Astróloga dá vitória a Sócrates
Santana Lopes diz que o PSD está próximo de ganhar as eleições
De certeza que Santana Lopes terá em sua posse previsões astrológicos próprias, assim como acontece com é o caso das suas sondagens.
Centro de reflexão do nacional-porreirismo
Astróloga dá vitória a Sócrates
Santana Lopes diz que o PSD está próximo de ganhar as eleições
De certeza que Santana Lopes terá em sua posse previsões astrológicos próprias, assim como acontece com é o caso das suas sondagens.
"Onde está o verdadeiro Portas? No líder conservador e responsável que surge todos os dias nos nossos ecrãs? Ou no anarquista de direita, iconoclasta, tolerante, destemperado, indisciplinado, desregrado e com valores pouco tradicionais que é recordado pelos seus antigos colegas de O Independente? Mais do que agir por convicção, Portas parece estar a desempenhar um papel para consumo público, porque é suficientemente inteligente para saber como fazê-lo e porque o traquejo da escrita lhe ensinou o jogo rigoroso das palavras"
Joaquim Vieira in Grande Reportagem, 12 Fevereiro 2005

Com a campanha na recta final, o PSD de Santana Lopes continua firme na sua estratégia: "O nosso Primeiro-ministro era um poço de vitalidade e competência. Tiraram-no indevidamente do poder, coitadito". Daí que a nova palavra dos cartazes seja fazer.
A estratégia de vitimização (sondagens e jornalistas) aliada ao ataque à tralha guterrista (cartazes dos jotinhas) já ridiculariza o candidato laranja. Palavras como fazer, verdade e competência destoam da imagem que evidenciou nos seis meses de gestão. São as sondagens que o comprovam.
No fim-de-semana, o Expresso apresentou uma sondagem em que eram realizadas uma série de questões de carácter quotidiano. As percentagens conotavam Sócrates a capacidade de trabalho intelectual e a Santana a lazer.
O marketing do PSD está a falhar. Os portugueses continuam a associar Santana a instabilidade e incompetência. Dia 20 de Fevereiro veremos se assim não é.
O homem humilha-se
Um homem também chora
Menino Santana
Também deseja colo
Deseja queridas
Precisa de acompanhamento
Precisa de ternura
Precisa de tratamento
Da própria candidatura
Políticos são pessoas
São falsos, são ágeis
Políticos são meninos
Medem-se em sondagens
Precisam de um poleiro
Precisam de um repouso
Precisam de um cargo
Que os tornem refeitos
É triste ver este homem
Santana tontinho
Fazendo figura de simplório
Metendo a culpa nos outros
Eu vejo que ele berra
Eu vejo que ele dança
À noite na discoteca
Deseja a fama
O homem humilha-se
Se o colocam em cartazes
Cartazes são a sua campanha
E campanha dá poleiro
E sem o seu poleiro
Um político não tem presença
E sem a sua presença
Santana, não tem fama
Não dá para ser feliz
Não dá para ser feliz
Coragem e ousadia são dois dos adjectivos que muitos atribuem à SIC, por ser a primeira estação a apostar num elenco totalmente negro para protagonizar um programa – ‘Os Jika da Lapa’ –, uma mistura de ‘sitcom’ com ‘talk show’, que se estreia hoje à noite.
Coragem e ousadia. Duas elogiosas palavras, enganosas no meu parecer, para uma das TVs comerciais nacionais.
"Os Jika da Lapa" são sem dúvida um formato de salutar investimento, mas são o exemplo que só investimos quando já temos o programita testado lá fora.
Nos EUA existem séries de humor só de afro-americanos, para afro-americanos. É da BBC que destaco a série "étnica" mais impecável: Good Gracious Me (Valha-me Deus - 2:), palhaçadas da comunidade indiana de na Grã Bretanha. É exibido hoje à noite no segundo canal.
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Embora muitos pensem que sim, alegria e tristeza não têm códigos exclusivos de reacção.



O gato lançou-se a acidental. Ricardo Araújo Pereira, um dos talentosos argumentistas que temos em Portugal, fartou-se de piadinhas de direita e rosnou um pouco no blogue que iniciou a história Gato Fedorento. Em causa estava um jantar do Bloco de Esquerda em que RAP esteve presente.
Estamos em condições de adiantar a ementa que se serviu nesse jantar.


"É com esse espírito que o PSD, mobilizado em torno de Santana Lopes, disputará as eleições. De norte a sul e nas ilhas do Atlântico, o PSD é um partido repleto de homens e mulheres de coragem, de gente de todas as classes sociais, afirmada nas suas profissões e que ousa remar contra a maré. É gente que separa o acessório (as paixões subjectivas) do essencial (o combate por Portugal). É gente que cerra fileiras e não tem medo da luta."
José Freire Antunes, Candidato a deputado pelo PSD no Porto, DN - 14/01/2005
"A causa profunda deste mal-estar dá pelo nome de partidocracia. Ao escolher os deputados em que o cidadão é obrigado a votar (a menos que se abstenha), os partidos estão, na prática, a gerir equilíbrios de forças internas e a cuidar dos seus interesses próprios, em detrimento de populações que serão tudo menos representadas por tais eleitos. Esses deputados pára-quedistas são os mais fiéis aos partidos (...) Pois o seu destino político depende do partido e não deles"
José Manuel Barata-Feyo, Grande Reportagem - 15/01/2005


O governo está cada vez mais em consonância com a realidade. Associa-se ao lançamento do filme Ladder 49, mais uma pelicula lamecha que trata de heróis americanos para consumo interno. Nomeou Gil Martins para o cargo de coordenador do Centro Nacional de Operações de Socorro. Foi um personagem que fez pouco do esforço dos bombeiros, aquando do Verão quente de 2003. Alguém terá ficado satisfeito, os bombeiros nem por isso.
É aquela sensação do coiso... introduzir um furão num galinheiro. Ai, estas metáforas. Estou a ficar como o outro...
Questões não respondidas no hino que carinhosamente o partido dedica a Santana Lopes:
1. Quem é a menina morena? A nova-ex-futura dama?
2. Quem vive para a pandega também chora?
3. Merece palavras amenas o homem, ou a menina, que é boa cigarra mas má formiga?
4. Santana foi à tropa? Foi figurante em algum filme medieval?
5. Descanso? Sonho? Já não dorme a sesta?
6. Pode-se considerar projecto de vida, uma ambição desmedida que o leva a não concluir mandatos que lhe foram confiados?
7. Santana faz musculação ou halterofilia?
8. Tem pesadelos e hemorragias nocturnas?
9. Tem consciência que o humilham quando se canta esta letra?
10. Que mais fará para ser feliz? Continuar a promover o ridículo?
Hoje pelas 19h15, a 2: dá o segundo episódio de uma boa série de investigação: "Portugal – Um Retrato Ambiental". Produzida para a RTP, escrita por Luísa Schmidt e realizada por Francisco Manso, dá-nos uma visão sem-papas-na-lingua de como o ambiente é o elo mais fraco da nossa sociedade. O ordenamento das povoações, zona costeira, a fauna e flora... o imobiliário, o turismo, a economia. A excelência, como diria o outro. Sem medos, sem visões entrecortadas por outros interesses. A verdade nua e crua.
Parabéns à RTP pelo serviço que tem prestado. Já agora diga-se que é de louvar o facto de ter assinado com o sociólogo António Barreto para a produção de uma série de seis episódios sobre as principais mudanças verificadas na sociedade portuguesa, nas últimas quatro décadas.
