem.

Mau de mais aquele video lamecha. Será que a demência se apoderou dos políticos? Depois de tão vil derrota imposta a Santana Lopes e seu estilo, não interiorizaram que os portugueses não vão nesse estilo de campanhas? Pior: li críticas ferozes de Edson Athayde ao seu colega que planeou o marketing do candidato laranjinha... e agora vejo logo como principal arma, um video familiar em que a mulher do candidato diz para o seu fulho "mas nós queremos que o papá seja Presidente, não é?".

Tenham juízo...

terça-feira, junho 14, 2005

Tempos e vontades

"Mudam-se os temos mas, quanto às vontades, são muito mais antigas e, apesar do
fascínio por esta e aquela novidade (ou todas, como é o meu caso), nunca mudam."

Miguel Esteves Cardoso in DNa - 22.04.2005

Mudam-se os tempos, inventam-se novas necessidades. Novas necessidades que se
generalizam no tempo com as novas gerações, e se tornam em vontades... ou não!

A vida contada numa anedota

Como me tem faltado inspiração para escrever, deixo aqui a última "pérola" que me caiu no e-mail:

«No primeiro dia, Deus criou a vaca.

Deus disse:
- Tens que ir para o campo com o agricultor durante todo o dia e sofrer debaixo do sol, e dar leite para sustentar o agricultor. Eu dar-te-ei uma vida de 60 anos.

A vaca disse:
- É uma vida dura que tu queres que eu viva durante 60 anos. Dá-me somente 20 e eu devolvo-te os outros 40.
E Deus concordou.

No segundo dia, Deus criou o cão. E disse:
- Senta-te o dia perto da porta da tua casa e ladra para qualquer pessoa que entre ou que passe por perto. Eu dar-te-ei 20 anos de vida.

O cão disse:
Isso é muito tempo para estar a ladrar. Dá-me somente 10 e eu devolvo-te os outros 10.
Deus concordou.

No terceiro dia, Deus criou o macaco. E disse:
- Distrai as pessoas, faz truques de macaco e fá-los rir muito. Eu dar-te-ei 20 anos de vida.

O macaco disse:
- Que cansativo, truques de macaco durante 20 anos!? Acho que não. O cão devolveu-te 10 anos e é o que eu vou fazer também, ok?
Deus concordou.

No quarto dia, Deus criou o Homem. Deus disse:
- Come, dorme, brinca, faz sexo, diverte-te. Não faças nada, simplesmente diverte-te. Eu dar-te-ei 20 anos de vida.

O Homem disse:
- O quê!? Só 20 anos? Nem pensar! Vamos fazer o seguinte: eu fico com os 40 anos que a vaca devolveu, com os 10 do cão e os 10 do macaco. Isso faz 80. Pode ser?

- Sim - disse Deus - negócio fechado.

É por isso que durante os primeiros 20 anos comemos, dormimos, brincamos, fazemos sexo, divertimo-nos e não fazemos nada.
Os 40 anos seguintes, sofremos ao sol para sustentar a nossa família, os 10 seguintes fazemos figura de macaco para entreter os nossos netos, e os últimos 10 anos sentamo-nos na varanda e ladramos a toda a gente.»

Está explicada a Vida... E não é que faz sentido?

O que diz Ribeiro

Objectivamente, o senhor primeiro-ministro é o grande responsável por ter aberto em Portugal um clima de caça ao político, que acabou inclusive no senhor presidente da República

São comentários de Ribeiro e Castro (CDS) no Sábado passado na Madeira após ingerir um peixe-espada-preto com banana.

Pena é, não se investigar de onde vêm essas denúncias. Se terminaram no Presidente da Republica, porque passaram essencialmente por membros do PS e do seu governo? Políticos de outros quadrantes têm tantos ou mais "vícios" estatais, são tão ou mais responsáveis pelo seu instalar. Talvez do PSD ou do CDS saiam essas caladas sugestões que fazem eco na imprensa-escandaleira.

Mas Ribeiro e Castro não se insurge contra as acusações de batalha partidária, não admite é perder a burocracia doce que dá aos políticos fundos de maneio chorudos em troca de pouco trabalho e responsabilização por um Portugal melhor.

segunda-feira, junho 13, 2005

O revolucionário e o poeta

Nem Eugénio de Andrade era génio nem Álvaro Cunhal era o anti cristo.


Álvaro Cunhal lutou contra um regime anti-liberal e até à actualidade ninguém consegue provar que desejasse instaurar outro de índole comunista. É o argumento dos injustiçados do 25 de Abril e que, o líder do CDS teve para "homenagear" o defunto nonagenário.

Morreu uma das grandes figuras do século XX português. Tinha o que escasseia nos humanos que fazem a nossa sociedade: coerência e persistência num objectivo sem pensar no medo do fracasso. O facto de estarmos desarmados deste tipo de força, faz de Portugal um país pasmacento, sem capital capaz de gerar riqueza social, económica e intelectual.

Abordo os desaparecimentos da nossa praça positivamente, sempre com a mesma mensagem: pelos que deixam de existir, espero que outros grandes nomes lhes sucedam na nossa galáxia, nomes que façam a diferença.

Ainda no dia 10 de Junho passou um programa na RTP sobre a nata da portugalidade. Da música à ciência, da cultura à arquitectura, estavam lá representados maioritariamente personagens que há 10 anos já eram marcos de Portugal, cá e lá fora. Novos emergem, mas é necessário que lhes dêem uma mão...

Talento? II



"A maior parte das pessoas que ali (novelas nacionais) estão são umas criaturas que aprenderam a falar como quem está na discoteca, qualquer que seja o drama familiar, e desatar aos gritos assim que há um problema."

Ricardo Pais in DNa - 29.04.2005

domingo, junho 12, 2005

Fogo!

Quero labaredas na rua e não vejo!
Que é feito das fogueiras de Santo António? A viralidade máscula onde se repousa? Nas camas? Pelas ruas de Lisboa com um copo na mão? Ou se calhar em frente a uma playstation...

Talento?

sábado, junho 11, 2005

Compras na Feira do Livro na Quinta-Feira que passou

Antero de Quental, A Causa da Decadência dos Povos Peninsulares ,Guimarães Editores.

Rosa Lobato Faria, Flor de Sal, ASA.

José Gil, Portugal: o medo de existir, Relogio d'Agua.

= 24.85 Euros

sexta-feira, junho 10, 2005

Hoje é "dia da raça"

Famílias do CDS, recordam com saudade o Portugal do Estado Novo.
Salazar, Caetano e comadres festejam nas alturas.

quarta-feira, junho 08, 2005

O povo não é quem mais ordena

Parar para pensar é sempre um bom método, principalmente para quem não pensou, pelo menos tanto quanto devia, antes de ter dado o primeiro passo.

João Morgado Fernandes in DN - 03.06.2005

"Quando não legitimam à primeira, ligitimam à segunda. E se não for à segunda, há-de ser à terceira. De referendo em referendo, de "não" em não" até ao "sim" final. O povo atrapalha, incomoda, adia. Mas não decide.

Joao Miguel Tavares in DN - 03.06.200

Invasão fiscal?

A arrecadação das receitas fiscais está no seu limite de eficiência quase total e a cumprir o OE, não sendo por aí que o défice chegou ao que chegou. Significa isto, como já se sabia, que o álibi da fuga e evasão fiscal já não colhe efeitos.

Luís Delgado in DN – 25.05.2005

Por estas "direitas" palavras, só poderemos pensar que o país foi assolado por uma invasão fiscal. Infelizmente, quem mais recebe continua a aliar-se da responsabilidade dar para o investimento público de Portugal. Mas, começam a surgir melhores notícias quanto ao combate da fraude fiscal.

De quando a quando, Luis Delgado atira para o ar afirmações como estas. É daqueles que acredita que basta repetir o palavreado certo para convencer as pessoas de que estão a fazer juizos errados sobre determinados assuntos. O problema é que as suas constatações são de fácil reprovação graças a factos claros que estão à nossa disposição.

terça-feira, junho 07, 2005

O principio do utilizador pagador

Portugueses pagam mais por Internet lenta e com limites de tráfego.

Pagas mais, recebes menos e ainda tens a jóia de usares internet mais lenta! Porreiro, heim?

Calor!

Está calor, ou é impressão minha?

Um sorriso tudo resolve

"A não ser que a ONU, seguindo uma velha tradição, continue a priviligiar quem faça pouco e fale muito. Nesse campo, Guterres é realmente imbatível: há fortíssimas probabilidades de que a situação dos refugiados pelo mundo fora permaneça exactamente igual, mas pelo menos serão consolados com olhares doces, sorrisos beatos e lindas palavras."

João Miguel Tavares in DN - 27.05.2005

segunda-feira, junho 06, 2005

The drunf odyssey

Estou a ver o Six feet under sob o efeito de stilnox. Tou a tornar-me fã, apesar de ser apenas o segundo episódio que vejo e ter apanhado este já a meio, o que quer dizer que tou a leste.
Se eu conseguir parar de espirrar (efeitos secundários), volto cá para falar de signos do zodíaco. Maya e Paulo Cardoso, tenham medo. Tenham muito medo!

Eia, olha ali uma cena de beijos... e acabou :(

Aguardo o resumo feito pela Bomba

Canzoada dos microfones

"hoje o primeiro objectivo de qualquer político é não ser Santana. O que significa não fornecer a nenhum jornalista o mais vago pretexto para perturbar o sossego e bom nome de quem manda. (...)
O que se passa entre políticos fica entre políticos. A canzoada da imprensa e da televisão que se contente com retórica e generalidades. Não merece mais.

Vasco Pulido Valente in Público - 14.05.2005

Uma nova igreja?

"É necessário um encontro, ou um reencontro, com a ciência em todas as áreas. É imprescindível uma harmonia entre a Igreja e a ciência" D. Jorge Ortiga, presidente da Conferência Episcopal in Expresso - 16.04.2005

A harmonia que nunca existiu porque quando tinha mais podera Igreja limitava o saber científico devido à sua firmeza de princípios (dogmas). Quando as sociedades necessitaram de laicizar os Estado, registou-se maior desenvolvimento das social, económico e cultural.

domingo, junho 05, 2005

Amo.te Lda.

Pedro Miguel Ramos expande dia a dia o seu "Amo.te" franchising. Depois dos bares Amo.te Meco, Amo.te Chiado, Amo.te Chiado, Amo.te Covilhã, entre outros temos já um programa Amo.te Rádio no éter da Oxigénio FM.

Antes do natal, alargar-se-á o conceito. Amo.te sabão azul e branco, Amo.te óleo de fígado de bacalhau e Amo.te papel higiénico serão dos primeiros produtos a ser comercializados com o prefixo.


Iluminados, mas não pelos holofotes

Pense-se na improbabilidade sociológica. Fim dos anos setenta, quatro rapazes de Manchester, uma cidade desinteressante, perdida no Norte de Inglaterra, que se juntam para pegar no que sobrava do movimento punk e, com uma nitidez quase excessiva, preparar a cultura contemporânea, e a música em particular, para o futuro.

Que prosa tão bonita, Pedro Adão e Silva!

Adoro quando a crítica fala de operários da música pop como iluminados do seutempo, seres que na sua debilidade constroem obras primas da humanidade. Joy Division e o que sossobrou dele (New Order) foram pão para indústrias culturaisno pós-punk. São agora relembrados pelo concerto no SBSR e pela efeméride damorte de Ian Curtis. E quão belos tratados sociológicos saíram das pinhas deseus admiradores, certamente trintões-à-beira-dos-quarenta, que escrevem nosjornais...

É a complacência do jornalismo com a máquina facturadora do entertenimento.

sábado, junho 04, 2005

Excêntrico?

Portugal já teve alguns premiados máximos no euromilhões e nenhum mostrou excentricidade.
Não o vi na rua gritar que, da noite para o dia, encheu os bolsos de grana. Não deram a cara para os média. Desapareceram.

Conquanto, a publicidade feita pela Santa Casa continua a bater na mesma tecla: "fazer excêntricos". Com razão, provocar a sensação de grandeza pecadora nos consumidores é uma função do marketing. Há que fazê-los sentir que são especiais.

sexta-feira, junho 03, 2005

A mim não! A mim não!

Os portugueses podem ser expoliados das suas já pequenitas regalias, pagar mais impostos, ser ampliada a idade da reforma, etc... Mas quando o governo parece que vai tomar uma atitude de jeito, ou seja, aplicar as medidas (as tais para combater o défice), de igual forma a todos, os políticos insurgem-se: "eu tenho direito à minha reforma" diz Alberto J. Jardim, é uma "injustiça" diz Freitas do Amaral, referindo-se ao facto dos deputados e outros ligados à governação auferirem vários rendimentos.

Mas o que é certo, é que o Ministro da Economia que definiu as medidas, recebe uma bela pensão e um belo ordenado e não vai abdicar de nenhum e o Primeiro-Ministro vem em sua defesa afirmando que "isto é uma campanha de assassinato de carácter", é a velha história da cabala.

"Os políticos ganham pouco", afirmam os próprios, eu não ganho nada e continuo à espera de um dos 150 mil postos de trabalho que Sócrates prometeu para os jovens licenciados.

Quem ganha no Iraque?

o Iraque foi (é) uma derrota pesada para o jornalismo. Baleados e bombardeados (pela coligação), ou raptados e decapitados em público (pelos terroristas), os jornalistas nunca souberam o que realmente aconteceu nas semanas da invasão. E, actualmente, estão emparedados nas zonas protegidas de Bagdad, longe do terreno.

A cigarra do reino

O problema é que os portugueses não se esquecem e, pior, não costumam perdoar a quem brinca com eles.

Estas são das palavras preferidas de Jorge Coelho. Problemas gerados no país? Nada é com ele, na sua análise deveu-se sempre às acções de outras cores políticas. Como tanque de arremesso que é do PS, avança sempre sem medos em nome dos que "não se esquecem" nem perdoam.

Se não tivessemos memória curta e uma justiça pasmaceira, o caso "Entre-os-rios" tinha arredado Jorge Coelho para o lugar que lhe é devido: o dos políticos nacionais mediocres a quem já ninguém passa o "microfone".


quinta-feira, junho 02, 2005

Palpitando

"Ficou claro para mim que os portugueses gostam mais de diagnósticos do que soluções. Somos todos comentadores políticos, seleccionadores nacionais, treinadores de todos os clubes. Temos palpites inteligentes. (...) Nós somos brilhantes a apontar o dedo, criticar, a dar solução. Ou melhor, a dar a táctica (...) O problema é que depois não fazemos. (...) Palpitamos, mas não nos palpita cumprir."

Pedro Rolo Duarte in DNa - 18.03.2005

Marcello, herói póstumo

Marcello tinha planos para independência de Angola

Um dia destes ainda se descobre que Marcello Caetano sabia que havia abuso de menores na Casa Pia e que tinha um plano para combate-lo. Ou que colaborava no Priorado de Sião para manter a verdade fora do alcance dos senhores do mal…

quarta-feira, junho 01, 2005

Um gajo do contra

Reduzir a atitude do advogado José Sá Fernandes a uma manobra de 'marketing' é reduzir a cidadania à dimensão do oportunismo político. Até prova em contrário, não é isso que sucede.

Pedro Rolo Duarte in DN - 10.05.2005

"Sá Fernandes revelou coragem na forma como enfrentou interesses, ilegalidades e trapalhadas. O homem das acções populares quer agora avançar com uma candidatura independente à CML. Apressadamente já o censuraram por isso, mas não se percebe porque é que alguém que tem trabalhado em defesa de Lisboa não pode concorrer a edil da cidade."

Pedro Lomba in DN – 13.05.2005

Era uma vez, um país que há 30 anos era governado por duas cores

querendo ser sérios, há que sublinhar que as responsabilidades se repartem por todas as forças políticas que estiveram, ao longo de décadas, no Governo do País.
(…)

se ao PSD e ao CDS/PP se pode apontar o facto de não terem ido mais longe nas medidas difíceis que o sucesso da consolidação orçamental impunha, ao PS devem ser atribuídas culpas muito mais determinantes. E isto por duas razões desde logo, porque entre 1996 e 2001, em momento de significativo crescimento económico, não quis levar a cabo as reformas de fundo que sabia serem indispensáveis e cujas consequências e custos sociais teriam então sido bem menos gravosos; mas também porque, quando passou à oposição, se recusou a apoiar as medidas de saneamento das finanças públicas, criticando ao invés a obsessão do défice que atribuía à anterior maioria.
(…)

Uma coisa tenho por certa não se pode pedir mais sacrifícios aos portugueses se não houver a certeza do rumo seguido. Não podemos perder mais tempo, nem nos podemos dar ao luxo de, nas questões decisivas, trocar de orientação sempre que muda a maioria política.


José de Matos Correia in DN – 25.05.2005